Teste da Fonte de Alimentação Seventeam ST-750P-AF
Por Gabriel Torres e Cássio Lima em 03 de julho de 2009

Introdução

Produto Recomendado Clube do Hardware

A ST-750P-AF é uma fonte de alimentação de 750 W da Seventeam, marca extremamente popular no Brasil. Será que ela pode realmente fornecer 750 W? Confira.

As séries Seventeam P-AF e Z-AF são internamente idênticas, com a diferença sendo a presença de um sistema de um cabeamento modular na série Z-AF. Portanto apesar de estarmos testando a ST-750P-AF, os resultados também são válidos para a ST-750Z-AF. Ambos os modelos possuem certificação 80 Plus Bronze, o que significa que eles podem oferecer eficiência mínima de 82% em carga leve (20%, isto é, 150 W) e máxima (750 W), e eficiência mínima de 85% ao fornecer metade da potência rotulada (isto é, 375 W). A Seventeam também diz que esta fonte tem capacitores japoneses, apesar de isso não ser totalmente verdade (falaremos mais sobre isto depois).

Os novos modelos da série SilverStone Element  (ST65EF, ST75EF e ST85EF) são na verdade fontes Seventeam P-AF. Portanto os resultados deste teste também podem ser usados para avaliar a SilverStone Element ST75EF. É muito importante notar que outros modelos desta série são fabricados pela FSP e não pela Seventeam.

Um detalhe engraçado é que na etiqueta, escrita em inglês de chinês, diz “Breakage Invalid” (“Inválida Quebradura”) em vez de “Warranty Void if Broken” (“Garantia inválida se rompido”), um erro reincidente em produtos da Seventeam. A Seventeam entrou em contato conosco dizendo que eles corrigirão isso no futuro. Finalmente...

Fonte de alimentação Seventeam ST-750P-AF
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Figura 1: Fonte de alimentação Seventeam ST-750P-AF.

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Figura 2: Fonte de alimentação Seventeam ST-750P-AF.

A ST-750P-AF é uma fonte de alimentação de 750 W pequena, medindo 16,5 cm de profundidade, possui uma ventoinha de 135 mm (que na verdade mede 130 mm) em sua parte inferior e circuito PFC ativo, é claro.

Apenas o cabo principal da placa-mãe é protegido por um acabamento de nylon, que não parte de dentro da carcaça da fonte. Os cabos são relativamente longos, medindo 50 cm entre a carcaça da fonte e o primeiro conector no cabo, e 14 cm entre conectores nos cabos com mais de um conector. Todos os fios são 18 AWG, que é a bitola correta a ser usada.

Os cabos inclusos são:

  • Cabo principal da placa-mãe com um conector de 24 pinos (sem opção para conector de 20 pinos).
  • Um cabo com um conector EPS12V e um conector ATX12V.
  • Dois cabos de alimentação auxiliares para placas de vídeo com um conector de alimentação auxiliar de seis/oito pinos cada. O modelo testado tinha quatro cabos, mas era uma edição especial, o produto encontrado no mercado tem dois.
  • Dois cabos de alimentação SATA com três conectores de alimentação cada.
  • Um cabo de alimentação para periféricos com três plugues de alimentação padrão e um conector de alimentação para a unidade de disquete. O modelo testado tinha dois cabos, mas era uma edição especial, o produto encontrado no mercado tem apenas um.

Com apenas dois cabos para placas de vídeo esta fonte não suporta diretamente a configuração SLI ou CrossFire usando duas placas de vídeo topo de linha, já que cada placa topo de linha requer dois conectores de alimentação auxiliar.

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Figura 3: Cabos.

Vamos agora dar uma olhada no interior desta fonte de alimentação.

Por Dentro da ST-750P-AF

Nós decidimos desmontar esta fonte de alimentação para vermos qual projeto e componentes foram utilizados. Leia nosso tutorial Anatomia das Fontes de Alimentação Chaveadas para entender como uma fonte de alimentação trabalha internamente e para comparar esta fonte de alimentação com outras.

Nesta página teremos uma visão geral, enquanto que nas páginas seguintes discutiremos em detalhes a qualidade e as especificações dos componentes usados.

