Placa-mãe DFI LANPARTY UT nF4 SLI-D
Por Daniel Barros em 16 de maio de 2005

Introdução

A DFI vem se destacando no mercado de placas-mãe de alto desempenho com a sua linha LANPARTY, que é o sonho de gamemaníacos e adoradores de overclock.

Recebemos da DFI o modelo LANPARTY UT nF4 SLI-D que possui o chipset nForce4 SLI (Scalable Link Interface), que permite o uso de duas placas de vídeo PCI Express simultaneamente, teoricamente dobrando o desempenho 3D do sistema. Esta placa é para a plataforma soquete 939, ou seja, para processadores Athlon 64 e Athlon 64 FX.

É importante também que você saiba que existem placas-mãe SLI que não usam o verdadeiro chipset nForce 4 SLI. O que ocorre é que a única diferença entre o nForce 4 Ultra e o nForce 4 SLI é a configuração de uma ponte existente no corpo do chipset. Alguns fabricantes – inclusive a própria DFI – descobriu isso e lançaram placas-mãe com o chipset nForce 4 Ultra modificado para operar em modo SLI. A placa da DFI com esta característica é a LANPARTY UT nF4 Ultra-D.

Para baratear o custo, a DFI lançou os modelos da linha LANPARTY com a sigla UT. Eles não possuem o kit de acessórios composto pelo painel frontal FrontX, bolsa PC Transpo, conector de diagnósticos e kit de embelezamento dos cabos de força, mas em contrapartida possuem um preço menor, apresentando uma excelente relação custo/benefício. Já as placas com a sigla DR possuem quatro portas Serial ATA adicionais.


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Figura 1: Placa-mãe DFI LANPARTY UT nF4 SLI-D.

O visual da LANPARTY UT nF4 SLI-D segue o padrão de outras placas da linha LANPARTY e é muito bonito. A placa tem a cor preta, os soquetes de memória são na cor laranja e amarelo, diferenciando os canais da memória, e todos os outros soquetes, slots e conectores são na cor amarela e os componentes coloridos – incluindo os cabos de dados – brilham quando expostos à luz negra, ou seja, perfeito para aqueles que curtem case mod.

O chipset nForce4 SLI é resfriado por um pequeno dissipador de calor ativo (isto é, com ventoinha) cromado. Essa ventoinha é extremamente silenciosa e utiliza a tecnologia de levitação magnética chamada de MAGLev desenvolvida pela Sunon. Esta tecnologia praticamente elimina o atrito interno da ventoinha, já que a sua parte móvel flutua magneticamente sobre o eixo, eliminando a vibração e o desgaste e aumentando sua eficiência e vida útil. Realmente impressionante.

Apesar do cuidado da DFI, quando instalamos duas placas de vídeo elas acabam encostando neste dissipador, o que pode acabar causando ruídos.


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Figura 2: Dissipador de calor ativo do chipset nForce4 SLI que utiliza a tecnologia MagLev.

A qualidade de construção da placa é excelente e todos os capacitores utilizados são da japonesa Chemi-com, que são de excelente qualidade. Outra mostra do cuidado da DFI são os dissipadores de calor instalados sobre todos os transistores do regulador de voltagem, assegurando maior estabilidade e vida útil para a placa.


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Figura 3: Dissipadores de calor sobre os transistores do regulador de voltagem.

O maior atrativo da LANPARTY UT nF4 SLI-D é sem duvida a tecnologia SLI. Com ela é possível utilizar duas placas de vídeo PCI Express que, ligadas através de uma ponte, teoricamente podem até dobrar o desempenho gráfico do micro em jogos 3D. Para isso é necessário que as placas de vídeo sejam idênticas, de mesmo modelo e marca.


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Figura 4: LANPARTY UT nF4 SLI-D em modo SLI.

Uma curiosidade. A DFI, apesar de empresa parceira da nVidia, não foi convidada a participar do lançamento de placas-mãe baseadas na tecnologia SLI. Somente os chamados fabricantes de primeiro nível (ASUS, Gigabyte e MSI) foram chamados para essa parceria. Com isso, ela não recebeu da nVidia as especificações oficiais para a construção de placas-mãe com tecnologia SLI.

