Sarotech HardBox
Por Gabriel Torres em 26 de abril de 2004

Introdução

O HardBox é um gabinete para a instalação de HDs IDE comuns do lado de fora do micro, sendo fabricado pela coreana Sarotech (http://www.sarotech.com) e distribuído no Brasil pela Hayannara Technology (http://www.hayannara.com.br).

Este produto está disponível em três versões: USB 2.0, Firewire e USB 2.0 + Firewire. Nós recebemos para testes a versão USB 2.0 contendo um disco rígido Maxtor DiamondMax Plus 9 de 160 GB já instalado em seu interior. A Hayannara só comercializa o HardBox com discos rígidos Maxtor da série DiamondMax 9 em seu interior. Estes discos são discos topo de linha, com interface ATA-133 e 7.200 rpm. Os modelos disponíveis são de 40 GB, 80 GB, 120 GB, 160 GB e 200 GB. O preço para o usuário final do HardBox varia entre R$ 750,00 e R$ 1.430, dependendo do modelo.


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Figura 1: HardBox em sua embalagem.

O gabinete pode tanto ser usado na posição horizontal (Figura 2) ou na posição vertical (Figura 3), graças ao uso de um suporte vertical que acompanha o produto.


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Figura 2: HardBox da Sarotech.


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Figura 3: HardBox da Sarotech instalado na posição vertical.

Uma das grandes vantagens deste produto é que ele possui uma fonte de alimentação completa em seu interior, usando um cabo de força tradicional para ser ligado à tomada. Em outros produtos concorrentes que testamos a fonte de alimentação era externa, o que significava um "trambolho" do lado de fora do gabinete e atrapalhando a instalação de outros cabos de força na tomada ou estabilizador de tensão.

Na Figura 4 você observa a vista traseira do produto. Observe da esquerda para a direita o conector de cabo de força padrão, a chave liga/desliga, o conector USB 2.0 e a ventoinha responsável por resfriar o disco rígido.


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Figura 4: Vista traseira do HardBox.

Outra vantagem do Hardbox é a facilidade de sua abertura, que é feita removendo-se duas presilhas laterais, não sendo necessário o uso de chaves de fendas ou qualquer outra ferramenta. Assim, o processo de instalar e desinstalar o disco rígido é muito simples.


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Figura 5: Abrindo o HardBox.

O HardBox por Dentro

Como não poderia deixar de ser, abrimos o HardBox para dar uma olhada em como ele é por dentro. Como comentamos, o modelo que testamos veio com um disco rígido Maxtor DiamondMax Plus 9 de 160 GB. Na Figura 6 você observa o produto por dentro. Na parte traseira (inferior na foto) há a placa que converte os sinais USB 2.0 em ATA e, na parte lateral, há a fonte de alimentação.


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Figura 6: O HardBox por dentro.

Nós removemos o disco rígido e retiramos a proteção metálica que existe acima da placa conversora. Na Figura 7 você observa o aspecto.


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Figura 7: O HardBox por dentro.

A placa conversora é fabricada pela própria Sarotech e é bastante simples, como você observa nas Figuras 8 e 9.


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Figura 8: Placa conversora, lado dos componentes.


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Figura 9: Placa conversora, lado da solda.

Nós aproveitamos também para dar uma conferida na fonte de alimentação do HardBox. A fonte é protegida não só por uma tampa metálica, como também por uma proteção plástica existente ao seu redor, evitando que haja um curto-circuito caso alguma parte metálica por acaso caia dentro da fonte (um parafuso solto, por exemplo).


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Figura 10: Fonte de alimentação do HardBox.

Como já testamos outros produtos concorrentes, como o Maxtor 5000XT e o HighPoint RocketMate 1000, em nossos testes nós iremos comparar o desempenho do gabinete da Sarotech com outras soluções para colocar o HD do lado de fora do micro que já testamos.

Embora o padrão USB 2.0 transfira dados a 480 Mbps, isto equivale a transmissões a 60 MB/s (a taxa de transferência do disco rígido é listada em MB/s, pois a transmissão é paralela, enquanto as taxas das portas USB são listadas em Mbps, pois as transmissões são seriais; para converter Mbps em MB/s, dividimos por oito). Na prática as taxas obtidas são ainda menores, pois a taxa divulgada é a máxima, que inclui informações de controle, além dos dados. Podemos dizer que, na prática, a taxa do USB 2.0 é na faixa de 48 MB/s. Por outro lado, devemos ter sempre em mente que as portas USB trazem como grande vantagem o fato do periférico (no caso, o disco rígido) poder ser instalado mesmo com o micro ligado e o periférico poder ser facilmente transportado.

Além disto, não se esqueça que para obter o maior desempenho possível você terá de ter portas USB 2.0 no micro. O aparelho funciona em portas antigas (USB 1.1), só que a taxa máxima desta porta é de 12 Mbps ou apenas 1,5 MB/s, ou seja, 40 vezes mais lenta do que a porta USB 2.0.

 

Como Testamos

Em nossos testes de desempenho usamos a configuração listada abaixo.

