Anypak 80 GB
Por Gabriel Torres em 13 de janeiro de 2004
Introdução
O Anypak é um disco rígido externo USB fabricado pela coreana USBnet e distribuído no Brasil pela Hayannara Technology. Segundo o fabricante, trata-se do menor HD USB do mundo.
Não duvidamos. Recebemos para testes o modelo USB 2.0 de 80 GB, que só tem 12 cm de comprimento e, em nossa balança de precisão, pesou apenas 139 gramas. Só para você ter uma idéia, um disco rígido comum pesou, em nossa balança, 612 gramas. Realmente impressionante.
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Figura 1: Anypak de 80 GB em sua embalagem.O Anypak vem com um estojo de couro preto, muito bonito, para protegê-lo durante o transporte. Além disto, o produto tem uma correntinha com um clipe na ponta para evitar a queda do produto durante o transporte (por exemplo, se você carregá-lo no bolso da calça ou da camisa, é adequado prender este clipe na roupa para evitar que o HD caia no chão sem querer).
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Figura 2: Anypak de 80 GB e seu estojo de couro.O HD é acondicionado em um invólucro de alumínio, que, além de proteger o disco rígido, auxilia a sua dissipação térmica. Aliás, durante os nossos testes, ficamos impressionados, pois o disco rígido não esquentou e seu nível de ruído foi baixíssimo (tínhamos de colar o ouvido no HD para ouvir algum barulho).
O Anypark por Dentro
Como não poderia deixar de ser, abrimos o Anypak para dar uma olhada em como ele é por dentro. O modelo que testamos usava um HD de notebook da Fujitsu (MHT2080AT, de 80 GB). A interface do HD com a porta USB é feita por uma placa produzida pela própria USBNet.
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Figura 3: Por dentro, HD Fujitsu.
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Figura 4: Detalhe da interface.Achamos o HD Anypak realmente prático, especialmente por conta de seu tamanho e peso. A nossa grande dúvida, porém, era em relação ao seu desempenho. Embora o padrão USB 2.0 transfira dados a 480 Mbps, isto equivale a transmissões a 60 MB/s (a taxa de transferência do disco rígido é listada em MB/s, pois a transmissão é paralela, enquanto as taxas das portas USB são listadas em Mbps, pois as transmissões são seriais; para converter Mbps em MB/s, dividimos por oito). Na prática as taxas obtidas são ainda menores, pois a taxa divulgada é a máxima, que inclui informações de controle, além dos dados. Podemos dizer que, na prática, a taxa do USB 2.0 é na faixa de 48 MB/s. Por outro lado, devemos ter sempre em mente que as portas USB trazem como grande vantagem o fato do periférico (no caso, o disco rígido) poder ser instalado mesmo com o micro ligado.
Além disto, não se esqueça que para obter o maior desempenho possível você terá de ter portas USB 2.0 no micro. O aparelho funciona em portas antigas (USB 1.1), só que a taxa máxima desta porta é de 12 Mbps ou apenas 1,5 MB/s, ou seja, 40 vezes mais lenta do que a porta USB 2.0.
Principais Características
Capacidade: disponível em modelos de 20 GB, 30 GB, 40 GB, 60 GB e 80 GB
- Rotação: 4.200 rpm
- Tempo de acesso: 1,5 ms (mínimo), 12 ms (médio) e 22 ms (máximo)
- Interface: ATA-100, conecta-se ao PC através de porta USB 2.0.
- Mais informações do disco rígido: http://www.fujitsu.com
- Mais informações do Anypak: http://www.hayannara.com.br
- Preço médio nos EUA*: Não encontramos este modelo à venda nos EUA.
Como TestamosEm nossos testes de desempenho usamos a configuração listada abaixo.
Configuração de Hardware
- Processador: Pentium 4 2,4 GHz
- Placa-mãe: Chaintech CT-9CJS Zenith (Intel 875P)
- Memória: Dois módulos PC3200 TwinMOS com 256 MB cada, em configuração DDR Dual Channel
- Placa de Vídeo: Gigabyte Radeon 9800 Pro
- Resolução de vídeo: 800x600x32
Configuração de Software
- Windows XP Professional em português, instalado em NTFS
- Service Pack 1A
- Direct X 9.0A
- Versão do driver Inf Intel: 5.00.1012
- Versão do driver de vídeo ATI: 7.88 (6.14.10.6343)
Programa UsadoAdotamos uma margem de erro de 3%. Com isso, diferenças de desempenho inferiores a 3% não podem ser consideradas significativas. Em outras palavras, produtos onde a diferença de desempenho seja inferior a 3% deverão ser considerados como tendo desempenhos similares.
