Teste da Fonte de Alimentação Thermaltake TR2 RX 750 W
Por Gabriel Torres e Cássio Lima em 18 de janeiro de 2010

Introdução

Produto Bomba

As fontes de alimentação da série TR2 da Thermaltake são produtos de baixo custo e estão disponíveis em duas subcategorias: TR2 standard (modelos de 430 W, 500 W, 600 W, 700 W e 1.000 W) e TR2 RX (modelos de 450 W, 550 W, 650 W, 750 W, 850 W, 1.000 W e 1.200 W). Os modelos da série TR2 RX têm sistema de cabeamento modular. Por serem voltadas para os usuários com restrições orçamentárias, várias fontes desta série não têm nem mesmo certificação 80 Plus. Hoje nós testaremos o modelo de 750 W da série TR2 RX. Será que ele é uma boa opção de compra? Confira.

Thermaltake TR2 RX 750 W
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Figura 1: Fonte de alimentação Thermaltake TR2 RX 750 W.

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Figura 2: Fonte de alimentação Thermaltake TR2 RX 750 W.

A Thermaltake TR2 RX 750 W mede 16 cm de profundidade, tem uma ventoinha de 140 mm em sua parte inferior e circuito PFC ativo, é claro.

A fonte testada tem sistema de cabeamento modular com seis conectores (dois vermelhos para placas de vídeo e quatro pretos para conectores SATA e para periféricos), com quatro cabos permanentemente instalados na fonte de alimentação. Esses cabos têm proteção de nylon que sai de dentro da fonte.

Os cabos inclusos são:

  • Cabo principal da placa-mãe com um conector de 24 pinos (sem opção para 20 pinos, permanentemente instalado na fonte de alimentação).
  • Um cabo com dois conectores ATX12V que juntos formam um conector EPS12V (permanentemente instalado na fonte de alimentação).
  • Dois cabos com um conector de alimentação auxiliar de seis pinos para placas de vídeo cada (um permanentemente instalado na fonte de alimentação e outro disponível no sistema de cabeamento modular).
  • Dois cabos com um conector de alimentação de seis/oito pinos para placas de vídeo (um permanentemente instalado na fonte de alimentação e outro disponível no sistema de cabeamento modular).
  • Um cabo com quatro conectores de alimentação SATA (sistema de cabeamento modular).
  • Um cabo com três conectores de alimentação SATA (sistema de cabeamento modular).
  • Dois cabos de alimentação para periféricos com três conectores e um conector de alimentação para a unidade de disquete cada (sistema de cabeamento modular).

Esta configuração é boa o suficiente para um produto de 750 W, oferecendo quatro conectores para placas de vídeo, o que permite a você instalar duas placas de vídeo que necessitem de dois conectores de alimentação cada.

Thermaltake TR2 RX 750 W
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Figura 3: Cabos.

Os cabos que estão permanentemente instalados na fonte medem 56 cm de comprimento, enquanto que os cabos do sistema de cabeamento modular medem 50 cm de comprimento até o primeiro conector e 15 cm entre conectores.

Todos os cabos são 18 AWG, que é o mínimo recomendado, mas o cabo principal da placa-mãe usa fios mais grossos de 16 AWG para a saída de +3,3 V, o que é ótimo.

Vamos agora dar uma olhada no interior desta fonte de alimentação.

Por Dentro da Thermaltake TR2 RX 750 W

Nós decidimos desmontar esta fonte de alimentação para vermos qual projeto e componentes foram utilizados. Leia nosso tutorial Anatomia das Fontes de Alimentação Chaveadas para entender como uma fonte de alimentação trabalha internamente e para comparar esta fonte de alimentação com outras.

Nesta página teremos uma visão geral, enquanto que nas páginas seguintes discutiremos em detalhes a qualidade e as especificações dos componentes usados.

Thermaltake TR2 RX 750 W
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Figura 4: Visão geral.

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Figura 5: Visão geral.

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Figura 6: Visão geral.

Estágio de Filtragem de Transientes

Como mencionamos em outros testes, a primeira coisa que gostamos de ver quando abrimos uma fonte de alimentação para termos uma idéia da sua qualidade é o estágio de filtragem de transientes. Os componentes recomendados para este estágio são duas bobinas de ferrite, dois capacitores cerâmicos (capacitores Y, normalmente azuis), um capacitor de poliéster metalizado (capacitor X) e um varistor (MOV). Em fontes de alimentação genéricas são usados menos componentes do que o recomendado, normalmente removendo o varistor, que é essencial para eliminar picos de energia provenientes da rede elétrica, e a primeira bobina.

