Teste do Gabinete Thermaltake Armor+ ESA
Por Gabriel Torres e Cássio Lima em 09 de maio de 2008
Introdução
O Armor+ ESA (internamente chamado de VH6001BWS pela Thermaltake) é um grande gabinete super torre sendo um dos poucos gabinetes disponíveis no mercado com 10 slots para placas de expansão (a maioria dos gabinetes vem com apenas sete) e que permite a instalação de quatro placas de vídeo e placas-mãe do padrão ATX estendido. Ele tem ainda sete baias de 5 ¼” (embora apenas seis possam ser realmente usadas), uma grande ventoinha lateral de 190 mm, bandeja de instalação da placa-mãe removível, tecnologia ESA para monitoramento e controle das ventoinhas e da temperatura dentro do gabinete e vários outros recursos que fazem deste um gabinete realmente único. Vamos dar uma olhada neste gabinete.
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Figura 1: Gabinete Thermaltake Armor+ ESA.
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Figura 2: Gabinete Thermaltake Armor+ ESA.Este gabinete tem uma grande janela lateral transparente usando uma chapa de acrílico de 4 mm, sendo mais grossa (e conseqüentemente oferecendo melhor qualidade) do que janelas transparentes usadas em gabinetes mais simples.
Na Figura 3 você pode ver o painel frontal deste gabinete. Como você pode observar, este gabinete tem um total de 11 baias de 5 ¼”, mas como a baia superior é usada pelo circuito ESA e as quatro baias inferiores são usadas pela gaiola do disco rígido, nós temos na verdade seis baias de 5 ¼” disponíveis para as unidades ópticas e soluções de refrigeração líquida.
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Figura 3: Painel frontal.Para instalar ou remover dispositivos de 5 ¼” você precisa abrir as duas portas laterais localizadas na parte frontal do gabinete. Essas duas portas – que são fabricadas em alumínio – usam uma trava magnética mas na amostra que recebemos os ímãs usados não eram fortes o suficiente para manter as portas fechadas, o que fez com que as portas se abrissem quando movemos o gabinete. Como nós recebemos este gabinete para testes muito antes de ele ser lançado no mercado, nós esperamos que este defeito seja corrigido no produto que chegará às lojas. Você também pode remover essas duas portas caso queira, pressionando e deslizando as suas dobradiças.
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Figura 4: Painel frontal com as duas portas abertas.Introdução (Cont.)
Nas Figuras 5 e 6 você pode ver o painel superior deste gabinete, que tem duas grades. A grade localizada na parte traseira é usada para ajudar na dissipação do calor da fonte de alimentação. Como neste gabinete a fonte de alimentação está instalada na parte superior do gabinete, não há espaço para a instalação de uma ventoinha entre esta grade e a fonte de alimentação. Mas você pode instalar uma ventoinha de 120 mm abaixo da outra grade, que está localizada no meio do painel superior.
Na parte frontal do painel superior existe uma porta deslizante. Abaixo desta porta você encontra um pequeno compartimento para armazenamento de pequenas peças. Se você decidir instalar uma solução de refrigeração líquida que é instalada em baias de 5 ¼” como o Bigwater 780e da Thermaltake você precisará remover este compartimento de modo a acessar o tanque d’água do cooler. Neste gabinete você também precisará mover o circuito de controle ESA que vem instalado na baia de 5 ¼” superior para uma baia inferior, já que o cooler precisará ser instalado nas baias mais superiores.
Esta porta deslizante, no entanto, tem uma baixa qualidade de fabricação, pelo menos na amostra que recebemos. Sempre que tentávamos abri-la completamente ela saía do lugar e tínhamos que perder um tempão tentando colocá-la de volta no lugar. Este é outro ponto que esperamos que a Thermaltake corrija entes de lançar este produto no mercado.
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Figura 5: Painel superior.