Por conta disso, apesar de o chipset desta placa-mãe ser o nForce 4 SLI "verdadeiro", o modo SLI dessa placa-mãe é diferente do de outras placas-mãe cujo fabricante teve o apoio oficial da nVidia para projetar seus modelos.

Para começar, para ativar o modo SLI desta placa-mãe é necessário mover seis conjuntos de jumpers para a posição SLI. O manuseio desses jumpers é incômodo e para amenizar isso a DFI incluiu na embalagem uma pinça que também pode ser usada para remover o chip do BIOS, no caso de uma gravação externa. Nas demais placas-mãe SLI a mudança de modo "normal" para SLI é feito através de um cartão semelhante a um módulo de memória, é mais prática e fácil de usar do que o conjunto de jumpers da DFI.

Além disso, neste modelo da DFI quando os jumpers estão na posição SLI os dois slots PCI-Express x16 passam a trabalhar com largura de banda x8 e na posição normal o slot x16 da direita trabalha com largura de banda x16 e o slot x16 da esquerda passa a trabalhar como x2. Importante notar que isso ocorre em todas as placas-mãe baseadas no nForce 4 SLI, não sendo um "problema" da placa da DFI.

Como vocês podem ver na Figura 4, em modo SLI sobra apenas um slot PCI e um PCI-Express x4 livre, o que pode trazer problemas para quem tem mais de uma placa PCI – uma placa de som PCI de alta qualidade junto com uma placa de captura de vídeo, por exemplo.


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Figura 5: Conjunto de jumpers para ativar o modo SLI.


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Figura 6: Ponte SLI, necessária para interligar as duas placas de vídeo.

Quando o modo SLI é ativado é necessário ligar mais um cabo de força na placa para suprir a maior demanda por corrente (ver Figura 2). Outra recomendação é utilizar uma fonte de alta qualidade com pelo menos 350 watts reais para duas GeForce 6600GT em modo SLI e pelo menos 450 watts reais para duas GeForce 6800GT em modo SLI.

Mais Recursos

A LANPARTY UT nF4 SLI-D conta com quadro soquetes DDR-DIMM, aceitando até 4 GB de memória DDR266/333/400. A DFI usou a cor amarela nos soquetes 1 e 3, e laranja nos soquetes 2 e 4. Para utilizar o recurso DDR Dual Channel basta instalar os módulos nos soquetes de mesma cor que não há erro: você estará usando o esquema DDR Dual Channel. Para melhor desempenho e estabilidade em overclock a DFI recomenda o uso dos soquetes laranjas.

Na parte de suporte a armazenamento ela conta com duas portas IDE ATA-133 e quatro portas Serial ATA II controladas pelo chipset nForce4 Ultra. Essas portas já suportam o NCQ (Native Command Queuing), leia nosso artigo sobre o assunto, e contam com o recurso nVidia RAID que permite a utilização combinada de até oito discos rígidos (quatro Serial ATA e quatro ATA-133) no esquema RAID 0, 1, 0+1 ou JBOD. A placa vem com dois cabos Serial ATA, um adaptador de força para dois dispositivos Serial ATA, dois cabos IDE de 80 vias e um cabo para a unidade de disquetes. Todos os cabos são amarelos e brilham quando expostos à luz negra. Os cabos IDE e o cabo da unidade de disquete são redondos.


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Figura 7: Quatro Portas Serial ATA-300 controladas pelo chipset nForce4 Ultra.


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Figura 8: Cabos e acessórios que acompanham a LANPARTY UT nF4 SLI-D.

Na parte de rede a LANPARTY UT nF4 SLI-D conta com rede on-board Gigabit Dupla. Uma delas é controlada pelo próprio chipset nForce4 SLI, que é ligado diretamente ao barramento PCI Express, portanto sem perda de desempenho, contando com o firewall por hardware da nVidia chamado ActiveArmor, sendo necessário somente um chip para fazer a interface com a camada física, que no caso desta placa-mãe é o Vitesse VSC8201RX. A outra porta de rede é controlada pelo chip Marvell 88E8001 e é ligada ao barramento PCI comum, portanto apesar de ser de 1.000 Mbps ela não tem como atingir essa taxa por limitação do barramento PCI.

