Teste da Fonte de Alimentação Powerstrike 550 W
Por Gabriel Torres em 05 de novembro de 2009

Introdução

Produto Bomba

Chegou a hora de testarmos o modelo de 550 W da Powerstrike que, segundo o fabricante, é uma fonte de potência “nominal”. Estávamos muito curiosos para testar esta fonte, já que os modelos de potência “real” deste fabricante (500 W e 650 W) conseguiram atingir o “status” de piores fontes que já testamos.

A caixa desta fonte diz que ela é uma fonte de 550 W, mas em letras miúdas no canto da embalagem encontramos a frase “potência real: 250 W”. Mas aparentemente nem o fabricante sabe qual é a potência real desta fonte, já que em seu site ele diz que a fonte tem uma potência real de 280 W. Seja qual for a verdadeira potência máxima desta fonte (que iremos descobrir em nossos testes), é inexplicável a mágica usada pelo fabricante para rotular esta fonte. É impressionante como no Brasil empresas rotulam fontes com uma potência falsa e ficam impunes.

Powerstrike 550 W
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Figura 1: Fabricante diz na caixa em letras miúdas que a potência real é de 250 W.

Por falar na caixa, que tal a frase “tanquilidade não tem preço”? Uma piada de mal gosto, não é mesmo? Há ainda um erro grosseiro de grafia (“standart power” em vez de “standard power”) – pior mesmo é o “técnologia” (sic) no site do fabricante. Há um número de registro da UL impresso na caixa que, similarmente ao que ocorre com as demais fontes da Powerstrike, resolve para a FSP, mas este número é falso (eles copiaram e colaram as logomarcas de certificações de outra fonte qualquer): nós mandamos fotos das fontes Powerstrike desmontadas para a FSP e de acordo com o engenheiro da FSP que nos atendeu essas fontes não são fabricadas por eles e o comentário dele foi “falsificação de fontes de alimentação? Era só o que faltava!”. A etiqueta da fonte traz ainda especificação de potência para a saída de -5 V, que não existe na fonte.

Powerstrike 550 W
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Figura 2: Fonte de alimentação Powerstrike 550 W.

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Figura 3: Fonte de alimentação Powerstrike 550 W.

A Powerstrike de 550 W segue o padrão das primeiras fontes de alimentação para gabinetes mini-torre: 14 cm de profundidade, ventoinha de 80-mm em sua parte traseira e baseada na topologia meia-ponte, sem circuito PFC ativo.

Nenhum dos cabos possui proteção de nylon e todos eles usam fios 20 AWG, que são mais finos do que o mínimo recomendado (18 AWG). A reduzida quantidade de cabos corresponde a um produto de baixo custo:

  • Cabo principal da placa-mãe com conector de 20/24 pinos.
  • Um cabo com um conector ATX12V.
  • Um cabo de alimentação SATA com dois conectores.
  • Um cabo de alimentação para periféricos com dois plugues padrão e um conector para unidades de disquete.

Como você pode ver, esta fonte não possui cabo para alimentar placas de vídeo.

Os cabos são ridiculamente curtos, medindo apenas 30 cm entre a carcaça da fonte e o primeiro conector do cabo, tornando impossível a instalação desta fonte em gabinetes do tipo “full tower” ou gabinetes torre média onde a fonte fica na parte inferior. Cabos com mais de um conector possuem 15 cm de distância entre os conectores.

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Figura 4: Cabos.

Vamos agora dar uma olhada no interior desta fonte de alimentação.

Por Dentro da Powerstrike de 550 W

Nós decidimos desmontar esta fonte de alimentação para vermos qual projeto e componentes foram utilizados. Leia nosso tutorial Anatomia das Fontes de Alimentação Chaveadas para entender como uma fonte de alimentação trabalha internamente e para comparar esta fonte de alimentação com outras.

