Maxtor DiamondMax Plus 9 200 GB
Por Gabriel Torres em 17 de julho de 2003

Introdução

A DiamondMax Plus 9 é uma série da Maxtor contendo discos rígidos de 60 GB a 200 GB, em duas versões de interface: ATA-133 ou Serial ATA (SATA-150). Os discos podem ter buffer de 2 MB ou 8 MB, sendo que todos rodam a 7.200 rpm. Trata-se, portanto, de uma série de alto desempenho, visto que todos os modelos trabalham a 7.200 rpm (os discos rígidos IDE mais populares trabalham hoje em dia a 5.400 rpm, sendo que no passado os discos rígidos rodavam mais lentamente, a 4.800 rpm ou 3.600 rpm). É muito importante notar que dentro dessa série existem discos mais rápidos do que outros, por conta do buffer maior. Assim, se você quiser um desempenho superior, adquira um modelo com 8 MB de buffer.

O sistema de nomenclatura para essa série é o seguinte: 6YAAAB0, onde AAA é a capacidade (060 para 60 GB, 120 para 120 GB, etc) e B é um código que indica o tipo de interface e o tamanho do buffer, a saber: L, para ATA-133 com buffer de 2 MB; P para ATA-133 com buffer de 8 MB; e M para Serial ATA com buffer de 8 MB.

Nós testamos o modelo de maior capacidade desta série (200 GB), internamente chamado 6Y200M0 pela Maxtor, em versão Serial ATA, com buffer de 8 MB.

Estávamos muito curiosos com o desempenho dessa unidade, não só por ser um modelo de alto desempenho, mas por usar a nova interface Serial ATA.


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Figura 1: Disco rígido Maxtor DiamondMax 9 (6Y200M0).


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Figura 2: Placa lógica do disco rígido Maxtor DiamondMax 9 (6Y200M0).

Na placa lógica nós temos algumas curiosidades. Primeiro, o chip de controle é ATA-133, pois há um chip Marvell 88i8030, que é um chip conversor Serial ATA em IDE paralela. Ou seja, apesar de esse disco rígido ter uma interface Serial ATA, sua placa trabalha, na realidade, com sendo um disco rígido ATA-133 comum. A segunda curiosidade é que o chip de memória de 8 MB (buffer) é da Hyundai. Só que a divisão de memórias da Hyundai mudou de nome para Hynix em março de 2001. Estranho um disco rígido fabricado em janeiro de 2003 usar um chip com o nome de uma empresa que não existia há quase 2 anos na época. Possivelmente o chip é de estoque antigo. O mais curioso ainda é que esse mesmo chip é usado pelo outro disco rígido Serial ATA que testamos, o Seagate Barracuda 7200.7 (nele o chip estava com a marca Hynix).

Este disco rígido tem dois plugues de alimentação: Serial ATA e alimentação convencional. Como fontes de alimentação com plugues de alimentação Serial ATA ainda não são o padrão, basta conectar este disco a um plugue convencional mesmo, sem necessidade de qualquer adaptador, já que o próprio disco provê os dois tipos de conectores.


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Figura 3: Conectores do disco rígido. À esquerda, conector de alimentação Serial ATA. Ao centro, conector Serial ATA. E à direita, conector de alimentação convencional.

Antes de irmos aos nossos testes de desempenho, vamos dar uma olhada nas principais características deste disco rígido

Principais Características

* Pesquisado em http://www.pricewatch.com no dia da publicação deste teste. Este preço é apenas uma referência para comparação com outras placas. O preço no Brasil será sempre maior, pois devemos adicionar o câmbio, o frete e os impostos, além da margem de lucro do distribuidor e do lojista.


Como Testamos

Em nossos testes de desempenho usamos a configuração listada abaixo.

