<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0"><channel><title>An&#xE1;lises: Análises</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/analises/redes/</link><description>An&#xE1;lises: Análises</description><language>pt</language><item><title>Teste da Placa de Rede Killer Xeno Pro da EVGA</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/analises/redes/teste-da-placa-de-rede-killer-xeno-pro-da-evga-r35120/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2026_04/CDH_KillerXenoProdaEVGA.jpg.9ecb06db0f1158edabe7bd172136bc20.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	Quem já não gritou “droga de internet” quando a conexão atrapalhou uma boa partida online? Não importa a potência do computador, tem horas que o lag (o atraso na comunicação entre um PC e um servidor, por exemplo) é inevitável e mata qualquer diversão. Para tentar minimizar esses percalços, a BigFoot Networks está lançando a Killer Xeno Pro, uma placa de rede comercializada pela EVGA que assume as tarefas daquela integrada à placa-mãe de um PC e retira do Windows o gerenciamento da conexão, otimizando a banda para jogos online. A operação é um pouco mais complexa, mas a intenção desse teste é se, realmente, ela cumpre o que promete.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Teste da Placa de Rede Killer Xeno Pro da EVGA" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/figura1_placa.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 2</strong>: Conexões.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Teste da Placa de Rede Killer Xeno Pro da EVGA" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/figura3_plugada.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 3</strong>: Conectada na máquina.
</p>

<p>
	[pagination="Funcionamento"]
</p>

<p>
	A Killer Xeno Pro funciona substituindo o Windows no papel de passar pacotes de dados vindos da rede diretamente para a aplicação, sem usar o processador da máquina em qualquer etapa, diferentemente do que ocorre com as placas de rede on-board. Em termos leigos, a Killer Xeno Pro seria como um porteiro dedicado que recebe as suas encomendas e vai diretamente para o seu apartamento entregá-las, ao invés de deixar que elas se acumulem na portaria com os pacotes dos outros moradores para depois distribuí-los no fim do dia. Ou seja, o Windows é um mau gerente de distribuição dos recursos da banda de Internet, enquanto a Killer Xeno Pro assume essa administração e prioriza a atividade de rede para jogos on-line.
</p>

<p>
	Como ela tem um processador, memória e uma saída para armazenamento (a porta USB, onde se pode conectar um pen drive, por exemplo), a Killer Xeno Pro é praticamente um computador isolado montado em uma placa PCI Express. Algumas funções ainda não foram exploradas por aplicativos, mas teoricamente é possível, por exemplo, rodar programas através de sua memória, como um cliente de Torrent, e gravar o arquivo baixado diretamente em um pen drive plugado na placa, ignorando o sistema completamente.
</p>

<p>
	Ao clicar no ícone da Xeno, surge um menu onde o usuário pode optar pelo “game mode”, que faz a placa assumir o controle da banda para otimizar a jogatina; “application mode”, para regular o fluxo por aplicativo; “Xeno configuration”, que abre o painel de controle da placa; e, finalmente, “bandwith control”, para ajuste da banda.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Teste da Placa de Rede Killer Xeno Pro da EVGA" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/menudousuario.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 4</strong>: Menu do usuário.
</p>

<p>
	O usuário pode fazer o ajuste fino por aplicativo e determinar valores máximos e mínimos de download e upload, e também escolher que a função VoIP de alguns jogos seja controlada pela Xeno, tirando essa tarefa dos ombros do sistema e garantindo menos lag na comunicação entre jogadores.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Teste da Placa de Rede Killer Xeno Pro da EVGA" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/configuracao_ZENO.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 5</strong>: Configuração.
</p>

<p>
	[pagination="Nossos Testes"]
</p>

<p>
	Testamos a Killer Xeno Pro jogando Team Fortress 2 e World of Warcraft, enquanto que simultaneamente baixamos arquivos via cliente Torrent para ver como a placa gerenciava as pilhas de protocolos e se tivemos ganho, ou pouca interferência, com a experiência de jogo. Para medir a quantidade de quadros por segundo usamos o programa gratuito <a href="https://fraps.com/" target="_blank" rel="external nofollow">FRAPS</a>. Naturalmente, comparamos valores com a placa de rede integrada da nossa placa-mãe e a Killer Xeno Pro.
</p>

<p>
	Vale lembrar que esse teste é sujeito a variáveis fora do nosso controle. Os elementos mudam a toda hora – número de jogadores no servidor, intensidade da ação etc – para que se tenha um cenário uniforme de teste. Ainda assim, no caso de Team Fortress 2, testamos sempre no mesmo mapa, de preferência lotado, e procurando estar no meio da ação, para medir o número de quadros por segundo e a latência.
</p>

<p>
	A média de quadros por segundo melhorou com o uso da placa, tanto com o jogo rodando sozinho quanto com um servidor de torrent ligado. Ganhamos cerca de 5 a 6 quadros por segundo nas duas situações, de 120 para 126 FPS e 118 para 123 FPS, respectivamente. Tivemos uma melhoria na latência, uma vez que costumamos jogar nos mapas gringos e geralmente somos expulsos por ultrapassar o ping máximo (200 a 300 ms, dependendo do humor do servidor). Mesmo com um arquivo de 550 MB sendo baixado, conseguimos nos manter até mesmo no servidor de 200 ms (apesar de perto do valor de expulsão), algo impossível se usássemos a placa de rede on-board. Ponto pra Xeno Pro.
</p>

<p>
	O teste foi mais difícil no World of Warcraft pelo nível médio de nosso bravo herói Ogrum (Warrior 38). Tivemos que apelar para a conta de um amigo com um rol de personagens de elite, capazes de entrar nas áreas mais populosas e perigosas (leia-se com muita ação) do jogo. A quantidade de quadros por segundo manteve-se em regulares 70 FPS tanto com a placa de rede on-board ou com a Killer Xeno Pro ou, ainda, com esta última realizando um download via Torrent. Em termos de latência, ganhamos cerca de 10 ms com o uso da placa da BigFoot Networks.
</p>

<p>
	Nenhum dos resultados, na verdade, significou a vida ou a morte em jogo, ou mesmo um avanço tão significativo capaz de deixar o queixo caído. O melhor desempenho aconteceu no Team Fortress 2 por causa de nosso costume de jogar em servidores nos EUA, o que sempre deixa o ping alto. Sob a melhor gestão da Killer Xeno Pro, paramos de ser expulsos do jogo. Apesar de os resultados não serem espetaculares – uma conexão ruim continuará sendo ruim, não há mágica que mude isso –, a placa cumpriu o que prometeu. Fica, no entanto, a questão da utilidade. A Killer Xeno Pro não é indicada para jogadores casuais, que não vão perceber a pequena diferença que ela promove refletida no desempenho das partidas. Aqui no Brasil, ela é até útil para quem gosta de jogar em servidores estrangeiros, porque diminui a diferença entre o nosso ping e o dos colegas gringos. E para quem precisa impreterivelmente baixar algo mesmo jogando, ela também dá conta do recado. A questão toda é se você está disposto a desembolsar US$ 130 nos EUA (se chegar ao Brasil sairá na faixa dos R$ 520) para ter uma placa dessas.
</p>

<p>
	[pagination="Principais Especificações"]
</p>

<p>
	As principais especificações da placa de redeKiller Xeno Pro são:
</p>

<ul>
	<li>
		Velocidade: 10/100/1000 Mbps
	</li>
	<li>
		Processador de 400 MHz
	</li>
	<li>
		Memória: 128 MB DDR PC2100 266 MHz
	</li>
	<li>
		Conexão: PCI Express x1
	</li>
	<li>
		Entrada de rede, USB 2.0, áudio e microfone 3,5 mm
	</li>
	<li>
		Dimensões: 10 x 11,5 x 2 cm
	</li>
	<li>
		Peso: 113 g
	</li>
	<li>
		Verdadeiro Fabricante: <a href="http://www.bigfootnetworks.com/killer-xeno-pro/" target="_blank" rel="external nofollow">Bigfoot Networks</a>
	</li>
	<li>
		Mais informações: <a href="http://www.evga.com/products/moreInfo.asp?pn=128-P2-KN01-TR&amp;family=Killer%20Xeno" target="_blank" rel="external nofollow">http://www.evga.com</a>
	</li>
	<li>
		Preço sugerido nos EUA: USD 130.00
	</li>
</ul>

<p>
	[pagination="Conclusões"]
</p>

<p>
	<strong>Pontos Fortes</strong>
</p>

<ul>
	<li>
		Facilidade de instalação
	</li>
	<li>
		Aplicativo simples
	</li>
	<li>
		Aumenta a quantidade de quadros por segundo e diminui o lag
	</li>
	<li>
		Permite jogar e fazer downloads sem emperrar a conexão
	</li>
</ul>

<p>
	<strong>Pontos Fracos</strong>
</p>

<ul>
	<li>
		Melhora não é significativa a ponto de justificar o investimento (tradução: péssima relação custo/benefício)
	</li>
	<li>
		Não é interessante para o jogador casual
	</li>
	<li>
		Não vai melhorar uma conexão ruim
	</li>
</ul>
]]></description><guid isPermaLink="false">35120</guid><pubDate>Sun, 02 Aug 2009 13:59:00 +0000</pubDate></item><item><title>Placa 3G da Vivo para Conex&#xE3;o &#xE0; Internet</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/analises/redes/placa-3g-da-vivo-para-conex%C3%A3o-%C3%A0-internet-r34593/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2026_04/CDH_Placa3GdaVivoparaConexoInternet.jpg.575199ae0df64db320610b050238420f.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	As vendas de notebooks no Brasil ainda apresentam números modestos. Os últimos dados anuais apurados pela consultoria de tecnologia International Data Corporation (IDC) mostram que, em 2004, os laptops responderam por cerca de 5% dos quatro milhões de computadores vendidos no Brasil, ou seja, algo em torno de 200 mil máquinas. A participação no mercado total de microcomputadores ainda é baixa quando comparada ao movimento de outros países. Segundo o IDC, na Argentina, o percentual de notebooks comercializados responde por 8% das vendas totais, enquanto no México a fatia é de 15% e nos Estados Unidos chega a 35%.
</p>

<p>
	Enquanto a participação dos computadores portáteis cresce lentamente, o número de terminais equipados com placas de conexão à Internet sem fio (wireless) vem apresentando expansão considerável desde o ano passado. Em levantamento, o IDC constatou que cerca de 43,5% dos notebooks vendidos no Brasil no primeiro trimestre de 2005 possuíam placa de conexão à Internet sem fio com processador Pentium M. O percentual representa um crescimento notável frente ao mesmo período do ano passado, quando os computadores com a mesma configuração representavam 29,5% das vendas. Analistas de mercado acreditam que a tendência é de que as vendas de laptops com tecnologias wireless continuem crescendo significativamente nos próximos anos, principalmente com a queda nos preços dos terminais.
</p>

<p>
	De olho nestes usuários, as empresas de infra-estrutura também estão ampliando suas áreas de cobertura para acesso à Internet sem fio. O movimento ainda é modesto no Brasil e, na grande maioria das vezes, é preciso fazer uma assinatura mensal ou estar associado a alguma empresa parceira dos fornecedores de sinais. Ou seja, o universo da conexão wireless no Brasil ainda tem muito o que evoluir para dispensar, de fato, os cabos.
</p>

<p>
	Para quem não quer ou não pode ir até um ponto de cobertura e esperar que o computador encontre um sinal adequado à navegação, o mercado já apresenta alternativas satisfatórias, mas com preços um pouco salgados. Tratam-se de placas para conexão que utilizam as redes celulares para o tráfego de dados em alta velocidade. Ao ler este artigo, você pode estar imaginando que vive perfeitamente, e bem, sem uma dessas. Até experimentar.
</p>

<p>
	[pagination="Acesso Sem Fio 3G da Vivo"]
</p>

<p>
	A última versão lançada pela Vivo, disponível em cartão PCMCIA da Kyocera, tem tecnologia CDMA EV-DO (Evolução de Dados Otimizados) e permite conexão de até 2,4 Mbps (pico), com taxas médias de 300kbps a 800 kbps. A velocidade máxima é 40 vezes superior à do acesso discado e dez vezes mais veloz do que a do acesso em banda larga tradicional.
</p>

<p>
	Vale lembrar que as regiões cobertas com redes de terceira geração (3G) da operadora ainda são extremamente restritas. Por enquanto, incluem pontos de maior movimento na Grande São Paulo; no Rio de Janeiro, como Barra da Tijuca (principais condomínios, BarraShopping, orla e centros empresariais), Ipanema e Leblon (orla e hotéis), Aeroporto Santos Dumont e Centro Empresarial Mourisco e Macaé; e Curitiba.
</p>

<p>
	A notícia boa é que, nas sombras da rede 3G, é possível navegar na 1xRTT (2,5G), cuja cobertura é bastante abrangente: são 1.363 municípios em 19 estados, além do Distrito Federal. A velocidade de tráfego é bem inferior à EV-DO - 153 Kbps contra 2,4 Mbps -, mas isso passa despercebido na hora de acessar um e-mail importante ou checar uma informação fundamental nas páginas da Rede, operações que podem ser feitas em alguns segundos mesmo na transmissão 1xRTT.
</p>

<p>
	Apenas os downloads tornam-se mais lentos, naturalmente. De acordo com a Qualcomm, desenvolvedora e detentora do padrão CDMA, para baixar 3 megabytes (MB) na rede 1x, por exemplo, a uma velocidade média variando entre 60 e 90 Kbps, são necessários 5,3 minutos. O mesmo volume de dados na rede CDMA EV-DO, com velocidade de 300 a 700 Kbps, pode ser adquirido em 48 segundos. A diferença é claramente percebida na hora de receber arquivos de 700 MB, por exemplo.
</p>

