Teste da Fonte de Alimentação Topower TOP-1100P10
Por Gabriel Torres e Cássio Lima em 22 de dezembro de 2008
Introdução
No início do ano quando a NVIDIA estava promovendo sua tecnologia ESA (Enthusiast System Architecture) eles enviaram para alguns sites um gabinete Thermaltake Armor+ ESA, um sistema de refrigeração líquida Thermaltake BigWater 780e e uma fonte de alimentação Topower TOP-1100P10, e foi dessa forma que obtivemos o produto que estamos testando. Esta fonte, no entanto, nunca chegou ao mercado, mas ela é basicamente uma Tagan ITZ1100 com suporte à tecnologia ESA, e por isso neste teste também estaremos indiretamente avaliando este modelo da Tagan.
Portanto durante este teste tudo o que dissermos sobre a Topower TOP-1100P10 também é válido para a Tagan ITZ1100, exceto o suporte para ESA. A série de fontes de alimentação ePower Xscale também são baseadas no mesmo projeto, apesar de não haver nenhum modelo de 1.100 W nesta série, apenas de 1.000 W e 1.200 W.
A Topower TOP-1100P10 não tem sistema de cabeamento modular e usa duas ventoinhas de 80 mm em vez de uma única ventoinha de 120 mm ou 140 mm em sua parte inferior. Como você sabe, ventoinhas de 120 mm ou maiores na parte inferior da fonte são melhores já que oferecem um fluxo de ar maior e um menor nível de ruído.
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Figura 1: Fonte de alimentação Topower TOP-1100P10.
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Figura 2: Fonte de alimentação Topower TOP-1100P10.Esta fonte de alimentação é maior do que outras fontes disponíveis no mercado, com 17,5 cm de profundidade em vez de 16 cm ou até mesmo 14 cm. Ela é, no entanto, menor do que vários produtos com a mesma faixa de potência, como a Corsair HX1000W, que mede 20 cm de profundidade.
Esta fonte tem seis cabos de alimentação auxiliares para placas de vídeo, dois usando conectores de 6/8 pinos e quatro usando conectores de 6 pinos. Quatro deles utilizam um excelente cabo com um anel de ferrite em uma das pontas para filtragem, mas os outros dois conectores compartilham o mesmo cabo. Seria melhor ver todos os seis conectores usando cabos individuais e anéis de ferrite em suas pontas.
Como placas de vídeo muito topo de linha necessitam de dois conectores de alimentação auxiliares, com a Topower TOP-1100P10/Tagan ITZ1100 você pode alimentar até três placas de vídeo muito topo de linha diretamente. Se você quiser instalar uma quarta placa de vídeo você precisará usar adaptadores para converter plugues de alimentação para periféricos em conectores de alimentação para placas de vídeo.
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Figura 3: Quatro dos cinco cabos para placas de vídeo.A Topower TOP-1100P10 tem seis outros cabos para periféricos, um com apenas um conector de alimentação padrão para periféricos, dois com três conectores de alimentação padrão para periféricos cada (sem plugue de alimentação para unidades de disquete) e três com quatro conectores de alimentação SATA cada.
A fonte ainda tem um conector EPS12V e um conector ATX12V usando cabos individuais e o conector principal da placa-mãe usa um conector de 20/24 pinos.
A fonte testada também tem um fio terra (que deve ser conectado em qualquer parte metálica do gabinete) e um conector USB para o recurso ESA (conector não disponível na Tagan ITZ1100, obviamente).
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Figura 4: Aterramento e conectores ESA.No que diz respeito à estética, todos os cabos utilizam uma proteção de nylon que parte de dentro da carcaça da fonte.
Vários fios usados nesta fonte de alimentação são mais grossos do que o normal (16 AWG em vez de 18 AWG), o que é excelente para um produto com esta faixa de potência. Os únicos fios 18 AWG são os usados nos cabos mostrados na Figura 3. Todos os outros fios são 16 AWG, incluindo os usados no conector principal da placa-mãe.
Esta fonte tem PFC ativo, o que significa que ela pode ser vendida na Europa e também tem seleção de tensão automática. A Tagan diz que sua fonte ITZ1000 tem eficiência mínima de 80%. Claro que mediremos a eficiência durante nossos testes.
