Placa-Mãe ECS KN1 Extreme
Por Daniel Barros em 08 de maio de 2005
Introdução
Finalmente iniciamos nossa rodada de testes de placas-mãe PCI Express para processadores soquete 939. A primeira placa para esta nova plataforma que testamos foi a KN1 Extreme, da ECS.
A KN1 Extreme é a placa-mãe topo de linha da ECS para processadores Athlon 64 e Athlon 64 FX, usando o chipset nForce4 Ultra da nVidia.
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Figura 1: Caixa da Placa-Mãe KN1 Extreme.
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Figura 2: Placa-Mãe ECS KN1 Extreme.Como todas as placas da série Extreme, a KN1 é super colorida. A placa tem a cor púrpura metálico, os soquetes de memória são na cor azul e amarelo, diferenciando os canais da memória, os conectores das portas Serial ATA são na cor laranja, um slot PCI chamado de PCI Extreme é amarelo, os conectores IDE principais são na cor verde limão e o suporte do dissipador de calor do processador é laranja. O chipset nForce4 Ultra é resfriado por um enorme dissipador de calor ativo (isto é, com ventoinha) prateado. Esta ventoinha – que é transparente – emite um ruído agudo que incomoda bastante, simplesmente inaceitável nos dias de hoje.
Em nossa opinião tanto o tamanho do dissipador como a velocidade de rotação desta ventoinha são exagerados e desnecessários, já que outras placas que testamos e que utilizam o mesmo chipset usam dissipadores pequenos com ventoinhas de baixa rotação. Pelo tamanho do dissipador, acreditamos que, só ele, sem o uso de uma ventoinha já seja suficiente para refrigerar corretamente o chipset nForce4 Ultra.
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Figura 3: Dissipador de calor ativo do chipset nForce4 Ultra.Assim como a sua irmã menor KV2 Extreme, que já testamos, a KN1 Extreme também possui o recurso Doctor LED que consiste em um LED de alto brilho de cor azul na frente de cada slot. Estes LEDs piscam quando não existe nenhuma placa conectada ao slot ou quando uma placa conectada não está bem encaixada, ficando acesos quando existe uma placa conectada, indicando o bom funcionamento do slot.
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Figura 4: Doctor LED em ação.Outra novidade é uma coifa de acrílico verde limão na parte de trás da placa que junto com uma ventoinha ajuda a resfriar os transistores MOSFET e a retirar o ar quente daquela região, imitando alguns fabricantes que já utilizam este recurso há algum tempo. No caso desta placa, acreditamos que se os transistores contassem com dissipadores de calor a eficiência deste recurso seria maior. Sinceramente, do jeito que este recurso está ele é pouco eficiente e só ajuda a gerar ainda mais ruído. Felizmente a ventoinha utilizada na coifa é mais silenciosa do que a utilizada no chipset. Por causa desta coifa não existe espaço para o conector DB-25 utilizado pela porta paralela. Esse conector está disponível através de cabo adaptador que acompanha a placa.
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Figura 5: Coifa traseira que auxilia na ventilação.A KN1 Extreme conta com quadro soquetes DDR-DIMM, aceitando até 4 GB de memória DDR266/333/400. A ECS usou a cor azul nos soquetes 1 e 2, e amarelo nos soquetes 3 e 4. Para utilizar o recurso DDR Dual Channel basta instalar os módulos nos soquetes de mesma cor que não há erro: você estará usando o esquema DDR Dual Channel.
Mais Recursos
Na parte de suporte a armazenamento ela conta com duas portas IDE ATA-133 e quatro portas Serial ATA II controladas pelo chipset nForce4 Ultra. Essas portas já suportam o NCQ (Native Command Queuing), leia nosso artigo sobre o assunto, e contam com o recurso nVidia RAID que permite a utilização combinada de até oito discos rígidos (quatro Serial ATA e quatro ATA-133) no esquema RAID 0, 1, 0+1 ou JBOD. Estão disponíveis também mais duas portas Serial ATA (RAID 0, 1, 0+1 e JBOD) controladas pelo chip SiS 180. Este chip controla também uma porta IDE ATA-133 RAID extra, tornando possível a utilização de dois discos Serial ATA e dois discos ATA-133 no esquema RAID 0+1. No total a KN1 Extreme possui três portas ATA-133 e seis portas Serial ATA, permitindo a utilização de até 12 periféricos de armazenamento. A placa vem com seis cabos Serial ATA na cor laranja, um adaptador de força para dois dispositivos Serial ATA, dois cabos IDE de 80 vias e um cabo para a unidade de disquetes, sendo esses três na cor preta.
