Teste do Gabinete Para Discos Rígidos eXtream Icebox
Por Rafael Otto Coelho em 15 de junho de 2009
Introdução
Apesar de o preço dos pendrives de grande capacidade estar cada vez mais baixo, eles não chegam nem perto da capacidade de armazenamanto dos discos rígidos comuns no mercado. Afinal, ainda deve demorar muito para termos pendrives de mais de 1 TB. Assim usar um gabinete externo com um disco rígido ainda é uma excelente opção para quem precisa transportar uma grande quantidade de informações. Também é um bom recurso para backup, graças à velocidade e agilidade.
Nós testamos o Icebox da Extream, um gabinete para discos rígidos SATA, em alumínio, dotado de uma ventoinha de 80mm na lateral, e com interface USB 2.0 e eSATA. Sua embalagem já atenta para seu maior diferencial: a instalação sem parafusos em menos de dez segundos. Será?
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Figura 1: Caixa.Abrido a embalagem, encontramos o gabinete propriamente dito, fonte de alimentação, um suporte para deixar o gabinete na vertical, cabos USB e eSATA, além de um CD de instalação de drivers, necessário apenas para usar esse gabinete em sistema operacionais mais antigos, como Windows 98, e para habilitar o recurso OTB que descreveremos abaixo.
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Figura 2: Conteúdo da embalagem.O Icebox tem um visual bem sóbrio, apesar da ventoinha vermelha (praticamente invisível através da grade preta) com uma moldura verde na lateral esquerda. Na frente existem dois botões, um de liga/desliga e outro chamado "OTB" (one touch backup, ou backup em um toque), que simplesmente aciona um aplicativo que realiza o backup de acordo com as suas configurações.
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Figura 3: eXtream Icebox.
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Figura 4: eXtream Icebox.
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Figura 5: Painel Traseiro.No painel traseiro encontramos o conector para a fonte de alimentação, um conector USB 2.0 e um conector eSATA. Também é possível ver uma trava deslizante que permite abrir o gabinete. Vamos ver como ele é por dentro na próxima página.
Por Dentro do eXtream Icebox
Ao soltar a trava, a parte interna do Icebox desliza facilmente para fora, onde podemos ver os conectores SATA (tanto de alimentação quanto de dados) e a ventoinha de 80 mm que, com o aparelho ligado, refrigera a placa de circuitos do disco rígido. A instalação é realmente muito rápida e com facilidade conseguimos colocar um disco rígido dentro do Icebox, travá-lo e fechar o gabinete em menos de 10 segundos.
Após deslizar a parte interna para fora, basta abrir as duas laterais verdes, que têm pinos que fixam a unidade no lugar, colocar o disco, deslizando-o para trás de forma a encaixar os conectores, e depois baixar novamente as tampas verdes. Após isso, basta deslizar o gabinete de novo para dentro de sua caixa, onde vai travar facilmente. Tudo isso realmente é muito fácil e rápido de ser feito, e o sistema todo fica muito firme depois de encaixado. Realmente, quem inventou esse sistema está de parabéns.
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Figura 6: Deslizando a parte interior.
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Figura 7: Pronto para colocar o disco rígido.
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Figura 8: Feche as laterais verdes.
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Figura 9: Depois é só deslizar para dentro da caixa.Como Testamos
Durante os testes nós usamos a seguinte configuração:
Configuração de Hardware
- Processador: Core 2 Extreme QX6850
- Placa-mãe: Gigabyte EP45-UD3L
- Memória: 2 GB Corsair XMS2 DHX TWI2X2048-6400C4DHXG (DDR2-800/PC2-6400 com temporizações 4-4-4-12), configurada a 800 MHz.
- Disco rígido: Um disco rígido de 500 GB Maxtor STM3500320AS (SATA-300, 7.200 rpm, 32 MB buffer) para o sistema operacional e um Seagate Barracuda 7200.10 160 GB (ST3160815AS, SATA-300, 7,200 rpm, 8 MB buffer) para testar o dispositivo.
- Placa de vídeo: PNY Verto GeForce 9600GT
- Resolução de vídeo: 1680 x 1050
- Monitor: Samsung Syncmaster 2232BW
- Fonte de alimentação: Seventeam ST350BKV
- Cooler: Intel padrão
- Unidade óptica: LG GSA-GH20NS10
Configuração de Software
- Windows XP Professional usando NTFS
- Service Pack 3
- Versão do driver Intel Inf: 9.1.0.1012
- Versão do driver de vídeo NVIDIA: 182.08
Programa de Medida de Desempenho
Adotamos uma margem de erro de 3%. Com isso, diferenças de desempenho inferiores a 3% não podem ser consideradas significativas. Em outras palavras, produtos onde a diferença de desempenho seja inferior a 3% deverão ser considerados como tendo desempenhos similares.
Nossos Testes
O programa que usamos para medir o desempenho do disco rígido, DiskSpeed32, é um programa que efetua testes realmente demorados, pois ele lê todos os setores do disco, registrando a taxa de transferência obtida e traçando um gráfico.
