Placa-mãe ABIT AT7-MAX2
Por Gabriel Torres em 13 de novembro de 2002

Introdução

A AT7-MAX2 é a segunda placa-mãe para processadores AMD da série MAX criada pela ABIT. A série MAX é a série topo de linha da ABIT e apresenta como principal diferencial a inexistência de dispositivos antigos, como as portas seriais e paralela, além das portas de teclado e mouse PS/2. No caso da MAX2, a ABIT voltou atrás e colocou nela o conector do teclado e do mouse PS/2.

Além dessa pequena porém importante diferença, o grande diferencial da AT7-MAX2 sobre a AT7 original é a existência de duas portas Serial ATA e de um dispositivo que transforma a porta Serial ATA em porta IDE comum, como estaremos explicando em detalhes mais adiante.

Vamos começar falando sobre a caixa dessa placa-mãe. Como temos visto, os principais fabricantes resolveram melhorar bastante a caixa de seus produtos de forma a concorrerem entre si. A AT7-MAX2, assim como a sua predecessora, vêm em uma caixa de plástico transparente dentro da caixa de papelão, e uma parte da caixa de papelão é vazada de forma que você veja um pedaço da placa-mãe mesmo com a caixa fechada.


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Figura 1: Caixa da ABIT AT7-MAX2.


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Figura 2: Caixa interna da ABIT AT7-MAX2.

Assim como as placas-mãe da série MAX original, a MAX2 traz presilhas para prendermos os cabos da placa dentro do gabinete e, com isso, melhorarmos a sua ventilação interna, e flat cables pretos, além das portas USB 2.0 adicionais.


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Figura 3: Flat cables, presilhas e adaptador das portas USB da ABIT AT7-MAX2.

Como comentamos anteriormente, a grande vedete dessa placa-mãe chama-se Serillel, um adaptador que transforma a porta Serial ATA em porta IDE convencional. Vemos esse dispositivo na Figura 4 e, na Figura 5, como esse dispositivo é instalado a um disco rígido IDE convencional.


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Figura 4: Serillel, dispositivo que transforma a porta Serial ATA em porta IDE convencional.


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Figura 5: Dispositivo instalado em um disco rígido IDE convencional.

Vamos dar uma olhada na placa-mãe AT7-MAX2 e em seus recursos.


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Figura 6: Placa-mãe ABIT AT7-MAX2
 
 

Mais Recursos

Recursos extras é que não faltam a essa placa-mãe. Ela tem duas portas IDE ATA-133 controladas pela ponte sul do chipset e quatro portas IDE ATA-133 adicionais controladas pelo HighPoint HPT374. Duas das quatro portas IDE adicionais do HighPoint foram transformadas em Serial ATA, usando o chip 88i8030 da Marvell. Ou seja, as portas Serial ATA estão conectadas aos chips da Marvell que por sua vez estão conectados ao chip da HighPoint. Como o chip da HighPoint tem recurso RAID, isso significa que o sistema RAID pode ser usado mesmo nos discos rígidos Serial ATA.

Na Figura 7 você confere o chip HighPoint HPT374, as duas portas IDE convencionais adicionais, as duas portas Serial ATA e, abaixo das portas Serial ATA, os chips Marvell 88i8030.


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Figura 7: Portas IDE adicionais da AT7-MAX2.

No tocante à memória, essa placa-mãe usa o chipset VIA KT400, que suporta memórias DDR400/PC3200 e AGP 8x. Ela tem quatro soquetes DDR-DIMM, o que não é muito comum e é um indicador que a placa é de alto desempenho. Ela aceita até 3,5 GB de memória PC1600 (DDR200) ou PC2100 (DDR266) ou até 2 GB de memória PC2700 (DDR333) ou PC3200 (DDR400).


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Figura 8: Soquetes DDR-DIMM da AT7-MAX2.

