Teste do Teclado Logitech G15
Por André Gordirro em 17 de janeiro de 2008
Introdução
Forte no mercado com os excelentes mouses para jogos G5 e G9 (já testados por nós), a Logitech entra na disputada seara dos teclados para games com um produto híbrido, o G15. Híbrido porque atende às necessidades de quem joga e trabalha na mesma proporção e não quer ficar trocando de periférico toda vez que altera lazer e labuta. Ele vem com 18 botões programáveis para funções de jogos (como acionar poderes, armas e habilidades) e também domésticas, como abrir programas de e-mail e multimídia. Mas o que salta aos olhos mesmo é uma pequena tela de cristal líquido que monitora funções de determinados jogos e também uso do processador e qual arquivo de mídia está sendo rodado no momento. Tudo isso aliado a uma digitação gostosa em teclas iluminadas. Um bom produto para jogadores e trabalhadores na mesma medida.
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Figura 1: O teclado Logitech G15.O Teclado G15
Vale avisar que o produto não é exatamente novo: o G15 já havia sido lançado há dois anos, mas voltou com design repaginado e funcionalidade repensada. A versão anterior era ainda maior, com 18 botões programáveis em três modos diferentes – em um total de 54 opções de configuração. Era, francamente, um exagero: como ninguém usava tudo isso para jogar, o teclado era cheio de teclas inúteis, visualmente confuso e grande demais. A nova versão chega mais enxuta, com apenas uma fileira vertical de seis botões programáveis em três modos diferentes, num total de adequadas 18 opções finais. Um botão especial para jogos desabilita as teclas especiais do Windows, evitando que o jogador acione a área de trabalho acidentalmente e interrompa sua partida.
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Figura 2: Botões programáveis.A tela LCD que falamos na introdução também mudou: está menor (uma pena), porém agora está integrada ao corpo do teclado. No G15 anterior era preciso levantar uma tampinha para ver a tela, que podia se quebrar com o transporte (é um teclado de jogos, afinal, e espera-se que o dono o leve para campeonatos, lan houses e afins). Ao lado do LCD há botões multimídia (tocar/pausar, parar, avançar, retroceder, aumenta/diminui volume) e outros cinco para selecionar opções na tela.
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Figura 3: Tela LCD.O teclado ainda apresenta duas entradas USB, que servem para ligar um mouse (nosso possante Logitech G9 foi plugado ali) e pen drives, e uma canaleta caça-fio na parte de baixo. Acompanha ainda um descanso de pulso meio fuleiro, de plástico, que ainda torna o já grande teclado ainda maior (foi dispensado por falta de espaço em nossa mesinha).
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Figura 4: Entradas USB.Configurando o Teclado e o LCD
De cara, ao ser plugado o G15 procura por jogos instalados na máquina que ele suporte automaticamente, como World of Warcraft e Battlefield 2142. O software GamePanel Manager vai designando funções como mandar feitiço ou selecionar armas aos botões customizáveis “G”, que podem ser ainda modificadas ao gosto do usuário e registradas em perfis. Outros jogos têm de ser manualmente programados através de macros. Macro é a programação de uma tecla para que o programa execute um comando longo e específico (digamos, um toque de botão somente para realizar a ação que Control+T+1 fariam, por exemplo). Há ainda a possibilidade de criar um perfil de “trabalho”, onde as teclas G1 a G6 acionem calculadora, navegador da internet, programa de e-mail etc.
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Figura 5: O programa GamePanel Manager.O LCD trabalha em conjunto com os jogos, dando informações como estatísticas do personagem, munição, poderes disponíveis e outros dados pertinentes a cada um – dependendo do suporte de cada game ao G15. Fora do ambiente de jogo ele é meio sem graça: o LCD monitora uso da CPU e vem com um relógio, além de outras funções sem grande utilidade. Mas, graças à comunidade de programadores da internet, é possível encontrar mods online para tornar o LCD mais útil, como um monitor de velocidade de banda e de chegada de e-mails. O site G15mods.com reúne vários aplicativos, alguns até de uso duvidoso – como um bichinho virtual na linha dos tamagochis. Pelo menos é possível dar a sua cara ao LCD. A instalação é fácil (basta executar os mods) e os programas também são gerenciáveis pelo GamePanel. Em nosso G15 deixamos ativos somente o monitor de banda e o de chegada de e-mails, por exemplo.
