Pentium II, Celeron, MII e K6-2
Por Gabriel Torres em 28 de agosto de 1998

Briga de cachorro grande

Qual é o melhor processador para o seu micro? Com tantas opções atualmente disponíveis - Pentium MMX, Pentium II e Celeron da Intel, MII da Cyrix e K6-2 da AMD - fica realmente muito difícil responder a essa pergunta - já que cada fabricante diz ter o "melhor" processador do mercado.

Para ajudar os nossos leitores, testamos todos esses processadores em nosso laboratório de testes, no Instituto de Tecnologia ORT. Nossos testes provaram que você pode economizar cerca de R$ 330,00 levando para casa o K6-2-300, que possui melhor preço e desempenho superior ao Pentium II-300. Os testes também elegeram o mico do ano: o processador Celeron, da Intel, o pior processador existente atualmente. Confira os resultados.

 

Megahertz não é tudo

Já foi-se o tempo em que desempenho do micro era comparado pelo clock do processador. Atualmente, como os processadores possuem arquiteturas internas diferentes, não há como comparar o desempenho através da freqüência de operação.

A maioria dos processadores trabalha externamente a 66 MHz. Portanto, não há diferença de desempenho fora do processador entre um Pentium-100, um Pentium MMX-233 e um Pentium II-300, já que todos acessam a memória RAM e a memória cache a 66 MHz. A freqüência de operação estampada no processador só é atingida dentro do chip é só influi diretamente no desempenho de processamento bruto e matemático (a freqüência de operação interna influi indiretamente nos demais testes de desempenho, como vídeo e disco).

Esse limite de 66 MHz só é quebrado em alguns processadores, como o K6-2, o Pentium II a partir de 350 MHz (Pentium II "Deschutes") e o Xeon, que operam externamente a 100 MHz, aumentando diretamente o desempenho do micro não só para processamento, mas também para vídeo e disco.

Outro exemplo a ser lembrado: o Pentium II acessa o seu cache de memória L2 à metade de sua freqüência de operação (ou seja, 133 MHz no caso do Pentium II-266 e 150 MHz no caso do Pentium II-300), enquanto o Pentium MMX e o MII acessam o cache de memória L2 a somente 66 MHz. Já o K6-2 acessa o cache de memória a 100 MHz. Essa diferença na taxa de transferência influi diretamente no desempenho global do micro e não necessariamente está relacionado à freqüência de operação interna do processador.

 

 

Não é só a arquitetura do processador que influi no desempenho do micro. Se você utilizar uma placa de vídeo de melhor qualidade, o desempenho de vídeo melhorará e você perceberá que o micro está mais rápido. Da mesma forma, a quantidade da memória RAM e a sua tecnologia, o disco rígido entre outros inúmeros fatores influem no desempenho da máquina.

Testes em laboratório são realmente necessários, pois os resultados divulgados por fabricantes em geral são tendenciosos e apresentam máquinas desproporcionais - em geral o conjunto favorece o micro contendo o processador do fabricante - ou o desempenho somente do processador, fora da máquina - condição atingida somente no laboratório do fabricante.

Por causa desses motivos, testamos os processadores em laboratório utilizando as mesmas peças de hardware, para que não componentes diferentes não influenciassem no desempenho obtido.

 