Ela não tem portas seriais nem paralela. Se você quiser instalar uma impressora nessa placa-mãe, só mesmo através da porta USB. Aliás, essa placa-mãe tem uma fartura de portas USB: são dez portas USB 2.0, sendo que seis delas soldadas diretamente sobre a placa-mãe. Além das portas USB 2.0, ela ainda tem três portas FireWire (IEEE 1394) controladas pelo chip Texas Instruments TSB43AB23, sendo que duas delas soldadas diretamente sobre a placa-mãe.

Em relação aos dispositivos on-board, o áudio on-board dela é de seis canais (codec Realtek ALC650) e dois detalhes são importantes de serem notados. Primeiro, ela tem uma saída SPDIF óptica e, segundo, ela tem saídas separadas para os canais traseiros, central e subwoofer. Em placas-mãe que não têm esse recurso, essas saídas são compartilhadas com as entradas line in e mic in. Ela tem ainda rede on-board, controlada pelo chip VT6103.


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Figura 9: Plugues da AT7-MAX2.

Um detalhe importantíssimo sobre essa placa-mãe é que, por sua característica de alto desempenho, ela necessita de uma fonte de alimentação ATX12V, a mesma usada por placas-mãe soquete 478, isto é, para Pentium 4. Ou seja, essa placa-mãe é uma das poucas placas-mãe para processadores AMD que necessita de uma fonte de alimentação "para Pentium 4".

Em seu CD, alguns programas: Norton AntiVirus 2002, 3Deep (ajusta iluminação e sobreamento do vídeo para melhor qualidade de imagem em jogos 3D), WinDVD e alguns aplicativos da Buzzsoft: SoftBulkEmail (para enviar um e-mail para várias pessoas ao mesmo tempo), SoftCardManager (para gerenciar cartões de visitas), SoftCopier (para copiar documentos e enviar faxes) e SoftPostCard (para enviar cartões postais).

Tudo bem, a placa-mãe é cheia de recursos, mas e o seu desempenho? E a porta Serial ATA? Vale a pena usar o adaptador que vem com essa placa-mãe? Veremos tudo isso e mais um pouco nos nossos testes de desempenho realizados com essa placa. Mas antes, vamos dar uma recapitulada em todos os recursos que essa placa-mãe possui.

 

Principais Características

As principais características da ABIT AT7-MAX2 são:

  • Soquete A.
  • Chipset: VIA KT400 (AGP 8x, ATA-133, DDR400/PC3200)
  • Gerador de clock: Realtek RTM560-266R.
  • Super I/O: Winbond W83697HF.
  • IDE: Duas portas ATA-133 e quatro portas ATA-133 RAID, controladas pelo chip HighPoint HPT374. Duas dessas portas foram convertidas em Serial ATA através de dois chips Marvell 88i8030.
  • USB: dez portas USB 2.0 (seis soldadas sobre a placa-mãe, quatro através de cabo adaptador). Seis são controladas pela ponte sul do chipset (VT8235) e quatro são controladas pelo chip VIA VT6202.
  • FireWire (IEE1394): três portas (duas soldadas sobre a placa, uma através de cabo adaptador) controladas pelo chip Texas Instruments TSB43AB23
  • Som on-board: Produzido pelo chip Realtek ALC650 (seis canais, resolução de 20 bits para saída, resolução de 18 bits para entrada, relação sinal/ruído de 90 dB).
  • Vídeo on-board: Não tem.
  • Modem on-board: Não tem.
  • Rede on-board: Sim, chip VIA VT6103.
  • Buzzer: Não.
  • Fonte de alimentação: ATX12V.
  • Slots: 1 slot AGP 8x e 5 slots PCI.
  • Memória: 4 soquetes DDR-DIMM (máximo de 3,5 GB DDR200 ou DDR266 ou máximo de 2 GB DDR333 ou DDR400).
  • Quantidade de CDs que acompanha a placa: 1 CD
  • Programas que acompanham a placa: Norton AntiVirus 2002, 3Deep, WinDVD e alguns aplicativos da Buzzsoft: SoftBulkEmail, SoftCardManager, SoftCopier e SoftPostCard.
  • Recursos extras: Saída SPDIF óptica, saídas independentes para canais central/subwoofer e traseiro do som on-board.
  • Mais informações: http://www.abit-usa.com.
  • Preço médio nos EUA*: US$ 190,00

Pesquisado em http://www.pricewatch.com no dia da publicação deste teste. Este preço é apenas uma referência para comparação com outras placas. O preço no Brasil será sempre maior, pois devemos adicionar o câmbio, o frete e os impostos, além da margem de lucro do distribuidor e do lojista.

