Teste do Teclado Quick Fire TK da CM Storm
20/12/2012 às 14h00min por André Gordirro em Entrada

Introdução

Produto Recomendado Clube do Hardware

Mobilidade é uma das palavras do momento. Para o jogador que curte participar de campeonatos ou simplesmente ir jogar na casa de um amigo, o pior periférico para ser transportado é o teclado, especialmente os modelos mecânicos da moda, que além de grandes, são pesados. Com esse jogador em mente, a CM Storm lança o Quick Fire TK, versão compacta do Quick Fire Pro, que já testamos, que cabe uma mochila. O modelo também é indicado para quem não tem muito espaço à mesa. Mesmo pequeno, ele apresenta teclado numérico, controles multimídia e de iluminação, e só não permite configuração de teclas e macros. Primeiro vamos descrever o Quick Fire TK para depois avaliá-lo..

QuickFire TK
Figura 1: Teclado Quick Fire TK

Assim como o Quick Fire Pro, o irmão menor também chama a atenção pela robustez: ele parece um tijolo preto com teclas mecânicas com a tecnologia Cherry MX. Elas podem ser de três tipos: Cherry MX Red (vermelha), Brown (marrom) ou Blue (azul). A caixa do produto indica o modelo de tecla. Cada uma tem uma característica própria, que falaremos a seguir. A iluminação também segue a tecla de cada modelo: luz vermelha para a Cherry MX Red; azul para a Cherry MX Blue; e branca para o modelo Cherry MX Brown. A iluminação é controlada pelas teclas de função F1-F4.

Para que o corpo ficasse compacto, o teclado numérico absorveu as setas e mais as teclas Insert, Home, Page Up, Page Down, Delete, End, Print Screen, Scroll Lock e Pause. Elas foram incorporadas aos números e podem ser acionadas através da tecla Numlk, que altera a configuração do teclado numérico para esses comandos. Uma solução engenhosa. Os controles multimídia dividem as teclas de função F5-F11, e a tecla F12 trava as teclas do Windows ao lado da barra de espaço. Esses comandos extras são acionados em conjunção com a tecla de Função, ao lado do Control direito.

QuickFire TK
Figura 2: Teclado numérico

QuickFire TK
Figura 3: Teclas de função

Introdução (Cont.)

No canto superior direito fica o símbolo da CM Storm, ao lado de três LEDs que indicam o travamento das maiúsculas, do teclado numérico e de rolagem. Na parte inferior, há a porta mini-USB em um nicho de onde partem três trilhos que servem para conduzir o cabo para direita, esquerda ou para cima do corpo do teclado. O Quick Fire TK se apóia em quatro pés antiderrapantes ou dois pés destacáveis..

QuickFire TK
Figura 4: Porta mini-USB

O cabo envolto em tecido tem 1,80 metro de comprimento e conectores banhados a ouro mini-USB/USB.

QuickFire TK
Figura 5: Cabo conduzido pelo trilho

Visto de lado, o teclado é bem alto e vai de quase 2 centímetros de altura na frente até 3 centímetros na parte detrás. Ele vem com uma ferramenta de extração de teclas para facilitar a limpeza.

QuickFire TK
Figura 6: Altura do teclado

Principais Características

A principal característica do Quick Fire TK é ser um teclado mecânico iluminado e compacto. Aqui cabe a explicação de como são as teclas Cherry MX, que já dissemos em outros produtos com a mesma tecnologia. Na prática, a diferença entre as cores indica a força de resposta (de 45 a 60 g), o tipo de resposta (linear ou força) e se as teclas são silenciosas ou não. Resposta linear significa que a tecla desce suavemente, sem o dedo sentir resistência; a resposta de força, naturalmente, é mais notável. Nós recebemos o modelo Cherry MX Blue, que é o mais barulhento e tem resposta mediana (50 g). .

QuickFire TK
Figura 7: Tecla Cherry MX Blue com LED

Apesar de voltado para jogos, o Quick Fire TK não tem funções programáveis ou teclas de macro (uma longa sequência de comandos que pode ser resumida a um apertar de botão). Ele, portanto, é mais voltado para jogos de tiro como Battlefield, Call of Duty etc. Quem prefere criar sequências de comandos é melhor contar com um bom mouse que grave macros.

Outra característica do periférico é poder trocar a rolagem de teclas. O que é isto? É a capacidade de o teclado perceber o aperto simultâneo de várias teclas sem perder um registro. Ao acionar o número 6 em conjunto com a tecla ESC, o usuário muda o sistema de 6KRO para NKRO. Explicando: 6KRO significa que é possível apertar seis teclas mais uma modificadora (Control, Alt etc) simultaneamente; com o NKRO acionado, não há limite para o número de teclas apertáveis ao mesmo tempo. Jogadores de MMO vão gostar desta característica se optarem pelo Quick Fire TK, mas é preciso saber que a ausência de teclas de macro não o torna o teclado ideal para esse gênero de jogo.

