Placa-Mãe Chaintech CT-7VJL Apogee
Por Gabriel Torres em 17 de julho de 2002
Introdução
A Chaintech lançou na Computex 2002 a sua série de placas-mãe Apogee, como já havíamos falado em nossa série de artigos sobre a Computex. A Chaintech sempre foi uma empresa com design conservador e algo eles resolveram inovar. Como atualmente as placas-mãe de alto desempenho apresentam pouca diferença de desempenho entre elas (basta ver os resultados dos nossos testes), os fabricantes resolveram apelar para outros diferenciais para seduzir seus clientes.
A série Apogee traz vários diferenciais sobre as placas-mãe das empresas concorrentes. Para começar, a caixa tem um visual fantástico. Ela é bem maior do que as caixas de placas-mãe comuns, já que a série Apogee é, na verdade, um kit contendo vários recursos extras, que falaremos daqui a pouco. Nós testamos o modelo CT-7VJL, que é para processadores da AMD, mas há uma série de placas-mãe programadas para serem lançadas dentro dessa série, incluindo placas para processadores Intel.
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Figura 1: Caixa da placa-mãe Chaintech CT-7VJL.
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Figura 2: Caixa da placa-mãe Chaintech CT-7VJL, costas.O kit Apogee é igual para todas as placas-mãe dessa série, por isso falaremos dele primeiro. Esse kit consiste em cabos IDE redondos, que facilitam a circulação de ar dentro do gabinete (importantíssimo nesses tempos de altas temperaturas); par de fone de ouvidos para efeito surround sem a necessidade de se ter quatro caixas de som; painel frontal C-Box, que pode ser instalado em uma baixa de 3 1/2" e contém quatro portas USB, entrada mic in e saída speaker do som on-board; e uma caixa contendo os CDs que acompanham a placa. Além dos drivers e utilitários, o kit Apogee vem com uma versão do Linux, a Thiz Linux.
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Figura 3: Kit Apogee.O cabo IDE redondo é realmente um diferencial dessa placa-mãe. Quando estivemos em Taiwan vimos nas lojas locais o preço de um cabo desses, e era em torno de NT$ 400 ou R$ 30. Mas não é só o cabo IDE que é bem trabalhado. Na Figura 4 você vê também o cabo que liga a placa de som on-board ao painel frontal (C-Box), repare que ele possui uma qualidade superior aos cabos que normalmente vêm com outras placas-mãe.
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Figura 4: Cabo IDE redondo e cabo do som on-board.Mas como o cabo IDE melhora o desempenho do micro? Na verdade, ele não melhora o desempenho de processamento, mas facilita a circulação de ar dentro do gabinete. Isso significa uma melhor ventilação, ou seja, menos calor, o que aumenta a vida útil do seu micro. Além de aumentar, indiretamente, as chances de um overclock ser mais bem sucedido (já que o calor é um dos inimigos do bom overclock). Na Figura 5 você observa como fica o interior de um gabinete usando os cabos IDE redondos.
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Figura 5: Interior do gabinete usando os cabos IDE redondos.Mais Recursos
Mas vamos falar especificamente agora da CT-7VJL. Que layout! Veja o incrível contraste de cores na Figura 6. Os plugues, soquetes DIMM e slots PCI são amarelos e a placa de circuito impresso, marrom. Em outras placas-mãe da série Apogee as cores são diferentes (conectores verde, por exemplo). O dissipador de calor do chipset tem um formato diferente, dourado. Os conectores dos dispositivos on-board são todos banhados a ouro, o que diminui a incidência de maus-contatos e aumenta consideravelmente a vida útil deles, já que possuem uma menor incidência de oxidação.
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Figura 6: Placa-mãe Chaintech CT-7VJL.
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Figura 7: Detalhe do dissipador de calor do chipset da placa-mãe Chaintech CT-7VJL.
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Figura 8: Os plugues da placa-mãe Chaintech CT-7VJL são banhados a ouro.Como dissemos, a placa-mãe tem áudio on-board, que é de seis canais e produzido pela nova versão do nosso velho conhecido C-Media CMI8738 e interface para dispositivos leitores de cartões de memória.
Essa placa-mãe vem com uma versão do Linux, Thiz Linux, e também com o Norton Antivirus 2002 e aplicativos da Adobe, como o Active Share.
O suporte a overclock dessa placa-mãe é excelente, como explicaremos em mais detalhes em nossos testes: conseguimos colocar nosso Athlon XP 1500+ rodando externamente a 162 MHz.
Legal, essa placa-mãe é bonita, vem lotada de recursos adicionais e tudo mais. Mas e o desempenho?
