Teste do iPod Nano Mono-Chromatic
Por Alessandra Carneiro em 04 de novembro de 2008

Introdução

Esqueça o lançamento do ano passado: o novo iPod é o modelo que vínhamos esperando desde a chegada da segunda geração. Fino, leve, com display colorido, capacidade para fotos e um design quase perfeito. Assim era o segundo Nano lançado. Porém, muitos sentiram falta da capacidade de rodar video, o que foi resolvido no ano passado, com o lançamento da terceira geração. Se as funções atendiam aos pedidos dos usuários, o design, decepcionou. A Apple abriu mão do visual ‘magrinho’ para alargá-lo e deixá-lo com um aspecto de ‘baixinho gorducho’, com a desculpa de fazer caber a tela maior e no formato wide.


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Figura 1: iPod Nano de terceira geração.

Agora, o novo iPod Nano, batizado de ‘Nano-Chromatic’, prova que uma mudança radical  no design não era necessária. Mais fino do que nunca (com apenas 6,2 mm de profundidade), o modelo manteve a tela de duas polegadas de cristal líquido e com 204 ppi de resolução do último Nano e ainda permite a visão wide com o iPod posicionado de lado. Disponível em nove cores (prata, preta, roxa, azul, verde, amarela, vermelha e rosa) e com memórias flash de 8 GB ou 16 GB. A Apple confirmou também a chegada, para breve, de modelos de 4 GB para alguns mercados internacionais.

Uma boa novidade é que gravar sons ficou mais fácil: a entrada para fone de ouvido também é  compatível com microfones autorizados pela Apple. Nos EUA, a empresa já disponibiliza dois modelos: o mais simples de 29 dólares e o mais avançado de 79 dólares. 
Vale lembrar que o iPod agrega algumas funções para pessoas com necessidades especiais, como menus de áudio (que permitem ouvir alguns nomes de menus, canções e artistas) e a opção de nomes.

Usando o iPod Nano-Chromatic

O novo iPod Nano continua com as mesmas características de uso dos modelos anteriores, com o click wheel como o acesso às principais funções. A bateria mantém a mesma durabilidade de duas gerações atrás (24 horas para músicas), o que é bastante razoável para essa função. No entanto, o mesmo não pode ser dito sobre os vídeos. Assim como no iPod do ano passado, a bateria dura apenas 4 horas quando rodamos vídeo, de acordo com a Apple. Em nossos testes tivemos uma grata surpresa: o Nano rodou cerca de cinco horas de vídeo, mais do que o prometido pela empresa.  Ainda assim, pode não ser suficiente quando o usarmos em longas viagens, junto com outras funções.


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Figura 2: Parte de cima.

Antes de transferir os vídeos, será necessário convertê-los para o formato MP4.  Para isso, usamos o programa gratuito DVDVideoSoft Free Studio. É bem fácil de operar, agrega diversas funções (inclusive a gravação de vídeos do YouTube), e fornece opções de conversão em baixa, média e alta qualidade.  

A tela é grande, se considerarmos o tamanho compacto do Nano, mas muitos podem considerá-la pequena demais para assistir a um filme. Já um capítulo de um seriado, um desenho animado ou mesmo pequenos vídeos da Internet estão ao alcance da mão a qualquer momento, com uma imagem consideravelmente boa e um áudio que não decepciona.  É diversão na certa!


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Figura 3: Parte de baixo.

Mas será que os vídeos roubaram a principal função do aparelho, que é tocar música? Nada disso. Mesmo com pouco a ser adicionado, a Apple trouxe algumas novidades. Basta virar o Nano de lado enquanto estiver ouvindo uma música para navegar pela discoteca disponível, visualizando as capas dos álbuns. Quando achar a música que deseja, basta pressionar o centro do click wheel para adicioná-la à playlist ‘on-the-go’.

Outra novidade: basta agitar o iPod para mudar para a função ‘shuffle’ e ser surpreendido por qualquer música de sua discoteca. Mas será que isso não atrapalharia se mexermos demais no iPod? Pelos  nossos testes, é preciso agitá-lo com uma certa força, permitindo que você se exercite sem que a função ‘shuffle’ seja acessada a todo momento. 
A Apple também lançou a função Genius, que cria séries de músicas que têm tudo a ver, ao menos na teoria. Na próxima página, dedicamos um tópico exclusivo para a função.


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Figura 4: Função flip.

A seção de jogos também ganhou uma turbinada, com três título: Klondike (uma espécie de Paciência), Vortex e Maze, sendo que esse último se aproveita da capacidade da tela de entender movimentos. A loja do iTunes possui outros títulos para compra ou mesmo para downloads gratuitos.  

Outras funções incluídas no novo Nano são podcast, calendário, alarmes, cronômetro, contatos, notas, e horários.

Sobre o Genius

Não é nenhuma novidade revolucionária, mas promete diversão: o Genius cria uma seqüência de 25 músicas baseada em uma que o usuário escolher. Se a idéia é ótimo, o mesmo não pode ser dito de seu uso.

Antes de mais nada, é preciso ativar uma conta no iTunes Store. Para nós, brasileiros, eles exigem um número de cartão de crédito. Outra opção é ‘enganar’ o sistema e se cadastrar como se morasse nos EUA. Existem vários tutoriais na Internet ensinando como fazer isso. Uma vez criada a conta, é preciso acordar  a função Genius, mas com um incoveniente: aceitar um termo permitindo que a Apple examine o conteúdo de seu iTunes, o que soa um tanto quanto intrusivo.

