Placa-Mãe DFI NB76
Por Gabriel Torres em 09 de setembro de 2002
Introdução
A NB76 é a primeira placa-mãe da DFI (http://www.dfi.com) que testamos. Nossa curiosidade a respeito dessa placa-mãe era, portanto, muito grande. Ainda mais porque esse modelo para processadores Intel tem vídeo on-board baseado no chipset Intel 845G e daí nossa grande curiosidade: essa placa-mãe presta?
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Figura 1: DFI NB76.Impressionante! Os resultados da DFI NB76 foram excelentes, mesmo sendo uma placa-mãe com vídeo on-board! Ela é uma das poucas placas-mães que mostram que nem todas as placas-mães com vídeo on-board são uma porcaria!
É claro que o desempenho 3D de uma placa de vídeo comercial é melhor, mas o grande trunfo dessa placa-mãe é ter um slot AGP onde podemos instalar uma placa de vídeo avulsa. Quando instalamos a nossa placa de vídeo nessa placa-mãe, o desempenho dela simplesmente superou praticamente todas as placas-mães para Pentium 4 que já testamos!
Recomendamos essa placa-mãe para todos aqueles que querem uma placa-mãe de alto desempenho mas com vídeo on-board e para, no futuro, instalarem uma placa de vídeo decente. Acredite, após a instalação de uma placa de vídeo avulsa, essa placa-mãe transforma-se em uma das melhores placas-mães disponíveis no mercado para o Pentium 4.
Em relação aos recursos extras que essa placa-mãe têm, devemos esclarecer que existem dois modelos de NB76 no mercado: NB76-EA, com rede on-board e interface para dispositivo leitores de cartões de memória - que foi o modelo usado em nossos testes - e a NB76-EC, sem esses dois recursos.
Ambos os modelos têm quatro LEDs de diagnóstico em uma das bordas da placa. Esses LEDs indicam, através de um código binário, qual é o teste que está sendo efetuado pelo POST. Funciona de maneira similar - porém rudimentar - dos displays de diagnósticos do POST, presentes em placas como EPoX 4G4A+, EPoX 8K3A, ABIT IT7 e ABIT AT7, só para citarmos algumas. Veja esses LEDs em ação na Figura 2.
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Figura 2: Detalhe dos LEDs de diagnóstico da NB76.O modelo testado tem ainda interface para dispositivo leitor de cartões de memória (clique aqui caso você não saiba o que é isso), além de rede on-board (chip Realtek RTL8100BL) e som on-board de seis canais, produzido pelo próprio chipset em conjunto com o codec ALC650 também da Realtek.
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Figura 3: Detalhe da interface leitora de cartões de memória da NB76.Por falar em som on-board, essa placa-mãe vem com um adaptador SPDIF coaxial, isto é, você poderá conectar diretamente em modo digital equipamentos de áudio profissionais, como Mini Discs e CD Players, à esta placa-mãe (clique aqui para ler mais sobre este assunto). São raras as placas-mães que vêm com esse tipo de adaptador. Infelizmente uma errata no manual informa que a revisão da placa que recebemos (Rev A) não aceita o conector SPDIF In coaxial, ou seja, só é possível usar a saída digital da placa, não a entrada. No site da Realtek, a explicação: o codec ALC650 só aceita entrada SPDIF em sua revisão E e posteriores, e a revisão do chip usado na placa testada era a D.
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Figura 4: Adaptador SPDIF coaxial da NB76.Uma outra grande vantagem que achamos nessa placa-mãe é que o vídeo on-board dele rouba pouca memória RAM do sistema. Você pode configurar entre 512 KB, 1 MB e 8 MB. Se você só for usar a resolução 640 x 480, você deve configurar o vídeo on-board como tendo apenas 1 MB, pois nessa resolução o vídeo usa cerca de 900 KB para vídeo, somente. Reservar mais do que isso é desperdício de memória RAM. No caso de resoluções 800 x 600 para cima, você deve configurar o vídeo on-board como 8 MB (na verdade o ideal seria 4 MB, mas essa placa não tem essa configuração), já que o vídeo não usará mais do que isso. No caso do vídeo 3D, você pode configurar o quanto da memória RAM será usada na opção AGP Apperture Size do setup da placa. Lembramos que SEMPRE é desperdício reservar mais do que 4 MB de memória RAM para a memória de vídeo caso você não vá usar jogos 3D.