 

Serial ATA

A porta Serial ATA tem uma taxa de transferência máxima teórica de 150 MB/s, ou seja, em teoria mais rápida do que a porta IDE ATA-133. A nossa maior curiosidade em relação à essa placa-mãe era o dispositivo conversor Serial ATA (Serilell) e a porta Serial ATA em si. Nossas duas perguntas básicas eram: "O que vale mais à pena, instalar o disco rígido na porta IDE comum ou na porta Serial ATA usando o conversor?" e "Qual é o desempenho, na prática, da porta Serial ATA?".

Fizemos testes de desempenho de disco conectando o nosso disco rígido Samsung SV2001H (20 GB ATA-100) na porta IDE primária ATA-133, anotamos os resultados, e depois o instalamos na porta Serial ATA 1, usando o adaptador Serillel que vem com essa placa.

Os resultados foram muito claros - e frustrantes. No HDTach (http://www.tcdlabs.com) o nosso disco rígido obteve uma taxa de transferência máxima de 79 MB/s quando instalado na porta ATA-133, mas sua taxa caiu para 62,4 MB/s quando instalamos o disco rígido na porta Serial ATA, uma queda de 21% no desempenho de disco.

O mesmo foi repetido em outros programas que testamos. O Winbench 99 2.0 tem dois testes de disco, um chamado business e outro chamado high-end, que é mais pesado. No primeiro, o disco conectado à porta ATA-133 obteve uma taxa de transferência de 7.030 KB/s, enquanto que o disco conectado à porta Serial ATA obteve uma taxa de 1.320 KB/s, ou seja, a porta Serial ATA dessa placa-mãe é 81,22% mais lenta que a ATA-133, segundo esse teste. No teste high-end, o disco conectado à porta ATA-133 obteve uma taxa de 15.400 KB/s, enquanto que quando conectamos o disco à porta Serial ATA essa taxa foi de 4.900 KB/s, ou seja, de acordo com este teste a porta Serial ATA dessa placa-mãe é 68,18% mais lenta que a porta ATA-133.

No PCMark2002, o nosso disco rígido conectado à porta ATA-133 obteve 737 pontos (unidade própria do programa), enquanto que quando o conectamos à porta Serial ATA ele obteve apenas 444 pontos, um desempenho 39,76% inferior.

Ou seja, de acordo com esses números fica claro que é melhor usar discos rígidos convencionais conectados às portas IDE convencionais da placa-mãe do que ligá-lo à porta Serial ATA.

Mas isso quer dizer que a porta Serial ATA é ruim e mais lenta que a porta IDE convencional? Não necessariamente. Há vários fatores que devem ser considerados.

Primeiro, as duas portas Serial ATA dessa placa-mãe são conseguidas convertendo-se duas portas IDE convencionais providas pelo chip HighPoint HPT374. Segundo, usamos um disco rígido IDE convencional, que por sua vez foi conectado à porta Serial ATA através de um conversor. Em nossa opinião, essa série de conversões é que fez com que o desempenho caísse. Para ter uma conclusão mais correta sobre o desempenho das portas Serial ATA dessa placa-mãe só mesmo se tivéssemos um disco rígido Serial ATA (infelizmente não temos esse tipo de disco rígido).

É claro que esse princípio de conversões é a base do Serial ATA, mas os dispositivos usados não são nativamente Serial ATA. Veja que o chip HPT374 não é Serial ATA, as suas portas são convertidas através dos chips da Marvell, bem como o disco rígido, cuja conversão foi feita pelo dispositivo Serillel.