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Figura 6: Compartimento, botões e conectores encontrados no painel superior.No painel superior você encontra ainda os botões liga/desliga e reset, uma porta Firewire, quatro portas USB, uma porta eSATA e conectores para microfone e para fones de ouvido. A quantidade de conectores disponíveis neste gabinete é perfeita.
No painel inferior, mostrado na Figura 7, nós temos a entrada de ar para duas ventoinhas opcionais de 120 mm ou 140 mm ou dois discos rígidos inferiores (mais sobre isto depois). Aqui você encontrará os parafusos de dedo usados para prender os módulos dos discos rígidos inferiores.
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Figura 7: Painel inferior.Finalmente nós temos o painel traseiro na Figura 8. Como já explicamos, este gabinete tem dez slots para placas de expansão e não apenas sete como acontece com os gabinetes convencionais, incluindo modelos torre grande (“full tower”). Por causa deste recurso este gabinete é categorizado como sendo um gabinete “super torre”. Dez slots permite a você instalar placas-mãe do tipo ATX estendido e também até quatro placas de vídeo. Se você tem uma placa-mãe que aceita quatro placas de vídeo e suas placas ocupam dois slots cada então você precisa de um gabinete com pelo menos oito slots. O engraçado é que até o momento a única plataforma que aceita quatro placas de vídeo é a CrossFireX da AMD/ATI e este gabinete é voltado para placas-mãe baseada nos chipsets da nVidia, já que ele suporta a tecnologia de monitoramento ESA.
No painel traseiro você pode ver ainda uma ventoinha de 120 mm – você pode controlar sua velocidade de rotação através do software ESA, se você usar uma placa-mãe baseada nos chipsets da nVidia – e dois furos na parte superior esquerda que podem ser abertos caso você queira usar um sistema de refrigeração líquida externo ou um sistema de refrigeração líquida que usa um radiador externo.
No lado esquedo deste painel você pode ver ainda uma alça. Esta alça é usada para remover a bandeja da placa-mãe, como explicaremos depois.
Este gabinete usa parafusos de dedo para prender os painéis laterais a sua carcaça e o painel esquerdo (o painel que você precisa abrir para montar o micro) pode ser travado com uma chave que vem com o produto (veja a chave no lado direito da Figura 8).
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Figura 8: Painel traseiro.Por Dentro do Armor+ ESA
Para abrir o Armor+ ESA você precisa remover os parafusos de dedo superiores e inferiores, ou seja, quatro parafusos. O painel traseiro tem seis parafusos de dedo e os parafusos centrais não devem ser removidos, já que eles são na verdade alavancas que devem ser pressionada para cima (painel direito) ou para baixo (painel esquerdo) para você remover os painéis.
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Figura 9: Removendo o painel esquerdo.
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Figura 10: Removendo o painel direito.Como mencionamos anteriormente, o painel esquerdo tem uma ventoinha de 190 mm, que brilha em azul quando o micro é ligado. Existem duas coisas que você precisa saber sobre esta ventoinha. Primeiro, ela usa apenas dois fios, o que significa que você não pode monitorar ou controlar sua velocidade. Segundo, a Thermaltake diz que este gabinete usa uma ventoinha de 230 mm, o que não é verdade. A ventoinha usada é menor do que a anunciada pelo fabricante.
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Figura 11: Ventoinha lateral de 190 mm. Você não pode monitorar ou controlar a sua velocidade de rotação.Na Figura 12 você tem uma visão geral do interior do Armor+ ESA. A carcaça deste gabinete é de aço, não de alumínio como a do Cooler Master Cosmos S.
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Figura 12: Por dentro do Thermaltake Armor+ ESA.A Bandeja da Placa-mãe
Um dos destaques deste produto é a bandeja da placa-mãe removível. Ao remover pequenos parafusos presentes no painel traseiro você pode remover a bandeja da placa-mãe e toda a parte traseira do gabinete puxando a alça presente no painel traseiro. Normalmente nos gabinete com bandejas da placa-mãe removíveis a parte traseira do gabinete continua presa ao gabinete.