No lado das desvantagens dessa placa-mãe, só vimos duas. A principal é que essa placa-mãe obrigatoriamente necessita de uma fonte ATX12V, que é mais cara que a fonte ATX tradicional, tornando o micro montado com essa placa-mãe um pouco mais caro do que um micro montado com uma placa concorrente que não necessite desse tipo de fonte. A segunda desvantagem é que o chipset Intel 845G só trabalha com discos até ATA-100. Isso não chega a ser um incômodo, já que quem compra um disco rígido ATA-133 provavelmente não vai querer uma placa-mãe com vídeo on-board.
Em termos de overclock, apesar de o setup possuir opções muito interessantes, como falaremos em detalhes mais adiante, não conseguimos colocar o barramento externo acima de 112 MHz, ou seja, conseguimos um nível muito baixo de overclock.
O CD-ROM da placa-mãe é "careta" e só vem com os drivers da placa.
Principais Especificações
As principais características da DFI NB76 são:
- Soquete 478.
- Chipset: Intel 845G (AGP 4x, ATA-100)
- Gerador de clock: Realtek RTM360-111R
- IDE: Duas portas ATA-100.
- USB: 6 portas USB 2.0 (quatro soldadas sobre a placa-mãe, duas acessadas através de cabo adaptador).
- Som on-board: Produzido pelo próprio chipset em conjunto com o Codec Realtek ALC650 (seis canais, resolução de 20 bits para saída, resolução de 18 bits para entrada, relação sinal/ruído de 90 dB).
- Vídeo on-board: Produzido pelo próprio chipset (Intel 845G).
- Modem on-board: Não tem.
- Rede on-board: Sim, chip Realtek RTL8100B.
- Buzzer: Sim.
- Fonte de alimentação: ATX12V.
- Slots: 1 slot AGP 4x, 6 slots PCI e 1 slot CNR.
- Memória: 2 soquetes DDR-DIMM (máximo de 2 GB).
- Recursos extras: LEDs POST e interface para dispositivos leitores de cartão de memória.
Desempenho de processamento
O desempenho de processamento da DFI NB76 foi muito bom, mesmo sendo uma placa-mãe com vídeo on-board. Mesmo com o vídeo on-board ativado, ela bateu o desempenho de quase todas as placas-mães que testamos. Ela obteve exatamente o mesmo desempenho da EPoX 4G4A+, que utiliza o mesmo chipset, o Intel 845G. Daí a confirmação da superioridade desse chipset para a plataforma soquete 478. Desabilitando o vídeo on-board e instalando a nossa GeForce 2 GTS, seu desempenho de processamento aumentou apenas 0,65%, o que significa que essa placa tem um excelente desempenho mesmo tendo vídeo on-board. Ela só perdeu em desempenho para a ECS P4VXAD, mesmo assim por muito pouco (1,84%).
Como a maioria dos usuários vai usar essa placa-mãe com o vídeo on-board habilitado, estaremos comparando os resultados usando os resultados obtidos com o vídeo on-board habilitado. Nesse caso, a DFI NB76 obteve desempenho similar ao da ECS L4IBAE e ao da VIA P4XB-RA, tendo sido mais rápida do que as seguintes placas: ABIT BD7II-RAID (1,54%), VIA PE11-L (2,32%), Gigabyte GA-8IRXP (2,66%), ASUS P4S333 (3,46%), Tyan S2266 (6,56%), Intel D845WN (7,30%), Soyo SY-P4IS2 (10,37%) e PCChips M930 com memória DDR (14,46%).
Vale aqui a comparação de desempenho em separado com outra placa-mãe com vídeo on-board que testamos, a VIA P4MA. Com ambas usando o vídeo on-board, a placa-mãe da DFI bateu a da VIA em desempenho de processamento em 5,11%. Lembramos que o desempenho da NB76 foi o mesmo da EPoX 4G4A+, que foi outra placa-mãe soquete 478 com vídeo on-board que testamos.
Legenda:
(1) Com vídeo on-board
(2) Sem vídeo on-boardOu seja, fica claro que, apesar de ter vídeo on-board, esta é uma placa-mãe de alto desempenho.
Desempenho de disco
O desempenho de disco da DFI NB76 foi similar ao da VIA P4MA e ao da VIA PE11, sendo 1,74% maior que o da EPoX 4G4A+, 8,76% maior que o da Gigabyte GA-8IRXP, 12,81% maior que o da ECS P4VXAD, 15,19% maior que o da Tyan S2266, 17,67% maior que o da Intel D845WN, 23,53% maior que o da VIA P4XB-RA, 23,53% maior que o da Soyo SY-P4IS2, 26,39% maior que o da ASUS P4S333 e 26,98% maior que o da PCChips M930 com memória DDR. Foi pouquíssima coisa inferior ao da ABIT BD7II-RAID (1,10% superior) e ao da ECS L4IBAE (1,83% superior).