Processadores testados

  • Pentium MMX: Atualmente é o processador mais barato da Intel e está ficando cada vez mais difícil de encontrá-lo, pois a Intel não o fabrica mais. Utiliza placas-mães com o padrão de pinagem soquete 7 e trabalha externamente a 66 MHz. Possui um cache de memória interno (L1) de 32 KB. Seu cache externo (L2) encontra-se na placa-mãe e seu tamanho varia conforme o modelo de placa-mãe. Em nossos testes, utilizamos a placa-mãe Soyo SY-5BT5 - que possui chipset Intel 430TX e 512 KB de cache de memória L2 - em conjunto com esse processador.
  • Pentium II: Para ganhar desempenho, a Intel tirou o cache L2 da placa-mãe e colocou ele ao lado do processador dentro de um cartucho chamado SEC. O cache L2 do Pentium II é de 512 KB e o processador acessa o cache à metade de sua freqüência de operação interna. Um Pentium II-300 acessa o cache L2 a 150 MHz, por exemplo, enquanto no Pentium MMX e no MII, o cache L2 é acessado a apenas 66 MHz - daí a diferença de desempenho. Por estar alojado em um cartucho, esse processador necessita de uma placa-mãe que possua um conector chamado Slot 1, onde o processador é encaixado. Em nossos testes utilizamos a placa-mãe ASUS P2L97 em conjunto com esse processador. O seu cache de memória interno (L1) é também de 32 KB.
  • Celeron: É um Pentium II sem o cache de memória L2 de 512 KB e, por esse motivo, possui um desempenho abaixo dos outros processadores testados. Também é encaixado na placa-mãe através do slot 1 e, dessa forma, utiliza o mesmo modelo de placa-mãe que o Pentium II. Em nossos testes com o Celeron também utilizamos a placa-mãe ASUS P2L97.
  • K6-2: Sua grande diferença para os demais processadores testados é a sua freqüência de operação externa. Enquanto todos os outros processadores testados operam externamente a 66 MHz, o K6-2 opera a 100 MHz, conseguindo uma taxa de transferência mais elevada com a memória RAM, com o cache de memória e com outros dispositivos do micros - especialmente o vídeo e o disco. Seu padrão de pinagem é soquete 7, o mesmo padrão do Pentium, Pentium MMX e MII. Entretanto, por trabalhar externamente a 100 MHz, necessita de uma placa-mãe soquete 7 que consiga trabalhar a essa freqüência de operação. Esse tipo de placa-mãe é conhecido como "Super 7". Em nossos testes utilizamos a placa-mãe Biostar M5ALA em conjunto com esse processador. Essa placa-mãe possui 512 KB de cache de memória externo (L2) e utiliza o chipset ALi Aladdin V. O cache interno (L1) do K6-2 é de 64 KB.
  • MII: MII é o novo nome do processador 6x86MX da Cyrix que, por questões de marketing, resolveram trocar o nome. O grande cuidado a ser tomado com esse processador é a sua nomenclatura "PR", que indica a equivalência do desempenho do processador a um Pentium MMX. O processador testado foi um MII-PR300, que trabalha internamente a 233 MHz, similarmente a um Pentium MMX - ou seja, segundo o fabricante, esse processador teria um desempenho equivalente a um Pentium MMX-300. Como não existe no mercado o processador Pentium MMX-300, não pudemos comprovar se a nomenclatura "PR-300" é verdadeira ou não. Em nossos testes utilizamos a placa-mãe Soyo SY-5BT5, a mesma utilizada para testar o desempenho do Pentium MMX. O cache de memória interno (L1) desse processador é de 64 KB e ele opera externamente a 66 MHz.

 

Como testamos

Testar processadores diferentes não é uma tarefa fácil, já que a freqüência de operação do processador não significa muita coisa - por exemplo, o MII-PR300, apesar de trabalhar internamente a 233 MHz, é mais rápido que o Pentium MMX-233. A única maneira de se testar o desempenho de micros é utilizando programas específicos para teste de desempenho. Entre esses programas, os mais conhecidos são o Winstone e o Winbench. Ambos estão disponíveis na Internet em http://www.etestinglabs.com/main/services/zdmbmks.asp. Esse tipo de programa executa tarefas pré-estabelecidas e compara o tempo que o processador (ou outros dispositivos de hardware, dependendo do teste) demora para executá-las. Só assim podemos comparar o desempenho de micros diferentes.

Não é só o processador que influi no desempenho do micro. O tipo e a quantidade de memória RAM, a marca da placa-mãe, o modelo de placa de vídeo, o tamanho da memória cache, o disco rígido, enfim, todo o conjunto faz com que um micro seja mais rápido ou mais lento que o outro.

Dessa maneira, tentamos utilizar as mesmas peças em todos os micros, para que não houvesse diferença de desempenho provocada por outra fonte que não exclusivamente o processador. Testamos todos os micros com um módulo de 32 MB de memória SDRAM, placa de vídeo Trident 1 MB, 512 KB de memória cache, disco rígido Quantum de 3,2 GB e CD-ROM Creative 32x, usando o Windows 98 e o programa Winbench 98.

