Teste da Fonte de Alimentação Leadership Gamer Wireless 2.0 560 W
Por Gabriel Torres em 02 de julho de 2009
Introdução
Nós já testamos a fonte Leadership Gamer Wireless 900 W e descobrimos que ela era na verdade uma fonte de 350 W que explodia se extraíssemos mais do que 400 W. A Leadership relançou a série Wireless com novas versões de potência: 560 W, 640 W e 720 W (a primeira versão dessa série tinha produtos rotulados como sendo de 700 W, 800 W e 900 W). Será que as fontes Wireless 2.0 são as mesmas fontes da versão anterior com uma nova etiqueta ou eles realmente modificaram o projeto interno dessas fontes? Confira.
O verdadeiro fabricante das fontes “Wireless” da Leadership: é uma empresa chinesa chamada Sun Pro (o site deles estava fora do ar no dia em que publicamos este teste). Descobrimos que o nome “Wireless” não foi criado pela Leadership, mas sim pela Sun Pro. Como já dissemos anteriormente, este é um nome extremamente infeliz, já que “Wireless” significa “sem fios”, sendo possivelmente uma má-tradução do Chinês para o Inglês. É óbvio que esta fonte possui fios. O que ela possui como característica especial é um sistema de cabeamento modular. A qualidade deste sistema é questionável, ainda mais se compararmos esta fonte com outros modelos de outras marcas contendo sistema similar.
clique para ampliar
Figura 1: Fonte de alimentação Leadership Gamer Wireless 2.0 560 W.
clique para ampliar
Figura 2: Fonte de alimentação Leadership Gamer Wireless 2.0 560 W.A Wireless 2.0 560 W mede 16,5 cm de profundidade e vem com uma ventoinha de 120 mm em sua parte inferior (que brilha em azul quando ligada).
O cabo de alimentação principal da placa-mãe usa um conector de 20/24 pinos e parte diretamente de dentro da fonte, usando uma proteção de nylon que também parte de dentro do produto.
Os cabos medem 55 cm entre a carcaça da fonte e o primeiro conector do cabo e nos cabos com mais de um conector a distância entre os conectores é de apenas 10,5 cm. Todos os fios são 18 AWG, que é a bitola correta a ser usada.
O sistema de cabeamento modular possui sete conectores e a fonte vem com oito cabos:
- Um cabo com um conector ATX12V.
- Um adaptador ATX12V para EPS12V.
- Um cabo contendo dois conectores de alimentação auxiliar para placas de vídeo de seis pinos.
- Um cabos de alimentação SATA com dois plugues de alimentação.
- Um cabo de alimentação para periféricos com dois plugues de alimentação.
- Dois cabos de alimentação para periféricos com dois plugues de alimentação e um conector de alimentação para unidades de disquete cada.
- Um cabo de alimentação para periféricos com um plugue de alimentação e dois conectores pequenos de três pinos para ventoinhas.
Como você pode claramente perceber, a quantidade de conectores SATA está muito aquém das necessidades de qualquer usuário. Mesmo micros simples hoje em dia necessitam de fontes com pelo menos quatro desses conectores.
clique para ampliar
Figura 3: Cabos.Nesta fonte todos os fios são 18 AWG, o que é muito bom de se ver.
Este fonte de alimentação não tem PFC ativo e, portanto, não há seleção automática de tensão. A caixa diz que esta fonte possui este recurso, mas isto não é verdade.
Outro detalhe sobre a caixa do produto é que há a logomarca do Inmetro, o que pode levar consumidores a acharem que este produto foi testado e certificado por este sério órgão, o que não é verdade. Somente o cabo de força é certificado pelo Inmetro.
Vamos agora dar uma olhada no interior desta fonte.
Por Dentro da Gamer Wireless 2.0 560 W
Nós decidimos desmontar esta fonte de alimentação para vermos qual projeto e componentes foram utilizados. Leia nosso tutorial Anatomia das Fontes de Alimentação Chaveadas para entender como uma fonte de alimentação trabalha internamente e para comparar esta fonte de alimentação com outras.
De cara pudemos ver que a Leadership Wireless 2.0 usa a mesma placa de circuito impresso da versão anterior. Resta saber se os componentes são os mesmos.
