Teste do Fone de Ouvido Sem Fio Logitech FreePulse
Por André Gordirro em 20 de março de 2008
Introdução
Uma das pragas da tecnologia moderna é o acúmulo de fios. Cada novo equipamento bacana traz consigo o transtorno de mais cabos e conexões. Enquanto o utópico futuro 100% sem fio não chega, dá para ir se livrando de alguns cabos. O do fone de ouvido é um deles, por exemplo: basta usar o FreePulse da Logitech. É um modelo que recebe o som enviado por um dispositivo Bluetooth conectado a qualquer aparelho de som, seja um iPod, um PC ou mesmo um home theater. Com um alcance de 11 metros, haste flexível, fones confortáveis e qualidade de som muito boa, o Freepulse é uma solução para quem quer dar adeus a pelo menos um dos vários fios da vida moderna.
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Figura 1: O fone Freepulse.O Fone e Seus Periféricos
O pacote do FreePulse inclui o fone de ouvido em si, o transmissor Bluetooth (quase do tamanho de uma caixa de fósforos), adaptadores para MP3 e um carregador com duas conexões, tanto para o fone quanto para o Bluetooth. O Freepulse é daqueles fones em que a haste não é presa no alto da cabeça, e sim fica virada para trás, na nuca. Ele é preso nas próprias orelhas, através de pequenas alças de silicone. O mesmo material, aliás, também envolve a haste de liga de aço flexível, impedindo que ocorra um típico acidente de fone de ouvido: a quebra da haste.
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Figura 2: o transmissor Bluetooth e seus conectores.O conjunto de conectores cobre oito opções de aparelhos: iPod nano, mini, 4ª geração de iPod (modelos de 20 e 40 GB), 5ª geração de iPod (modelos de 30 e 60 GB), Microsoft Zune e um tocador de MP3 genérico. É plenamente possível plugar o transmissor Bluetooth a um iPod sem o conector; porém, com ele, a fixação fica mais garantida, tornando o conjunto um único aparelho. Testamos em nosso iPod Mini velho-de-guerra e ficou bem fixo. É bom ver que a Logitech se lembrou de modelos de iPod cujo suporte periférico foi abandonado pela Apple, como o caso de nosso Mini. Infelizmente, dado o seu tamanho, o FreePulse não vem com adaptadores para as duas gerações de iPod Shuffle – o que não impede que a unidade Bluetooth funcione nesses modelos. Também o testamos em nosso shuffle de 2ª geração.
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Figura 3: O transmissor Bluetooth preso a um iPod shuffle e a um mini.Para que o FreePulse funcione, é necessário carregar as baterias não-removíveis de lítio do fone de ouvido e o dispositivo Bluetooth. O carregador vem com um cabo de duas pontas que dá conta dos dois aparelhos e faz o serviço em 2 horas e meia. Usamos por vários dias, em viagens de metrô, idas ao supermercado e passeios afins sem que precisássemos recarregar o FreePulse. O manual afirma que a bateria dura seis horas de funcionamento contínuo.
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Figura 4: O carregador.Usando o FreePulse
Bem, não é preciso exatamente um PhD em eletrônica para colocar um fone de ouvido para funcionar. O transmissor Bluetooth tem que estar no aparelho de som – repetimos, não precisa ser um tocador de MP3, até a TV da sala serve, desde que tenha uma saída de som do tipo “bananinha” – e o fone de ouvido, obviamente, vai para a cabeça. Ele é muito confortável, especialmente as almofadas (que vem com refil por conta de eventuais rasgos), proporcionando uma experiência auditiva agradável e com bom reforço aos sons graves.
O momento de ligar é que a coisa fica complicada: teoricamente, basta apertar um botão no fone e outro no dispositivo Bluetooth, e esperar a luz azul do led de ambas as unidades indicar que está funcionando. Só que o conjunto custa muito a ligar e, como é um botão, e não uma chave, o usuário fica na incerteza se realmente o apertou corretamente. Não foram poucas as vezes em que andamos vários quarteirões ouvindo o “som do silêncio”, frustrados e apertando insanamente os botões (do fone e do transmissor) até que finalmente a transmissão ocorresse. Uma chave pequena, tipo liga/desliga, daria a garantia de que o usuário está fazendo a coisa certa – em dado momento até duvidamos que nosso iPod Shuffle estivesse ligado (ele não tem monitor), tamanha a espera pelo som. O desligar também é demorado. Cancelamos o som do iPod e o FreePulse levou muitos minutos até sua luz azul se apagar de vez, o que vai consumindo sua bateria sem que esteja sendo usado – o que também deixa o usuário na incerteza se apertou devidamente ambos os botões dos aparelhos.
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Figura 5: Detalhe dos botões de liga/desliga.Sobre o alcance, usamos o FreePulse ligado ao iPod na cintura. Também plugamos no PC e fomos até a cozinha ouvindo a música perfeitamente. É difícil imaginar que alguém queira ir além disso. O FreePulse permite aumentar e diminuir o volume da música com toques no disco da orelha esquerda, onde também ficam o botão de liga/desligar, o controle “mudo” e a pequena conexão para o carregador da bateria. Uma pena que não haja controle integrado com iPod para pular faixas de música ou pausar, como se o disco auricular fosse a roda de controle do tocador de MP3 da Apple.
Principais características
As principais características do fone de ouvido sem fio Logitech FreePulse são:
- Conexão: plug 3,5 mm
- Protocolo: Bluetooth 2.0 com taxa de dados otimizada via tecnologia EDR
- Resposta da freqüência sem fio: 2,4 GHz
- Alcance da transmissão: 11 m
- Peso: 57 g
- Carregador: Voltagem internacional (100-240 V)
- Mais informações: http://www.logitech.com
- Preço médio nos EUA*: US$ 98,00
* Pesquisado em http://www.shopping.com no dia da publicação deste teste.
Conclusões
Pontos Fortes
- Dispensa fio e é mais confortável que fones de ouvido internos
- Haste flexível evita quebras
- Som grave e muito bom
- Funciona em qualquer aparelho de som com plug “bananinha”
- Adaptadores para iPod deixam a unidade Bluetooth bem fixa
Pontos Fracos
- Processo de ligar/desligar lento e confuso
- Não há controles de tocar/pausar/pular faixa no fone
Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/1473
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