Teste do Mouse Logitech V220
Por André Gordirro em 27 de maio de 2008

Introdução

A Logitech tem a Ferrari dos mouses para notebooks, o VX Revolution, que já testamos. Apesar de sua excelência, ele é um pouco grande para a proposta de ser portátil, e tem um preço salgado por conta de suas capacidades. Como alternativa mais viável – em termos de tamanho e custo – a Logitech lançou o simpático V220, que tem algumas características legais (pegada emborrachada, roda de navegação programável) e outras que barateiam o produto final, como ter leitura óptica e não a laser. Não que isso o torne menos preciso, como provamos no teste a seguir.


clique para ampliar
Figura 1: O mouse Logitech V220.

O Mouse V220

O V220 conta com um transmissor de rádio-freqüência (RF) com conexão USB para ser ligado ao PC portátil (ou ao de mesa também, sem problemas). A unidade transmissora é presa na base do mouse por um mecanismo simples que aciona/desliga o periférico, evitando que seja esquecido ligado dentro da bolsa do notebook e esgote sua pilha. Falando nisso, ele opera com uma única pilha AA, inserida no bojo do mouse, onde a palma da mão se apóia. Ainda bem que não temos o costume de ler o manual antes de colocar qualquer aparelho em funcionamento (quem faz isso, afinal?), já que o dito cujo indica a maneira ERRADA de colocar a pilha. Isso mesmo: a ilustração do manual manda inserir primeiro o pólo positivo; na verdade, deve-se colocar o pólo negativo de início. Nada demais, porém um tropeço feio.


clique para ampliar
Figura 2: O encaixe do transmissor.

O compartimento da pilha é aberto por um botão localizado na área de encaixe do transmissor. Ali fica também a chave de liga/desliga do mouse, que é acionada pela inserção da unidade RF, e também manualmente – o que é útil para poupar a pilha caso o usuário deixe o transmissor plugado no laptop sem necessariamente estar usando o mouse. Foi o que fizemos durante nosso teste: deixamos o transmissor permanentemente conectado ao notebook, mas desligávamos o mouse manualmente ao sair de casa ou deixar de usar o computador, por exemplo. Uma luz abaixo da roda de navegação indica se o periférico está ligado ou não, e a quantas anda a carga da pilha (verde para boa, vermelho para baixa). A roda em si, feita de borracha sólida e com ótima resposta, permite navegar por páginas e documentos no sentido horizontal, além do tradicional de cima para baixo.


clique para ampliar
Figura 3: Compartimento da pilha.

Usando o Mouse V220

O V220 pode ser usado assim que for plugado, mas caso o usuário queira configurar seus botões, é necessário conectar ao site da Logitech e baixar o programa SetPoint – que sempre vinha com os mouses da empresa em CD. Como o software é opcional, a solução de baixar é boa, já que é menos um CD para pegar poeira na mesa. Através do SetPoint é possível reprogramar a navegação horizontal da roda para, por exemplo, avançar/retroceder páginas da internet. Fora isso, o programa não é tão necessário, já que o V220 não apresenta várias opções de configuração como um mouse para jogos – essa não é sua proposta, afinal.


clique para ampliar
Figura 4: O programa SetPoint.

Já falamos que o V220 é um mouse óptico, e não a laser, e que isso não compromete sua precisão, já que o sensor funciona a 1000 dpi. Chegamos a passá-lo na perna, diretamente na carne, e também na parede, no eixo vertical. Isso em nada prejudicou a navegação do cursor. A conexão via rádio-freqüência funcionou perfeitamente mesmo com o laptop afastado a dois metros.

Como somos aficionados por games, plugamos o V220 em nosso desktop para uma partida de Team Fortress 2. A experiência, é claro, não dá para ser comparada com o uso de um G9 da mesma Logitech. Mas o mouse se saiu bem, apesar de alguns tropeços na precisão que custaram algumas “vidas” ao nosso guerreiro digital. Como quebra-galho, é melhor que muito mouse óptico por aí.

A pegada de borracha oferece uma experiência de uso confortável. Apenas após algumas horas de uso surgiu um relativo cansaço na palma da mão por conta da dimensão pequena do mouse. Sua utilidade, porém, é mesmo de periférico de viagem, pequeno e sem fio para facilitar seu transporte. Sentimos falta de ao menos dois botões laterais para funções extras de navegação e lamentamos o fato de o transmissor Bluetooth não poder ser inserido dentro do mouse, como no modelo V450, dado seu pequeno tamanho.

Especificações

  • Mouse óptico sem fio para notebooks
  • Resolução de rastreamento: 1.000 dpi
  • Transmissor de rádio-freqüência com saída USB
  • Bateria: uma pilha AA
  • Cinco funções ajustáveis
  • Uso para destros e canhotos
  • Comprimento: 9,5 cm
  • Largura: 6 cm
  • Altura: 4,5 cm
  • Mais informações: http://www.logitech.com
  • Preço sugerido para o mercado norte-americano: US$ 29,99

Conclusões

Pontos Fortes

  • Tamanho compacto.
  • Pegada de borracha.
  • Conjunto roda/botões de uso confortável.
  • Sensor preciso.
  • Funciona a pilha.
  • Transmissor de rádio-freqüência desliga o mouse, evitando gasto da pilha.

Pontos Fracos

  • Transmissor de rádio-freqüência não é guardado internamente.
  • Podia ter botões laterais de avanço/retrocesso.
  • Manual erra ao mostrar como inserir a pilha.

Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/1501

© 1996-2008, Clube do Hardware. Todos os direitos reservados.

É expressamente proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site e dos textos disponíveis, seja através de mídia eletrônica, impressa, ou qualquer outra forma de distribuição. Os infratores serão indiciados e punidos com base na lei nº 9.610 de 19/02/1998.

Não nos responsabilizamos por danos materiais e/ou morais de qualquer espécie promovidos pelo uso das informações contidas no Clube do Hardware.