Gabinete Leadership Viper
Por Rafael Otto Coelho em 19 de janeiro de 2006

Introdução

Hoje podemos encontrar no mercado basicamente quatro tipos de gabinetes. Primeiramente, o “bege”, simples, barato e comum, que supre as necessidades da grande maioria dos usuários. Colocamos a palavra bege entre aspas, pois mesmo alguns gabinetes pretos ou cinzas atuais situam-se nessa categoria de gabinetes básicos.

Em seguida temos os gabinetes tipo “servidor”, em geral bastante grandes, muito caros e com características especiais como grande número de baias para discos rígidos, suporte a fontes redundantes, e refrigeração especial.

A terceira categoria é a dos gabinetes “de escritório”, em geral com design caprichado, porém bastante sóbrio. Custam um pouco mais do que os da categoria “bege”, e normalmente não têm recursos extras.

E, finalmente, temos uma categoria de gabinetes com visual bastante agressivo, em geral coloridos, com janela lateral de acrílico, muitas ventoinhas (normalmente luminosas), etc, voltado ao mercado “gamer”.

A Leadership nos enviou para teste um de seus lançamentos no Brasil: o gabinete “Gamer XII – Viper”, que claramente encontra-se nesta última categoria, tanto que a própria empresa coloca-o dentro de sua linha batizada de “gamer”. Vamos tratá-lo simplesmente por Viper de agora em diante.


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Figura 1: O Leadership Viper


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Figura 2: Vista frontal.


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Figura 3: Frente com a tampa aberta.


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Figura 4: Vista lateral.

O Viper da Leadership

O Viper tem um design que imediatamente impressiona. O visual agressivo é reforçado pela cor vermelha (existe também a versão em azul), a janela lateral no formato do logotipo de serpente ("viper" significa "víbora", um tipo de serpente), e a palavra “viper” em vários pontos do gabinete, compondo um conjunto bastante harmonioso, apesar de claramente não ser destinado a pessoas que procuram um visual mais sóbrio. Aliás, é provável que muita gente considere a aparência do Viper bastante exagerada e até mesmo feia, mas aí vai do gosto de cada pessoa e, claro, do ambiente onde o computador vai ser inserido.

Não se trata de um gabinete exageradamente grande: medindo 58 cm de altura, 22 de largura e 52 de profundidade, é pouco maior do que os gabinetes de quatro baias mais comuns, principalmente por conta dos detalhes externos.


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Figura 5: Vista superior.

Na parte superior do gabinete existem duas alças que, além de bastante úteis na hora de carregar o computador de um lado para o outro, ainda dão um toque especial ao visual do gabinete. Também notamos ranhuras na parte plástica da parte frontal, que pode oferecer uma tímida refrigeração.


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Figura 6: Painel com botões e conectores.

Essa parte plástica, aliás, termina em um painel bastante interessante, que possui uma portinha que oculta os botões de liga/desliga e reset, além dos conectores USB, Firewire e de áudio. Apesar de muito interessante, essa portinha não nos pareceu muito resistente e, pelo fato de ter de ficar aberta enquanto você tiver algo conectado - como, por exemplo, um pendrive, um joystick ou um fone de ouvido - fica sujeita a impactos. Além disso, parece-nos perigoso que conectores que podem ser usados com freqüência fiquem tão próximos aos botões que desligam ou reiniciam o micro. Já imaginou levar a mão para retirar seu pendrive e perceber, horrorizado, que seu dedo encostou no botão de reset?


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Figura 7: A parte traseira com a grade protetora.

Na traseira do gabinete encontramos uma curiosa grade plástica. Não fica claro qual é a utilidade da grade, nem sequer se a mesma tem uma utilidade prática. Seria para proteger os conectores, quando o computador é empurrado contra uma parede? Ou sua função é puramente estética? Infelizmente o gabinete não vem acompanhado de um manual que poderia responder à nossa dúvida, o folhetinho incluso traz apenas algumas informações superficiais sobre o display de informações, do qual falaremos mais adiante.

Usuários entusiastas que gostam de abrir o gabinete freqüentemente provavelmente vão deixá-la guardada fora do gabinete, pois é necessário remover todos os parafusos para retirá-la.


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Figura 8: Vista traseira sem a grade.

Sem a grade plástica, vemos uma alça bastante prática para abrir a tampa lateral, além do local para colocação de uma ventoinha de 80, 92 ou 120 mm (não incluída).

Note que o gabinete não vem com fonte de alimentação.

O Viper por dentro

Um detalhe que salta aos olhos - até mesmo porque é extremamente difícil de ser visto em gabinetes não modificados - é a pintura vermelha da parte interna do gabinete. Essa pintura tem um acabamento muito bom, da mesma forma que o acabamento das bordas, que não oferecem risco de cortar os dedos.

 


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Figura 9: Vista interna geral.

O chassi metálico onde a placa-mãe é instalada não é removível, o que não chega a ser um problema. Também notamos que não há nenhum tipo de mecanismo “alternativo” para fixação de placas: estas devem ser fixas na parede traseira do gabinete com os tradicionais parafusos.


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Figura 10: Vista traseira interna.

Na parte frontal notamos que existem quatro baias para unidades de 5 ¼", duas externas para unidades de 3 ½" e cinco para discos rígidos. A exemplo da parte posterior, há espaço para ventoinhas de 80, 92 ou 120 mm, mas o gabinete vem de fábrica somente com uma de 80mm, com LEDs vermelhos.

Essa ventoinha que acompanha o gabinete, bem como a instalada em sua lateral, apesar de bonita e bastante luminosa, tem um fluxo de ar bem pequeno, desta forma parece-nos que o ideal neste gabinete é adquirir duas ventoinhas de 120 mm avulsas, para instalá-las tanto nesta posição frontal quanto na traseira do gabinete, para conseguir o máximo de fluxo de ar com o mínimo de ruído. Uma pena que o fabricante não incluiu essas duas ventoinhas.