O único componente que tivemos que trocar além do processador foi a placa-mãe, já que cada modelo de processador exige um modelo de placa-mãe diferente. As placas-mães que utilizamos foram todas de alta qualidade: ASUS P2L97 (utilizada nos testes do Pentium II e do Celeron), Soyo SY-5BT5 (utilizada nos testes do Pentium MMX e do MII) e Biostar M5ALA (utilizada nos testes do K6-2).

Já os processadores testados foram um Pentium MMX-233, um Pentium II-266, um Pentium II-300, um Celeron-266, um K6-2-300 e um MII-PR300 (que opera a 233 MHz).

 

Desempenho de Processamento

Muito embora o desempenho de processamento seja um valor real para dizermos o quanto um processador é mais rápido que outro, devemos nos lembrar que tão importante quanto o seu desempenho de processamento bruto é seu desempenho de processamento matemático, de vídeo e de disco - afinal, o micro é um conjunto de peças e não somente o processador isolado.

O K6-2 da AMD foi uma revelação: o K6-2-300 testado obteve um desempenho de processamento 5% superior ao do Pentium II-300 e 70% superior ao Pentium MMX-233. O MII-PR300 da Cyrix, apesar de ter obtido um desempenho 36,5% inferior ao do K6-2-300 e 33,24% inferior ao do Pentium II-300, é 8% mais rápido que o Pentium MMX-233. É válido lembrar que o MII-PR300 trabalha internamente a 233 MHz.

Nossos testes também apontaram o mico do ano: o processador Celeron, da Intel. Com desempenho 52,9% inferior ao do Pentium II-266 (o Celeron testado era de 266 MHz), esse é o pior processador atualmente existente no mercado. O Pentium MMX-233, apesar de trabalhar a "apenas" 233 MHz, consegue ser 27% mais rápido que o Celeron-266.

 
Figura 1: Desempenho de processamento bruto dos processadores testados.
 
 

Desempenho do coprocessador matemático

Atualmente, com uma porção de programas 3D no mercado - especialmente games -, medir o desempenho de processamento do coprocessador matemático do processador é de extrema importância, pois programas 3D (e científicos de uma maneira geral) o utilizam à beça. A partir do 486, o coprocessador passou a vir integrado dentro do próprio processador e não em um circuito à parte, como era antigamente. Dessa forma, a velocidade de processamento matemático é inerente ao processador e não como aumentá-la, a não ser trocando o próprio chip. Unidade de Ponto Flutuante (FPU, Floating Point Unit) é outro nome pelo qual o coprocessador matemático é também chamado.

Conferindo os resultados dos nossos testes, podemos observar que a Intel é quem possui verdadeiro know-how para a construção desse circuito. Dessa forma, os processadores da Intel são imbatíveis para aplicações 3D e científicas de um modo geral. Basta comparar o desempenho da unidade de ponto flutuante do Pentium II-300 e do K6-2-300 testados: o processador da Intel possui desempenho matemático 58% superior ao processador da AMD. Até mesmo o Celeron, o processador-mico da Intel, possui alto desempenho matemático.

Apesar de barato, os processadores da Cyrix devem ser evitados por maníacos por jogos 3D, já que o MII é o processador que oferece pior desempenho matemático: segundo nossos testes o Pentium MMX-233 possui desempenho matemático 72% superior ao processador MII-PR300. Comparar o desempenho matemático do MII com o do Pentium II ou do K6-2 é até covardia: o do K6-2-300 é 86% maior que o do MII-PR300, e o do Pentium II-300, 193%.

 
Figura 2: Processadores Intel possuem o melhor desempenho para cálculos.
 
 

Desempenho de Vídeo

Poderíamos ter testado o desempenho de vídeo utilizando uma placa de vídeo mais avançada, é verdade. Mas preferimos manter nossos micros de testes com a mesma placa de vídeo que quase todo mundo tem - a Trident 9680. Dessa forma, acreditamos que os resultados tenham sido os mais próximos da realidade de nossos leitores.

