Placa-mãe e-max 945GC-M2/1333
Por Rafael Otto Coelho em 14 de maio de 2008

Introdução

Demos uma olhada na placa-mãe e-max 945GC-M2/1333, fabricada no Brasil pela Flex Industries, voltada a processadores Intel soquete 775 e baseada no chipset 945GC. Confira!

Inicialmente o que nos chamou a atenção foi a caixa da placa e alguns detalhes curiosos. O padrão da caixa é o mesmo da ECS P4M800Pro-M, que analisamos há algum tempo e também era fabricada pela Flex (repare na Figura 1 como a tipologia usada na frase "Mainboard" é a mesma usada pela ECS e pela PCChips). Porém nessa caixa vem impressa a marca "e-max", que não conhecíamos. Também não encontramos o site dessa marca.

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Figura 1: Caixa da placa.

Na Figura 2 vemos a etiqueta da caixa da placa-mãe, que traz algumas das características da mesma. Porém, nessa etiqueta, há um detalhe "pintado" de preto. Abaixo dessa pintura conseguimos identificar as letras "P17G".

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Figura 2: Etiqueta.

Na Figura 3 podemos ver os acessórios que acompanham essa placa-mãe: um cabo SATA com um adaptador de força, um cabo para unidade de disquetes, um cabo ATA/133, o espelho traseiro para o gabinete, um CD com drivers e um guia rápido de instalação.

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Figura 3: Conjunto de acessórios.

O manual nos saltou aos olhos com uma capa idêntica aos manuais das placas PC Chips, apenas sem a marca (na verdade sem marca nenhuma). Havia uma etiqueta colada com o nome da placa-mãe, o interessante é que o nome na caixa não é o mesmo da capa do manual. Removemos a etiqueta e lá estava o mesmo nome apagado da caixa: P17G.

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Figura 4: Manual sem o adesivo.

O CD de drivers também é idêntico aos CDs que normalmente acompanham as placas-mãe da ECS e PCChips (para quem não sabe, a PCChips pertence à ECS).

Com essas informações, pudemos ter certeza de que essa placa é a mesma PCChips P17G/1333. Ou seja, ao que tudo indica a Flex criou essa marca "e-max" para as pessoas não pensarem que estão comprando uma placa-mãe PCChips, devido à má fama desta marca (justiça seja feita, a qualidade das placas PCChips melhorou muito nos últimos anos, mas a má fama continua). Nós já vimos isso ocorrer antes com a marca Phitronics que, a propósito, ficaram extremamente irritados quando desmascaramos que as placas-mãe deles eram na verdade da PCChips.

Mas vamos dar uma olhada de perto na placa-mãe propriamente dita.

Mais Detalhes

A única diferença entre a PCChips P17G/1333 e a e-max 945GC-M2/1333 é a cor do verniz da placa, vermelho na PCChips e verde na placa brasileira. Trata-se de uma placa-mãe no formato micro-ATX, com o soquete 775 para processadores Intel e dois soquetes para módulos de memória DDR2, aceitanto até memórias PC2-5300 (DDR2-667) com acesso em dois canais.

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Figura 5: A e-max 945GC-M2/1333.

A e-max 945GC-M2/1333, como o próprio nome sugere, usa o chipset Intel 945GC e a ponte sul ICH7, o mesmo usado, por exemplo, na ASUS P5GC-MX. A principal vantagem desse chipset em relação às outras placas-mãe que usam os chipset VIA P4M890 ou P4M900 é a presença da controladora de memória de dois canais, que os chipset atuais da VIA não oferecem, e que faz uma boa diferença no desempenho. Ela oferece ainda suporte ao barramento frontal de até 1.333 MHz (com o chipset em overclock).

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Figura 6: visão geral.

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Figura 7: Outro ângulo.

Na painel traseiro temos os conectores "comuns": portas PS/2 para teclado e mouse, uma porta serial, saída VGA do vídeo on-board, quatro portas USB 2.0, conectores de áudio compartilhados e uma porta Ethernet (placa de rede on-board). O que não existe nesse painel é a porta paralela. Ela pode, porém, ser utilizada usando-se um adaptador (que não acompanha a placa).

Mais Detalhes (Cont.)

Próximo à ponte sul vemos as quatro portas USB 2.0 normalmente utilizadas por conectores frontais do gabinete e leitores de cartões, além das quatro portas SATA-300. Infelizmente o chip ICH7 não oferece suporte a arranjos RAID, sendo que apenas a versão ICH7R possui esse suporte. Isso não chega a ser um problema dado o público-alvo desta placa. Também vemos a única porta ATA-100, também uma característica dos chipsets atuais da Intel. Os conectores do painel frontal do gabinete (botão liga/desliga, reset e LEDs de ligado e funcionamento do disco rígido) também ficam nesse canto da placa, infelizmente sem nenhuma indicação de pinagem.

