Teste do Mouse Avatar da NZXT
Por André Gordirro em 24 de outubro de 2008
Introdução
Há sempre uma primeira vez para tudo. A NZXT, empresa especializada em transados gabinetes para o público de jogadores, resolveu estrear em outro aspecto desse mercado: o de mouses voltados para games. E fez muito bonito com o Avatar, um periférico que segue a mesma linha de design dos gabinetes da NZXT, e que nos conquistou ao longo do teste de campo. Apesar de uma estréia ser sempre um momento delicado e complicado, o Avatar nem ligou para a pressão e arrancou aplausos dignos de um veterano.
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Figura 1: O mouse Avatar.O Avatar é um mouse ambidestro, com curvas simétricas e mais magro, digamos assim, que concorrentes diretos (como o Lachesys, da Razer, que também estamos testando e em breve iremos publicar a resenha). Sendo um pouco menor, é mais adequado para jogadores de mãos médias a pequenas. Os dois nichos para polegar/mindinho são emborrachados e muito confortáveis. Acima deles ficam os botões laterais (um de cada lado) prateados, de fácil visualização contra o elegante corpo preto e fosco do Avatar. A superfície de cima também é emborrachada. A roda de navegação e os dois botões de controle de DPI ficam em uma pequena vala. Ao contrário de mouses para games que acendem a sua roda de navegação, o Avatar preferiu dar um toque de luz em seu contorno lateral e em três LEDs que indicam o nível de resolução.
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Figura 2: Parte inferior.Configurando o Avatar
A NZXT criou um programa bastante completo para o usuário configurar seu Avatar. O aplicativo vem em um mini CD e conta com três painéis. O primeiro, “Advanced Functions” (Funções Avançadas), permite alterar as funções de sete botões do mouse, dos laterais até a barra de rolagem. Também é possível optar por gravar macros (uma longa seqüência de comandos que pode ser resumida a um apertar de botão) de até 20 teclas. O usuário pode optar por alterar o DPI do mouse pelo próprio aplicativo – são quatro opções, de 600, 1.200, 1.800 e 2.600 dpi – ou deixar por conta dos botões do mouse. O programa permite gravar até cinco perfis por usuário.
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Figura 3: Funções avançadas.A seguir, a tela “Sensitivity” (Sensibilidade) controla a velocidade do ponteiro do mouse e do deslocamento no eixo X-Y. Finalmente, o painel “Advanced Settings” (Ajustes Avançados) é basicamente uma máscara para o ajuste de mouse do Windows, com opções para configurar a velocidade de rolagem, a sensibilidade e a velocidade do clique, e ainda um espaço para testar o periférico.
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Figura 4: Sensibilidade.
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Figura 5: Ajustes avançados.Jogando com o Avatar
Avatar configurado, tudo nos trinques, é hora de colocá-lo à prova. Como dissemos, ele é um mouse um pouco menor que os rivais da categoria, e também mais leve. Sem ajuste de peso e com dimensões mais esbeltas, ele pode não agradar a todos. Convidamos um amigo jogador que tem uma mão grande e ele não aprovou; já para nós, o Avatar nos pareceu um dos mouses mais ergonômicos e confortáveis que testamos até hoje. Isso tudo é muito subjetivo, obviamente, mas ficamos felizes com o resultado tanto no trabalho quanto nas horas de jogo.
Os botões laterais são um destaque. Como são pronunciados, aquele que fica acima do mindinho – um dedo com menos precisão e força que o polegar – foi facilmente acionável pelo menor dedo da mão. Já um dos botões de controle de DPI, o que fica mais abaixo da roda de navegação, requer que se dobre todo o dedo médio para ser acionado sem tirar a mão de cima do mouse. Seria melhor que esses botões fossem menores e mais próximos à própria roda.
Em termos de precisão e conforto, fizemos nosso procedimento habitual: sempre testamos os mouses com o mesmo jogo (Team Fortress 2), repetindo o mesmo servidor e mapa para compararmos nosso desempenho. Trocamos a superfície, do nosso mouse pad Destructor da Razer (testado por nós), à madeira da mesa e um mouse pad comum, daqueles de brinde. Obviamente o combo Avatar + Destructor provou ser perfeito, mas o mouse mostrou a precisão de seus 2600 dpi de resolução nas outras superfícies. Nosso desempenho em várias partidas foi dos melhores recentemente, tanto em ações táticas rápidas como na quietude do ato de mirar e abater um inimigo virtual com um simples tiro. Em momentos que o Avatar parecia leve demais para algumas manobras necessárias, bastou diminuir bem a resolução para compensar a agilidade do periférico.
Ficamos impressionados com o resultado final do Avatar, que já conquistou a vaga de nosso mouse de jogos de estimação aqui, mesmo com os recentes testes de produtos como o excelente Dominatrix da OCZ.
Especificações
As principais especificações do mouse Avatar da NZXT são:
- Mouse laser com conexão USB
- Design ambidestro
- Botões ajustáveis: 7
- Aceleração máxima: 15g
- Resolução de rastreamento: 600 a 2.600 dpi (ajustável pelo usuário)
- Processamento de imagem: 5.8 megapixels/segundo
- Mais informações: http://www.nzxt.com
- Preço médio nos EUA*: US$ 59,00
* Pesquisado em http://www.shopping.com no dia da publicação deste teste.
Conclusões
- Design elegante.
- Pegada confortável.
- Ambidestro.
- Aplicativo bem completo.
- Preciso e desliza bem em superfícies variadas.
- Botões laterais de fácil acesso, mesmo o que fica no mindinho.
Pontos Fracos
- Sem alteração de peso.
- Botões de mudança de DPI requerem que o dedo médio se curve totalmente.
- Pode ser considerado pequeno e leve demais por quem tem mão grande.
- Mais uma vez devido ao famoso "custo Brasil" este mouse deve chegar ao país custando uma pequena fortuna.
Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/Teste-do-Mouse-Avatar-da-NZXT/1578
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