Outro ponto importante de ser pensado é em relação à taxa de transferência máxima teórica da porta Serial ATA, de 150 MB/s. No configuração da placa-mãe da ABIT, essa taxa é impossível de ser atingida (pelo menos de forma sustentada, isto é, por um longo período de tempo), por dois motivos. Primeiro, como explicamos, as portas Serial ATA na verdade são duas portas IDE convencionais ATA-133 do chip HighPoint HPT374 convertidas através dos chips da Marvell. Como as portas desse chip são ATA-133, a taxa máxima delas é de 133 MB/s. Segundo, o chip HighPoint HPT374 é conectado ao barramento PCI, cuja taxa máxima é também de 133 MB/s.

De qualquer forma, com os dados que temos e de acordo com os nossos testes, infelizmente não vale à pena usar as portas Serial ATA dessa placa-mãe em conjunto com disco rígidos convencionais usando o dispositivo conversor Serillel.

 

Como Testamos

Nós mudamos nossas configurações de teste e nossos procedimentos. Como a diferença de desempenho entre as placas-mãe de boa qualidade raramente passa de 4%, não vemos mais a necessidade de executarmos inúmeros testes de desempenho. Afinal, diante de uma placa-mãe desconhecida, o que queremos saber é se o desempenho dela está ou não dentro do "normal".

Passamos a utilizar somente quatro programas para medir o desempenho das placas-mãe testadas: PCMark2002 (http://www.futuremark.com), 3DMark2001 SE (http://www.futuremark.com) em sua configuração padrão (1024x768), Quake III Arena (http://www.quake3arena.com) em sua configuração padrão (640x480) e Sandra (http://www.sisoftware.demon.co.uk/sandra/index.htm), em seu teste de taxa de transferência da memória RAM.

Em nossos testes de desempenho usamos um processador Athlon XP 1500+ (1.333 MHz) com cooler ADDA B53. O micro foi montado com 256 MB DDR-SDRAM DDR400/PC3200 TwinMOS, disco rígido Samsung SV2001H (20 GB ATA-100) e placa de vídeo Chaintech AGP-RI93 (GeForce 2 GTS Pro com 64 MB de memória de vídeo DDR-SDRAM). A resolução de vídeo usada foi 800 x 600 x 16 bits.

Entre as sessões de teste, o único periférico diferente era a placa-mãe testada e reformatamos o disco rígido e reinstalamos todos os softwares, em seguida desfragmentamos o disco rígido. Os drivers utilizados foram os seguintes: driver de vídeo nVídia 4.13.01.3082 e driver VIA 4-in-1 4.43v. O sistema operacional utilizado foi o Windows 98 SE em português.

 

Desempenho de processamento

O desempenho de processamento das placas-mãe que testamos foi muito parecido (ver gráfico). Apesar de a Soyo KT333 Dragon Ultra Platinum ter obtido o melhor desempenho, este só foi 3,44% maior que a última colocada, a DFI AD77. Ou seja, podemos considerar que todas essas placas-mãe testadas possuem desempenho similar (ver gráfico).

 
 

Desempenho de vídeo 3D

Como falamos várias vezes, hoje em dia a melhor forma de se realmente testar o desempenho de uma máquina é através de seu desempenho 3D, já que este tipo de teste exige o máximo de processamento, processamento matemático, vídeo e disco. Usamos dois programas para testar o desempenho 3D: o 3DMark2001SE e o Quake III, sendo que o primeiro usa a API DirectX e o segundo, OpenGL.

3DMark2001 SE

No 3DMark2001 SE a ABIT AT7-MAX2 obteve um ótimo desempenho, no mesmo nível da AD76 da DFI e da KT3 Ultra da MSI, tendo sido 6,54% mais rápida do que a DFI AD77. Mesmo a EPoX 8K3A+ e a Soyo KT333 Dragon Ultra Platinum Edition terem sido mais rápidas, a diferença de desempenho foi inferior a 3% e, por isso, devemos considerar que essas placas possuem desempenho similar.

