Teste do Cooler Spire TME III
Por Rafael Otto Coelho em 18 de julho de 2012
Introdução
O Spire TME III é um cooler para processadores com dissipador em torre, cinco heatpipes de cobre de 8 mm e duas ventoinhas de 120 mm. Vamos ver se ele é um bom cooler.
O TME III é a versão mais recente do Spire TherMax Eclipse II, que era uma versão melhorada do TherMax Eclipse original, que saiu-se muito mal em nossos testes. Nós não temos ideia de porque a Spire não chamou esse cooler de “TherMax Eclipse III”, preferindo em vez disso a abreviatura.
A caixa do TME III é mostrada na Figura 1.
clique para ampliar
Figura 1: EmbalagemA Figura 2 mostra o conteúdo da caixa: o cooler propriamente dito com uma ventoinha instalada, uma segunda ventoinha, uma seringa de pasta térmica, manual e ferragens para instalação.
clique para ampliar
Figura 2: AcessóriosA Figura 3 mostra do Spire TME III.
clique para ampliar
Figura 3: O Spire TME IIIDiscutiremos esse cooler em deralhes nas próximas páginas.
O Spire TME III
A Figura 4 ilustra a frente do cooler, que é coberta pela ventoinha de 120 mm. Note o pequeno dissipador auxiliar sobre a base, que também estava presente nas versões anteriores do produto.
clique para ampliar
Figura 4: Vista frontalA Figura 5 revela a lateral do cooler. As aletas são sobradas, criando uma superfície fechada.
clique para ampliar
Figura 5: Vista lateralA Figura 6 mostra a traseira do cooler, onde a segunda ventoinha deve ser instalada.
clique para ampliar
Figura 6: Vista traseiraNa Figura 7 podemos ver a parte superior do cooler, onde as pontas dos heatpipes são visíveis. Note que as aletas não são planas, mas têm uma certa rugosidade.
clique para ampliar
Figura 7: Vista superiorO Spire TME III (Cont.)
A Figura 8 ilustra a base do cooler. Os heatpipes tocam o processador diretamente, e há espaços entre eles. A superfície não tem acabamento espelhado.
clique para ampliar
Figura 8: BaseA Figura 9 revela o TME III sem a ventoinha frontal. As ventoinhas são fixadas ao dissipador por quatro peças de borracha.
clique para ampliar
Figura 9: Sem a ventoinhaA Figura 10 mostra as duas ventoinhas de 120 mm que vêm com o TME III. As ventoinhas têm cabos extremamente curtos, mas o cooler vêm com duas extensões para conectá-las à placa-mãe.
clique para ampliar
Figura 10: VentoinhasInstalação
A Figura 11 mostra a placa suporte do TME III, com os parafusos e porcas instalados nos orifícios para instalação para o soquete LGA1155. Quatro arruelas plásticas impedem que as porcas danifiquem a placa-mãe.
clique para ampliar
Figura 11: Placa suportePara instalar o TME III, precisamos colocar a placa suporte pelo lado da solda da placa-mãe, e então instalar o cooler no lugar, fixando-o com quatro porcas de dedo.
clique para ampliar
Figura 12: Dissipador instaladoDepois, instala-se as ventoinhas, como mostrado na Figura 13.
clique para ampliar
Figura 13: Cooler instaladoRemovendo o cooler e observando a “impressão digital” do processador, nós pudemos nos certificar de um problema que já prevíamos: a base do cooler é bem maior do que a superfície de nosso processador, de forma que apenas os três heatpipes centrais tocam o processador. Os heatpipes mais externos simplesmente não recebem calor diretamente do processador.
clique para ampliar
Figura 14: “Impressão digital” do processadorComo Testamos
Nós testamos o cooler com um processador Core i5-2500K (quatro núcleos, 3,3 GHz), que é um processador soquete LGA1155 com TDP de 95 W. Para alcançar uma dissipação térmica ainda maior, nós fizemos um overclock para 4,0 GHz (clock base de 100 MHz e multiplicador x40), com tensão do núcleo (Vcore) de 1,30 V. Nós conseguimos colocar esse processador rodando a 4,8 GHz com a tensão original, mas o processador entrava em modo de proteção térmica quando montado com coolers médios, reduzindo o clock e, consequentemente, a dissipação térmica. Isso interferiria com as medições de temperatura, de forma que optamos por manter um overclock moderado.
