Fonte de Alimentação Leadership Casemod 550 W
Por Gabriel Torres e Cássio Lima em 17 de janeiro de 2007
Introdução
Nós analisamos em profundidade outra fonte de alimentação que é bastante popular em nosso mercado, a Casemod 550 W da Leadership. Trata-se de uma fonte de alimentação com carcaça de alumínio e que tem uma tampa de acrílico transparente que permite a você ver o interior da fonte, ideal para usuários que gostam de gabinetes transparentes ou que tenham janela transparente. Neste artigo nós desmontamos completamente esta fonte e descobrimos que internamente ela é uma fonte de alimentação genérica vagabunda. Confira.
Esta fonte é na realidade fabricada pela Young Year (o modelo original chama-se YP-AB) e também é vendida por outras marcas no exterior, como Apevia/Aspire nos EUA e Levicom na Europa.
A aparência externa desta fonte de alimentação realmente nos chamou atenção (veja nas Figuras 2, 3 e 4) e exatamente por isso que decidimos comprá-la para darmos uma olhada mais a fundo. Após removê-la da caixa, você precisa tirar o adesivo transparente que a protege, como mostrada na Figura 1.
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Figura 1: Removendo o adesivo transparente que protege a fonte.Esta fonte de alimentação usa duas ventoinhas de 80 mm, uma na sua parte traseira e outra na sua parte frontal, como você pode ver nas figuras abaixo.
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Figura 2: Fonte de alimentação Leadership Casemod 550 W.
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Figura 3: Fonte de alimentação Leadership Casemod 550 W.Introdução (Cont.)
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Figura 4: Fonte de alimentação Leadership Casemod 550 W.É impossível não ter uma opinião sobre a estética desta fonte de alimentação: ou você gosta ou detesta. Em nosso caso, nós gostamos da sua tampa de acrílico transparente, apesar de acharmos que a cor escolhida para as partes de plástico ser muito brega – nós achamos que esta fonte seria mais bonita se toda suas peças plásticas também fossem transparentes. Claro que tudo é uma questão de gosto. Toda parte plástica foi feita em amarelo limão de modo a brilhar na presença de luz negra. Os dissipadores de calor da fonte e os principais capacitores eletrolíticos (do dobrador de tensão) também são sensíveis à luz negra.
Esta fonte tem apenas três cabos de alimentação para periféricos: um cabo de alimentação Serial ATA contendo apenas um conector de alimentação e dois cabos de alimentação para periféricos contendo três conectores de alimentação padrão e um conector de alimentação para a unidade de disquete cada. O cabo de alimentação principal da placa-mãe tem um conector de 20 pinos, com uma extensão de 4 pinos para transformá-lo em um conector de 24 pinos. Esta fonte não vem com conector auxiliar PCI Express.
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Figura 5: Cabos da fonte de alimentação. As partes plásticas são sensíveis à luz negra.A bitola de todos os fios usados nesta fonte de alimentação é 20 AWG, muito fino para os padrões atuais.
Esta fonte de alimentação tem um potenciômetro para controle manual da velocidade de suas ventoinhas, como você pode ver na Figura 6.
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Figura 6: Controle de velocidade da ventoinha.Como você também pode ver na Figura 6, esta fonte tem uma chave 110/220 V, o que significa que ela não tem PFC ativo.
Como já mencionamos, a carcaça desta fonte é feita de alumínio (azul no modelo que compramos).
Nós decidimos desmontar completamente esta fonte de alimentação para darmos uma olhada.
Por Dentro da Leadership Casemod 550 W
Nós decidimos desmontar esta fonte de alimentação para vermos qual projeto e componentes foram utilizados. Leia nosso tutorial Anatomia das Fontes de Alimentação Chaveadas para entender como uma fonte de alimentação trabalha internamente e para comparar esta fonte de alimentação a outras.
Nesta página teremos uma visão geral, enquanto que na página seguinte discutiremos em detalhes a qualidade e as características dos componentes usados.
