Teste do Teclado Sabre da OCZ
Por André Gordirro em 28 de setembro de 2009
Introdução
Em 2008, o designer Artemy Lebedev lançou o teclado Optimus Maximus, em que cada tecla é uma espécie de micro-monitor graças à tecnologia OLED (sucessora do LCD e plasma). Com ele, o usuário pode personalizar todas as teclas com ícones coloridos, colocando até GIFs animados. O brinquedo custa USD 1.500; ou seja, está fora do alcance dos meros mortais. Pegando carona na idéia, a OCZ lança o teclado Sabre, com apenas nove teclas de OLED monocromáticas (amarelo âmbar) para o usuário personalizar a gosto. Ao custo de USD 125, o Sabre está dentro do nicho de mercado de teclados para jogos e permite conhecer a tecnologia OLED sem que o usuário deixe as calças na loja de eletrônicos.
Antes vai uma explicação sobre a tecnologia OLED, um acrônimo em inglês para “diodo orgânico emissor de luz”. Essencialmente, é um LED (diodo emissor de luz) cuja camada eletroluminescente tem componentes orgânicos; os pixels do OLED emitem a própria luz. A tecnologia está presente em nove (grandes) teclas na parte esquerda do Sabre, que podem ser personalizadas com ícones de programas, imagens digitais ou texto. Isso permite um reconhecimento imediato; em vez de decorar que a tecla “G5”, por exemplo, está programada para abrir o Photoshop, o usuário visualiza o ícone do aplicativo e não faz confusão. Estamos acostumados a trabalhar com um Logitech G15 (testado aqui) e sempre acabamos abrindo o programa que não queríamos por esquecimento das funções programadas.
Descrição e Configuração do Sabre
O Sabre é um teclado grande, um pouco maior que o G15 da Logitech, tem corpo na cor azul-marinho bem escuro com apoio para pulso integrado e emborrachado. Como já dissemos, as nove teclas de OLED ficam na parte esquerda do Sabre. As convencionais permitem uma digitação precisa e confortável; é um dos melhores teclados para digitação que já testamos (concluímos a tradução de um livro no Sabre e o trabalho rendeu mais com ele). Infelizmente, as teclas normais não são iluminadas, mas, para compensar, o Sabre tem um LED azul de cada lado para os que gostam de trabalhar no escuro. Também não há um hub de portas USB.
O Sabre conta com um programa para o usuário programar as funções das teclas de OLED. O software é bem simples e intuitivo. Ele abre um mapa com as nove teclas configuráveis e já sugere várias opções mais comuns de aplicativos, como Word, Photoshop, Messenger, e também de comandos como copiar, colar, salvar. No caso dos comandos, é preciso salvar um macro (uma longa seqüência de comandos que pode ser resumida ao apertar de um botão), o que o programa também realiza facilmente. O teclado tem uma memória interna de 128 MB para salvar as configurações. Assim que é plugado no PC, o Sabre é reconhecido também como drive externo e é nessa memória que estão gravados o manual em PDF e o software. Solução bem bacana.
Além das nove opções de configuração, o programa permite criar layers (camadas) nas teclas, possibilitando o acionamento de outros comandos ou aplicativos, expandindo o uso do teclado dependendo do programa/jogo acionado. Com a gravação de macros, é possível deixá-lo pronto para jogos específicos, programando comandos táticos em games de ação complexos como o Call of Duty. O usuário pode decorar as teclas a gosto, uma vez que o programa aceita qualquer imagem no tamanho 64 x 64 pixels que esteja nos formatos bmp, gif, jpg, jpeg, png, mng, jng, ico, cur, tif, tiff, tga, pcx, wbmp, wmf, emf, j2k, jp2, j2c, jpc, pgx, ras, pnm, pgm, ppm, ska, nef, crw, cr2, mrw, raf, erf, 3fr, dcr, raw, dng, pef, x3f, arw, sr2, mef, orf.
Jogando e Trabalhando com o Sabre
Se há uma ressalva no Sabre é que as teclas de OLED são um pouco grandes, o que torna o teclado ainda maior. Mas é inegável sua utilidade em termos de rápida visualização das funções programadas. Não há como esquecer que tal tecla abre o World of Warcraft quando você enxerga o ícone do jogo/programa no teclado. Em temos de trabalho, o Sabre é um dos melhores periféricos que já usamos, proporcionando ótima experiência de digitação aliada à personalização de comandos como salvar, copiar e colar.
Quando a jogar, realmente preferíamos teclas iluminadas ao paliativo da iluminação lateral; ao menos o conjunto WASD podia ganhar um realce. Mas o Sabre se destaca, outra vez, pela versatilidade das teclas de OLED, que podem acionar várias funções em jogos. O apoio de pulso emborrachado também ajuda bastante a quem passa horas jogando e trabalhando. Pelo preço honesto em dólar, vale pela novidade do OLED a preço acessível e pela excelência como teclado de trabalho e bom desempenho na hora de jogar. Sem distribuição ainda no Brasil, é capaz de sair tão caro para nós quanto o milionário Optimus Maximus sairia para os gringos.Especificações
As principais especificações do teclado Sabre da OCZ são:
- Teclado USB de 103 teclas
- Conexão USB 2.0
- Apoio para pulso integrado e emborrachado
- Memória interna de 128 MB
- Inclinação de 5 a 10 graus
- Nove teclas configuráveis de OLED
- Iluminação lateral
- Dimensões: 52,2 x 18,2 x 3,1 cm
- Peso: 1,2 kg
- Mais informações: http://www.ocztechnology.com
- Preço médio nos EUA*: USD 125.00
* Pesquisado em http://www.shopping.com no dia da publicação deste teste.
Conclusões
Pontos Fortes:
Pontos Fracos:
- Tecnologia OLED a preço acessível, nos EUA
- Infinita capacidade de configuração
- Belo acabamento de luz e cores
- Digitação macia e confortável
- Programa de configuração amigável e intuitivo
- Bom para jogar e excelente para trabalhar
- Teclas de OLED um pouco grandes
- Demais teclas não são iluminadas
- Poderia ter um hub de portas USB
- Por causa do famigerado "custo Brasil" deverá chegar por aqui custando uma fortuna, fugindo da idéia de ser um teclado de alta tecnologia a um preço acessível
Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/Teste-do-Teclado-Sabre-da-OCZ/1777
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