Cobertura do PhotoImageBrazil 2004
Por Alessandra Carneiro em 18 de agosto de 2004

Introdução

A 12ª edição da feira internacional de imagens PhotoImageBrazil aconteceu na semana passada no Centro de Exposição Imigrantes, em São Paulo, e tem muitos motivos para comemorar. Sua primeira edição, em 1991, teve a participação de apenas 54 empresas. Esta edição contou com 117 expositores. Em 1996, e evento, que era bienal, passou a ser realizado anualmente. Apesar dos problemas de público e de número de participantes que essa decisão trouxe, a organização da feira logo teve a resposta que desejava. A PhotoImageBrazil foi crescendo ano a ano e trouxe a necessidade de um maior contato com o público amador, que voltou a consumir produtos de fotografia com a explosão das câmeras digitais no mercado brasileiro. Tanto que, pela primeira vez, o público consumidor final teve acesso às novidades apresentadas. Apenas no último dia, é certo, mas já pôde conferir, mesmo que brevemente, as tendências desse crescente mercado. Os primeiros dias do evento, como de costume, foram exclusivos para os profissionais da área.

A organização aponta mais de 300 marcas nacionais e internacionais representadas na feira. A diretora do evento, Duda Escobar, afirmou que essa foi a maior edição da história da PhotoImageBrazil. “Tivemos o crescimento de 15% na nossa metragem total, que nesse ano se elevou a 22.400 m2; registramos 117 estandes, o que significa um crescimento de 10% sobre a edição de 2003. Pelos depoimentos que já tivemos, o volume total de negócios realizados ultrapassou a cifra de R$ 90 milhões”, revela a executiva. O público total nesse ano chegou a 25.210 visitantes, também o maior afluxo já registrado.

Vale lembrar que alguns grandes lançamentos foram deixados para ser apresentados na Photokina (a maior feira de fotografia do mundo, que acontece na Alemanha entre os dias 28 de agosto e 3 de setembro de 2004), então é sempre bom ficar de olho no que será mostrado por lá. Mas em matéria de lançamentos para o público que consome câmeras amadoras ou semi-profissionais, a PhotoImageBrazil teve um resultado positivo, apesar da ausência da Nikon (que só comparece na feira brasileira de dois em dois anos), e da presença tímida da Sony e da HP. Mas as empresas que estiveram presentes não deixaram de lado aquele público que está numa fase de transição entre as máquinas de filmes 35mm para as digitais. Vale lembrar que no ano passado o mercado de digitais na América Latina cresceu 145%, com mais de 1 milhão de remessas de novas câmeras. E o Brasil é o líder na região, com 225 mil câmeras remetidas em 2003, o que representa uma taxa bruta de 125%.

O principal fator impulsionador das vendas é a queda dos preços, que estão 20% mas baixos quando comparados ao ano passado. Uma câmera de 1,3 megapixel custava R$ 1,1 mil, em média, em 2002. Em 2003, custava R$ 800 e hoje, um modelo com a mesma definição, mais recursos e design compacto, sai por R$ 640. Com isso, câmeras de 3 e até de 4 MP, que permitem boas impressões, estão ao alcance de um público bem maior.

Confira, a seguir, alguns lançamentos das principais empresas que estiveram na feira.

Olympus

A empresa está investindo pesado no Brasil e garantiu seu destaque na feira com lançamentos para usuários amadores e avançados e promoções em seu estande, um dos maiores espaços ocupados no Centro de Exposições Imigrantes.

Para usuários amadores, os destaques são modelos D395 e D580. O lançamento mais em conta, e por isso mesmo o mais simples, é a D395, com foco automático de 35mm. Sua resolução é razoável – 3,2 megapixels –, mas não tem zoom ótico. Seu visor LCD tem 1,5 polegadas. Além disso, permite a criação de filmes curtos. Preço sugerido: R$ 1.199.


Figura 1: Olympus D395.

A D580, com resolução de 4 megapixels e zoom ótico de 3x, incorpora também a função de voice recorder, ou seja, conta com um microfone integrado para a gravação de áudio. Aliás, uma das tendências para o futuro do mercado de fotografias digitais é a convergência de duas ou mais funções. Câmeras com MP3 player, gravador de voz e funções de celulares prometem atrair mais consumidores e expandir esse mercado.

A linha Stylus, que traz câmeras resistentes a diferentes condições climáticas, como chuva, poeira e neve, apresentou a Stylus 410, de 4 MP, gravação de vídeo e zoom ótico 3x.


Figura 2: Olympus Stylus 410.

Já para o mercado de semiprofissionais, a Olympus apresentou as câmeras C770 Ultra Zoom (preço sugerido R$ 4.379) e C765 Ultra Zoom (R$ 3.799), ambas com resolução de 4 megapixels e zoom ótico de 10x.


Figura 3: Olympus C770 Ultra Zoom.

