X-Micro Mini DisGo de 20 GB
Por Gabriel Torres e Cássio Lima em 24 de novembro de 2005

Introdução

Atualmente com Internet banda larga, unidades de DVDs e discos rígidos com capacidades acima de 120 GB a necessidade de dispositivos móveis de alta capacidade é cada vez maior. Você pode querer copiar alguns arquivos na casa de um amigo ou até mesmo fazer backup dos seus dados. As memórias flash USB são uma excelente maneira de transportar dados, mas sua capacidade é limitada a no máximo 4 GB atualmente. A X-Micro acaba de lançar um pequeno disco rígido externo que promete preencher esta lacuna, chamado Mini DisGo.

Realmente ficamos impressionados com o peso e o tamanho do Mini DisGo. Ele mede apenas 100 x 60 x 8,5 mm e pesa 85 g.


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Figura 1: Mini DisGo da X-Micro.

O Mini DisGo da X-Micro está disponível em versões de 5 GB, 20 GB, 30 GB e 40 GB. Tivemos a oportunidade de testar o modelo de 20 GB.

Junto com o disco rígido vem uma capa de couro preta e um pequeno cabo USB. O Mini DisGo é conectado ao micro através da porta USB 2.0.


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Figura 2: Kit Mini DisGo da X-Micro.

Daremos agora uma olhada no interior do Mini DisGo.

Por Dentro do Mini DisGo 20 GB da X-Micro

Abrimos o pequeno disco rígido externo da X-Micro para darmos uma olhada. Como você pode ver na Figura 3, ele usa um disco rígido da Toshiba de 1,8” e com capacidade de 20 GB (modelo MK2006GAL).


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Figura 3: Disco rígido da Toshiba de 20 GB.

Um chip da ITE (IT8903BE) faz a interface USB/IDE, como você pode ver na Figura 4.


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Figura 4: Por dentro do Mini DisGo 20 GB da X-Micro, vista traseira.

O dispositivo usa um LED bicolor, que fica verde quando o disco está conectado na porta USB do micro e laranja quando o disco rígido é acessado.

Antes de irmos para o teste, vamos dar uma olhada nas principais especificações técnicas do Mini DisGo da X-Micro.

Especificações

  • Capacidade: 5 GB, 20 GB, 30 GB ou 40 GB.
  • Dimensões: 100 x 60 x 8.5 mm.
  • Peso: 85 g. Porta: USB 2.0, usando o chip ITE IT8903BE.
  • Disco rígido: Toshiba MK2006GAL (versão de 20 GB), ATA-100, 4.200 rpm, buffer de 2 MB, 1,8”.
  • Preço sugerido: US$ 169,00 (versão de 20 GB)
  • Mais informações: http://www.x-micro.com/minidisgo.htm

Como testamos

Em nosso teste usamos a seguinte configuração:

Configuração de Hardware

  • Processador: Pentium 4 de 2,4 GHz
  • Placa-mãe: Chaintech CT-9CJS Zenith (Intel 875P)
  • Memória: Dois módulos DDR Dual Channel de 256 MB PC3200 da TwinMOS
  • Placa de vídeo: Gigabyte Radeon 9800 Pro
  • Resolução de vídeo: 800x600x32

Configuração de Software

  • Windows XP Professional usando sistema de arquivo NTFS
  • Service Pack 1A Direct X 9.0A
  • Versão do driver Intel Inf: 5.00.1012
  • Versão do driver de vídeo da ATI: 7.88 (6.14.10.6343)

Programas de teste utilizados

  • DiskSpeed32

Adotamos uma margem de erro de 3%. Com isso, diferenças de desempenho inferiores a 3% não podem ser consideradas significativas. Em outras palavras, produtos onde a diferença de desempenho seja inferior a 3% deverão ser considerados como tendo desempenhos similares.

Desempenho

O programa que usamos para medir o desempenho, o DiskSpeed32, lê todos os setores do disco e monta um gráfico com todas as taxas de transferência obtidas.