Não é preciso comentar a importância do desempenho de vídeo. Sendo a principal forma de comunicação do micro com o usuário, logo percebemos que o micro está "uma lesma" caso o vídeo demore a ser apresentado.

Em nossos testes de desempenho de vídeo, o processador que surpreendeu foi o MII-PR300. Trabalhando internamente a "apenas" 233 MHz, conseguiu obter um desempenho de vídeo ligeiramente superior (1%) ao do Pentium II-300 e 8,6% superior ao do Pentium MMX-233.

Como você pode reparar, não há tanta diferença de desempenho de vídeo entre os processadores testados. Isso se deve a um motivo básico: a freqüência de operação externa do processador. Todos os processadores testados - com exceção do K6-2 - operam externamente a 66 MHz. Já o K6-2 trabalha externamente a 100 MHz e, por esse motivo, conseguiu obter o melhor desempenho de vídeo de nossos testes, com 5% de vantagem sobre o Pentium II-300 e 12% mais rápido em vídeo que o Pentium MMX-233. O Celeron-266, coitado, foi o processador que apresentou os piores resultados: vídeo 15% mais lento que o Pentium II-266, mesmo operando tanto interna quanto externamente à mesma freqüência de operação.

 
Figura 3: Resultados dos testes de desempenho de vídeo. Os resultados estão em milhares de pixels por segundo.
 
 

Desempenho de Disco

Depois do desempenho de vídeo, é no desempenho de disco que o usuário percebe com mais facilidade se o micro está lento ou não. Como o disco rígido é um sistema mecânico, ele é muito mais lento que o processador. Qualquer demora na transferência de dados do disco para a memória RAM é percebida imediatamente pelo usuário. Por exemplo, se ao chamar um programa o micro demorar mais tempo que o usual (aquele que o usuário está acostumado), obviamente iremos achar o micro inteiro está lento.

Em nossos testes, todos os processadores não-Intel se saíram bem. Obviamente o destaque vai para o K6-2 pois, como ele opera externamente a 100 MHz e não a 66 MHz como os demais processadores, consegue obter um desempenho de disco superior - muito embora não tenhamos encontrado diferenças gritantes de desempenho de disco. O Celeron, coitado, foi o pior processador em nossos testes de desempenho de disco.

Fizemos dois testes de desempenho de disco. O primeiro, chamado "business", testa o micro nas situações do dia-a-dia do usuário comum. Já o segundo teste, chamado "high-end", testa o micro em situações de acesso excessivo a disco - situações encontradas por usuários "pesados" e servidores de arquivo de redes locais.

 
Figura 4: Desempenho de disco "Business".

 
Figura 5: Desempenho de disco "High end".

 

Celeron: O mico do ano

O desempenho do Celeron é sofrível. O grande problema são as afirmações da Intel sobre o desempenho do Celeron, que geralmente não levam em conta o desempenho do micro, mas somente o desempenho do processador, testado isoladamente em laboratório. Muitas vezes a Intel compara o desempenho do Celeron com o do Pentium MMX em condições iguais, ou seja, instalando o Pentium MMX em uma placa-mãe sem cache de memória. Só dessa maneira que o Celeron consegue ser mais rápido que o Pentium MMX. Como ninguém hoje em dia compra uma placa-mãe soquete 7 sem cache de memória, as comparações feitas pela Intel e publicadas por aí são falsas.

Foi o caso na palestra dada pela Intel no lançamento oficial do Celeron no Brasil. Perguntamos se o Celeron não iria ficar por volta de 30% mais lento que o Pentium MMX, já que ele não possui cache de memória L2. A resposta dada por Ronaldo Miranda, gerente de marketing e vendas da Intel do Brasil foi "o Celeron-266 será cerca de 40% mais rápido que o Pentium MMX-233". Os testes estão aí para provar que isso não é verdade.