Esta fonte é impecável neste estágio, com dois capacitores Y, dois capacitores X e uma bobina de ferrite a mais do que o mínimo necessário.

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Figura 7: Estágio de filtragem de transientes (parte 1).

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Figura 8: Estágio de filtragem de transientes (parte 2).

Agora vamos discutir em mais detalhes sobre os componentes usados na Thermaltake TR2 RX 750 W.

Análise do Primário

Vamos agora dar uma olhada em profundidade no primário da Thermaltake TR2 RX 750 W. Para uma melhor compreensão do que iremos falar aqui, sugerimos a leitura do nosso tutorial Anatomia das Fontes de Alimentação Chaveadas.

Esta fonte de alimentação duas pontes de retificação GBU806 conectadas em paralelo em seu estágio primário. Cada ponte suporta até 8 A a 100º C, portanto em teoria você seria capaz de extrair até 1.840 W de uma rede elétrica de 115 V; assumindo uma eficiência de 80%, as pontes permitiriam que esta fonte fornecesse até 1.472 W sem a queima destes componentes. Claro que estamos falando apenas destes componentes e o limite real dependerá de outros componentes da fonte de alimentação.

No circuito PFC ativo são usados três transistores de potência MOSFET SPP20N60C3, cada um capaz de fornecer até 20,7 A a 25°C ou 13,1 A a 100°C em modo contínuo (veja o que a diferença de temperatura faz) ou até 62,1 A em modo pulsante a 25°C. Esses transistores possuem uma resistência máxima de 160 mΩ quando estão ligados, característica chamada RDS(on). Este número indica a quantidade de potência que será desperdiçada, portanto quanto menor este valor melhor, já que menos potência será desperdiçada, aumentando assim a eficiência.

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Figura 9: Diodo do PFC ativo, transistores do PFC ativo e pontes de retificação.

Esta fonte usa um capacitor da Su’scon rotulado a 85º C para filtrar a saída do circuito PFC ativo.

Na seção de chaveamento outros dois transistores de potência MOSFET SPP20N60C3 são usados na tradicional configuração direta com dois transistores. As especificações desses transistores já foram publicadas acima.

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Figura 10: Transistores chaveadores.

Os transistores chaveadores são controlados pelo o famoso CM6800.

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Figura 11: Controlador PFC/PWM.

Vamos agora dar uma olhada no secundário desta fonte de alimentação.

Análise do Secundário

Esta fonte tem oito retificadores Schottky em seu secundário.

A corrente máxima teórica que cada linha pode fornecer é dada pela fórmula I / (1 - D), onde D é o ciclo de trabalho usado e I é a corrente máxima suportada pelo diodo de retificação. Apenas como um exercício, nós podemos assumir um ciclo de trabalho típico de 30%.

A saída de +12 V é produzida por quatro retificadores Schottky SBR30A50CT, cada um suportando até 30 A (15 A por diodo interno a 110º C, queda de tensão máxima de 0,55 V). Isto nos dá uma corrente máxima teórica de 86 A ou 1.029 W para a saída de +12 V.

A saída de +5 V é produzida por dois retificadores Schottky SBR30A40CT, cada um suportando até 30 A (15 A por diodo interno a 110º C, queda de tensão máxima de 0,50 V). Isto nos dá uma corrente máxima teórica de 43 A ou 214 W para a saída de +5 V.

A saída de +3,3 V é produzida por outros dois retificadores Schottky SBR30A40CT, o que nos dá uma corrente máxima teórica de 43 a ou 141 W.

Todos esses valores são teóricos. A quantidade real de corrente/potência que cada saída pode fornecer é limitada por outros componentes, especialmente pelas bobinas usadas em cada saída.

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Figura 12: Retificadores de +3,3 V, +5 V e +12 V.

As saídas são monitoradas por um circuito de integrado PS223, que suporta as proteções contra subtensão (UVP), sobretensão (OVP), sobrecarga de corrente (OCP) e superaquecimento (OTP). Qualquer outra proteção que esta fonte possa ter é implementada fora deste circuito integrado.

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Figura 13: Circuito integrado de monitoramento.

Distribuição da Potência

Na Figura 14 você pode ver a etiqueta contendo todas as especificações de potência desta fonte.

