Por Dentro do Odyssey
Por Gabriel Torres em 30 de abril de 2012

Introdução

O Odyssey foi um console de vídeo game fabricado no Brasil pela Philips. Ele foi lançado nos EUA em 1978 pela Magnavox (a Magnavox, uma empresa americana, pertencia à gigante holandesa Philips) como Odyssey2 e na Europa como Videopac G7000, mas que só chegou ao Brasil em 1983. Na estreia da nossa nova seção “Museu”, vamos dissecar o Odyssey e explicar em detalhes como ele funcionava.

O Odyssey foi desenvolvido nos EUA, mas teve sucesso mesmo por aqui. Isto porque até 1992, por conta da reserva de mercado, nós éramos proibidos de importar eletrônicos, e todos os produtos eletrônicos de consumo tinham que ser fabricados no Brasil (claro que algumas pessoas contrabandeavam produtos de outros países; mesmo após o fim da reserva de mercado, quem quiser comprar algum aparelho importado tem que arcar com um custo por volta de 100% do valor do produto no exterior). Esta barreira foi criada pelo governo militar com o intuito de fomentar o desenvolvimento de indústrias locais. Como a Philips, proprietária da Magnavox, tinha fábricas no Brasil, o Odyssey era um produto perfeito para o país, já que poderia ser fabricado localmente e não tinha muitos concorrentes. Na verdade os únicos concorrentes do Odyssey no Brasil eram os clones do Atari 2600 e o Intellivision (que foi fabricado no Brasil pela Sharp; um clone do Colecovision chamado Splicevision foi lançado, mas por causa do seu visual amador teve baixa participação de mercado). Com o governo brasileiro proibindo a competição externa, o Odyssey da Philips bateu recordes de vendas.

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Figura 1: O Odyssey

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Figura 2: O Odyssey (parte traseira)

O Odyssey vinha com dois joysticks permanentemente instalados ao console (uma versão do Odyssey com joysticks removíveis foi lançada depois nos EUA e na Europa, mas não foi lançado aqui). Esses joysticks pareciam analógicos, mas na verdade, eles eram digitais. Como eles estavam permanentemente instalados ao console, você não poderia substituí-los facilmente caso eles quebrassem ou por um par de controles do tipo “paddle”, opções disponíveis no Atari 2600. Um “paddle” é um controle analógico baseado em um potenciômetro, onde você pode girá-lo para a esquerda ou para a direita para indicar a direção que você quer mover.

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Figura 3: Um dos joysticks

O destaque do Odyssey era o seu teclado alfanumérico de membrana, similar ao usado nos computadores Sinclair ZX81 e clones (Timex Sinclair 1000, Microdigital TK80, TK82 e TK83), o que fazia com que ele se parecesse com um computador, e certamente este foi um dos motivos pelo qual muita gente na época optou por comprá-lo em vez de um dos seus concorrentes. Os jogos eram disponíveis em cartuchos, onde o software era escrito dentro de um chip de memória ROM (normalmente PROM), igual aos de outros consoles de vídeo game da época. Um transformador externo e um interruptor de antena “TV/Game” (muitas vezes chamado erroneamente de “modulador de RF”) completava o pacote.

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Figura 4: O teclado de membrana

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Figura 5: O Odyssey com um cartucho instalado

O vídeo game era conectado à TV através da sua antena, e você tinha que sintonizar a TV no canal 3 ou 4, dependendo de como o sistema foi configurado (na versão brasileira, esta configuração era feita através de uma chave localizada no painel inferior do console).

O Hardware

Olhando dentro do Odyssey, você verá que a placa-mãe é muito menor do que o console. Ver Figura 6.

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Figura 6: Por dentro do Odyssey

O modulador de RF, visto na Figura 7, é responsável por converter o vídeo composto e o sinal de áudio analógico em sinal RF, para ser enviado para o conector da antena da TV. O interruptor preto mostrado na Figura 7 é usado para selecionar que canal o console usará, três ou quatro (na versão brasileira, havia acesso a esta chave a partir do painel inferior do console). Como o Odyssey na verdade gera sinal de vídeo composto e áudio analógico que então são convertidos para RF, você pode facilmente modificar o seu console para que ele tenha saídas de vídeo composto (“video out”) e de áudio (“audio out”), criando uma conexão de maior qualidade entre o console e a TV, e permitindo a você até mesmo conectar o console em um monitor de vídeo composto antigo (colorido ou de fósforo verde). Este tutorial explica como fazer isso.