Nesta página teremos uma visão geral, enquanto que nas páginas seguintes discutiremos em detalhes a qualidade e as especificações dos componentes usados.

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Figura 5: Visão geral.

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Figura 6: Visão geral.

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Figura 7: Visão geral.

Estágio de Filtragem de Transientes

Como mencionamos em outros testes, a primeira coisa que gostamos de ver quando abrimos uma fonte de alimentação para termos uma idéia da sua qualidade é o estágio de filtragem de transientes. Os componentes recomendados para este estágio são duas bobinas de ferrite, dois capacitores cerâmicos (capacitores Y, normalmente azuis), um capacitor de poliéster metalizado (capacitor X) e um varistor (MOV). Em fontes de alimentação genéricas são usados menos componentes do que o recomendado, normalmente removendo o varistor, que é essencial para eliminar picos de energia provenientes da rede elétrica, e a primeira bobina.

A pergunta aqui é: filtro? Que filtro? No mais belo estilo “fonte de alimentação genérica” a Powerstrike de 550 W possui apenas dois capacitores Y, ficando devendo capacitor X, bobinas e varistores. Curiosamente a fonte possui local para a instalação desses componentes, como você pode reparar na Figura 8.

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Figura 8: Onde seria o estágio de filtragem de transientes.

Agora vamos ter uma discussão mais detalhada a respeito dos componentes usados na Powerstrike de 550 W.

Análise do Primário

Vamos agora dar uma olhada em profundidade no primário da Powerstrike de 550 W. Para uma melhor compreensão do que iremos falar aqui, sugerimos a leitura do nosso tutorial Anatomia das Fontes de Alimentação Chaveadas.

Em vez de usar uma ponte de retificação “pronta”, esta fonte usa quatro diodos RL207, cada um aguentando no máximo 2 A a 75º C, que é um limite ridiculamente baixo: esta fonte seria em teoria capaz de extrair até  230 W em uma rede elétrica de 115 V; assumindo uma eficiência de 80%, esta ponte permitiria que esta fonte fornecesse somente até 184 W sem a queima dos diodos. Aqui já dá para ver que esta fonte não tem como ser um produto de 550 W nem muito menos de 250 W ou 280 W.

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Figura 9: Ponte de retificação.

A Powerstrike de 550 W usa dois transistores de potência NPN 13007 em sua seção de chaveamento usando um projeto de meia-ponte, cada um suportando até 8 A a 25º C (infelizmente o fabricante desses transistores não disse quanto eles podem fornecer em altas temperaturas).

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Figura 10: Transistores chaveadores (o transistor da extrema direita é responsável pela fonte standby/+5VSB).

Os transistores chaveadores são controlados por um circuito integrado SDC7500, que está fisicamente localizado no secundário.

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Figura 11: Controlador PWM.

Vamos agora dar uma olhada no secundário desta fonte de alimentação.

Análise do Secundário

Esta fonte usa três retificadores em seu secundário.

A corrente máxima teórica que cada linha pode fornecer é dada pela fórmula I / (1 - D), onde D é o ciclo de trabalho usado e I é a corrente máxima suportada pelo diodo de retificação. Como esta fonte usa o projeto meia-ponte, o ciclo de trabalho é de 50%, ou seja, basta somar a corrente máxima de todos os diodos de cada saída.

A saída de +12 V usa um retificador F20C20C, que possui uma corrente máxima de 20 A (10 A por diodo interno a 125º C, queda de tensão de 1,30 V – que é absurdamente alta). Isso nos dá uma potência máxima teórica de 240 W para a saída de +12 V. Importante notar que este retificador não é do tipo “Schottky” e sim do tipo “rápido”, que apresenta eficiência inferior devido à alta queda de tensão. Alguém por favor nos explica como uma potência máxima teórica de 240 W consegue ser transformada em uma potência máxima de 420 W na etiqueta da fonte?

