Intel Editor’s Day 2005
Por Daniel Barros e Cássio Lima em 18 de junho de 2005
Introdução
Fomos mais uma vez convidados para participar do Intel Editor’s Day, evento realizado pela Intel e que reúne os principais jornalistas e especialistas em informática do país. O evento é a oportunidade que a Intel tem para compartilhar com a mídia especializada sua visão sobre o futuro da informática, bem como anunciar o lançamento de novos produtos. Este ano o evento foi realizado na cidade de Belo Horizonte de 4 a 7 de junho.
O evento foi aberto por Oscar V. Clarke, Diretor Geral da Intel Brasil e o tema central foi o caminho para inovação e progresso do Brasil, ou seja, o que a Intel está fazendo para contribuir com o desenvolvimento tecnológico do nosso país.
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Figura 1: Oscar V. Clarke, Diretor Geral da Intel Brasil abrindo o Intel's Editor Day 2005.A Intel possui vários projetos de inclusão digital e de ferramentas educacionais: o Intel Educação para o Futuro, que é um projeto destinado a ajudar professores a integrar a tecnologia aos seus cursos em sala de aula; o Intel ISEF, onde a Intel patrocina feiras de ciências no Brasil (Febrace e Mostratec); o Intel Computer Clubhouse, que proporciona acesso a equipamentos de alta tecnologia e a softwares profissionais aos jovens de comunidades carentes; e o Aluno Técnico, projeto de inclusão digital que visa ensinar aos jovens a montarem e fazerem manutenção em computadores, onde ao final do curso os alunos estarão capacitados para o trabalho em laboratórios de manutenção de micros.
Casa Digital
Na apresentação conduzida por Flávio Lobo, Gerente de comunicação da Intel América Latina, a Intel voltou a abordar o tema Casa Digital (Digital Home). A idéia por trás da Casa Digital é fazer com que haja uma interação entre o computador e outros equipamentos eletrônicos da casa, em especial a TV. Com isso, é possível, por exemplo, reunir na sala da sua casa toda a família para visualizar na TV de 29 polegadas as fotos da última viagem que fizeram juntos, transmitidas do PC.
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Figura 2: Flávio Lobo, na apresentação sobre Casa Digital.No Editor's Day 2004 a idéia da Intel para a casa digital era ter, de um lado, um PC baseado no Pentium 4 com tecnologia HyperThreading e um ponto de acesso sem fio e, do outro, uma TV de tela plana ligada a um Digital Media Adapter (DMA). Neste ano a Intel mudou um pouco este conceito e colocou o micro lá na estante junto do televisor, eliminando o DMA. O sistema que tivemos oportunidade de ver era composto de um micro equipado com um processador Pentium 4 de 3,2 GHz com tecnologia HyperThreading, placa mãe Intel com chipset i865, 1 GB de memória, placa de vídeo ATI Radeon 9550 com 256 MB, teclado, mouse e joypad sem fios, ligado a um monitor LCD de 24 polegadas. No lugar deste monitor pode ser conectado uma TV ou mesmo um projetor.
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Figura 3: PC da Casa Digital, repare no gabinete do micro embaixo da estante.Como você pode perceber, neste ano a Intel foi mais "pé no chão" apresentando um sistema não tão sofisticado e mais ao alcance do usuário brasileiro, já que os processadores Pentium 4 soquete 775, os chipsets i9xx e o barramento PCI Express só agora, mais de ano após a sua apresentação no Brasil, são encontrados com mais facilidade em nosso mercado.
Wi-MAX
Wi-Max é o nome comercial da Intel para o padrão IEEE 802.16 de redes sem fio. A Intel vem apostando seriamente neste novo padrão, como fica muito claro em todos os recentes IDFs (Intel Developer Forum).
Ele é parecido com padrão 802.11 (Wi-Fi), mas enquanto o Wi-Fi tem alcance limitado a 300 metros (é possível estender essa distância a até 20 Km utilizando antenas de alto ganho com transmissões de até 1 Mbps como as que os provedores via radio utilizam atualmente) e foi projetado para uso interno, o Wi-MAX foi projetado para levar "Banda Larga" a lugares inóspitos onde a infra estrutura de cabeamento das companhias de telecomunicação ainda não chegou e provavelmente nunca irá chegar já que, por exemplo, o serviço de banda larga ADSL só funciona se o assinante estiver no máximo a 5 Km da central telefônica.
Regiões rurais e cidades afastadas dos grandes centros serão as principais beneficiadas da tecnologia Wi-MAX já que a sua principal vantagem é não necessitar de visada para funcionar, isso significa que a antena da estação base não precisa "ver" a antena dos clientes para que a conexão se estabeleça. Outra vantagem é que o Wi-MAX pode atingir distâncias de até 50 Km com uma taxa de transmissão de até 75 Mbps com QoS (Quality of Service) e criptografia de dados unindo segurança e velocidade constante.