<p>
	Antes de iniciar a conexão, é preciso instalar o software que acompanha o produto. Finalizadas a operação e as configurações, como indica o fabricante, é hora de navegar. A janela do Passaporte indicará a qualidade do sinal e a que tipo de rede o computador está conectado, se à 1xRTT ou à EV-DO. Para interromper a conexão, basta abrir a janela do programa e clicar em desconectar. O notebook pode ser desligado com a placa. Se for removê-la, a Kyocera alerta que a maneira ideal é utilizando o sistema de remoção segura, clicando no ícone que aparece no canto direito inferior da tela, na barra de tarefas.
</p>

<p>
	A placa pode ser adquirida a R$ 699 pelos usuários corporativos, foco do produto. Se optar pela assinatura mensal de R$ 179,90, o que dá direito a um tráfego total de 1 gigabyte, durante 24 meses, a empresa pode adquirir a placa em regime de comodato. O provedor de acesso à Internet é gratuito.Para o usuário final, a placa custa R$ 199 e o provedor de acesso, R$ 19,90. O valor é para assinaturas de, no mínimo 12 meses.
</p>

<p>
	[pagination="O Que Está Disponível no Mercado"]
</p>

<p>
	A Vivo não é a única a comercializar a placa de navegação em banda larga. Já existem no mercado opções de conexão baseadas em outras tecnologias de transmissão de dados, como GPRS (General Packet Radio Service) ou EDGE (Enhanced Data Rates for Global Evolution), classificadas como 2,5G.
</p>

<p>
	Na Claro, os clientes podem acessar a Internet na rede GPRS em todas as regiões onde há cobertura de voz. Por enquanto, a tecnologia EDGE é encontrada no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, no Paraná e no Rio Grande do Sul. Segundo a operadora, a taxa de navegação varia entre 30 Kbps e 40 Kbps para redes GPRS e entre 80 Kbps e 120 Kbps para EDGE. Cada megabyte trafegado sai a R$ 5, mas o usuário pode<br>
	contratar pacotes de 5 MB (R$ 20), 10 MB (R$ 35), 40 MB (R$ 80) ou ilimitado (R$ 140).
</p>

<p>
	Na TIM, cuja rede GPRS cobre 2.220 cidades brasileiras e a EDGE está presente em 385, o cliente pode navegar usando o celular, que servirá de modem ao ser conectado ao computador, ou adquirir o kit TIM Conect Fast, que inclui a placa PCMCIA. Para clientes do serviço pré-pago, 1 MB de dados sai a R$ 15,73, enquanto nos planos pós-pagos, os valores vão de R$ 4,20 a R$ 5,99, de acordo com o volume trafegado.
</p>

<p>
	Em 509 localidades de Minas Gerais, a Telemig Celular oferece cobertura GSM/EDGE. Podem ser contratados pacotes de 10 MB (R$ 49,90) e 50 MB (R$ 79,90), além do Max, com volume ilimitado de dados (R$ 109,90). Há opção de habilitar o serviço no chip usado no próprio telefone ou em um novo, destinado exclusivamente ao tráfego de dados. Para conectar o celular ao computador, o usuário pode adquirir o cabo USB nas lojas da operadora por R$ 170. Se preferir comprar o Modem GPRS ou a placa EDGE, terá que pagar, respectivamente, R$ 689 reais e R$ 1.099 (valores sugeridos).
</p>

<p>
	A Amazônia Celular provê acesso nos padrões EDGE ou GPRS em 134 localidades onde há cobertura GSM, como os estados do Amazonas, Amapá, Pará, Maranhão e Roraima. A velocidade de navegação pode chegar a 200 Kbps na rede EDGE, mas a média é de 100 Kbps. Na transmissão por GPRS, o máximo é de 50 Kbps e a média, de 40 Kbps. O acesso pode ser feito pelo celular conectado ao computador via infra-vermelho, bluetooth ou cabo. Os pacotes são os mesmos oferecidos pela Telemig Celular. É possível, ainda, contratar megabytes avulsos. Neste caso, 1 MB (1024 Kbytes) custará R$ 6,99.
</p>

<p>
	A Brasil Telecom, operadora que atua em 785 localidades do Centro-Oeste, Sul, Tocantins, Acre e Rondônia, disponibiliza acesso à Internet por uma tarifa promocional de R$ 6 por megabyte de dado trafegado, independentemente da região. O serviço é provido tanto na rede GPRS, com velocidade média de 40 Kbps, quanto na EDGE, a 80 Kbps. Usuários corporativos podem adquirir o cartão PCMCIA por R$ 780.
</p>

<p>
	[pagination="Conclusões"]
</p>

<p>
	"Quanto custa um litro de água no deserto?" A pergunta, feita por um executivo da Vivo durante a apresentação da placa CDMA EV-DO a jornalistas, define muito bem a relação entre custo e benefício do produto. Para quem não tem urgência em acessar a Internet fora de casa, os preços podem parecer salgados. Neste caso, a assinatura de um provedor de<br>
	banda larga tradicional atende bem às necessidades. No entanto, se é do tipo usuário-peregrino, que tem dados na Web que precisam ser acessados a qualquer hora e de qualquer lugar, o gasto vale a pena, já que o retorno é bastante satisfatório.
</p>

<p>
	Antes de definir o serviço mais adequado, vale analisar a velocidade e o perfil de conexão desejados. Se o internauta precisa apenas checar informações armazenadas em um servidor externo, como endereços ou horários de compromissos, um pacote com volume razoável de dados e uma taxa de conexão média entre 50 Kbps e 100 Kbps atende bem. Até mesmo o envio e recebimento de arquivos "leves" apresentam bom desempenho nestes casos. Para os mais exigentes, que precisam baixar planilhas e outros arquivos mais "pesados", compensa o investimento em tecnologias com maior capacidade de transmissão.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34593</guid><pubDate>Thu, 19 Jan 2006 10:49:00 +0000</pubDate></item><item><title>X-Micro - Solu&#xE7;&#xF5;es 802.11g (Roteador e Placa PCMCIA)</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/analises/redes/x-micro-solu%C3%A7%C3%B5es-80211g-roteador-e-placa-pcmcia-r34363/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2026_04/CDH_X-Micro-Solues802_11g.jpg.562b659836b50860d3d2bd7e906397fd.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	Neste teste verificamos o desempenho do conjunto de soluções da X-Micro para compartilhamento de conexões banda larga usando o protocolo IEEE 802.11g, que permite uma taxa de transferência máxima teórica de 54 Mbps usando conexão sem fio. Nós testamos dois equipamentos, um roteador (X-Micro 802.11g Broadband Router) e uma placa de rede/antena PCMCIA (X-Micro 802.11g PCMCIA LAN Card). Desta forma, em nosso teste de hoje estaremos testando o desempenho e as funcionalidades destes dois equipamentos. Os produtos 802.11g da X-Micro também funcionam em um modo chamado "Turbo", que permite uma taxa de transferência máxima teória de 108 Mbps, usando compressão de dados. Nós também testamos este recurso.
</p>

<p>
	Importante notar que os equipamentos da X-Micro testados são vendidos separadamente, isto é, o fabricante não os disponibiliza em um kit, o que não cria nenhum problema nem tampouco torna os produtos da X-Micro testados pelo Clube do Hardware menos interessantes do que produtos de outros fabricantes que são disponibilizados em um kit único. Pelo contrário, o fato de não ser um kit possibilita ao usuário que planeja adquirir a solução wireless da X-Micro ter a liberdade de comprar apenas os equipamentos necessários e, assim, economizar dinheiro.
</p>

<p>
	Além da antena wireless, o roteador 802.11g da X-Micro incorpora um switch 10/100 Mbps de 4 portas que permite o compartilhamento da conexão banda larga entre quatro micros ligados via cabo Ethernet padrão (CAT5).
</p>

<p>
	Apenas com o roteador wireless da X-Micro já é possível compartilhar uma conexão Internet de banda larga em casa ou no escritório, entre micros ligados via cabo Ethernet ou até mesmo laptops com placas wireless de outros fabricantes.
</p>

<p>
	 
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="X-Micro - Soluções 802.11g (Roteador e Placa PCMCIA)" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/xmicro_router_frente.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 1:</strong> Vista frontal do roteador 802.11g da X-Micro.
</p>

<p>
	<img alt="X-Micro - Soluções 802.11g (Roteador e Placa PCMCIA)" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/xmicro_router_traseira.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 2: </strong>Vista traseira do roteador X-Micro, com seu switch 10/100 Mbps integrado (quatro portas à esquerda) e a entrada Ethernet da conexão banda larga (porta à direita).
</p>

<p>
	<img alt="X-Micro - Soluções 802.11g (Roteador e Placa PCMCIA)" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/xmicro_pcmcia.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 3:</strong> Placa wireless PCMCIA. Antena integrada.
</p>

<p>
	Ao contrário de outros roteadores wireless de outras marcas que testamos, o equipamento da X-Micro já traz antena wireless integrada, como você pode conferir na Figura 2. Isso quer dizer que não é necessário inserir uma placa wireless PCMCIA no equipamento para que ele funcione. Além disso, a sua antena integrada pode ser removida, possibilitando a conexão de uma antena externa, ampliando o alcance do equipamento (ver Figura 4).
</p>

<p>
	 
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="X-Micro - Soluções 802.11g (Roteador e Placa PCMCIA)" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/xmicro_traseira_antena.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 4:</strong> Antena destacável possibilita conexão de antena externa.
</p>

<p>
	O custo total dos equipamentos testados é de aproximadamente US$ 165,00 nos EUA (US$ 100,00 para o roteador wireless e US$ 65,00 placa PCMCIA), lembrando que os equipamentos são vendidos separadamente. Como explicamos, você não precisa comprar a placa PCMCIA para o equipamento funcionar. Esta placa só é necessária caso você tenha um laptop. Em nossos testes do roteador usamos a placa PCMCIA instalada em nosso laptop de testes.
</p>

<p>
	Antes de irmos aos nossos testes, vamos dar uma olhada nas principais características desses equipamentos.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Principais Especificações"]
</p>

<ul>
	<li>
		Switch 10/100 Mbps 4 portas
	</li>
	<li>
		Wireless Access-Point 802.11g (54 Mbps)
	</li>
	<li>
		Criptografia WEP 64/128 bits e suporte à WPA
	</li>
	<li>
		Interface de gerência via web
	</li>
	<li>
		Firewall e Network Address Translation (NAT)
	</li>
	<li>
		Compactação de dados que permite desempenho de até 108 Mbps
	</li>
	<li>
		Controle de acesso por endereço MAC
	</li>
	<li>
		Suporte a PPPoE e PPTP
	</li>
	<li>
		Servidor DHCP
	</li>
	<li>
		Excelente desempenho
	</li>
	<li>
		Mais informações: <a href="http://www.x-micro.com/wlan-11g-brouter.htm" target="_blank" rel="external nofollow">http://www.xmicro.com</a>
	</li>
	<li>
		Preço médio nos EUA*: US$ 165,00
	</li>
</ul>

<p>
	<small>* Pesquisado em <a href="http://www.froogle.com" target="_blank" rel="external nofollow">http://www.froogle.com</a> no dia da publicação deste teste. Este preço é apenas uma referência para comparação com outras placas. O preço no Brasil será sempre maior, pois devemos adicionar o câmbio, o frete e os impostos, além da margem de lucro do distribuidor e do lojista.</small>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Como Testamos"]
</p>

<p>
	Nos testes de equipamentos de rede avaliamos sete critérios básicos: documentação, público-alvo, recursos disponíveis, desempenho, operação, estabilidade e segurança. Para cada um desses critérios será atribuída uma nota, de um a três, significando respectivamente insatisfatório, satisfatório e mais do que satisfatório.
</p>

<p>
	As notas de cada critério serão somadas e divididas por sete. Essa média representa a avaliação final geral do equipamento, mas não recomendamos que ela seja usada como único critério na hora de comparar dois ou mais equipamentos similares. Por exemplo, um equipamento pode oferecer melhor estabilidade e outro melhor documentação, mesmo assim ambos podem apresentar avaliação final geral rigorosamente iguais. Para decidir qual dos dois atende melhor a você ou ao seu cliente é preciso identificar qual critério é mais importante dentro da sua realidade.
</p>

<p>
	O critério “documentação” refere-se à facilidade ou dificuldade de encontrar informações técnicas, guias de instalação e manuais de gerenciamento do equipamento, além de endereçar a facilidade ou dificuldade de colocar o equipamento testado em operação em um ambiente real. Todo equipamento testado deve dispor de pelo menos um guia de instalação simples de entender e fácil de ler, impresso ou em meio eletrônico (disquete ou cd-rom) acompanhando a caixa do produto. Dentro desse critério também serão avaliados os manuais técnicos fornecidos pelo fabricante, estejam eles em meio eletrônico (disquete, cd-rom ou Internet) ou impressos, acompanhando a caixa do equipamento ou não.
</p>

<p>
	O critério “público-alvo” avalia se o equipamento é adequado ou não para o mercado ao qual se destina. Dentro desse critério é avaliado o preço final para o consumidor, a estratégia de marketing adotada pela fabricante e a compatibilidade da apresentação do equipamento com o público-alvo dele (por exemplo, equipamentos para usuários domésticos devem ter interface de gerenciamento simplificada).
</p>

<p>
	O critério “recursos” descreve os principais recursos disponíveis no equipamento e qual a função de cada um eles. A nota desse critério baseia-se na avaliação do critério “público-alvo”, já que a quantidade e os recursos disponíveis podem ser suficientes ou insuficientes de acordo com o usuário ao qual se destina o equipamento.
</p>

<p>
	O critério “desempenho” avalia a velocidade com que os dados passam pelo equipamento, determinando se a taxa real de transferência de dados suportada pelo equipamento é compatível com o que o fabricante afirma na documentação técnica. Características que, direta ou indiretamente, possam interferir no desempenho da rede quando o equipamento está em uso, como, por exemplo, baixo desempenho de um filtro de pacotes embutido também são avaliados dentro desse critério.
</p>