Aceitando o termo, você já pode começar a usar o Genius. Algumas vezes, ele funciona muito bem. Outras, cria seqüências absurdas, com músicas e ritmos que não têm nada a ver um com o outro. E, na maioria das vezes, ele devolve a resposta 'genius is unavailable for this song' (‘genius não está disponível para essa música’).

Na ocasião do lançamento, Steve Jobs garantiu que o banco de dados compreendidos pelo Genius sera atualizado toda semana. Com o tempo, talvez esse problema pare de incomodar. Mas, por enquanto, o Genius está longe de ser uma função nota 10.

Comparando as Gerações do Nano

O primeiro iPod Nano chegou em setembro de 2005 em versões de 2 GB e 4 GB como substituto do iPod Mini. Se, quando o iPod Mini surgiu, parecia o player MP3 mais portátil do mundo, imediatamente passou a ser considerado um trambolho ao lado do minúsculo Nano, que encheu os olhos de qualquer fã do player da Apple. Apesar dos modelos só estarem disponíveis nas cores preta ou branca, a tela vinha em cores para visualização de fotos. Pesava 42,5 gramas e media 8.9 x 4 x 0.7 cm. A durabilidade da bateria foi bastante criticada na época: apenas 14 horas para música. 

Na segunda geração, a bateria ganhou uma boa turbinada: a bateria passou a agüentar 24 horas de música, e desde o seu lançamento, em setembro de 2006,  não houve evolução. Mesmo com o suporte a vídeos a partir da terceira geração, a bateria continua, até essa quarta geração,  garantindo as mesmas 24 horas para música e apenas 4 horas para vídeo.  A segunda geração trazia modelos com seis cores diferentes e memórias flash de 2 GB, 4 GB e 8 GB. 


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Figura 5: Nano antigo (esquerda) e novo Nano.

A terceira geração foi lançada em setembro de 2007 com um design mais largo que não agradou à maioria dos usuários. Mesmo com a chegada do suporte a vídeos, a venda no mês de lançamento foi a mais fraca de todas as gerações: em torno de ¼ de seu estoque inicial, de acordo com a AppleInsider. No entanto, talvez graças às boas resenhas, as vendas nos EUA cresceram na época do Natal, e a Apple respirou aliviada.   O modelo foi o mais pesado, com quase 50 gramas, e também o maior, com as medidas 7 x 5.2 x 0.7 cm. A boa novidade era a tela em formato wide e com resolução melhor. Disponível em seis cores e com modelos de 4 GB e 8 GB.


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Figura 6: Modelos lado a lado.

Agora, na quarta geração, a Apple trouxe de volta o design ‘alto e magro’, mas sem abrir mão das melhorias da terceira geração, como a tela maior e com melhor resolução (320 x 240 / 204 ppi) e o suporte a vídeos.  O novo modelo mede 9.1 x 3.8 x 0.6 cm e pesa menos de 37 gramas.

Especificações

As principais características do iPod Nano da quarta geração são:

  • Dimensões: 90,7 mm x  38,7 mm x 6,2 mm
  • Peso: 36,8 gramas
  • Display LCD de 2” (diagonal)
  • 8 GB ou 16 GB de memória flash
  • Armazena de 2.000 a 4.000 músicas no formato AAC 128-Kbps
  • Armazena de 7.000 a 14.000 fotos
  • Armazena de 8 a 16 horas de vídeo
  • Resposta de freqüência: 20 Hz a 20.000 Hz
  • Suporte de áudio: AAC (16 a 320 Kbps), AAC protegido (da loja iTunes), MP3 (16 a 320 Kbps), MP3 VBR, Audible (formatos 2, 3, e 4), AIFF e WAV.
  • Suporte de imagens: JPEG, BMP, GIF, TIFF, PSD (Mac) e  PNG
  • Suporte de vídeo: m4v, .mp4, e .mov
  • Bateria de íon-lítio recarregável com suporte de até  24 horas de música ou 4 horas de vídeo quando carregada por completo.
  • Cores: Prata, preta, roxa, azul, verde, amarela, laranja, vermelha e rosa.
  • Mais informações: http://www.apple.com/br/ipodnano/
  • Preço sugerido nos EUA: US$ 149 (8 GB); US$ 199 (16 GB)
  • Preço sugerido no Brasil: R$ 579 (8 GB); R$ 769 (16 GB)

Conclusões

Pontos Fortes

  • A volta do design ‘magrinho’
  • O mais leve e fino Nano
  • Roda vídeos
  • Imagens que giram para se adaptar ao formato wide
  • Procura de albums e músicas mais fácil

Pontos Fracos

  • Genius não funciona como o esperado
  • Bateria pouco durável para vídeos
  • Falta um carregador
  • A necessidade de baixar o iTunes 8
  • Infame "Custo Brasil" faz um com que ele seja muito caro no Brasil (US$ 149 vs. R$ 549 para o modelo de 8 GB e US$ 199 vs R$ 769 para o modelo de 16 GB).

Originalmente em http://www.clubedohardware.com.br/artigos/Teste-do-iPod-Nano-Mono-Chromatic/1583

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