Teste da Fonte de Alimentação OCZ EliteXStream 1000 W
Por Gabriel Torres e Cássio Lima em 19 de novembro de 2008
Introdução
A OCZ EliteXStream 1000 W é hoje uma da fontes de alimentação de 1.000 W mais em conta do mercado. Isto foi possível graças à redução da quantidade de cabos de alimentação auxiliares para placas de vídeo (apenas quatro) e a ausência de um sistema de cabeamento modular, recursos presentes em outros modelos de 1.000 W. Por outro lado a OCZ consegui colocar esta fonte dentro de uma carcaça com apenas 16 cm de profundidade, enquanto que outros modelos de 1.000 W, como a Corsair HX1000W, precisa de uma carcaça maior com 20 cm de profundidade. Mas esta é uma boa fonte de alimentação? Vejamos se ela sobreviverá aos nossos testes de carga.
Nós estávamos curiosos para testar esta fonte especialmente porque já tínhamos testado outro modelo de 1.000 W da OCZ, a ProXStream 1000 W, que não se saiu muito bem em nossos testes: o uso de duas placas de circuito impresso e ventoinhas de 80 mm fez com que ela esquentasse muito, além de ser pesada e barulhenta e apresentar eficiência abaixo de 80% quando extraímos 800 W ou mais dela. Com esses dois problemas nós simplesmente não podemos recomendar a ProXStream 1000 W.
Assim como a ProXStream 1000 W, a EliteXStream 1000 W é pequena, como mencionamos, mas pelo menos a OCZ usou uma ventoinha de 120 mm com rolamento “riffle” em sua parte inferior em vez de ventoinhas de 80 mm em suas partes frontal e traseira. Como você sabe, ventoinhas de 120 mm ou maiores na parte inferior da fonte é melhor pois oferece um maior fluxo de ar e um menor nível de ruído.
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Figura 1: Fonte de alimentação OCZ EliteXStream 1000 W.
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Figura 2: Fonte de alimentação OCZ EliteXStream 1000 W.Como você pode ver, esta fonte não tem um sistema de cabeamento modular, o que ajudou a reduzir seu custo de fabricação e seu preço para o usuário final.
Esta fonte tem “apenas” quatro cabos de alimentação auxiliares para placas de vídeo, todos usando conectores de 6/8 pinos. Nós dissemos “apenas” porque modelos de 1.000 W concorrentes podem oferecer seis ou mais cabos, o que é desejável em fontes de 1.000 W. Fontes de alimentação nesta faixa de potência são claramente voltadas para micros com três ou quatro placas de vídeo. Como as placas de vídeo muito topo de linha necessitam de dois conectores de alimentação auxiliares, com a EliteXStream 1000 W você pode alimentar apenas duas placas de vídeo muito topo de linha diretamente. Se você quiser ter mais placas de vídeo você precisará usar adaptadores para converter plugues de alimentação para periféricos em conectores de alimentação para placas de vídeo.
A EliteXStream 1000 W tem quatro cabos para periféricos, um com quatro conectores de alimentação para periféricos, um com quatro conectores de alimentação para periféricos e um conector de alimentação para a unidade de disquete e dois com quatro conectores de alimentação SATA cada. A fonte também tem um conector EPS12V sem suporte a ATX12V e o conector da placa-mãe de 24 pinos não pode ser transformado em um conector de 20 pinos. Portanto você pode usar esta fonte apenas com placas-mães com um conector EPS12V.
No que diz respeito a estética todos os cabos utilizam um acabamento de nylon que parte de dentro da carcaça da fonte.
Nesta fonte todos os fios para periféricos são 18 AWG, com os fios de +5 V e +3,3 V do cabo principal da placa-mãe sendo 16 AWG, o que é realmente interessante (ou seja, eles são mais grossos). Seria legal ver mais fios 16 AWG em um produto de 1.000 W.
Este fonte de alimentação tem PFC ativo (ou seja, pode ser vendida na Europa) e por causa disto também tem seleção automática de tensão. A OCZ diz que esta fonte tem eficiência de 82%. Claro que mediremos a eficiência durante nossos testes.