Testes de Desempenho
O programa que usamos para medir o desempenho do disco rígido, DiskSpeed32, é um programa que efetua testes realmente demorados, pois ele lê todos os setores do disco, registrando a taxa de transferência obtida e traçando um gráfico.
Nós incluímos em nossa comparação outro disco rígido externo que testamos, o 5000XT da Maxtor, que é conectado ao PC também através da porta USB 2.0 ou então através da porta Firewire. Testamos também outros discos IDE convencionais para verificarmos qual é o desempenho do Anypak em comparação a discos rígidos convencionais encontrados no mercado: Maxtor DiamondMax 9 de 60 GB (ATA-133, 7.200 rpm), Maxtor D740X-6L de 20 GB (ATA-133, 7.200 rpm) e Quantum Fireball LCT 15 QML20000LC-A de 20 GB (ATA-100, 5.400 rpm).
Normalmente a taxa de transferência do disco rígido varia de acordo com a parte do disco rígido que está sendo lida. A taxa de transferência do disco é maior nas bordas do disco, diminuindo à medida que se aproxima do centro do disco. Isso ocorre por conta da setorização multi-zona: em trilhas mais longas (as mais afastadas do centro do disco) cabem mais setores, e, com isso, mais dados são lidos a cada rotação do disco rígido. Por esse motivo, os programas apresentam três resultados: taxa de transferência máxima (obtida nos primeiros cilindros do disco, isto é, nas trilhas mais externas), taxa de transferência mínima (obtida nos últimos cilindros do disco, isto é, nas trilhas mais internas) e taxa de transferência média, que na maioria das vezes é o dado que o usuário comum está interessado em saber.
Por conta desse efeito podemos explicar também a necessidade de desfragmentarmos o disco rígido e o porque desfragmentadores profissionais, como o Norton Speed Disk, permitem que você desfragmente movendo os arquivos do sistema operacional para o início do disco rígido. Como explicamos, dados armazenados no início do disco rígido são lidos a uma taxa de transferência maior do que no restante do disco.
No gráfico abaixo você verifica os resultados de nossos testes (em KB/s) e, em seguida, a nossa análise.
Dentro de sua categoria, o desempenho do Anypak foi bom. Ele obteve um desempenho médio similar ao do Maxtor 5000XT conectado à porta Firewire, sendo que o HD externo da Maxtor obteve um desempenho 15,99% maior do que o do Anypak. Devemos ter em mente, no entanto, que o HD da Maxtor é um ATA-133 de 5.400 rpm, enquanto o HD usado no Anypak é um ATA-100 de 4.200 rpm. O Anypak obteve um desempenho médio 25,79% maior que o HD Quantum Fireball LCT 15 de 20 GB, o que mostra que este disco rígido, mesmo sendo externo, tem um desempenho inclusive superior ao de discos rígidos internos mais simples, o que é uma excelente notícia.
Discos rígidos internos de alto desempenho são obviamente mais rápidos. O Maxtor D740DX-6L de 20 GB (e 7.200 rpm) foi 59,29% mais rápido do que o Anypak e o Maxtor DiamondMax Plus 9 60 GB (também de 7.200 rpm) foi 105,32% mais rápido do que o disco testado. Além de terem uma velocidade de rotação maior, estes discos usam uma interface que não limita o desempenho do disco rígido (ATA-133), ao contrário do Anypak, que está conectado a uma interface que limita a taxa de transferência do disco (USB 2.0).
Conclusões
Em nossa opinião, o Anypak é um excelente produto, cumprindo o que ele promete ser: um disco rígido pequeno, leve, de alta capacidade e com um bom desempenho, sendo excelente para backup e transporte de dados.
O desempenho da unidade é excelente, considerando as suas características. Em nossos testes ele conseguiu ser inclusive mais rápido do que um disco rígido de 20 GB "comum".
