Disco Rígido Seagate Barracuda 7200.7
Por Gabriel Torres em 17 de julho de 2003
Introdução
Nós testamos o disco rígido Seagate Barracuda 7200.7 modelo ST3120026AS, que é um disco rígido Serial ATA de 120 GB de capacidade, sendo um disco de alto desempenho, visto que trabalha a 7.200 rpm (os discos rígidos IDE mais populares trabalham hoje em dia a 5.400 rpm, sendo que no passado os discos rígidos rodavam mais lentamente, a 4.800 rpm ou 3.600 rpm).
Estávamos muito curiosos com o desempenho dessa unidade, não só por ser um modelo de alto desempenho, mas por usar a nova interface Serial ATA.
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Figura 1: Disco rígido Seagate Barracuda 7200.7 (ST3120026AS).
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Figura 2: Placa lógica do disco rígido Seagate Barracuda 7200.7 (ST3120026AS).Além da interface de comunicação deste disco rígido ser Serial ATA, a alimentação dele é feita através de plugue de alimentação do padrão Serial ATA. Como as fontes de alimentação ainda não estão vindo com esse plugue de fábrica, é necessário usar um pequeno cabo adaptador a fim de converter o plugue de alimentação Serial ATA em um plugue padrão de alimentação de discos rígidos.
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Figura 3: Conectores do disco rígido. À esquerda, conector de alimentação Serial ATA. Ao centro, conector Serial ATA.
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Figura 4: Adaptador que converte a alimentação Serial ATA em alimentação convencional.Antes de irmos aos nossos testes de desempenho, vamos dar uma olhada nas principais características deste disco rígido.
Principais Caracteristicas
Capacidade: 120 GB
- Rotação: 7.200 rpm
- Tempo de acesso: 8,5 ms (médio)
- Interface: Serial ATA
- Cache: 8 MB (memória Hynix HY57V641620HG)
- Mais informações: http://www.seagate.com
- Preço médio nos EUA*: US$ 130.
* Pesquisado em http://www.pricewatch.com no dia da publicação deste teste. Este preço é apenas uma referência para comparação com outras placas. O preço no Brasil será sempre maior, pois devemos adicionar o câmbio, o frete e os impostos, além da margem de lucro do distribuidor e do lojista.
Como TestamosEm nossos testes de desempenho usamos a configuração listada abaixo.
Configuração de Hardware
- Processador: Athlon XP 2200+
- Placa-mãe: EPoX 8RDA3+ (nForce 2 400 Ultra)
- Memória: Dois módulos PC3200 TwinMOS com 256 MB cada, em configuração DDR Dual Channel
- Placa de Vídeo: Gigabyte Radeon 9800 Pro
- Resolução de vídeo: 800x600x32
Configuração de Software
- Windows XP Professional em português, instalado em NTFS
- Service Pack 1A
- Direct X 9.0A
- Versão do driver nForce: 2.41
- Versão do driver SiliconImage: 1.0.0.28
- Versão do driver de vídeo ATI: 7.88 (6.14.10.6343)
Programas UsadosAdotamos uma margem de erro de 3%. Com isso, diferenças de desempenho inferiores a 3% não podem ser consideradas significativas. Em outras palavras, produtos onde a diferença de desempenho seja inferior a 3% deverão ser considerados como tendo desempenhos similares.
Teste de Desempenho
Usamos dois programas para medir o desempenho do disco rígido: HDTach e DiskSpeed32. Este último é um programa no estilo do HDTach, porém efetuando testes mais demorados (demorou cerca de 1 hora e dez minutos para finalizar). Ambos efetuam a leitura seqüencial do disco rígido, lendo vários setores, mostrando a taxa de transferência obtida e também traçando um gráfico. A taxa de transferência do disco rígido varia de acordo com a parte do disco rígido que está sendo lida. A taxa de transferência do disco é maior nas bordas do disco, diminuindo à medida que se aproxima do centro do disco. Isso ocorre por conta da setorização multi-zona: em trilhas mais longas (as mais afastadas do centro do disco) cabem mais setores, e, com isso, mais dados são lidos a cada rotação do disco rígido. Por esse motivo, os programas apresentam três resultados: taxa de transferência máxima (obtida nos primeiros cilindros do disco, isto é, nas trilhas mais externas), taxa de transferência mínima (obtida nos últimos cilindros do disco, isto é, nas trilhas mais internas) e taxa de transferência média, que na maioria das vezes é o dado que o usuário comum está interessado em saber.
Por conta desse efeito podemos explicar também a necessidade de desfragmentarmos o disco rígido e o porque desfragmentadores profissionais, como o Norton Speed Disk, permitem que você desfragmente movendo os arquivos do sistema operacional para o início do disco rígido. Como explicamos, dados armazenados no início do disco rígido são lidos a uma taxa de transferência maior do que no restante do disco.