Esta fonte é na verdade fabricada pela Impervio. Este fabricante também produz fontes de alimentação para a SilverStone. Apesar da aparência externa, do layout interno e do primário da OCZ EliteXStream 1000 W e da SilverStone OP1000-E serem idênticos, os secundários dessas duas fontes são completamente diferentes.
Vamos agora dar uma olhada no interior desta fonte.
Por Dentro da EliteXStream 1000 W
Nós decidimos desmontar esta fonte de alimentação para vermos qual projeto e componentes foram utilizados. Leia nosso tutorial Anatomia das Fontes de Alimentação Chaveadas para entender como uma fonte de alimentação trabalha internamente e para comparar esta fonte de alimentação com outras.
Nesta página teremos uma visão geral, enquanto que na página seguinte discutiremos em detalhes a qualidade e as características dos componentes usados.
O que imediatamente chamou nossa atenção foi o fato de esta fonte ter dois transformadores e três capacitores eletrolíticos no circuito PFC ativo. Nós veremos como eles estão conectados daqui a pouco.
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Figura 3: Visão geral.
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Figura 4: Visão geral.
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Figura 5: Visão geral.Estágio de Filtragem de Transientes
Como mencionamos em outros testes e artigos, a primeira coisa que gostamos de ver quando abrimos uma fonte de alimentação para termos uma idéia da sua qualidade é o estágio de filtragem de transientes. Os componentes recomendados para este estágio são duas bobinas de ferrite, dois capacitores cerâmicos (capacitores Y, normalmente azuis), um capacitor de poliéster metalizado (capacitor X, componente amarelo nas figuras abaixo) e um varistor (MOV, componente amarelo). Em fontes de alimentação genéricas são usados menos componentes do que o recomendado, normalmente removendo o varistor, que é essencial para eliminar picos de energia provenientes da rede elétrica, e a primeira bobina.
O estágio de filtragem de transientes desta fonte de alimentação é impecável. A grande peça metálica que se parece um conector CA é na verdade um filtro de linha completo. Esta é a primeira vez que vimos uma fonte de alimentação para PCs com um componente deste tipo. Esta fonte de alimentação tem uma bobina de ferrite e dois capacitores X a mais do que o necessário, mas não tem capacitores Y. Nós não nos preocupamos com isto por duas razões: primeiro, a presença do filtro de linha, que tem esses componentes internamente, e segundo porque após a ponte de retificação esta fonte tem mais um capacitor X e dois capacitores Y.
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Figura 6: Estágio de filtragem de transientes (parte 1).Agora vamos falar em mais detalhes sobre os componentes usados na EliteXStream 1000 W.
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Figura 7: Estágio de filtragem de transientes (parte 2).Análise do Primário
Vamos agora dar uma olhada em profundidade no primário da EliteXStream 1000 W. Para uma melhor compreensão do que iremos falar aqui, sugerimos que você leia nosso tutorial Anatomia das Fontes de Alimentação Chaveadas.
Esta fonte de alimentação usa uma ponte de retificação GBJ2006 em seu estágio primário capaz de fornecer até 20 A a 110°C. Este componente está claramente superdimensionado: a 115 V ele seria capaz de puxar até 2.300 W da rede. Supondo uma eficiência típica de 80%, isso significa que essa fonte poderia entregar até 1.840 W sem que este componente queimasse. É claro que estamos falando especificamente do limite da ponte de retificação, e a potência máxima que uma fonte é capaz de fornecer depende dos demais componentes usados.
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Figura 8: Ponte de retificação.O circuito PFC ativo usa três transistores de potência MOSFET 20N60C3, o mesmo usado por várias outras fontes de alimentação que já vimos. Cada um é capaz de fornecer até 300 A a 25°C em modo pulsante (que é o caso) ou até 45 A a 25°C ou 20 A a 110°C (veja o que a diferença de temperatura faz). Normalmente o circuito PFC ativo tem apenas dois transistores. Outras fontes de alimentação que já vimos até o momento e que utilizam três transistores no circuito PFC ativo incluem a Zalman ZM-600HP, OCZ StealthXstream 600 W e a OCZ GameXstream 700 W.