O som on-board desta placa-mãe é de oito canais (formato 7.1) é produzido pelo chipset em conjunto com o codec Realtek ALC850, que possui uma excelente relação sinal/ruído de 100 dB, tendo a tecnologia “Jack Sensing Support” que auxilia o usuário na ligação dos conectores de áudio (o sistema reconfigura os plugues do som on-board de acordo com o plugue que foi encaixado; se o usuário encaixar as caixas de som na entrada de microfone, por exemplo, o sistema automaticamente reconfigura a entrada de microfone para ser a saída de linha).

O som não é exatamente on-board já que ele está em um módulo separado chamado Karajan. De acordo com a DFI a utilização deste modulo separado reduz o ruído do som on-board. Esse módulo é preso à placa por um suporte plástico que é encaixado na placa por pressão. Apesar de firme o módulo oscila bastante quando conectamos os plugues de som. O ideal é que esse módulo fosse fixado por parafusos.


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Figura 9: Módulo de som Karajan 7.1.

Como você pode ver na Figura 10, esta placa tem saída e entrada SPDIF coaxial separadas soldadas na própria placa, além de saídas individuais para os canais laterais, traseiros, centrais e de subwoofer no modulo Karajan.

 
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Figura 10: Conectores da LANPARTY UT nF4 SLI-D.

A placa tem dez portas USB 2.0 (seis soldadas sobre a placa e quatro através de cabo adaptador que não acompanham a placa) e duas portas Firewire (IEEE 1394a) controladas pelo chip VIA VT6307 uma em tamanho normal soldada na própria placa e outra disponível através de cabo adaptador que não acompanha a placa. Como vocês podem ver na figura 10, as portas paralela e serial não estão mais disponíveis.

Outro recurso interessante que a DFI disponibiliza em suas placas da série LANPARTY são os botões liga-desliga e reset na própria placa, uma mão na roda para quem usa a placa fora do gabinete. A placa conta também com um conjunto de quatro LEDs de diagnóstico.


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Figura 11: Botões liga-desliga e reset na própria placa.

O manual que vem na placa, por conta da redução de custos, é bem reduzido e uma placa com tantos recursos e opções de configuração como a LANPARTY UT nF4 SLI-D merecia um manual impresso de melhor qualidade, como o que vem nas placas da Foxconn. A DFI só disponibiliza o manual completo em PDF no CD que vem com a placa ou através de seu site.

A placa vem com um CD com drivers da placa, diversos utilitários e programas para overclock como o nVidia nTune e o ClockGen.

Principais Características

As principais características da DFI LANPARTY UT nF4 SLI-D são:

  • Soquete: 939.
  • Chipset: nVidia nForce 4 Ultra (SLI - PCI Express x16).
  • Super I/O: ITE IT8712F.
  • IDE Paralela: Duas portas ATA-133.
  • IDE Serial: Quatro portas SATA-300 controladas pelo próprio chipset (RAID 0, 1, 0+1 e JBOD).
  • USB: 10 portas USB 2.0 (seis soldadas diretamente na placa-mãe e duas disponíveis através de cabo adaptador). Duas portas ficam sobrando.
  •  Firewire (IEEE 1394a): Duas portas controladas pelo chip VIA VT6307, uma em tamanho convencional soldada na própria placa e outra através de cabo adaptador que não acompanha a placa.
  • Som on-board: Em módulo separado produzido pelo chipset em conjunto com o codec Realtek ALC850 (oito canais, resolução de 16 bits, relação sinal/ruído de 100 dB). Possui saída e entrada SPDIF coaxial, soldada diretamente na placa.
  • Vídeo on-board: Não.
  • Rede on-board: Sim, duas Gigabit Ethernet uma controlada pelo chipset em conjunto com o chip Vitesse VSC8201RX e outra controlada pelo chip Marvell 88E8001.
  • Buzzer: Sim.
  • Fonte de alimentação: ATX 2.0.
  • Slots: 2 slots PCI-E x16, 1 slot PCI-E x1, 1 slot PCI-E x4 e 2 slots PCI.
  • Memória: 4 soquetes DDR-DIMM (máximo de 4 GB até DDR400/PC3200).
  • Quantidade de CDs que acompanha a placa: 1 CD.
  • Programas que acompanham a placa: nVidia nTune e ClockGen.
  • Recursos extras: Ponte SLI e cabos reagentes a luz negra.
  • Mais informações: http://www.dfi.com.tw.
  • Preço médio nos EUA*: US$ 179,00.