A Seventeam disse que esta fonte tem capacitores japoneses, apesar de apenas o capacitor grande do primário ser realmente japonês (da Rubycon). Todos os outros capacitores são da chinesa Samxon. Isto não seria um problema se a Seventeam não tivesse usado a palavra “capacitores” no plural na caixa e no site deles. Até onde sabemos o nome disso é propaganda enganosa. A Seventeam entrou em contato conosco para dizer que isto foi um erro de tradução do chinês (cujo texto original era “capacitor principal Japonês”) para o inglês (onde usaram “capacitores”, no plural). Isso que dá ficar contratando gente que não fala inglês para fazer as traduções (vide etiqueta de garantia).

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Figura 4: Visão geral.

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Figura 5: Visão geral.

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Figura 6: Visão geral.

Estágio de Filtragem de Transientes

Como mencionamos em outros testes, a primeira coisa que gostamos de ver quando abrimos uma fonte de alimentação para termos uma idéia da sua qualidade é o estágio de filtragem de transientes. Os componentes recomendados para este estágio são duas bobinas de ferrite, dois capacitores cerâmicos (capacitores Y, normalmente azuis), um capacitor de poliéster metalizado (capacitor X) e um varistor (MOV). Em fontes de alimentação genéricas são usados menos componentes do que o recomendado, normalmente removendo o varistor, que é essencial para eliminar picos de energia provenientes da rede elétrica, e a primeira bobina.

Este estágio da ST-750P-AF é impecável, com dois capacitores Y e uma bobina a mais do que o mínimo necessário.

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Figura 7: Estágio de filtragem de transientes (parte 1).

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Figura 8: Estágio de filtragem de transientes (parte 2).

Agora vamos ter uma discussão mais detalhada a respeito dos componentes usados na Seventeam ST-750P-AF.

Análise do Primário

Vamos agora dar uma olhada em profundidade no primário da Seventeam ST-750P-AF. Para uma melhor compreensão do que iremos falar aqui, sugerimos a leitura do nosso tutorial Anatomia das Fontes de Alimentação Chaveadas.

Esta fonte de alimentação usa uma ponte de retificação GBJ2506 em seu estágio primário, que pode fornecer até 25 A a 100º C se um dissipador de calor for usado, que é o caso. Este componente está claramente superdimensionado: em 115 V esta fonte seria capaz de extrair até 2.875 W da rede elétrica; assumindo uma eficiência de 80%, a ponte permitiria que esta fonte fornecesse até 2.300 W sem a queima deste componente. Claro que estamos falando apenas deste componente e o limite real dependerá de outros componentes da fonte de alimentação.

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Figura 9: Ponte de retificação.

No circuito PFC ativo desta fonte são usados dois transistores MOSFET SPW20N60S5, cada um capaz de fornecer até 20 A a 25°C ou 13 A a 100°C em modo contínuo (veja o que a diferença de temperatura faz) ou até 40 A a 25°C em modo pulsante. Esses transistores apresentam uma resistência de 190 mΩ quando ligados, uma característica chamada RDS(on). Este número indica a quantidade de potência que será desperdiçada, portanto quanto menor este valor melhor, já que menos potência será desperdiçada, aumentando assim a eficiência.

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Figura 10: Transistores do PFC ativo.

Esta fonte usa um capacitor japonês da Rubycon rotulado a 85º C para filtrar a saída do circuito PFC ativo. Apesar de a Seventeam ter anunciado que esta fonte tem “capacitores japoneses”, apenas este capacitor é japonês: todos os outros são chineses. Até onde sabemos o nome disto é propaganda enganosa.

Na seção de chaveamento dois transistores de potência MOSFET SPW16N50C3 são usados na tradicional configuração direta com dois transistores. Cada transistor suporta até 16 A a 25º C ou 10 A a 100º C (veja o que a diferença de temperatura faz) em modo contínuo ou 48 A em modo pulsante a 25º C. Esses transistores apresentam um RDS(on) máximo de 280 mΩ.

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Figura 11: Transistores chaveadores.

O primário é controlado por um PFC/PWM FAN4800I.

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Figura 12: Controlador PFC/PWM.

Vamos agora dar uma olhada no secundário desta fonte de alimentação.

Análise do Secundário

Esta usa seis retificadores Schottky em seu secundário.

A corrente máxima teórica que cada linha pode fornecer é dada pela fórmula I / (1 - D), onde D é o ciclo de trabalho usado e I é a corrente máxima suportada pelo diodo de retificação. Apenas como um exercício, nós podemos assumir um ciclo de trabalho típico de 30%.

