Fonte de Alimentação Tagan TurboJet TG1100-U95 de 1.100 W
Por Gabriel Torres e Cássio Lima em 12 de dezembro de 2006

Introdução

Com o lançamento da plataforma Quad FX da AMD – equipada com dois processadores Athlon 64 FX de dois núcleos, até quatro placas de vídeo e até 12 discos rígidosfontes de alimentação de 1.000 W podem se tornar cada vez mais comum entre os usuários fissurados em jogos. De olho nesse mercado, a Tagan lançou a TurboJet TG1100-U95, uma fonte de alimentação de 1.100 W que esteticamente dispensa comentários. Nós desmontamos completamente esta fonte de alimentação da Tagan para ver se o que tem dentro é do mesmo nível do que ela tem fora. Confira.

A apresentação deste produto é realmente impressionante. A fonte vem dentro de uma maleta de couro de altíssima qualidade que você pode definitivamente usar para outros fins depois de instalar a fonte em seu micro – por exemplo, você pode usá-la como caixa de ferramentas de luxo.


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Figura 1: A fonte de alimentação TurboJet TG1100-U95 vem em uma maleta de couro.

Nas Figuras 2 e 3 você tem uma visão geral da TurboJet TG1100-U95.


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Figura 2: Tagan TurboJet TG1100-U95.


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Figura 3: Tagan TurboJet TG1100-U95.

Esta é uma fonte de alimentação de alto desempenho com PFC ativo. Em vez de usar uma grande ventoinha de 120 mm em sua parte inferior ela tem duas ventoinhas de 80 mm, uma instalada em sua parte frontal e outra em sua parte traseira. Nós preferimos a abordagem de apenas uma ventoinha grande de 120 mm na parte inferior da fonte, já que oferece um melhor fluxo de ar com baixo nível de ruído. Esta fonte de alimentação tem o mesmo tamanho de uma fonte ATX convencional, o que chamou nossa atenção, já que a Galaxy 1000 W da Enermax, de modo a acomodar todos os componentes necessários para fornecer uma potência real de 1.000 W, é bem maior do que o modelo da Tagan, que tem uma potência rotulada de 1.100 W. Isto foi uma indicação de que teríamos de ser bastante meticulosos ao analisar o projeto interno desta fonte.

Como você pode ver na Figura 3, esta fonte de alimentação não tem um sistema de cabeamento modular, sendo esta uma das principais falhas desta fonte de alimentação. Adiante explicaremos o por quê.

Esta fonte de alimentação vem com quatro cabos PCI Express auxiliares independentes para alimentar até quatro placas de vídeo. Esses cabos usam uma blindagem de excelente qualidade com um núcleo de ferrite em uma das pontas (este componente funciona como um filtro), o que é ótimo. O que imediatamente nos chamou atenção foi que esses cabos são idênticos aos usados pela OCZ ModStream 520 W, o que nos fez pensar que o verdadeiro fabricante desta fonte de alimentação da Tagan poderia ser o mesmo fabricante da OCZ ModStream 520 W (e de fato é: Topower).

Existe um adesivo colorido em cada núcleo de ferrite identificando cada cabo: PCIE-1 a PCIE-4. Os conectores usados também são de alta qualidade, muito diferente dos que são encontrados em fontes de alimentação comuns.


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Figura 4: Detalhe de um dos cabos PCI Express auxiliar.

O problema desses cabos é que a menos que você tenha quatro placas de vídeo em seu micro você terá cabos PCI Express auxiliares não sendo usado pendurados dentro do micro, bloqueando o fluxo de ar. Se esta fonte de alimentação usasse um sistema de cabeamento modular você poderia simplesmente remover os cabos não usados.

Introdução (Cont.)

Existem outros três cabos usando a mesma blindagem rígida arredondada com um núcleo de ferrite: o conector ATX12V; o conector EPS12V; e um conector padrão para periféricos. Eles também usam conectores melhores comparados aos conectores usados em fontes de alimentação comuns.


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Figura 5: Cabos que usam blindagem rígida arredondada.


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Figura 6: Conectores ATX12V e EPS12V.


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Figura 7: Conector especial para periféricos.

Esta fonte de alimentação vem com um cabo terra externo (usando um fio de 12 AWG e terminal blindado a ouro) para você conectá-lo à carcaça metálica do gabinete. Esta é a primeira fonte de alimentação que vimos até hoje com este recurso. Dentro da fonte de alimentação este cabo é conectado ao terra CC (e não ao terra CA), ou seja, é conectado junto com todos os fios pretos usados pelos cabos da fonte.