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Figura 7: O modulador de RF

Na Figura 8, nós temos uma visão geral da placa-mãe do Odyssey. No canto superior direito você pode ver os componentes da fonte de alimentação linear (o transformador externo não era uma fonte de alimentação completa). Na próxima página nós explicaremos mais como o hardware do Odyssey funcionava.

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Figura 8: A placa-mãe do Odyssey

O Hardware (Cont.)

O Odyssey era baseado em um microcontrolador Intel 8048, membro da família Intel MCS-48. Este microcontrolador era um “computador em um único chip”, equipado com um processador, 1 kB de memória ROM, 64 bytes de memória RAM, um temporizador e um oscilador (gerador de clock), tudo isso dentro de um único chip. A utilização deste microcontrolador barateou a fabricação do Odyssey, já que equipamentos com um processador convencional necessitavam de componentes externos. O microcontrolador Intel 8048 trabalhava a 1,79 MHz e tinha 27 linhas de entrada e saída.

Dentro da memória ROM do Intel 8048, a Magnavox gravou o código básico para o console funcionar (similar ao BIOS de um computador). Cada cartucho de jogo também tinha uma memória ROM, que era onde o jogo estava armazenado.

O gráfico e o som eram gerados por um chip Intel 8244 (ou Intel 8245 na versão europeia do Odyssey), que era um circuito integrado exclusivo, ou seja, especialmente desenvolvido e vendido apenas para a Magnavox.

Como o microcontrolador Intel 8048 tinha um software proprietário gravado internamente pela Magnavox e usava um controlador de áudio e vídeo proprietário, era impossível para outras empresas clonarem o Odyssey (a clonagem poderia ser feita fazendo engenharia reversa do chip Intel 8244 e criando um novo chip com funcionalidades similares, mas copiar o conteúdo da memória ROM do 8048 seria ilegal; até onde nós sabemos, ninguém tentou clonar o Odyssey).

Além disso, o Odyssey tinha 128 bytes de memória RAM estática.

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Figura 9: Os principais chips

O chip Intel 8244/8245 tinha uma pequena quantidade de memória RAM que podia armazenar até quatro objetos de vídeo programáveis chamados “sprites”. Cada “sprite” media 8 x 8 pontos, o que significa que cada “sprite" ocupava 64 bits, já que apenas uma cor poderia ser definida por “sprite", dentro de oito cores possíveis (cinza escuro, vermelho, verde, laranja, azul, violeta, cinza claro e branco). Cada “sprite" poderia ser movido livremente na tela, e eles poderiam ser posicionados lado-a-lado para montar objetos maiores do que 8 x 8 pontos.

Este chip também tinha uma memória ROM integrada com 64 objetos (“sprites”) pré-definidos, tais como as letras do alfabeto, símbolos, números e objetos básicos que qualquer um que jogou o Odyssey reconhecerá, já que eles apareceriam em vários jogos diferentes, tais como os objetos “árvore” e “homem”. Desta biblioteca, o Odyssey poderia exibir até 12 objetos ao mesmo tempo. Este é um dos motivos pelo qual vários jogos de Odyssey tinham o mesmo visual. A outra razão era que os jogos normalmente eram desenvolvidos pela mesma pessoa ou grupo (Ed Averett era o principal programador do Odyssey e desenvolveu 24 jogos sozinho), que reutilizavam trechos de código de um jogo em outro.

A tela era dividida em uma matriz de nove colunas por oito linhas, chamada “grade de fundo”, onde cada segmento de cada uma das linhas da grade poderia ser ligado ou desligado. Esta grade foi usada para criar o “labirinto” usado em jogos como “Come-Come!”, “Tartarugas!”, “Macacos Me Mordam!, etc. O console permitia oito cores diferentes para o fundo e para a grade, além de uma configuração de “claro” ou “escuro”, que incluía mais duas cores (azul escuro e verde escuro). As cores disponíveis para a grade eram preta, azul, verde, verde claro, vermelho, violeta, laranja, cinza claro, azul escuro e verde escuro.

O controlador de vídeo dedicado também tinha um sistema de detecção de colisão.

O áudio era produzido pelo registrador de deslocamento de 24 bits integrado no Intel 8244, que poderia usar uma de duas frequências (983 Hz ou 3.933 Hz).

O Módulo “The Voice”

O Odyssey tinha dois módulos opcionais, um sintetizador de voz, chamado “The Voice”, que foi lançado apenas nos EUA (a Dynacom chegou a anunciar que lançaria o produto no Brasil, mas isso nunca ocorreu), e um módulo de xadrez, que vinha com um (então) microprocessador poderoso, o Z80 (na verdade um NSC800 da National, que era um clone do Z80) e 2 kB de memória adicional e foi lançado apenas na Europa. Ambos eram inseridos na parte superior do console, no slot disponível para cartuchos.