Nós medimos ruído e temperatura com o processador a plena carga. Para atingir 100% de utilização em todos os núcleos, nós rodamos o Prime 95 25.11 (nessa versão, o programa usa todos os núcleos disponíveis) no modo “In-place Large FFTs”.
Nós comparamos o cooler com outros coolers já testamos. Note que os resultados não podem ser comparados com as medições efetuadas com configurações de hardware diferentes, então tivemos de retestar alguns coolers antigos com essa nova metodologia. Isso significa que você pode encontrar em testes mais antigos valores diferentes dos que você verá na próxima página. Cada cooler foi testado com a pasta térmica que veio com ele.
A temperatura ambiente foi medida com um termômetro digital. A temperatura do núcleo foi lida com o programa SpeedFan (através dos sensores térmicos do próprio processador), usando uma média aritmética das temperaturas dos quatro núcleos.
Durante os testes, os painéis laterais do computador estavam fechados. As ventoinhas frontal e traseira estavam ligadas na velocidade mínima de forma a simular o uso “normal” do cooler em um gabinete bem ventilado. Nós assumimos que essa é a configuração comum usada por um usuário entusiasta ou que faz overclock.
O nível de pressão sonora foi medido com um decibelímetro digital, posicionado próximo à abertura superior do gabinete. Essa medida serve apenas para fins de comparação, porque uma medida precisa de nível de pressão sonora deve ser feita em uma câmara acusticamente isolada sem outras fontes de ruído e com paredes anti-eco, da qual nós não dispomos.
Configuração de Hardware
- Processador: Core i5-2500K
- Placa-mãe: ASUS Maximus IV Extreme-Z
- Memória: 6 GB OCZ (DDR3-1600/PC3-12800), configurada a 1,600 MHz e temporizações 8-8-8-18
- Disco rígido: Seagate Barracuda XT 2 TB
- Placa de vídeo: Point of View GeForce GTX 460 1 GB
- resolução de vídeo: 1920x1080
- Monitor de vídeo: Samsung SyncMaster P2470HN
- Fonte de alimentação: Seventeam ST-550P-AM
- Gabinete: Cooler Master HAF 922
Configuração do Sistema Operacional
- Windows 7 Home Premium 64 bit SP1
Software Usado
Margem de Erro
Nós adotamos uma margem de erro de 2°C, o que significa que diferenças de temperatura abaixo de 2°C são consideradas irrelevantes.
Nossos Testes
A tabela abaixo apresenta os resultados de nossas medições. Nós repetimos o mesmo teste em todos os coolers listados abaixo, com o processador em plena carga. Nos modelos com ventoinha compatível com controle de rotação PWM, a placa-mãe controlou a rotação da ventoinha de acordo com a carga do processador e temperatura. Nos coolers com controlador de ventoinha integrado, esta foi deixada na rotação máxima.