Nas Figuras 7 e 8 você tem uma visão geral do interior desta fonte de alimentação.
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Figura 7: Por dentro da Leadership Casemod 550 W.
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Figura 8: Por dentro da Leadership Casemod 550 W.O que nos chamou imediatamente a atenção foi a marcação “Model ATX-66B” na placa de circuito impresso desta fonte. Em uma pesquisa rápida na Internet descobrimos que esta mesma placa é usada por outras fontes fabricadas pela Young Year, incluindo alguns modelos que eles fabricam para a Ultra (X-Connect 500 W) e para a Aspire/Apevia.
Como mencionamos em outros artigos, a primeira coisa que gostamos de ver quando abrimos uma fonte de alimentação para termos uma idéia da sua qualidade é o estágio de filtragem de transientes. Os componentes recomendados para este estágio são duas bobinas de ferrite, dois capacitores cerâmicos (capacitores Y, normalmente azuis), um capacitor de poliéster metalizado (capacitor X) e um varistor (MOV). Em fontes de alimentação genéricas são usados menos componentes do que o recomendado, normalmente removendo o varistor, que é essencial para eliminar picos de energia provenientes da rede elétrica, e a primeira bobina.
O estágio de filtragem de transientes desta fonte não é bom. Ele é composto apenas de uma bobina de ferrite (em vez de duas) e dois capacitores Y. Existe um capacitor cerâmico rotulado como “J101”, mas este capacitor está conectado em série com a linha de alimentação principal em vez de em paralelo. Portanto, nesta fonte estão faltando um varistor, uma bobina de ferrite e um capacitor X para termos pelo menos os componentes básicos recomendados para este estágio. No entanto, é interessante notar que existe um espaço vazio para a instalação de um capacitor X (rotulado como “CX102”) e de uma bobina de ferrite (rotulada como “LF103”). Desta forma algumas fontes baseadas nesta mesma placa podem ter um estágio de filtragem mais completo (como é o caso da Ultra X-Connect 500 W e do modelo desta fonte vendido na Europa pela Levicom) – mas mesmo assim sem o varistor. O modelo europeu desta fonte tem PFC passivo, de modo a atender à legislação européia.
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Figura 9: Estágio de filtragem de transientes.Nós descobrimos algo muito ruim nesta fonte que desmontamos: ela não tem um termistor NTC. Como você na Figura 10, ela tem, em vez do termistor, um jumper (pedaço de fio rígido) em seu lugar (rotulado como “TH101”).
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Figura 10: Está faltando o termistor NTC desta fonte de alimentação!Na Figura 11 você pode ver um sensor de temperatura tocando no dissipador de calor do secundário, que comanda o desligamento da fonte em caso de superaquecimento.
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Figura 11: Sensor de temperatura do secundário.Vamos falar agora em mais profundidade sobre os componentes usados na Leadership Casemod 550 W.
Análise dos Componentes
O projeto usado nesta fonte de alimentação é simplesmente ridículo. Em vez de usar um projeto moderno com transistores MOSFET, seu primário utiliza o mesmo projeto usado em fontes de alimentação AT. Isto mesmo, você não leu errado: esta fonte de alimentação utiliza um projeto de fontes AT, para lá de obsoleto, em seu primário. Nós nem mesmo falamos sobre este projeto em nosso tutorial Anatomia das Fontes de Alimentação Chaveadas por achar que ninguém mais usaria um projeto como este.
O principal problema deste projeto é a eficiência. Os transistores FET têm alta impedância e, quanto maior a impedância, menos potência o componente irá consumir do circuito para sua própria operação – o que significa menores níveis de consumo e desperdício de energia. Como esta fonte de alimentação utiliza transistores comuns em seu estágio de chaveamento, ela não pode ter uma eficiência alta – fontes de alimentação que utilizam transistores comuns têm uma eficiência típica entre 50% e 60%.