Thermaltake TR2 RX 750 W
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Figura 14: Etiqueta da fonte de alimentação.

Como você pode ver, de acordo com a etiqueta desta fonte ela tem um barramento de +12 V, portanto não há muito o que falar aqui.

Vamos agora ver se esta fonte pode realmente fornecer 750 W.

Testes de Carga

Nós fizemos vários testes com esta fonte de alimentação como descrevemos em nosso artigo Nossa Metodologia de Testes de Fontes de Alimentação.

Primeiro nós testamos esta fonte com cinco diferentes padrões de carga, tentando extrair em torno de 20%, 40%, 60%, 80% e 100% da sua capacidade máxima rotulada (na linha “% Carga Máx” nós listamos a porcentagem usada), observando como a fonte testada se comportava em cada carga. Na tabela abaixo nós listamos os padrões de carga usados e os resultados para cada carga.

Se você somar todas as potências listadas para cada teste você pode encontrar um valor diferente do que publicamos na linha “Total” abaixo. Como cada saída pode ter uma pequena variação (por exemplo, a saída de +5V trabalhando a 5,10 V) a quantidade total de potência sendo fornecida é um pouco diferente do valor calculado. Na linha “Total” estamos usando a quantidade real de potência sendo fornecida, medida pelo nosso testador de carga.

+12VA e +12VB são as entradas independentes de +12 V do nosso testador de carga. Durante este teste ambas foram conectadas no único barramento da fonte (a entrada +12VB foi ligada no conector EPS12V da fonte e todos os outros cabos foram conectados na entrada +12VA do testador de carga).

Nota: Nós agora estamos usando os nomes +12VA e +12VB para as duas entradas do nosso testador de carga porque algumas pessoas estavam achando que os nomes “+12V1” e “+12V2” presentes em nossa tabela se referiam aos barramentos da fonte, o que não é o caso.

Entrada

Teste 1

Teste 2

Teste 3

Teste 4

Teste 5

+12VA

5 A (60 W)

11 A (132 W)

16 A (192 W)

22 A (264 W)

27 A (324 W)

+12VB

5 A (60 W)

10 A (120 W)

16 A (192 W)

21 A (252 W)

27 A (324 W)

+5V

2 A (10 W)

4 A (20 W)

6 A (30 W)

8 A (40 W)

10 A (50 W)

+3,3 V

2 A (6,6 W)

4 A (13,2 W)

6 A (30 W)

8 A (26,4 W)

10 A (33 W)

+5VSB

1 A (5 W)

1,5 A (7,5 W)

2 A (10 W)

2,5 A (12,5 W)

3 A (15 W)

-12 V

0,5 A (6 W)

0,5 A (6 W)

0,5 A (6 W)

0,5 A (6 W)

0,5 A (6 W)

Total

146,4 W

306,4 W

440,9 W

583,9 W

Reprovada

% Carga Máx.

19,5%

40,9%

58,8%

77,9%

Reprovada

Temp. Ambiente

45,0º C

45,6º C

47,6º C

45,6º C

Reprovada

Temp. Fonte

55,9º C

55,5º C

56,1º C

55,2º C

Reprovada

Regulação da Tensão

Aprovada

Aprovada

Aprovada

Aprovada

Reprovada

Oscilação e Ruído

Aprovada

Aprovada

Aprovada

Reprovada em +12 V

Reprovada em +12 V

Potência CA

169,5 W

355,5 W

521,8 W

713,0 W

Reprovada

Eficiência

86,4%

86,2%

84,5%

81,9%

Reprovada

Tensão CA

115,9 V

113,9 V

112,6 V

110,9 V

Reprovada

Fator de Potência

0,994

0,972

0,981

0,988

Reprovada

Resultado Final

Aprovada

Aprovada

Aprovada

Reprovada

Reprovada

De acordo com nossa metodologia, a Thermaltake TR2 RX 750 W não pode fornecer sua potência rotulada. Ela queimou após um minuto fornecendo 750 W em uma temperatura ambiente um pouco acima de 45º C. Nós chegamos a pensar que a amostra testada estava com defeito e solicitamos outra à Thermaltake, que também queimou da mesma forma. Em ambas as fontes o componente que queimou foi um dos retificadores de +12 V.

A eficiência manteve-se sempre alta quando extraímos até 60% da sua capacidade máxima (ou seja, até 450 W), entre 84,5% e 86,4%. Mas em 80% da carga (600 W) a eficiência caiu para 81,9%, ainda acima da marca de 80%. Nós não conseguimos medir a eficiência em carga máxima, já que a fonte queimou antes que pudéssemos ler os números.

