Omega UHD 231
Por Rafael Otto Coelho em 11 de junho de 2007
Introdução
O UHD 231 da Omega é um gabinete para instalação de discos rígidos ATA do lado de fora do computador. Com ele, você pode manter um disco rígido com a capacidade que quiser (não acompanha o produto) externamente, de forma a ter portabilidade, ou mantê-lo disponível apenas quando necessário.
Uma das principais aplicações desse tipo de produto (já testamos produtos similares, como o ValuePlus SPIO 352 e o Sarotech HardBox) é para quem necessita transportar grandes quantidades de dados. Você pode, por exemplo, instalar um disco rígido de 250 GB no gabinete externo, e ter os dados gravados nele disponíveis tanto em casa quanto no escritório. Outra utilidade interessante é como forma de backup. Digamos que você tenha 100 GB de dados importantes em seu computador: fazer um backup periódico em CDs ou mesmo DVDs seria extremamente cansativo. Com um disco rígido de 120 GB instalado externamente, basta conectar o gabinete externo ao seu micro, fazer a cópia de segurança em alguns minutos, desconectá-lo e guardar o mesmo em um lugar seguro, já que então uma possível falha em seu equipamento não afetaria o disco de backup.
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Figura 1: O UHD 231 em sua embalagem.Como podemos ver na Figura 2, a versão que testamos (UHD 231) usa apenas a conexão USB 2.0, mas também há disponíveis versões que usam a porta IEEE 1394a (Firewire), SATA, USB 2.0 + Firewire e USB 2.0 + SATA.
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Figura 2: As várias versões disponíveis.O gabinete para discos rígidos da Omega usa uma fonte de alimentação externa, o que cria uma questão a mais na hora de transportar o mesmo, porém torna-o mais compacto.
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Figura 3: O UHD 231 com sua fonte.Na parte traseira, podemos visualizar o conector para o cabo USB 2.0, o conector para a fonte de alimentação e uma chave liga-desliga.
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Figura 4: Visão traseira.O UHD 231 Por Dentro
Para colocar ou retirar o disco rígido do interior do UHD 231 é necessário retirar a sua tampa. O fabricante anuncia na caixa do produto que ele é "screwless", ou seja, não utiliza parafusos. Bem, isso é parcialmente verdade. Para abrir o gabinete realmente não há necessidade de se usar uma chave de fendas: basta deslizar as duas laterais e removar a tampa superior.
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Figura 5: Tampas laterais deslizantes.Porém para remover ou instalar um disco rígido são necessários parafusos. O disco rígido fica preso a uma chapa metálica por meio de quatro parafusos (incluídos), e essa chapa fica fixa ao gabinete por meio de mais três parafusos (também incluídos). Esses últimos, porém, são protegidos por buchas de silicone, como uma forma de absorção de vibrações e impactos leves.
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Figura 6: Visão interna.Removendo a blindagem da placa de circuitos, vemos que a mesma é bem pequena, até porque contém praticamente apenas os conectores e um chip de conversão ATA/USB 2.0.
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Figura 7: Produto sem a blindagem da placa.A instalação do disco deveria ser simples e rápida, mas depois de fixar a chapa à unidade de disco, conectar nesta os cabos de força e de dados, e encaixar a chapa no gabinete por meio das buchas de silicone, a colocação dos dois últimos parafusos exige em bom esforço, a menos que você use uma chave phillips magnetizada. Para um produto teoricamente "screwless", o processo de instalação é bem trabalhoso.
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Figura 8: UHD 231 com a unidade de disco instalada.O padrão USB 2.0 transfere dados a 480 Mbps, o que equivale a transmissões a 60 MB/s (a taxa de transferência do disco rígido é listada em MB/s, pois a transmissão é paralela, enquanto as taxas das portas USB são listadas em Mbps, pois as transmissões são seriais; para converter Mbps em MB/s, dividimos por oito). Na prática as taxas obtidas são ainda menores, pois a taxa divulgada é a máxima, que inclui informações de controle, além dos dados. Podemos dizer que, na prática, a taxa do USB 2.0 é na faixa de 48 MB/s. Por outro lado, devemos ter sempre em mente que as portas USB trazem como grande vantagem o fato do periférico (no caso, o disco rígido) poder ser instalado mesmo com o micro ligado e o periférico poder ser facilmente transportado.
Além disto, não se esqueça que para obter o maior desempenho possível você terá de ter portas USB 2.0 no micro. O aparelho funciona em portas antigas (USB 1.1), só que a taxa máxima desta porta é de 12 Mbps ou apenas 1,5 MB/s, ou seja, 40 vezes mais lenta do que a porta USB 2.0.