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Figura 6: Seis Portas Serial ATA (Quatro SATA-300 controladas pelo chipset e duas SATA-150 pelo chip SiS 180) e porta IDE ATA-133 adicional.
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Figura 7: Cabos e acessórios que acompanham a KN1 Extreme.
Na parte de rede a KN1 Extreme conta com rede on-board dupla. Uma delas é Gigabit Ethernet (1.000 Mbps) controlada pelo próprio chipset nForce4 Ultra ligada diretamente ao barramento PCI Express, portanto, sem perda de desempenho e conta com o firewall por hardware chamado nVidia ActiveArmor, sendo necessário somente um chip para fazer a interface com a camada física, que no caso desta placa-mãe é o Marvell 88E1111. A outra porta de rede é Fast Ethernet (100 Mbps), sendo controlada pelo chip Realtek 8100C.Um opcional interessante que essa placa permite e que recebemos para testes é um dispositivo semelhante a um chaveiro de memória USB, que conectado a um berço pode funcionar como uma interface de rede sem fio padrão 802.11g (54 Mbps) ou como um ponto de acesso via software quando o sistema operacional utilizado for o Windows XP ou 2000. Com esse opcional a KN1 Extreme pode ter no total até três conexões de rede transformando seu micro em um servidor de rede sem fio doméstico ou para pequenos escritórios, podendo compartilhar arquivos, impressoras e acesso à Internet, evitando a compra dos caros pontos de acesso sem fio. A placa vem com um cabo de rede crossover que pode ser usado para conectar a KN1 a outro micro sem o uso de um hub ou switch.
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Figura 8: USB Dongle que pode funcionar como placa de rede sem fio de 54 Mbps ou como ponto de acesso.
O som on-board desta placa-mãe é de "apenas" seis canais (formato 5.1). Dizemos "apenas" porque as placas concorrentes já possuem som de oito canais (formato 7.1). Ele é produzido pelo chipset em conjunto com o codec Realtek ALC655, que possui relação sinal/ruído de 90 dB e tem tecnologia “Jack Sensing Support” que auxilia o usuário na ligação dos conectores de áudio (o sistema reconfigura os plugues do som on-board de acordo com o plugue que foi encaixado; se o usuário encaixar as caixas de som na entrada de microfone, por exemplo, o sistema automaticamente reconfigura a entrada de microfone para ser a saída de linha). Também possui saída SPDIF coaxial e óptica soldada na própria placa.
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Figura 9: Conectores da KN1 Extreme.
A placa tem dez portas USB 2.0 (quatro soldadas sobre a placa e seis através de cabo adaptador) e duas portas Firewire (IEEE 1394a), controladas pelo chip Texas Instruments TSB43AB22A. A placa vem com um adaptador para mais duas portas USB e duas portas Firewire (ver figura 7), sendo uma porta em tamanho convencional e a outra porta em tamanho miniatura. Esse adaptador pode ser fixado atrás do micro ou então na frente, utilizando um módulo adaptador que se encaixa em uma baia de 3 1/2".A ECS KN1 Extreme vem com um CD com diversos utilitários, drivers da placa, o nVidia nTune e o WinDVD Suite da Intervideo, contendo um reprodutor, editor e decodificador de filmes em DVD.
Principais Caracteristicas
As principais características da ECS KN1 Extreme são:
- Soquete: 939. Chipset: nVidia nForce 4 Ultra (PCI Express x16).
- Super I/O: ITE IT8712F.
- IDE Paralela: Três portas ATA-133.
- IDE Serial: Quatro portas SATA-300 controladas pelo próprio chipset (RAID 0, 1, 0+1 e JBOD) e duas SATA-150 controladas pelo chip SiS 180 (RAID 0, 1, 0+1 e JBOB).
- USB: 10 portas USB 2.0 (quatro soldadas diretamente na placa-mãe e duas disponíveis através de cabo adaptador). Quatro portas ficam sobrando.
- Firewire (IEEE 1394a): Duas portas controladas pelo chip Texas Instruments TSB43AB22A , disponíveis através de cabo adaptador que acompanha a placa uma em tamanho convencional e outra em tamanho miniatura.
- Som on-board: Produzido pelo chipset em conjunto com o codec Realtek ALC655 (seis canais, resolução de 16 bits e relação sinal/ruído de 90 dB). Possui saída SPDIF coaxial e ótica soldadas diretamente na placa.