 

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Figura 8: Ponte sul e conectores.

A e-max 945GC-M2/1333 possui dois slots PCI para placas de expansão como modems ou placas de TV, além de um slot PCI Express x16 que permite a instalação de uma placa de vídeo "de verdade". Próximo aos slots é possível ver também a já ultrapassada conexão para unidades de disquetes.

 

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Figura 9: Slots de expansão.

Como quase toda placa-mãe de baixo custo, ela tem apenas dois soquetes para módulos de memória. Próximo a esses soquetes fica o conector principal da fonte de alimentação, padrão ATX 2.x (24 pinos). Como a maioria das placas-mãe que usa conector de 24 pinos, ela também funciona perfeitamente com conectores de 20 pinos, sem a necessidade de nenhum adaptador, bastando que quatro pinos fiquem "sobrando". O adesivo amarelo escrito "24 pin" serve justamente para mostrar ao usuário quais pinos devem ficar sobrando, mas no caso da e-max 945GC-M2/1333 esse adesivo veio colado do lado errado do conector. Felizmente esse conector só encaixa da maneira correta, mesmo assim esse adesivo vir colado na posição errada é uma falha grave da fabricação da placa.

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Figura 10: Conectores para módulos de memória.

Uma grata surpresa é a presença de capacitores sólidos de alumínio no circuito regulador de tensão, que fica próximo ao soquete do processador.

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Figura 11: Soquete do processador.

A e-max 945GC-M2/1333 não possui nenhum tipo de ajuste de overclock. Até mesmo o barramento frontal, que pode funcionar a 533 MHz, 800 MHz, 1066 MHz e 1333 MHz (QDR) é detectado automaticamente e não há possibilidade de alterar sua velocidade.

Principais características

As principais características da e-max 945GC-M2/1333 são:

  • Soquete: 775.
  • Chipset: ponte norte Intel 945GC e ponte sul ICH7.
  • IDE Paralela: Uma porta ATA-100 controlada pela ponte sul.
  • IDE Serial: Quatro portas SATA-300 controladas pela ponte sul.
  • USB: Oito portas USB 2.0 (quatro soldadas diretamente na placa-mãe e quatro disponíveis através de cabo adaptador).
  • Firewire (IEEE 1394a): Não.
  • Som on-board: Produzido pelo chipset em conjunto com o codec IDT 92HD202 (oito canais, resolução de 24 bits, relação sinal/ruído de 95 dB).
  • Vídeo on-board: Sim, motor gráfico GMA950, produzido pela ponte norte.
  • Rede on-board: Sim, uma porta Ethernet 10/100 controlada pelo chip Realtek RTL8100C.
  • Fonte de alimentação: ATX12V v2.x (24 pinos).
  • Slots: Um slot PCI Express x16 e dois slots PCI.
  • Memória: Dois soquetes DDR2-DIMM (máximo de 2 GB até DDR2-667).
  • Buzzer: Não.
  • Quantidade de CDs que acompanha a placa: 1 CD.
  • Programas que acompanham a placa: Drivers e utilitários.
  • Recursos extras: Nenhum.
  • Mais informações: www.flex-am.com.br
  • Preço médio no Brasil: R$ 150,00.

Conclusões

Essa placa-mãe, muito parecida em termos de recursos e custo com a ASUS P5GC-MX é uma opção razoável para a montagem de computadores básicos com processadores Intel. A presença da controladora de memória em dois canais oferecida pelo chipset Intel permite que não haja gargalos de desempenho.

O slot PCI Express x16 permite a instalação de uma placa de vídeo, fazendo com que essa placa-mãe possa ser usada até mesmo em computadores voltados para jogos.

O que deixa a desejar, infelizmente, é que uma fabricante brasileira lance um produto no mercado sob uma marca própria, sem dar a mínima atenção a essa marca, não criando sequer um website para ela (muito menos para o produto). Isso para não falar de detalhes como o manual "reciclado" das placas PCChips. Será que investir numa capa própria para o manual sairia assim tão caro?

Resta saber se essa marca "e-max" criada pela Flex veio para ficar ou se foi só um recurso para "desovar" uma placa-mãe com excesso de estoque, talvez sobra de algum contrato rompido.

Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/1492

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