A saída de +12 V é produzida por quatro desses retificadores. Dois SBR30A60CT (30 A, 15 A por diodo interno a 110º C, queda de tensão típica de 0,53 V) conectados em paralelo são responsáveis pela porção direta da retificação, enquanto que dois PFR60L45PT (60 A, 30 A por diodo interno) conectados em paralelo responsáveis pela porção “giro livre” do processo de retificação (ou seja, descarregar a bobina). Para nossas contas precisamos considerar o caminho com menor limite de corrente, que neste caso é a retificação direta. Isso nos dá uma corrente máxima teórica de 86 A ou 1.029 W para a saída de +12 V.

A propósito, nós estamos agora falando sobre a queda de tensão apresentada pelos retificadores. Este parâmetro mostra a quantidade de tensão que é desperdiçada pelo retificador. Quanto menor este número, melhor, já que menos tensão é desperdiçada, aumentando assim a eficiência.

A saída de +5 V usa um retificador Schottky SBL6040PT (60 A, 30 A por diodo interno a 100º C, queda de tensão típica de 0,55 V), o que nos dá uma corrente máxima teórica de 43 A ou 214 W para esta saída.

A saída de +3,3 V é produzida por outro retificador Schottky SBL6040PT. Portanto a potência máxima que esta saída pode fornecer é de 141 W.

Todos esses valores são teóricos. A quantidade real de corrente/potência que cada saída pode fornecer é limitada por outros componentes, especialmente pelas bobinas usadas em cada saída.

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Figura 13: Retificadores.

As saída são monitoradas por um circuito integrado PS223, que suporta as proteções contra subtensão (UVP), sobretensão (OVP), sobrecarga de corrente (OCP) e superaquecimento (OTP, não implementada nesta fonte). Qualquer outra proteção que esta fonte possa ter é implementada fora deste circuito integrado.

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Figura 14: Circuito integrado de monitoramento.

Os capacitores eletrolíticos do secundário são da chinesa Samxon e rotulados a 105º C.

Distribuição da Potência

Na Figura 15 você pode ver a etiqueta contendo todas as especificações de potência desta fonte.

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Figura 15: Etiqueta da fonte de alimentação.

Esta fonte tem dois barramentos virtuais distribuídos da seguinte forma:

  • +12V1 (fio amarelo com listra preta): Conectores ATX12V/EPS12V.
  • +12V2 (fio amarelo sólido): Todos os outros cabos.

Para uma melhor distribuição esta fonte precisava ter quatro barramentos virtuais, e não apenas dois.

Vamos agora ver se esta fonte pode realmente fornecer 750 W.

Testes de Carga

Nós fizemos vários testes com esta fonte de alimentação como descrevemos em nosso artigo Nossa Metodologia de Testes de Fontes de Alimentação.

Primeiro nós testamos esta fonte com cinco padrões diferentes de carga, tentando extrair em torno de 20%, 40%, 60%, 80% e 100% da sua capacidade máxima rotulada (na linha “% Carga Máx” nós listamos a porcentagem usada), observando como a fonte testada se comportava em cada carga. Na tabela abaixo nós listamos os padrões de carga e os respectivos resultados.

Se você somar todas as potências listadas para cada teste você pode encontrar um valor diferente do que publicamos na linha “Total” abaixo. Como cada saída pode ter uma pequena variação (por exemplo, a saída de +5V trabalhando a 5,10 V) a quantidade total de potência sendo fornecida é um pouco diferente do valor calculado. Na linha “Total” estamos usando a quantidade real de potência sendo fornecida, medida pelo nosso testador de carga.

+12V1 e +12V2 são as entradas independentes de +12 V do nosso testador de carga e durante nossos testes a entrada de +12V1 foi conectada no barramento de +12V2 da fonte e a entrada de +12V2 foi conectada no barramento de +12V1 da fonte.

Entrada

Teste 1

Teste 2

Teste 3

Teste 4

Teste 5

+12V1

5 A (60 W)

11 A (132 W)

16 A (192 W)

22 A (264 W)

27 A (324 W)

+12V2

5 A (60 W)

10 A (120 W)

16 A (192 W)

21 A (252 W)

27 A (324 W)

+5V

2 A (10 W)

4 A (20 W)

6 A (30 W)

8 A (40 W)

10 A (50 W)

+3,3 V

2 A (6,6 W)

4 A (13,2 W)

6 A (19,8 W)

8 A (26,4 W)

10 A (33 W)

+5VSB

1 A (5 W)

1,5 A (7,5 W)

2 A (10 W)

2,5 A (12,5 W)

3 A (15 W)

-12 V

0,5 A (6 W)

0,5 A (6 W)

0,5 A (6 W)

0,5 A (6 W)

0,5 A (6 W)

Total

149,8 W

303,0 W

455,3 W

606,4 W

749,9 W

% Carga Máx.