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Figura 11: Vista interna frontal.

Ao instalar a placa-mãe, a fonte de alimentação e as demais peças notamos que o Viper tem espaço suficiente para que se possa trocar peças sem precisar remover a fonte ou as unidades de disco, mas sem exageros.

Outra coisa que esperávamos para um gabinete dessa categoria é um sistema de fixação sem ferramentas para as unidades de disco. No Viper, porém, unidades de CD ou DVD bem como discos rígidos e unidades de disquete devem ser aparafusadas como nos gabinetes mais comuns. Isso é um problema para quem quer fixar bem as peças, mas precisa removê-las a toda hora: é necessário remover a tampa direita também, para ter acesso aos parafusos do outro lado. Sem falar que a pintura interna pode ficar arranhada pelo colocar e retirar de parafusos.


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Figura 12: Com as peças instaladas.

O Exterior do Viper

Montando e ligando o computador pudemos apreciar o Viper ligado. As duas ventoinhas incluídas, na lateral e na frente, brilham fortemente em vermelho. Melhor ainda se viesse inclusa uma ventoinha com LEDs vermelhos para a parte traseira, preferencialmente de 120 mm.

A janela transparente em forma de serpente é feita de acrílico reagente, o que significa que se você instalar um lâmpada CCFL ultravioleta (luz negra) no interior do gabinete, o efeito provavelmente será muito interessante. Novamente, a pergunta: por que o fabricante não incluiu essa lâmpada? Ou pelo menos incluir as ventoinhas também reagentes, seria uma boa idéia.


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Figura 13: Visão lateral com o computador ligado.

Na tampa superior, vemos novamente o logotipo, desta vez luminoso, que fica aceso sempre enquanto o computador está ligado (ver Figura 14).


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Figura 14: A tampa superior

O sistema de fechamento da tampa é muito interessante, por sinal: usa um fecho magnético para prendê-la, em vez da tradicional trava plástica de outros gabinetes com porta frontal. Menos uma coisa para quebrar.

Agora chegamos ao que consideramos o maior diferencial deste gabinete: o painel frontal de cristal líquido. Esse painel possui algumas funções: um utilíssimo termômetro, que mostra a temperatura medida por um sensor que você instala onde quiser (o cooler do processador é o local mais óbvio); e um cronômetro que marca o tempo decorrido desde que o computador foi ligado. O restante das informações do painel, no entanto, são de utilidade e gosto duvidosos.


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Figura 15: O mostrador frontal.

O indicador “HDD” do painel fica sempre aceso. Não entendemos qual a utilidade de um indicador que não indica nada, ainda mais que o verdadeiro indicador de atividade do disco rígido é um LED perto da borda inferior do gabinete, uma péssima localização, a menos que o gabinete fique localizado acima do nível dos olhos do usuário. Excetuando esse caso, esse LED não é visível. Há também na borda inferior o LED indicador de que a máquina está ligada, mas esse não tem o menor sentido, pois além de estar numa posição ruim, é dispensável num gabinete tão cheio de luzes (o logotipo luminoso na porta frontal já é indicador suficiente do micro estar ligado).

Mas o pior não é isso: o emblema que ocupa quase todo o painel de cristal líquido seria interessante se ficasse sempre ligado mas, inexplicavelmente, ele pisca! Muito bom para distrair o usuário do computador enquanto este joga ou trabalha.

Note que a grade interior, além de permitir uma boa entrada de ar, ainda mostra a iluminação vermelha da ventoinha.


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Figura 16: Com a cobra ligada.

Principais Características

As principais características do Gabinete Leadership Gamer XII - Viper são:

  • Dimensões: 52 x 22 x 58 cm (P x L x A).
  • Peso: aproximadamente 9 Kg sem fonte nem embalagem.
  • Baias externas para dispositivos de 5 ¼”: Quatro
  • Baias externas para dispositivos de 3 ½ ”: Duas.
  • Baias internas para dispositivos de 3 ½ ”: Cinco.
  • Portas: Duas portas USB, uma porta Firewire e conectores de microfone e saída de som no painel frontal superior.
  • Ventilação: Duas ventoinhas de 80 mm com LEDs e espaço para mais uma ventoinha de 80 a 120 mm.
  • Recursos Extras: Lateral trabalhada em acrílico, alças superiores para transporte, painel de cristal líquido com termômetro e cronômetro, interior pintado, grade traseira protetora.
  • Mais informações: http://www.leadership.com.br
  • Verdadeiro fabricante: XG (http://www.xgbox.com)
  • Preço médio: Seu preço para o consumidor no Brasil fica em torno de R$ 340,00.

Conclusões

O visual do Viper realmente impressiona. Para algumas pessoas pode impressionar negativamente, por julgá-lo muito colorido e luminoso. Com certeza não é um gabinete que cairá no gosto de todos, mas se você está procurando um gabinete vistoso (aliás, muito vistoso), com excelente acabamento, recursos extras e preço razoável, pode comprar o Viper sem medo.

Pontos Positivos

  • Alças superiores.
  • Termômetro e cronômetro.
  • Excelente acabamento.
  • Tampa com trava magnética.
  • Pintura interna na cor do gabinete.

Pontos Negativos

  • LED indicador de atividade do disco rígido muito mal posicionado.
  • Inexplicável logotipo piscante no painel frontal.
  • Localização perigosa dos botões “power” e “reset”.

Por considerarmos que os pontos positivos são bem mais numerosos e importantes do que os negativos, é que estamos dando ao Viper o selo “Produto Recomendado” do Clube do Hardware.

Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/1159

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