- Vídeo on-board: Não.
- Rede on-board: Sim, duas, uma Gigabit Ethernet controlada pelo chipset em conjunto com o chip Marvell 88E1111 e outra Ethernet 10/100 usando o chip Realtek RTL8100C.
- Buzzer: Sim.
- Fonte de alimentação: ATX 2.0.
- Slots: 1 slot PCI-E x16, 2 slots PCI-E x1 e 3 slots PCI .
- Memória: 4 soquetes DDR-DIMM (máximo de 4 GB até DDR400/PC3200).
- Quantidade de CDs que acompanha a placa: 2 CDs.
- Programas que acompanham a placa: nVidia nTune e o WinDVD Suíte.
- Recursos extras: Saídas SPDIF coaxial e óptica sobre a placa-mãe, conectores do painel frontal do gabinete coloridos.
- Mais informações: http://www.ecsusa.com.
- Preço médio nos EUA*: US$ 111,50 sem a rede Wi-Fi.
* Pesquisado em http://www.pricewatch.com no dia da publicação deste teste. Este preço é apenas uma referência para comparação com outras placas. O preço no Brasil será sempre maior, pois devemos adicionar o câmbio, o frete e os impostos, além da margem de lucro do distribuidor e do lojista.
Como Testamos
Em nossos testes de desempenho usamos a configuração listada abaixo. Entre as nossas sessões de teste o único dispositivo diferente era a placa-mãe que estava sendo testada. Entre cada sessão de teste reformatamos o disco rígido e reinstalamos todos os softwares, em seguida desfragmentamos o disco rígido.
Configuração de Hardware
- Versão do BIOS: 1.0f - 30 de março de 2005.
- Revisão da placa: 1.0.
- Processador: Atlhon 64 3800+ (2,4 GHz)
- Cooler: Gigabyte 3D Rocket Cooler Pro.
- Memória: Dois módulos PC4000 Corsair TWINX1024-4000PRO com 512 MB cada, em configuração DDR Dual Channel DDR400 (3-4-4-8 1T).
- Disco rígido: Samsung SpinPoint SP0411N (7.200rpm, 40GB, ATA-133).
- Placas de Vídeo: Duas nVidia Geforce 6600GT 128MB PCI-E.
- Resolução de vídeo: 1024x768x32 75Hz.
- Fonte de alimentação: Seventeam ST400-WAP (PFC Ativo).
Configuração de Software
- Windows XP Professional em inglês, instalado em NTFS.
- Service Pack 2.
- Direct X 9.0C.
- Windows Media Player 9 + Encoder Pack.
Versão dos drivers utilizados
- Versão do driver de vídeo nVidia: 71.89 WHQL.
- Versão do driver nForce: 6.53 WHQL Stand Alone Kit.
Programas de teste utilizados
- SYSmark2004 Patch-2
- PCMark 04 Build 1.3.0
- 3DMark2001 SE Build 3.3.0
- 3Dmark 03 Build 3.6.0
- 3Dmark 05 Build 1.2.0
- Doom 3
- Quake III Arena 1.32
Adotamos uma margem de erro de 3%. Com isso, diferenças de desempenho inferiores a 3% não podem ser consideradas significativas. Em outras palavras, produtos onde a diferença de desempenho seja inferior a 3% deverão ser considerados como tendo desempenhos similares.
Desempenho Geral
Nós medimos o desempenho geral dessa placa-mãe utilizando o programa SYSmark 2004, que é um programa que simula a utilização de aplicativos reais. Dessa forma, consideramos este o melhor programa para medir, na prática, o desempenho de uma máquina.
Os testes se dividem em duas categorias:
- Criação de conteúdo Internet (Internet Content Creation): Simula a criação de uma página WEB avançada contendo texto, imagens, vídeos e animações. Para isso são utilizados os seguintes programas: Adobe After Effects 5.5, Adobe Photoshop 7.01, Adobe Premiere 6.5, Discreet 3ds Max 5.1, Macromedia Dreamweaver MX, Macromedia Flash MX, Microsoft Windows Media Encoder 9, McAfee VirusScan 7.0 e Winzip 8.1.
- Utilização de aplicativos populares (Office Productivity): Simula tarefas comuns em um escritório como uso de e-mails, criação de documentos e apresentações e uso de banco de dados. Para isso são utilizados os seguintes programas: Adobe Acrobat 5.05, Microsoft Office XP SP2, Internet Explorer 6.0 SP1, NaturallySpeaking 6, McAfee VirusScan 7.0 e Winzip 8.1.