A saída de +5 V usa um retificador Schottky S20C40C, possuindo uma corrente máxima de 20 A (10 A por diodo interno a 125º C, queda de tensão máxima de 0,55 V). Isso nos dá uma potência máxima teórica de 100 W para a saída de +5 V.

A saída de +3,3 V é produzida por outro retificador Schottky S20C40C, dando uma potência máxima teórica de 66 W para a saída de +3,3 V.

Aqui o fabricante usou sua varinha mágica para fazer com que uma potência máxima teórica de 166 W (100 W + 66 W) se transformasse em 300 W na etiqueta da fonte.

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Figura 12: Retificadores de +3,3 V, de +12 V e de +5 V.

Proteções são implementadas discretamente usando um comparador de tensão LM339 e com isso não temos como dizer exatamente quais proteções esta fonte realmente possui.

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Figura 13: Comparador de tensão.

Todos os capacitores desta fonte de alimentação são chineses, como era de se esperar.

Distribuição da Potência

Na Figura 14 você pode ver a etiqueta contendo todas as especificações de potência desta fonte.

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Figura 14: Etiqueta da fonte de alimentação.

De acordo com a etiqueta esta fonte tem apenas um barramento de +12 V, o que pudemos comprovar ao analisarmos o circuito da fonte testada.

Vamos agora ver o quanto esta fonte pode realmente fornecer.

Testes de Carga

Nós fizemos vários testes com esta fonte de alimentação como descrevemos em nosso artigo Nossa Metodologia de Testes de Fontes de Alimentação.

Primeiro nós testamos esta fonte com cinco padrões diferentes de carga, tentando extrair em torno de 20%, 40%, 60%, 80% e 100% da sua capacidade máxima rotulada (na linha “% Carga Máx” nós listamos a porcentagem usada), observando como a fonte testada se comportava em cada carga. Na tabela abaixo nós listamos os padrões de carga e os respectivos resultados.

Se você somar todas as potências listadas para cada teste você pode encontrar um valor diferente do que publicamos na linha “Total” abaixo. Como cada saída pode ter uma pequena variação (por exemplo, a saída de +5V trabalhando a 5,10 V) a quantidade total de potência sendo fornecida é um pouco diferente do valor calculado. Na linha “Total” estamos usando a quantidade real de potência sendo fornecida, medida pelo nosso testador de carga.

+12V1 e +12V2 são as entradas independentes de +12 V do nosso testador de carga e durante nossos testes a entrada +12V1 estava conectada aos barramentos +12V1 e +12V2 enquanto que a entrada +12V2 estava conectada ao barramento +12V2 da fonte de alimentação testada.

+12V1 e +12V2 são as entradas independentes de +12 V do nosso testador de carga e como esta fonte só possui um único barramento ambas foram conectadas ao único barramento existente. A entrada +12V2 foi ligada ao conector ATX12V enquanto todos os demais conectores foram ligados à entrada +12V1 do nosso testador.

Nós resolvemos testar esta fonte de uma maneira um pouco diferente da habitual. Sendo um produto de baixo custo, desconfiávamos que ela não poderia entregar sua potência rotulada – na realidade nem sequer sabíamos qual era a sua potência verdadeira, pois esta fonte é rotulada como sendo um produto de 550 W mas na caixa diz que a sua potência real é de 250 W e no site do fabricante diz que a sua potência real é de 280 W. Com isso, resolvemos testá-la com mais padrões de carga do que o habitual, começando em 100 W e subindo a potência em incrementos de 25 W até encontrarmos o máximo que esta fonte poderia entregar sem queimar.

