Aprendendo Mais Sobre o PCI-E 3.0
21/12/2011 às 19h03min por Rajiv Khotari em Barramentos

Introdução

Recentemente, os fabricantes de placas-mãe têm feito o possível para diferenciar seus produtos uns dos outros em um esforço para renovar os estagnados negócios de computadores. Uma boa parte desta atitude tomou um rumo muito agressivo, onde as empresas têm denunciado ou atacado descaradamente os produtos concorrentes por não serem autênticos ou acompanharem o ritmo..

A dura realidade é que placas-mãe geralmente ficam dentro de um determinado intervalo de desempenho. Tudo se resume a valores agregados, como UEFI BIOS, suporte a USB 3.0 nativo, placas de som especiais ou adaptadores de rede de desempenho superior, para realmente obter uma vantagem competitiva.

Portanto, não foi nenhuma surpresa quando, depois que o PCI-E Gen 3 foi anunciado, ele tenha chamado a atenção dos entusiastas com uma demanda insaciável por velocidade. Com uma taxa de bits de oito Giga Transfers por segundo (8 GT/s), a largura de banda da PCI-E 3.0 foi duplicada, tornando-a a evolução natural do velho padrão 2.0. Ela também se transformou em uma corrida dos departamentos de marketing para ver quem conseguiria implementar a tecnologia primeiro, como uma forma de conquistar este mercado influente e sofisticado.

À prova de futuro: o jargão

A expressão “à prova de futuro” dá uma noção do ciclo de vida estendido de um produto, mas deve ser entendida de maneira figurativa. Não é possível realmente criar uma tecnologia à prova de futuro, considerando que o seu propósito é estar em constante evolução para algo melhor e mais rápido. No entanto, ela atinge em cheio os clientes quando eles ficam sabendo que não sentirão o “remorso do comprador” em um curto período de tempo..

Todo mundo quer que seus PCs durem por bastante tempo. Como entusiastas de hardware, nós sabemos que a realidade é que o seu PC tem uma vida útil média de três a quatro anos, no máximo. Mas pergunte a qualquer comprador comum por quanto tempo ele gostaria de manter o sistema atual e eles esperam algo em torno de seis ou sete anos. É com essa mentalidade que a mensagem por trás da PCI-E 3 esperava ressoar junto aos consumidores. O importante é conhecer os métodos utilizados para comercializar a geração atual de placas-mãe como “compatíveis com PCI-E 3” e se você está levando a coisa certa.

Como Tudo Isto Funciona

As mudanças na arquitetura de Sandy Bridge fez com que as pistas PCI Express sejam todas manipuladas pelo processador. As pistas PCI-E que saem do processador se dividem, executando oito pistas para o primeiro slot PCI-E e depois mais oito pistas no chip comutador. Em seguida, o comutador analisa a sua configuração para controlar a largura de banda para um único slot x16 (roteando as pistas de volta para emparelhar com as oito pistas provenientes do processador) ou como slots duplos x8 (roteando as pistas para o segundo slot)..

Naturalmente, isso significa que novas velocidades Gen 3 também teriam de advir dessas pistas, mas, infelizmente, o suporte a Gen 3 não ocorrerá até que os processadores Ivy Bridge da Intel cheguem oficialmente ao mercado no início de 2012. Os circuitos dentro das placas-mãe de chipset Intel série 6, teoricamente, conseguem executar uma conexão PCI-E 3, mas como as pistas Gen 3 estão vinculadas aos futuros processadores Ivy Bridge, será necessário atualizar a BIOS da placa-mãe para reconhecer e comunicar o novo padrão sem problemas.

As placas-mãe mais atuais só apresentam comutadores PCI-E 2.0 (sendo a NF200 da NVIDIA para “True SLI” um destaque), portanto, quando um processador Ivy Bridge que tem funcionalidade PCI-E 3 é ligado na tomada, apenas oito pistas (das 16 totais) realmente funcionarão.

Placas-mãe com vários slots PCI Express têm os chips comutadores mais atualizados de fornecedores como a Pericom ou o PLX para verdadeiramente oferecer suporte à plena disponibilidade de largura de banda Gen 3 em configurações de várias placas de vídeo CrossFireX da NVIDIA SLI e/ou da AMD. Muitas placas-mãe mais antigas que afirmam ser compatíveis com “Gen 3” apenas se escondem por trás do fato de que são compatíveis com processadores Ivy Bridge e tentam tirar proveito dos consumidores que ignoram os aspectos técnicos por trás dessa tecnologia.

Conclusões

Toda essa mensagem “compatível com PCI Gen 3” pode ser considerada uma jogada de marketing, pois embora você esteja tecnicamente conseguindo usar os seus novos periféricos PCI Express Gen 3 (leia-se: garantindo a compatibilidade), você só consegue utilizar a metade da largura de banda teórica. Para aumentar a confusão, há uma falta de dados de referência disponíveis, o que significa que os usuários estão se dividindo com informações ainda mais ambíguas sobre o que é considerado o “verdadeiro” Gen 3..

Tentar acompanhar a tecnologia mais recente sempre parece ser um esforço inútil, mas ninguém quer sentir remorso do comprador por ter perdido a possibilidade de melhoramentos significativos por não saber esperar. A metodologia por trás do empurrão das PCI-E 3 era fazer com que o mercado geral “comprasse agora” em vez de aguardar, mas parece que ainda estamos à espera para que as PCI-E 3 se mostre em placas gráficas e SSDs PCI-E. Nós definitivamente podemos ter a esperança de que, uma vez no mercado, as incríveis velocidades que nos foram prometidas se mostrem também.

Conforme mais placas se gabam da compatibilidade e do suporte a Gen 3, certifique-se de que você está comprando uma placa que, pelo menos, tenha os chips comutadores adequados prontos para você tirar vantagem deles quando puder.

Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/Aprendendo-Mais-Sobre-o-PCI-E-30/2439

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