Configuração de Hardware

  • Processador: Athlon XP 2200+
  • Placa-mãe: EPoX 8RDA3+ (nForce 2 400 Ultra)
  • Memória: Dois módulos PC3200 TwinMOS com 256 MB cada, em configuração DDR Dual Channel
  • Placa de Vídeo: Gigabyte Radeon 9800 Pro
  • Resolução de vídeo: 800x600x32


Configuração de Software

  • Windows XP Professional em português, instalado em NTFS
  • Service Pack 1A
  • Direct X 9.0A
  • Versão do driver nForce: 2.41
  • Versão do driver SiliconImage: 1.0.0.28
  • Versão do driver de vídeo ATI: 7.88 (6.14.10.6343)


Programas Usados

Adotamos uma margem de erro de 3%. Com isso, diferenças de desempenho inferiores a 3% não podem ser consideradas significativas. Em outras palavras, produtos onde a diferença de desempenho seja inferior a 3% deverão ser considerados como tendo desempenhos similares.

Testes de Desempenho

Usamos dois programas para medir o desempenho do disco rígido: HDTach e DiskSpeed32. Este último é um programa no estilo do HDTach, porém efetuando testes mais demorados (demorou cerca de 1 hora e dez minutos para finalizar). Ambos efetuam a leitura seqüencial do disco rígido, lendo vários setores, mostrando a taxa de transferência obtida e também traçando um gráfico. A taxa de transferência do disco rígido varia de acordo com a parte do disco rígido que está sendo lida. A taxa de transferência do disco é maior nas bordas do disco, diminuindo à medida que se aproxima do centro do disco. Isso ocorre por conta da setorização multi-zona: em trilhas mais longas (as mais afastadas do centro do disco) cabem mais setores, e, com isso, mais dados são lidos a cada rotação do disco rígido. Por esse motivo, os programas apresentam três resultados: taxa de transferência máxima (obtida nos primeiros cilindros do disco, isto é, nas trilhas mais externas), taxa de transferência mínima (obtida nos últimos cilindros do disco, isto é, nas trilhas mais internas) e taxa de transferência média, que na maioria das vezes é o dado que o usuário comum está interessado em saber.

Por conta desse efeito podemos explicar também a necessidade de desfragmentarmos o disco rígido e o porque desfragmentadores profissionais, como o Norton Speed Disk, permitem que você desfragmente movendo os arquivos do sistema operacional para o início do disco rígido. Como explicamos, dados armazenados no início do disco rígido são lidos a uma taxa de transferência maior do que no restante do disco.

Mas não é só a taxa de transferência que importa no desempenho de um disco rígido, mas também o seu tempo de acesso (quanto menor, melhor), que é, grosso modo, o tempo que o mecanismo das cabeças do disco demora a se movimentar.

Em nossos testes comparamos o desempenho obtido pelo disco rígido testado (Maxtor DiamondMax Plus 9 Serial ATA de 200 GB) com um concorrente direto, o Seagate Barracuda 7200.7 de 120 GB (que também roda a 7.200 rpm e tem buffer de 8 MB), e também incluímos outros discos rígidos: a versão ATA-133 do DiamondMax Plus 9, de 60 GB (excelente para compararmos o desempenho da interface Serial ATA com o desempenho da interface ATA-133, lembrando que este modelo testado só tinha 2 MB de buffer) e o Samsung SV2001H, que é um disco rígido de 20 GB ATA-100 de 5.400 rpm um pouco mais antigo, servindo como parâmetro para termos uma idéia como é o desempenho do disco rígido testado comparado a discos rígidos populares que não sejam de alto desempenho.

A placa-mãe usada, a EPoX 8RDA3+, tem duas portas Serial ATA controladas pelo chip SiliconImage SiI3112A.

HDTach

O disco rígido Seagate Barracuda 7200.7 testado obteve o melhor tempo de acesso entre os discos rígidos testados, seguido do Maxtor DiamondMax Plus 9 Serial ATA de 200 GB, como você pode conferir no gráfico a seguir. Importante notar que o tempo de acesso medido foi bem maior que o tempo de acesso médio informado pelo fabricante (9,4 ms).