Outra coisa diferente no circuito PFC ativo desta fonte é o uso de três capacitores eletrolíticos japoneses da Hitachi rotulados a 105°C conectados em paralelo. Quando os capacitores são conectados em paralelo os valores de suas capacitâncias são somados. Portanto três capacitores de 330 µF conectados em paralelo equivalem a um capacitor de 990 µF. Este é um macete muito inteligente para obter uma maior capacitância sem usar um componente fisicamente maior. Esta é a melhor configuração possível: capacitores japoneses, alto limite de temperatura e capacitância muito elevada.
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Figura 9: Capacitores do circuito PFC ativo.Na seção de chaveamento esta fonte utiliza dois outros transistores 20N60C3 na tradicional configuração de chaveamento direto com dois transistores. As especificações para esses transistores foram publicadas acima. Eles alimentam os dois transformadores disponíveis, que têm seus primários conectados em paralelo. Portanto apensar de esta fonte ter dois transformadores eles são alimentados e controlados pelo mesmo circuito.
Como você pode ver na Figura 10 todos os principais semicondutores do primário são instalados no mesmo dissipador de calor.
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Figura 10: Diodo do PFC ativo, três transistores do PFC e dois transistores chaveadores.Esta fonte utiliza um controlador PFC/PWM discreto em vez de usar um circuito integrado que tem este circuito já pronto. Nesta fonte este circuito foi feito usando um comparador LM339, um controlador de modo de corrente UC3845B e um controlador PFC ICE2PCS02.
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Figura 11: Controlador do PFC ativo/PWM.Análise do Secundário
Nesta fonte de alimentação o primeiro transformador e parte do segundo transformador são usados para produzir as saídas de +12 V. O segundo transformador é também responsável pelas saídas +5 V e +3,3 V.
Esta fonte usa uma topologia síncrona para retificar a saída de +12 V. Nesta topologia os diodos retificadores são substituídos por transistores MOSFET de potência. Em teoria este projeto oferece uma maior eficiência, pois a queda de tensão em cada transistor é de apenas 0,1 V ou menos, enquanto que a queda de tensão típica em um retificador Schottky é de 0,5 V. Em outras palavras há menos desperdício de potência, resultando em uma maior eficiência. Os quatro transistores de potência MOSFET usados para a retificação da saída de +12 V são FDP047AN08A0, que suportam uma corrente máxima de até 80 A a 144° C cada em modo contínuo e um valor muito mais alto em modo pulsante, que é o caso (nós precisaríamos saber a freqüência com que os transistores de chaveamento estão funcionando para fazermos as contas da corrente máxima teórica desses transistores em modo pulsante, portanto em nossos cálculos vamos considerar a corrente máxima em modo contínuo).
A corrente máxima teórica que a linha de +12 V pode fornecer é dada pela fórmula I / (1 – D), onde D é o ciclo de trabalho usado e I é a corrente máxima suportada pelo diodo responsável pela retificação (neste caso, formado por dois transistores de 80 A em paralelo). Apenas como um exercício teórico podemos assumir um ciclo de carga de 30%. Isto nos daria uma corrente máxima teórica de 229 A ou 2.743 W para a saída de +12 V. A corrente máxima que esta linha pode realmente fornecer depende dos demais componentes usados, em particular da bobina. Como você pode ver o projeto desta fonte está claramente superdimensionado.
A saída de + 5V é produzida por dois retificadores Schottky STPS30L45CT, cada um suportando até 30 A (15 A por diodo interno) a 135º C. A corrente máxima teórica que a linha de +5 V pode fornecer é dada pela fórmula I / (1 – D), onde D é o ciclo de trabalho usado e I é a corrente máxima suportada pelo diodo responsável pela retificação (neste caso, formado por dois diodos de 15 A em paralelo). Apenas como um exercício teórico podemos assumir um ciclo de carga de 30%. Isto nos daria uma corrente máxima teórica de 43 A ou 214 W para a saída de +5 V. A corrente máxima que esta linha pode realmente fornecer depende dos demais componentes usados, em particular da bobina.