O programa apresenta resultados específicos para a cada bateria de testes, além de um resultado final, que é uma média ponderada destes dois resultados. Todos os resultados estão em uma unidade própria do programa.Nós selecionamos as seguintes placas-mãe para comparação com a ECS KN1 Extreme: A Foxconn WinFast NF4UK8AA-8EKRS (nForce4 Ultra) e a DFI LANPARTY UT Nf4 SLI-D (nForce4 SLI).
Os resultados você confere no gráfico abaixo.
Neste teste todas as placas testadas tiveram praticamente o mesmo desempenho.
Desempenho de Processamento
Nós medimos o desempenho de processamento através do programa PCMark04. A ECS KN1 Extreme obteve desempenho similar ao de todas as placas mãe soquete 939 PCI-E que testamos: Foxconn WinFast NF4UK8AA-8EKRS (nForce4 Ultra) e DFI LANPARTY UT Nf4 SLI-D (nForce4 SLI).
Desempenho 3D
Uma das melhores maneiras de se medir o desempenho de um micro é através de jogos 3D, que normalmente exigem o máximo da placa-mãe, memória, processador, placa de vídeo e disco rígido. Para isso, escolhemos três programas para medir o desempenho 3D da placa-mãe testada: 3DMark2001 SE, 3DMark03, 3DMark05, Doom 3 e Quake III Arena. As placas com recurso SLI foram testadas duas vezes. Uma com o SLI ativado e outra sem o SLI.
3DMark2001 SEO 3DMark2001 SE simula jogos baseados no DirectX 8.1. Usamos este programa para vermos como esta placa-mãe se comporta rodando jogos desta geração.
No 3DMark2001 SE, a placa mãe ECS KN1 Extreme obteve desempenho similar ao das placas Foxconn WinFast NF4UK8AA-8EKRS (nForce4 Ultra) e DFI LANPARTY UT Nf4 SLI-D (nForce4 SLI) em modo normal. A DFI LANPARTY UT Nf4 SLI-D com o recurso SLI ativado, que promete quase dobrar o desempenho gráfico, foi 8,04% mais rápida que a placa-mãe testada. Essa pequena diferença ocorreu por que aplicativos e jogos mais antigos não se beneficiam muito da tecnologia SLI.
3DMark03
Já o 3DMark03 simula jogos baseados no DirectX 9, que são os jogos contemporâneos. Usamos este programa, portanto, para verificarmos como a placa-mãe testada se comporta rodando jogos DirectX 9.
No 3DMark03, a placa mãe ECS KN1 Extreme também obteve desempenho similar ao das outras placas-mãe PCI-E que testamos, em modo normal. Com o modo SLI ativado a placa-mãe DFI LANPARTY UT Nf4 SLI-D (nForce4 SLI) foi 66,15% mais rápida.
3DMark05O 3DMark05 mede o desempenho simulando jogos escritos para o DirectX 9.0c, ou seja, usando o modelo Shader 3.0. Este modelo de programação é usado pelo jogo Far Cry e por jogos que serão lançados em 2005. Atualmente somente os chips da nVidia da série 6 (6600, 6800 etc) são Shader 3.0. Os chips concorrentes da ATI continuam sendo Shader 2.0. Usamos este programa, portanto, para verificarmos como a placa-mãe testada se comporta rodando jogos DirectX 9.0c.
No 3DMark05 a placa mãe ECS KN1 Extreme também obteve desempenho similar ao das outras placas-mãe PCI-E que testamos, em modo normal. Com o modo SLI ativado a placa-mãe DFI LANPARTY UT Nf4 SLI-D (nForce4 SLI) foi 74,19% mais rápida.
Desempenho 3D - Jogos
Doom 3
O Doom 3 é um dos jogos mais pesados existentes atualmente. Usando a resolução 1024x768x32 High Quality, rodamos o demo1 quatro vezes e anotamos a quantidade de quadros por segundo obtida. O primeiro resultado nós descartamos de cara, pois ele é bem inferior ao das demais rodadas. Isso ocorre porque na primeira vez em que rodamos o demo o jogo tem que carregar as texturas para a memória de vídeo da placa testada, coisa que não ocorre da segunda vez em diante em que o mesmo demo é rodado. Dos três resultados que sobraram, aproveitamos o resultado com valor intermediário, isto é, descartamos o maior e o menor valor. Interessante notar que na maioria das vezes os valores obtidos pela segunda rodada em diante eram os mesmos.