Uma fonte de alimentação com eficiência de 60% significa que 40% do que ela consome da rede elétrica é desperdiçado dentro da fonte. Por exemplo, se o seu computador está consumindo 300W da fonte de alimentação, a fonte está na verdade consumindo 500 W da rede elétrica – o resto é consumido pela fonte e desperdiçado na forma de calor. Sim, isto é muito ruim, pois resulta em aumento na conta de luz.
Fontes de alimentação sem PFC “de marca” concorrentes não utilizam mais este projeto; todas elas utilizam transistores MOSFET em uma das configurações descrita em nosso tutorial Anatomia das Fontes de Alimentação Chaveadas. É simplesmente inadmissível que um fabricante use um projeto obsoleto como este nos dias de hoje.
Bem, vamos dar uma olhada melhor em seu primário. Esta fonte usa uma ponte retificadora KBL406, que pode fornecer até 4 A (a 50ºC). Nenhum dissipador de calor foi usado para refrigerar este componente. Este é o retificador mais sem vergonha que vimos até hoje.
Na seção de chaveamento são usados dois transistores NPN de potência 2SC2625 na mesma configuração usada em fontes de alimentação AT antigas, como mencionamos anteriormente. Cada transistor tem uma corrente máxima rotulada de 10 A a 25º C (ou 20 A em corrente de pico).
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Figura 12: Dois transistores NPN de potência são usados na seção de chaveamento.Na Figura 13 você pode ver o diagrama esquemático de uma antiga fonte de alimentação AT. O estágio primário da Leadership Casemod 550 W utiliza exatamente o mesmo esquema. O secundário é um pouco diferente, mas falaremos sobre isto adiante.
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Figura 13: Diagrama esquemático de uma fonte de alimentação AT antiga. Esta fonte utiliza o mesmo projeto em seu primário.Esta fonte de alimentação utiliza três retificadores Schottky em seu secundário, um para cada saída positiva (+12 V, +5 V e +3,3 V). A única vantagem dessa fonte em relação às fontes “totalmente” genéricas é que nesta fonte a saída de +3,3 V usa um retificador em separado, porém compartilhando a mesma saída do transformador que é usada pela saída de +5 V. Em fontes ATX antigas, a saída de +3,3 V era feita usando um regulador de tensão conectado à saída +5 V.
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Figura 14: Retificadores de potência usados no secundário.A saída de +12 V é produzida por um retificador Schottky STPR1020CT, que suporta até 10 A (a 110º C). Dessa forma a saída de +12 V tem uma potência máxima teórica de 120 W, uma discrepância absurda para o que está rotulado na etiqueta (falaremos mais sobre isso na próxima página). A corrente máxima que esta linha pode fornecer dependerá de outros componentes usados, especialmente do transformador, da bobina, do capacitor, da bitola do fio e até mesmo da largura das trilhas da placa de circuito impresso.
A saída de + 5V é produzida por um retificador Schottky SBL3040PT, que suporta até 30 A (a 95º C). Dessa forma a saída de +5 V tem uma potência máxima teórica de 150 W. Mais uma discrepância absurda que falaremos na próxima página.
A saída de +3,3 V também é produzida por um retificador Schottky SBL3040PT (30 A a 95ºC). Dessa forma a saída de +3,3 V tem uma potência máxima teórica de 99 W. Outra discrepância que abordaremos a seguir.
Apesar de as linhas +5 V e +3,3 V terem retificadores separados, elas compartilham a mesma saída do transformador. Portanto a corrente máxima que essas linhas podem fornecer dependerá muito do transformador.
Análise da Potência
Na Figura 15 você pode ver a etiqueta contendo todas as especificações de alimentação da fonte Leadership Casemod 550 W.
