Teste do Gabinete Para Discos Rígidos Thermaltake Max 4 Active Cooling
Por Gabriel Torres e Cássio Lima em 17 de março de 2008

Introdução

Os gabinetes para instalação de discos rígidos externos são ideais por permitir que você transporte uma grande quantidade de informação (dados, músicas, vídeos, fotos, etc) de casa para o trabalho e vice-versa. O principal problema com os discos rígidos externos é a taxa de transferência, já que a maioria deles utiliza a interface USB 2.0, que limita a taxa de transferência a 60 MB/s (480 Mbps). O Max 4 Active Cooling da Thermaltake, no entanto, tem também uma porta eSATA, que é a melhor maneira de conectar um disco rígido externo ao micro, pois permite que o disco seja acessado com a mesma taxa de transferência como se ele estivesse instalado dentro do PC. Vamos dar uma olhada em detalhes neste produto da Thermaltake, incluindo testes de desempenho.

O interessante no Max 4 Active Cooling é que ele continua tendo uma porta USB 2.0, o que pode ser prático para quando você transportar o seu disco rígido para algum lugar onde não exista uma porta eSATA disponível – por exemplo, na casa de um amigo – e ligar o Max 4 em qualquer porta USB 2.0 disponível.

O Max 4 Active Cooling, a propósito, aceita apenas discos rígidos SATA. Por essa razão você precisará comprar um disco rígido SATA para usar com ele (ele não vem com um disco rígido e você precisará instalar um por conta própria; a instalação, no entanto, não é complicada, como mostraremos na próxima página).

Como o próprio nome do produto já sugere, ele tem uma ventoinha de 80 mm para refrigerar o disco rígido. A carcaça do Max 4 é feita em alumínio.

Thermaltake Max 4 Active Cooling
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Figura 1: Thermaltake Max 4 Active Cooling.

O Max 4 vem com um suporte para que ele fique em pé e não ocupe muito espaço na sua mesa de trabalho.

Thermaltake Max 4 Active Cooling
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Figura 2: Thermaltake Max 4 Active Cooling.

Na Figura 3 você ver a parte traseira do produto onde estão localizadas as portas eSATA e USB 2.0.

Thermaltake Max 4 Active Cooling
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Figura 3: Parte traseira do Max 4 Active Cooling.

Na Figura 4 você ver a fonte de alimentação e os cabos que acompanham o produto. Como você pode ver ele vem com um adaptador eSATA que é necessário para você converter qualquer porta SATA em eSATA, se sua placa-mãe não tiver uma porta eSATA “on-board” em seu painel traseiro. Portanto você não precisará comprar nenhum acessório extra para fazer com que este gabinete funcione com o seu computador de modo a obter a maior taxa de transferência possível oferecida pela interface SATA. É importante saber que o padrão eSATA usa um plugue diferente do SATA e, portanto, o cabo é diferente do cabo SATA padrão que vem com a placa-mãe.

Thermaltake Max 4 Active Cooling
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Figura 4: Fonte de alimentação, cabos e suporte.

Vamos agora dar uma olhada no interior do Max 4 Active Cooling.

Por Dentro do Max 4 Active Cooling

Como mencionamos você precisará abrir este gabinete para instalar um disco rígido SATA, o que é feito removendo quatro parafusos Philips (você precisará remover a tampa que não tem a ventoinha).

Thermaltake Max 4 Active Cooling
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Figura 5: Interior do Max 4 Active Cooling.

Este produto é baseado no chip Initio INIC-1610L, como você pode ver na Figura 6.

Thermaltake Max 4 Active Cooling
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Figura 6: Chip Initio INIC-1610L.

A instalação do disco rígido é realmente muito simples. Simplesmente desaparafuse as duas partes plásticas que prenderão o disco rígido ao gabinete, posicione-as no disco rígido, coloque o disco rígido dentro do gabinete com essas partes no lugar, aparafuse-as novamente ao gabiente e feche-o. Pronto. Veja a seqüência abaixo.

Thermaltake Max 4 Active Cooling
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Figura 7: Posicione as partes plásticas no disco rígido.

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Figura 8: Instale o disco rígido dentro do gabinete.

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Figura 9: Aparafuse as partes plásticas de volta no lugar.

Thermaltake Max 4 Active Cooling
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Figura 10: E pronto!

Como Testamos

Durante os testes nós usamos a seguinte configuração:

Configuração de Hardware

Configuração de Software

  • Windows XP Professional usando NTFS
  • Service Pack 2
  • Versão do driver Intel Inf: 8.3.1.1009
  • Versão do driver de vídeo nVidia: 169.21

Programa de Desempenho

Adotamos uma margem de erro de 3%. Com isso, diferenças de desempenho inferiores a 3% não podem ser consideradas significativas. Em outras palavras, produtos onde a diferença de desempenho seja inferior a 3% deverão ser considerados como tendo desempenhos similares.