20,0%

40,4%

60,7%

80,9%

100,0%

Temp. Ambiente

45,5º C

47,2º C

47,8º C

49,0º C

48,3º C

Temp. Fonte

48,2º C

48,5º C

49,4º C

51,1º C

56,2º C

Estabilidade da Tensão

Aprovada

Aprovada

Aprovada

Aprovada

Aprovada

Ripple e Ruído

Aprovada

Aprovada

Aprovada

Aprovada

Reprovada em -12 V

Potência CA

181,9 W

356,2 W

539,5 W

733,0 W

934,0 W

Eficiência

82,4%

85,1%

84,4%

82,7%

80,3%

Tensão CA

112,9 V

111,2 V

108,8 V

106,2 V

104,1 V

Fator de Potência

0,991

0,997

0,998

0,999

0,998

Resultado Final

Aprovada

Aprovada

Aprovada

Aprovada

Aprovada

A eficiência ficou entre 84,4% e 85,1% quando extraímos entre 40% e 60% da capacidade de potência rotulada da fonte (isto é, entre 300 W e 450 W). Em carga leve (carga de 20%, 150 W) e em 80% da carga (600 W) a eficiência caiu para entre 82% e 83%, nada mal. Em carga máxima (750 W) a eficiência caiu para 80,3%, ainda acima da marca de 80%. Esta fonte possui certificação 80 Plus Bronze, o que significa que de acordo com a organização 80 Plus ela apresenta eficiência de pelo menos 82% em carga máxima. A diferença entre o que nós obtivemos e o que eles obtiveram pode ser facilmente explicada: eles coletaram os dados em uma temperatura ambiente de apenas 23º C, uma temperatura que é impossível de ser obtida dentro de um micro, e a eficiência cai com a temperatura (clique aqui para mais informações).

O nível de ruído em +12V1 foi muito alto (102,8 mV) durante o teste número cinco, quase atingindo o limite de 120 mV, enquanto que a saída de -12 V apresentou um nível de ruído de 138 mV, ultrapassando o máximo permitido. Todas as outras saídas apresentaram níveis de ruído dentro do máximo permitido, mas gostaríamos de ter visto níveis menores especialmente nas saídas de +5 V e +5VSB, que apresentaram níveis de ruído de 41 mV e 43,6 mV, respectivamente. Abaixo você pode ver os resultados para o teste número cinco. Todos os valores são de pico-a-pico e o máximo permitido para a saída de +12 V é de 120 mV e para as saídas de +5 V e +3,3 V é de 50 mV.

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Figura 16: Entrada +12V1 do testador de carga com a fonte de alimentação fornecendo 749,9 W (102,8 mV).

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Figura 17: Entrada +12V2 do testador de carga com a fonte de alimentação fornecendo 749,9 W (46,6 mV).

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Figura 18: Barramento de +5V com a fonte de alimentação fornecendo 749,9 W (41,0 mV).

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Figura 19: Barramento de +3,3 V com a fonte de alimentação fornecendo 749,9 W (25,8 mV).

Vamos agora ver se conseguimos extrair mais de 750 W desta fonte.

Testes de Sobrecarga

Antes de sobrecarregarmos as fontes de alimentação nós sempre gostamos primeiro de testar se a proteção contra sobrecarga de corrente (OCP) está ativa e em que nível está configurada.

Para fazer isso nós configuramos a entrada de +12V1 do nosso testador de carga (que foi conectado no barramento de +12V2 da fonte) com uma corrente menor e configuramos nosso testador de carga para extrair 33 A do barramento de +12V1 da fonte. A fonte ligou, significando que ou a proteção contra sobrecarga de corrente (OCP) estava desabilitada ou configurada com um valor acima de 33 A.

Feito isso, começando do teste número cinco nós aumentamos as correntes para o máximo que conseguimos mantendo a fonte trabalhando dentro das especificações ATX. Os resultados estão abaixo. Quando tentamos aumentar mais 1 A de qualquer saída o nível de oscilação foi para a estratosfera, significando que a fonte parou de funcionar corretamente.