Configuração de Hardware

  • Processador: Pentium 4 2,4 GHz
  • Placa-mãe: Chaintech CT-9CJS Zenith (Intel 875P)
  • Memória: Dois módulos PC3200 TwinMOS com 256 MB cada, em configuração DDR Dual Channel
  • Placa de Vídeo: Gigabyte Radeon 9800 Pro
  • Resolução de vídeo: 800x600x32

Configuração de Software

  • Windows XP Professional em português, instalado em NTFS
  • Service Pack 1A
  • Direct X 9.0A
  • Versão do driver Inf Intel: 5.00.1012
  • Versão do driver de vídeo ATI: 7.88 (6.14.10.6343)


Programa Usado

Adotamos uma margem de erro de 3%. Com isso, diferenças de desempenho inferiores a 3% não podem ser consideradas significativas. Em outras palavras, produtos onde a diferença de desempenho seja inferior a 3% deverão ser considerados como tendo desempenhos similares.

Teste de Desempenho

O programa que usamos para medir o desempenho do disco rígido, DiskSpeed32, é um programa que efetua testes realmente demorados, pois ele lê todos os setores do disco, registrando a taxa de transferência obtida e traçando um gráfico.

Nós incluímos em nossa comparação outros gabinetes de disco rígido externo que testamos, o 5000XT da Maxtor, que é conectado ao PC também através da porta USB 2.0 ou então através da porta Firewire, e o RocketMate 1000 da HighPoint, que é conectado ao PC via porta Serial ATA. Incluímos também o disco rígido externo Anypak de 80 GB, que também é conectado ao PC via porta USB 2.0

Nós repetimos o teste instalando o disco rígido Maxtor DiamondMax Plus 9 de 160 GB, que veio com o modelo que testamos, diretamente na porta IDE da placa-mãe. Assim, vemos o quanto a porta USB 2.0 limita o desempenho do disco rígido.

Normalmente a taxa de transferência do disco rígido varia de acordo com a parte do disco rígido que está sendo lida. A taxa de transferência do disco é maior nas bordas do disco, diminuindo à medida que se aproxima do centro do disco. Isso ocorre por conta da setorização multi-zona: em trilhas mais longas (as mais afastadas do centro do disco) cabem mais setores, e, com isso, mais dados são lidos a cada rotação do disco rígido. Por esse motivo, os programas apresentam três resultados: taxa de transferência máxima (obtida nos primeiros cilindros do disco, isto é, nas trilhas mais externas), taxa de transferência mínima (obtida nos últimos cilindros do disco, isto é, nas trilhas mais internas) e taxa de transferência média, que na maioria das vezes é o dado que o usuário comum está interessado em saber.

Por conta desse efeito podemos explicar também a necessidade de desfragmentarmos o disco rígido e o porque desfragmentadores profissionais, como o Norton Speed Disk, permitem que você desfragmente movendo os arquivos do sistema operacional para o início do disco rígido. Como explicamos, dados armazenados no início do disco rígido são lidos a uma taxa de transferência maior do que no restante do disco.

No gráfico abaixo você verifica os resultados de nossos testes (em KB/s) e, em seguida, a nossa análise.

O desempenho médio do HardBox foi excelente para a sua categoria. Obteve desempenho similar ao do Maxtor 5000XT conectado à porta USB 2.0, sendo 16,92% mais rápido do que o disco rígido externo AnyPak de 80 GB e 19,97% mais rápido do que o Maxtor 5000XT conectado à porta Firewire. O HardBox foi inclusive bem mais rápido (47,07%) do que um disco rígido mais antigo (Quantum Fireball LCT 15 20 GB). Isto mostra que este gabinete externo tem um desempenho inclusive superior ao de discos rígidos internos mais simples, o que é uma excelente notícia.

Quando conectamos o disco rígido Maxtor DiamondMax 9 de 160 GB que estava dentro do HardBox diretamente na porta IDE da placa-mãe, seu desempenho dobrou. Isto mostra como a porta USB 2.0 limita o desempenho do disco rígido. Por outro lado, a porta IDE fica do lado de dentro do computador e é preciso desligar o PC para instalar um novo disco rígido, o que não ocorre com dispositivos USB 2.0.

Conclusões

Em nossa opinião, o HardBox é um excelente produto, apresentando um excelente desempenho para a sua categoria. Se você está pensando em comprar um gabinete para colocar um disco rígido do lado de fora do micro e carregá-lo por aí, o HardBox da Sarotech é uma excelente opção.

Além do desempenho, destacamos como pontos fortes a facilidade de instalação, remoção e troca do disco rígido, sem a necessidade do uso de ferramentas, e também a existência de uma fonte de alimentação no próprio produto, dispensando a necessidade de fontes externas do tipo "trambolhão". A conexão do produto à rede elétrica é feita através de um cabo de força tradicional.

Se você pretende comprar um, recomendamos o modelo USB 2.0, já que a porta USB 2.0 tem um desempenho superior do que a porta Firewire, além de ser mais popular.

O único ponto fraco ao nosso ver é que o produto esquenta. Por este motivo, ao instalá-lo, coloque-o em uma área bem ventilada. Nada de colocá-lo escondido entre o gabinete do seu computador e o móvel onde ele fica guardado.

Só não se esqueça que este gabinete é USB 2.0 e você deverá conectá-lo a micros com portas USB 2.0. Você até pode conectá-lo a micros com portas USB 1.1, mas tenha em mente que o desempenho do disco cairá 40 vezes, o que pode transformar o seu trabalho de backup em um trabalho de paciência.

Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/175

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