<p>
	O critério “operação” avalia a facilidade ou dificuldade de gerenciar o equipamento quando ele estiver funcionando e em produção.
</p>

<p>
	O critério “estabilidade” avalia a disponibilidade do equipamento quando submetido a testes de carga ou estresse de rede. Além disso, neste critério também são avaliadas as funcionalidades de redundância de conexão ou alta-disponibilidade e balanceamento de carga, nos equipamentos que têm essas funcionalidades.
</p>

<p>
	O critério “segurança” avalia características gerais de segurança adequadas para uso ao qual o equipamento se destina, de acordo com o público-alvo. Detalhes técnicos dos recursos de segurança disponíveis são testados e avaliados dentro deste critério.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Documentação"]
</p>

<p>
	Os dois dispositivos testados acompanham documentação impressa e CD-ROM contendo documentação extra, além de drivers e guias de instalação ilustrados.
</p>

<p>
	O roteador X-Micro 802.11g testado tem um excelente guia de instalação, ilustrado e fácil de compreender, de forma que mesmo usuários sem experiência com equipamentos wireless conseguiriam configurá-lo sem dificuldades. Além disso o manual que acompanha o produto cobre inteiramente todas as suas funcionalidades, facilitando a vida de administradores e técnicos mais experientes.
</p>

<p>
	A instalação da placa de rede wireless testada (PCMCIA) depende de drivers e software especiais, ou seja, o sistema operacional usado nos testes (Windows XP Professional) não as reconhece automaticamente. Mas todos os drivers e softwares necessários são fornecidos pela X-Micro em um CD-ROM que acompanha a placa. O processo de instalação dos drivers e software da placa de rede PCMCIA está bem documentado e mesmo usuários sem experiência com equipamentos wireless conseguiriam configurá-las sem dificuldades.
</p>

<p>
	A documentação do produto é mais do que suficiente (nota 3).
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Público-alvo"]
</p>

<p>
	O produto destina-se a usuários domésticos e de pequenos escritórios (SOHO). O preço do produto nos Estados Unidos é compatível com esse público-alvo e não deixa nada a desejar para a maioria dos concorrentes de qualidade..
</p>

<p>
	O marketing, a documentação e o suporte técnico, além da apresentação do kit estão totalmente de acordo com o público ao qual ele se destina. O produto é mais do que suficiente (nota 3) para seu “público-alvo”.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Recursos"]
</p>

<p>
	O kit vem com todos os recursos que seu público alvo pode precisar e mais um pouco. O mais interessante é o recurso "Turbo", que possibilita dobrar a taxa de transferência máxima da transmissão (2x 54 Mbps = 108 Mbps). Este recurso funciona compactando os dados antes de transmiti-los.
</p>

<p>
	O roteador do kit dispõe de um switch de quatro portas 10/100 Mbps full-duplex, uma antena wireless flexível (possibilita movimentar a antena para obter maior ganho e alcance) e destacável para ligação com uma antena externa, e uma porta Ethernet para a conexão de banda larga, por meio de um cabo cross-over, como você conferiu nas Figuras 2 e 4.
</p>

<p>
	No que diz respeito às funcionalidades de software, o kit é excelente. Traz firewall, redirecionamento de porta (para hospedagem de servidores públicos na rede interna no escritório do cliente) e cliente e servidor de DHCP para as máquinas da rede interna.
</p>

<p>
	Entre os recursos wireless devemos destacar a criptografia de conexões wireless por meio de WEP 64 bits ou 128 bits e a disponibilidade do equipamento para atuar como repetidor wireless em vez de ponto de acesso, aumentando o alcance de uma rede wireless já existente no escritório e permitindo que usuários de uma rede wireless já instalada e em operação consigam compartilhar o acesso de banda larga sem fazer alterações em suas estações de trabalho.
</p>

<p>
	Além disso, por se tratar de um equipamento baseado no padrão 802.11g, mais recente, o roteador e a placa de rede wireless PCMCIA testados trazem recursos de segurança WPA (Wi-Fi Protected Access), que resolve problemas de segurança do padrão WEP e introduz melhorias que facilitam a troca de chaves criptográficas.
</p>

<p>
	O kit traz recursos adequados para o seu público-alvo. Os recursos disponíveis são mais do que suficientes (nota 3).
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Desempenho"]
</p>

<p>
	O desempenho de uma rede Ethernet quase nunca atinge a sua taxa máxima teórica (100 Mbps para Fast Ethernet ou 54 Mbps para wireless 802.11g). Há inúmeras razões para que isso aconteça: interferência eletromagnética, placas mal configuradas, excesso de tráfego inútil na rede e até mesmo o projeto do equipamento (problemas de hardware ou software), entre outras razões. Além disto, temos que nos lembrar que a taxa de transferência máxima teórica inclui a transmissão de dados de controle (tais como cabeçalhos), ou seja, a banda disponível é tanto usada para transmitir dados quanto informações de controle.
</p>

<p>
	Usamos o programa Qcheck (<a href="http://www.ixiacom.com/products/performance_applications/pa_display.php?skey=pa_q_check" target="_blank" rel="external nofollow"> http://www.ixiacom.com/products/performance_applications/pa_display.php?skey=pa_q_check</a>) para fazer a medição da taxa de transferência máxima suportada pelo equipamento da X-Micro. Passamos a empregar o Qcheck para realizar os testes de desempenho de rede devido à sua simplicidade de operação, sem que haja alterações no método empregado na medição de desempenho, o que impossibilitaria comparações com nossos testes antigos.
</p>

<p>
	Em nossos testes o equipamento atingiu uma taxa de transferência de 3.374,13 KB/s com a criptografia WEP 128 bits habilitada. As taxas médias obtidas foram rigorosamente iguais em ambos os equipamentos 802.11g da X-Micro testados (roteador wireless e placa PCMCIA). O desempenho do equipamento realmente nos impressionou e foi tipicamente 628% superior à média do desempenho de equipamentos wireless padrão 802.11b (até 11 Mbps) já testados no Clube do Hardware, como você pode conferir no gráfico abaixo. Além disto, o roteador da X-Micro obteve um desempenho 19,23% maior que o do roteador 802.11g da Gigabyte que testamos (GN-A17GU).
</p>

<p>
	 
</p>

<p style="text-align: center;">
	<strong>Desempenho wireless (em MB/s)</strong><br>
	<img alt="X-Micro - Soluções 802.11g (Roteador e Placa PCMCIA)" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/gn-a17gu.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png">
</p>

<p>
	Quanto habilitarmos o modo “Super Turbo” do roteador, recurso de compressão de dados por meio do qual o fabricante assegura o desempenho máximo teórico de 108 Mbps, tivemos outra surpresa ao constatar uma taxa de transferência de 5993,13 KB/s – um estúpido aumento de 77,62% na taxa de transferência do roteador. Com este modo habilitado, conseguimos transferir a imagem (ISO) de um CD-ROM (de 648 MB) em bem menos de 3 minutos, garantindo que o algoritmo de compressão de dados utilizado pela X-Micro em seu equipamento é realmente bom. Com o roteador operando neste modo, ele foi 7,21% mais rápido do que o roteador Gigabyte GN-A17GU operando em seu modo "Turbo", que possui a mesma finalidade do modo "Super Turbo" presente no roteador da X-Micro.
</p>

<p>
	No teste de desempenho do switch integrado ao roteador wireless tivemos mais uma surpresa. O taxa de transferência obtida foi de 11,74 MB/s, ou seja, 93,90 Mbps (o teto da medição é 100 Mbps). Este desempenho foi similar ao de outros bons roteadores wireless que testamos (Soyo SWKR 1401U1 AerieLink e X-Micro 802.11b) e 34,14% maior que o desempenho do roteador SKW811 da Compex.
</p>

<p>
	 
</p>

<p style="text-align: center;">
	<strong>Desempenho do switch (em MB/s)</strong><br>
	<img alt="X-Micro - Soluções 802.11g (Roteador e Placa PCMCIA)" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/x-micro_802_11b.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png">
</p>

<p>
	O desempenho do kit da X-Micro é mais do que suficiente (nota 3).
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Operação"]
</p>

<p>
	Depois de configurados, os dispositivos testados praticamente não precisaram de gerenciamento. A interface de configuração web é bastante simples e intuitiva. É uma interface muito fácil de usar, que assim como outros equipamentos X-Micro testados pelo Clube do Hardware ainda conta com um modo “assistente” para facilitar ainda mais a administração e/ou configuração inicial.
</p>

<p>
	Em nossos testes configuramos o equipamento para funcionar com conexão à Internet bandalarga da Telemar: Velox (ADSL, 256 Kbps). A configuração foi bastante simples e bastou conectar o cabo de rede que sai do modem ADSL do Velox no equipamento. Depois foi só configurar o usuário e senha de acesso com ajuda do assistente de configuração. Apesar de só termos testado com o Velox não há nada que impeça o funcionamento desse equipamento com outras conexões banda larga, ADSL ou não (Vírtua, Speedy, Horizon etc.). Basta que a conexão banda larga disponibilize um cabo Ethernet para conexão com o equipamento da X-Micro.
</p>

<p>
	Na conexão testada as máquinas da rede interna (2 PCs por cabo e 2 laptops em wireless PCMCIA) estavam configuradas para obter endereços IP e servidores de DNS por DHCP.
</p>

<p>
	A operação do equipamento é simples e mais do que satisfatória (nota 3).
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Estabilidade"]
</p>

<p>
	Os equipamentos testados passaram por rigorosa avaliação de disponibilidade que objetivou não só determinar a manutenção da conexão Internet em caso de quedas de link ou problemas com o provedor ou a rede mas também determinar se o próprio equipamento estava preparado para funcionar por vários dias seguidos, sem ser desligado, sob diferentes condições climáticas, desde o frio de um ambiente com ar condicionado até o calor de um escritório sem ar condicionado ou ventilador no verão carioca.
</p>

<p>
	Em nenhum momento em que o equipamento esteve em testes foi necessário reiniciá-lo por causa de travamentos ou mesmo superaquecimento. Durante um mês sem desligar os equipamentos submetemos o roteador wireless e as placas testadas às diferenças de temperatura causadas por longos períodos de funcionamento em ambiente com ar condicionado seguido de períodos menores de funcionamento em ambiente sem ar condicionado, normalmente encontradas em um pequeno escritório.
</p>

<p>
	Infelizmente o equipamento não traz recursos que garantam disponibilidade em caso de queda da conexão com a Internet. A ausência de uma porta RS-232 para conexão com um modem externo fará falta a usuários que trabalham em casa (home office), mas é um problema contornável.
</p>

<p>
	A estabilidade e disponibilidade do equipamento são suficientes (nota 2).
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Segurança"]
</p>

<p>
	Todo equipamento wireless deve possuir, no mínimo, recursos que permitam criptografar o tráfego transmitido entre as estações wireless e o access-point. Esse recurso é fundamental porque conexões wireless não limitam a propagação dos dados às dimensões físicas da sala onde o acess-point está instalado. É possível detectar uma rede wireless a partir da rua e com pouco investimento de tempo e dinheiro começar a capturar os dados que estão sendo transmitidos. Em casos mais graves pode ser possível até mesmo estabelecer uma conexão com a rede wireless exatamente como um usuário autorizado faria.
</p>

<p>
	O principal recurso de criptografia presente em equipamentos wireless chama-se WEP, sigla para “Wired Equivalent Privacy” (privacidade equivalente a rede cabeada).
</p>

<p>
	Como a própria sigla diz, o WEP não nasceu para garantir confidencialidade das informações trafegadas (garantir que apenas as duas máquinas envolvidas numa comunicação conheçam o conteúdo das mensagens trocadas). O WEP foi criado com o objetivo de impedir que usuários externos tenham facilidade para conectar-se a uma rede sem fio, pelo menos fornecer um nível de dificuldade equivalente ao que um usuário não autorizado teria para conectar-se na rede cabeada padrão. Mas exatamente como numa rede cabeada padrão, embora seja complicado para quem não faz parte da rede capturar os dados que trafegam, isso é extremamente fácil para quem está conectado na rede, possibilitando ataques internos.
</p>

<p>
	Pudemos perceber que a X-Micro está comprometida com a segurança. O equipamento testado, além do suporte ao protocolo WEP (128 bits e 64 bits, à escolha do usuário), também traz um bom firewall e recursos de controle de acesso baseados no endereço MAC das placas de redes das estações-cliente.
</p>

<p>
	Além do WEP a X-Micro introduziu em seus equipamentos 802.11g o recurso de segurança WPA (Wi-Fi Protected Access), que adiciona funcionalidades de segurança para corrigir problemas conhecidos do padrão WEP e elevar o nível geral de segurança do ambiente.
</p>

<p>
	Na avaliação de segurança do equipamento sentimos falta de mecanismos de autenticação das estações (padrão IEEE 802.1x). Recursos de autenticação como esse podem dar ao administrador da rede a certeza de que uma estação realmente pertence a um determinado usuário e com base nessa certeza garantir ou negar acessos. Entretanto, como esse recurso normalmente só é utilizado em grandes empresas e o público-alvo do kit testado é SOHO (Small Office Home Office), desconsideramos a falta dessa funcionalidade.
</p>

<p>
	Embora tenhamos desconsiderado a falta de recursos de autenticação de estações, não pudemos desconsiderar a ausência de SSL na comunicação HTTP utilizada para configuração e gerência do roteador. Sem SSL nessa comunicação é possível que usuários da rede conectada ao roteador capturem a senha de gerência por meio da qual é possível alterar as configurações do equipamento.
</p>

<p>
	Os recursos de segurança oferecidos pelo equipamento e a segurança do equipamento em si são suficientes (nota 2) para as necessidades do público-alvo.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Avaliação Final e Conclusões"]
</p>