Que placa-mãe! Além de ser linda e vir cheia de recursos, seu desempenho é excelente, sendo uma das melhores placas-mãe para processadores AMD que já testamos até hoje. Se você está procurando uma placa-mãe de alto desempenho lotada de recursos e com excelente suporte a overclock, a Chaintech CT7VJL Apogee é a placa-mãe que você está procurando.
Principais Características
As principais características da Chaintech CT-7VJL Apogee são:
- Soquete A.
- Chipset: VIA KT333 (AGP 4x, ATA-133, DDR333/PC2700)
- Gerador de clock: ICS 94228BF.
- IDE: Duas portas ATA-133.
- USB: 6 portas USB 2.0.
- Som on-board: Sim, chip C-Media CMI8738 (quatro canais).
- Vídeo on-board: Não tem.
- Modem on-board: Não tem.
- Rede on-board: Sim, produzida pelo chip VIA VT6103.
- Buzzer: Sim.
- Fonte de alimentação: ATX convencional.
- Slots: 1 slot AGP 4x e 6 slots PCI.
- Memória: 3 soquetes DDR-DIMM (máximo de 3 GB).
- Recursos extras: Interface para dispositivo leitor de cartões de memória, painel frontal C-Box (quatro portas USB, mic in e speaker out), cabos IDE redondos e fones de ouvido para efeito surround.
Desempenho de processamento
O desempenho de processamento da Chaintech CT-7VJL medido através do programa PCMark2002 foi o maior de todas as placas-mãe para processadores AMD que já testamos até hoje, juntamente com a EPoX 8K3A+: 1,25% maior que o da ECS KT7VTA3 v3.1, 2,35% maior que o da ABIT KX7-333, 4,37% maior que o da ASUS A7A266 com memória DDR e 4,70% maior que o da Gigabyte GA-7DXR.
PCMark2002 Os resultados do Winbench 99 confirmam a superioridade da Chaintech CT-7VJL (e da EPoX 8K3A+, que também obteve o mesmo resultado) sobre as demais placas-mãe testadas: desempenho 2,42% maior que o da ECS KT7VTA3 v3.1, 3,25% maior que o da Gigabyte GA-7DXR, 4,10% maior que o da ABIT KX7-333 e 4,96% maior que o da ASUS A7A266 com memória DDR.
Winbench 99 Já o teste de desempenho feito usando o programa Sandra mostrou um outro ranking, porém com diferenças de desempenho muito pequenas (todas menores que 0,50%). Ou seja, de acordo com o Sandra, todas as placa-mãe testadas têm o mesmo desempenho.
Desempenho de disco
No desempenho de disco medido pelo programa PCMark2002, todas as placas-mãe testadas obtiveram um desempenho muito parecido, com diferenças menores que 1%. Assim, de acordo com esse programa, todas as placas-mãe testadas têm basicamente o mesmo desempenho de disco.
PCMark2002 Já o teste de desempenho de disco medido pelo programa Winbench 99 mostra diferenças de desempenho mais significativas. Nele, a Chaintech CT-7VJL obteve o maior desempenho dentre todas as placas-mãe que testamos: 0,39% maior que o da ABIT KX7-333, 0,78% maior que o da EPoX 8K3A+, 2,77% maior que o da ECS KT7VTA3 v3.1, 4% maior que o da Gigabyte GA-7DXR e 8,79% maior que o da ASUS A7A266 com memória DDR.
Winbench 99 Desempenho de vídeo 2D
O desempenho de vídeo 2D obtido pela Chaintech CT-7VJL só perdeu para o da EPoX 8K3A+, mesmo assim por muito pouco (0,95%). Em vídeo 2D a Chaintech também foi mais rápida do que as demais placas testadas: 0,96% maior que o da ECS KT7VTA3 v3.1, 1,12% maior que o da ASUS A7A266 com memória DDR, 1,29% maior que o da Gigabyte GA-7DXR e 1,45% maior que o da ABIT KX7-333.
Desempenho de vídeo 3D
Como falamos várias vezes, hoje em dia a melhor forma de se realmente testar o desempenho de uma máquina é através de seu desempenho 3D, já que este tipo de teste exige o máximo de processamento, processamento matemático, vídeo e disco. Usamos três programas para testar o desempenho 3D: o 3DMark2001SE, o GLMark e o Quake III.
3DMark2001SE
No 3DMark2001SE a Chaintech CT-7VJL só perdeu para a ASUS A7A266 com memória DDR, que foi 9,80% mais rápida: ela obteve um desempenho 3D 1,18% maior que o da ECS KT7VTA3 v3.1, 2,54% maior que o da ABIT KX7-333, 3,10% maior que o da EPoX 8K3A+ e 10,57% maior que o da Gigabyte GA-7DXR.
