Teste do Mouse Zalman FPSGun FG1000
25/06/2008 às 17h10min por André Gordirro em Entrada

Introdução

Jogos de tiro em primeira pessoa, os chamados FPS (da sigla em inglês first person shooter), são os mais populares dentre os vários gêneros de games para PCs. Os controles de consoles como PlayStation jamais provaram serem melhores que os mouses para esse tipo de jogo; contudo, a fabricantes de coolers Zalman decidiu investir em um design de mouse que, no mínimo, chama a atenção: um periférico em formato de pistola para dar mais clima e precisão às partidas de FPS. A empresa lançou o mouse FPSGun FG1000 que nós, fãs de carteirinha de jogos de tiro em primeira pessoa, testamos a seguir..


Figura 1: O mouse FPSGun FG1000.

O Mouse FG1000

A intenção pode ter sido chegar próximo ao design de uma arma, mas o produto final mais parece um tênis de basquete. O FG1000 tem um corpo de mouse sem botões, de onde brota uma empunhadura. Um gatilho primário funciona como o botão esquerdo de um mouse comum, e um secundário faz o papel do botão direito. Perto do dedão ficam dois botões de avanço e retrocesso de telas; logo abaixo encontra-se a roda de navegação, que fica iluminada de acordo com a resolução atual do mouse (violeta para 100 a 600 DPI; azul para 800 a 1.200 DPI; vermelho para 1.400 a 2.000 DPI). Na parte da frente, no mouse em si, fica o botão de troca de resolução, longe dos dedos para evitar o acionamento acidental em uma partida..


Figura 2: O mouse de costas

O FG1000 é um dispositivo plug-and-play, mas é bom que se rode o programa de instalação para poder configurar os botões para outras funções e realizar ajustes finos, como a resposta do mouse, por exemplo. O aparelho funciona ligado a uma porta USB e tem conector banhado a ouro.


Figura 3: O menu de configuração.

Jogando com o FG1000

Como dizem os tenistas, o segredo está no pulso. Ao testarmos o FG1000, percebemos que a experiência é radicalmente diferente – mas, infelizmente, não melhor – do que jogar com um mouse comum. Em vez de arrastar o dispositivo horizontalmente, é preciso colocar o pulso para trabalhar para mexer a mira na tela. Mesmo alterando a resolução do FG1000, porém, não chegamos ao nível de precisão alcançado por nosso G9 da Logitech..

A princípio culpamos a nossa falta de experiência com o aparelho, que, afinal, requer algumas partidas para que se acostume. A ideia é interessante, mas ficou no rol das boas intenções: mesmo quando configuramos a velocidade dos eixos X e Y, ainda assim faltou precisão aos tiros, especialmente quando a mira tem que subir para alcançar um inimigo em um nível mais alto. Jogamos Team Fortress 2 na classe de atirador de elite e os headshots (tiros na cabeça) foram uma raridade (normalmente cravamos uma média de cinco até sermos abatidos por algum adversário). A movimentação pelo pulso é até intuitiva, mas falta a liberdade espacial que uma pistola de verdade daria, como em certos jogos de console em que o controle simula uma arma de fato, como a série Time Crisis. Várias vezes levantamos o FG1000 da mesa para atingir um determinado alvo – o que, na verdade, mandava a mira para o vinagre. Ao menos a sensação de apertar um gatilho para disparar dá mais veracidade aos jogos do gênero FPS.


Figura 4: A pegada.

Concluindo, infelizmente o FG1000 parece mais uma engenhoca para atrair quem não se garante nos jogos de tiro de primeira pessoa do que mesmo um periférico útil para jogadores ocasionais e até inveterados. Depois de horas de teste, ainda com a mão acostumada ao seu manejo, demoramos a operar um mouse comum para prosseguirmos trabalhando nesse texto. O intuito da Zalman é louvável, mas, infelizmente, o inferno dos videogames está cheio de boas intenções.

Especificações

As principais especificações do Zalman FPSGun FG1000 são:.

* Pesquisado em Shopping.com no dia da publicação deste teste.

Conclusões

Pontos Fortes.

Pontos Fracos

Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/Teste-do-Mouse-Zalman-FPSGun-FG1000/1519

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