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Figura 13: Removendo a bandeja da placa-mãe.Como neste gabinete a parte traseira do gabinete é presa à bandeja da placa-mãe e sai junto quando você remove a bandeja, você não precisa desinstalar placas de expansão como placas de vídeo para tirar a placa-mãe de dentro do micro. Além disso, você não precisa nem mesmo remover a bandeja totalmente do gabinete; você pode puxar a bandeja só um pouquinho caso queira.
Na Figura 14 você pode ver a bandeja fora do gabinete. Nós adoramos esta bandeja, já que você pode montar o micro com a bandeja fora do gabinete, onde há mais espaço para trabalhar, e então simplesmente instalar a bandeja de volta no gabinete após finalizar a montagem do micro.
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Figura 14: Bandeja da placa-mãe.Na Figura 14 você pode ver a ventoinha traseira de 120 mm e o mecanismo que dispensa o uso de parafusos usado para prender as placas de expansão ao gabinete (veja este mecanismo em detalhes na Figura 15). A ventoinha traseira usa um conector de 4 pinos e é conectada ao módulo ESA, o que significa que você pode monitorar e controlar sua velocidade de rotação usando o software ESA fornecido pela nVidia.
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Figura 15: Mecanismo que dispensa o uso de parafusos usado para prender as placas de expansão.As Baias dos Discos
Este gabinete tem sete baias de 5 ¼” e uma dela é usada pelo módulo ESA. Portanto na verdade nós temos seis baias de 5 ¼” disponíveis. Olhando para a parte frontal deste gabinete você poderia ter a impressão que ele tem um total de 11 baias de 5 ¼”. No entanto, a gaiola do disco rígido não é instalada dentro das baias de 5 ¼” como acontece com outros gabinetes que testamos recentemente como o Cooler Master Cosmos S. O gabinete testado usa uma gaiola independente e separada que pode ser removida do gabinete (ela usa parafusos de dedo, e portanto nenhuma ferramenta é necessária) de modo a facilitar a instalação dos discos rígidos, mas você não pode mudar sua localização como acontece em outros gabinete onde a gaiola do discos rígidos é instalada dentro das baias de 5 ¼”.
A gaiola principal do disco rígido é instalada de forma perpendicular ao gabinete e suporta a instalação de até cinco discos rígidos. O Armor+ ESA tem mais dois módulos para discos rígidos em sua parte inferior, permitindo a instalação direta de até sete discos rígidos. O gabinete vem ainda com um adaptador para transformar qualquer uma das baias de 5 ¼” em uma baia de 3 ½”. Dessa forma, caso precise você pode instalar até oito discos rígidos neste gabinete – caso você não precisar do adaptador para a instalação de uma unidade de disquete, é claro.
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Figura 16: Gaiola principal do disco rígido.
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Figura 17: Módulos inferiores para instalação dos discos rígidos.
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Figura 18: Gaiola principal fora do gabinete.Cada baia para discos rígidos é uma pequena gaveta e para abri-la simplemente pressione a trava localizada no lado direito e puxe a tampa em sua direção. Feito isso, você precisará instalar o disco rígido dentro da gaveta e prendê-lo usando dois mecanismos de instalação que vêm com o gabinete que dispensam o uso de parafusos. Portanto este gabinete realmente usa um mecanismo que dispensa 100% o uso de parafusos para prender os discos. Infelizmente nenhum mecanismo para evitar o ruído gerado pelos discos rígidos é usado (vários gabinetes usam anéis de borracha ou dispositivos similares para reduzir o nível de ruído produzido pelos discos rígidos).
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Figura 19: Gaveta onde o disco rígido deve ser instalado.
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Figura 20: Prendendo o disco rígido com um mecanismo que dispensa o uso de parafusos.
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Figura 21: Disco rígido corretamente instalado na gaveta.As Baias dos Discos (Cont.)