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Figura 8: Cabo de aterramento.

Introdução (Cont.)

O cabo de alimentação da rede elétrica tem terminais banhados a ouro, um recurso muito sofisticado. Ele tem um núcleo de ferrite, que funciona como filtro.


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Figura 9: Cabo de alimentação da rede elétrica tem terminais banhados a ouro e um núcleo de ferrite.

O cabo de alimentação principal da placa-mãe vem com um conector de 24 pinos que pode ser transformado em um conector de 20 pinos. Os cabos de alimentação da placa-mãe usam fios 16 AWG (os fios usados pelos cabos de alimentação para periféricos são mais finos, de 18 AWG).


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Figura 10: Conector de alimentação da placa-mãe.

Esta fonte de alimentação vem com quatro adaptadores que permitem a você converter qualquer conector de alimentação Serial ATA em um conector de alimentação para periféricos. Esta é a primeira vez que vimos isto.


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Figura 11: Adaptadores para converter conectores de alimentação SATA em conectores para periféricos.


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Figura 12: Conector de alimentação SATA convertido em um conector para periférico.

Esta fonte vem com nove cabos de alimentação: quatro cabos de alimentação PCI Express auxiliares, um cabo de alimentação “especial” para periféricos com apenas um conector, dois cabos de alimentação Serial ATA com três conectores cada, um cabo de alimentação Serial ATA com quatro conectores e um cabo de alimentação com três conectores para periféricos. Esta fonte de alimentação vem ainda com um cabo “Y” para converter um conector para periféricos em dois conectores de alimentação para unidades de disquete. Ela vem ainda com quatro adaptadores que convertem os conectores de alimentação SATA em conectores para periféricos, como mencionamos anteriormente.

Apesar de a Tagan ter pago para ter o seu próprio número UL, esta fonte de alimentação é na realidade fabricada pela Topower.

Nós decidimos desmontar completamente esta fonte de alimentação para darmos uma olhada.

Por Dentro da TurboJet TG1100-U95

Nós decidimos desmontar esta fonte de alimentação para vermos qual projeto e componentes foram utilizados. Leia nosso tutorial Anatomia das Fontes de Alimentação Chaveadas para entender como uma fonte de alimentação trabalha internamente e para comparar esta fonte de alimentação com outras.

Nesta página teremos uma visão geral, enquanto que na página seguinte discutiremos em detalhes a qualidade e as características dos componentes usados.

Nós podemos apontar várias diferenças entre esta fonte de alimentação e uma fonte genérica: a qualidade da construção da placa de circuito impresso; o uso de mais componentes no estágio de filtragem de transientes; a potência de todos os componentes; o projeto; etc.


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Figura 13: Por dentro da TurboJet TG1100-U95.


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Figura 14: Por dentro da TurboJet TG1100-U95.

A primeira coisa que nos chamou atenção foi o uso de dois transformadores principais em vez de apenas um. Até agora nós vimos apenas uma outra fonte que usava dois transformadores: a Galaxy 1000 W da Enermax. Os transformadores da Tagan TurboJet TG1100-U95, no entanto, são conectados usando um circuito diferente, como discutiremos em um momento mais oportuno.


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Figura 15: A Tagan TurboJet TG1000-U95 usa dois transformadores em vez de apenas um.

Por Dentro da TurboJet TG1100-U95 (Cont.)

Como mencionamos em outros artigos, a primeira coisa que gostamos de ver quando abrimos uma fonte de alimentação para termos uma idéia da sua qualidade é o estágio de filtragem de transientes. Os componentes recomendados para este estágio são duas bobinas de ferrite, dois capacitores cerâmicos (capacitores Y, normalmente azuis), um capacitor de poliéster metalizado (capacitor X) e um varistor (MOV). Em fontes de alimentação genéricas são usados menos componentes do que o recomendado, normalmente removendo o varistor, que é essencial para eliminar picos de energia provenientes da rede elétrica, e a primeira bobina.

Esta fonte de alimentação da Tagan tem mais componentes do que o necessário – três bobinas de ferrite, quatro capacitores Y, dois capacitores X e um varistor (MOV). Como o varistor estava escondido entre as pontes retificadoras, o capacitor eletrolítico do PFC e as bobinas de ferrite, nós tiramos uma outra foto deste componente após termos removido os capacitores eletrolíticos e as pontes retificadoras, como você pode ver na Figura 18. Antes do estágio de filtragem de transientes existem dois capacitores cerâmicos conectados em série com os fios de alimentação principais, o que é estranho, já que eles não estão usando as configurações “X” ou “Y” (nessas duas configurações os capacitores são ligados em paralelo com os fios de alimentação principal, não em série).