Essa fonte é literalmente uma comédia, a começar pelo site do fabricante original. Como você pode ver lá, todos os modelos são deliberadamente “turbinados”. Por exemplo, a “YP620-AB” é um modelo de “550 W”, acredite ou não. E mesmo assim lá fala que as principais tensões positivas não podem fornecer mais do que 500 W juntas. Isto significa que as outras saídas (-5 V, -12 V e +5VSB) forneceriam os 50 W restantes, certo? Mas se você fizer uma conta de somar básica verá que elas podem fornecer apenas 21,1 W (1,5 W + 9,6 W + 10 W). Uma piada.
Se você pegar o modelo de 500 W vendido pela Apevia (ATX-AS500W-BL), verá que ela tem a mesma etiqueta do modelo Youg Year YP-600-AB, que é rotulada pela Youg Year como uma fonte de 500 W. Mas no site da Apevia existe um coisa interessante. Duas, na verdade. A primeira é que ao contrário do site da Young Year todas as correntes são rotuladas como “máximas”, com especificação mais baixas rotuladas como “normal”. Essas correntes “normais” seriam 20 A para a saída de +3,3 V (em vez de 28 A), 24 A para a saída de +5 V(em vez de 30 A) e 25 A para a saída de +12 V(em vez de 34 A). Mesmo assim acreditamos que estes valores não sejam reais, como discutiremos mais adiante. A segunda coisa que notamos foi um erro de grafia, onde “tolerance” foi escrito “torrance” – seria um prenúncio do que ocorrerá com a sua fonte?
Já o modelo da Leadership que compramos é rotulado como sendo de 550 W. O interessante é que não encontramos no site da Young Year nenhum modelo que tivesse a mesma etiqueta desta fonte. E o pior, como você pode ver na Figura 15, é que a etiqueta também lista as especificações de dois outros modelos, de 600 W e de 700 W, e também não encontramos no site da Young Year nenhum produto com as mesmas especificações de potência desses outros modelos. Achamos que a Young Year simplesmente imprime qualquer coisa que quem está pagando quiser. Você quer uma fonte de alimentação de 900 W? Sem problema, eles farão uma etiqueta dessas para você.
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Figura 15: Etiqueta da fonte de alimentação.Como vimos na página anterior, os retificadores de +3,3 V, +5 V e +12 V podem fornecer, no máximo, 30 A (99 W), 30 A (150 W) e 10 A (120 W), respectivamente. Lembrando que essas são as correntes e potências máximas somente do retificador, as correntes/potências máximas que a fonte é capaz de realmente fornecer sempre é menor, pois elas dependem dos demais componentes, especialmente do transformador, das bobinas, dos capacitores eletrolíticos e até da espessura das trilhas da placa de circuito interno da fonte.
A diferença entre os componentes usados e os valores impressos na etiqueta é simplesmente revoltante. A Leadership rotulou as saídas de +3,3 V, +5 V e +12 V como sendo capazes de fornecer 32 A, 34 A e 36 A, respectivamente, o que é impossível de ser obtido com os componentes usados. A diferença mais absurda é na linha de +12 V (10 A/120 W vs. 36 A/432 W).
Algum leitor mais atento poderia dizer que estamos errados porque a corrente máxima informada pelos fabricantes dos retificadores é rotulada acima de 100º C e, assim, eles poderiam fornecer mais corrente a uma temperatura inferior. Até pode ser, mas nós nunca vimos até hoje uma fonte de alimentação onde a corrente máxima dos retificadores é menor do que a corrente máxima estampada na etiqueta. Aliás, normalmente é o contrário que ocorre: a corrente máxima dos retificadores é muito maior – em alguns casos o dobro – da corrente máxima rotulada.
A informação de que esta é uma fonte de 550 W é, portanto, completamente falsa. Infelizmente não temos equipamentos para testar qual é a verdadeira potência que esta fonte é capaz de entregar.
