Teste do X-Micro MusePod
Por André Gordirro em 17 de maio de 2006

Introdução

Assim que o iPod Video foi lançado, já era de se imaginar que o mercado fosse inundado por equipamentos “genéricos” que iriam se esforçar para competir com o novo mimo da Apple. Bem, em termos de esforço o MusePod da X-Micro ficou devendo. A empresa lançou um tocador de MP3/gravador de voz/rádio FM de 20 GB decente nestas funções, mas que é medíocre como tocador de vídeo digital. 

O MusePod lembra seu primo rico na forma de maço de cigarro preto, apesar de sua tela ser um pouco menor e o aparelho não apresentar a prática “clickwheel” que é sinônimo de iPod. Mas a grande diferença está mesmo na função de player de vídeos: o iPod permite que você assista vídeos inteiros (como um download legal de um episódio de Lost), enquanto o MusePod só funciona com arquivos menores, tipo clipes de música. Que pobreza...

Musepod
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Figura 1: X-Micro MusePod.

Comparação de tamanho.
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Figura 2: Comparação de tamanho do X-Micro MusePod.

O Aparelho em Si

Todos os controles do MusePod se encontram em sua face. Ele é alimentado por uma bateria de lítio recarregável que leva três horas para ficar cheia e o mantém funcionando por 10 horas (em modo de tocador de MP3). O aparelho vem com uma unidade de recarga, um cabo de transferência USB 2.0, e uma extensão line-in para headphones tradicionais (não incluídos).

O display de 1,8 polegada é menor que o do iPod (de 2,5 polegadas) e não é indicado para ver vídeos em formato widescreen, já que eles ficam ainda menores. O MusePod vem com alguns clipes em widescreen (Oops I did it again, da Britney Spears, e Livin’ la vida loca, do Ricky Martin) cuja execução é decepcionante.

Há um grande LED no centro do botão de setas direcionais que é um completo desperdício de espaço: ele só acende ao ligar a unidade, e não serve como botão de seleção de opções. São os botões de play/pause e stop/on-off que confirmam as escolhas feitas no menu de navegação. Nosso polegar ia sempre ao botão central instintivamente, sem que nada ocorresse.

Menu
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Figura 3: O menu.

As funções

O MusePod não requer nenhum driver para rodar. Assim que ele é conectado ao PC via entrada USB o aparelho é reconhecido como um drive portátil. Basta arrastar arquivos de áudio, texto e imagem para dentro dele. Não adianta, porém, colocar seus vídeos ali: eles precisam passar por uma conversão, do formato .AVI ou .MPEG para o formato .3GP, usado em celulares. E esse é nosso principal problema com o equipamento.

O software de conversão InterVideo comprime um arquivo de vídeo de 174 MB em outro de 1.7 MB em questão de minutos – só que invés de um vídeo de 45 minutos, ficamos com um clipe de 2 minutos. Qual a utilidade de um tocador de vídeo digital que não permite assistir vídeos completos enquanto a concorrência o faz? Outro problema: não há como avançar ou retroceder os clipes.

À exceção da péssima função de vídeo, o MusePod é um tocador de música digital padrão que tem a vantagem de funcionar como gravador de voz no formato MP3. Na função de rádio FM, porém, pegamos muita interferência na banda, que vai de 87 a 108.

Conversor de vídeo.
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Figura 4: Ferramenta de conversão de vídeo.

Especificações

  • Peso: 140 g
  • Altura: 95 mm
  • Comprimento: 62 mm
  • Largura: 18 mm
  • Capacidade de armazenamento: 20 GB
  • LCD 160x128 1.8 polegada TFT LCD 65.536 cores
  • Taxa de compressão: 8Kbps-320Kbps (MP3/WMA)
  • Taxa de gravação: 32Kbps-320kbps
  • Conexão: USB 2.0
  • Bateria de lítio recarregável  (800mAH)
  • Preço sugerido (nos EUA): USD 249.00
  • Mais informações: http://www.x-micro.com

Conclusões

Pontos fortes:

  • Bom como tocador de MP3.
  • Grava voz em arquivo MP3.
  • Funciona como um HD portátil de 20 GB.

Pontos fracos:

  • Péssimo arranjo de botões.
  • Recepção ruim de FM.
  • É inútil como tocador de vídeo digital.

Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/1211

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