Na frente da gaiola principal do disco rígido existe uma ventoinha de 120 mm. Esta ventoinha usa um conector de 4 pinos, sendo conectado ao módulo ESA, permitindo a você monitorar e configurar a velocidade de rotação desta ventoinha através do software ESA.
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Figura 22: Ventoinha frontal de 120 mm.Os dois módulos para disco rígido localizados na parte inferior do gabinete podem ser removidos para a instalação de ventoinhas adicionais de 120 mm ou 140 mm – se você não estiver usando esses módulos, é claro. A remoção desses módulos é feita removendo os parafusos de dedo presentes no painel inferior do gabinete.
Na Figura 23 você pode ver o adaptador para a instalação de uma unidade de disquete ou de um oitavo disco rígido ao gabinete.
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Figura 23: Adaptador 5 ¼” para 3 ½”.A instalação de unidades de 5 ¼” é realmente simples. Com as porta frontais abertas, remova a tampa presente na baia de 5 ¼” que você quer usar, deslize a unidade de 5 ¼” até que você ouça um estalo e pronto! Não poderia ser mais fácil. Se você achar que o seu dispositivo não está firme em sua baia, você pode usar parafusos convencionais para prendê-lo ao Armor+ ESA.
O Módulo ESA
Como você sabe este gabinete é compatível com a tecnologia ESA (Enthusiast Systems Architecture ou Arquitetura de PCs para Entusiastas), uma interface padrão desenvolvida pela nVidia para monitorar e controlar fontes de alimentação, gabinetes, ventoinhas e sistemas de refrigeração líquida. As ventoinhas traseira e frontal que vêm com este gabinete são conectadas ao módulo ESA, o que significa que você pode controlar e mudar a velocidade de rotação delas usando o programa ESA da nVidia. Você pode ainda conectar sistemas de refrigeração líquida e fontes de alimentação compatíveis com o ESA a este módulo. Note que a ventoinha lateral não é compatível com o ESA.
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Figura 24: Módulo ESA que vem instalado na baia de 5 ¼” superior.Mas o que é realmente interessante neste gabinete é que ele vem com dois sensores térmicos que você pode instalar em qualquer lugar que quiser. Os locais recomendados pelo fabricante são o disco rígido principal e no chip gráfico da sua placa de vídeo principal, mas nós temos uma sugestão melhor. Que tal colocar esses sensores em locais estratégicos dentro do gabinete onde você pode medir se a adição de uma ventoinha extra realmente diminuiu a temperatura daquele componente que está esquentando à beça?
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Figura 25: Sensores térmicos e fita térmica que acompanham o Armor+ ESA.O ESA é monitorado e controlado através do painel de controle nForce. Você precisa instalar uma placa-mãe baseada nos chipsets nForce 680i, 780i, 790i ou 780a para ter este programa funcionando.
O módulo ESA precisa ser conectado em qualquer um dos conectores USB internos da placa-mãe.
Principais Características
As principais características do Armor+ ESA são:
- Aplicação: ATX estendido e padrões menores derivados deste.
- Material: Aço revestido de zinco (SECC) de 1 mm com portas de alumínio.
- Fonte de alimentação: Não vem com o produto.
- Cores disponíveis: Preta.
- Painel lateral: Transparente (acrílico de quatro milímetros).
- Dimensões: 60,0 cm x 24,5 cm x 62,5 cm (A x L x P).
- Peso líquido: 16,8 Kg.
- Baias de 5 ¼”: Seis.
- Baias externas de 3 ½”: Uma, convertida a partir de uma baia de 5 ¼”.
- Baias internas de 3 ½”: Sete.
- Slots de expansão: Dez.
- Ventoinhas: Uma ventoinha de 190 mm no painel lateral girando a 800 rpm, uma ventoinha traseira de 120 mm e uma ventoinha frontal de 120 mm, compatíveis com o padrão ESA.
- Recursos extras: Módulo ESA, dois sensores térmicos, compartimento de armazenamento na parte superior e compartimento de armazenamento que pode ser instalado em qualquer baia de 5 ¼”.