A saída de +3,3 V é produzida por dois retificadores Schottky STPS30L30CT, cada um capaz de suportar até 30 A (15 A por diodo interno) a 140º C. A corrente máxima teórica que a linha de +3,3 V pode fornecer é dada pela fórmula I / (1 – D), onde D é o ciclo de trabalho usado e I é a corrente máxima suportada pelo diodo responsável pela retificação (neste caso, formado por dois diodos de 15 A em paralelo). Apenas como um exercício teórico podemos assumir um ciclo de carga de 30%. Isto nos daria uma corrente máxima teórica de 43 A ou 141 W para a saída de +3,3 V. A corrente máxima que esta linha pode realmente fornecer depende dos demais componentes usados, em particular da bobina.
É interessante notar que as linhas de +5 V e +3,3 V não compartilham a mesma saída do transformador, como de costume.
No dissipador de calor do secundário nós também encontramos o retificador para a saída +5VSB (“standby”), um SBL1060CT. Este dispositivo pode suportar até 10 A (5 A por diodo interno). Isto explica o maior limite de corrente que esta fonte tem na sua saída de +5VSB (4 A) se comparado com outros produtos (este é na verdade o limite mais alto que vimos até hoje; a maioria das fontes de alimentação pode fornecer até 3 A ou 3,5 A na saída de +5VSB).
Outro componente encontrado no dissipador de calor do secundário é um circuito integrado regulador de tensão para a saída de -12 V (LM7912). Este dispositivo tem um limite de corrente de 1,5 A. O uso deste circuito integrado explica porque a saída de -12 V estava tão estável durante nossos testes (normalmente os fabricantes utilizam soluções de baixo custo para a saída de -12 V, o que resulta em elevados níveis de ripple nesta saída). Nós falaremos mais sobre isto depois.
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Figura 12: Transistores de potência MOSFET responsáveis pela retificação de +12 V.
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Figura 13: Retificadores para a saída de +5VSB, para a saída de +3,3 V (dois), para a saída de +5 V (dois) e para o regulador de tensão da saída de -12 V.As saídas são monitoradas pelo circuito integrado PS232, que além de gerar o sinal "power good" suporta as seguintes proteções: sobrecarga de corrente (OCP), subtensão (UVP) e sobretensão (OVP). Qualquer outra proteção adicional que esta fonte venha a ter tem de ser implementada usando componentes externos a este circuito integrado.
Por falar em proteções, note como esta fonte tem dois sensores térmicos no dissipador de calor do secundário. Normalmente isto significa que o produto tem proteção contra superaquecimento (OTP), mas não há referência a esta proteção no site da OCZ e teríamos de gastar um bom tempo analisando o circuito desta fonte para confirmarmos esta suspeita.
Os capacitores eletrolíticos do secundário são da Teapo, uma empresa taiuanesa. Seria interessante se o fabricante também tivesse usado capacitores japoneses aqui.
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Figura 14: Circuito integrado de monitoramento PS232S.Distribuição da Potência
Na Figura 15 você pode ver a etiqueta desta fonte contendo todas suas especificações de potência.
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Figura 15: Etiqueta da fonte de alimentação.Esta fonte usa um projeto com um único barramento, portanto não há nada o que falar aqui. É interessante notar que internamente os fios de +12 V são divididos em cinco grupos (+12V1, +12V2, +12V3, +12V4 e +12V5) e utilizam fios com cores diferentes. Portanto o fabricante poderia ter um produto com cinco barramentos virtuais caso ele tivesse implementado proteção contra sobrecarga de corrente (OCP) em cada grupo de fios.
Agora vamos ver se esta fonte pode realmente fornecer 1.000 W.Testes de Carga
Nós fizemos vários testes com esta fonte de alimentação como descrevemos em nosso artigo Nossa Metodologia de Testes de Fontes de Alimentação.