* Pesquisado em http://www.pricewatch.com no dia da publicação deste teste. Este preço é apenas uma referência para comparação com outras placas. O preço no Brasil será sempre maior, pois devemos adicionar o câmbio, o frete e os impostos, além da margem de lucro do distribuidor e do lojista.

Como Testamos

Em nossos testes de desempenho usamos a configuração listada abaixo. Entre as nossas sessões de teste o único dispositivo diferente era a placa-mãe que estava sendo testada. Entre cada sessão de teste reformatamos o disco rígido e reinstalamos todos os softwares, em seguida desfragmentamos o disco rígido.

Configuração de Hardware

  • Versão do BIOS: 310 - 10 de março de 2005.
  • Revisão da placa: A02.
  • Processador: Atlhon 64 3800+ (2,4 GHz)
  • Cooler: Gigabyte 3D Rocket Cooler Pro.
  • Memória: Dois módulos PC4000 Corsair TWINX1024-4000PRO com 512 MB cada, em configuração DDR Dual Channel DDR400 (3-4-4-8 1T).
  • Disco rígido: Samsung SpinPoint SP0411N (7.200rpm, 40GB, ATA-133).
  • Placas de Vídeo: Duas nVidia Geforce 6600GT 128MB PCI-E.
  • Resolução de vídeo: 1024x768x32 75Hz.
  • Fonte de alimentação: Seventeam ST400-WAP (PFC Ativo).

Configuração de Software

  • Windows XP Professional em inglês, instalado em NTFS.
  • Service Pack 2.
  • Direct X 9.0C.
  • Windows Media Player 9 + Encoder Pack.

Versão dos drivers utilizados

  • Versão do driver de vídeo nVidia: 71.89 WHQL.
  • Versão do driver nForce: 6.53 WHQL Stand Alone Kit.

Programas de teste utilizados

Adotamos uma margem de erro de 3%. Com isso, diferenças de desempenho inferiores a 3% não podem ser consideradas significativas. Em outras palavras, produtos onde a diferença de desempenho seja inferior a 3% deverão ser considerados como tendo desempenhos similares.

Desempenho Geral

Nós medimos o desempenho geral dessa placa-mãe utilizando o programa SYSmark 2004, que é um programa que simula a utilização de aplicativos reais. Dessa forma, consideramos este o melhor programa para medir, na prática, o desempenho de uma máquina.

Os testes se dividem em duas categorias:

  • Criação de conteúdo Internet (Internet Content Creation): Simula a criação de uma página WEB avançada contendo texto, imagens, vídeos e animações. Para isso são utilizados os seguintes programas: Adobe After Effects 5.5, Adobe Photoshop 7.01, Adobe Premiere 6.5, Discreet 3ds Max 5.1, Macromedia Dreamweaver MX, Macromedia Flash MX, Microsoft Windows Media Encoder 9, McAfee VirusScan 7.0 e Winzip 8.1.

  • Utilização de aplicativos populares (Office Productivity): Simula tarefas comuns em um escritório como uso de e-mails, criação de documentos e apresentações e uso de banco de dados. Para isso são utilizados os seguintes programas: Adobe Acrobat 5.05, Microsoft Office XP SP2, Internet Explorer 6.0 SP1, NaturallySpeaking 6, McAfee VirusScan 7.0 e Winzip 8.1.


O programa apresenta resultados específicos para a cada bateria de testes, além de um resultado final, que é uma média ponderada destes dois resultados. Todos os resultados estão em uma unidade própria do programa.

Nós selecionamos as seguintes placas-mãe para comparação com a DFI LANPARTY UT nF4 SLI-D: a ECS KN1 Extreme (nForce4 Ultra) e a Foxconn WinFast NF4UK8AA-8EKRS (nForce4 Ultra).

Os resultados você confere no gráfico abaixo.

Neste teste todas as placas testadas tiveram praticamente o mesmo desempenho.

Desempenho de Processamento

Nós medimos o desempenho de processamento através do programa PCMark04. A DFI LANPARTY UT nF4 SLI-D obteve desempenho similar ao de todas as placas mãe soquete 939 PCI-E que testamos: ECS KN1 Extreme (nForce4 Ultra) e Foxconn WinFast NF4UK8AA-8EKRS (nForce4 Ultra).

