Teste do Teclado Lycosa da Razer
Por André Gordirro em 20 de outubro de 2008
Introdução
Tradicional fabricante de periféricos e acessórios para games, a Razer apresenta um modelo intermediário em sua linha de teclados para esse mercado, o Lycosa. Fino, com teclas emborrachadas, conexões para headset e uma elegante iluminação azul, o teclado tem uma beleza sóbria e ao mesmo tempo high-tech. Porém, como beleza não põe mesa, vamos tirar a prova e ver se o Lycosa é realmente bom como teclado para jogos.
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Figura 1: O Lycosa.De cara, o Lycosa impressiona pelo acabamento emborrachado das teclas, cujas letras parecem invisíveis até que seja ligado ao PC e a iluminação passe a funcionar. Da parte traseira parte um cabo com duas conexões USB e dois plugs de áudio (para microfone e alto-falante). Sim, infelizmente o Lycosa ocupa duas portas USB do computador, apesar de apresentar apenas uma em sua traseira. A troca duas-por-uma nos pareceu injusta. Claro que a intenção da Razer era manter um canal livre para a resposta da digitação, mas nos pareceu preciosismo e desperdício de uma porta USB. Uma vez que o teclado esteja conectado ao PC, o usuário pode ligar um mouse e um headset diretamente ao Lycosa.
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Figura 2: Conexões traseiras e o cabo do Lycosa.O Lycosa
Além das teclas emborrachadas em si, o Lycosa conta com um pequeno painel com comandos multimídia padrão (tocar/pausar, parar etc), um botão que controla a iluminação (liga/desliga e aciona luz apenas no conjunto de teclas WASD), e, finalmente, um botão de função na forma do logo da Razer. Ele serve para acionar a programação de teclas e macros (uma longa seqüência de comandos que pode ser resumida a um apertar de botão), uma vez que, ao contrário do modelo Tarântula e de outros teclados já testados por nós (como o Elixir, da OCZ, e o G15, da Logitech), o Lycosa não possui teclas reprogramáveis distintas, e sim usa o conjunto F1-F10, otimizando o espaço.
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Figura 3: O teclado iluminado e o painel de comandos.O Lycosa também conta com um apoio de plástico para o pulso que, ao nosso ver, podia ser emborrachado como as teclas. Além disso, apesar de poder ser retirado, o apoio é preso por quatro parafusos ao teclado. Ora, vamos, não dava para ser destacável com outro tipo de encaixe menos trabalhoso?
Configurando e Jogando com o Lycosa
Através do software da Razer é possível configurar o Lycosa ao seu gosto. Ele aceita programações de macros com até 16 teclas em um único botão (útil para jogos como simuladores de vôos e RPGs online que têm controles complexos). É possível programar funções mais prosaicas, como abrir o editor de imagens e texto, ou comandos básicos do Windows. O software aceita até 10 perfis diferentes, ligados às teclas F1-F10, que podem ser batizados de acordo com o objetivo (por exemplo, Photoshop, Team Fortress 2 etc). Para acionar determinado perfil, basta apertar o símbolo da Razer no painel de controle acima do teclado numérico conjuntamente à uma das teclas de função.
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Figura 4: O programa de configuração.Assim que colocamos o Lycosa para trabalhar, notamos a necessidade de deixar a iluminação sempre ligada. Sem luz, as letras e números ficam praticamente invisíveis e, apesar de sermos bons datilógrafos, todo novo teclado exige um tempo de adaptação – e sem ver as teclas, a coisa fica difícil. Como não há controle da intensidade da iluminação, se o seu ambiente de trabalho é muito claro, as teclas, mesmo ligadas, não são fáceis de ser lidas. Tirando esse aspecto, a experiência de trabalhar com o Lycosa é muito boa, já que as teclas emborrachadas são confortáveis e apresentam resposta precisa. Além disso, elas são fáceis de limpar, especialmente se o usuário tiver o hábito de fazer as refeições ao PC.
Se trabalhar foi bom, jogar foi melhor ainda. Ligamos nosso mouse na entrada USB e o headset Piranha, da própria Razer, também no Lycosa e partimos para a guerra. As teclas têm uma resposta bem rápida e precisa, seja na movimentação do grupamento WASD ou no acionamento de poderes e trocas de armas que programamos via macros. Com horas de jogo, a cobertura de borracha mostrou ser confortável, apesar de, como já dissemos, ela bem podia ter se estendido ao apoio de pulso.
Com um custo de USD 20 a menos, em média, do que o G15 da Logitech (que é um concorrente mais natural do Tarantula, na verdade), o Lycosa ainda assim é um pouco caro levando-se em conta seus pontos fracos (como oferecer apenas uma porta USB e não ter regulagem na iluminação). Ainda assim, é inegável que o produto tem um design elegante e que faz bonito à mesa de qualquer jogador – fora que a solução encontrada para os botões de função o torna menor, deixando o ambiente de trabalho menos congestionado.
Especificações
As principais especificações do teclado Lycosa da Razer são:
- Teclado iluminado para games
- Teclas emborrachadas
- Dez botões programáveis
- Conexões: 1 USB e entrada para microfone e alto-falante
- Requer 2 entradas USB
- Painel sensível ao toque com controles multimídia
- Tempo de resposta: 1 ms
- Dimensões sem apoio de pulso: 46,9 cm x 16,8 cm x 1,5 cm (C x L x A)
- Dimensões com apoio de pulso: 46,9 cm x 22,1 cm x 1,5 cm (C x L x A)
- Mais informações: http://www.razerzone.com.br
- Preço médio nos EUA*: US$ 75,00
*Pesquisado em http://www.shopping.com no dia da publicação deste teste.
Conclusões
Pontos Fortes
- Design elegante
- Ocupa pouco espaço
- Conexão para headset
- Teclas de borracha confortáveis e fáceis de limpar
- Resposta precisa
- Programação de teclas baseada nas existentes F1-F10
Pontos Fracos
- Apoio de pulso fixo por quatro parafusos
- Iluminação não regulável
- Teclas ficam invisíveis com a iluminação desligada
- Consome duas portas USB e oferece apenas uma
- O famigerado "Custo Brasil" faz com que este seja um periférico restrito a usuários endinherados, caso seja comprado por aqui.
Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/Teste-do-Teclado-Lycosa-da-Razer/1575
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