Entrada

Teste 1

Teste 2

Teste 3

Teste 4

Teste 5

Teste 6

+12V1

3,5 A (42 W)

4,5 A (54 W)

5,5 A (66 W)

6,5 A (78 W)

7,5 A (90 W)

8,5 A (102 W)

+12V2

3 A (36 W)

4 A (48 W)

5 A (60 W)

6 A (72 W)

7 A (84 W)

8 A (96 W)

+5 V

1,5 A (7,5 W)

1,5 A (7,5 W)

1,5 A (7,5 W)

1,5 A (7,5 W)

2 A (10 W)

2 A (10 W)

+3,3 V

1 A (3,3 W)

1 A (3,3 W)

1,5 A (4,95 W)

2 A (6,6 W)

2 A (6,6 W)

2 A (6,6 W)

+5VSB

1 A (5 W)

1 A (5 W)

1 A (5 W)

1 A (5 W)

1 A (5 W)

1 A (5 W)

-12 V

0,5 A (6 W)

0,5 A (6 W)

0,5 A (6 W)

0,5 A (6 W)

0,5 A (6 W)

0,5 A (6 W)

Total

98,7 W

127,0 W

144,8 W

167,6 W

191,1 W

210,8 W

% Carga Máx.

17,9%

23,1%

26,3%

30,5%

34,7%

38,3%

Temp. Ambiente

40,0º C

40,2º C

40,6º C

41,5º C

42,7º C

44,5º C

Temp. Fonte

42,8º C

43,8º C

44,9º C

46,5º C

48,8º C

51,8º C

Estabilidade da Tensão

Aprovada

Aprovada

Aprovada

Aprovada

Reprovada em +12 V e +5 V

Reprovada em +12 V e +5 V

Oscilação e Ruído

Reprovada em +5 V e +5VSB

Reprovada em +5 V e +5VSB

Reprovada em +5 V e +5VSB

Reprovada em +5 V e +5VSB

Reprovada em +5 V e +5VSB

Reprovada em +5 V e +5VSB

Potência CA

129,1 W

166,2 W

191,2 W

225,9 W

265,6 W

304,5 W

Eficiência

76,5%

76,4%

75,7%

74,2%

72,0%

69,2%

Tensão CA

113,8 V

113,3 V

113,2 V

112,9 V

112,4 V

112,3 V

Fator de Potência

0,633

0,630

0,627

0,623

0,628

0,628

Resultado Final

Reprovada

Reprovada

Reprovada

Reprovada

Reprovada

Reprovada

A Powerstrike de 550 W queimou quando tentamos puxar mais de 210 W dela. Mais detalhes na próxima página.

A eficiência esteve abaixo de 80% o tempo todo, variando entre 69,2% e 76,5%.

As tensões estiveram dentro da faixa permitida somente quando puxamos até 167 W desta fonte. Acima disso os valores das saídas de +5 V e +12 V estiveram abaixo do mínimo permitido.

Os níveis de oscilação e ruído foram o maior problema desta fonte. As saídas +5 V e +5VSB estiveram sempre com um nível de ruído acima do máximo possível (vimos um ruído de pelo menos 73 mV na saída +5 V quando o máximo permitido é 50 mV). A saída +3,3 V esteve sempre muito próxima ao limite (46 a 48 mV, quando o limite é 50 mV). A saída +12 V apresentou um nível de ruído de 85 mV durante o teste seis, um valor alto, mas ainda dentro do limite de 120 mV. Todos esses valores são de pico-a-pico.

Esta fonte apresenta perigo real ao seu equipamento, por ter tensões “sujas” (muito ruído) e fora da faixa de operação correta, o que pode ocasionar em sobrecarga, comportamento errático e até mesmo a queima de componentes.

A Queima

A Powerstrike de 550 W não “explodiu”. Ela queimou “lentamente” quando estávamos tentando puxar cerca de 225 W dela. No vídeo abaixo você pode ver o momento exato em que ela queimou (por volta dos 50 segundos). Nos mostradores do nosso testador de carga você pode ver as tensões de todas as saídas e, de repente, elas começam a ficarem “loucas” (a saída de +12 V vai a quase zero e a saída de +5 V vai a quase +7 V). Repare também que desde o início as saídas já estavam fora de sua faixa de operação correta. Em seguida a fonte não funcionava mais. Abrindo a fonte não conseguimos descobrir qual foi o componente que queimou (os principais semicondutores estavam ok).

