Teste do Mouse sem Fio Mamba da Razer
Por André Gordirro em 08 de julho de 2009
Introdução
Nós sempre seguimos a regra de não julgar um livro pela capa e evitamos comentar sobre embalagens e afins, uma vez que não implicam em qualidade do produto. Mas este mouse sem fio Mamba merece uma quebra de protocolo: a Razer o embalou como uma obra de arte, uma gema em exposição. Ele vem em uma impressionante caixa com tampa de acrílico, um suporte que parece fazer o mouse flutuar, e uma base com três elegantes gavetas de papelão que guardam cabo USB, bateria e base de carregamento.
O Mamba é um mouse sem fio voltado para games que chega a impressionantes 5.600 dpi de resolução, latência de 1 ms e tem taxa de varredura de 1.000 Hz. A resolução é um exagero, mas os dois últimos detalhes são fundamentais para os jogadores que torcem o nariz para mouses sem fio, com medo que haja algum atraso de resposta que custe uma boa partida. Efetivamente, o Mamba oferece tanta segurança e resposta de sinal quanto um mouse para games tradicional, com fio. Vamos ver agora suas características físicas antes da parte divertida (o teste em si).
Características físicas
O Mamba segue o design de outros periféricos da Razer e, apesar do formato ambidestro, a disposição de botões o torna mais indicado para destros. A empunhadura de borracha é bem confortável e o tamanho agradou este usuário de mão pequena (e foi aprovado por um amigo que tem a conhecida “mãozona”). Ele apresenta seis botões configuráveis: os tradicionais direito/esquerdo, dois acionáveis pelo dedão, outro par na ponta esquerda que controla a resolução. A roda de navegação também pode ser configurada e acende uma luz azul (que pode ser apagada via software). Na extremidade esquerda fica o mostrador de resolução e vida da bateria, que acende três cores para indicar maior/menor dpi e quanto de carga ainda há no mouse.
Na parte de baixo, há o controle liga/desliga, mais um botão de “paridade” (para realizar a sincronia entre o mouse e a base carregadora/receptora), o espaço da bateria e um trava para o cabo USB. Cabo? Mas, peraí, o mouse não é sem fio? Sim, mas pode ser usado também com fio. Há uma reentrância abaixo da roda de navegação para inserção do cabo USB. Ligado dessa forma, um Mamba com a bateria fraca pode continuar sendo usado, enquanto também aproveita para ser recarregado. A colocação do cabo não foi das tarefas mais simples. O canhão do laser de 5.600 dpi de resolução completa o conjunto ao lado dos três pés de teflon que permitem deslize perfeito.
A unidade de carregamento/recepção de sinais funciona como mostruário para o mouse e, assim como a roda de rolamento, também acende uma luz azul em seu botão de paridade e borda inferior.
Configurando o Mamba
O software da Razer permite configurar os seis botões e mais a roda de navegação, oferecendo um total de oito funções reprogramáveis. É possível estabelecer cinco patamares para a sensibilidade do mouse no eixo X/Y, sem escalas fixas (o Mamba pode ir de 100 a 5.600 dpi), e gravar macros (uma longa seqüência de comandos que pode ser resumida a um apertar de botão) para diversos usos, de programas como Word e Photoshop até complexos comandos de jogos como World of Warcraft. Graças à sua memória interna, é possível levar o Mamba para qualquer lugar – casa de amigos, campeonato, lan houses – e estar sempre com as configurações preferidas literalmente à mão.
Uma pena que o programa não seja dos mais amigáveis e tenha controles pouco intuitivos. Além disso, ele apresenta uma sensível demora para assimilar os novos comandos, tempo em que o cursor trava e o resto da máquina fica lenta (atenção: o computador de teste é um Core 2 Quad e tem 4 GB de RAM). Fizemos algumas alterações em nome do teste, mas, francamente, não aproveitamos esse potencial do Mamba em sua totalidade por conta do martírio que era operar as modificações. De bom mesmo, só a capacidade de controlar a resolução ao gosto do freguês. Em nosso caso, deixamos em patamares de 800, 1.200, 1.800, 2.400 e no extremo de 5.600 dpi.
Jogando com o Mamba
Chegamos à parte boa: testar o novo produto em horas de jogatina online de Team Fortress 2 e World of Warcraft. Sofremos um pouco para criar perfis específicos para os dois jogos, configurando os botões de acordo com nosso estilo (acionamento rápido de segunda arma, de feitiços e poderes etc), mas isso funcionou a contento. O patamar acima da resolução de 2.000 dpi é um exagero, especialmente em um jogo com tantos controles próximos na tela como o World of Warcraft; já no Team Fortress, serviu para as partidas mais cheias de adrenalina onde a calma e precisão não entraram na conta. Com a liberdade de escolher os limites de sensibilidade, o jogador finalmente tem um mouse que pode ser ajustado exatamente às suas necessidades e estilo de jogo. Ao longo do teste, fomos percebendo qual o melhor valor de dpi para determinadas situações, quer fosse o combate rápido ou a seleção precisa de poderes e feitiços nas extensas barras de controle do World of Warcraft. Já sabíamos que a precisão seria absoluta graças aos 5.600 dpi que o Mamba oferece e seu 1 ms de latência (ou seja, leva um milisegundo para o mouse enviar o dado para do seu clique/movimento para o PC), mas essa liberdade de seleção é que realmente foi o destaque do Mamba.
Quando ao funcionamento sem fio, o desempenho foi perfeito, sem demora de sinal, interferências ou outros problemas. Não saberíamos dizer que o Mamba era um periférico sem fio caso não soubéssemos. Ponto para a Razer, que graças à taxa de varredura de 1.000 Hz sepulta qualquer medo de que a falta de fio deixe o mouse lento (e sempre há a opção de ligá-lo ao cabo USB). Segundo a empresa, a bateria do Mamba dura 72 de jogo regular ou 14 horas sem parar. Jogamos por mais de uma semana, alternando algumas ocasiões com três horas de jogo e um dia ou outro sem jogar, e não sentimos necessidade de recarregar o mouse.Principais Especificações
As principais especificações do mouse Mamba da Razer são:
- Mouse laser sem fio (pode ser usado com fio também)
- Funções ajustáveis: 9 (6 botões e 3 na roda de navegação)
- Memória interna
- Resolução de rastreamento: 5.600 dpi (cinco níveis de ajuste)
- Velocidade máxima: 508 cm/segundo (dependendo da superfície)
- Taxa de varredura: 1.000 Hz
- Tempo de resposta: 1 ms
- Frequência de comunicação: 2,4 GHz
- Dimensões: 12,8 cm x 7 cm x 4,25 cm (C x L x A)
- Vida da bateria: 72 de jogo regular ou 14 horas de jogo sem parar
- Mais informações: http://www.razerzone.com.br
- Preço sugerido nos EUA: USD 129,00
Conclusões
Pontos Fortes:
- Resposta precisa: conexão sem fio não deve nada a um mouse comum
- Pegada confortável com apoio para o mindinho
- Facilidade de instalação
- Belo design futurista, da caixa ao produto final
- Recorde de resolução
- Seleção de limites de sensibilidade ajustável ao gosto do jogador
- Funciona como mouse com fio caso fique sem bateria
Pontos Fracos:
:
- Programa pouco amigável e lento ao realizar as configurações
- Cabo tem conexão um pouco penosa
- Preço que já é salgado para o mercado americano significa que o pobre brasileiro precisará vender um rim para comprar este mouse (estimamos que chegue por mais de R$ 500).
Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/Teste-do-Mouse-sem-Fio-Mamba-da-Razer/1701
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