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Figura 16: Estágio de filtragem de transientes (parte 1).


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Figura 17: Estágio de filtragem de transientes (parte 2).


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Figura 18: Detalhe do varistor (MOV) usado nesta fonte de alimentação.

Esta fonte de alimentação usa um circuito integrado CM6800, que engloba um controlador de PFC ativo e um controlador PWM. Este circuito está localizado em uma pequena placa de circuito impresso mostrada na Figura 19. Este é o mesmo controlador usado por várias outras fontes de alimentação como a OCZ GameXstream 700 W, Zalman ZM600-HP, Antec Neo HE 550 e Thermaltake Toughpower 750 W, apenas para citarmos algumas.


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Figura 19: Circuito integrado controlador do PFC ativo e PWM.

Nosso último destaque nessa olhada preliminar nos componentes da Tagan TG1100-U95 é no seu sensor térmico – que comanda o desligamento da fonte de alimentação em caso de superaquecimento e também muda a velocidade de rotação da ventoinha de acordo com a temperatura interna da fonte. Normalmente este componente está instalado diretamente no dissipador de calor do secundário ou abaixo dele, mas nesta fonte de alimentação este componente está localizando dentro da bobina de ferrite de +12 V, veja na Figura 20. Isto é realmente estranho.


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Figura 20: O sensor térmico desta fonte de alimentação está localizado dentro da bobina de ferrite de +12 V.

Agora falaremos em mais profundidade sobre os componentes e o projeto usado na Tagan TurboJet TG1100-U95.

Análise dos Componentes

Nós estávamos bastante curiosos para verificarmos quais componentes foram escolhidos para a seção de potência desta fonte de alimentação e também como eles foram interligados, ou seja, o projeto usado. Estávamos dispostos a ver se os componentes realmente forneceriam a potência anunciada pela Tagan – especialmente porque estamos falando de uma fonte de alimentação de mais de 1.000 watts.

Para uma melhor compreensão do que iremos falar aqui, sugerimos que você leia nosso tutorial Anatomia das Fontes de Alimentação Chaveadas.

Esta fonte de alimentação usa duas pontes de retificação GBU1006 em seu estágio primário, que pode fornecer até 10 A de corrente em modo contínuo (a 100ºC) cada. Dessa forma a corrente total que a seção de retificação desta fonte de alimentação pode suportar é de 20 A. Só para efeito de comparação, a Enermax Galaxy 1000 W usa duas pontes de 20 A, o que significa que ela pode suportar o dobro: 40 A.

O circuito PFC ativo desta fonte de alimentação utiliza três transistores de potência MOSFET (20N60C3 – o mesmo usado por várias outras fontes de alimentação que já vimos, como a Antec Neo 550 HE, Cooler Master iGreen Power 430 W, Corsair HX620W, Thermaltake Toughpower 750 W, OCZ GameXstream 700 W e Zalman ZM600-HP). Esta fonte da Tagan, a OCZ GameXstream 700 W e a Zalman ZM600-HP são as únicas que vimos com um projeto como este. Todas as outras fontes de alimentação de alto desempenho que vimos até hoje usavam apenas dois transistores (exceto a Enermax Galaxy 1000 W, que usa quatro transistores). Cada transistor 20N60C3 pode suportar até 300 A (a 25ºC) em modo pulsante (que é o caso).

Em vez de usar apenas um capacitor eletrolítico em seu circuito PFC ativo, esta fonte usa dois de 1.200 µF x 200 V ligados em série, que equivale a um capacitor de 600 µF x 400 V. Outras fontes com circuito PFC ativo que vimos têm capacitores com valores mais baixos, tipicamente 470 µF e até mesmo 165 µF no caso da Enermax Galaxy 1000 W (que usa dois 330 µF x 450 V em paralelo). Os capacitores eletrolíticos usados aqui são japoneses da Toshin Kogyo (TK), mas os capacitores eletrolíticos encontrados no secundário são da taiuanesa Teapo.

Os componentes do PFC ativo (bobina, diodo, e termistor NTC) desta fonte de alimentação estão posicionados em locais diferentes se comparados com a configuração mais usual. Para elucidar isto, desenhamos o esquema do circuito PFC ativo desta fonte de alimentação e comparamos com o projeto mais usual, veja na Figura 21.