Em processamento puro, o Pentium II-266 e o Pentium MMX-233 são, respectivamente, 89% e 27% mais rápidos que o Celeron-266. Em vídeo, o Pentium II-266 é 15% mais rápido e o Pentium MMX-233, 8,7% mais rápido que o Celeron-266. Em disco, o Pentium II-266 é 10,7% mais rápido em desempenho simples ("business") e 16% mais rápido em desempenho de alto acesso a disco ("high-end"). O Pentium MMX-233 ficou mais rápido 6,25% e 7% nos mesmos testes.

O único ponto forte do Celeron é o seu coprocessador matemático. Mas, cá entre nós: o que adianta ter um bom desempenho matemático se os desempenhos de processamento bruto, vídeo e disco são os piores do mercado?

O pior você ainda não sabe: muitos vendedores inescrupulosos estão vendendo processadores Celeron como se fosse Pentium II. Como o núcleo do Celeron é o mesmo do Pentium II, o Windows 98 detecta o processador como se fosse um Pentium II, enganando muita gente por aí... E não é só isso: placas-mães fabricadas antes do Celeron ter sido lançado no mercado identificam o processador instalado como um Pentium II.

 
Figura 6: O grande problema: o Windows 98 detecta o Celeron como se fosse um Pentium II...

Se você quiser descobrir qual o processador está realmente instalado em seu micro sem abri-lo - pois esse procedimento em geral acarreta em perda da garantia -, utilize a última versão do programa PC-Config (versão 8.66 ou superior), que está disponível para download de graça na Internet em http://www.holin.com/indexe.html. Através desse programa - que deverá ser obrigatoriamente executado no DOS, sem o Windows 9x estar carregado em memória (isso pode ser feito pressionando-se a tecla F8 durante o boot ou então através da opção "Reiniciar o computador em modo MS-DOS" - você poderá descobrir qual o verdadeiro processador instalado em seu micro. Se o programa apontar que o processador é um Celeron, não há dúvidas: o processador de seu micro é o Celeron. Resta saber se o micro foi vendido como se fosse um Pentium II ou um Celeron. No caso de você ter comprado gato por lebre, procure o vendedor para que esse grave erro seja corrigido.

 
Figura 7: Identificando o processador instalado através do programa PC-Config.
 
 

Preço: Qual processador vale a pena?

O.k., o preço do Celeron deve compensar, você deve estar pensando. Acontece que o tal "baixo custo" pregado pela Intel é para os padrões dela, é claro. Como o Celeron utiliza placas-mães slot 1 - o mesmo tipo de placa-mãe desenvolvida para o Pentium II - o conjunto processador + placa-mãe do Celeron sai bem mais caro que o do Pentium MMX, por exemplo. O problema é que a Intel não fabrica mais Pentium MMX, aí você já viu, né...

Dessa forma, antes de sair por aí comprando o Celeron porque atualmente é o processador mais barato da Intel, pense duas vezes e veja se não vale a pena comprar um K6-2 ou um MII. O conjunto placa-mãe ASUS P2L97 + processador Celeron-266 sai por volta de R$ 495,00, enquanto o conjunto placa-mãe Biostar M5ALA + processador K6-2 sai por volta de R$ 515,00 e placa-mãe + processador MII-PR300 você encontra por volta de R$ 415,00. Para micros mais baratos o ideal seria usar mesmo o Pentium MMX-233 - isso se você ainda encontrá-lo à venda, é claro - pois o conjunto placa-mãe + processador sai por somente R$ 340,00. Já o Pentium II não é para qualquer um: a placa-mãe (ASUS P2L97) + o Pentium II-266 sai por volta de R$ 715,00 e o conjunto placa-mãe + Pentium II-300 gira em torno de R$ 845,00.

Seguindo os resultados de desempenho e os preços, a melhor relação custo/benefício é do processador K6-2 da AMD. Não marque bobeira: o conjunto processador + placa-mãe do K6-2-300 sai R$ 330,00 mais barato que o mesmo conjunto do Pentium II-300 e você ainda leva um micro com desempenho superior ao do Pentium II-300.

Nota: Preços (média de mercado) de agosto/98.

 

Nossa equipe:

Participaram de nossos testes: Fabiano Alves Pinheiro, Gabriel Torres, Helton Lima e Walter Corrêa.

 

Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/Pentium-II-Celeron-MII-e-K6-2/767

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