Principais Especificações

As principais características técnicas da Powerstrike de 550 W incluem:

  • ATX12V 2.0
  • Potência nominal rotulada: 550 W nominal, 250 W (caixa) ou 280 W (site) real.
  • Potência máxima medida: 210 W a 44,5º C.
  • Eficiência rotulada: Informação não disponível.
  • Eficiência medida: entre 69,2% e 76,5% em 115 V (nominal, ver resultados completos para a tensão realmente usada).
  • PCF ativo: Não.
  • Sistema de cabeamento modular: Não.
  • Conectores de alimentação da placa-mãe: Um conector de 20/24 pinos e um conector ATX12V.
  • Conectores de alimentação da placa de vídeo: Nenhum.
  • Conectores de alimentação SATA: Dois em um cabo.
  • Conectores de alimentação para periféricos: Dois em um cabo.
  • Conectores de alimentação para a unidade de disquete: Um.
  • Proteções: Informação não disponível.
  • Garantia: Informação não disponível.
  • Mais informações: http://www.powerstrike.com.br
  • Preço médio no Brasil: Compramos o modelo testado por R$ 37,40.

Conclusões

A Powerstrike de 550 W é uma das fontes mais baratas do mercado (compramos o modelo testado por menos de R$ 40), sendo inclusive mais barata do que a Jitek de 250 W.

Internamente ela usa o mesmo projeto da Trust PW-5150 de “370 W” (que explodiu ao entregar 280 W) e da Pixo PK-300. A diferença da Powerstrike de 550 W para a Trust PW-5150 está na presença de um circuito de filtragem de transientes e de diodos de 3 A na ponte retificadora (em vez de 2 A) no modelo da Trust. E em comparação à Pixo PK-300 a diferença é o uso de uma ponte de 6 A (três vezes mais potente do que a ponte de 2 A da Powerstrike) e de um retificador a mais para a saída +5 V na PK-300. Veja que a Powerstrike de 550 W consegue entregar menos potência do que a Trust de 370 W.

Há vários problemas com esta fonte de alimentação. O mais óbvio é que só conseguimos puxar até 210 W dela em nossos testes, menos da metade do rotulado e abaixo da potência “real” informada pelo fabricante (250 W na caixa ou 280 W no site – como você pode ver nem mesmo o fabricante sabe qual é a potência real desta fonte). Achamos impressionante como empresas rotulam fontes com potências fantasiosas e continuam operando impunes em nosso mercado.

Não conseguir entregar sua potência rotulada não é o maior problema da Powerstrike de 550 W. A saída de +5 V esteve sempre com nível de ruído acima do máximo permitido, e esta e a saída de +12 V estiveram fora de suas faixas de operação corretas quando puxamos mais de 167 W desta fonte. Estes problemas representam um perigo real ao seu equipamento (sobrecarga, funcionamento errático e até mesmo a queima de componentes) e é por este motivo que estamos dando nosso selo “Produto Bomba” para esta fonte.

As frases usadas por este fabricante são completamente fantasiosas. O fabricante esqueceu-se de colocar “Então não compre esta fonte!” após a frase “tanquilidade não tem preço!” presente na caixa do produto. E que tal “São produtos de pura inovação e da mais alta qualidade. Fabricados para o público mais exigente do mercado.” presente na página do fabricante? A Powerstrike oferece três fontes de alimentação e todas as três são verdadeiras “bombas” que podem danificar o seu computador se usadas. São baseadas em projetos obsoletos de pelo menos sete anos atrás. Usuários preocupados em não danificar seu equipamento devem fugir desta marca que nem diabo foge da cruz.

Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/Teste-da-Fonte-de-Alimentacao-Powerstrike-550-W/1814

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