Um detalhe importante que não podemos deixar de comentar é que o Doom 3 possui uma trava interna da quantidade de quadros por segundo que ele é capaz de gerar durante uma sessão normal de jogo: ele só gera 60 quadros por segundo, mesmo que sua placa possa gerar mais. Isso foi feito justamente para o jogo ter uma mesma sensação de "jogabilidade" independentemente da placa de vídeo instalada. Esta trava, entretanto, não atua no modo de medida de desempenho do jogo. No Doom 3 todas as placas testadas em modo normal tiveram desempenho semelhante. Apenas quando testada em modo SLI a DFI LANPARTY UT Nf4 SLI-D (nForce4 SLI) foi 21,06% mais rápida que a placa testada.
Quake III
Apesar de um pouco mais antigo, a importância do Quake III vem do fato que o seu motor (engine) é usado em vários jogos muito populares, como o Jedi Knight II e o Medal of Honor, só para citarmos alguns e também por que ele é um jogo extremamente sensível a alterações na configuração de hardware. Usamos este jogo, portanto, para vermos como esta placa-mãe se comporta rodando jogos um pouco mais antigos, porém bastante populares.
Rodamos o demo quatro do Quake III versão 1.32 e anotamos a quantidade de quadros por segundo gerada. Rodamos este teste três vezes em cada placa, e desprezamos os valores de menor e maior desempenho, isto é, dos três valores anotados, aproveitamos o resultado com valor intermediário. Utilizamos a resolução de 1024x768x32 e todas as opções de qualidade de imagem permaneceram em sua configuração padrão.
No Quake III, a placa mãe ECS KN1 obteve o pior desempenho entre todas as placas-mãe PCI-E testadas em modo normal. A Foxconn WinFast NF4UK8AA-8EKRS (nForce4 Ultra) foi 4,12% mais rápida e a DFI LANPARTY UT Nf4 SLI-D (nForce4 SLI) foi 9,54% mais rápida. Já com o modo SLI ativado o desempenho da DFI LANPARTY UT Nf4 SLI-D (nForce4 SLI) piorou, ela foi 7,20% mais lenta que a placa testada. Isso ocorreu por que aplicativos e jogos mais antigos não se beneficiam muito da tecnologia SLI e em muitos casos o desempenho ao invés de melhorar, piora, como vimos na prática.
Overclock
Como nosso processador (Athlon 64 3800+ de 2.400 MHz), não consegue ultrapassar a freqüência de 2.640 MHz com estabilidade, alteramos os nossos testes de overclock e passamos a dar mais ênfase a freqüência externa máxima alcançada pela placa-mãe.
Saber o máximo de freqüência externa ou HTT que a placa chega é útil por que mostra se a placa é adequada para memórias que trabalham acima dos 200 MHz normais e também ajuda a quem tem um processador Athlon 64 com multiplicador baixo (9x) e deseja fazer overclock.
Como todos os que curtem overclock sabem, nos Athlon 64 normais (isto é, sem ser FX) o multiplicador de clock é fixo, mas somente para cima. Para baixo ele pode ser alterado e é muito comum quem compra um Athlon 64 3000+ (1.800 MHz) com núcleo Winchester conseguir que ele funcione como um 3800+ (2.400 MHz). Para isso, é necessário que a freqüência externa seja elevada a pelo menos 266 MHz quando usado o multiplicador padrão (9x). Se for utilizado o multiplicador 8x é necessário que a placa chegue a até 300 MHz de freqüência externa.
Por isso testamos o quanto a placa suporta de freqüência externa, sempre mantendo o processador em torno de 2.600 MHz e as memórias em torno de 250 MHz que é a freqüência máxima de operação que elas suportam sem apresentar problemas. Outro cuidado é sempre manter a freqüência do barramento HyperTransport menor que 1 GHz. Como algumas placas tem proteção e não iniciam com valores de freqüência externa muito alta, tambem utilizamos o programa ClockGen v1.04 que permite o overclock diretamente no Windows.
Lembramos que, para que o overclock seja considerado válido, é necessário que a placa inicie o Windows sem erros e execute quatro vezes o demo1 do Doom 3, também sem apresentar qualquer problema. Sempre que disponibilizado pela placa, mantemos a freqüência do barramento PCI e PCI-E travadas.