 

Desempenho 3D

Uma das melhores maneiras de se medir o desempenho de um micro é através de jogos 3D, que normalmente exigem o máximo da placa-mãe, memória, processador, placa de vídeo e disco rígido. Para isso, escolhemos três programas para medir o desempenho 3D da placa-mãe testada: 3DMark2001 SE, 3DMark03, 3DMark05, Doom 3 e Quake III Arena. As placas com recurso SLI foram testadas duas vezes. Uma com o SLI ativado e outra sem o SLI.


3DMark2001 SE

O 3DMark2001 SE simula jogos baseados no DirectX 8.1. Usamos este programa para vermos como esta placa-mãe se comporta rodando jogos desta geração.

No 3DMark2001 SE, a placa mãe DFI LANPARTY UT nF4 SLI-D obteve desempenho similar ao das placas ECS KN1 Extreme (nForce4 Ultra) e Foxconn WinFast NF4UK8AA-8EKRS (nForce4 Ultra) em modo normal.

Quando ativamos o modo SLI a DFI LANPARTY UT nF4 SLI-D teve um aumento de desempenho de 8,14%. Essa pequena diferença ocorreu por que aplicativos e jogos mais antigos não se beneficiam muito da tecnologia SLI.

3DMark03

Já o 3DMark03 simula jogos baseados no DirectX 9, que são os jogos contemporâneos. Usamos este programa, portanto, para verificarmos como a placa-mãe testada se comporta rodando jogos DirectX 9.

No 3DMark03, a placa mãe DFI LANPARTY UT nF4 SLI-D também obteve desempenho similar ao das placas ECS KN1 Extreme (nForce4 Ultra) e Foxconn WinFast NF4UK8AA-8EKRS (nForce4 Ultra) em modo normal.

Quando ativamos o modo SLI a DFI LANPARTY UT nF4 SLI-D teve um aumento de desempenho de 65,41%.


3DMark05

O 3DMark05 mede o desempenho simulando jogos escritos para o DirectX 9.0c, ou seja, usando o modelo Shader 3.0. Este modelo de programação é usado pelo jogo Far Cry e por jogos que serão lançados em 2005. Atualmente somente os chips da nVidia da série 6 (6600, 6800 etc) são Shader 3.0. Os chips concorrentes da ATI continuam sendo Shader 2.0. Usamos este programa, portanto, para verificarmos como a placa-mãe testada se comporta rodando jogos DirectX 9.0c.

No 3DMark05, a placa mãe DFI LANPARTY UT nF4 SLI-D mais uma vez obteve desempenho similar ao das placas ECS KN1 Extreme (nForce4 Ultra) e Foxconn WinFast NF4UK8AA-8EKRS (nForce4 Ultra) em modo normal.

Quando ativamos o modo SLI a DFI LANPARTY UT nF4 SLI-D teve um aumento de desempenho de 74,48%.

Desempenho 3D - Jogos

Doom 3

O Doom 3 é um dos jogos mais pesados existentes atualmente. Usando a resolução 1024x768x32 High Quality, rodamos o demo1 quatro vezes e anotamos a quantidade de quadros por segundo obtida. O primeiro resultado nós descartamos de cara, pois ele é bem inferior ao das demais rodadas. Isso ocorre porque na primeira vez em que rodamos o demo o jogo tem que carregar as texturas para a memória de vídeo da placa testada, coisa que não ocorre da segunda vez em diante em que o mesmo demo é rodado. Dos três resultados que sobraram, aproveitamos o resultado com valor intermediário, isto é, descartamos o maior e o menor valor. Interessante notar que na maioria das vezes os valores obtidos pela segunda rodada em diante eram os mesmos.

Um detalhe importante que não podemos deixar de comentar é que o Doom 3 possui uma trava interna da quantidade de quadros por segundo que ele é capaz de gerar durante uma sessão normal de jogo: ele só gera 60 quadros por segundo, mesmo que sua placa possa gerar mais. Isso foi feito justamente para o jogo ter uma mesma sensação de "jogabilidade" independentemente da placa de vídeo instalada. Esta trava, entretanto, não atua no modo de medida de desempenho do jogo.