Jogando com o G15
“Aqui é onde começa a diversão!”, bem disse Han Solo ao enfrentar destróieres imperiais em Guerra nas Estrelas. Colocamos o G15 à prova em uma partida de Battlefield 2142 com as funções previamente programadas a nosso gosto – troca de armas, comunicação com o time, abaixar rapidamente diante do fogo inimigo. Tudo funcionou a contento, com a ressalva de que é preciso costume com o gerenciamento das teclas; isto é, lembrar que botão aciona qual função. Teclados para jogos como o ZBoard da Ideazon, que já testamos, se saem melhor nesse quesito pois apresentam botões específicos já nomeados – porém, isso limita sua utilidade à jogatina. O G15 precisa de tempo para que as funções sejam decoradas, mas a resposta dos botões, especialmente o grupo WASD (usado para movimentar o soldado virtual), é muito boa.
A iluminação das teclas é uma grande função do G15, especialmente para quem curte jogar no escuro para entrar no clima (ou leva seu periférico para lan houses sempre às escuras). Claro que todo bom jogador (nós acreditamos que sejamos) não fica olhando para o teclado à procura do que fazer, mas as teclas iluminadas ajudam naquela conferida rápida, especialmente naquele período de adaptação a um teclado novo. É que nem quando mudamos de carro: sabemos como usar os pedais, mas cada automóvel tem pedais diferentes (mais leves, menos sensíveis) aos quais precisamos nos ajustar.
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Figura 6: Jogando no escuro.O G15 é um bom teclado para quem concilia trabalho e diversão ao mesmo tempo. Jogadores de carteirinha podem considerar perda de espaço (ou melhor, ganho, já que o periférico fica maior) a inclusão do teclado numérico, mas isso torna o G15 versátil a ponto de não precisar se trocado toda vez que se queira trabalhar ou jogar. As teclas de função podiam estar melhor localizadas, já que acionamos a G6 com o mindinho algumas vezes em vez da tecla Control esquerda; e sentimos falta de um manual de instruções. A inclusão da USB para mouse e pen drive é um toque bacana, e a iluminação das teclas é um charme. A tela LCD é supérflua no dia-a-dia, mas pode ser programada para ter utilidade usando softwares não proprietários da Logitech, e é útil em jogos onde muita informação concentrada no monitor tende a atrapalhar a partida.
Principais Características
- Conexão: USB (cabo de 1,83 m)
- Estilo: teclado tradicional não-ergonômico
- Descanso de pulso: Destacável
- Dimensões: 49 X 22 X 2 cm
- Teclas normais: 108
- Teclas de função: 6
- Funções programáveis: 18
- Modo: jogo e trabalho
- Jogos pré-programados: World of Warcraft e Battlefield 2142
- Duas portas USB
- Mais informações: http://www.logitech.com
- Preço médio nos EUA*: US$ 95,00
* Pesquisado em http://www.shopping.com no dia da publicação deste teste.
Conclusões
Pontos Fortes:
- Mais compacto que o modelo anterior.
- Versátil: bom teclado de trabalho e para jogos.
- Teclas iluminadas ajudam a jogar/trabalhar em ambiente escuro.
- Pode conectar o mouse USB diretamente nele.
- Botão de função “jogo” impede acionamento acidental de teclas do Windows.
- Tela LCD dá informações úteis para partidas.
Pontos Fracos:
- Frágil apoio para o pulso torna o teclado ainda maior.
- Grande para jogadores que o levam a tiracolo para lan houses.
- Tela LCD precisa de programas extras para ter utilidade no dia-a-dia.
- Não apresenta manual de instruções.
Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/1448
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