Quake III

No Quake III a placa-mãe da ABIT ficou na faixa dos 194 quadros por segundo. Esse resultado é similar ao da MSI KT3 Ultra e 12,85% mais rápida do que a DFI AD77. Aqui é interessante notar que as duas placas-mãe com chipset KT400 (DFI AD77 e ABIT AT2-MAX2) que testamos tiveram resultados inferiores à maioria das placas com chipset KT333 que testamos. Como a VIA já pronunciou que o KT400 terá de ser redesenhado e relançado como KT400A por problemas de desempenho, procede a informação que o KT400 não é tão bom quanto deveria ser. A EPoX 8K3A+ foi 8,85% mais rápida e a Soyo KT333 Dragon Ultra Platinum, 7,67% mais rápida do que a ABIT AT7-MAX2. A DFI AD76 foi 3,50% mais rápida do que a placa-mãe da ABIT.

 
 

Memória

Resolvemos incluir também o teste de taxa de transferência da memória RAM efetuado pelo Sandra. Como usamos uma memória DDR400/PC3200, a taxa de transferência da memória deveria ser 3.200 MB/s. Só que obviamente não são todos os chipsets que suportam essa memória. O KT400, usado pela placa-mãe testada, aceita memórias DDR400/PC3200 e, com isso, ele deveria acessar essa memória a 3.200 MB/s.

Só que, na prática, não é bem assim que a banda tem tocado. Nenhuma das placas-mãe testadas sequer passou de 2.100 MB/s, a taxa de transferência da memória DDR266/PC2100. A ABIT AT7-MAX2 conseguiu uma taxa de 1.823 MB/s, um uso de apenas 56,97% da banda disponível. Realmente fica muito claro que há algo errado com o chipset KT400 e, como comentamos, a VIA parece que vai redesenhar esse chipset e relançá-lo com o nome KT400A, supostamente para corrigir essa baixa taxa de transferência.

 
 

Overclock

Essa placa-mãe tem vários ajustes para o overclock e o fato dela ser topo de linha realmente prometia muito. Nela você pode regular o clock externo até 250 MHz de um em um MHz, além da tensão de alimentação do processador (de 1,100 V a 2,325 V em incrementos de 0,025 V) e da tensão de alimentação da memória (de 2,55 V a 3,25 V em incrementos de 0,10 V). Repare que os valores máximos de tensão são os maiores que vimos até hoje; não havíamos visto nenhuma placa-mãe antes que permitisse colocar o processador acima de 1,85 V nem a memória DDR acima de 2,8 V, prometendo ser uma placa-mãe excelente para overclock.

Nós conseguimos de primeira colocar nosso Athlon XP 1500+ rodando externamente a 166 MHz (internamente a 1.666 MHz), a maior marca que conseguimos até hoje, marca que também foi atingida por outras placas-mãe que testamos, como a DFI AD75, a DFI AD76 e a MSI KT3 Ultra.

Mas devemos lembrar que nós não forçamos a barra (não mudamos as configurações de tensão de alimentação) e você, com mais paciência, poderá obter resultados melhores do que os nossos.

 

Conclusões

Não precisamos pensar duas vezes antes de recomendar essa placa-mãe. Ela tem um ótimo desempenho e é cheia de recursos. Suas dez portas USB 2.0, suas portas FireWire e suas portas Serial ATA fará com que você tenha uma placa-mãe na crista das últimas tecnologias lançadas, sendo uma placa com que você poderá ficar anos a fio sem a necessidade de um upgrade.

Ficamos decepcionados com o desempenho das portas Serial ATA. Mas visto que trata-se de uma tecnologia nova, pode ser que a ABIT melhore o desempenho dessas portas em seus futuros modelos. O adaptador Serillel, que permite ligar discos rígidos comuns nas portas Serial ATA, foi, em nossos testes, apenas uma curiosidade, já que o nosso disco se saiu melhor conectado diretamente à porta IDE comum da placa-mãe.

Também ficamos decepcionados com o desempenho dessa placa-mãe no Quake e no Sandra (taxa de transferência da memória). Isso nos parece ser o problema do chipset VIA KT400, e que a VIA parece estar corrigindo e deverá lançar, em breve, o chipset KT400A, que possivelmente terá um desempenho melhor no acesso à memória RAM.

 

Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/448

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