Teste do Mouse Eclipse da OCZ
Por André Gordirro em 22 de setembro de 2009

Introdução

Produto Recomendado Clube do HardwareDepois de lançar o Behemoth (já testado por nós), um mouse de grandes dimensões voltado para usuários com mãos grandes, a OCZ lança o Eclipse, um modelo menor para jogos, mas que não deixa de fora todo o que o segmento pede: peso ajustável, botões e perfis configuráveis, alta precisão. Chegando a 2.400 dpi de resolução, ele fica atrás do próprio Behemoth (3.200) e o Mamba (também testado), da Razer (5.600), mas não comprometeu nosso desempenho, como veremos no teste a seguir.

mouse Eclipse
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Figura 1: O Eclipse.

Voltado para destros, o Eclipse tem formato em cunha, com nicho de apoio para polegar e mindinho, dois tradicionais botões laterais, roda de navegação que acende para indicar o perfil de usuário. Abaixo da roda encontra-se o botão seletor de nível de resolução e quatro LEDs azuis que indicam a resolução vigente. O corpo tem cobertura de borracha e é muito confortável, podendo ser usado por horas sem causar cansaço nos dedos ou punho. Ao contrário dos concorrentes, o sistema de ajuste de peso não fica na base do mouse, que tem apenas o canhão laser e o botão de seleção de perfis, e sim no bojo do mouse. Basta retirar a tampinha e, através de uma lingueta, puxar o conjunto de quatro pesos, que aumentam em até 18g o peso final do Eclipse (chegando então a 137g).

mouse Eclipse
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Figura 2: Aberto com o sistema de pesos.

Configurando o Eclipse

Assim como o modelo Behemoth, a configuração do Eclipse também é executável a partir do mini CD, através de um programa que não precisar ser instalado no PC. As configurações são gravadas na memória do periférico, o que permite que seja usado em outros computadores mantendo as preferências do usuário. O usuário identifica que perfil está ativo pela iluminação da roda de navegação (apagada, vermelha, verde e amarela); abaixo dela fica o indicador luminoso de resolução.

configuração Eclipse
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Figura 3: Menu de configuração.

O software é o mesmo do Behemoth, que consideramos confuso e pouco intuitivo no teste daquele modelo. Há funções legais, como a de manter tiros contínuos (“Keepshot”) para rajadas rápidas, médias ou lentas, mas a configuração não é das mais fáceis. É possível configurar seis funções do mouse e gravar três perfis distintos na memória interna do mouse. Caso queira manter mais perfis, o usuário pode salvá-los no próprio computador e transferir para o Eclipse quando quiser. Apesar do processo pouco intuitivo, fomos em frente e configuramos o mouse ao nosso gosto, com comandos simples para uso em processador de texto (copiar+colar) e macros (uma longa seqüência de comandos que pode ser resumida ao apertar de um botão), que acionam rapidamente funções de jogos complexos. Criamos um perfil para trabalhar (é, infelizmente não se ganha vida só jogando) e dois dedicados aos jogos que mais curtimos e que usamos para testar acessórios do gênero (no caso TeamFortress2 e World of Warcraft). A resolução é ajustável em quatro patamares livres, isto é, definidos pelo usuário, de 200 a 2.400 dpi. Para o teste, fixamos as opções em 600, 1.200, 1.800, 2.400 dpi. Como de costume, a resolução mais baixa serve para momentos que exijam maior precisão em uma partida, enquanto o nível mais alto é ideal para ações frenéticas e respostas rápidas.

Jogando com o Eclipse

Mesmo sem chegar aos patamares mais elevados de resolução dos concorrentes, o Eclipse correspondeu adequadamente em duas semanas de uso, tanto como mouse de trabalho, como aquilo para que foi feito: jogar. O corpo menor adequou-se à nossa mão, confortavelmente instalada sobre a empunhadura de borracha. O Eclipe funcionou bem sobre a superfície lisa da mesa e o mousepad. Só os botões do polegar podiam ser mais sensíveis e menos, mas muito menos, barulhentos. A possibilidade de escolher as resoluções sem patamares fixos permitiu que achássemos os valores mais adequados ao nosso estilo de jogo

Em última análise, o Eclipse oferece tudo o que um mouse para jogos deve ter a um preço honesto (em promoções em lojas dos EUA por volta de USD 20.00), apesar de o “custo Brasil” deixá-lo na casa dos R$ 100 por aqui, quando na verdade ele deveria ser uma solução barata e muito eficiente para quem quer um produto do gênero. O jeito é apelar para a velha solução de “pedir para um amigo”. Vale muito a pena.

Especificações

As principais especificações do mouse Eclipse da OCZ são:

  • Mouse laser para jogos indicado para destros
  • Funções ajustáveis: 6
  • Memória interna
  • Resolução de rastreamento: de 200 a 2.400 dpi
  • Aceleração: 50 G
  • Dimensões: 122,43 mm x 70,64 mm x 43,79 mm 
  • Peso ajustável até 137 g
  • Mais informações: http://www.ocztechnology.com
  • Preço médio nos EUA*: USD 19.00

* Pesquisado em http://www.shopping.com no dia da publicação deste teste.

Conclusões

Pontos Fortes:

  • Limites de sensibilidade ajustáveis pelo jogador
  • Cobertura de borracha confortável
  • Função de tiro contínuo
  • Memória interna
  • Software de configuração dispensa instalação
  • Ótima relação custo/benefício

Pontos Fracos:

  • Programa pouco amigável
  • Botão lateral podia ser menos sensível e barulhento
  • O famigerado "custo Brasil" faz com que ele não seja "baratinho" como é nos EUA, mas mesmo assim vale a pena comprá-lo.

Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/Teste-do-Mouse-Eclipse-da-OCZ/1773

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