Hardware avançado nas mãos do guru Gabriel Torres

Publicado em 09 de novembro de 1998 no jornal O Povo, Fortaleza/CE

Qual a avaliação que você faz dos profissionais que estão procurando aprender mais sobre hardware no Brasil?

Uma grande vantagem do profissional brasileiro sobre o estrangeiro é o jogo de cintura. Todo mundo aqui sabe fazer um "quebra galho" de maneira mais fácil, mais rápida. O que falta realmente é formação: o profissional aprender como as coisas devem ser feitas. A carência fica por conta da falta de educação, de treinamento. Mas os profissionais não deixam nada a dever.

Qual a tendência que vigora atualmente no mercado nacional, em se tratando de profissionais ligados à área de hardware?

Hoje esse mercado está se ampliando, até porque cada vez mais pessoas têm computadores em casa, e elas vão precisar de mais profissionais para consertar esses computadores. É um mercado promissor e, no Brasil, temos bons profissionais e outros que não são bons, e isso é igual em qualquer outro lugar do mundo.

Qual a dica que você dá para quem não tem domínio nenhum de hardware, mas está querendo começar a aprender sobre o assunto?

Quem quer aprender sobre hardware tem que ter algumas coisas em mente. A primeira: não ter medo de experimentar. Às vezes as pessoas ficam muito limitadas, pensando "não vou fazer", com medo de queimar alguma coisa. Tem certos procedimentos que, obviamente, vão queimar o computador, principalmente em se tratando de hardware. Mas é importante não ter medo de tentar. É importante também ler muito sobre o assunto, fazer cursos, procurar informações na Internet e conversar com profissionais atuantes no mercado. Não pode ter vergonha de perguntar, de tirar dúvidas. Só conversando que a gente se entende.

Como surgiu o convite para você vir a Fortaleza?

Eu tenho um curso no Rio de Janeiro em que formo profissionais para a área de hardware. O pessoal da A&M me procurou e perguntou se eu não queria fazer um seminário em Fortaleza, para melhorar o mercado local, atualizar os profissionais. Isto porque muitas vezes as pessoas querem aprender a consertar um computador na prática, sem embasamento teórico. Eles me convidaram também até por uma necessidade deles mesmos, porque estavam procurando se especializar um pouco mais.

Esse seminário, então, é mais voltado para a teoria?

É mais teórico. Num curso rápido como esse, não há condições de se fazer muita prática, até pelo número de pessoas que estão juntas assistindo à aula ao mesmo tempo. No meu curso, no Rio, eu tenho 10 alunos por turma, onde posso dar atenção a todo mundo e realmnete formar um bom profissional. Como este é um seminário de poucos dias, e eu nem sempre vou estar aqui, tem mais gente querendo ver. Acho que agora (quarta-feira, dia 4) já são mais de 50 inscritos [O seminário teve 70 pessoas inscritas]. Não há condições de fazer apresentações práticas com cada um. Então, faço apresentações e a parte prática é relativa aos estudos de casos. Para o último dia, foi programada uma aula só de perguntas e respostas, uma espécie de consultoria.

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