Agora vamos dar uma olhada no interior desta fonte de alimentação.
Por Dentro da TOP-1100P10
Nós decidimos desmontar esta fonte de alimentação para vermos qual projeto e componentes foram utilizados. Leia nosso tutorial Anatomia das Fontes de Alimentação Chaveadas para entender como uma fonte de alimentação trabalha internamente e para comparar esta fonte de alimentação com outras.
Nesta página teremos uma visão geral, enquanto que nas páginas seguintes discutiremos em detalhes a qualidade e os componentes usados.
O que imediatamente chamou nossa atenção foi o fato de que esta fonte tem dois transformadores. Nós veremos como eles são conectados daqui a pouco. O circuito ESA pode ser visto no lado esquerdo na Figura 5.
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Figura 5: Visão geral.
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Figura 6: Visão geral.
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Figura 7: Visão geral.
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Figura 8: O circuito ESA e como ele está conectado à placa de circuito impresso principal.Estágio de Filtragem de Transientes
Como mencionamos em outros testes, a primeira coisa que gostamos de ver quando abrimos uma fonte de alimentação para termos uma idéia da sua qualidade é o estágio de filtragem de transientes. Os componentes recomendados para este estágio são duas bobinas de ferrite, dois capacitores cerâmicos (capacitores Y, normalmente azuis), um capacitor de poliéster metalizado (capacitor X, componente amarelo mostrado nas figuras abaixo) e um varistor (MOV). Em fontes de alimentação genéricas são usados menos componentes do que o recomendado, normalmente removendo o varistor e a primeira bobina.
Esta fonte de alimentação é impecável neste estágio, tendo uma bobina de ferrite a mais, quatro capacitores Y a mais (dois deles não podem ser vistos na Figura 9), um capacitor X a mais e um varistor a mais do que o necessário. Nesta fonte os dois varistores estão localizados após a ponte de retificação e não antes, como é mais comum atualmente.
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Figura 9: Estágio de filtragem de transientes (parte 1).
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Figura 10: Estágio de filtragem de transientes (parte 2).
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Figura 11: Varistores.Agora falaremos em mais profundidade sobre os componentes usados na TOP-1100P10.
Análise do Primário
Vamos agora dar uma olhada em profundidade no primário da TOP-1100P10. Para uma melhor compreensão do que iremos falar aqui, sugerimos que você leia nosso tutorial Anatomia das Fontes de Alimentação Chaveadas.
Esta fonte de alimentação usa uma ponte de retificação GBJ2506 em seu estágio primário capaz de fornecer até 25 A a 100ºC. Este componente está claramente superdimensionado: a 115 V ele seria capaz de puxar até 2.875 W da rede elétrica. Supondo uma eficiência típica de 80%, isso significa que essa fonte poderia entregar até 2.300 W sem que este componente queimasse. É claro que estamos falando especificamente do limite da ponte de retificação, e a potência máxima que uma fonte é capaz de fornecer depende dos demais componentes usados.
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Figura 12: Ponte de retificação.O circuito PFC ativo usa dois transistores de potência MOSFET 35N60C3. Cada um é capaz de suportar até 103,8 A a 25º C em modo pulsante (que é o caso) ou até 34,6 A a 25º C ou 21,9 A a 100º C (veja o que a diferença de temperatura faz).
O circuito PFC ativo usa dois capacitores eletrolíticos com capacitância de 1.200 µF conectados em série, o que equivale a um único capacitor com capacitância de 600 µF. A vantagem de usar dois capacitores em série em vez de apenas um é que a tensão será dividida entre os dois capacitores e dessa forma o fabricante pode usar capacitores com valores de tensão menores (na verdade é exatamente isto o que acontece nesta fonte de alimentação: ela usa dois capacitores de 200 V em vez de apenas um componente de 400 V, como em outros produtos). Os capacitores usados aqui são taiuaneses da Teapo e são rotulados a 85º C.
Na seção de chaveamento esta fonte usa dois outros transistores 35N60C3 na tradicional configuração direta com dois transistores. As especificações desses transistores estão publicadas acima. Eles alimentam os dois transformadores disponíveis, que têm seus primários conectados em paralelo. Portanto apesar de esta fonte ter dois transformadores eles compartilham o mesmo circuito de chaveamento.