O usuário pode escolher entre três tipos de iluminacão (com cinco intensidades): total, pulsante ou apenas no conjunto WASD, o mais usado para jogos de tiro.

QuickFire TK
Figura 8: Teclado todo iluminado

QuickFire TK
Figura 9: Conjunto WASD iluminado

Testando o Quick Fire TK

Pesado e compacto, o Quick Fire TK ficou um pouco sumido em nossa grande mesa de avaliações, mas ele tem um tamanho interessante para quem usa aquelas mesinhas para computador realmente pequenas. O periférico aguentou os trancos e ficou firme no lugar. Como ele é alto, pegamos um apoio de pulso destacável de outro teclado já testado para maior conforto – sem nivelarmos a mão, o acesso às teclas de função F1-F12 ficaria um pouco distante..

A tecla Cherry MX Blue é bem barulhenta; uma digitação intensa lembra aquelas cenas de filmes ambientados em repartições ou redações antigas, cheias de máquinas de escrever. Os colegas de esquadrão virtual do Battlefield 3 ouviram nitidamente o som através do headset em partidas multiplayer.

Como no Quick Fire Pro, a solução do cabo destacável não é muito boa, pois a inserção do conector na porta mini-USB é difícil pelo pouco espaço disponível. Também não uma porta USB extra para conexão de um mouse ou um headset USB, o que é comum em teclados para jogos.

A ideia do cabo destacável não pareceu muito boa: há pouco espaço para inserir o conector na porta mini-USB. Pelos menos os trilhos organizam melhor o cabo. Também sentimos falta de uma porta USB para ligar outro periférico, seja o mouse ou um headset USB. É sempre uma característica útil, porém não obrigatória.

Uma vez que não há teclas programáveis, é bom ter um bom mouse cheio de botões para complementar o Quick Fire TK. A resposta é precisa como era de se esperar em um teclado mecânico, e de todas as cores de Cherry MX que já testamos, a azul nos agradou mais, porém é puro gosto pessoal. O clique audível é um sinal de que o dedo já pode sair de cima da tecla, pois a mola a impulsionará de volta para cima; com um pouco de treino, o usuário verá que a digitação ficará mais fluida e menos cansativa.

Principais Especificações

As principais especificações do teclado QuickFire Pro da CM Storm incluem:.

 *Pesquisado na Newegg.com no dia em que publicamos este teste.

Conclusões

O Quick Fire TK é um dos melhores teclados que já testamos para quem joga FPS (não por acaso, nosso estilo predileto). Robusto, compacto, elegante e imóvel sobre a mesa, ele tem iluminação controlável e um engenhoso sistema de dupla função de teclas para enxugar o espaço sem cortar comandos. Caso a mão do usuário não seja grande, aconselhamos o uso de um apoio de pulso para deixá-la nivelada ao teclado. Não sentimos falta de programação de macros dentro das exigências de um jogo de FPS, e essa deficiência pode ser sanada com um bom mouse programável, que todo jogador que se preze deve ter. Ainda assim, a ausência pode ser uma questão para quem gosta de personalizar comandos..

Pontos Fortes

Pontos Fracos

Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/Teste-do-Teclado-Quick-Fire-TK-da-CM-Storm/2741

© 1996-2013, Clube do Hardware - Todos os direitos reservados.

É expressamente proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo e dos textos disponíveis no site principal (http://www.clubedohardware.com.br), no fórum de discussões (http://forum.clubedohardware.com.br), no boletim de notícias enviado por e-mail e em nas nossas páginas em redes sociais (Facebook, Twitter, YouTube etc.), seja através de mídia eletrônica, impressa ou qualquer outra forma de distribuição, mesmo citando a fonte e colocando link para o artigo original. Os infratores serão indiciados e punidos com base nas leis nº 9.610 de 19/02/1998 (Brasil), Digital Millenium Copyright Act (DMCA) (EUA) e diretiva 2001/29/EC (União Européia).

Não nos responsabilizamos por danos materiais e/ou morais de qualquer espécie promovidos pelo uso das informações contidas em nosso site, em nosso fórum de discussões, em nosso boletim de notícias ou em publicações feitas em redes sociais (Facebook, Twitter, YouTube etc.).

Opiniões emitidas por usuários e moderadores não necessariamente refletem a opinião do Clube do Hardware e de sua direção.

Ao acessar o nosso site ou nossa página em redes sociais, você está ciente e concorda com os termos acima.