Teste do Mouse Behemoth da OCZ
Por André Gordirro em 21 de agosto de 2009
Introdução
Sempre que recebemos um mouse para testar, ouvimos de alguns amigos: “e é grande?”. Começamos a notar que não apenas os canhotos são esquecidos pelos fabricantes de mouses; muitas vezes quem é, digamos, bem dotado em termos de mão fica sem um produto adequado. Para atender a esse público, a OCZ lança o Behemoth, um mouse para jogos que segue os padrões do mercado – peso ajustável, botões e perfis configuráveis, alta precisão – e tem dimensões maiores. Em tempo: o termo “behemoth” não tem tradução direta para o português, mas é uma palavra que indica uma criatura de dimensões descomunais; é oriundo da Bíblia, em hebreu, e no santo texto indicava um hipopótamo.
Além do tamanho maior, o mouse chama a atenção por ter espaço para os dedos mindinho e anelar na lateral direita. Acima há a roda de navegação (que não acende), um botão para aumentar a resolução em três etapas, e outro ao alcance do polegar para navegação na Internet. Na parte de baixo vemos o canhão laser, algumas ranhuras para passar o cabo ( que é coberto por tecido), o botão de seleção de perfis, os cinco “pés” de teflon para permitir um deslize perfeito e o compartimento com cinco pesinhos de 4,5 gramas, que podem alterar o peso final do mouse em até 22,5 gramas. As ranhuras são um achado porque o usuário pode ajustar a saída do cabo como quiser, permitindo, por exemplo, que saia pela lateral do mouse. Não é uma função que vai revolucionar o mercado, mas é um toque bacana.
Durante o uso, tanto jogando como trabalhando, os botões tradicionais e a roda de navegação funcionaram adequadamente, e o tamanho do mouse, aliado à cobertura emborrachada, permitiu uma pegada confortável e ergonômica. Para quem tem mão pequena ou está acostumado com mouses menores, é como se saísse uma cama de solteiro para uma de casal. Encontramos o único problema com o botão lateral esquerdo, que é duro e não é facilmente alcançável para quem não tem mão grande, pois o polegar do usuário fica longe dele. A OCZ podia tê-lo feito mais sensível e menos resistente ao toque; em termos de jogo, o acionamento difícil de um botão é um detalhe fatal.
Configurando o Behemoth
A OCZ começou bem no departamento de configuração. O programa é executável a partir do mini CD e não precisar se instalado no PC. As configurações são gravadas na memória do próprio mouse, que pode ser trocado de computador mantendo as preferências do usuário. Podem ser criados até quatro perfis, trocáveis através do botão na parte inferior do Behemoth. O usuário identifica que perfil está ativo pela iluminação do botão de avanço/retrocesso perto do polegar. Uma luz no led de avanço indica o perfil 1; no retrocesso, o perfil 2; as duas luzes acessas correspondem ao terceiro; e quando o botão está apagado, é sinal de que o mouse está na configuração default. O botão de resolução, localizado como de costume abaixo da roda de navegação, também segue o mesmo princípio: se estiver apagado, é porque está com o menor valor de dpi; e as três luzes indicam os três próximos patamares de resolução.
Agora à parte ruim: o programa da OCZ não é intuitivo e apresenta interface confusa. É especialmente desanimador, já que há tantas opções legais para deixar o mouse ao gosto do freguês como, por exemplo, poder usar a função “Keepshot” para tiros contínuos, com rajadas rápidas, médias ou lentas. Quatro botões mais duas funções da roda de navegação podem ser configuráveis, oferecendo seis opções por perfil para o usuário. Podem ser programados comandos simples, como copiar+colar, abertura de programas (navegador, email), e até gravados macros (uma longa seqüência de comandos que pode ser resumida a um apertar de botão), úteis para jogos complexos de estratégia e RPG como World of Warcraft. Infelizmente, o processo não é dos mais intuitivos. Deixamos o mouse com um perfil de trabalho (abertura do Word, Photoshop, comandos de copiar+colar) e outros dois para jogar TeamFortress 2 (trocar de armas etc) e World of Warcraft (invocação de montaria, troca de posicionamento de batalha etc).
Como outros mouses da categoria, é possível ajustar o nível de resolução. Os quatro patamares não são fixos, e sim definidos pelo usuário. O Behemoth vai de 200 a 3.200 dpi, mais do que o suficiente para fazer bonito em partidas online. Em nosso caso, deixamos em patamares de 800, 1.600, 2.400, 3.200 dpi. Esse último foi mesmo em nome do teste, já que pelo nosso estilo de jogo é raro precisarmos de algo muito acima dos 2.000 dpi.Jogando com o Behemoth
O mouse parece um touro selvagem de rodeio, mas se comporta como um puro-sangue em uma pista de hipismo. Realmente o Behemoth é indicado para usuários de mão grande, mas a pegada de borracha é confortável para qualquer outro tipo de jogador. Mesmo maior que os demais modelos do mercado, o formato é proporcional e não atrapalha. É necessário costume para colocar a mão inteira em cima do mouse, especialmente nos nichos para os dedos mínimo e anelar. Para compensar o tamanho, tiramos os pesinhos para deixá-lo mais leve – mas isso é puro gosto pessoal. O que realmente não funcionou a contento para nós foi o botão do polegar, que é duro de apertar e não fica exatamente perto do dedo. Não é exatamente um problema levantar um pouco a mão do mouse para que o polegar acione o botão na hora de trabalhar; contudo, durante uma frenética partida, vai contra o conceito do próprio mouse, que é agilizar o acionamento de comandos. A liberdade de seleção de dpi foi um destaque positivo. Sem patamares fixos, o usuário pode escolher as resoluções mais adequadas ao seu estilo de jogo, e trocá-las rapidamente durante uma partida, de acordo com sua estratégia. Caso não tenha muito espaço na mesa (algo que o Behemoth exige), é bom deixar a resolução mais alta, assim o ponteiro do mouse vai mais longe com movimentos mais curtos.
Em última análise, o Behemoth é um mouse muito confortável que é indicado para aquela fatia de público que sempre quis um modelo maior. Se tivesse um botão lateral menos duro e um programa mais amigável, levaria um dez com louvor. A roda também podia permitir navegação lateral, como em outros mouses do mercado. Com isso, o Behemoth perde uma função legal e mais duas opções de configuração. Fica a dica para a OCZ quando desenhar um sucessor para o seu rato gigante.Especificações
As principais especificações do mouse Behemoth da OCZ são:
* Pesquisado em http://www.shopping.com no dia da publicação deste teste.
- Mouse laser para jogos
- Funções ajustáveis: Seis
- Memória interna
- Resolução de rastreamento: de 200 a 3.200 dpi
- Velocidade máxima: 152 cm/segundo (dependendo da superfície)
- Aceleração: 50 G
- Dimensões: 118 mm x 71 mm x 44 mm
- Peso: 18 g
- Mais informações: http://www.ocztechnology.com
- Preço médio nos EUA*: US$ 29.00
Conclusões
Pontos Fortes
Pontos Fracos
- Modelo indicado para quem tem mão grande
- Cobertura de borracha confortável
- Pegada ergonômica com apoio para o dedo mínimo e anelar
- Cabo envolvido em tecido
- Função de tiro contínuo
- Seleção de limites de sensibilidade ajustável ao gosto do jogador
- Memória interna
- Software de configuração dispensa instalação
- Sistema de ajuste do cabo
- Programa pouco amigável
- Roda podia realizar navegação horizontal
- Botão lateral difícil de apertar e muito duro
Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/Teste-do-Mouse-Behemoth-da-OCZ/1747
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