Nossa impressão inicial foi a de que esta fonte tinha componentes de menos, se assemelhando a uma fonte de alimentação genérica. Veja como há muito espaço livre entre a placa de circuito impresso e a carcaça da fonte na Figura 4. É claro que faremos uma análise bem mais aprofundada para verificarmos se isto é só uma impressão ou se é uma realidade.
clique para ampliar
Figura 4: Visão geral.
clique para ampliar
Figura 5: Visão geral.
clique para ampliar
Figura 6: Visão geral.Estágio de Filtragem de Transientes
Como mencionamos em outros testes e artigos, a primeira coisa que gostamos de ver quando abrimos uma fonte de alimentação para termos uma idéia da sua qualidade é o estágio de filtragem de transientes. Os componentes recomendados para este estágio são duas bobinas de ferrite, dois capacitores cerâmicos (capacitores Y, normalmente azuis), um capacitor de poliéster metalizado (capacitor X, componente normalmente amarelo) e um varistor. Em fontes de alimentação genéricas são usados menos componentes do que o recomendado, normalmente removendo o varistor, que é essencial para eliminar picos de energia provenientes da rede elétrica, e a primeira bobina.
Na placa de circuito impresso desta fonte há o local para a instalação de dois varistores entre os dois capacitores eletrolíticos do dobrador de tensão, mas esta fonte não traz esses componentes. De resto o estágio de filtragem de transientes é adequado, com um capacitor X a mais do que o necessário.
clique para ampliar
Figura 7: Estágio de filtragem de transientes (parte 1).
clique para ampliar
Figura 8: Estágio de filtragem de transientes (parte 2).Agora vamos falar em mais detalhes sobre os componentes usados na Gamer Wireless 2.0 560 W.
Análise do Primário
Vamos agora dar uma olhada em profundidade no primário da Gamer Wireless 2.0 560 W. Para uma melhor compreensão do que iremos falar aqui, sugerimos que você leia nosso tutorial Anatomia das Fontes de Alimentação Chaveadas.
Em vez de usar uma ponte de retificação pronta em um único componente, esta fonte usa quatro diodos 1N5408, cada um suportando até 3 A a 105º C. Aqui já temos prova o suficiente de que esta fonte não poderia ser nunca uma fonte de 560 W ou perto disso. Os diodos da ponte de retificação são limitados a 3 A. Em uma rede de 110 V isso significa que a fonte só agüentaria puxar, no máximo, 381 W da rede elétrica (127 V x 3 A), enquanto que em uma rede de 220 V isso significa que a fonte só agüentaria puxar, no máximo, 690 W da tomada (230 V x 3 A). Mais do que isso os diodos da ponte de retificação estouram. Curiosamente durante os nossos testes eles sobreviveram (explicaremos mais sobre isso). Esses são os mesmos componentes usados na Wireless de “700 W” e na Wireless de “900 W”.
clique para ampliar
Figura 9: Ponte de retificação.Os capacitores usados no dobrador de tensão são de uma empresa chamada Seacon e rotulados a 105º C. Este é o primeiro milagre da nova Wireless, usando capacitores rotulados a 105º C em vez de 85º C como das versões anteriores.
Na seção de chaveamento esta fonte utiliza dois transistores de potência NPN 2SD209L, cada um agüentando, no máximo, 12 A a 25º C. O projeto usado é o de meia-ponte, que é o projeto mais comum em fontes sem PFC ativo. O transistor no lado esquerdo da Figura 11 é o transistor chaveador da saída +5VSB.
clique para ampliar
Figura 10: Transistores chaveadores.Até aqui a Wireless 2.0 560 W é idêntica à Wireless 700 W e à Wireless 900 W. Vamos ver se há diferença no secundário dessas fontes.
Análise do Secundário
Esta fonte de alimentação utiliza cinco retificadores Schottky em seu secundário e aqui vimos o segundo milagre: esta fonte usa uma configuração diferente no secundário em comparação à versão anterior desta série. A Wireless 700 W usava três retificadores e a Wireless 900 W, quatro.
Como a fonte testada é baseada no projeto meia-ponte saber o limite máximo teórico de cada saída é muito simples: basta somar as correntes máximas de cada diodo conectado a cada saída.
A saída de + 12 V é produzida por dois retificadores Schottky F16C20C conectados em paralelo, cada um sendo capaz de fornecer até 16 A a 125º C (8 A por diodo interno). Isso nos dá uma corrente máxima teórica de 32 A ou 384 W para a linha de 12 V. Esta é exatamente a mesma configuração usada na Wireless 900 W, mas a Wireless 700 W tinha apenas um retificador nesta saída, possuindo portanto uma corrente máxima teórica inferior, de 16 A ou 192 W.