Legenda:
(1) Com vídeo on-board
(2) Sem vídeo on-board
Desempenho de vídeo 2D
O desempenho de vídeo 2D do vídeo on-board da DFI NB76 é tão bom quanto o de uma placa de vídeo comercial, o que mostra que a Intel realmente fez um bom trabalho no Intel 845G. O desempenho 2D do vídeo on-board da NB76 é 11.,07% maior que o desempenho do vídeo on-board da VIA P4MA, que usa o chipset VIA P4M266, tendo, inclusive, obtido o mesmo desempenho de vídeo da PCChips M930 com memória DDR, mesmo esta placa usando uma GeForce 2 GTS.
O vídeo on-board da NB76 obteve um desempenho 2D 12,05% inferior ao da ECS P4VXAD, que foi a placa-mãe com melhor vídeo 2D em nossos testes.
Quando instalamos a nossa GeForce 2 GTS na NB76, o desempenho de vídeo simplesmente subiu para o patamar da ABIT BD7II-RAID e da ECS L4IBAE, como você confere no gráfico.
Legenda:
(1) Com vídeo on-board
(2) Sem vídeo on-board
Desempenho de vídeo 3D
Hoje em dia a melhor forma de se realmente testar o desempenho de uma máquina é através de seu desempenho 3D, já que este tipo de teste exige o máximo de processamento, processamento matemático, vídeo e disco. Usamos três programas para testar o desempenho 3D: o 3DMark2001, o GLMark e o Quake III.
No caso da DFI NB76, o desempenho 3D de seu vídeo on-board foi ruim em todos os três programas, como é normal acontecer com placas-mães com vídeo on-board. Ou seja, o vídeo on-board dela é 3D, mas só para dizer que tem. Se você for rodar jogos 3D com essa placa, prefira instalar uma placa de vídeo decente nela.
3DMark2001
No 3DMark2001, o vídeo on-board da DFI NB76 obteve somente 1321 3DMarks, um resultado 86,85% melhor que o do vídeo on-board da VIA P4MA e apenas 1,15% maior que o da EPoX 4G4A+, mas ainda menos da metade do desempenho de nossa GeForce 2 GTS. A pior placa-mãe de nossos testes, a PCChips M930 com memória SDRAM, obteve um desempenho 3D 90,92% maior, enquanto que a ECS L4IBAE, que foi a placa que obteve o melhor resultado no 3DMark2001 em nossos testes, obteve um desempenho 150,19% maior. É claro que essas duas placas estavam equipadas com uma GeForce 2 GTS.
Por outro lado, quando instalamos a nossa GeForce 2 GTS o desempenho 3D da DFI NB76 foi a um nível "normal", obtendo desempenho semelhante ao da placas-mães ASUS P4S333, sendo colocada com uma das melhores placa-mãe para Pentium 4 no 3DMark2001.
Legenda:
(1) Com vídeo on-board
(2) Sem vídeo on-boardGLMark
No GLMark, que testa o desempenho 3D usando a API OpenGL, o mesmo fenômeno ocorreu. O vídeo on-board da EPoX 4G4A+ só conseguiu gerar uma média de 28 quadros por segundo. Esse resultado foi 81,82% maior que o do vídeo on-board da VIA P4MA e 8,11% maior que o da EPoX 4G4A+. Mas a PCChips M930 com memória DDR obteve um desempenho 3D 17,50% superior, enquanto que a Gigabyte GA-8IRXP obteve um desempenho 3D 57,86% superior, lembrando que essas duas placas estavam equipadas com uma GeForce 2 GTS.
Quando instalamos a nossa GeForce 2 GTS nessa placa-mãe, ela obteve um desempenho similar ao da ECS L4IBAE e ao da Intel D845WN, 8,37% inferior ao da Gigabyte GA-8IRXP.
Legenda:
(1) Com vídeo on-board
(2) Sem vídeo on-boardQuake III
No Quake III o vídeo on-board da DFI NB76 obteve mais uma vez um baixo desempenho 3D: 75,4 quadros por segundo no Demo 1. Esse resultado foi 47,86% maior do que o do vídeo on-board da VIA P4MA e 4,43% maior que o do vídeo on-board da EPoX 4G4A+. A PCChips M930 com memória SDRAM dotada da placa GeForce 2 GTS obteve 136,4 quadros por segundo (o pior resultado que obtivemos com essa placa de vídeo), ou seja, um desempenho 80,90% acima do desempenho do vídeo on-board da DFI NB76. Já a ECS L4IBAE, que foi a placa-mãe para Pentium 4 que obteve o melhor resultado no demo 1 do Quake III - 199 quadros por segundo - teve um desempenho 163,93% maior.