<p>
	O equipamento testado atingiu a nota 9,0 (a nota máxima é 10) no nosso quadro de testes (19 pontos em 21 possíveis). Durante os testes ficamos realmente muito impressionados com o desempenho da rede wireless 802.11g da X-Micro, especialmente com o fantástico recurso “Super Turbo” habilitado, que em nossos testes aumentou a taxa de transferência do equipamento em quase 80%. Realmente impressionante. O roteador wireless 802.11g já vem pronto para compartilhar praticamente qualquer tipo de conexão banda larga e a placa PCMCIA testada mostrou-se 100% compatível com equipamentos 802.11g de outros fabricantes.
</p>

<p>
	Se você procura redes wireless simples e configurar e com altíssimo desempenho, pode adquirir os equipamentos IEEE 802.11g da X-Micro sem medo de errar. Não há como se arrepender.
</p>

<p>
	 
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34363</guid><pubDate>Sun, 09 May 2004 08:25:00 +0000</pubDate></item><item><title>X-Micro - Solu&#xE7;&#xF5;es 802.11b (Roteador, Placa USB e Placa PCMCIA)</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/analises/redes/x-micro-solu%C3%A7%C3%B5es-80211b-roteador-placa-usb-e-placa-pcmcia-r34362/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2026_04/CDH_X-Micro-Solues802_11b.jpg.bd5a703d69bca4ff67c09e51791ca6ee.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	Neste teste verificamos o desempenho do conjunto de soluções da X-Micro para compartilhamento de conexões banda larga usando o protocolo IEEE 802.11b, que permite uma taxa de transferência máxima teórica de 11 Mbps usando conexão sem fio. Nós testamos três equipamentos: um roteador (X-Micro 802.11b Broadband Router), uma placa de rede/antena USB (X-Micro 802.11b USB Adapter) e uma placa de rede/antena PCMCIA (X-Micro 802.11b PCMCIA LAN Card). Desta forma, em nosso teste de hoje estaremos testando o desempenho e as funcionalidades destes três equipamentos.
</p>

<p>
	Importante notar que os equipamentos da X-Micro testados são vendidos separadamente, isto é, o fabricante não os disponibiliza em um kit, o que não cria nenhum problema nem tampouco torna os produtos da X-Micro testados pelo Clube do Hardware menos interessantes do que produtos de outros fabricantes que são disponibilizados em um kit único. Pelo contrário, o fato de não ser um kit possibilita ao usuário que planeja adquirir a solução wireless da X-Micro ter a liberdade de comprar apenas os equipamentos necessários e, assim, economizar dinheiro.
</p>

<p>
	Além da antena wireless, o roteador 802.11b da X-Micro incorpora um switch 10/100 Mbps de 4 portas que permite o compartilhamento da conexão banda larga entre quatro micros ligados via cabo Ethernet padrão (CAT5).
</p>

<p>
	Apenas com o roteador wireless da X-Micro já é possível compartilhar uma conexão Internet de banda larga em casa ou no escritório, entre micros ligados via cabo Ethernet ou até mesmo laptops com placas wireless de outros fabricantes.
</p>

<p>
	 
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="X-Micro - Soluções 802.11b (Roteador, Placa USB e Placa PCMCIA)" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/xmicro_80211b_frente.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 1:</strong> Vista frontal do roteador X-Micro 802.11b.
</p>

<p>
	<img alt="X-Micro - Soluções 802.11b (Roteador, Placa USB e Placa PCMCIA)" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/xmicro_80211b_traseira.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 2:</strong> Vista traseira do roteador X-Micro, com seu switch 10/100 Mbps integrado (quatro portas à direita) e a entrada Ethernet da conexão banda larga (porta à esquerda).
</p>

<p>
	<img alt="X-Micro - Soluções 802.11b (Roteador, Placa USB e Placa PCMCIA)" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/xmicro_80211b_pcmcia.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 3:</strong> Placa wireless PCMCIA. Antena integrada.
</p>

<p>
	<img alt="X-Micro - Soluções 802.11b (Roteador, Placa USB e Placa PCMCIA)" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/xmicro_80211b_usb.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 4:</strong> Placa USB wireless 802.11b da X-Micro. Design compacto e portátil.
</p>

<p>
	Ao contrário de outros roteadores wireless já testados aqui no Clube do Hardware, o equipamento da X-Micro já traz antena wireless integrada, como você pode conferir na Figura 2. Isso quer dizer que não é necessário inserir uma placa wireless PCMCIA no equipamento para que ele funcione. No nosso teste utilizamos a placa wireless PCMCIA em um laptop de testes a fim de medir o desempenho dos equipamentos.
</p>

<p>
	O custo dos equipamentos testados é de aproximadamente US$ 142,00, nos EUA (US$ 69,00 para o roteador wireless, US$ 40,00 para a placa USB e US$ 33,00 para a placa PCMCIA).
</p>

<p>
	Antes de irmos aos nossos testes, vamos dar uma olhada nas principais características desses equipamentos.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Principais Especificações"]
</p>

<ul>
	<li>
		Switch 10/100 Mbps 4 portas
	</li>
	<li>
		Wireless Access-Point 802.11b (11 Mbps)
	</li>
	<li>
		Criptografia WEP 64/128 bits
	</li>
	<li>
		Interface de gerência via web
	</li>
	<li>
		Firewall
	</li>
	<li>
		Network Address Translation (NAT)
	</li>
	<li>
		Controle de acesso por endereço MAC
	</li>
	<li>
		DMZ virtual
	</li>
	<li>
		Suporte a PPPoE e PPTP
	</li>
	<li>
		Servidor DHCP
	</li>
	<li>
		Bom desempenho
	</li>
	<li>
		Mais informações: <a href="http://www.xmicro.com" target="_blank" rel="external nofollow">http://www.xmicro.com</a>
	</li>
	<li>
		Preço médio nos EUA*: US$ 142,00
	</li>
</ul>

<p>
	<small>* Pesquisado em <a href="http://www.froogle.com" target="_blank" rel="external nofollow">http://www.froogle.com</a> no dia da publicação deste teste. Este preço é apenas uma referência para comparação com outras placas. O preço no Brasil será sempre maior, pois devemos adicionar o câmbio, o frete e os impostos, além da margem de lucro do distribuidor e do lojista.</small>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Como Testamos"]
</p>

<p>
	Nos testes de equipamentos de rede avaliamos sete critérios básicos: documentação, público-alvo, recursos disponíveis, desempenho, operação, estabilidade e segurança. Para cada um desses critérios será atribuída uma nota, de um a três, significando respectivamente insatisfatório, satisfatório e mais do que satisfatório.
</p>

<p>
	As notas de cada critério serão somadas e divididas por sete. Essa média representa a avaliação final geral do equipamento, mas não recomendamos que ela seja usada como único critério na hora de comparar dois ou mais equipamentos similares. Por exemplo, um equipamento pode oferecer melhor estabilidade e outro melhor documentação, mesmo assim ambos podem apresentar avaliação final geral rigorosamente iguais. Para decidir qual dos dois atende melhor a você ou ao seu cliente é preciso identificar qual critério é mais importante dentro da sua realidade.
</p>

<p>
	O critério “documentação” refere-se à facilidade ou dificuldade de encontrar informações técnicas, guias de instalação e manuais de gerenciamento do equipamento, além de endereçar a facilidade ou dificuldade de colocar o equipamento testado em operação em um ambiente real. Todo equipamento testado deve dispor de pelo menos um guia de instalação simples de entender e fácil de ler, impresso ou em meio eletrônico (disquete ou cd-rom) acompanhando a caixa do produto. Dentro desse critério também serão avaliados os manuais técnicos fornecidos pelo fabricante, estejam eles em meio eletrônico (disquete, cd-rom ou Internet) ou impressos, acompanhando a caixa do equipamento ou não.
</p>

<p>
	O critério “público-alvo” avalia se o equipamento é adequado ou não para o mercado ao qual se destina. Dentro desse critério é avaliado o preço final para o consumidor, a estratégia de marketing adotada pela fabricante e a compatibilidade da apresentação do equipamento com o público-alvo dele (por exemplo, equipamentos para usuários domésticos devem ter interface de gerenciamento simplificada).
</p>

<p>
	O critério “recursos” descreve os principais recursos disponíveis no equipamento e qual a função de cada um eles. A nota desse critério baseia-se na avaliação do critério “público-alvo”, já que a quantidade e os recursos disponíveis podem ser suficientes ou insuficientes de acordo com o usuário ao qual se destina o equipamento.
</p>

<p>
	O critério “desempenho” avalia a velocidade com que os dados passam pelo equipamento, determinando se a taxa real de transferência de dados suportada pelo equipamento é compatível com o que o fabricante afirma na documentação técnica. Características que, direta ou indiretamente, possam interferir no desempenho da rede quando o equipamento está em uso, como, por exemplo, baixo desempenho de um filtro de pacotes embutido também são avaliados dentro desse critério.
</p>

<p>
	O critério “operação” avalia a facilidade ou dificuldade de gerenciar o equipamento quando ele estiver funcionando e em produção.
</p>

<p>
	O critério “estabilidade” avalia a disponibilidade do equipamento quando submetido a testes de carga ou estresse de rede. Além disso, neste critério também são avaliadas as funcionalidades de redundância de conexão ou alta-disponibilidade e balanceamento de carga, nos equipamentos que têm essas funcionalidades.
</p>

<p>
	O critério “segurança” avalia características gerais de segurança adequadas para uso ao qual o equipamento se destina, de acordo com o público-alvo. Detalhes técnicos dos recursos de segurança disponíveis são testados e avaliados dentro deste critério.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Documentação"]
</p>

<p>
	Todos os três dispositivos testados acompanham documentação impressa e CD-ROM contendo documentação extra, além de drivers e guias de instalação.
</p>

<p>
	O roteador X-Micro testado tem um excelente guia de instalação, ilustrado e fácil de compreender, de forma que mesmo usuários sem experiência com equipamentos wireless conseguiriam configurá-lo sem dificuldades.
</p>

<p>
	Embora a instalação das placas de rede wireless testadas (PCMCIA e USB) dependam de drivers especiais, ou seja, o sistema operacional usado nos testes (Windows XP Professional) não as reconhece diretamente, o processo de instalação está bem documentado e também aqui usuários sem experiência com equipamentos wireless conseguiriam configurá-las sem dificuldades.
</p>

<p>
	A documentação do produto é suficiente (nota 2).
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Público-alvo"]
</p>

<p>
	O produto destina-se a usuários de pequenos escritórios (SOHO). O preço do produto nos Estados Unidos é compatível com esse público-alvo e não deixa nada a desejar para a maioria dos concorrentes de qualidade.
</p>

<p>
	O marketing, a documentação e o suporte técnico, além da apresentação do kit estão totalmente de acordo com o público ao qual ele se destina. O produto é mais do que suficiente (nota 3) para seu “público-alvo”.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Recursos"]
</p>

<p>
	O kit vem com todos os recursos que seu público alvo pode precisar e mais um pouco. Os mais interessantes são os de redirecionamento de porta e DMZ virtual, que possibilitam que o usuário hospede servidores públicos com bom nível de segurança atrás do roteador, possibilitando que esses servidores sejam acessados por usuários na Internet.
</p>

<p>
	O roteador do kit dispõe de um switch de quatro portas 10/100 Mbps full-duplex, uma antena wireless flexível (possibilita movimentar a antena para obter maior ganho e alcance) e uma porta Ethernet para a conexão de banda larga, por meio de um cabo cross-over, como você conferiu na Figura 2.
</p>

<p>
	No que diz respeito às funcionalidades de software, o kit é excelente. Traz firewall, redirecionamento de porta (para hospedagem de servidores públicos na rede interna no escritório do usuário) e cliente e servidor de DHCP para as máquinas da rede interna.
</p>

<p>
	Entre os recursos wireless devemos destacar a criptografia de conexões wireless por meio de WEP 64 bits ou 128 bits e a disponibilidade do equipamento para atuar como repetidor wireless em vez de ponto de acesso, aumentando o alcance de uma rede wireless já existente no escritório e permitindo que usuários de uma rede wireless já instalada e em operação consigam compartilhar o acesso de banda larga sem fazer alterações em suas estações de trabalho.
</p>

<p>
	O kit traz recursos adequados para o seu público-alvo. Os recursos disponíveis são suficientes (nota 2).
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Desempenho"]
</p>

<p>
	O desempenho de uma rede Ethernet quase nunca atinge a taxa máxima (100 Mbps para fast Ethernet ou 11 Mbps para wireless 802.11b). Há inúmeras razões para que isso aconteça: interferência eletromagnética, placas mal configuradas, excesso de tráfego inútil na rede e até mesmo o projeto do equipamento (problemas de hardware ou software), entre outras razões. Além disto, temos que nos lembrar que a taxa de transferência máxima teórica inclui a transmissão de dados de controle (tais como cabeçalhos), ou seja, a banda disponível é tanto usada para transmitir dados quanto informações de controle.
</p>

<p>
	Usamos o programa Qcheck (<a href="http://www.ixiacom.com/products/performance_applications/pa_display.php?skey=pa_q_check" target="_blank" rel="external nofollow"> http://www.ixiacom.com/products/performance_applications/pa_display.php?skey=pa_q_check</a>) para fazer a medição da taxa de transferência máxima suportada pelo equipamento da X-Micro. Passamos a empregar o Qcheck para realizar os testes de desempenho de rede devido à sua simplicidade de operação, sem que haja alterações no método empregado na medição de desempenho, o que impossibilitaria comparações com nossos testes antigos.
</p>