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Figura 9: Gabinete pronto para ser fechado.Como Testamos
Em nossos testes de desempenho usamos a configuração listada abaixo.
Configuração de Hardware
- Processador: Pentium D 2,8 GHz
- Placa-mãe: Gigabyte GA-965P-DS3 (Intel 965P)
- Memória: Dois módulos PC4300 512 MB cada, em configuração DDR Dual Channel
- Placa de Vídeo: Geforce 6600GT
- Resolução de vídeo: 1280x1024
Configuração de Software
- Windows XP Professional SP2 em português, instalado em FAT32
- Direct X 9.0C
- Versão do driver Inf Intel: 8.1.1.1010
- Versão do driver de vídeo nVidia: 93.71
Programa Usado
Teste de desempenho
O programa que usamos para medir o desempenho do disco rígido, DiskSpeed32, é um programa que efetua testes realmente demorados, pois ele lê todos os setores do disco, registrando a taxa de transferência obtida e traçando um gráfico.
Como a plataforma de testes usada para o Omega UHD 231 não foi a mesma de outros testes anteriores, não pudemos fazer uma comparação direta. Dessa forma, fizemos apenas a comparação do desempenho do mesmo disco rígido (Seagate ST3802110A, de 80 GB) dentro do gabinete externo e ligado internamente no micro, diretamente na porta ATA-133 da placa-mãe.
Normalmente a taxa de transferência do disco rígido varia de acordo com a parte do disco rígido que está sendo lida. A taxa de transferência do disco é maior nas bordas do disco, diminuindo à medida que se aproxima do centro do disco. Isso ocorre por conta da setorização multi-zona: em trilhas mais longas (as mais afastadas do centro do disco) cabem mais setores, e, com isso, mais dados são lidos a cada rotação do disco rígido. Por esse motivo, os programas apresentam três resultados: taxa de transferência máxima (obtida nos primeiros cilindros do disco, isto é, nas trilhas mais externas), taxa de transferência mínima (obtida nos últimos cilindros do disco, isto é, nas trilhas mais internas) e taxa de transferência média, que na maioria das vezes é o dado que o usuário comum está interessado em saber.
Por conta desse efeito podemos explicar também a necessidade de desfragmentarmos o disco rígido e o porque desfragmentadores profissionais, como o Norton Speed Disk, permitem que você desfragmente movendo os arquivos do sistema operacional para o início do disco rígido. Como explicamos, dados armazenados no início do disco rígido são lidos a uma taxa de transferência maior do que no restante do disco.
No gráfico abaixo você verifica os resultados de nossos testes (em KB/s) e, em seguida, a nossa análise.
O desempenho do disco rígido dentro do Omega UHD 231 foi muito parecido com o dos outros gabinetes externos USB 2.0 já testados (ValuePlus SPIO 352 e o Sarotech HardBox) o que nos leva a crer que essa taxa máxima de desempenho na ordem de 25 MB/s é uma limitação dos chips conversores do barramento ATA para USB 2.0, até mesmo por ser uma taxa de transferência próxima à metade da disponível numa porta USB 2.0.
Também fica claro que o desempenho do disco é bem maior quando instalado diretamente dentro do micro do que num gabinete externo USB 2.0, embora nesse caso não tenhamos a vantagem de conectar ou desconectar o disco a qualquer momento com o micro ligado, nem a portabilidade dada por esse tipo de gabinete externo.Quando instalado dentro do micro, o nosso disco rígido foi, em média, 120% mais rápido, ou seja, um disco rígido quando instalado neste gabinete é acessado a menos da metade do seu desempenho normal, isto é, quando está instalado dentro do micro. Mas, como dissemos, esta é uma limitação de todos os gabinetes externos USB 2.0.
Conclusões
O gabinete externo para discos rígidos da Omega Technologies modelo UHD 231 faz o que se propôe: permite que qualquer disco rígido ATA seja utilizado de maneira simples do lado de fora do computador, com um desempenho razoável: embora muito abaixo do desempenho do disco ligado diretamente à placa-mãe por meio de uma porta ATA-100 ou ATA-133, esse desempenho é equivalente a outros produtos similares e até mesmo superior ao de discos rígidos mais antigos.
A instalação de um disco rígido dentro do UHD 231 não é tão simples quanto o fabricante anuncia, a instalação não é sequer "screwless" como aparece na caixa do produto, mas também não é nenhum bicho de sete cabeças. Isso não chega a ser um problema considerando que essa instalação ou remoção não será feita a toda hora.
Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/1374
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