No Doom 3 todas as placas testadas em modo normal tiveram desempenho semelhante.

Quando ativamos o modo SLI a DFI LANPARTY UT nF4 SLI-D teve um aumento de desempenho de 20,33%.


Quake III

Apesar de um pouco mais antigo, a importância do Quake III vem do fato que o seu motor (engine) é usado em vários jogos muito populares, como o Jedi Knight II e o Medal of Honor, só para citarmos alguns e também por que ele é um jogo extremamente sensível a alterações na configuração de hardware. Usamos este jogo, portanto, para vermos como esta placa-mãe se comporta rodando jogos um pouco mais antigos, porém bastante populares.

Rodamos o demo quatro do Quake III versão 1.32 e anotamos a quantidade de quadros por segundo gerada. Rodamos este teste três vezes em cada placa, e desprezamos os valores de menor e maior desempenho, isto é, dos três valores anotados, aproveitamos o resultado com valor intermediário. Utilizamos a resolução de 1024x768x32 e todas as opções de qualidade de imagem permaneceram em sua configuração padrão.

No Quake III, a placa mãe DFI LANPARTY UT nF4 SLI-D quando testada em modo normal obteve o melhor desempenho entre as placas testadas. Ela foi 5,21% mais rápida que a Foxconn WinFast NF4UK8AA-8EKRS (nForce4 Ultra) e 9,54% mais rápida que a ECS KN1 Extreme (nForce4 Ultra).

Quando ativamos o modo SLI a DFI LANPARTY UT nF4 SLI-D foi 17,43% mais lenta. Isso ocorreu por que aplicativos e jogos mais antigos não se beneficiam muito da tecnologia SLI e em muitos casos o desempenho ao invés de melhorar, piora, como vimos na prática.

 

Overclock

Como nosso processador (Athlon 64 3800+ de 2.400 MHz) não consegue ultrapassar a freqüência de 2.640 MHz com estabilidade, alteramos os nossos testes de overclock e passamos a dar mais ênfase a freqüência externa máxima alcançada pela placa-mãe.

 

Saber o máximo de freqüência externa ou HTT que a placa chega é útil por que mostra se a placa é adequada para memórias que trabalham acima dos 200 MHz normais e também ajuda a quem tem um processador Athlon 64 com multiplicador baixo (9x) e deseja fazer overclock.

 

Como todos os que curtem overclock sabem, nos Athlon 64 normais (isto é, sem ser FX) o multiplicador de clock é fixo, mas somente para cima. Para baixo ele pode ser alterado e é muito comum quem compra um Athlon 64 3000+ (1.800 MHz) com núcleo Winchester conseguir que ele funcione como um 3800+ (2.400 MHz). Para isso, é necessário que a freqüência externa seja elevada a pelo menos 266 MHz quando usado o multiplicador padrão (9x). Se for utilizado o multiplicador 8x é necessário que a placa chegue a até 300 MHz de freqüência externa.

 

Por isso testamos o quanto a placa suporta de freqüência externa, sempre mantendo o processador em torno de 2.600 MHz e as memórias em torno de 250 MHz, que é a freqüência máxima de operação que elas suportam sem apresentar problemas. Outro cuidado é sempre manter a freqüência do barramento HyperTransport menor que 1 GHz.

 

Lembramos que, para que o overclock seja considerado válido, é necessário que a placa inicie o Windows sem erros e execute quatro vezes o demo1 do Doom 3, também sem apresentar qualquer problema. Sempre que disponibilizado pela placa, mantemos a freqüência do barramento PCI e PCI-E travadas.

Opções de overclock da DFI LANPARTY UT nF4 SLI-D (BIOS de 10/03/2005)