<p>
	Em nossos testes de transmissão sem fio o equipamento atingiu uma taxa de transferência de 635 KB/s com a criptografia WEP 128 bits habilitada. As taxas médias obtidas foram rigorosamente iguais em todos os três equipamentos da X-Micro testados (roteador wireless, placa PCMCIA e placa USB). O desempenho do roteador foi o mais alto obtido em todos os equipamentos wireless 802.11b já testados pelo Clube do Hardware e realmente nos impressionou bastante, sendo ligeiramente superior (2,09%) ao do roteador Compex SK811 e 42,70% superior ao do roteador Soyo SWKR 1401U1 (Aerielink). No gráfico nós incluimos também os resultados dos equipamentos 802.11g (54 Mbps) apenas como referência. Uma comparação de desempenho entre o equipamento testado em um equipamento 802.11g é injusta.
</p>

<p>
	 
</p>

<p style="text-align: center;">
	<strong>Desempenho wireless (em MB/s)</strong><br>
	<img alt="X-Micro - Soluções 802.11b (Roteador, Placa USB e Placa PCMCIA)" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/gn-a17gu.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png">
</p>

<p>
	Testamos também o switch integrado ao roteador wireless e tivemos mais uma agradável surpresa. O taxa de transferência obtida foi de 11,71 MB/s, ou seja, 93,68 Mbps (o teto da medição é 100 Mbps). Este desempenho foi similar ao do roteador SWKR 1401U1 (Aerielink) da Soyo e ao do roteador 802.11g da própria X-Micro, e 33,83% maior do que o roteador SKW811 da Compex.
</p>

<p>
	 
</p>

<p style="text-align: center;">
	<strong>Desempenho do switch (em MB/s)</strong><br>
	<img alt="X-Micro - Soluções 802.11b (Roteador, Placa USB e Placa PCMCIA)" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/x-micro_802_11b.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png">
</p>

<p>
	O desempenho do kit da X-Micro é mais do que suficiente (nota 3).
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Operação"]
</p>

<p>
	Depois de configurados, os dispositivos testados praticamente não precisaram de gerenciamento. A interface de configuração web é simples, e bastante intuitiva. É uma interface muito fácil de usar, que ainda conta com um modo “assistente” para facilitar ainda mais a administração e/ou configuração inicial.
</p>

<p>
	Em nossos testes configuramos o equipamento para funcionar com conexão à Internet banda larga da Telemar: Velox (ADSL, 256 Kbps). A configuração foi bastante simples e bastou conectar o cabo de rede que sai do modem ADSL do Velox no equipamento. Depois foi só configurar o usuário e senha de acesso com ajuda do assistente de configuração. Apesar de dessa vez só termos testado com o Velox não há nada que impeça o funcionamento desse equipamento com outras conexões banda larga, ADSL ou não. Basta que a conexão banda larga disponibilize um cabo Ethernet para conexão com o equipamento da X-Micro.
</p>

<p>
	Na conexão testada as máquinas da rede interna (2 PCs por cabo, 1 laptop em wireless USB e 1 laptop em wireless PCMCIA) estavam configuradas para obter endereços IP e DNS por DHCP.
</p>

<p>
	A operação do equipamento é simples e mais do que satisfatória (nota 3).
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Estabilidade"]
</p>

<p>
	Os equipamentos testados passaram por rigorosa avaliação de disponibilidade que objetivou não só determinar a manutenção da conexão Internet em caso de quedas de link ou problemas com o provedor ou a rede mas também determinar se o próprio equipamento estava preparado para funcionar por vários dias seguidos, sem ser desligado, sob diferentes condições climáticas, desde o frio de um ambiente com ar condicionado até o calor de um escritório sem ar condicionado ou ventilador no verão carioca.
</p>

<p>
	Em nenhum momento em que o equipamento esteve em testes foi necessário reiniciá-lo por causa de travamentos ou mesmo superaquecimento. Durante um mês sem desligar os equipamentos submetemos o roteador wireless e as placas testadas às diferenças de temperatura causadas por longos períodos de funcionamento em ambiente com ar condicionado seguido de períodos menores de funcionamento em ambiente sem ar condicionado, normalmente encontradas em um pequeno escritório.
</p>

<p>
	Entretanto, por várias vezes depois de um longo período de operação ininterrupta (24 horas) o equipamento deixou de responder adequadamente à tentativas de acesso para gerência via interface web. O acesso a Internet não foi interrompido nem tampouco a rede tornou-se indisponível, mas para obter novamente acesso à interface web de gerência fomos obrigados a reiniciar o equipamento e o problema repetiu-se 4 vezes. É possível que seja um problema específico do equipamento de amostra para testes que recebemos, mas nos deixou com uma pulga atrás da orelha, especialmente dado o histórico de que tivemos problemas com um primeiro equipamento enviado para testes que foi trocado prontamente pela X-Micro.
</p>

<p>
	Como tivemos problemas elétricos com um primeiro modelo do equipamento enviado para avaliação, submetemos o equipamento a testes de ligá-lo e desligá-lo colocando-o e retirando-o da tomada seguidas vezes (43 vezes) em intervalos de tempo que variavam de 1 segundo a 10 segundos. Mesmo depois desse “estresse” todo o equipamento continuou a operar sem apresentar nenhum defeito nem degradação de desempenho.
</p>

<p>
	Infelizmente o equipamento não traz recursos que garantam disponibilidade em caso de queda da conexão com a Internet. A ausência de uma porta RS-232 para conexão com um modem externo fará falta a usuários que trabalham em casa (home office), mas é um problema contornável.
</p>

<p>
	A estabilidade e disponibilidade do equipamento são suficientes (nota 2).
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Segurança"]
</p>

<p>
	Todo equipamento wireless deve possuir, no mínimo, recursos que permitam criptografar o tráfego transmitido entre as estações wireless e o access-point. Esse recurso é fundamental porque conexões wireless não limitam a propagação dos dados às dimensões físicas da sala onde o acess-point está instalado. É possível detectar uma rede wireless a partir da rua e com pouco investimento de tempo e dinheiro começar a capturar os dados que estão sendo transmitidos. Em casos mais graves pode ser possível até mesmo estabelecer uma conexão com a rede wireless exatamente como um usuário autorizado faria.
</p>

<p>
	O principal recurso de criptografia presente em equipamentos wireless chama-se WEP, sigla para “Wired Equivalent Privacy” (privacidade equivalente a rede cabeada).
</p>

<p>
	Como a própria sigla diz, o WEP não nasceu para garantir confidencialidade das informações trafegadas (garantir que apenas as duas máquinas envolvidas numa comunicação conheçam o conteúdo das mensagens trocadas). O WEP foi criado com o objetivo de impedir que usuários externos tenham facilidade para conectar-se a uma rede sem fio, pelo menos fornecer um nível de dificuldade equivalente ao que um usuário não autorizado teria para conectar-se na rede cabeada padrão. Mas exatamente como numa rede cabeada padrão, embora seja complicado para quem não faz parte da rede capturar os dados que trafegam, isso é extremamente fácil para quem está conectado na rede, possibilitando ataques internos.
</p>

<p>
	Pudemos perceber que a X-Micro está comprometida com a segurança. O equipamento testado, além do suporte ao protocolo WEP (128 bits e 64 bits, à escolha do usuário), também traz um bom firewall e recursos de controle de acesso baseados no endereço MAC das placas de redes das estações-cliente.
</p>

<p>
	Na avaliação de segurança do equipamento sentimos falta de mecanismos de autenticação das estações (padrão IEEE 802.1x). Recursos de autenticação como esse podem dar ao administrador da rede a certeza de que uma estação realmente pertence a um determinado usuário e com base nessa certeza garantir ou negar acessos. Entretanto, como esse recurso normalmente só é utilizado em grandes empresas e o público-alvo do kit testado é SOHO (Small Office Home Office), desconsideramos a falta dessa funcionalidade.
</p>

<p>
	Embora tenhamos desconsiderado a falta de recursos de autenticação de estações, não pudemos desconsiderar a ausência de SSL na comunicação HTTP utilizada para configuração e gerência do roteador. Sem SSL nessa comunicação é possível que usuários da rede conectada ao roteador capturem a senha de gerência por meio da qual é possível alterar as configurações do equipamento.
</p>

<p>
	Os recursos de segurança oferecidos pelo equipamento e a segurança do equipamento em si são suficientes (nota 2) para as necessidades do público-alvo.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Avaliação Final e Conclusões"]
</p>

<p>
	O equipamento testado atingiu a nota 7,1 (a nota máxima é 10) no nosso quadro de testes (15 pontos em 21 possíveis). Durante os testes ficamos bastante impressionados com o desempenho da rede wireless X-Micro, do switch integrado ao equipamento e com a facilidade de gerência e operação. Além disso, o roteador wireless já vem pronto para compartilhar e gerenciar as conexões de acesso banda larga utilizadas no Brasil, especialmente conexões ADSL, e ainda dá a segurança necessária para usuários domésticos ou de pequenos escritórios, a um preço convidativo. O design simplificado e portátil da placa wireless USB também nos agradou bastante e certamente agradará à maioria dos usuários que podem até mesma usá-la no laptop em substituição à placa PCMCIA que é um pouco maior.
</p>

<p>
	Se você possui um pequeno escritório, está pensando em compartilhar o acesso de banda larga que você tem em casa ou planeja melhorar o ambiente do seu home office mas não quer comprar um kit que trará itens que não fazem parte de suas necessidades, a solução wireless 802.11b da X-Micro é uma excelente opção, com boa relação de custo/benefício. Os equipamentos são simples de configurar e gerenciar, trazem os recursos necessários e o roteador wireless X-Micro aumenta consideravelmente a segurança de sua rede, especialmente para usuários de acesso banda larga, ajudando inclusive a prevenir a contaminação por vírus que venham de outras máquinas na Internet.
</p>

<p>
	 
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34362</guid><pubDate>Sat, 08 May 2004 08:06:00 +0000</pubDate></item><item><title>Gigabyte GN-A17GU (Access Point 802.11g) e GN-WMAG (Placa de rede PCMCIA 802.11b/g)</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/analises/redes/gigabyte-gn-a17gu-access-point-80211g-e-gn-wmag-placa-de-rede-pcmcia-80211bg-r34359/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2026_04/CDH_GigabyteGN-A17GU_GN-WMAG.jpg.614c09a4101b78f75b8c747a7a96f7e0.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	A Gigabyte vem fabricando, além de excelentes placas-mães e placas de vídeo, também excelentes produtos de rede. Hoje nós testamos o ponto de acesso sem fio (access-point) padrão IEEE 802.11g (até 54 Mbps), modelo GN-A17GU. Como precisávamos ter em nosso micro uma placa de rede wireless deste mesmo padrão para podermos testar este equipamento, aproveitamos para testar também a placa de rede PCMCIA 802.11g da Gigabyte (modelo GN-WMAG). Desta forma, neste nosso teste estamos testando, na verdade, dois equipamentos wireless 801.11g da Gigabyte: o ponto de acesso e a placa de rede PCMCIA.
</p>

<p>
	Ao contrário dos testes anteriores do Clube do Hardware para equipamentos de rede sem fio, o equipamento GN-A17GU da Gigabyte não é um roteador wireless, mas sim um ponto de acesso (access-point), ou seja, foi desenvolvido para possibilitar que estações sem fio consigam conectar-se a uma rede cabeada já existente e configurada. Por ser baseado na padronização 802.11g o equipamento da Gigabyte é compatível com outros pontos de acesso e placas de rede sem fio de outros fabricantes que sigam a mesma padronização (802.11g).
</p>

<p>
	Importante notar que este ponto de acesso só funciona no padrão 802.11g (54 Mbps). Se você quiser que ele se comunique com equipamentos de 11 Mbps (802.11b) você terá de instalar um cartão PCMCIA em um slot adequado (ver Figura 4 mais adiante).
</p>

<p>
	Assim como o ponto de acesso testado, a placa PCMCIA sem fio da Gigabyte também é compatível com equipamentos (roteadores, pontos de acesso e placas de rede) sem fio de outros fabricantes, nas duas padronizações sem-fio mais utilizadas (802.11b e 802.11g). Só que, ao contrário do ponto de acesso, a placa PCMCIA testada é dual, isto é, funciona tanto no padrão 802.11g quanto no padrão 802.11b.
</p>

<p>
	 
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Gigabyte GN-A17GU (Access Point 802.11g) e GN-WMAG (Placa de rede PCMCIA 802.11b/g)" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/gigabyte_ap_frente.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 1:</strong> Vista frontal do ponto de acesso GN-A17GU.
</p>

<p>
	<img alt="Gigabyte GN-A17GU (Access Point 802.11g) e GN-WMAG (Placa de rede PCMCIA 802.11b/g)" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/gigabyte_ap_conn.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 2: </strong>Vista lateral do ponto de acesso 802.11g da Gigabyte, com sua entrada para cabo de força e Ethernet (100 Mbps full duplex).
</p>

<p>
	<img alt="Gigabyte GN-A17GU (Access Point 802.11g) e GN-WMAG (Placa de rede PCMCIA 802.11b/g)" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/gigabyte_pcmcia.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 3:</strong> Placa wireless PCMCIA. Antena integrada e suporte a redes 802.11b e 802.11g.
</p>

<p>
	<img alt="Gigabyte GN-A17GU (Access Point 802.11g) e GN-WMAG (Placa de rede PCMCIA 802.11b/g)" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/gigabyte_ap_slot.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 4:</strong> Slot de expansão com placa PCMCIA de rede sem fio 802.11b inserida. Possibilita funcionamento nas redes 802.11b e 802.11g simultaneamente.
</p>

<p>
	O equipamento da Gigabyte já traz antena integrada para a conexão 802.11g, o que torna desnecessária a adição de uma placa PCMCIA no slot de expansão do equipamento. O slot é útil apenas para ampliar a capacidade do equipamento, possibilitando que ele funcione no modo 802.11b e 802.11g simultaneamente. Ou seja, ele não precisa de uma placa PCMCIA para funcionar. Este cartão só é necessário se você quiser que o equipamento funcione ao mesmo tempo no padrão 802.11g e 802.11b.
</p>