Primeiro nós testamos esta fonte com cinco padrões diferentes de carga, tentando extrair em torno de 20%, 40%, 60%, 80% e 100% da sua capacidade máxima rotulada (na linha “% Carga Máx” nós listamos a porcentagem usada), observando como a fonte testada se comportava em cada carga. Em seguida nós tentamos extrair ainda mais potência desta fonte e os resultados para este teste estão na próxima página.
Se você somar todas as potências listadas para cada teste você pode encontrar um valor diferente do que publicamos na linha “Total” abaixo. Como cada saída pode ter uma pequena variação (por exemplo, a saída de +5 V trabalhando a 5,10 V) a quantidade total de potência sendo fornecida é um pouco diferente do valor calculado. Na linha “Total” estamos usando a quantidade real de potência sendo fornecida, medida pelo nosso testador de carga.
+12V1 e +12V2 são as entradas independentes do nosso testador de carga e neste caso elas foram conectadas no mesmo barramento da fonte, já que a OCZ EliteXStream 1000 W tem apenas um único barramento. A configuração abaixo é exatamente a mesma usada em nossos testes com outras fontes de alimentação de 1.000 W, como a OCZ ProXStream 1000 W e a Corsair HX1000W.
Entrada
Teste 1
Teste 2
Teste 3
Teste 4
Teste 5
+12V1
8 A (96 W)
14 A (168 W)
22 A (264 W)
30 A (360 W)
33 A (396 W)
+12V2
8 A (96 W)
14 A (168 W)
22 A (264 W)
28 A (336 W)
33 A (396 W)
+5V
2 A (10 W)
6 A (30 W)
8 A (40 W)
10 A (50 W)
22,5 A (112,5 W)
+3.3 V
2 A (6,6 W)
6 A (19,8 W)
8 A (40 W)
10 A (33 W)
22 A (72,6 W)
+5VSB
1 A (5 W)
2 A (10 W)
2 A (10 W)
3 A (15 W)
3,5 A (17,5 W)
-12 V
0,5 A (6 W)
0,5 A (6 W)
0,5 A (6 W)
0,5 A (6 W)
0,5 A (6 W)
Total
222,5 W
405,7 W
613,4 W
800,0 W
995,0 W
% Carga Máx.
22,3%
40,6%
61,3%
80,0%
99,5%
Temp. Ambiente
48,6º C
49,9º C
47,5º C
49,4º C
50,2º C
Estabilidade da Tensão
Aprovada
Aprovada
Aprovada
Aprovada
Aprovada
Ripple e Ruído
Aprovada
Aprovada
Aprovada
Aprovada
Aprovada
Potência CA (1)
254 W
459 W
702 W
950 W
1235 W
Eficiência (1)
87,6%
88,4%
87,4%
84,2%
80,6%
Potência CA (2) 265,0 W 477,3 W 735,0 W 981,0 W 1.273,0 W Eficiência (2) 84,0% 85,0% 83,5% 81,5% 78,2% Tensão CA 109,2 V 109,6 V 104,1 V 101,1 V 96,8 V Fator de Potência 0,996 0,997 0,998 0,998 0,997 Resultado Final
Aprovada
Aprovada
Aprovada
Aprovada
Aprovada
Atualizado em 25/06/2009: Nós re-testamos esta fonte de alimentação usando o nosso novo wattímetro GWInsteak GPM-8212, que é um instrumento de precisão, apresentando precisão de 0,2% e, desta forma, lendo os valores corretos para a potência CA e eficiência (resultados marcados com "2" na tabela acima; os resultados marcados com "1" foram medidos com o nosso wattímetro anterior da Brand Electronics, que não é tão preciso como você pode ver). Nós também adicionamos valores para a tensão CA durante nossos testes, o que é importante de se saber, já que a eficiência é diretamente proporcional à tensão CA (quanto maior a tensão, maior é a eficiência). Fabricantes normalmente divulgam a eficiência com a fonte trabalhando em 230 V, o que infla a eficiência anunciada. Outro parâmetro que adicionamos foi o fator de potência, que mede a eficiência do circuito PFC ativo da fonte de alimentação. Este número tem de estar o mais próximo de 1 o possível. O circuito PFC ativo desta fonte é excepcional, pois o fator de potência esteve em 0,99 em todos os testes.