A Intel tem planos para que até 2007 os notebooks com a tecnologia Centrino já tenham a tecnologia Wi-MAX embutida e já em 2008 é esperado que os celulares também tragam a tecnologia Wi-MAX.
No dia 12 de abril desse ano, o atual presidente da Intel Paul Otellini esteve no Brasil para falar sobre um projeto-piloto de rede sem fio (wireless) que estava sendo implementado na cidade história de Ouro Preto (MG). A Intel aproveitou o Editor’s Day 2005 para levar os jornalistas a Outro Preto para conhecer o projeto, que já está pronto e funcionando.
Na figura 4, você pode ver o local onde a antena receptora estava instalada. A base fica a 7 Km deste local atrás dos morros. A implementação de um projeto como esse em Ouro Preto representou grandes desafios para Intel. Em primeiro lugar por causa da topografia da cidade: Ouro Preto é formada por 5% de área plana, 40% de área ondulada e 55% de área montanhosa. Fazer instalações de redes sem fio em um terreno como esse é bastante complicado devido ao problema de “falta de visada” em certos pontos. O outro problema é que Ouro Preto é patrimônio histórico da humanidade. Isso significa que não se pode sair derrubando ou furando paredes para passar cabos.
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Figura 4: Visão do local onde foi feita a demonstração.A antena como você pode ver na figura 5, estava instalada sem nenhum cuidado, de propósito, para mostrar que mesmo em locais não muito adequados a tecnologia Wi-MAX funciona.
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Figura 5: Antena Wi-MAX da Alvarion instalada atrás de grades de metal.Além da antena, dentro da sala havia um dispositivo responsável por alimentar a antena Wi-MAX e converter os sinais recebidos. Para distribuir a internet dentro da sala foi utilizado um ponto de acesso Wi-Fi comum (figura 6).
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Figura 6: Fonte e conversor Wi-MAX a direita e ponto de acesso Wi-Fi a esquerda.Mesmo em condições adversas como falta de visada, tempo fechado, obstáculos naturais e artificiais a velocidade da conexão com a internet era de quase 1 Mbps.
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Figura 7: Quase 1 Mbps de conexão!O objetivo do projeto-piloto em Ouro Preto é criar um modelo de inclusão digital, instalando redes wireless (Wi-Max) em escolas públicas como ponto de partida para conectar toda a comunidade, criando o que a Intel chama de cidade digital. No total, cinco escolas públicas de ensino fundamental e médio e a UFOP (Universidade de Ouro Preto) já estão interligadas pelo projeto. O projeto é uma parceria da Intel com o Ministério da Educação, Rede Nacional de Pesquisa (RNP), prefeitura de Ouro Preto, Telemar, Fundação Gocieux e a UFOP.
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Figura 8: Projeto Wi-MAX Ouro Preto, a cidade digital.Sessão Técnica
Na sessão técnica do Editor’s Day Juan Mestre, gerente de produtos da Intel e Fidel Rios, Engenheiro de Aplicações da Intel do Brasil falaram sobre a nova série de chips de núcleo duplo: o Pentium D, que já havíamos falado em detalhes aqui no Clube do Hardware.
Foram lançados três modelos do Pentium D: o 820 (2,8 GHz), o 830 (3 GHz) e o 840 (3,2 GHz). Todos têm soquete 775, barramento de 800 MHz e 1 MB de cache L2 por núcleo. Os Pentium D não suportam a tecnologia HyperThreading, que simula em um processador físico dois processadores lógicos. Também foi apresentado o processador Pentium Extreme Edition 840, rodando a 3,2 GHz e com 1 MB de memória cache L2 para cada núcleo. Como você pode ver, este processador é idêntico ao Pentium D 840 só que com a tecnologia HyperThreading, fazendo com que o sistema operacional detecte quatro processadores (dois processadores físicos e dois processadores lógicos).
Pudemos ver na prática o funcionamento dos quatro processadores numa demonstração com o software Cinebench 2003.
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Figura 8: Cinebench 2003 mostrando o uso dos quatro processadores.
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Figura 9: Detalhe do micro com o processador Pentium Extreme Edition 840, repare no enorme dissipador de calor do processador.A Intel lançou três novos chipsets, dois específicos para os Pentium D (i945P e i945G com vídeo on-board GMA 950) e um para o Pentium Extreme Edition 840, o i955X.
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Figura 10: Comparação dos novos chipsets em relação aos antigos i915/i925.Também tivemos oportunidade de ver um micro Pentium D utilizando o novo padrão BTX, que a Intel tenta já há algum tempo impor para o mercado.
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Figura 11: Pentium D montado em um gabinete BTX desktop.
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Figura 12: Micro Pentium 4 em gabinete ATX desktop.Como vocês podem ver na figura 11, no BTX o processador fica na parte da frente, reparem que aquela grande caixa plástica preta na verdade é o dissipador de calor do processador. Particularmente achamos essa solução BTX desktop um pouco apertada em relação a gabinetes ATX desktop como você pode ver na Figura 12.
Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/1032
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