Como você pode ver na Figura 13, todos os principais semicondutores do primário estão instalados no mesmo dissipador de calor.
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Figura 13: Transistores chaveadores, diodo do PFC ativo e transistores chaveadores.O primário é controlado por um controlador PFC/PWM CM6800 instalado em uma pequena placa de circuito impresso.
Análise do Secundário
Como mencionamos, esta fonte tem dois transformadores em vez de apenas um, como de costume. Eles são controlados pelo o mesmo circuito. No secundário, o primeiro transformador (T3) é o responsável pelas saídas de +5 V e +12 V e o segundo transformador (T4) é o responsável pelas saídas de +3,3 V e +12 V.
A saída de +12 V usa uma topologia síncrona parcial. O diodo retificador foi substituído por um transistor MOSFET de potência (também conhecido como “transistor de controle”) enquanto que um diodo de “giro livre” (“freewheeling”) continua sendo usado em vez de ter sido substituído por um transistor MOSFET de potência (também conhecido como “transistor síncrono”) como em um projeto realmente síncrono.
Cada transformador é conectado a um transistor MOSFET de potência IRFS3206, cada um capaz de suportar até 120 A a 25º C em modo contínuo ou até 840 A a 25º C em modo pulsante. Para o diodo de giro livre três retificadores Schottky S60SC6MT são usados, cada um capaz de suportar até 60 A a 110º C (30 A por diodo interno).
As saídas dos dois transistores estão conectadas juntas; portanto nesta fonte o uso de dois transformadores têm o mesmo efeito de como se esta fonte usasse apenas um transformador maior.
A corrente máxima teórica que a linha de +12 V pode fornecer é dada pela fórmula I / (1 – D), onde D é o ciclo de trabalho usado pela seção de chaveamento e I é a corrente máxima suportada pelo diodo responsável pela retificação (neste caso, formado por dois diodos de 15 A em paralelo). Neste caso iremos fazer o cálculo usando os diodos de giro livre. Apenas como um exercício teórico podemos assumir um ciclo de carga de 30%. Isto nos daria uma corrente máxima teórica de 257 A ou 3.085 W para a saída de +12 V. Como você pode ver esta saída está altamente superdimensionada. A corrente máxima que esta linha pode realmente fornecer depende dos demais componentes usados, em particular da bobina.
A saída de +5 V é produzida por dois retificadores Schottky STPS60L45CW cada um capaz de suportar até 60 A (30 A por diodo interno) a 135º C. A corrente máxima teórica que a linha de +5 V pode fornecer é dada pela fórmula I / (1 – D), onde D é o ciclo de trabalho usado pela seção de chaveamento e I é a corrente máxima suportada pelo diodo responsável pela retificação (neste caso, formado por dois diodos de 30 A em paralelo). Apenas como um exercício teórico podemos assumir um ciclo de carga de 30%. Isto nos daria uma corrente máxima teórica de 86 A ou 429 W para a saída de +5 V. A corrente máxima que esta linha pode realmente fornecer depende dos demais componentes usados, em particular da bobina.
A saída de +3,3 V é produzida por um retificador Schottky STPS60L30CW que é capaz de suportar até 60 A (30 A por diodo interno) a 130º C. A corrente máxima teórica que a linha de +3,3 V pode fornecer é dada pela fórmula I / (1 – D), onde D é o ciclo de trabalho usado pela seção de chaveamento e I é a corrente máxima suportada pelo diodo responsável pela retificação (neste caso, formado por um diodos de 30 A). Apenas como um exercício teórico podemos assumir um ciclo de carga de 30%. Isto nos daria uma corrente máxima teórica de 43 A ou 141 W para a saída de +3,3 V. A corrente máxima que esta linha pode realmente fornecer depende dos demais componentes usados, em particular da bobina. É interessante notar como as linhas de +5 V e +3,3 V partem de transformadores diferentes, uma saída não limita a outra como normalmente acontece.
No dissipador de calor do secundário nós também encontramos o retificador para a saída de +5VSB (“standby”), um SB1040F. Este dispositivo pode suportar até 10 A a 100º C suportando 150 A de pico. Isto explica o limite de corrente maior que esta fonte tem para sua saída de +5VSB (6 A) se comparada com outros produtos (este é na verdade o maior limite que já vimos; a maioria das fontes de alimentação topo de linha podem fornecer até 3 A ou 3,5 A na saída de +5VSB, com a Corsair HX1000W sendo capaz de suportar 4 A). Apesar de esta fonte claramente usar um componente superdimensionado aqui, nós tivemos problema ao extrair 6 A da saída de +5VSB, como explicaremos em detalhes depois.