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Figura 21: PFC ativo.

Na seção de chaveamento desta fonte são usados quarto transistores de potência MOSFET 20N60C3, o mesmo tipo usado no circuito PFC ativo. Sem olhar para o circuito desta fonte de alimentação acharíamos que a Tagan usou o mesmo projeto que a Enermax usou em sua Galaxy 1000 W: dois transistores alimentando cada transformador, fazendo dois circuitos primário e secundário completamente separados. No entanto, ao olharmos cuidadosamente para este circuito, nós descobrimos que a Tagan (ou melhor, a Topower) decidiu usar um projeto que, bem, definitivamente não usaríamos se fossemos seus engenheiros.

Para uma melhor compreensão do que iremos explicar desenhamos um diagrama em blocos simples do que achamos ser um excelente projeto para uma fonte de alimentação de 1.000 W (na verdade, o mesmo projeto usado pela Enermax Galaxy 1000 W) e o projeto usado pela Tagan TurboJet 1100 W. Preste atenção cuidadosamente na Figura 22.


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Figura 22: Projeto usado pela Tagan TurboJet TG1100-U95.

Em nosso projeto recomendado, existem dois circuitos primários e secundários completos e independentes, como se fossem duas fontes de alimentação completas dentro da carcaça de uma. Na verdade a única coisa que esses dois circuitos compartilham são as linhas +Bus e –Bus do circuito PFC ativo. Este projeto é o único que pode realmente fornecer mais de 1.000 watts de potência.

Na Tagan TurboJet TG1100-U95 existe apenas um circuito chaveador. Apesar de existirem quatro transistores, dois deles são conectados em paralelo aos outros dois apenas para aumentar a corrente/potência que este único circuito chaveador pode fornecer (o projeto do chaveador, a propósito, é de chaveamento direto com dois transistores). O que é irônico é que em termos de custo os dois projetos custam a mesma coisa.

Portanto apesar de esta fonte da Tagan ter dois transformadores, eles não são independentes, já que os mesmos transistores os alimentam.

Mas o que realmente é ruim nessa fonte é o que a Topower escolheu usar em seu secundário. Como você pode ver, esta fonte de alimentação tem apenas um estágio de filtragem de +12V. Desta forma a saída de todos os retificadores de +12V são ligadas juntas e filtradas por apenas duas bobinas (uma grande e uma outra menor) e três capacitores eletrolíticos. Como mencionamos exaustivamente em artigos anteriores, as bobinas e os capacitores são os principais responsáveis por limitar a potência máxima que a fonte de alimentação pode fornecer, já que os retificadores usados geralmente possuem uma potência muito acima do que a fonte é capaz de fornecer. Com base no tamanho das bobinas e capacitores eletrolíticos encontrados aqui podemos com certeza afirmar que esta fonte de alimentação não pode fornecer os 960 W rotulados pela Tagan para sua potência combinada de +12 V. Esta potência poderia apenas ser obtida se esta fonte de alimentação usasse duas seções de filtragem de +12 V independentes.

Nós não temos um testador de carga dinâmica, mas nossos amigos do Planet3Dnow.de têm um (um Chroma 8000). Eles testaram esta fonte de alimentação da Tagan a 25º C e ela queimou quando eles tentaram aumentar a potência além de 768 W nas linhas de +12 V, o que corrobora o que dissemos acima. Só a título de informação, eles testaram a Galaxy 1000 W da Enermax e ela forneceu até 1.050 W a 50º C, o que é realmente impressionante.

Análise dos Componentes (Cont.)

Nas Figuras 23 e 24 você pode ver os componentes instalados ao dissipador de calor do primário. Como mencionamos, apesar de existirem quatro transistores de potência MOSFET (chamados Q4 a Q7), Q4 e Q5 são ligados em paralelo, assim como acontece com Q6 e Q7.


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Figura 23: Pontes retificadoras, transistores do PFC ativo e diodo do PFC ativo.


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Figura 24: Transistores chaveadores e pontes retificadoras.

Esta fonte de alimentação usa oito retificadores de potência Schottky em seu secundário, quatro 63CPQ100(60 A a 153º C) e quatro 40CTQ045 (40 A a 116º C).

Para a saída de +5 V dois 40CTQ045 foram usados. Isto significa que em teoria a saída de +5 V é capaz de fornecer até 80 A ou 400 W. Lembre-se que a potência máxima que a fonte de alimentação pode fornecer depende de outros componentes usados – como o transformador, bobinas, capacitores, o projeto da placa de circuito impresso, a bitola dos fios e até mesmo a largura das trilhas da placa de circuito impresso.