Apenas como um exercício, se somássemos as potências máximas das três saídas positivas principais teríamos 369 W. Como as saídas de +5 V e +3,3 V estão conectadas na mesma saída do transformador, não podemos simplesmente somar essas duas potências, pois uma saída limita a outra. Se considerarmos uma potência combinada de 150 W (a potência máxima teórica da saída de +5 V), teríamos aí uma potência máxima teórica total de 270 W para as tensões positivas principais. Mas, como dissemos, a potência máxima que uma fonte fornece é sempre inferior à potência máxima de seus retificadores, podendo chegar até mesmo à metade. Assim não nos surpreenderíamos se as tensões positivas principais só entregassem por volta de 150 W.
A título de comparação para você ver quão absurda é a discrepância entre a potência real desta fonte e a sua potência rotulada, na fonte de alimentação Seventeam ST-420BKV, que é rotulada como sendo de 420 W, a potência máxima teórica da linha +12 V é de 480 W (4x maior que a da Casemod 550 W), a da linha de +5 V é de 400 W (2,67x maior) e da linha de +3,3 V é de 132 W (1,3x maior).
Principais Características
As principais especificações técnicas da fonte de alimentação Leadership Casemod 550 W são:
- ATX12V 2.x (versão exata não divulgada).
- Potência nominal rotulada: 550 W.
- PFC ativo: Não.
- Eficiência: Não divulgado.
- Conectores da placa-mãe: Um conector 20/24 pinos e um conector ATX12V.
- Conectores para periféricos: um cabo de alimentação Serial ATA contendo apenas um conector de alimentação e dois cabos de alimentação para periféricos contendo três conectores de alimentação padrão e um conector de alimentação para a unidade de disquete cada. Esta fonte não vem com conector auxiliar PCI Express.
- Proteções: Curto-circuito, sobretensão e sobre corrente.
- Mais informações: http://www.leadership.com.br
- Preço médio no Brasil: R$ 120,00.
Conclusões
A Leadership poderia lançar um programa humorístico. Assim como a Gamer Wireless 700 W, esta fonte é uma piada chinesa de mal gosto. Por fora ela é bonitinha, parecendo ser um bom produto, mas por dentro não passa de uma fonte de alimentação genérica vagabunda.
Seu maior problema é que ela não é uma fonte de 550 watts. Com isso, muitos usuários podem acabar comprando ela para seu PC topo de linha novo, mas o PC pode acabar apresentando problemas de instabilidade ou até mesmo queimar. Infelizmente não temos equipamento para testarmos qual é a potência máxima real desta fonte, mas baseados na sua arquitetura interna, nos componentes usados e na nossa experiência, especulamos que esta seja uma fonte na faixa dos 150 W reais.
Esta fonte é, portanto, cara para o que ela é, pois fontes genéricas custam menos de R$ 50. Como ela é transparente e possui plásticos coloridos sensíveis à luz negra, ela poderia ser vendida por aqui na faixa dos R$ 70. Mas por R$ 120 é loucura, esqueça. Colocando um pouco mais você pode comprar uma fonte um pouco mais “honesta”, como o modelo de 350 W da Seventeam, que fornece mais potência do que este modelo de “550 W” – mas é claro que aí você não terá uma fonte transparente. Mas sinceramente, o que custa para um case modder de verdade comprar uma chapa de acrílico e ele mesmo montar a sua tampa transparente? O barato de modificar o gabinete não é justamente fazer tudo por conta própria para impressionar os amigos?
Infelizmente devido à loucura que é o processo de importação no Brasil ainda estamos sujeitos a produtos de quinta categoria e à mercê da boa vontade, ao escrúpulo (ou falta de), ao conhecimento (ou melhor, a falta de) e à ganância dos distribuidores. Produtos que possuem uma excelente relação custo/benefício para o nosso mercado – isto é, produtos bons porém mais simples e mais baratos – não chegam por aqui ou quando chegam são muito caros para a nossa realidade. O exemplo que sempre damos é o da Thermaltake TR2-430W, que custa US$ 40 nos EUA mas chega aqui por R$ 230. Outro exemplo são as fontes da HEC/Compucase, que nem por aqui chegam.
Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/1324
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