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Figura 14: Diodo de +5VSB, transistor de +12 V, retificadores de +12 V e retificador de +5 V.
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Figura 15: Retificador de +5 V, retificador de +3,3 V, retificador de +12 V e transistor de +12 V.Em vez de ser monitorado por um circuito integrado de monitoramento já disponível, este fabricante decidiu monitorar as saídas usando uma solução discreta baseada em um circuito integrado LM339 localizado em uma pequena placa de circuito impresso. Nós não devemos esquecer de que esta fonte tem um circuito de monitoramento separado para a função ESA, que é baseado em um microcontrolador 8051 (C8051F320 para sermos mais exatos).
Se você prestar atenção nas Figuras 14 e 15 verá que esta fonte tem três sensores de temperatura. Dois são conectados no circuito ESA enquanto que o terceiro é usado para controlar a velocidade de rotação da ventoinha de acordo com a temperatura da fonte.
Os capacitores eletrolíticos do secundário são da Hermei e Samson, duas empresas taiuanesas, e rotulados a 105º C.
Distribuição da Potência
Na Figura 16 você pode ver a etiqueta desta fonte de alimentação contendo todas as suas especificações de potência.
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Figura 16: Etiqueta da fonte de alimentação.Esta fonte de alimentação tem seis barramentos virtuais de +12 V distribuídos da seguinte forma:
- +12V1: Cabo principal da placa-mãe, cabo de alimentação auxiliar da placa de vídeo com dois conectores, cabo de alimentação para periférico com apenas um conector.
- +12V2: Cabos ATX12V e EPS12V.
- +12V3: Um dos cabos de alimentação SATA e um dos cabos de alimentação para periféricos.
- +12V4: Dois dos cabos de alimentação SATA e um dos cabos de alimentação para periféricos.
- +12V5: Dois cabos de alimentação da placa de vídeo rotulados como “B” (adesivo amarelo), veja na Figura 3.
- +12V6: Dois cabos de alimentação da placa de vídeo rotulados como “A” (adesivo verde), veja na Figura 3.
Com seis barramentos esta fonte poderia ter uma melhor distribuição. Como o cabos de alimentação SATA e para periféricos atualmente não demandam muita corrente/potência, eles poderia ser agrupados juntos, permitindo que os cabos de alimentação da placa de vídeo ficassem barramentos separados.
Vamos ver se esta fonte pode realmente fornecer 1.100 W.
Testes de Carga
Nós fizemos vários testes com esta fonte de alimentação como descrevemos em nosso artigo Nossa Metodologia de Testes de Fontes de Alimentação.
Primeiro nós testamos esta fonte com cinco padrões diferentes de carga, tentando extrair em torno de 20%, 40%, 60%, 80% e 100% da sua capacidade máxima rotulada (na linha “% Carga Máx” nós listamos a porcentagem usada), observando como a fonte testada se comportava em cada carga.
Infelizmente nosso testador de carga não pode ir muito além de 1.000 W, e por isso não conseguimos extrair 1.100 W desta fonte. Um sexto padrão foi incluído porque esta fonte falhou ao fornecer 6 A na saída de +5VSB (mais sobre isso depois).
Se você somar todas as potências listadas para cada teste você pode encontrar um valor diferente do que publicamos na linha “Total” abaixo. Como cada saída pode ter uma pequena variação (por exemplo, a saída de +5V trabalhando a 5,10 V) a quantidade total de potência sendo fornecida é um pouco diferente do valor calculado. Na linha “Total” estamos usando a quantidade real de potência sendo fornecida, medida pelo nosso testador de carga.
+12V1 e +12V2 são as entradas independentes de +12 V do nosso testador de carga e durante nossos testes a entrada de +12V1 foi conectada aos barramentos de +12V1 (conector principal da placa-mãe), +12V3 (conectores de alimentação para periféricos), +12V4 (conector de alimentação para periféricos) e +12V5 (conector de alimentação da placa de vídeo), enquanto que a entrada de +12V2 foi conectada ao barramento de +12V2 da fonte de alimentação (conector EPS12V).