O acabamento, de alumínio, e o estojo de couro que acompanha o produto são de excelente qualidade. Como comentamos anteriormente, o HD sequer esquentou durante os nossos testes e o nível de ruído foi extremamente baixo (o termo mais adequado seria "nível de silêncio").
Não vemos porque não recomendarmos este produto para todos aqueles que querem ter um HD externo que pese menos do que 140 gramas e meça menos do que 12 centímetros, cabendo tranqüilamente no bolso da calça ou da camisa. É um produto campeão que não decepcionará o usuário que o comprar.
Só não se esqueça que este disco é USB 2.0 e você deverá conectá-lo a micros com portas USB 2.0. Você até pode conectá-lo a micros com portas USB 1.1, mas tenha em mente que o desempenho do disco cairá 40 vezes, o que pode transformar o seu trabalho de backup em um trabalho de paciência.
O programa que usamos para medir o desempenho do disco rígido, DiskSpeed32, é um programa que efetua testes realmente demorados, pois ele lê todos os setores do disco, registrando a taxa de transferência obtida e traçando um gráfico.
Nós incluímos em nossa comparação outro disco rígido externo que testamos, o 5000XT da Maxtor, que é conectado ao PC também através da porta USB 2.0 ou então através da porta Firewire. Testamos também outros discos IDE convencionais para verificarmos qual é o desempenho do Anypak em comparação a discos rígidos convencionais encontrados no mercado: Maxtor DiamondMax 9 de 60 GB (ATA-133, 7.200 rpm), Maxtor D740X-6L de 20 GB (ATA-133, 7.200 rpm) e Quantum Fireball LCT 15 QML20000LC-A de 20 GB (ATA-100, 5.400 rpm).
Normalmente a taxa de transferência do disco rígido varia de acordo com a parte do disco rígido que está sendo lida. A taxa de transferência do disco é maior nas bordas do disco, diminuindo à medida que se aproxima do centro do disco. Isso ocorre por conta da setorização multi-zona: em trilhas mais longas (as mais afastadas do centro do disco) cabem mais setores, e, com isso, mais dados são lidos a cada rotação do disco rígido. Por esse motivo, os programas apresentam três resultados: taxa de transferência máxima (obtida nos primeiros cilindros do disco, isto é, nas trilhas mais externas), taxa de transferência mínima (obtida nos últimos cilindros do disco, isto é, nas trilhas mais internas) e taxa de transferência média, que na maioria das vezes é o dado que o usuário comum está interessado em saber.
Por conta desse efeito podemos explicar também a necessidade de desfragmentarmos o disco rígido e o porque desfragmentadores profissionais, como o Norton Speed Disk, permitem que você desfragmente movendo os arquivos do sistema operacional para o início do disco rígido. Como explicamos, dados armazenados no início do disco rígido são lidos a uma taxa de transferência maior do que no restante do disco.
No gráfico abaixo você verifica os resultados de nossos testes (em KB/s) e, em seguida, a nossa análise.
Dentro de sua categoria, o desempenho do Anypak foi bom. Ele obteve um desempenho médio similar ao do Maxtor 5000XT conectado à porta Firewire, sendo que o HD externo da Maxtor obteve um desempenho 15,99% maior do que o do Anypak. Devemos ter em mente, no entanto, que o HD da Maxtor é um ATA-133 de 5.400 rpm, enquanto o HD usado no Anypak é um ATA-100 de 4.200 rpm. O Anypak obteve um desempenho médio 25,79% maior que o HD Quantum Fireball LCT 15 de 20 GB, o que mostra que este disco rígido, mesmo sendo externo, tem um desempenho inclusive superior ao de discos rígidos internos mais simples, o que é uma excelente notícia.
Discos rígidos internos de alto desempenho são obviamente mais rápidos. O Maxtor D740DX-6L de 20 GB (e 7.200 rpm) foi 59,29% mais rápido do que o Anypak e o Maxtor DiamondMax Plus 9 60 GB (também de 7.200 rpm) foi 105,32% mais rápido do que o disco testado. Além de terem uma velocidade de rotação maior, estes discos usam uma interface que não limita o desempenho do disco rígido (ATA-133), ao contrário do Anypak, que está conectado a uma interface que limita a taxa de transferência do disco (USB 2.0).
Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/139
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