  • Freqüência externa: pode ser ajustada de 200 a até 456 MHz em incrementos de 1 MHz.
  • Freqüência do barramento PCI-E: pode ser ajustada de 100 a até 145 MHz em incrementos de 1 MHz.
  • Multiplicador de clock: pode variar de 4x a até 12x em incrementos de 0,5x.
  • Multiplicador do barramento HTT: de 1x a até 3x em incrementos de 0,5x e de 3x até 5x em incrementos de 1x.
  • Tensão de alimentação do processador: de 0,80 V a até 1,55 V em incrementos de 0,25 V, com aumento de tensão de mais 4%, 10%, 13%, 23%, 26%, 33% e 36%.
  • Tensão de alimentação das memórias: Com o jumper na posição 1-2 (figura 12), pode variar de 2,50 V a até 3,20 V em incrementos de 0,10 V e com o jumper na posição 2-3 a tensão de alimentação das memórias pode chegar a até 4,0 V.
  • Tensão de alimentação do chipset: pode ser ajustada em 1,5 V, 1,6 V, 1,7 V e 1,8 V.
  • Tensão de alimentação do barramento HTT: pode ser ajustada em 1,2 V, 1,3 V, 1,4 V e 1,5 V.

A DFI LANPARTY UT NF4 SLI-D tem excelentes opções de overclock e vai agradar até o overclocker mais radical. Os destaques são a tensão de alimentação das memórias que pode chegar a até 4,0 V. Tensões acima de 3,2 V são ideais para módulos de memórias com os novos chips da Winbond que trabalham com latências baixíssimas (2-2-2) acima de 250 MHz e o multiplicador da freqüência do barramento HTT que de 1x a até 3x pode ser ajustado em intervalos de 0,5x facilitando um overclock mais agressivo.

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Figura 12: Jumper para aumento de tensão da memória para até 4,0 V.


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Figura 13: Várias opções de overclock na DFI LANPARTY UT NF4 SLI-D.


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Figura 14: Ajustes completos de temporização da memória.

A placa conta com opções bem completas de monitoramento e controle de temperaturas e ventoinhas e de quebra o programa MemTest86+ é embutido no BIOS, ideal para testar aquele ajuste mais agressivo nas memórias sem precisar de disco de boot em DOS.

Outra opção muito útil para quem pratica overclock é a função CMOS Reloaded que faz uma cópia de segurança de até quatro configurações do BIOS diferentes.


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Figura 15: Programa MemTest86+ embutido no próprio BIOS.


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Figura 16: Boas opções de monitoramento e controle de temperaturas e ventoinhas.


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Figura 17: CMOS Reloaded que pode salvar várias configurações independentes.

No gráfico abaixo você vê a freqüência externa máxima alcançada pela placa no Setup e utilizando o programa ClockGen 1.04.

A DFI LANPARTY UT NF4 SLI-D foi a melhor placa que testamos até agora para overclock de processadores Athlon 64 soquete 939.

Conclusões

Como vocês podem notar, a diferença de desempenho entre as placas soquete 939 que testamos é mínima. Isso ocorre porque o controlador de memória do Athlon 64 é embutido dentro do processador e isso acaba influenciando para que as placas obtenham desempenhos muito parecidos. A decisão sobre qual é a melhor placa é a estabilidade do conjunto, recursos extras, preço, opções e capacidade de overclock.

A DFI LANPARTY UT NF4 SLI-D é uma excelente placa-mãe, tanto que hoje é reconhecida como uma das melhores placas-mãe para Athlon 64 soquete 939 do mercado.

Ela tem excelente capacidade de overclock, boa quantidade de recursos extras e ainda conta com a tecnologia SLI que permite o uso de duas placas de vídeo. Em nossos testes esta tecnologia chegou a melhorar o desempenho gráfico do sistema em até 74%.

O modelo UT que testamos tem excelente relação custo/beneficio, já que vem sem os acessórios extras – em nossa opinião supérfluos – que acabam encarecendo a versão mais completa da placa.

Além disso, a DFI LANPARTY UT NF4 SLI-D foi a melhor placa que testamos até agora para overclock de processadores Athlon 64 soquete 939.

Nossas criticas vão ao layout da placa, onde os soquetes de memória ficam muito próximos do soquete do processador, impedindo o uso de coolers muito largos, à falta das portas serial e paralela que aqui no Brasil são populares, a solução da DFI para ativar o modo SLI através de jumpers (apesar de sabermos o motivo) e ao manual incompleto na versão impressa.

Se você deseja montar um micro campeão em overclock e ainda podendo utilizar a tecnologia SLI a DFI LANPARTY UT NF4 SLI-D é a sua melhor escolha.

Pelo seu excelente desempenho em overclock e fartura de recursos, estamos dando a ela o nosso selo "Produto Recomendado Clube do Hardware".

 

Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/1022

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