A idéia por trás do teste de sobrecarga é ver se a fonte queimará/explodirá e ver se suas proteções estão funcionando corretamente. Esta fonte não queimou e/ou explodiu quando tentamos sobrecarregá-la, o que significa que ela passou neste teste.

Entrada

Máximo

+12V1

30 A (360 W)

+12V2

30 A (360 W)

+5V

13 A (65 W)

+3,3 V

12 A (39,6 W)

+5VSB

3 A (15 W)

-12 V

0,5 A (6 W)

Total

845,9 W

% Carga Máx.

112,8%

Temp. Ambiente

48,3º C

Temp. Fonte

56,2º C

Potência CA

1.083 W

Eficiência

78,1%

Tensão CA

102,2 V

Fator de Potência

0,999

Principais Especificações

As principais especificações técnicas da Seventeam ST-750P-AF incluem:

  • ATX12V 2.2
  • Potência nominal rotulada: 750 W.
  • Potência máxima medida: 845,9 W em 48,3º C.
  • Eficiência rotulada: mínimo de 80% (certificação 80 Plus Bronze)
  • Eficiência medida: entre 80,3% e 85,1% em 115 V (nominal, ver resultados completos para a tensão realmente usada).
  • PFC ativo: Sim.
  • Sistema de cabeamento modular: Não.
  • Conectores de alimentação da placa-mãe: Um conector de 24 pinos, um conector ATX12V e um conector EPS12V.
  • Conectores de alimentação da placa de vídeo: Dois conectores de seis/oito pinos.
  • Conectores de alimentação para periféricos: Três em um cabo.
  • Conectores de alimentação da unidade de disquete: Dois.
  • Conectores de alimentação SATA: Seis em dois cabos.
  • Porteções: sobretensão (OVP, não testada), subtensão (UVP, não testada), sobrecarga de corrente (OCP, testada e não funcionando) e sobrecarga de potência (OPP, não testada). Proteção contra curto-circuito (SCP) presente e funcionando.
  • Garantia: Um ano se comprada em revenda autorizada no distribuidor oficial.
  • Mais informações: http://www.seventeam.com.tw
  • Preço médio nos EUA *: US$ 130.

*Pesquisado no Newegg.com no dia da publicação deste teste.

Conclusões

Pela nossa experiência as fontes da Seventeam apresentam uma boa relação custo/benefício para o usuário comum.

A ST-750P-AF apresenta eficiência alta de 84%-85% quando você extrai entre 40% e 60% da sua capacidade rotulada, ou seja, entre 150 W e 450 W. Em outras cargas a eficiência não é a melhor do mundo, mas ao mesmo tempo não é a pior.

A quantidade de cabos disponíveis é suficiente para o usuário que esteja montando um micro com uma placa de vídeo topo de linha com dois conectores de alimentação auxiliares. Se você quer instalar duas ou mais placas de vídeo você precisará usar adaptadores ou optar por outra fonte.

A única desvantagem desta fonte é o nível de ruído elétrico. Apesar de ter ficado abaixo do máximo permitido, nós queríamos ver os níveis de oscilação e ruído mais baixos. Mas considerando que esta fonte custa nos EUA apenas US$ 130 (se chegar ao Brasil custará por volta dos R$ 420) e apresenta uma excelente relação custo/benefício para o usuário que esteja procurando por uma fonte de alimentação de 750 W real, nós estamos dando a ela o selo de produto recomendado.

Nós gostaríamos de lembrar que internamente esta fonte é idêntica à Seventeam ST-750Z-AF e à SilverStone ST75EF, portanto todas as considerações feitas a ela também são válidas para essas outras duas fontes.

O único conselho que gostaríamos de dar à Seventeam é para eles consertarem em seu site e na caixa do produto a informação “Capacitores japoneses” para “Capacitor japonês no primário” ou algo similar, já que “capacitores” induz o usuário achar que todos os capacitores dentro da fonte são japoneses, o que não é verdade. A Seventeam entrou em contato conosco para dizer que isto foi um erro de tradução do chinês (cujo texto original era “capacitor principal Japonês”) para o inglês (onde usaram “capacitores”, no plural). Isso que dá ficar contratando gente que não fala inglês para fazer as traduções (vide etiqueta de garantia).

Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/Teste-da-Fonte-de-Alimentacao-Seventeam-ST-750P-AF/1698

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