Já quando instalamos a placa de vídeo GeForce 2 GTS na DFI NB76, a grande surpresa: foi a segunda placa-mãe para Pentium 4 que testamos que rompeu a barreira dos 200 quadros por segundo no Quake III (a primeira foi a EPoX 4G4A+), tendo sido a placa-mãe soquete 478 mais rápida que testamos no Quake III! Ela bateu a ECS L4IBAE por muito pouco (201,9 FPS vs. 199 FPS).
Legenda:
(1) Com vídeo on-board
(2) Sem vídeo on-board
Memória
Resolvemos incluir também o teste de taxa de transferência da memória RAM efetuado pelo Sandra. Como usamos uma memória DDR266/PC2100, a taxa de transferência da memória deveria ser 2.128 MB/s.
Essa placa-mãe transferiu dados com a memória RAM a 1.955 MB/s quando estava com o vídeo on-board habilitado (um uso de 91,87% da banda disponível) e a 2.057 MB/s quando o vídeo on-board estava desabilitado e usávamos uma placa de vídeo avulsa (ou seja, um uso de 96,66% da banda disponível). Esse uso de praticamente toda a banda disponível explica o bom desempenho dessa placa-mãe.
Legenda:
(1) Com vídeo on-board
(2) Sem vídeo on-board
Overclock
O gerador de clock dessa placa-mãe, o Realtek RTM360-111R permite configuração de clock até 165 MHz de um em um MHz, além de ter configurações para o aumento da tensão do processador em incrementos de 0,025 V (na faixa de 1,700 V a 1,850 V). Além disso, essa placa-mãe permite fixar um clock para o barramento PCI e para o barramento AGP, fazendo com que a freqüência de operação desses barramentos não aumente quando aumentamos o clock externo do processador, o que ocorre na maioria das placas-mães que não usam um circuito de clock separado para os barramentos AGP e PCI. Muitas vezes, o overclock não dá certo porque alguma placa (ou dispositivo on-board) instalada no barramento AGP ou PCI não está aceitando o clock acima do normal, e essa configuração serve para evitar esse caso. As configurações possíveis são 33/66, 37,5/75 e 44/88.
Infelizmente o máximo que conseguimos foi colocar o nosso Pentium 4 1,5 GHz rodando externamente a 112 MHz (internamente a 1.680 MHz). Talvez você consiga um resultado melhor do que o nosso, já que não forçamos a barra.
Resultados Numéricos
Programa - Teste Resultado WinBench99 - CPUmark 99 92,6 (1) e 93,2 (2) CPUmarks WinBench99 - Business Disk WinMark 99 2730 (1) e 2730 KB/s (2) WinBench99 - Business Graphics WinMark 99 321 (1) e 359 (2) Graphicmarks 3DMark2001 1321 (1) e 3217 (2) 3DMarks Quake III - Demo 1 75,4 (1) e 201,9 (2) FPS Quake III - Demo 2 76,0 (1) e 196,9 (2) FPS GLMark 0 (1) e 20 (2) FPS Min, 28 (1) e 40,5 (2) FPS Méd e 84 (1) e 63 (2) FPS Máx Sandra - CPU MultiMedia 5932 (1) e 5928 (2) Inst/s (Int) e 7226 (1) e 7219 (2) Inst/s (FP) Sandra - CPU Arithmetic 2811 (1) e 2810 (2) MIPS (Int) e 1856 (1) e 1857 (2) MFLOPS (FP) Sandra - Memory Bandwidth 1955 (1) e 2057 (2) MB/s (Int) e 1865 (1) e 1949 (2) MB/s (FP)
Como testamos
Os testes foram realizados com o auxílio dos programas Winbench 99 (http://www.etestinglabs.com/main/services/zdmbmks.asp), 3DMark2001 (http://www.futuremark.com), Quake III Arena (http://www.quake3arena.com), GLMark (http://www.vulpine.de) e Sandra ( http://www.sisoftware.demon.co.uk/sandra/index.htm). Em nossos testes de desempenho usamos um processador Pentium 4 de 1,5 GHz com cooler ADDA B66-1. O micro foi montado com 256 MB DDR-SDRAM DDR266/PC2100, disco rígido Seagate ST310212A (10 GB) e placa de vídeo Chaintech AGP-RI93 (GeForce 2 GTS Pro com 64 MB de memória de vídeo DDR-SDRAM). A resolução de vídeo usada foi 800 x 600 x 16 bits. Entre as sessões de teste, o único periférico diferente era a placa-mãe testada.
Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/Placa-Mae-DFI-NB76/566
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