Para a saída de +3,3 V também foram usados dois retificadores Schottky 40CTQ045 ligados em uma saída exclusiva do transformador, o que é excelente. Na grande maioria das fontes de alimentação quando a saída de +3,3 V tem seu próprio retificador ele é ligado na mesma saída do transformador em que a linha de +5 V está conectada, portanto o transformador limita a corrente máxima (e consequentemente a potência) que as linhas de +5 V e +3,3 V podem fornecer juntas (um conceito chamado “potência combinada”). Portanto em teoria a saída de +3,3 V é capaz de fornecer até 80 A ou 264 W. Como dissemos antes, os outros componentes usados na fonte de alimentação limitarão a corrente máxima e a potência que esta saída pode na verdade fornecer.

A saída de +12 V usa todos os quatro retificadores Schottky 63CPQ100. Dois deles são ligados a um dos transformadores e os outros dois são ligados ao outro transformador. No entanto, as saídas dos quatro retificadores são ligadas juntas, criando o grande gargalo encontrado nesta fonte. Em teoria os retificadores de +12 V desta fonte de alimentação poderiam fornecer até 240 A (60 A x 4) ou 2.880 W, mas os outros componentes – especialmente a bobina e os capacitores eletrolíticos – limitam esta corrente/potência.

Nas figuras abaixo você pode ver os retificadores usados no secundário desta fonte de alimentação.


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Figura 25: Retificadores usados no secundário.


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Figura 26: Retificadores usados no secundário.

Análise da Potência

Na Figura 27 você pode ver a etiqueta contendo todas as especificações de alimentação da Tagan TurboJet TG1100-U95.


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Figura 27: Etiqueta da fonte de alimentação.

Como você pode ver esta fonte de alimentação tem quatro barramentos virtuais de +12 V (dentro da fonte de alimentação todos os barramentos são ligados na única linha de +12V que a fonte tem). Infelizmente todos os fabricantes parecem fazer isto para ficarem de acordo com as especificações ATX12V 2.x e EPS12, que exigem que a fonte de alimentação tenha barramentos separados de +12 V.

Com base nos dados mostrados na página anterior concluímos que a potência máxima teórica da linha +12 V é de 2.880 W, a da linha de +5 V é de 400 W e da linha de +3,3 V é de 264 W.

Como já dissemos anteriormente, a corrente/potência máxima que cada linha pode realmente fornecer dependerá de outros componentes usados, especialmente do transformador, da bobina, do capacitor, da bitola do fio e até mesmo da largura das trilhas da placa de circuito impresso.

Para a saída de +12 V a Tagan colocou 20 A para cada um dos quatro barramentos virtuais da fonte – a Enermax colocou 17 A para cada barramento de +12 V em sua Galaxy 1000 W, porém a Galaxy tem cinco barramentos. Isto resultaria em 240 W por barramento ou 960 W no total – o valor rotulado pela Tagan.

Para a saída de +5 V a Tagan colocou uma corrente máxima de 28 A (a Enermax colocou 30 A para a Galaxy 1000 W), que é igual a 140 W, enquanto que para a saída de +3,3 V o fabricante colocou uma corrente máxima de 28 A (a Enermax colocou 30 A para a Galaxy 1000 W), ou 92,4 W. Entretanto, na etiqueta a Tagan diz que a potência combinada das saídas +5 V e +3,3 V é de 180 W, o que é estranho, já que essas duas saídas usam dois circuitos independentes (apesar de usarem a mesma seção de chaveamento).

De qualquer forma todas as saídas foram rotuladas com uma corrente muito abaixo da corrente máxima que cada retificador pode fornecer, mas como mencionamos várias vezes, a corrente/potência máxima dependerá de outros componentes, já que todos os retificadores usados são superdimensionados.

Infelizmente não temos os equipamentos necessários para fazer um teste de verdade de fontes de alimentação; precisaríamos criar uma carga real de 1.110 W para verificarmos se esta fonte de alimentação consegue fornecer ou não a sua potência rotulada. Como dissemos, nossos amigos do Planet3Dnow.de tem um equipamento desses e eles queimaram uma Tagan TG1100-U95 quando tentaram colocar mais de 768 W a 25º C nas linhas de +12 V.