Entrada
Teste 1
Teste 2
Teste 3
Teste 4
Teste 5
Teste 6
+12V1
8 A (96 W)
15 A (180 W)
23 A (276 W)
30 A (360 W)
33 A (396 W)
33 A (396 W)
+12V2
8 A (96 W)
15 A (180 W)
23 A (276 W)
30 A (360 W)
33 A (396 W)
33 A (396 W)
+5V
2 A (10 W)
8 A (40 W)
11 A (55 W)
15 A (75 W)
25 A (125 W)
25 A (125 W)
+3,3 V
2 A (6,6 W)
8 A (26,4 W)
10 A (33 W)
15 A (49,5 W)
22 A (72,6 W)
22 A (72,6 W)
+5VSB
1 A (5 W)
2 A (10 W)
2 A (15 W)
4 A (20 W)
6 A (30 W)
3 A (15 W)
-12 V
0,5 A (6 W)
0,5 A (6 W)
0,5 A (6 W)
0,5 A (6 W)
1 A (12 W)
1 A (12 W)
Total
220,2 W
443,4 W
661,3 W
869,3 W
1.027,5 W
1.012,9 W
% Carga Máx.
20,0%
40,3%
60,1%
79,0%
93,4%
92,1%
Temp. Ambiente
48,9º C
48,2º C
50,1º C
50,7º C
52,3º C
52,3º C
Estabilidade da Tensão
Aprovada
Aprovada
Aprovada
Aprovada
Aprovada
Aprovada
Ripple e Ruído
Aprovada
Aprovada
Aprovada
Aprovada
Reprovada
Reprovada
Potência CA
253 W
503 W
762 W
1.031 W
1.264 W
1.245 W
Eficiência
87,0%
88,2%
86,8%
84,3%
81,3%
81,4%
Resultado Final
Aprovada
Aprovada
Aprovada
Aprovada
Reprovada
Aprovada
O único problema com esta fonte está em sua saída de +5VSB. A etiqueta diz que ela pode fornecer 6 A mas quando nós tentamos extrair esta quantidade de corrente a fonte desligou após alguns segundos, e por isso que definimos o teste cinco como “Reprovada”. Durante o teste cinco o nível de ruído na saída de +5VSB foi maior do que o máximo permitido, 73,4 mV de pico-a-pico (veja a Figura 21 abaixo; compare-a com a Figura 19 e veja como esta saída deveria estar). Então nós reduzimos a corrente as saída de +5VSB para 3 A (um valor mais comum) e a fonte de alimentação funcionou bem, exceto que o nível de ruído na saída de +5VSB continuou acima do máximo permitido, 55,2 mV de pico-a-pico. Quando nós extraímos outras quantidades de potência o nível de ruído em +5VSB ficou dentro da especificação, mas atingindo 47,8 mV durante o teste número quatro (o limite é de 50 mV).
Apesar deste problema com a saída de +5VSB esta fonte de alimentação funcionou bem, embora não tenhamos conseguido extrair a quantidade de potência máxima que ela poderia fornecer devido a uma limitação do nosso equipamento. Na verdade nós poderíamos extrair mais potência se tivéssemos aumentado as correntes em +5 V e +3,3 V, mas não queríamos fazer isso por duas razões. Primeiro, nós estaríamos extraindo mais potência do que os limites rotulados para essas duas saídas. Segundo, como constantemente lembramos em nossos testes os computadores atuais extraem mais corrente das saídas de +12 V, não das saídas de +5 V e +3,3 V.
O nível de ruído para todas as saídas (exceto +5VSB) estava abaixo do máximo permitido durante todos os testes e os resultados você pode ver abaixo. Na verdade durante os testes um a quatro o nível de ruído na saída de +5 V estava abaixo de 14 mV, o que é excelente.
As tensões estiveram estáveis durante todo o tempo, estando sempre dentro de 3% dos seus valores nominais (exceto -12 V que variou muito mas ainda dentro da tolerância de 10% estabelecida pelo padrão ATX).