O módulo sintetizador de voz tinha um slot para você instalar cartuchos de jogos, e os jogos tinham de ser compatíveis com ele para poder funcionar. Em alguns jogos, tais como Senhor das Trevas! e Come-Come!, o módulo realmente falava (“run!”, “go!”, “incredible!” e “oh, no!” foram algumas frases usadas no jogo Come-Come!, por exemplo), enquanto em outros jogos havia efeitos sonoros (Abelhas Assassinas!) ou música de fundo (Tartarugas!). Nós postamos vários vídeos na página “Jogando com o Odyssey”, onde você poderá ouvir os sons produzidos pelo “The Voice”.

A desvantagem do “The Voice” era que o som era produzido pelo próprio módulo, não pelos alto-falantes da TV. Por causa disso, o módulo tinha um controle de volume deslizante que funcionava independentemente do som gerado pelo console.

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Figura 10: O módulo “The Voice”

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Figura 11: O módulo “The Voice” instalado no Odyssey

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Figura 12: Cartucho instalado

Na Figura 13, você pode ver o interior do sintetizador de voz.

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Figura 13: Interior do sintetizador de voz

O principal chip do sintetizador de voz é um General Instruments SP0256-019. Este chip tem 2 kB de memória ROM interna contendo sons e frases que o módulo pode dizer, e mais frases podem ser incluídas a partir de uma memória ROM externa SPR-128-003. Essas frases poderiam ser palavras já gravadas como “incredible!”, “run!” e “great!”; poderiam ser fonemas para serem combinados para formar novas palavras; ou poderia ser efeitos de som especiais.

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Figura 14: Os chips principais

Os Jogos

Os jogos estavam disponíveis em cartuchos com um chip de memória ROM contendo o código (programa) do jogo. No total, cerca de 70 jogos foram oficialmente lançados, e há alguns jogos “novos” que foram desenvolvidos por entusiastas e que estão disponíveis para venda na internet. Praticamente todos os jogos desenvolvidos pela Magnavox/Philips têm um ponto de exclamação no final do nome do jogo.

Havia dois tipos de embalagens para os cartuchos: de papelão, usada apenas nos EUA, e plástico com tampa de acrílico, usada na Europa e no Brasil. Para cada jogo havia duas artes para os cartuchos, a “Americana”, usada nos EUA e Brasil, e a europeia. Nas Figuras 15 e 16 você pode comparar os dois estilos de caixas dos cartuchos.

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Figura 15: Um cartucho americano (esquerda) e um cartucho brasileiro (direita)

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Figura 16: Um cartucho americano (esquerda) e um cartucho brasileiro (direita)

Os primeiros cartuchos usavam memória ROM de 2 kB, mas depois foram lançados jogos com memórias ROM maiores (o Odyssey suportava memórias ROM de até 8 kB).

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Figura 17: Interior do primeiro cartucho lançado para Odyssey, com apenas 2 kB de memória ROM

Um dos principais problemas com o Odyssey foi que a Magnavox/Philips decidiu que ele seria um sistema fechado, ou seja, nenhuma outra empresa poderia desenvolver jogos para ele. Por isso a maioria dos jogos foi desenvolvida por um grupo pequeno de pessoas. Quando a companhia decidiu mudar de ideia e permitir que outras empresas desenvolvessem para o Odyssey (em particular a Parker Brothers com o Frogger, Popeye, Q*bert e Super Cobra, e a Imagic com o Atlantis e o Demon Attack) já era tarde, e o Odyssey se deparou com a quebra do mercado de vídeo game de 1983 (na Europa e no Brasil esta quebra ocorreu mais tarde do que nos EUA).

Os Jogos de Estratégia

Mas o que realmente diferenciava o Odyssey de seus concorrentes eram os três jogos de estratégia disponíveis para ele: “Em Busca dos Anéis Perdidos!”, um jogo do estilo “dungeons and dragons”; “A Conquista do Mundo!”, um jogo no estilo do “War”; e o “Wall Street!”, para ver qual jogador ganhava mais dinheiro no mercado virtual de ações. Os dois primeiros eram na verdade jogos de tabuleiro onde a ação, em vez de ser decidida nos dados, era decidida através do Odyssey. O terceiro usava o console para gerar aleatoriamente os preços das ações. O jogo “Em Busca dos Anéis Perdidos!” incluía um mapa para ser colocado sobre o teclado.

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Figura 18: Os três jogos de estratégia

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Figura 19: O mapa do jogo “Em Busca dos Anéis Perdidos!”