GLMark
Já no GLMark, que testa o desempenho 3D usando a API OpenGL, a Chaintech CT-7VJL perdeu para a EPoX 8K3A+, que foi 9,27% mais rápida, e para a ASUS A7A266 com memória DDR, que foi 16,04% mais rápida. Por outro lado, ela foi 0,50% mais rápida que a ECS KT7VTA3 v3.1, 1,53% mais rápida que a ABIT KX7-333 e 10,83% mais rápida que a Gigabyte GA-7DXR.
Quake III
No Quake III a Chaintech CT-7VJL rompeu a barreira dos 200 quadros por segundo, sendo até o momento a placa-mãe que obteve o maior número de quadros por segundo no Quake III em toda a história do Clube do Hardware (incluindo aí placas para outros processadores!): 207,8 no Demo 1. A Chaintech CT-7VJL foi 0,34% mais rápida que a EPoX 8K3A+ (207,1 FPS), 4,16% mais rápida que a ECS KT7VTA3 v3.1 (199,5 FPS), 8,00% mais rápida que a Gigabyte GA-7DXR (192,4 FPS), 10,47% mais rápida que a ABIT KX7-333 (188,1 FPS) e 15,12% mais rápida que a ASUS A7A266 com memória DDR (180,5 FPS).
Memória
Resolvemos incluir também o teste de taxa de transferência da memória RAM efetuado pelo Sandra. Como usamos uma memória DDR266/PC2100, a taxa de transferência da memória deveria ser 2.128 MB/s. Essa placa-mãe obteve 2.042 MB/s, um uso quase que total da banda disponível, sendo a placa-mãe que testamos que mais usou a banda disponível.
A Chaintech CT-7VJL obteve uma taxa de transferência com a memória 1,54% maior que a da ECS KT7VTA3 v3.1, 9,19% maior que a da ABIT KX7-333, 10,19% maior que o da Gigabyte GA-7DXR e 30,13% maior que o da ASUS A7A266 com memória DDR. Essa placa-mãe obteve uma taxa de transferência com a memória apenas 4,04% inferior à taxa de transferência máxima teórica.
Overclock
Essa placa-mãe tem um excelente suporte ao overclock, possuindo configurações que nunca havíamos visto antes em nenhuma outra placa-mãe. O gerador de clock usado, o ICS 94228BF permite a configuração do clock externo de 1 em 1 MHz até 250 MHz. Além disso, no setup encontramos opções para o aumento da tensão de alimentação do processador, da memória, do barramento AGP e do chipset (incrível!). Além de permitir o ajuste do fator de multiplicação, caso você tenha destravado o seu processador.
Sem qualquer configuração extra, nós conseguimos colocar nosso Athlon XP 1500+ (1.333 MHz internamente) rodando externamente a 163 MHz (1.630 MHz internamente), uma marca fantástica.
Como não forçamos a barra mudando configurações de tensão, com certeza você conseguirá resultados melhores que os nossos.
Resultados Numéricos
Programa - Teste Resultado PCMark2002 - CPU 4058 PCMark2002 - Memory 3190 PCMark2002 - HDD 432 WinBench99 - CPUmark 99 127 CPUmarks WinBench99 - Business Disk WinMark 99 2600 KB/s WinBench99 - Business Graphics WinMark 99 630 Graphicmarks 3DMark2001 2991 3DMarks Quake III - Demo 1 207,8 FPS Quake III - Demo 2 197,6 FPS GLMark 19 FPS Min, 39,9 FPS Méd e 61 FPS Máx Sandra - CPU MultiMedia 7353 Inst/s (Int) e 8526 Inst/s (FP) Sandra - CPU Arithmetic 3707 MIPS (Int) e 1857 MFLOPS (FP) Sandra - Memory Bandwidth 2042 MB/s (Int) e 1885 MB/s (FP)
Como testamos
Os testes foram realizados com o auxílio dos programas Winbench 99 (http://www.etestinglabs.com/main/services/zdmbmks.asp), PCMark2002 (http://www.futuremark.com), 3DMark2001SE (http://www.futuremark.com), Quake III Arena (http://www.quake3arena.com), GLMark (http://www.vulpine.de) e Sandra ( http://www.sisoftware.demon.co.uk/sandra/index.htm). Em nossos testes de desempenho usamos um processador Athlon XP 1500+ (1.333 MHz) com cooler ADDA B53. O micro foi montado com 256 MB DDR-SDRAM DDR266/PC2100, disco rígido Seagate ST310212A (10 GB) e placa de vídeo Chaintech AGP-RI93 (GeForce 2 GTS Pro com 64 MB de memória de vídeo DDR-SDRAM). A resolução de vídeo usada foi 800 x 600 x 16 bits. Entre as sessões de teste, o único periférico diferente era a placa-mãe testada.
Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/408
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