<p>
	Antes de irmos aos nossos testes, vamos dar uma olhada nas principais características desses equipamentos.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Principais Especificações"]
</p>

<ul>
	<li>
		Slot de expansão PCMCIA
	</li>
	<li>
		Wireless Access-Point 802.11g (54 Mbps)
	</li>
	<li>
		Criptografia WEP 64/128 bits e suporte à WPA
	</li>
	<li>
		Interface de gerência via console própria
	</li>
	<li>
		Compactação de dados que permite desempenho de até 108 Mbps
	</li>
	<li>
		Controle de acesso por endereço MAC
	</li>
	<li>
		Suporte à autenticação 802.1x
	</li>
	<li>
		Servidor DHCP
	</li>
	<li>
		Suporte a SNMP
	</li>
	<li>
		Excelente desempenho
	</li>
	<li>
		Mais informações: <a href="http://tw2005.giga-byte.com/Communication/Products/Products_AccessPoint_GN-A17GU.htm" target="_blank" rel="external nofollow">http://www.gigabyte.com.tw</a>
	</li>
	<li>
		Preço estimado nos EUA*: US$ 110 para o ponto de acesso GN-A17GU e US$ 36 para a placa de rede PCMCIA GN-WMAG.
	</li>
</ul>

<p>
	<small>* Pesquisado em <a href="http://www.froogle.com" target="_blank" rel="external nofollow">http://www.froogle.com</a> no dia da publicação deste teste. Este preço é uma estimativa. Infelizmente não pudemos encontrar o preço do ponto de acesso sem fio testado. Baseado nos preços de produtos concorrentes estimamos o preço do produto para o mercado americano. Há possibilidade de termos errado em nossa estimativa. Os preços indicados são uma referência para comparação com outras placas. O preço no Brasil será sempre maior, pois devemos adicionar o câmbio, o frete e os impostos, além da margem de lucro do distribuidor e do lojista.</small>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Como Testamos"]
</p>

<p>
	Nos testes de equipamentos de rede avaliamos sete critérios básicos: documentação, público-alvo, recursos disponíveis, desempenho, operação, estabilidade e segurança. Para cada um desses critérios será atribuída uma nota, de um a três, significando respectivamente insatisfatório, satisfatório e mais do que satisfatório.
</p>

<p>
	As notas de cada critério serão somadas e divididas por sete. Essa média representa a avaliação final geral do equipamento, mas não recomendamos que ela seja usada como único critério na hora de comparar dois ou mais equipamentos similares. Por exemplo, um equipamento pode oferecer melhor estabilidade e outro melhor documentação, mesmo assim ambos podem apresentar avaliação final geral rigorosamente iguais. Para decidir qual dos dois atende melhor a você ou ao seu cliente é preciso identificar qual critério é mais importante dentro da sua realidade.
</p>

<p>
	O critério “documentação” refere-se à facilidade ou dificuldade de encontrar informações técnicas, guias de instalação e manuais de gerenciamento do equipamento, além de endereçar a facilidade ou dificuldade de colocar o equipamento testado em operação em um ambiente real. Todo equipamento testado deve dispor de pelo menos um guia de instalação simples de entender e fácil de ler, impresso ou em meio eletrônico (disquete ou cd-rom) acompanhando a caixa do produto. Dentro desse critério também serão avaliados os manuais técnicos fornecidos pelo fabricante, estejam eles em meio eletrônico (disquete, cd-rom ou Internet) ou impressos, acompanhando a caixa do equipamento ou não.
</p>

<p>
	O critério “público-alvo” avalia se o equipamento é adequado ou não para o mercado ao qual se destina. Dentro desse critério é avaliado o preço final para o consumidor, a estratégia de marketing adotada pela fabricante e a compatibilidade da apresentação do equipamento com o público-alvo dele (por exemplo, equipamentos para usuários domésticos devem ter interface de gerenciamento simplificada).
</p>

<p>
	O critério “recursos” descreve os principais recursos disponíveis no equipamento e qual a função de cada um eles. A nota desse critério baseia-se na avaliação do critério “público-alvo”, já que a quantidade e os recursos disponíveis podem ser suficientes ou insuficientes de acordo com o usuário ao qual se destina o equipamento.
</p>

<p>
	O critério “desempenho” avalia a velocidade com que os dados passam pelo equipamento, determinando se a taxa real de transferência de dados suportada pelo equipamento é compatível com o que o fabricante afirma na documentação técnica. Características que, direta ou indiretamente, possam interferir no desempenho da rede quando o equipamento está em uso, como, por exemplo, baixo desempenho de um filtro de pacotes embutido também são avaliados dentro desse critério.
</p>

<p>
	O critério “operação” avalia a facilidade ou dificuldade de gerenciar o equipamento quando ele estiver funcionando e em produção.
</p>

<p>
	O critério “estabilidade” avalia a disponibilidade do equipamento quando submetido a testes de carga ou estresse de rede. Além disso, neste critério também são avaliadas as funcionalidades de redundância de conexão ou alta-disponibilidade e balanceamento de carga, nos equipamentos que têm essas funcionalidades.
</p>

<p>
	O critério “segurança” avalia características gerais de segurança adequadas para uso ao qual o equipamento se destina, de acordo com o público-alvo. Detalhes técnicos dos recursos de segurança disponíveis são testados e avaliados dentro deste critério.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Documentação"]
</p>

<p>
	Os dois dispositivos testados acompanham documentação impressa e CD-ROM contendo documentação extra, além de drivers e guias de instalação ilustrados. O manual que acompanha o ponto de acesso GN-A17GU é um dos mais completos com os quais já tivemos contato. Endereça todos os detalhes de configuração do equipamento, que possui funcionalidades avançadas.
</p>

<p>
	Com a riqueza de detalhes da documentação, mesmo usuários sem experiência com equipamentos wireless conseguirão configurar a placa PCMCIA e o ponto de acesso sozinhos. Além disso o manual que acompanha o produto cobre inteiramente todas as suas funcionalidades, facilitando a vida de administradores e técnicos mais experientes.
</p>

<p>
	A instalação da rede wireless testada (PCMCIA) depende de drivers e software especiais, ou seja, o sistema operacional usado nos testes (Windows XP Professional) não reconhece os equipamentos nativamente. Mas todos os drivers e softwares necessários são fornecidos pela Gigabyte em um CD-ROM que acompanha a placa. O processo de instalação dos drivers e software da placa de rede PCMCIA está muito bem documentado.
</p>

<p>
	A documentação do produto é mais do que suficiente (nota 3).
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Público-alvo"]
</p>

<p>
	O produto destina-se a empresas de pequeno e médio porte (SMB). O preço do produto nos Estados Unidos é barato para esse público-alvo e não deixa nada a desejar para a maioria dos concorrentes de qualidade.
</p>

<p>
	O marketing, a documentação e o suporte técnico, além da apresentação do kit estão totalmente de acordo com o público ao qual ele se destina. O produto é mais do que suficiente (nota 3) para seu “público-alvo”.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Recursos"]
</p>

<p>
	O kit vem com todos os recursos que seu público alvo pode precisar e mais um pouco. O mais interessante é o recurso de Turbo, que possibilitam que o usuário tenha o dobro do desempenho máximo teórico (2x 54 Mbps = 108 Mbps).
</p>

<p>
	O slot de expansão do equipamento suporta a placa de rede sem fio PCMCIA GN-WLMA101, o que possibilita que o ponto de acesso funcione nas padronizações 802.11b e 802.11g simultaneamente.
</p>

<p>
	No que diz respeito às funcionalidades de software, o kit é excelente. Traz filtragem por endereço MAC, servidor DHCP, suporte a gerência SNMP, suporte a STP (redundância de caminho de comunicação entre estações), suporte a conexões sem fio ponto-a-ponto e multiponto e suporte a WDS (sistema por meio do qual é possível configurar um ponto de acesso para falar apenas com outros pontos de acesso, com objetivo de aumentar o alcance de uma rede sem fio sem sofrer interferência de outras estações).
</p>

<p>
	Entre os recursos wireless devemos destacar a criptografia de conexões wireless por meio de WEP 64 bits, 128 bits e 152 bits e a disponibilidade do equipamento para atuar como repetidor wireless em vez de ponto de acesso, aumentando o alcance de uma rede wireless já existente na empresa e permitindo que usuários de uma rede wireless já instalada e em operação consigam compartilhar o acesso de banda larga sem fazer alterações em suas estações de trabalho. Além disso, por se tratar de um equipamento baseado no padrão 802.11g, mais recente, o roteador e a placa de rede wireless PCMCIA testados trazem recursos de segurança WPA (Wi-Fi Protected Access), que resolve problemas de segurança do padrão WEP e introduz melhorias que facilitam a troca de chaves criptográficas.
</p>

<p>
	O kit traz recursos adequados para o seu público-alvo. Os recursos disponíveis são mais do que suficientes (nota 3).
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Desempenho"]
</p>

<p>
	O desempenho de uma rede Ethernet quase nunca atinge a taxa máxima (100 Mbps para fast Ethernet ou 54 Mbps para wireless 802.11g). Há inúmeras razões para que isso aconteça: interferência eletromagnética, placas mal configuradas, excesso de tráfego inútil na rede e até mesmo o projeto do equipamento (problemas de hardware ou software), entre outras razões. Além disto, temos que nos lembrar que a taxa de transferência máxima teórica inclui a transmissão de dados de controle (tais como cabeçalhos), ou seja, a banda disponível é tanto usada para transmitir dados quanto informações de controle.
</p>

<p>
	Usamos o programa Qcheck (<a href="http://www.ixiacom.com/products/performance_applications/pa_display.php?skey=pa_q_check" target="_blank" rel="external nofollow"> http://www.ixiacom.com/products/performance_applications/pa_display.php?skey=pa_q_check</a>) para fazer a medição da taxa de transferência máxima suportada pelo equipamento da Gigabyte. Passamos a empregar o Qcheck para realizar os testes de desempenho de rede devido à sua simplicidade de operação, sem que haja alterações no método empregado na medição de desempenho, o que impossibilitaria comparações com nossos testes antigos.
</p>

<p>
	Em nossos testes o equipamento atingiu uma taxa de transferência de 2.830 KB/s com a criptografia WEP 128 bits habilitada. As taxas médias obtidas foram rigorosamente iguais nos dois equipamentos testados (roteador wireless e placa PCMCIA). O desempenho do equipamento realmente nos impressionou e foi tipicamente 527% superior à média do desempenho de equipamentos wireless padrão 802.11b (até 11 Mbps) já testados aqui no Clube do Hardware, como você pode conferir no gráfico abaixo. Por outro lado o desempenho do equipamento foi 16% inferior aos equipamentos X-Micro padrão 802.11g que testamos.
</p>

<p>
	 
</p>

<p style="text-align: center;">
	<strong>Desempenho wireless (em MB/s)</strong><br>
	<img alt="Gigabyte GN-A17GU (Access Point 802.11g) e GN-WMAG (Placa de rede PCMCIA 802.11b/g)" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/gn-a17gu.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png">
</p>

<p>
	Ao habilitarmos o modo “Turbo”, recurso de compressão de dados por meio do qual o fabricante assegura o desempenho máximo teórico de 108 Mbps, tivemos outra surpresa ao constatar uma taxa de transferência de 5.590 KB/s, que nos permitiu transferir a imagem (ISO) de um CD-ROM (648 MB) em bem menos de 3 minutos, garantindo que o algoritmo de compressão de dados utilizado pela Gigabyte em seu equipamento é realmente bom. O modo “Turbo” deu um ganho de 198% de desempenho sobre a taxa de transferência típica que obtivemos sem esse modo habilitado, mas foi 7% inferior ao desempenho obtido com o modo Turbo do equipamento 802.11g da X-Micro.
</p>

<p>
	O desempenho do ponto de acesso da Gigabyte é mais do que suficiente (nota 3).
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Operação"]
</p>

<p>
	Depois de configurados, os dispositivos testados praticamente não precisaram de gerenciamento. A interface de configuração via software proprietário da Gigabyte não é muito simples, mas é organizada. É uma interface agradável de usar, que assim como outros equipamentos Gigabyte testados pelo Clube do Hardware.
</p>

<p>
	A instalação da console de gerência do equipamento, em uma estação Microsoft Windows XP Professional transcorreu sem problemas e a configuração do equipamento foi realizada em menos de 10 minutos, com ajuda do manual.
</p>

<p>
	Na conexão testada as máquinas da rede interna (1 PCs por cabo e 1 laptops em wireless PCMCIA) estavam configuradas para obter endereços IP e servidores de DNS por DHCP, do servidor DHCP disponível no equipamento.
</p>

<p>
	A operação do equipamento é simples e mais do que satisfatória (nota 3).
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Estabilidade"]
</p>

<p>
	Os equipamentos testados passaram por rigorosa avaliação de disponibilidade que objetivou não só determinar a manutenção da conexão Internet em caso de quedas de link ou problemas com o provedor ou a rede mas também determinar se o próprio equipamento estava preparado para funcionar por vários dias seguidos, sem ser desligado, sob diferentes condições climáticas, desde o frio de um ambiente com ar condicionado até o calor de um escritório sem ar condicionado ou ventilador no verão carioca.
</p>

<p>
	Em nenhum momento em que o equipamento esteve em testes foi necessário reiniciá-lo por causa de travamentos ou mesmo superaquecimento. Durante um mês sem desligar os equipamentos submetemos o roteador wireless e as placas testadas às diferenças de temperatura causadas por longos períodos de funcionamento em ambiente com ar condicionado seguido de períodos menores de funcionamento em ambiente sem ar condicionado, normalmente encontradas em um pequeno escritório.
</p>

