Teste do Headset Razer Piranha
Por André Gordirro em 30 de julho de 2008
Introdução
É muito chato jogar partidas online de Counterstrike, Team Fortress 2 e títulos do gênero sem um headset – o conjunto formado por fone de ouvido e microfone. É mais rápido usar a voz para pedir uma ajuda a um companheiro de equipe ou avisá-lo de um inimigo sorrateiro do que parar a ação para digitar o alerta. Quem já não viu seu personagem morrer ao escrever um pedido que poderia ter sido feito sem tirar os olhos da tela e a mão do mouse? Por isso o jogador sério confia em um bom headset. A Razer, companhia conhecida pelos estilosos teclados e mouses voltados para esse público, colocou no mercado o headset Piranha, com a alcunha pomposa de “gaming communicator”. É o modelo de entrada de uma linha que ainda conta com o Barracuda, aparelho mais possante. Vamos ao teste de campo do Piranha.
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Figura 1: O headset Piranha.O headset Piranha
Já ficamos impressionados com a embalagem. Nada daquele cartão com o headset socado dentro de um blister: o Piranha vem em uma caixa revestida de camurça, moldada ao seu contorno e com reentrâncias para as conexões de som e USB. Apresentação caprichada. Pena que o cabo de 3 metros tenha levado um considerável tempo para ser tirado por conta dos vários buracos onde foi enrolado. Apesar da luta inglória para soltá-lo, ficamos impressionados com a apresentação geral.
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Figura 2: A caixa caprichada.O headset em si é ajustável para vários tamanhos de cabeça. Uma vez feito o ajuste, ele só retoma o formato normal se outra vez o usuário quiser alterar seu tamanho. O topo é acolchado e vazado, tanto para não esquentar muito o cocuruto do jogador, como para tornar o Piranha mais leve. As almofadas são de tamanho médio (ao contrário do Barracuda, que é daqueles fones que tomam toda a orelha). Muito confortáveis e arejadas, elas ficam sobre um suporte móvel para se ajustarem melhor aos ouvidos do jogador. O microfone fica em uma haste que sobe e desce. A haste é feita de borracha dobrável e pode ser inclinada em direção à boca do jogador; porém, não vimos necessidade diante do bom alcance do microfone. Tornou-se um elemento a menos a atrapalhar a visão da partida.
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Figura 3: Detalhe da almofada e microfone.O fio é um capítulo à parte. Saindo do fone em si e até chegar ao controle de volume, que pode ser preso à roupa por um clipe, ele é revestido por tecido; depois segue normal até sua ponta, com conectores “bananinha” para saída de som e microfone, além de um plug USB que serve apenas para iluminar com luz azul o símbolo da Razer (uma cobra de três cabeças) presente nos fones e no clipe. O comprimento do cabo é um ponto controverso: para alguns, seus 3 metros podem ser úteis; outros o verão como mais um contribuinte para o constante caos dos cabos ligados ao PC. Em nosso teste, ele formou um enorme emaranhado que atiramos sem a menor cerimônia para trás de nosso monitor LCD. O que os olhos não vêem...
Os controles de volume e mudo presentes no clipe não são bons. Com contatos frágeis, o simples roçar com a camisa pode provocar o desligamento do som ou o aumento brusco do volume. Isso aconteceu em algumas partidas de Team Frostress 2 e durante uma conversa que mantivemos via Skype, o que foi muito frustrante. Resultado: deixamos de usar o clipe preso à roupa e o colocamos sobre a mesa, sempre com cuidado para isso não acionar a mudez do som. Se tivesse botões mais precisos e confiáveis, teríamos mantido sua função original.
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Figura 4: O clipe com controles de áudio.Usando o Piranha
À exceção dos problemas que tivemos com o clipe e o comprimento exagerado do cabo, o Piranha proporcionou ótima experiência de audição/comunicação durante horas seguidas de jogatina de Team Fortress 2. Os ouvidos não ficaram suando nem doloridos após muito tempo de uso. Ouvimos com clareza nossos colegas de trincheira online – que também responderam nos ouvir muito bem – e não tivemos problemas diante da música e efeitos sonoros da partida, que foram reproduzidos fielmente e com bom volume. Os fones almofadados cancelaram o som ambiente da casa, criando uma experiência de imersão na jogatina.
Como headset, o Piranha cumpriu seu objetivo de maneira bem superior ao modelo brasileiro “genérico” (e baratinho) que usávamos. Infelizmente, por razões que a razão desconhece, um produto que custa US$ 60 nos EUA ganha uma absurda etiqueta de R$ 360 nas prateleiras do Brasil varonil. Ou seja: muitos jogadores continuarão a depender dos modelos baratinhos e que nem de longe têm o desempenho de um Piranha - o bicho, aqui em nosso país, tem realmente um apetite voraz por dinheiro.
Testamos ainda para ouvir música, no que o Piranha se saiu de maneira satisfatória, apesar de, é claro, estar longe de ser um fone profissional. O produto não envolve o ouvido nem dá noção de ambiência sonora, assim como não tem reforço de graves – mas, convenhamos, essa não é sua proposta. Ele, como diz a alcunha proposta pela Razer, é mesmo um “comunicador para jogos”. Já virou peça obrigatória de nosso arsenal virtual.
Especificações
As principais especificações do headset Razer Piranha são:
- Fones almofadados
- Dois conectores de 3,5 mm + USB para alimentar LEDs azuis
- Alças com regulagem de altura
- Iluminação azul nos fones e controle de volume
- Microfone unidirecional ajustável com cancelamento de ruído
- Controle de volume para o fone de ouvido e mudo para o microfone com clipe integrado
- Cabo de 3 metros
- Peso: 226 gramas
- Dois canais (estéreo)
- Freqüência de resposta do microfone: 80Hz ~ 15kHz
- Freqüência de resposta do fone: 18Hz ~ 22kHz
- SPL do fone de ouvido: 114dB (@ 1kHz / 1Vrms)
- Sensibilidade do microfone: -38dB (@ 1kHz / 1V/Pa)
- Impedância do microfone: ~2K
- Impedância do fone de ouvido: 32
- Mais informações: http://www.razerzone.com.br
- Preço médio nos EUA*: US$ 59,00
- Preço médio no Brasil: R$ 360,00
* Pesquisado em Shopping.com no dia da publicação deste teste.
Conclusões
Pontos Fortes
- Som fiel e de qualidade
- Não deixa os ouvidos doloridos nem suando após horas de uso
- Apoio de cabeça acolchoado
- Microfone retrátil e flexível não atrapalha visão de jogo
- Apresentação e empacotamento estilosos
- Fissurados em neon vão gostar da iluminação opcional (que, porém, consume uma porta USB)
- Funciona tanto para games como para quem usa comunicadores do tipo MSN e Skype
Pontos Fracos
- O cabo excessivamente comprido pode não ser do agrado de todos
- Controles frágeis de volume e mudo no clipe de roupa
- Preço obsceno para o mercado brasileiro. A matemática para transformar um produto de US$ 60 em um de R$ 360 é completamente incompreensível e injustificável.
Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/Teste-do-Headset-Razer-Piranha/1537
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