Esta fonte pode realmente fornecer 1.000 W a 50º C com um nível de ruído muito baixo. O ripple e o ruído estiveram sempre abaixo de 10 mV nas saídas de +5 V, onde o valor máximo admissível é de 50 mV (valores de pico-a-pico)! Ao extrairmos 1.000 W desta fonte o nível de ruído nas saídas de +12 V e +3,3 V não estavam nem na metade do máximo admissível (que é 120 mV para a saída de +12 V e 50 mV para a saída de +5 V).
As tensões estiveram estáveis durante todo o tempo, embora as tensões nas saídas de +3,3 V e +5 V caírem um pouco durante o teste número cinco (com a fonte fornecendo 1.000 W), mas ainda dentro da tolerância de 5% estabelecida pelo padrão ATX/EPS12V.
Mesmo a saída de -12 V estava extremante estável com um baixo ripple. Normalmente a saída de -12 V oscila muito, já que os fabricantes utilizam soluções de baixo custo para sua retificação, filtragem e regulação. Como esta fonte usou um circuito integrado regulador de tensão para tratar desta saída ela obteve resultados excelentes nesta saída. O nível de ruído máximo que vimos nesta saída foi de 13,8 mV quando a fonte estava fornecendo 1.000 W; na Corsair HX1000W, por exemplo, o nível de ruído na saída de -12 V estava em 62 mV quando a fonte estava fornecendo a mesma quantidade de potência.
Você terá uma alta eficiência com esta fonte caso extraia até 60% da sua capacidade rotulada (600 W): entre 83,5% e 85%. A 80% de sua carga máxima (800 W) a eficiência caiu para 81,5%, mas ainda acima da marca dos 80%. Mas quando extraímos cerca de 1.000 W esta fonte forneceu eficiência abaixo de 80%: 78,2%. Isto não é exatamente um problema, já que fontes de alta potência são direcionadas a usuários que querem operá-las na metade de sua potência rotulada de modo a obter a maior eficiência possível (clique aqui para aprender mais sobre esta questão). Você nunca conseguirá puxar nem perto de 1.000 W com um computador pessoal.
Abaixo você pode ver o nível de ruído quando extraímos 995 W (teste número cinco) desta fonte de alimentação. Só para lembrar, o máximo permitido para as saídas de +12 V é 120 mV de pico-a-pico e o máximo permitido para as saídas de +5 V e +3,3 V é de 50 mV de pico-a-pico.
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Figura 16: Nível de ruído na entrada de +12V1 do nosso testador de carga com a fonte fornecendo 995 W (47,4 mV).
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Figura 17: Nível de ruído na entrada de +12V2 do nosso testador de carga com a fonte fornecendo 995 W (41,2 mV).
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Figura 18: Nível de ruído na entrada de +5 V do nosso testador de carga com a fonte fornecendo 995 W (9,8 mV).
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Figura 19: Nível de ruído na entrada de +3,3 V do nosso testador de carga com a fonte fornecendo 995 W (23,4 mV).Infelizmente nós não conseguimos ver esta fonte pode fornecer mais de 1.000 W por causa de uma limitação em nosso equipamento. No teste número cinco (1.000 W) nós já estávamos extraindo a quantidade máxima de corrente que nosso equipamento é capaz de extrair das suas duas entradas de +12 V (33 A ou 396 W cada). Por isso não conseguimos extrair mais de 1.000 W como gostaríamos. Claro que poderíamos manter as entradas de +12 V em 33 A e aumentar a corrente nas linhas de +5 V e +3,3 V, mas esta não é a configuração ideal, já que sempre queremos extrair a quantidade máxima que pudermos das saídas de +12 V da fonte de alimentação, pois atualmente é nesta saída onde o consumo é concentrado (placas de vídeo e processadores são alimentados pela fonte nas saídas de +12 V).
Pela mesma razão nós não testamos a proteção contra sobrecarga de corrente (OCP) da fonte, já que o barramento de +12 V da EliteXStream 1000 W tem um limite de 80 A, mas nós extraímos apenas 66 A.