Além disto, como um comentário final, a Tagan não especifica a temperatura em que a fonte de alimentação é rotulada. Normalmente quando nenhuma referência à temperatura é feita assumimos que ela seja rotulada a 25º C, que é uma temperatura muito abaixo da temperatura real de trabalho de uma fonte de alimentação. Lembre-se que a potência máxima que uma fonte de alimentação pode fornecer diminui com o aumento da temperatura interna. Aqui é importante notar que a Galaxy 1000 W da Enermax é rotulada a 50º C e também de acordo com nossos amigos do Planet3Dnow.de, ela pode realmente fornecer a potência anunciada.

Principais Características

As principais especificações técnicas da fonte de alimentação Tagan TG1100-U95 são:

  • ATX12V 2.2.
  • Potência nominal rotulada: 1.100 W. 
  • Eficiência: Não disponível. 
  • PFC ativo: Sim. 
  • Conectores da placa-mãe: Um conector 20/24 pinos, um conector ATX12V e um conector EPS12V. 
  • Conectores para periféricos: quatro cabos de alimentação PCI Express auxiliares, um cabo de alimentação “especial” para periféricos com apenas um conector, dois cabos de alimentação Serial ATA com três conectores cada, um cabo de alimentação Serial ATA com quatro conectores e um cabo de alimentação com três conectores para periféricos. Esta fonte de alimentação vem ainda com um cabo “Y” para converter um conector para periférico em dois conectores de alimentação para unidades de disquete. Ele vem ainda com quatro adaptadores que convertem os conectores de alimentação SATA em conectores para periféricos.
  • Proteções: Não disponível. 
  • Garantia: Três anos, nos EUA. No Brasil a garantia dependerá do distribuidor. 
  • Mais informações: http://www.tagan.com 
  • Verdadeiro fabricante: Topower
  • Preço médio nos EUA*: US$ 349,00.

* Preço fornecido pelo fabricante

Conclusões

Nós ficamos muito desapontados com esta fonte de alimentação. Ela vem com uma apresentação maravilhosa, mas seu projeto interno é cheio de pontos negativos: ela tem dois transformadores, mas em vez de usar dois circuitos completos separados, esta fonte compartilha a mesma seção de chaveamento entre os dois transformadores e os mesmos filtros do secundário para as saídas de +12 V que vem dos dois transformadores, fazendo com que ela não consiga fornecer a potência rotulada.

Não custaria muito corrigir o projeto desta fonte de alimentação, especialmente quando pensamos em sua faixa de preço – US$ 350 no EUA. O que? Peraí. A Galaxy 1000 W da Enermax custa praticamente a mesma coisa (em algumas lojas você pode encontrá-la sendo vendida por apenas US$ 10 ou US$ 20 a mais) e tem um projeto perfeito para uma fonte de alimentação de 1.000 W: dois circuitos completamente independentes internamente e o que é mais importante, a capacidade de realmente fornecer 1.000 W a 50º C.

A Tagan TurboJet 1100 W é rotulada a 25º C e nossos amigos do Planet3Dnow.de não conseguiram colocar mais do que 768 W em suas linhas de +12V (que são rotuladas a 960 W) mesmo em 25º C. Um absurdo!

Internamente a Galaxy 1000 W usa mais e melhores componentes: suas pontes retificadoras podem suportar o dobro da corrente comparada à fonte da Tagan e usa quatro transistores em seu circuito PFC ativo (a fonte da Tagan usa três), sem falar no segundo circuito de filtragem completo de +12 V, não disponível na fonte da Tagan. Portanto, o preço da TurboJet 1100 W da Tagan não condiz com a qualidade do produto.

Uma outra coisa que a Tagan deveria fazer era corrigir seu site, manuais e caixas. Eles não anunciam todas as especificações técnicas de seus produtos. Para este modelo em particular, não tem nenhuma documentação técnica (a documentação técnica disponível para download no site deles é para o modelo U96, que tem seis barramentos virtuais de +12V) e nós não encontramos em nenhum lugar detalhes técnicos sobre a eficiência e proteções desta fonte de alimentação.

Esta seria uma excelente fonte se a Tagan a rotulasse com uma potência inferior (850 W, por exemplo) e baixasse o preço. Do jeito que está, não recomendamos a compra desta fonte.

Até mesmo sua bela apresentação externa tem pontos negativos e você verá essas falhas apenas quando tentar montar um micro de alto desempenho. A ausência de um sistema de cabeamento modular é crítica: os cabos com blindagem especial são muito rígidos e os cabos não usados bloquearão o fluxo de ar dentro do micro – como esses cabos são realmente mais grossos isto pode ser um problema real.

Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/1310

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