Esses dois modelos também contam com um processador de imagens aperfeiçoado chamado TruePic Turbo que tenta resolver uma das maiores reclamações dos fotógrafos em relação às digitais: a lentidão no processamento de suas funções. As novas câmeras prometem velocidades mais rápidas para inicialização, disparo de diafragma e apresentação de imagens. A C770 ainda traz como destaque a captura de vídeo com áudio em formato MP4.

Já no ramo profissional, a C8080 WideZoom chamou a atenção. A objetiva f2.4 a f.8.0 é uma grande angular zoom ótico de 5x, com uma lente que equivale a uma 28mm-140mm em câmeras convencionais. Também incorpora o processador TruePic Turbo, para resultados mais rápidos e, informa a empresa, ajuda também em fotos mais claras e com mais precisão de cor. Ainda não tem preço sugerido no mercado brasileiro mas, nos Estados Unidos, custa em torno de US$ 1.149.

Para o mercado doméstico, a Olympus também investiu na nova impressora P-10. Sua maior vantagem é a impressão de fotos em apenas 45 segundos. Além disso, as novas câmeras da empresa podem ser conectadas diretamente na impressora. Porém, apesar de bonito, o modelo não é dos mais compactos, evitando uma característica crucial nos dias de hoje: mobilidade.

Uma das vantagens dos modelos específicos para impressões fotográficas, quando comparadas com os modelos jatos de tinta, é o modo como a foto é impressa. E a P-10 é um exemplo de produto que trabalha no esquema de sublimação de tintas. Dessa forma, as cores saturadas são vaporizadas sobre o papel, e não pontilhadas como na jato de tinta (quando vistas de perto, a foto deixa transparecer os pontos individuais de sua impressão). O resultado é uma suave transição de tonalidades nas bordas de cada pixel, garantindo maior durabilidade da foto. O preço sugerido da P-10 é de R$ 1.800. Custa de cada foto sai por R$ 2,60.


Figura 4: Olympus P-10.

Canon

Apesar de mostrar câmeras profissionais, o foco da Canon foram as câmeras amadoras e as impressoras. Como por exemplo a Power Shot S60, de 5 MP. Destaque também para os modelos A310 (R$ 999; 3,2 megapixels) a A75 (R$ 1.699; 3,2 MP, zoom ótico de 3x).


Figura 5: Canon Power Shot S60.


Figura 6: Canon A310.

Já a nova linha de impressoras jato de tinta traz as Pixma iP1000, iP1500 e iP 3000. O nome da linha Pixma vem da junção de Pixel com Maximum. Segundo a empresa, a tecnologia Fine (Full Photography Inkjet Nozzle Engineering) garante alta resolução nas imagens impressas e maior velocidade da impressão.


FujiFilm

A Fuji traz três novos modelos de câmeras amadoras. A mais em conta é a A120, com resolução de 3,1 MP, mas não tem zoom ótico. Preço sugerido: R$ 990. A FinePix A330 tem 3,2 MP e zoom ótico de 3x. Preço sugerido: R$ 1.290. E o modelo mais avançado, de 4 MP, é a FinePix A430, que também traz zoom ótico de 3x, além de função macro (distância mínima de 10 cm). R$ 1.590. As três prometem também função de webcam e gravação de vídeo.

Para o mercado profissional, a FujiFilm apresentou a FinePix S3 Pro, com 12 megapixels. Deve chegar ao mercado brasileiro apenas no final do ano

Samsung

A Samsung, que abraça a segunda posição de câmeras digitais mais vendidas no Brasil, com 20% do mercado, quer crescer ainda mais no mercado doméstico este ano. A empresa espera um upgrade de mais de 200% este ano. Os principais lançamentos foram: Digimax V50 (5,1 MP, zoom ótico de 3x, lente schneider, monitor rotatório colorido de 2”, vídeo). Digimax U-CA 3 (3.2 MP, zoom ótico de 3x, macro 5c, lâmpada que emite 7 cores para cada operação) e Digimax U-CA 401 (4 MP, 6 graduações de iluminação, ultra compacta, não tem zoom ótico).


Figura 7: Samsung Digimax U-CA 401.


Kodak

Na área de impressoras, a empresa lança a EasySharePlus, que incorpora padrões internos infra-vermelhos e um adaptador opcional para Bluetooth. Permite a impressão de fotos de praticamente todas as fontes digitais: celulares, palmtops, câmeras digitais ou leitores de cartão. As fotos são impressas em pouco mais de 60 segundos. Chega ao mercado brasileiro em setembro com o preço sugerido de R$ 999.

O mais barato lançamento de câmeras digitais é a CX 7220, com 2 megapixels, zoom ótico de 2x, memória interna de 16 MB. Preço sugerido: R$ 799. A mais avançada, para o mercado amador, é a DX 7630, com resolução de 6 megapixels e lente Schneider. Zoom ótico de 3x, foco automático para alta precisão com baixa luminosidade, captura de vídeos com som. Preço sugerido: R$ 3.299.


Figura 8: Kodak CX 7220.

Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/110

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