<p>
	A estabilidade e disponibilidade do equipamento são mais do que suficientes (nota 3).
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Segurança"]
</p>

<p>
	Todo equipamento wireless deve possuir, no mínimo, recursos que permitam criptografar o tráfego transmitido entre as estações wireless e o access-point. Esse recurso é fundamental porque conexões wireless não limitam a propagação dos dados às dimensões físicas da sala onde o acess-point está instalado. É possível detectar uma rede wireless a partir da rua e com pouco investimento de tempo e dinheiro começar a capturar os dados que estão sendo transmitidos. Em casos mais graves pode ser possível até mesmo estabelecer uma conexão com a rede wireless exatamente como um usuário autorizado faria.
</p>

<p>
	O principal recurso de criptografia presente em equipamentos wireless chama-se WEP, sigla para “Wired Equivalent Privacy” (privacidade equivalente a rede cabeada).
</p>

<p>
	Como a própria sigla diz, o WEP não nasceu para garantir confidencialidade das informações trafegadas (garantir que apenas as duas máquinas envolvidas numa comunicação conheçam o conteúdo das mensagens trocadas). O WEP foi criado com o objetivo de impedir que usuários externos tenham facilidade para conectar-se a uma rede sem fio, pelo menos fornecer um nível de dificuldade equivalente ao que um usuário não autorizado teria para conectar-se na rede cabeada padrão. Mas exatamente como numa rede cabeada padrão, embora seja complicado para quem não faz parte da rede capturar os dados que trafegam, isso é extremamente fácil para quem está conectado na rede, possibilitando ataques internos.
</p>

<p>
	Pudemos perceber que a Gigabyte está comprometida com a segurança. O equipamento testado, além do suporte ao protocolo WEP (152 bits, 128 bits e 64 bits, à escolha do usuário), também traz recursos de controle de acesso baseados no endereço MAC das placas de redes das estações-cliente.
</p>

<p>
	Além do WEP a Gigabyte introduziu em seus equipamentos 802.11g o recurso de segurança WPA (Wi-Fi Protected Access), que adiciona funcionalidades de segurança para corrigir problemas conhecidos do padrão WEP e elevar o nível geral de segurança do ambiente.
</p>

<p>
	O equipamento testado ainda traz suporte à autenticação das estações (padrão IEEE 802.1x). Recursos de autenticação como esse podem dar ao administrador da rede a certeza de que uma estação realmente pertence a um determinado usuário e com base nessa certeza garantir ou negar acessos.
</p>

<p>
	Os recursos de segurança oferecidos pelo equipamento e a segurança do equipamento em si são suficientes (nota 2) para as necessidades do público-alvo.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Avaliação Final e Conclusões"]
</p>

<p>
	O equipamento testado atingiu a nota 9,5 (a nota máxima é 10) no nosso quadro de testes (20 pontos em 21 possíveis). O equipamento nos encantou desde o primeiro momento. É robusto, poderoso e traz recursos e opções que normalmente só encontramos em equipamentos caros da Cisco ou da Proxim.
</p>

<p>
	Se você está disposto a adicionar uma “perna” wireless na sua rede cabeada atualmente em funcionamento, não pense duas vezes e adquira logo o GN-A17GU da Gigabyte e a placa GN-WMAG Dual-mode.
</p>

<p>
	Para quem ainda não tem uma placa de rede wireless a GN-WMAG é uma excelente opção para entrar no mundo wireless: barata, simples de configurar e compatível com o padrão 802.11b e 802.11g. Certamente vai ser a sua placa de rede wireless por um bom tempo sem necessidade de atualização.
</p>

<p>
	 
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34359</guid><pubDate>Tue, 27 Apr 2004 07:00:00 +0000</pubDate></item><item><title>Gigabyte Storage + Wireless LAN Card GN-WLBZ201</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/analises/redes/gigabyte-storage-wireless-lan-card-gn-wlbz201-r34360/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2026_04/CDH_GigabyteStorage_WirelessLANCardGN-WLBZ201.jpg.cf784e806f5541ce55ac629d05266bed.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	O Gigabyte Storage + Wireless LAN Card (GN-WLBZ201) é uma placa de rede wireless padrão 802.11b (até 11 Mbps) feita para ser carregada no bolso, isso porque além de placa de rede wireless ela é também um dispositivo de armazenamento USB com capacidade para até 128 MB (testamos o modelo de 32 MB).
</p>

<p>
	Seu design é bastante conveniente para uma placa de rede wireless de bolso, mas é um pouco maior do que a maioria dos dispositivos de armazenamento USB encontrados no mercado (Figura 1).
</p>

<p>
	 
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Gigabyte Storage + Wireless LAN Card GN-WLBZ201" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/penlan.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 1:</strong> Gigabyte Storage + Wireless LAN Card. Dimensões de uma caneta.
</p>

<p>
	<img alt="Gigabyte Storage + Wireless LAN Card GN-WLBZ201" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/penlan-aberto.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 2:</strong> O equipamento sem a tampa.
</p>

<p>
	O dispositivo acompanha software que permite transformar o PC no qual a placa está ligada em um access point para que outras estações wireless tenham acesso à rede cabeada de uma empresa ou residência. Não é, entretanto, um recurso exclusivo. Qualquer PC com uma placa de rede wireless pode ser transformado em access point, bastando fazer pequenas alterações nas configurações de rede do sistema operacional. A vantagem no caso do equipamento da Gigabyte que testamos é que o software já vem junto, tornando o processo muito mais simples.
</p>

<p>
	Nossa principal preocupação antes de testarmos o dispositivo era em relação ao seu alcance. O equipamento testado (modelo GN-WLBZ201) não permite conexão com uma antena externa e não possui um recurso chamado auto-fallback, que permite estender o alcance de uma rede wireless reduzindo a taxa de transmissão da rede (normalmente cai de 11 Mbps para 5,5 Mbps, 2 Mbps ou 1 Mbps).
</p>

<p>
	A ausência de um conector para antena externa não afeta os usuários que planejam utilizar o equipamento para conectar-se a um access point já existente ou a um outro micro em conexão ponto a ponto wireless. Mas quem planeja usar o equipamento para servir de access point pode ser obrigado a ter sua rede com alcance bastante reduzido. Outro ponto negativo para quem planeja empregar o equipamento como access point é a dificuldade de instalá-lo no ponto de melhor visada do ambiente, já que ele necessariamente deverá estar conectado a um PC. Essa limitação pode ser parcialmente contornada com um cabo extensor USB, mas não totalmente eliminada.
</p>

<p>
	Após conectado à interface USB o equipamento pode ser rotacionado em qualquer direção, a fim de adaptar-se a mesas pequenas e melhorar a transmissão e recepção dos dados, como mostramos na Figura 3.
</p>

<p>
	 
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Gigabyte Storage + Wireless LAN Card GN-WLBZ201" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/penlan-rotacionado.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 3:</strong> Capacidade de rotação da Gigabyte Storage + Wireless LAN Card.
</p>

<p>
	Nós recebemos este produto antes dele ter sido lançado no mercado e, por este motivo, não temos idéia de qual será o seu preço quando ele chegar ao mercado.
</p>

<p>
	Antes de irmos aos nossos testes, vamos dar uma olhada nas principais características deste produto.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Principais Especificações"]
</p>

<ul>
	<li>
		Wireless LAN 802.11b, 11 Mbps
	</li>
	<li>
		Acompanha software que o transforma em um access point.
	</li>
	<li>
		Criptografia WEP 64/128 bits
	</li>
	<li>
		Plug and Play
	</li>
	<li>
		Armazenamento de 32 MB a 128 MB, dependendo da versão.
	</li>
	<li>
		Display com LEDs que indicam o sinal
	</li>
	<li>
		Rotação do dispositivo, melhorando o sinal
	</li>
	<li>
		Proteção dos dados armazenados por senha
	</li>
	<li>
		Preço médio nos EUA: Não disponível.
	</li>
	<li>
		Mais informações: <a href="http://www.gigabyte.com.tw/Products/Communication/Products_Spec.aspx?ProductID=939&amp;ProductName=GN-WLBZ201" target="_blank" rel="external nofollow">http://www.gigabyte.com.tw</a>.
	</li>
</ul>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Como Testamos"]
</p>

<p>
	Nos testes de equipamentos de rede avaliamos sete critérios básicos: documentação, público-alvo, recursos disponíveis, desempenho, operação, estabilidade e segurança. Para cada um desses critérios será atribuída uma nota, de um a três, significando respectivamente insatisfatório, satisfatório e mais do que satisfatório.
</p>

<p>
	As notas de cada critério serão somadas e divididas por sete. Essa média representa a avaliação final geral do equipamento, mas não recomendamos que ela seja usada como único critério na hora de comparar dois ou mais equipamentos similares. Por exemplo, um equipamento pode oferecer melhor estabilidade e outro melhor documentação, mesmo assim ambos podem apresentar avaliação final geral rigorosamente iguais. Para decidir qual dos dois atende melhor a você ou ao seu cliente é preciso identificar qual critério é mais importante dentro da sua realidade.
</p>

<p>
	O critério “documentação” refere-se à facilidade ou dificuldade de encontrar informações técnicas, guias de instalação e manuais de gerenciamento do equipamento, além de endereçar a facilidade ou dificuldade de colocar o equipamento testado em operação em um ambiente real. Todo equipamento testado deve dispor de pelo menos um guia de instalação simples de entender e fácil de ler, impresso ou em meio eletrônico (disquete ou CD-ROM) acompanhando a caixa do produto. Dentro desse critério também serão avaliados os manuais técnicos fornecidos pelo fabricante, estejam eles em meio eletrônico (disquete, CD-ROM ou Internet) ou impressos, acompanhando a caixa do equipamento ou não.
</p>

<p>
	O critério “público-alvo” avalia se o equipamento é adequado ou não para o mercado ao qual se destina. Dentro desse critério é avaliado o preço final para o consumidor, a estratégia de marketing adotada pela fabricante e a compatibilidade da apresentação do equipamento com o público-alvo dele (por exemplo, equipamentos para usuários domésticos devem ter interface de gerenciamento simplificada).
</p>

<p>
	O critério “recursos” descreve os principais recursos disponíveis no equipamento e qual a função de cada um eles. A nota desse critério baseia-se na avaliação do critério “público-alvo”, já que a quantidade e os recursos disponíveis podem ser suficientes ou insuficientes de acordo com o usuário ao qual se destina o equipamento.
</p>

<p>
	O critério “desempenho” avalia a velocidade com que os dados passam pelo equipamento, determinando se a taxa real de transferência de dados suportada pelo equipamento é compatível com o que o fabricante afirma na documentação técnica. Características que, direta ou indiretamente, possam interferir no desempenho da rede quando o equipamento está em uso, como, por exemplo, baixo desempenho de um filtro de pacotes embutido também são avaliados dentro desse critério.
</p>

<p>
	O critério “operação” avalia a facilidade ou dificuldade de gerenciar o equipamento quando ele estiver funcionando e em produção.
</p>

<p>
	O critério “estabilidade” avalia a disponibilidade do equipamento quando submetido a testes de carga ou estresse de rede. Além disso, neste critério também são avaliadas as funcionalidades de redundância de conexão ou alta-disponibilidade e balanceamento de carga, nos equipamentos que têm essas funcionalidades.
</p>

<p>
	O critério “segurança” avalia características gerais de segurança adequadas para uso ao qual o equipamento se destina, de acordo com o público-alvo. Detalhes técnicos dos recursos de segurança disponíveis são testados e avaliados dentro deste critério.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Documentação"]
</p>

<p>
	Por ser uma amostra pré-produção, isto é, enviada antes de a Gigabyte ter lançado o produto comercialmente, ele não veio com nenhuma documentação, o que é normal em casos como este.
</p>

<p>
	Infelizmente, no CD-ROM que acompanha o produto também não veio nenhuma documentação extra, apenas os drivers e softwares de instalação estavam lá.
</p>

<p>
	Embora tenhamos sentido falta de documentação, ela praticamente não foi necessária durante os nossos testes. Entretanto, usuários inexperientes podem encontrar dificuldades para instalar o produto. Isso nos ajudou a determinar que a documentação fornecida é insuficiente (nota 1), com a ressalva de que o modelo que testamos é uma amostra pré-produção e que o modelo final que será posto no mercado deve vir com os manuais e guias de instalação necessários.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Público-alvo"]
</p>

<p>
	O produto destina-se ao usuário final, seja para uso doméstico ou no ambiente de trabalho. Infelizmente, como o produto ainda não foi lançado, não conseguimos encontrar revendedores que já estejam trabalhando com o produto para saber se o preço é compatível com o o que o equipamento oferece. Acreditamos que um preço justo para o equipamento esteja compreendido entre US$ 35 e US$ 70 (dependendo da quantidade de memória disponível). Teremos, então, de aguardar a chegada deste produto ao mercado para verificar se ele corresponde à esta expectativa ou não.
</p>

<p>
	O marketing, o suporte técnico e a apresentação do produto são adequados para o seu público alvo, embora a documentação tenha deixado a desejar, pelo motivo exposto anteriormente. No critério “público-alvo” o produto é suficiente (nota 2).
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Recursos"]
</p>

<p>
	Para uma placa wireless o dispositivo testado tem muito mais recursos do que o necessário. Armazenamento de até 128 MB, software para transformá-lo facilmente em um access point e ainda por cima é totalmente plug &amp; play.
</p>

<p>
	Recursos básicos como suporte a WEP (em 64 bits e 128 bits) e avançados como a possibilidade de rotação do equipamento e display indicando o sinal (Figura 4) da rede wireless também estão presentes, fazendo com que o os recursos do equipamento sejam mais do que suficientes (nota 3).
</p>