Não ser capaz de fornecer sua potência rotulada não é o pior desta fonte de alimentação. Os níveis de oscilação e ruído ficaram muito acima do máximo permitido durante os testes quatro e cinco. Na primeira amostra, os níveis de ruído durante o teste quatro foram de 130,2 mV em +12VA e 127,6 mV em +12VB, pulando para 183,8 mV e 166,8 mV durante o teste cinco, respectivamente. Nós obtivemos resultados piores com a segunda amostra, já que ela também falhou nas saídas +5 V e +3,3 V, como resumimos na tabela abaixo. O máximo permitido é 120 mV para a saída de +12 V e 50 mV para as saídas de +5 V e +3,3 V. Todos os valores são de pico-a-pico. Abaixo nós mostramos as telas capturadas do nosso osciloscópio para você ver o problema.

Entrada

Teste 4

Teste 5

+12VA

154,4 mV

197,4 mV

+12VB

155,2 mV

195,5 mV

+5 V

45,6 mV

54,6 mV

+3.3 V

39,6 mV

54,8 mV

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Figura 15: Entrada +12VA do testador de carga durante o teste cinco com a primeira amostra (154,4 mV).

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Figura 16: Entrada +12VB do testador de carga durante o teste cinco com a primeira amostra (155,2 mV).

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Figura 17: Barramento de +5V durante o teste cinco com a primeira amostra (45,6 mV).

Principais Especificações

As principais especificações técnicas da fonte de alimentação Thermaltake TR2 RX 750 W incluem:

  • ATX12V 2.3
  • EPS12V 2.91
  • Potência nominal rotulada: 750 W a 40º C.
  • Potência máxima medida: 583,9 W a 45,6º C.
  • Eficiência rotulada: mínimo de 86% (certificação 80 Plus).
  • Eficiência medida: Entre 81,9% e 86,4% em 115 V (nominal, ver resultados completos para a tensão realmente usada).
  • PFC ativo: Sim.
  • Sistema de cabeamento modular: Sim, parcial.
  • Conectores de alimentação da placa-mãe: Um conector de 24 pinos e dois conectores ATX12V que juntos formam um conector EPS12V (permanentemente instalados na fonte de alimentação).
  • Conectores de alimentação da placa de vídeo: Dois conectores de seis pinos e dois conectores de seis/oito pinos, todos usando cabos individuais (dois permanentemente instalados na fonte de alimentação, dois no sistema de cabeamento modular).
  • Conectores de alimentação SATA: Sete em dois cabos (sistema de cabeamento modular).
  • Conectores de alimentação para periféricos: Seis em dois cabos (sistema de cabeamento modular).
  • Conectores de alimentação da unidade de disquete: Dois em dois cabos (sistema de cabeamento modular).
  • Proteções: (OVP, não testada), sobrecarga de corrente (OCP, não testada) e curto-circuito (SCP, testada e funcionando).
  • Garantia: Cinco anos, nos EUA. No Brasil a garantia dependerá do distribuidor.
  • Mais informações: http://www.thermaltakeusa.com.
  • Preço sugerido nos EUA: US$ 95,00.

*Pesquisado no Newegg.com no dia da publicação deste teste.

Conclusões

A Thermaltake TR2 RX 750 W é, segundo nossa metodologia, um produto ruim e que deve ser evitado a todo custo. Ela não consegue fornecer sua potência rotulada em altas temperaturas, mas isto não é o pior: os níveis de oscilação e ruído ficam acima do máximo permitido se você extrair 80% ou mais da capacidade rotulada da fonte (ou seja, 600 W ou mais), sobrecarregando seus componentes (especialmente os capacitores da placa-mãe e das placas de vídeo), o que pode fazer com que o seu micro trabalhe de maneira errática (travamentos e resets aleatórios) e, em condições extremas, até mesmo queimar componentes.

Pois é, nem mesmo marcas consagradas estão isentas de lançarem produtos ruins. Esta é a primeira vez que damos o nosso selo “Produto Bomba” para uma fonte de alimentação “estrangeira”, acabando com a idéia que só as fontes “brasileiras” é que são ruins e que não existe fonte ruim de marca famosa...

Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/Teste-da-Fonte-de-Alimentacao-Thermaltake-TR2-RX-750-W/1869

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