Opções de overclock da KN1 Extreme (BIOS 1.0f)
- Freqüência externa: pode ser ajustada de 200 a até 250 Mhz em incrementos de 0,5 Mhz de 200 a até 210 MHz, de 211 a 230 MHz em incrementos de 1 Mhz e de 230 a até 250 Mhz em incrementos de 2 MHz.
- Freqüência do barramento PCI-E: pode ser ajustada de 100 a até 150 MHz em incrementos de 1 MHz.
- Multiplicador de clock: Várias publicações vem dizendo que esta placa não possui opção para alterar a multiplicação de clock. Esta opção existe sim e esta escondida dentro do meu Power Management, podendo variar de 4x a até 12x em incrementos de 0,5x.
- Multiplicador do barramento HTT: de 1x a até 5x em incrementos de 1x.
- Tensão de alimentação do processador: de +0,025 V a até + 0,375 V em incrementos de 0,025 V. Um processador com tensão original de 1,50 V pode chegar a até 1,875 V na KN1 Extreme.
- Tensão de alimentação das memórias: pode variar de 2,55 V a até 3.11 V em incrementos de 0,08 V.
Apesar do bom ajuste de tensão das memórias – que pode chegar a até 3,11 V – ficam faltando os ajustes de tensão de alimentação do chipset, do barramento HTT e do barramento PCI-E. A limitação da freqüência externa a apenas 250 MHz também é ruim já que outras placas que testamos tem ajustes a ate 400 MHz.
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Figura 10: Opções de overclock da KN1 Extreme.No gráfico abaixo você vê a freqüência externa máxima alcançada pela placa no Setup e utilizando o programa ClockGen 1.04.
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Figura 11: Ajustes básicos de temporização de memória da KN1 Extreme.
A KN1 Extreme foi muito bem no teste de overclock se saindo melhor que sua concorrente direta a Foxconn Winfast NF4UK8AA-8EKRS, que utiliza o mesmo chipset. Ela só perdeu para a placa da DFI que atualmente é considerada uma das melhores placas-mãe para overclock do mercado.
Conclusões
Como vocês podem notar, a diferença de desempenho entre as placas soquete 939 que testamos é mínima. Isso ocorre porque o controlador de memória do Athlon 64 é embutido dentro do processador e isso acaba influenciando para que as placas tenham desempenho muito parecido. O decide qual é a melhor placa é a estabilidade do conjunto, recursos extras, preço, opções e capacidade de overclock.
A KN1 Extreme é uma excelente placa-mãe, sendo a placa mais barata equipada com o chipset nForce4 Ultra que você poderá encontrar. Ela traz a maioria dos recursos para você montar um micro de última geração sem gastar muito, contando com seis portas Serial ATA (4 SATA II), duas portas Firewire, controlador de rede duplo sendo uma delas Gigabit Ethernet e opcionalmente pode contar até com um ponto de acesso sem fio de 54 Mbps, transformando seu micro numa central de comunicação.
Outro destaque da KN1 Extreme é o seu visual diferenciado que é extremamente colorido e conta com cinco LEDs de alto brilho na cor azul que com certeza vai agradar quem gosta de case mod e tem um gabinete com lateral de acrílico ou totalmente em acrílico.
Em overclock a KN1 Extreme foi razoável se saindo melhor que a placa Winfast da Foxconn e não vai decepcionar o overclocker iniciante.
Os pontos que a ECS deve rever são os seguintes, em nossa opinião: o absurdo ruído que a ventoinha do chipset gera, melhorar a parte de overclock aumentando o limite de ajuste da freqüência interna do processador para pelo menos 350 MHz, colocar o ajuste de multiplicador do processador no menu correto tirando ele do menu de gerenciamento de energia onde ele fica escondido e o som de oito canais que as placas concorrentes já tem.
A maior vantagem da KN1 Extreme é o seu excelente custo/benefício, tendo desempenho equivalente a placas mais caras e que usam o mesmo chipset com todos os recursos de última geração por um preço bem menor.
A evolução das placas ECS é notável e desde que recebemos sua primeira placa para o mercado de alto desempenho, a KV2 Extreme, vimos que a ECS estava no caminho certo para construir placas de primeira linha. Falta muito pouco para a ECS "acertar a mão". Não se espantem se logo logo a ECS brigar de igual para igual com fabricantes mais famosos.
Em nossos testes esta placa foi bastante estável, e não encontramos nenhum problema de travamentos, resets ou incompatibilidades.
Pelo seu excelente custo/beneficio, estamos dando a ela o nosso selo "Produto Recomendado Clube do Hardware".
Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/1016
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