Principais Especificações
As principais características técnicas da EliteXStream 1000 W são:
- EPS 2.91
- Potência nominal rotulada: 1.000 W a 50º C.
- Potência máxima medida: 1.000 W a 50º C.
- Eficiência rotulada: 82%.
- Eficiência medida: entre 78,2% e 85% em 115 V (nominal, ver resultados completos para a tensão realmente usada).
- PFC ativo: Sim.
- Sistema de cabeamento modular: Não.
- Conectores de alimentação da placa-mãe: Um conector de 24 pinos e um conector EPS12V.
- Conectores de alimentação da placa de vídeo: Quatro conectores de 6/8 pinos.
- Conectores de alimentação para periféricos: Oito em dois cabos.
- Conectores de alimentação para a unidade de disquete: Um.
- Conectores de alimentação SATA: Oito em dois cabos.
- Proteções: Sobrecarga de corrente (OCP, não testada), sobrecarga de tensão (OVP, não testada) e curto-circuito (SCP, testada e funcionando).
- Verdadeiro fabricante: Impervio
- Garantia: Cinco anos nos EUA. No Brasil a garantia dependerá do distribuidor.
- Mais informações: http://www.ocztechnology.com
- Preço médio nos EUA*: US$ 216,50
*Pesquisado no Shopping.com no dia da publicação deste teste.
Conclusões
Nós ficamos realmente impressionados com a OCZ EliteXStream 1000 W. Ela pode realmente fornecer 1.000 W a 50º C com um dos menores níveis de ripple e ruído que já vimos. Você terá uma alta eficiência com esta fonte caso extraia até 60% da sua capacidade rotulada (600 W): entre 83,5% e 85%. A 80% de sua carga máxima (800 W) a eficiência caiu para 81,5%, mas ainda acima da marca dos 80%. Mas quando extraímos cerca de 1.000 W esta fonte forneceu eficiência abaixo de 80%: 78,2%. Isto não é exatamente um problema, já que fontes de alta potência são direcionadas a usuários que querem operá-las na metade de sua potência rotulada de modo a obter a maior eficiência possível (clique aqui para aprender mais sobre esta questão). Você nunca conseguirá puxar nem perto de 1.000 W com um computador pessoal.
Este é uma boa fonte, especialmente quando você a compara com a versão anterior de 1.000 W da OCZ, a ProXStream, que tem uma péssima eficiência (79% quando você extrai 800 W, apenas 74,5% quando você extrai 1.000 W), uma ventoinha pequena e barulhenta e sérios problemas de aquecimento devido ao excesso de componentes “amontoados” em uma pequena carcaça resfriados uma ventoinha ineficiente.
A ProXStream é mais barata, mas por favor, fique longe dela. A EliteXStream é um pouco mais cara mas vale a pena pagar mais por ela. Na verdade, ela é mais barata do que outros modelos de 1.000 W como a Corsair HX1000W e a Thermaltake Toughpower 1000 W.
Claro que deve haver uma desvantagem para seu baixo preço e ela pode ser encontrada na ausência de um sistema de cabeamento modular e um número reduzido de cabos de alimentação para placas de vídeo.
A presença de apenas quatro cabos de alimentação para placas de vídeo é a principal desvantagem deste produto (apesar de todos eles usarem conectores de 6/8 pinos, que é uma vantagem), porque limita você de instalar mais de duas placas de vídeo muito topo de linha com dois conectores auxiliares cada sem o uso de adaptadores, e nós acreditamos que a maioria das pessoas que procura uma fonte de 1.000 W terá mais de duas placas de vídeo. Claro que você pode usar adaptadores nos plugues de alimentação para periféricos para obter os conectores extras que você precisará.
Se esta limitação não incomoda você, vá em frente e compre a OCZ EliteXStream 1000 W: ela é hoje uma das fontes de alimentação de 1.000 W com a melhor relação custo/benefício do mercado.
Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/Teste-da-Fonte-de-Alimentacao-OCZ-EliteXStream-1000-W/1592
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