Cooler Temp. Amb. Ruído Rotação Temp. Núcleo Dif. Temp. Cooler Master Hyper TX3 18 °C 50 dBA 2850 rpm 69 °C 51 °C Corsair A70 23 °C 51 dBA 2000 rpm 66 °C 43 °C Corsair H100 26 °C 62 dBA 2000 rpm 64 °C 38 °C EVGA Superclock 26 °C 57 dBA 2550 rpm 67 °C 41 °C NZXT HAVIK 140 20 °C 46 dBA 1250 rpm 65 °C 45 °C Thermalright True Spirit 120 26 °C 42 dBA 1500 rpm 82 °C 56 °C Zalman CNPS12X 26 °C 43 dBA 1200 rpm 71 °C 45 °C Zalman CNPS9900 Max 20 °C 51 dBA 1700 rpm 62 °C 42 °C Titan Fenrir Siberia Edition 22 °C 50 dBA 2400 rpm 65 °C 43 °C SilenX EFZ-120HA5 18 °C 44 dBA 1500 rpm 70 °C 52 °C Noctua NH-L12 20 °C 44 dBA 1450 rpm 70 °C 50 °C Zalman CNPS8900 Extreme 21 °C 53 dBA 2550 rpm 71 °C 50 °C Gamer Storm Assassin 15 °C 48 dBA 1450 rpm 58 °C 43 °C Deepcool Gammaxx 400 15 °C 44 dBA 1500 rpm 60 °C 45 °C Cooler Master TPC 812 23 °C 51 dBA 2350 rpm 66 °C 43 °C Deepcool Gammaxx 300 18 °C 43 dBA 1650 rpm 74 °C 56 °C Xigmatek Praeton 19 °C 52 dBA 2900 rpm 83 °C 64 °C Noctua NH-U12P SE2 18 °C 42 dBA 1300 rpm 69 °C 51 °C Deepcool Frostwin 24 °C 46 dBA 1650 rpm 78 °C 54 °C Thermaltake Frio Advanced 13 °C 56 dBA 2000 rpm 62 °C 49 °C Xigmatek Dark Knight Night Hawk Edition 9 °C 48 dBA 2100 rpm 53 °C 44 °C Thermaltake Frio Extreme 21 °C 53 dBA 1750 rpm 59 °C 38 °C Noctua NH-U9B SE2 12 °C 44 dBA 1700 rpm 64 °C 52 °C Thermaltake WATER2.0 Pro 15 °C 54 dBA 2000 rpm 52 °C 37 °C Deepcool Fiend Shark 18 °C 45 dBA 1500 rpm 74 °C 56 °C Arctic Freezer i30 13 °C 42 dBA 1350 rpm 63 °C 50 °C Spire TME III 8 °C 46 dBA 1700 rpm 70 °C 62 °C No gráfico abaixo, você pode ver quantos graus Celsius o núcleo do processador estava mais quente do que o ar fora do gabinete. Quanto menor a diferença, melhor é o desempenho do cooler.
![]()
No gráfico abaixo você confere o nível de ruído de cada cooler, em decibéis.
![]()
Principais Especificações
As principais especificações do Spire TME III incluem:
- Aplicação: Soquetes 775, 1155, 1156, 1366, 2011, AM2(+), AM3(+) e FM1
- Dimensões: 70 x 131 x 152 mm (L x P x A)
- Aletas: Alumínio
- Base: Heatpipes de cobre em contato direto com o processador
- Heatpipes: Cinco heatpipes de cobre de 8 mm
- Ventoinha: 2 x 120 mm
- Velocidade nominal de rotação da ventoinha: 1800 rpm
- Fluxo de ar nominal da ventoinha: 74,63 cfm
- Consumo máximo: 2,16 W
- Nível de ruído nominal: 22 dBA
- Peso: 822 g
- Mais informações: http://www.spire-corp.com
- Preço sugerido nos EUA*: US$ 65,00
Conclusões
Quando nós testamos o Spire TherMax Eclipse original, nós ficamos desapontados com o péssimo desempenho do cooler. Em seguida, o fabricante lançou o TherMax Eclipse II, que parecia exatamente igual ao primeiro, mas mostrou um excelente desempenho de refrigeração.
Agora nós testamos a terceira versão do mesmo cooler. Na verdade, ele parece ser exatamente o mesmo cooler que os anteriores, exceto pelas ventoinhas. Além disso, nós descobrimos que o TME III, da mesma forma que a primeira versão, tem um péssimo desempenho para um cooler de seu tamanho.
Só nos resta agora aguardar a Spire lançar o TME IV. Se a sequência se mantiver, vai ser um bom cooler.
Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/Teste-do-Cooler-Spire-TME-III/2619
© 1996-2013, Clube do Hardware. Todos os direitos reservados.
É expressamente proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site e dos textos disponíveis, seja através de mídia eletrônica, impressa, ou qualquer outra forma de distribuição. Os infratores serão indiciados e punidos com base na lei nº 9.610 de 19/02/1998.
Não nos responsabilizamos por danos materiais e/ou morais de qualquer espécie promovidos pelo uso das informações contidas no Clube do Hardware.