A saída de +5 V é produzida por dois retificadores Schottky S20C40C conectados em paralelo, cada um capaz de fornecer até 20 A a 100º C. Isso nos dá uma corrente máxima teórica de 40 A ou 200 W. Esta saída foi melhorada em relação aos antigos modelos de 700 W e 900 W, que usavam um único retificador SBL3045PT, apresentando uma corrente máxima teórica de 30 A ou 150 W.
Já a saída de +3.3 V da Wireless 2.0 560 W é idêntica à da Wireless 700 W e à da Wireless 900 W, usando um retificador de 30 A (SB3045), dando uma potência máxima teórica de 99 W.
Lembrando que esses valores são máximos teóricos e na prática as saídas são limitadas por outros componentes, em especial pelas bobinas do secundário.
clique para ampliar
Figura 11: Retificadores das saídas de +12 V, +5 V e +3,3 V.O secundário é monitorado por um circuito integrado AT2005B que fornece algumas proteções: sobretensão (OVP) e subtensão (UVP).
Mas o terceiro milagre desta fonte é que ela usa um circuito integrado contendo dois amplificadores operacionais (LM358) encarregados da proteção contra sobrecorrente (OCP) ou sobrecarga (OPP), recurso não presente na versão anterior da Wireless.
clique para ampliar
Figura 12: Detalhe da placa de circuito impresso da Wireless 700 W e da Wireless 900 W. Repare a ausência do circuito integrado.
clique para ampliar
Figura 13: Detalhe da placa de circuito impresso da Wireless 2.0 560 W. Repare a presença do circuito integrado.Os capacitores do secundário são de várias empresas diferentes, mas não conseguimos descobrir os fabricantes por desconhecermos as logomarcas.
Distribuição da Potência
Na Figura 14 você pode ver a etiqueta desta fonte contendo todas suas especificações de potência.
clique para ampliar
Figura 14: Etiqueta da fonte de alimentação.Esta é uma etiqueta falsa, no mais tradicional estilo “fonte genérica”. Esse é um absurdo que infelizmente ocorre em países como o nosso. Portanto nem vamos perder nosso tempo analisando a etiqueta.
Agora vamos ver o quanto esta fonte realmente consegue fornecer.
Testes de Carga
Nós fizemos vários testes com esta fonte de alimentação como descrevemos em nosso artigo Nossa Metodologia de Testes de Fontes de Alimentação.
Como nós não tínhamos idéia de quanto a Gamer Wireless 2.0 560 W realmente poderia fornecer, nós fizemos o seguinte. Nós definimos um padrão de carga de 85 W para o primeiro teste, um padrão de carga de 100 W para o segundo teste e daí por diante padrões em incrementos de 50 W.
Como coletamos muitos dados e todos como muita coisa a ser dita, nós dividimos os nossos testes de carga em duas páginas. Nesta página analisaremos os cinco primeiros padrões: 85 W, 100 W, 150 W, 200 W e 250 W. Na próxima página lidaremos com os demais padrões.
Se você somar todas as potências listadas para cada teste você pode encontrar um valor diferente do que publicamos na linha “Total” abaixo. Como cada saída pode ter uma pequena variação (por exemplo, a saída de +5V trabalhando a 5,10 V) a quantidade total de potência sendo fornecida é um pouco diferente do valor calculado. Na linha “Total” estamos usando a quantidade real de potência sendo fornecida, medida pelo nosso testador de carga.
