Teste do Mouse Dominatrix da OCZ
Por André Gordirro em 30 de setembro de 2008
Introdução
A OCZ entrou no mercado de mouses para games com o Equalizer, testado por nós aqui. Agora a empresa acerta de novo ao lançar o Dominatrix, um modelo maior, de pegada emborrachada e até com peso ajustável – uma característica comum aos mouses para games topo de linha. O nome pode até sugerir um brinquedo erótico (e causar algum constrangimento na hora da compra), mas se a intenção era submeter e subjugar os adversários de jogo, o Dominatrix cumpre bem a função. Vamos ao teste.
Logo de cara vemos que a OCZ abandonou o design de curva simples e tamanho médio Equalizer para abraçar a tendência do mercado de mouses com corpos grandes e cheios de recantos para os dedos. Aliás, grande é o termo adequado: o Dominatrix tem um corpo imenso, mesmo comparado ao G5 da Logitech. Isso não quer dizer que seja pesadão: durante nosso teste, ele provou ser leve e muito confortável por conta de dois nichos para polegar e mindinho emborrachados, e uma parte inferior larga para apoio da palma da mão.
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Figura 1: O Dominatrix ao lado do Equalizer.Os botões laterais, para acionar funções de navegação de internet, são grandes e na cor cinza, para contrastar com o preto do corpo do mouse e serem facilmente identificados. Acima, há uma barra de rolagem vertical e horizontal que acende de acordo com a resolução (apagado em 400 dpi; verde em 800; azul em 1600; e vermelho em 2000 dpi). Via software, é possível expandir a resolução até 3200 dpi. Abaixo da roda de navegação ficam o botão de troca de resolução e o “M”, para os três perfis de configuração. O bom do Dominatrix é contar com uma memória interna para gravar as modificações do usuário, que então pode plugá-lo em qualquer computador sem depender do programa da OCZ para reconhecer seus perfis.
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Figura 2: Detalhe dos botões e descanso de polegar.Abaixo, a OCZ adotou uma solução diferente dos rivais para o ajuste de peso: em vez de um cartucho com pesinhos para ser inserido no fundo ou lateral do mouse, aqui há um espaço circular na parte de baixo com sete cavidades emborrachadas para inserção dos pesos. Dessa forma, além de poder alterar o peso total do Dominatrix em até 40 gramas, o usuário também consegue mudar o centro de gravidade do periférico. Um preciosismo a mais, porém que vai agradar os viciados em personalização. Um adendo, porém: a tampinha é frágil e meio chatinha de tirar e colocar.
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Figura 3: O sistema de ajuste de peso.Configurando e jogando com o Dominatrix
Felizmente, configurar o mouse e partir para a ação não toma muito tempo e é bem simples. Basta instalar o software incluso no CD e assinalar as mudanças aos botões laterais. Eles aceitam funções simples ou macros – isso é, uma longa seqüência de comandos que pode ser resumida a um apertar de botão, como a combinação de poderes de um jogo. Basta gravar passo a passo as teclas a serem apertadas que o programa salva como uma macro acionável por um dos botões laterais. O mouse armazena até três perfis diferentes, identificáveis por cores que fazem o botão M brilhar no topo do periférico. Como sempre, ajustamos as funções de acordo com nosso gosto pessoal: um botão lateral realiza o movimento de abaixar do nosso franco-atirador em Team Fortress 2, e o outro aciona a comunicação entre jogadores (normalmente ligado à tecla “V”, de voz), para que não tiremos a mão esquerda do movimento do personagem via teclas WASD.
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Figura 4: O programa editor de comandos.Na resolução 1600 dpi, o Dominatrix provou ser um dos mouses mais precisos e confortáveis que já testamos. Realizamos rápidos ajustes de mira e não deixamos inimigos vivos para contar a história, apesar de nosso estilo de jogo pedir uma resolução mais baixa, mais compatível com a precisão. A pegada emborrachada permite horas de jogo sem que o suor deixe o mouse fugindo da mão. Seu tamanho grande não nos incomodou – ele é ágil e leve para suas proporções, e há sempre a possibilidade de alterar seu peso ou centro de gravidade. Quem prefere um periférico menor por conta do tamanho da mão, portabilidade ou espaço na mesa pode não gostar do Dominatrix, contudo. Seguindo o tema azul/preto/luminoso vigente no mercado, o mouse combina com o próprio teclado Elixir, da OCZ (testado aqui), e o Tarantula, da Razer.
Custando bem menos que o concorrente G9 da Logitech (que também chega a 3200 dpi e tem memória interna e ajuste de peso), o Dominatrix é uma alternativa campeã em termos de custo-benefício. Segue os padrões modernos de design e proporcionou uma excelente experiência naquilo que se propõe: ser um mouse perfeito para jogos.
Especificações
As principais especificações do mouse OCZ Dominatrix são:
- Conexão USB
- Roda de navegação vertical e horizontal
- Memória interna para gravar três perfis de uso
- Resolução de rastreamento: 400 a 3.200 dpi (ajustável pelo usuário)
- Processamento de imagem: 7.080 quadros/segundo
- Velocidade máxima: 115 cm/segundo (dependendo da superfície)
- Botões ajustáveis: 2
- Uso para destros
- Peso ajustável: até 40 g a mais
- Mais informações: http://www.ocztechnology.com
- Preço médio nos EUA*: USD 48*
*Pesquisado em http://www.shopping.com no dia da publicação deste teste.
Conclusões
Pontos Fortes
- Ótima relação custo/benefício
- Pegada emborrachada confortável
- Memória interna
- Roda colorida indica resolução vigente
- Botões laterais grandes e de fácil acionamento
- Preciso e leve no deslizamento, mesmo sendo um mouse grande
Pontos Fracos
- Nome mais adequado a um produto erótico
- Uso apenas para destros
- Tamanho grande pode não agradar a todos
- Apenas dois botões programáveis
Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/Teste-do-Mouse-Dominatrix-da-OCZ/1565
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