Tempo de Acesso (quanto menor, melhor)

Já no teste de taxa de transferência, o DiamondMax 9 Plus Serial ATA da Maxtor foi o disco rígido que atingiu a maior taxa de transferência máxima, 12,14% maior que a taxa máxima do disco Seagate Barracuda 7200.7 de 120 GB. Entretanto, a taxa de transferência média desses dois discos rígidos foi similar. A taxa de transferência máxima do DiamondMax Plus 9 foi 98,79% maior que a do disco rígido Samsung SV2001H (praticamente o dobro!) e a taxa de transferência média foi 83,84% maior. Esses valores servem para você ter uma idéia de quão rápido é o DiamondMax Plus 9 com buffer de 8 MB comparado a um disco rígido IDE popular, "careta".

Taxa de Transferência

É importante notar que a taxa de transferência média do DiamondMax Plus 9 foi 3,74% maior que a taxa de transferência média do Maxtor DiamondMax Plus 9 ATA-133, possivelmente por conta do buffer maior (8 MB vs. 2 MB).


DiskSpeed32

Como explicamos anteriormente, o DiskSpeed32 realiza um teste bem mais demorado que o HDTach, lendo o disco rígido inteiro e anotando as taxas de transferência obtidas. Os resultados você confere no gráfico abaixo.

Taxa de Transferência

Neste programa o DiamondMax 9 Plus Serial ATA da Maxtor foi o disco rígido que atingiu a maior taxa de transferência máxima, que foi apenas 3,13% maior que a taxa máxima do disco da Seagate (Barracuda 7200.7), ou seja, as taxas máximas desses dois discos foram muito próximas. Já a taxa de transferência média desses dois discos foi similar. Ou seja, na média esses dois discos têm o mesmo desempenho.

A taxa de transferência máxima do DiamondMax Plus 9 da Maxtor foi 92,76% maior que a do disco rígido Samsung SV2001H e a taxa de transferência média foi 85,01% maior. Esses valores servem para você ter uma idéia de quão rápido é o DiamondMax Plus 9 com 8 MB de buffer comparado a um disco rígido IDE popular, "careta".

Conclusões

Em nossos testes ficou mais do que claro que o DiamondMax Plus 9 da Maxtor é um disco rígido de alto desempenho, obtendo praticamente o dobro do desempenho de um disco rígido popular de 5.400 rpm. O modelo testado, de 200 GB, oferece um espaço de armazenamento gigantesco, excelente para aplicações onde há a necessidade de alto desempenho aliada a alta capacidade de armazenamento (edição de áudio e vídeo profissionais, por exemplo).

Não vemos porque não recomendarmos a compra desse disco rígido. Se você está procurando um disco rígido Serial ATA de 200 GB de alto desempenho, pode comprar o DiamondMax Plus 9 da Maxtor sem medo. Ele é um excelente disco rígido. Você não se arrependerá.

A existência de um buffer de 8 MB neste disco rígido fez clara diferença no seu desempenho. Veja que comparamos dois discos rígidos iguais só que com interfaces e tamanho de buffers diferentes (DiamondMax Plus 9 da Maxtor Serial ATA com 8 MB de buffer vs. ATA-133 com 2 MB de buffer), e a versão Serial ATA, por ter um buffer quatro vezes maior, obteve taxas de transferência mínimas maiores do que a versão ATA-133.

A única característica que poderia ser considerada um ponto fraco - o seu preço, na faixa de US$ 255 nos EUA - não é tão problemática assim. A versão de 120 GB deste mesmo disco rígido custa na faixa de US$ 135 nos EUA. Ou seja, seu preço é totalmente coerente com a capacidade que ele oferece.

Outro detalhe interessante é que, como sempre fazemos questão de enfatizar, as taxas de transferência do padrão IDE são máximas teóricas. Na prática a história é bem diferente. Note que os discos rígidos Serial ATA têm uma taxa de transferência máxima teórica de 150 MB/s, mas obtiveram na prática, no máximo na faixa de 60 MB/s, mesma taxa máxima pelo disco rígido ATA-133 que testamos, que teoricamente pode ir até 133 MB/s.

Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/156

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