Entrada
Teste 1
Teste 2
Teste 3
Teste 4
Teste 5
+12V1
3 A (36 W)
3 A (36 W)
5 A (60 W)
6,5 A (78 W)
8 A (96 W)
+12V2
2,5 A (30 W)
3 A (36 W)
5 A (60 W)
6 A (72 W)
8 A (96 W)
+5V
1 A (5 W)
2 A (10 W)
3 A (15 W)
4,5 A (22,5 W)
6 A (30 W)
+3,3 V
1 A (3,3 W)
2 A (6,6 W)
3 A (9,9 W)
4,5 A (14,85 W)
6 A (19,8 W)
+5VSB
1 A (5 W)
1 A (5 W)
1 A (5 W)
1 A (5 W)
1 A (5 W)
-12 V
0,5 A (6 W)
0,5 A (6 W)
0,5 A (6 W)
0,5 A (6 W)
0,5 A (6 W)
Total
84,7 W
99,4 W
155,0 W
197,0 W
250,1 W
% Carga Máx,
15,1%
17,8%
27,7%
35,2%
44,7%
Temp, Ambiente
38,4º C
38,1º C
38,4º C
40,6º C
41,9º C
Temp, Fonte
39,5º C
39,7º C
40,0º C
41,7º C
43,1º C
Estabilidade da Tensão
Aprovada
Aprovada
Aprovada
Aprovada
Aprovada
Ripple e Ruído
Aprovada
Aprovada
Aprovada
Aprovada
Aprovada
Potência CA
112,1 W
130,0 W
198,3 W
254,3 W
327,5 W
Eficiência
75,6%
76,5%
78,2%
77,5%
76,4%
Tensão CA
113,5 V
113,3 V
112,6 V
112,1 V
111,3 V
Fator de Potência
0,632
0,644
0,669
0,692
0,699
Resultado Final
Aprovada
Aprovada
Aprovada
Aprovada
Aprovada
Até 250 W tudo aparentemente bem, tirando a eficiência, o tempo todo abaixo de 80%. Esta fonte se saiu melhor do que a Wireless de 900 W no quesito oscilação e ruído, que esteve o tempo inteiro dentro dos limites máximos permitidos. A Wireless 900 W apresentou ruído acima do máximo permitido em vários testes.
O fator de potência esteve em valores baixos justamente porque esta fonte não tem circuito de correção do fator de potência (PFC). Em fontes com PFC ativo o fator de potência fica acima de 0,95. Valores baixos de fator de potência não é um problema para usuários finais, apenas para usuários industriais (clique aqui para entender).
Vamos ver agora o que aconteceu quando tentamos extrair mais de 250 W desta fonte.
Testes de Carga (Cont’d)
Veja abaixo os demais testes que efetuamos com a fonte testada.
Entrada
Teste 6
Teste 7
Teste 8
Teste 9
Teste 10
+12V1
9,5 A (114 W)
11,5 A (138 W)
13 A (156 W)
15 A (180 W)
16 A (192 W)
+12V2
9,5 A (114 W)
11,5 A (138 W)
13 A (156 W)
15 A (180 W)
16 A (192 W)
+5V
7 A (35 W)
8 A (40 W)
9 A (45 W)
10 A (50 W)
12 A (60 W)
+3,3 V
7 A (23,1 W)
8 A (26,4 W)
9 A (29,7 W)
10 A (33 W)
12 A (39,6 W)
+5VSB
1 A (5 W)
1 A (5 W)
1 A (5 W)
1 A (5 W)
1 A (5 W)
-12 V
0,5 A (6 W)
0,5 A (6 W)
0,5 A (6 W)
0,5 A (6 W)
0,5 A (6 W)
Total
291,2 W
342,1 W
384,9 W
438,8 W
Reprovada
% Carga Máx.
52,0%
61,1%
68,7%
78,4%
Reprovada
Temp. Ambiente
44,5º C
46,5º C
45,8º C
45,5º C
Reprovada
Temp. Fonte
46,7º C
53,1º C
55,6º C
59,5º C
Reprovada
Estabilidade da Tensão
Aprovada
Aprovada
Aprovada
Aprovada
Reprovada
Ripple e Ruído
Aprovada
Reprovada
Aprovada
Reprovada
Reprovada
Potência CA
397,9 W
492,0 W
566,0 W
685,0 W
Reprovada
Eficiência
73,2%
69,5%
68,0%
64,1%
Reprovada
Tensão CA
109,4 V
109,3 V
108,2 V
105,4 V
Reprovada
Fator de Potência
0,709
0,710
0,710
0,694
Reprovada
Resultado Final
Aprovada
Reprovada
Aprovada
Reprovada
Reprovada
A fonte testada foi bem até o teste de 300 W, deixando de fora a baixa eficiência. Acima disso foi ladeira abaixo: eficiência abaixo de 70% e alto nível de ruído durante o teste de 350 W (teste sete), 146,4 mV em +12V1 e 99,8 mV em +5 V (o máximo permitido é de 120 mV e 50 mV, respectivamente). Curiosamente durante o teste de 400 W (teste oito) a fonte funcionou “corretamente”, com ruído extremamente alto mas ainda dentro do permitido (109,4 mV em +12V1 e 116,6 mV em +12V2). Durante o teste de 450 W a fonte só funcionava durante alguns segundos; depois de algum tempo ela desarmava. Na configuração de 500 W ela nem ligava.