Nossos Testes

O programa que usamos para medir o desempenho do disco rígido, DiskSpeed32, é um programa que efetua testes realmente demorados, pois ele lê todos os setores do disco, registrando a taxa de transferência obtida e traçando um gráfico.

Normalmente a taxa de transferência do disco rígido varia de acordo com a parte do disco rígido que está sendo lida. A taxa de transferência do disco é maior nas bordas do disco, diminuindo à medida que se aproxima do centro do disco. Isso ocorre por conta da setorização multi-zona: em trilhas mais longas (as mais afastadas do centro do disco) cabem mais setores, e, com isso, mais dados são lidos a cada rotação do disco rígido. Por esse motivo, os programas apresentam três resultados: taxa de transferência máxima (obtida nos primeiros cilindros do disco, isto é, nas trilhas mais externas), taxa de transferência mínima (obtida nos últimos cilindros do disco, isto é, nas trilhas mais internas) e taxa de transferência média, que na maioria das vezes é o dado que o usuário comum está interessado em saber.

Por conta desse efeito podemos explicar também a necessidade de desfragmentarmos o disco rígido e o porque desfragmentadores profissionais, como o Norton Speed Disk, permitem que você desfragmente movendo os arquivos do sistema operacional para o início do disco rígido. Como explicamos, dados armazenados no início do disco rígido são lidos a uma taxa de transferência maior do que no restante do disco.

Nós usamos um disco rígido Seagate Barracuda 7200.10 160 GB (ST3160815AS, SATA-300, 7,200 rpm, 8 MB buffer) para realizarmos nossos teste. Primeiro nós instalamos ele em uma porta SATA-300 disponível na placa-mãe para avaliarmos o seu desempenho quando instalado dentro do micro. Nós também instalamos nosso disco rígido em um outro gabinete externo para a instalação de discos rígidos (Thermaltake BlacX) para compararmos os resultados. Você verá três resultados para o Max 4 Active Cooling. Primeiro, com o gabinete conectado na porta USB 2.0; depois conectado na porta eSATA disponível na traseira da placa-mãe ASUS P5K-E/WiFi-AP; e finalmente com ele conectado em uma porta SATA-300 usando o adaptador que acompanha o produto.

Algumas pessoas estão se queixando que alguns gabinetes eSATA não são compatíveis com as portas eSATA “on-board” disponíveis em algumas placas-mãe e, portanto, nós gostaríamos de verificar se teríamos algum tipo de incompatibilidade com este gabinete da Thermaltake. O Max 4 Active Cooling provou ser 100% compatível as portas eSATA “on-board”.

 

Thermaltake Max 4 Active Cooling

 

Como você pode ver claramente, o eSATA é a melhor opção para conectar um disco rígido externo ao micro, já que ele permite que o disco obtenha o mesmo desempenho como se fosse instalado dentro do PC. Como você pode ver instalar o gabinete no conector eSATA disponível na placa-mãe ou convertendo uma das portas SATA da placa-mãe em eSATA não fez diferença no desempenho. O eSATA ofereceu uma taxa de transferência máxima 236% maior do que a da porta USB 2.0 e uma taxa de transferência média 145% maior.

Quando instalada na porta USB 2.0 o desempenho do Max 4 Active Cooling foi o mesmo obtido pelo Thermaltake BlacX, uma base para instalação de discos rígidos que usa conexão USB 2.0.

Principais Caracterísiticas

As principais características do Thermaltake Max 4 Active Cooling são:

*Pesquisado no Shopping.com no dia da publicação deste teste.

Conclusões

Em nossa opinião o Thermaltake Max 4 Active Cooling é um dos melhores gabinetes externos para instalação de discos rígidos disponíveis no mercado hoje. Ele oferece conexões eSATA e USB 2.0, permitindo que o seu disco rígido obtenha o mesmo nível de desempenho como se estivesse instalado dentro do micro e ao mesmo tem a flexibilidade de permitir a você conectá-lo a uma porta USB 2.0 se o micro onde você estiver tentando conectá-lo (na casa do seu amigo, por exemplo) não tiver uma porta eSATA e você não pode abri-lo para instalar um adaptador para converter uma porta SATA em eSATA.

Este gabinete foi totalmente compatível com o conector eSATA “on-board” disponível em nossa placa-mãe ASUS P5K-E/WiFi-AP. Como alguns usuários têm se queixado de problemas de incompatibilidade entre gabinetes eSATA e portas eSATA “on-board”, esta é uma excelente notícia.

O material deste usado neste gabinete é o melhor – alumínio – e nele há uma ventoinha de 80 mm para refrigerar o disco rígido.

O único problema deste produto é, como sempre, o preço que ele chegará ao Brasil. Custando nos EUA US$ 50, ele não deve chegar por aqui custando menos de R$ 200. Não chega a ser um absurdo de caro, mas também não é um componente “baratinho” como é lá fora.

Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/1470

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