Você terá uma eficiência excelente com esta fonte se extrair até 80% da sua capacidade rotulada (880 W): entre 85% e 88%. Mas quando extraímos cerca de 1.000 W esta fonte apresentou eficiência de 81%, que não é ruim para uma fonte fornecendo esta quantidade de potência, mas distante de outros valores obtidos com outros níveis de carga.
Abaixo você pode ver o nível de ruído quando estávamos extraindo 1.032 W (teste número cinco) desta fonte de alimentação. Só para lembrar, o máximo permitido para as saídas de +12 V é de 120 mV de pico-a-pico e o máximo para as saídas de +5 V e +3,3 V é de 50 mV de pico-a-pico.
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Figura 17: Nível de ruído na entrada de +12V1 de nosso testador de carga com a fonte fornecendo 1.032 W (66,8 mV).
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Figura 18: Nível de ruído na entrada de +12V2 de nosso testador de carga com a fonte fornecendo 1.032 W (63,8 mV).
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Figura 19: Nível de ruído na entrada de +5 V de nosso testador de carga com a fonte fornecendo 1.032 W (26 mV).
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Figura 20: Nível de ruído na entrada de +3,3 V de nosso testador de carga com a fonte fornecendo 1.032 W (35,4 mV).
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Figura 21: Nível de ruído na entrada de +5VSB de nosso testador de carga com a fonte fornecendo 1.032 W (73,4 mV).Infelizmente não conseguimos verificar se esta fonte pode fornecer mais potência devido a uma limitação do nosso equipamento, como já explicamos.
Principais Especificações
As principais especificações técnicas da Topower TOP-1100P10 são:
- Potência nominal rotulada: 1.100 W.
- Potência máxima medida: 1.013 W a 52º C (limitada pelo nosso equipamento).
- Eficiência rotulada: mínimo de 80%.
- Eficiência medida: entre 81% e 88%.
- PFC ativo: Sim.
- Sistema de cabeamento modular: Não.
- Conectores de alimentação da placa-mãe: Um conector de 24 pinos, um conector EPS12V e um conector ATX12V.
- Conectores de alimentação da placa de vídeo: Quatro conectores de 6 pinos e dois conectores de 6/8 pinos.
- Conectores de alimentação para periféricos: Sete em três cabos.
- Conectores de alimentação para unidade de disquete: Nenhum.
- Conectores de alimentação SATA: 12 em três cabos.
- Proteções: N/D.
- Garantia: N/D. No Brasil a garantia dependerá do distribuidor.
- Mais informações: http://www.abs.com
- Preço médio nos EUA*: US$ 180 (para o modelo Tagan ITZ1100).
* Pesquisado na Newegg.com no dia da publicação deste teste.
Conclusões
O principal problema com a Topower TOP-1100P10 (e conseqüentemente com os modelos da Tagan baseados neste projeto) está em sua saída de +5VSB, que não pode fornecer sua potência/corrente rotulada. Quando extraímos 3 A desta saída – metade do limite rotulado – nível de ruído estava acima do máximo permitido. Portanto o projeto usado nesta saída específica é falho.
Apesar disto esta fonte pode apresentar alta eficiência caso você extraia até 80% da sua potência rotulada (880 W). Ao extrair sua carga máxima a eficiência caiu muito, mas ainda acima de 80%, que é o mínimo que queremos atualmente de uma fonte de alimentação fornecendo sua carga máxima.
A estabilidade da tensão e o nível de ruído também foram bons, dentro do esperado.
Outra coisa que não gostamos nesta fonte foi o fato de que ela usa duas ventoinhas de 80 mm em vez de apenas uma de 140 mm, que certamente faz com que esta fonte seja mais barulhenta e esquente mais do que produtos concorrentes.
Se o problema com a saída de +5VSB não lhe incomoda (e honestamente você não deveria se preocupar com isso) e você não se importa em ter um produto barulhento, os modelos de fontes de alimentação baseados neste projeto tais como a Tagan ITZ1100 são boas opções na faixa de 1.100 W, especialmente porque este modelo da Tagan pode ser encontrado com um excelente preço nos EUA, US$ 180.
Certamente existem produtos melhores no mercado, como a Corsair HX1000W, mas eles são mais caros. Mas a Topower TOP-1100P10 está longe de ser um produto ruim como a OCZ ProXStream 1000 W.
Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/Teste-da-Fonte-de-Alimentacao-Topower-TOP-1100P10/1613
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