Incluímos em nossa comparação um outro disco rígido externo pequeno, o Anypak, fabricado pela USBNet, da Coréia do Sul. Também incluímos em nossa comparação o desempenho obtido por outros discos rígidos USB externos (SPIO da ValuePlus, HardBox da Sarotech e 5000XT da Maxtor, que também pode ser instalado na porta Firewire). Além disso, incluímos também resultados de alguns discos rígidos conectados na porta ATA padrão, de modo a comparar a diferença de desempenho entre um disco rígido USB e um disco rígido paralelo padrão IDE.

Normalmente a taxa de transferência do disco rígido varia de acordo com a parte do disco rígido que está sendo lida. A taxa de transferência do disco é maior nas bordas do disco, diminuindo à medida que se aproxima do centro do disco. Isso ocorre por conta da setorização multi-zona: em trilhas mais longas (as mais afastadas do centro do disco) cabem mais setores, e, com isso, mais dados são lidos a cada rotação do disco rígido. Por esse motivo, os programas apresentam três resultados: taxa de transferência máxima (obtida nos primeiros cilindros do disco, isto é, nas trilhas mais externas), taxa de transferência mínima (obtida nos últimos cilindros do disco, isto é, nas trilhas mais internas) e taxa de transferência média, que na maioria das vezes é o dado que o usuário comum está interessado em saber.

Por conta desse efeito podemos explicar também a necessidade de desfragmentarmos o disco rígido e o porque desfragmentadores profissionais, como o Norton Speed Disk, permitem que você desfragmente movendo os arquivos do sistema operacional para o início do disco rígido. Como explicamos, dados armazenados no início do disco rígido são lidos a uma taxa de transferência maior do que no restante do disco.

No gráfico abaixo você ver os resultados de nosso teste (em KB/s) e nossa análise.

O DisGo 20 GB da X-Micro obteve o pior desempenho em nossa comparação, mas esses números não devem ser levados ao pé da letra, já que estamos comparando maçãs com laranjas. Primeiro, discos rígido de notebook giram em uma velocidade menor, o que faz com que o desempenho também seja menor.

O produto que realmente compete com o DisGo é o Anypak da USBNet, já que ambos usam discos rígidos para notebooks. O Anypak obteve taxa de transferência máxima 36,28% maior e uma taxa de transferência média 45,14% maior do que o DisGo da X-Micro. No entanto, o modelo da Anypak que testamos usava um disco rígido da Fujitsu de 2,5" e de 80 GB, e para uma comparação mais precisa deveríamos comparar ambos modelos com a mesma capacidade de armazenamento (20 GB) e mesmo tamanho físico (1,8").

O DisGo 20 GB comparado com um disco rígido de 20 GB antigo da Quantum (Fireball LCT 15 QML20000LC-A, ATA-100 e 5.400 rpm) conectado diretamente na porta IDE paralela da placa-mãe não foi tão ruim: o disco rígido Quantum 20 GB obteve uma taxa de transferência média 15,38% maior e uma taxa de transferência máxima 9,59% maior do que o DisGo da X-Micro.

Conclusões

Apesar do seu desempenho não ter sido similar a um disco rígido conectado diretamente na porta IDE ou até mesmo de outras soluções USB 2.0 disponíveis no mercado, as principais vantagens do Mini DisGo da X-Micro são o seu tamanho e o seu peso, sendo perfeito para ser transportado na bolsa, no bolso da camisa ou no porta luvas do carro. Ele é muito útil para copiar arquivos quando você estiver visitando amigos, por exemplo. Como já dissemos, ficamos impressionados com o seu tamanho e peso.

Seu cabo é muito curto e você precisará usar o disco rígido bem próximo da porta USB do micro. Por outro lado, é muito mais fácil carregar um cabo curto no bolso do que um cabo longo. Uma solução ideal serial um cabo USB retrátil.

Sobre o preço, o disco rígido da Toshiba usado no modelo testado pode ser encontrado com preços variando entre US$ 110 e US$ 135 no mercado norte-americano, ou seja, você está na verdade pagando entre US$ 34 e US$ 59 pelo gabinete e para levar para casa o sistema já montado e pronto para ser usado.

Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/1124

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