Isso nos mostra duas coisas. Primeiro, que ela possui como diferencial em relação à versão anterior da série Wireless possuir proteção (ver Figuras 12 e 13). Pelo menos ela não explode (nós bem que tentamos).
Segundo, ao nosso entender ela é uma fonte de 300 W, já que acima dessa potência o nível de ruído fica fora das especificações e a eficiência cai abaixo de 70%. Lembrando que a Wireless 900 W mostrou ser uma fonte de 350 W em nossos testes.
Abaixo mostramos o nível de ruído nas saídas durante o teste sete (350 W) para você sentir o drama.
clique para ampliar
Figura 15: Entrada +12V1 do nosso testador de carga com a fonte entregando 342,1 W (146,4 mV).
clique para ampliar
Figura 16: Entrada +12V2 do nosso testador de carga com a fonte entregando 342,1 W (159,4 mV).
clique para ampliar
Figura 17: Entrada de +5 V do nosso testador de carga com a fonte entregando 342,1 W (99,8 mV).
clique para ampliar
Figura 18: Entrada de +3,3 V do nosso testador de carga com a fonte entregando 342,1 W (43,4 mV).Principais Especificações
As principais características técnicas da Leadership Gamer Wireless 2.0 560 W são:
- ATX12V 2.x (versão exata não divulgada)
- Potência nominal rotulada: 560 W.
- Potência máxima medida: 291,2 W a 46,5º C.
- Eficiência medida: entre 73,2% e 78,2% em 115 V (nominal, ver resultados completos para a tensão realmente usada).
- PFC ativo: Não.
- Sistema de cabeamento modular: Sim.
- Conectores de alimentação da placa-mãe: Um conector de 20/24 pinos e um conector ATX12V com adaptador para transformá-lo em um conector EPS12V.
- Conectores de alimentação da placa de vídeo: Dois conectores de seis pinos em um cabo.
- Conectores de alimentação para periféricos: Sete em quatro cabos.
- Conectores de alimentação para a unidade de disquete: Dois em dois cabos.
- Conectores de alimentação SATA: Dois em um cabo.
- Proteções: Não divulgado.
- Garantia: Um ano.
- Mais informações: http://www.leadership.com.br
- Preço médio no Brasil: Compramos a fonte testada por R$ 150 no Rio de Janeiro/RJ.
Conclusões
A nova versão 2.0 da série Leadership Gamer Wireless traz duas vantagens em relação à versão anterior. A primeira é a presença de um circuito de proteção, que evita que a fonte exploda caso você puxe mais do que ela aguenta. A segunda vantagem é o nível de oscilação e ruído, que ficaram abaixo do máximo permitido durante o funcionamento “normal” da fonte, o que não ocorreu em nossos testes com a Wireless 900 W.
Mas as vantagens param aí. Nós descobrimos que a Leadership Gamer Wireless 2.0 560 W é na verdade uma fonte de 300 W (a Leadership Wireless 900 W era uma fonte de 350 W) e apresenta eficiência abaixo de 80% o tempo todo.
Além de informar uma potência máxima que não é real, a caixa informa característica que o produto não apresenta (seleção automática de tensão) e a logomarca do Inmetro, o que certamente pode levar consumidores a acharem que este produto foi testado e certificado por este sério órgão, o que não é verdade. Somente o cabo de força é certificado pelo Inmetro.
Em qualquer lugar do mundo o nome disso é trambicagem e em países sérios uma empresa dessas não sobreveria no mercado (tanto por causa de usuários negando-se a comprar este tipo de produto quanto a processos movidos por órgãos de defesa do consumidor para tirar este tipo de produto do mercado). Realmente não sabemos o que é mais triste: uma empresa que sobrevive no mercado enganando usuários ou usuários não procurando se informar e exigindo produtos de melhor qualidade e boicotando produtos como este.
Mais uma vez dizemos e repetimos: até quando teremos de aturar este tipo de coisa?
Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/Teste-da-Fonte-de-Alimentacao-Leadership-Gamer-Wireless-20-560-W/1697
© 1996-2012, Clube do Hardware. Todos os direitos reservados.
É expressamente proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site e dos textos disponíveis, seja através de mídia eletrônica, impressa, ou qualquer outra forma de distribuição. Os infratores serão indiciados e punidos com base na lei nº 9.610 de 19/02/1998.
Não nos responsabilizamos por danos materiais e/ou morais de qualquer espécie promovidos pelo uso das informações contidas no Clube do Hardware.