Mas não é só a taxa de transferência que importa no desempenho de um disco rígido, mas também o seu tempo de acesso (quanto menor, melhor), que é, grosso modo, o tempo que o mecanismo das cabeças do disco demora a se movimentar.
Em nossos testes comparamos o desempenho obtido pelo disco rígido testado (Seagate Barracuda 7200.7) com um concorrente direto, o Maxtor DiamondMax Plus 9 Serial ATA de 200 GB (que também roda a 7.200 rpm), e também incluímos outros discos rígidos: a versão ATA-133 do DiamondMax Plus 9, de 60 GB (excelente para compararmos o desempenho da interface Serial ATA com o desempenho da interface ATA-133) e o Samsung SV2001H, que é um disco rígido de 20 GB ATA-100 de 5.400 rpm um pouco mais antigo, servindo como parâmetro para termos uma idéia como é o desempenho do disco rígido testado comparado a discos rígidos populares que não sejam de alto desempenho.
A placa-mãe usada, a EPoX 8RDA3+, tem duas portas Serial ATA controladas pelo chip SiliconImage SiI3112A.
HDTach
O disco rígido Seagate testado obteve o melhor tempo de acesso entre os discos rígidos testados, como você pode conferir no gráfico a seguir. Importante notar que o tempo de acesso medido foi bem maior que o tempo de acesso médio informado pelo fabricante (8,5 ms).
Tempo de Acesso (quanto menor, melhor) Já no teste de taxa de transferência, o DiamondMax 9 Plus Serial ATA da Maxtor foi o disco rígido que atingiu a maior taxa de transferência máxima, 12,14% maior que a taxa máxima do disco da Seagate. Entretanto, a taxa de transferência média desses dois discos rígidos foi similar. A taxa de transferência máxima do Barracuda 7200.7 foi 77,27% maior que a do disco rígido Samsung SV2001H e a taxa de transferência média foi 88,18% maior. Esses valores servem para você ter uma idéia de quão rápido é o Barracuda 7200.7 comparado a um disco rígido IDE popular, "careta".
Taxa de Transferência É importante notar que a taxa de transferência média do Seagate Barracuda 7200.7 foi 6,19% maior que a taxa de transferência média do Maxtor DiamondMax Plus 9 ATA-133, possivelmente por conta do buffer maior (8 MB vs. 2 MB).
DiskSpeed32Como explicamos anteriormente, o DiskSpeed32 realiza um teste bem mais demorado que o HDTach, lendo o disco rígido inteiro e anotando as taxas de transferência obtidas. Os resultados você confere no gráfico abaixo.
Taxa de Transferência Neste programa o DiamondMax 9 Plus Serial ATA da Maxtor foi o disco rígido que atingiu a maior taxa de transferência máxima, que foi apenas 3,13% maior que a taxa máxima do disco da Seagate, ou seja, as taxas máximas desses dois discos foram muito próximas. Já a taxa de transferência média desses dois discos foi similar. Ou seja, na média esses dois discos têm o mesmo desempenho.
A taxa de transferência máxima do Barracuda 7200.7 foi 86,91% maior que a do disco rígido Samsung SV2001H e a taxa de transferência média foi 86,35% maior. Esses valores servem para você ter uma idéia de quão rápido é o Barracuda 7200.7 comparado a um disco rígido IDE popular, "careta".
Conclusões
Em nossos testes ficou mais do que claro que o Seagate Barracura 7200.7 é um disco rígido de alto desempenho, obtendo quase o dobro do desempenho de um disco rígido popular de 5.400 rpm.
Não vemos porque não recomendarmos a compra desse disco rígido. Se você está procurando um disco rígido Serial ATA de 120 GB de alto desempenho, pode comprar o Barracuda 7200.7 da Seagate sem medo. Ele é um excelente disco rígido. Você não se arrependerá.
A existência de um buffer de 8 MB neste disco rígido fez clara diferença no seu desempenho. Veja que comparamos dois discos rígidos iguais só que com interfaces e tamanho de buffers diferentes (DiamondMax Plus 9 da Maxtor Serial ATA com 8 MB de buffer vs. ATA-133 com 2 MB de buffer), e a versão Serial ATA, por ter um buffer quatro vezes maior, obteve taxas de transferência mínimas maiores do que a versão ATA-133, o mesmo ocorrendo com o disco rígido da Seagate.
Outro detalhe interessante é que, como sempre fazemos questão de enfatizar, as taxas de transferência do padrão IDE são máximas teóricas. Na prática a história é bem diferente. Note que os discos rígidos Serial ATA têm uma taxa de transferência máxima teórica de 150 MB/s, mas obtiveram na prática, no máximo na faixa de 60 MB/s, mesma taxa máxima pelo disco rígido ATA-133 que testamos, que teoricamente pode ir até 133 MB/s.
Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/176
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