Normalmente a taxa de transferência do disco rígido varia de acordo com a parte do disco rígido que está sendo lida. A taxa de transferência do disco é maior nas bordas do disco, diminuindo à medida que se aproxima do centro do disco. Isso ocorre por conta da setorização multi-zona: em trilhas mais longas (as mais afastadas do centro do disco) cabem mais setores, e, com isso, mais dados são lidos a cada rotação do disco rígido. Por esse motivo, os programas apresentam três resultados: taxa de transferência máxima (obtida nos primeiros cilindros do disco, isto é, nas trilhas mais externas), taxa de transferência mínima (obtida nos últimos cilindros do disco, isto é, nas trilhas mais internas) e taxa de transferência média, que na maioria das vezes é o dado que o usuário comum está interessado em saber.
Por conta desse efeito podemos explicar também a necessidade de desfragmentarmos o disco rígido e o porque desfragmentadores profissionais, como o Norton Speed Disk, permitem que você desfragmente movendo os arquivos do sistema operacional para o início do disco rígido. Como explicamos, dados armazenados no início do disco rígido são lidos a uma taxa de transferência maior do que no restante do disco.
Nós usamos um disco rígido Seagate Barracuda 7200.10 160 GB (ST3160815AS, SATA-300, 7,200 rpm, 8 MB buffer) para realizarmos nossos teste. Primeiro nós instalamos ele em uma porta SATA-300 disponível na placa-mãe para avaliarmos o seu desempenho quando instalado dentro do micro, e em seguida dentro do Icebox, ligado ao micro em uma porta USB 2.0. Infelizmente não chegamos a testar esse gabinete usando uma porta eSATA, mas todos os testes que fizemos até agora mostraram que discos externos ligado nesse tipo de porta têm praticamente o mesmo desempenho de quando são ligados internamente, diretamente na placa-mãe. Ao mesmo tempo, praticamente todos os gabinetes e adaptadores que usam conexão USB 2.0 limitam a velocidade de transferência em menos de 30 MB/s. Como você pode ver na tabela abaixo, essa limitação manteve-se nesse produto, e os resultados foram dentro do esperado.
Conexão Rajada Máximo Médio Mínimo SATA-300 (interno) 208,4 MB/s 90,5 MB/s 65,2 MB/s 36,3 MB/s USB 2.0 (Icebox) 34,4 MB/s 28,1 MB/s 26,3 MB/s 7,1 MB/s Abaixo você pode ver os gráficos gerados pelo DiskSpeed32, onde fica bem claro que, ao ser ligado diretamente na porta SATA da placa-mãe, o desempenho é limitado pela própria velocidade de leitura do disco rígido, começando com valores mais altos nas trilhas externas e reduzindo nas trilhas mais internas. Já no gráfico que mostra a leitura do disco ligado na porta USB 2.0, fica claro que existe uma limitação do desempenho de leitura.
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Figura 10: Disco rígido ligado na porta SATA.
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Figura 11: Disco rígido instalado no Icebox, ligado na porta USB 2.0.Dessa forma, fica nosso conselho: se você precisa de desempenho, use a porta eSATA, já que a porta USB reduz muito a taxa de transferência. Porém, a grande vantagem da porta USB é a portabilidade, já que em qualquer lugar que você vá, vai encontrar uma porta dessas à sua espera. Já a porta eSATA ainda não é muito comum, sendo praticamente uma exclusividade de computadores dotados de placa-mãe ou gabinete topo de linha. Ponto para o Icebox, que oferece as duas opções.
Principais Especificações
As principais características do eXtream Icebox são:
- Aceita discos rígidos SATA de 3,5”.
- Conexão: USB 2.0 e eSATA-300.
- Ventoinha: Ventoinha de 80 mm.
- Nível de ruído: 60 dBA (medido).
- Dimensões: 21,4 cm x 13,5 cm x 5,2 cm.
- Mais informações: http://www.extream.com.br
- Verdadeiro fabricante: http://www.mor-star.com
- Preço médio no Brasil: R$ 170,00
Conclusões
O gabinete externo para discos rígidos SATA Icebox da eXtream surpreendeu pelo mecanismo prático e rápido de instalação e desinstalação. Seu design é muito bonito e prático, ele fica bem firme com o suporte vertical e o acabamento é perfeito.
O seu desempenho é equivalente aos vários outros produtos semelhantes que já testamos, como Thermaltake Max 4 Active Cooling que testamos recentemente.
No quesito refrigeração, ele também faz bonito, com uma ventoinha que joga ar diretamente na placa de circuitos da unidade, além do alumínio de sua construção que ajuda na dissipação de calor.
O único ponto negativo desse gabinete é que sua ventoinha não é das mais silenciosas: medimos um nível de pressão sonora de 60 dBA a uma distância de 10 cm da ventoinha. Mas se esse detalhe lhe incomodar, basta soltar o conector de alimentação da ventoinha e você vai trocar refrigeração por silêncio.
Dessa forma, por ser um produto completo com um preço razoavelmente acessível, o gabinete externo para discos rígidos Icebox da eXtream leva o selo de produto recomendado do Clube do Hardware.
Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/Teste-do-Gabinete-Para-Discos-Rigidos-eXtream-Icebox/1677
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