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Figura 20: O mapa do jogo “Em Busca dos Anéis Perdidos!”

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Figura 21: O tabuleiro do jogo “Em Busca dos Anéis Perdidos!”

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Figura 22: O tabuleiro do jogo a “A Conquista do Mundo!”

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Figura 23: O tabuleiro do jogo “Wall Street!”

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Figura 24: O livro de investimento do jogo “Wall Street!”

Jogando com o Odyssey

Nós fizemos vários vídeos, que podem ser assistidos abaixo, com alguns jogos Odyssey. Como o módulo sintetizador de voz estava instalado, preste atenção aos efeitos sonoros produzidos pelo dispositivo.

Uma das coisas chata na maioria dos jogos do Odyssey era que o jogador tinha apenas uma “vida”. Dos jogos listados abaixo, apenas no “Tartarugas!” o jogador começava com três “vidas”.

Aqui estão os jogos que nós incluímos:

  • Senhor das Trevas!: O objetivo do jogo é destruir naves espaciais e não ser destruído. Preste atenção nas frases “Attack and destroy!”, “Destroy the earthling!” e “Seize this planet!” pronunciadas pelo sintetizador de voz (várias outras frases estão disponíveis). Você pode escrever o nome do detentor do recorde na parte inferior.
  • Tartarugas!: Você deve pegar os filhotes de tartarugas e deixa-los nas casinhas, sem que os besouros te matem. Você pode jogar bombas para nocautear os besouros. Após deixar todos os filhotes em segurança nas casinhas, você passa para o próximo andar. A cada dois andares o labirinto muda. A musica chata é produzida pelo “The Voice”.
  • Come-Come!: Você deve comer os segmentos da cauda de uma minhoca e não ser atacado pelos fantasmas. Preste atenção nas várias palavras pronunciadas pelo módulo sintetizador de voz. Você pode escrever o nome do detentor do recorde na parte inferior. O jogo também incluía um editor de labirinto, onde você poderia criar seus próprios labirintos para jogar.
  • Come-Come II!: Esta cópia do Pac-Man foi lançada antes do Come-Come!, mas a Atari processou a Magnavox por isso, e a empresa decidiu criar uma versão diferente. Curiosamente no Brasil este jogo foi lançado depois do Come-Come! e não antes como ocorreu nos EUA.
  • Fórmula1!: Um jogo de corrida. Este era um dos três jogos incluídos no cartucho que vinha com o Odyssey (os outros dois eram Interlagos! e Cryptologic!)
  • Barricada!: Uma imitação do jogo “breakout”, onde você tem que destruir blocos localizados no topo da tela rebatendo uma bolinha.

Como Conectar o Odyssey em uma TV Moderna

Se você decidir comprar ou tirar do armário um Odyssey ou qualquer console de vídeo game dos anos 1970 e início dos anos 1980, você pode facilmente conectá-lo em qualquer aparelho de TV, incluído TVs de alta definição. Tudo o que você precisa é comprar um cabo que tem em uma ponta um conector RF “F” (ou seja, um conector antena de 75 Ω do tipo de aparafusar) e, na outra ponta, um conector RCA fêmea. Ou você pode usar um cabo antena convencional com um conector “F” em cada ponta e instalar um adaptador RCA na outra ponta, como fizemos na Figura 25.

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Figura 25: Cabo para conectar consoles de vídeo games antigos em TVs modernas

Em seguida conecte o lado que tem o conector “F” no conector rotulado “antenna” na parta traseira do seu aparelho de TV, e ligue o cabo proveniente do console de vídeo game no conector fêmea RCA. O próximo passo é instalar um cartucho no vídeo game, ligar o console e a TV, pressionar o botão “input” no controle remoto da sua TV e selecionar “antenna” do menu de opções que será exibido. Feito isso, selecione o canal 3 ou 4 (aquele que fizer aparecer a imagem do jogo).

O passo final é aumentar o volume da TV. Lembre-se que o som sairá das caixas acústicas da TV, não do seu sistema de home theater.

Outra opção que mencionamos anteriormente é modificar o Odyssey para ter os conectores “saída de vídeo” e “saída de áudio”, criando uma conexão de maior qualidade entre o console e a TV. Este tutorial mostra como fazer isso. Se você fizer esta modificação, você precisará conectar a “saída de vídeo” e a “saída de áudio” do seu console nos conectores “video in” e “audio in” da sua TV usando cabos RCA, e pressionar o botão “inout” da TV para selecionar a opção “video in”.

Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/Por-Dentro-do-Odyssey/2551

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