- Mais informações: http://thermaltakeusa.com
- Preço Médios nos EUA: Este produto ainda não estava disponível no mercado até a data da publicação desse teste.
Conclusões
O Armor+ ESA é um gabinete realmente impressionante que deverá satisfazer usuários entusiastas que têm muitas placas de vídeo e discos rígidos e que se preocupam com refrigeração.
O módulo ESA que vem com este gabinete é excelente se você tem uma placa-mãe compatível com o padrão ESA, já que você poderá monitorar e controlar a velocidade de rotação das ventoinhas traseira e frontal e também a temperatura de até dois locais diferentes, já que este gabinete vem com dois sensores térmicos. Você poderá ainda monitorar e controlar outros dispositivos ESA como fontes de alimentação e sistema de refrigeração líquida.
Este gabinete é grande o suficiente para um excelente fluxo de ar interno, mas se você estiver preocupado você pode instalar mais ventoinhas: este gabinete oferece espaço extra para uma ventoinha superior de 120 mm, duas ventoinhas inferiores de 120 mm ou 140 mm e uma ventoinha central de 140 mm.
Mas o que realmente nós gostamos neste gabinete é o fato de que ele pode suportar a instalação de até sete (ou oito, se você converter qualquer uma das baias de 5 ¼” em uma baia de 3 ½” usando o adaptador) discos rígidos. Nós não entendemos porque alguns gabinetes topo de linha caríssimos como o Cosmos S da Cooler Master vêm com apenas três ou quatro baias para discos rígidos.
Outro destaque deste produto é sua bandeja removível de instalação da placa-mãe, que certamente ajudará muito na hora que você estiver montando o seu micro.
Este gabinete ainda não foi lançado e provavelmente chegará ao mercado com a mesma faixa de preço do Cooler Master Cosmos S: US$ 250, nos EUA. Como nós testamos recentemente este outro gabinete, é uma boa hora de fazer uma comparação entre os dois.
O Cosmos S traz como vantagem em relação ao Armor+ ESA a carcaça de alumínio, que faz com que ele seja mais leve do que o Armor+ ESA, e as suas alças superiores e inferiores, o que facilita o transporte do gabinete.
Mas o Cosmos S perde em todos os outros quesitos. O Armor+ ESA vem com um módulo ESA para monitorar e controlar ventoinhas, temperatura, fontes de alimentação e sistemas de refrigeração líquida; ele tem uma excelente bandeja removível para instalação da placa-mãe; ele é um gabinete que dispensa 100% o uso de parafusos (no Cosmos S você ainda precisa usar parafusos para prender os discos rígidos); ele tem 10 slots; e ele tem mais baias para discos rígidos.
Nós encontramos algumas falhas no Armor+ ESA que podem estar presentes apenas na amostra pré-produção que recebemos:
- A tampa superior é mal projetada, já que ela sai do lugar com facilidade quando a abrimos e perdemos algum tempo tentando colocá-la no lugar.
- Os ímãs usados no painel frontal não são fortes o suficiente para prender as portas frontais, e portanto as portas sempre abrem quando movemos o gabinete, algo que não deveria acontecer.
- A amostra que recebemos vem com uma ventoinha lateral de 190 mm mas no site da Thermaltake e no manual do produto está escrito que o produto usa uma ventoinha lateral de 230 mm.
Apesar de termos gostado muito do visual (e em particular das alças de transporte) do Cosmos S, o Armor+ ESA é um produto melhor. Se ele realmente chegar ao mercado custando a mesma coisa ou menos do que o Cosmos S, então ele será um produto melhor se você tiver dinheiro para comprá-lo.
Infelizmente ele não traz uma boa relação custo/benefício para o usuário médio, mas tenha em mente que este produto não é voltado para esse tipo de usuário.
E, como sempre comentamos, o famoso “custo Brasil” faz com que um gabinete desses, que já é caro para um usuário norte-americano ou Europeu, chegue aqui custando pelo menos o dobro.
Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/1490
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