<p>
	 
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Gigabyte Storage + Wireless LAN Card GN-WLBZ201" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/penlan-leds.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 4:</strong> LEDs indicam o sinal da rede wireless.
</p>

<p style="text-align: center;">
	 
</p>

<p style="text-align: center;">
	 
</p>

<p>
	[pagination="Desempenho"]
</p>

<p>
	O desempenho de uma rede Ethernet quase nunca atinge a taxa máxima (100 Mbps para fast Ethernet ou 11 Mbps para wireless 802.11b). Há inúmeras razões para que isso aconteça: interferência eletromagnética, placas mal configuradas, excesso de tráfego inútil na rede e até mesmo o projeto do equipamento (problemas de hardware ou software), entre outras razões. Além disto, temos de nos lembrar que a taxa de transferência máxima teórica inclui a transmissão de dados de controle (tais como cabeçalhos), ou seja, a banda disponível é tanto usada para transmitir dados quanto informações de controle.
</p>

<p>
	Para testar o desempenho do Gigabyte Sotrage + Wireless LAN card fechamos uma conexão de rede com um access point Dell Truemobile Wireless 1170 (11 Mbps, chipset Intel, antena externa dupla, 6 dBi). O access point foi conectado a uma estação Windows XP por meio de um cabo cross-over certificado da Cisco (a mesma estação e cabo usados em nossos outros testes de equipamento wireless).
</p>

<p>
	Usamos o programa Qcheck (<a href="http://www.ixiacom.com/products/performance_applications/pa_display.php?skey=pa_q_check" target="_blank" rel="external nofollow"> http://www.ixiacom.com/products/<br>
	performance_applications/pa_display.php?skey=pa_q_check</a>) para fazer a medição da taxa de transferência máxima suportada pelo equipamento da Gigabyte. Passamos a empregar o Qcheck para realizar os testes de desempenho de rede devido à sua simplicidade de operação, sem que haja alterações no método empregado na medição de desempenho, o que impossibilitaria comparações com nossos testes antigos.
</p>

<p>
	Em nossos testes o equipamento atingiu uma taxa de transferência de 448 KB/s com a criptografia WEP 128 bits habilitada. Embora ele tenha atingido uma taxa de transferência máxima 27,97% inferior ao <a href="skw811.html" target="_blank" rel="">roteador wireless SK811 da Compex</a>, seu desempenho foi praticamente o mesmo do <a href="swkr1401.html" target="_blank" rel="">roteador wireless Aerielink SWKR 1401U1 da Soyo</a>, conforme você pode conferir no gráfico abaixo.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	 
</p>

<p style="text-align: center;">
	<strong>Desempenho wireless (em MB/s)</strong><br>
	<img alt="Gigabyte Storage + Wireless LAN Card GN-WLBZ201" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/penlan.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png">
</p>

<p>
	Como dessa vez o equipamento testado também é um dispositivo de armazenamento USB (de 32 MB de capacidade, no caso da amostra que recebemos), realizamos também testes de desempenho de leitura e escrita de dados no dispositivo. Para esse teste empregamos o Sandra 2004 versão 9.89 (<a href="http://www.tech-pc.co.uk/sandra.php" target="_blank" rel="external nofollow">http://www.tech-pc.co.uk/sandra.php</a>).
</p>

<p>
	Ao trabalharmos com arquivos de 2 MB o dispositivo testado alcançou 922 KB/s para leitura e 478 KB/s para escrita dos dados.
</p>

<p>
	O desempenho do Gigabyte Storage + Wireless LAN Card foi suficiente (nota 2).
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Operação"]
</p>

<p>
	Depois de configurados, os dispositivos testados praticamente não precisaram de gerenciamento. O equipamento é realmente plug and play e as interfaces de configuração, tanto a do sistema operacional quanto a do software fornecido com o equipamento são simples.
</p>

<p>
	Uma vez instalado e em funcionamento não há mais nada a mexer na na configuração e mesmo depois de desconectar e conectar novamente o usuário continua operando normalmente como se nada tivesse acontecido.
</p>

<p>
	Nos espantou apenas o fato do equipamento esquentar muito durante a operação. Em nossas medições (realizadas com um termômetro caseiro de pouca precisão) o equipamento atingiu a temperatura de 40,8o C, após uma hora de uso.
</p>

<p>
	A operação do equipamento é simples e mais do que satisfatória (nota 3).
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Estabilidade"]
</p>

<p>
	Os equipamentos testados passaram por rigorosa avaliação de disponibilidade que objetivou não só determinar a manutenção da conexão Internet em caso de quedas de link ou problemas com o provedor ou a rede, mas também determinar se o próprio equipamento estava preparado para funcionar por vários dias seguidos, sem ser desligado, sob diferentes condições climáticas, desde o frio de um ambiente com ar condicionado até o calor de um escritório sem ar condicionado ou ventilador no verão carioca.
</p>

<p>
	O equipamento não deixou a rede indisponível em nenhum momento, mesmo tendo esquentado muito durante sua operação. A transmissão de 2 GB de dados foi realizada durante um longo período sem que o fluxo de dados fosse interrompido em nenhum instante.
</p>

<p>
	Apesar de, como dissemos na introdução, o dispositivo testado não dispor do recurso de auto fall-back, conseguimos que ele funcionasse a uma distância bastante satisfatória (aproximadamente 20 metros, com paredes de alvenaria no entre a base e o equipamento) da base sem que a conexão fosse interrompida.
</p>

<p>
	A estabilidade e disponibilidade do equipamento são mais do que suficientes (nota 3) para uma placa de rede wireless.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Segurança"]
</p>

<p>
	Qualquer equipamento wireless deve possuir, no mínimo, recursos que permitam criptografar o tráfego transmitido entre as estações wireless e o access point. Esse recurso é fundamental porque conexões wireless não limitam a propagação dos dados às dimensões físicas da sala onde o acess point está instalado. É possível detectar uma rede wireless a partir da rua e com pouco investimento de tempo e dinheiro começar a capturar os dados que estão sendo transmitidos. Em casos mais graves, pode ser possível até mesmo estabelecer uma conexão com a rede wireless exatamente como um usuário autorizado faria.
</p>

<p>
	O principal recurso de criptografia presente em equipamentos wireless chama-se WEP, sigla para “Wired Equivalent Privacy” (privacidade equivalente a rede cabeada).
</p>

<p>
	Como a própria sigla diz, o WEP não nasceu para garantir confidencialidade das informações trafegadas (garantir que apenas as duas máquinas envolvidas numa comunicação conheçam o conteúdo das mensagens trocadas). O WEP foi criado com o objetivo de impedir que usuários externos tenham facilidade para conectar-se a uma rede sem fio, pelo menos fornecer um nível de dificuldade equivalente ao que um usuário não autorizado teria para conectar-se na rede cabeada padrão. Mas exatamente como numa rede cabeada padrão, embora seja complicado para quem não faz parte da rede capturar os dados que trafegam, isso é extremamente fácil para quem está conectado na rede, possibilitando ataques internos.
</p>

<p>
	O Gigabyte Storage + Wireless LAN Card suporta criptografia WEP 128 bits e 64 bits. Além disso, os dados armazenados na memória do equipamento testado podem ser protegidos por meio de uma senha de modo bastante simples.
</p>

<p>
	Os recursos de segurança oferecidos pelo equipamento e a segurança do equipamento em si são suficientes (nota 2) para as necessidades do seu público-alvo.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Avaliação Final e Conclusões"]
</p>

<p>
	O equipamento testado atingiu a nota 7,2 (a nota máxima é 10) no nosso quadro de testes (16 pontos em 21 possíveis). Nos agradou bastante a portabilidade do equipamento e a convergência de duas tecnologias (wireless e USB storage). Com o Gigabyte Storage + Wireless LAN Card você pode ter seus dados e sua rede wireless no bolso, sempre com você. O produto certamente vai agradar muito a quem está pensando em comprar uma placa de rede wireless 802.11b ou um dispositivo de armazenamento USB.
</p>

<p>
	 
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34360</guid><pubDate>Fri, 30 Jan 2004 06:20:00 +0000</pubDate></item><item><title>Soyo Aerielink Wireless Kit SWKR 1401U1</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/analises/redes/soyo-aerielink-wireless-kit-swkr-1401u1-r34361/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2026_04/CDH_SoyoAerielinkWirelessKitSWKR1401U1.jpg.a187f8c87716d46907a4e58d59cf58d3.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	O Soyo Aerielink Wireless Kit SWKR 1401U1 é um pacote que já traz, em uma única caixa, uma placa wireless PCMCIA (Figura 4), uma placa wireless USB (Figura 3) e um roteador DSL/Ethernet (Figura 2) com switch 10/100 Mbps integrado. O equipamento é baseado na padronização IEEE 802.11b, que possibilita desempenho máximo teórico de 11 Mbps para a comunicação sem fio.
</p>

<p>
	Os três principais itens do kit (o kit inclui também, além dos três equipamentos já mencionados, cabos, fonte de alimentação e manuais) podem ser adquiridos separadamente, mas a idéia do fabricante de distribui-los juntos em um único pacote traz duas vantagens para o usuário final: preço e simplicidade. Você já tem tudo o que precisa para compartilhar sua conexão banda larga, em casa ou no escritório, a um preço menor do que se estivesse comprando as placas e o roteador separadamente.
</p>

<p>
	 
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Soyo Aerielink Wireless Kit SWKR 1401U1" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/swkr1401.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 1:</strong> Componentes do kit Aerielink SWKR 1401U1 da Soyo.
</p>

<p>
	<img alt="Soyo Aerielink Wireless Kit SWKR 1401U1" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/swkr1401-traseira.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 2:</strong> Vista traseira do roteador com seu switch integrado.
</p>

<p>
	<img alt="Soyo Aerielink Wireless Kit SWKR 1401U1" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/swkr1401-usb.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 3: </strong>Placa wireless USB, elemento para conectar um micro ao equipamento principal, sem a necessidade de passar cabos pela casa ou escritório.
</p>

<p>
	<img alt="Soyo Aerielink Wireless Kit SWKR 1401U1" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/swkr1401-pcmcia.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 4:</strong> Placa wireless PCMCIA.
</p>

<p>
	A placa PCMCIA do kit é inserida no slot PCMCIA do roteador principal e serve para tornar a comunicação wireless possível, agindo também como antena. Esta placa nada mais é do que uma placa PCMCIA Wireless 128 bits padrão. A necessidade de inserir um cartão PCMCIA wireless para habilitar a comunicação 802.11 no roteador torna-o facilmente expansível para outros padrões no futuro, como o 802.11a ou 802.11g.
</p>

<p>
	 
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Soyo Aerielink Wireless Kit SWKR 1401U1" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/swkr1401-encaixando.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 4:</strong> Placa PCMCIA sendo instalada no roteador.
</p>

<p>
	O custo do pacote é de aproximadamente US$ 53,00, nos EUA, um preço extremamente atraente.
</p>

<p>
	Antes de irmos aos nossos testes, vamos dar uma olhada nas principais características deste kit.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Principais Especificações"]
</p>

<ul>
	<li>
		Switch 10/100 Mbps 4 portas
	</li>
	<li>
		Wireless Access-Point 802.11b (11 Mbps)
	</li>
	<li>
		Criptografia WEP 64/128 bits
	</li>
	<li>
		Interface de gerência via web ou telnet
	</li>
	<li>
		Firewall
	</li>
	<li>
		Network Address Translation (NAT)
	</li>
	<li>
		VPN pass through
	</li>
	<li>
		Suporte a PPPoE e PPTP
	</li>
	<li>
		Servidor DHCP
	</li>
	<li>
		Conexão a um modem externo para redundância
	</li>
	<li>
		Filtragem por MAC Address
	</li>
	<li>
		Bom desempenho
	</li>
	<li>
		Mais informações: <a href="http://www.soyola.com" target="_blank" rel="external nofollow">http://www.soyola.com</a>
	</li>
	<li>
		Preço médio nos EUA*: US$ 53,00
	</li>
</ul>

<p>
	<small>* Pesquisado no site Pricewatch no dia da publicação deste teste. Este preço é apenas uma referência para comparação com outras placas. O preço no Brasil será sempre maior, pois devemos adicionar o câmbio, o frete e os impostos, além da margem de lucro do distribuidor e do lojista.</small>
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Como Testamos"]
</p>

<p>
	Nos testes de equipamentos de rede avaliamos sete critérios básicos: documentação, público-alvo, recursos disponíveis, desempenho, operação, estabilidade e segurança. Para cada um desses critérios será atribuída uma nota, de um a três, significando respectivamente insatisfatório, satisfatório e mais do que satisfatório.
</p>

<p>
	As notas de cada critério serão somadas e divididas por sete. Essa média representa a avaliação final geral do equipamento, mas não recomendamos que ela seja usada como único critério na hora de comparar dois ou mais equipamentos similares. Por exemplo, um equipamento pode oferecer melhor estabilidade e outro melhor documentação, mesmo assim ambos podem apresentar avaliação final geral rigorosamente iguais. Para decidir qual dos dois atende melhor a você ou ao seu cliente é preciso identificar qual critério é mais importante dentro da sua realidade.
</p>

<p>
	O critério “documentação” refere-se à facilidade ou dificuldade de encontrar informações técnicas, guias de instalação e manuais de gerenciamento do equipamento, além de endereçar a facilidade ou dificuldade de colocar o equipamento testado em operação em um ambiente real. Todo equipamento testado deve dispor de pelo menos um guia de instalação simples de entender e fácil de ler, impresso ou em meio eletrônico (disquete ou cd-rom) acompanhando a caixa do produto. Dentro desse critério também serão avaliados os manuais técnicos fornecidos pelo fabricante, estejam eles em meio eletrônico (disquete, cd-rom ou Internet) ou impressos, acompanhando a caixa do equipamento ou não.
</p>

<p>
	O critério “público-alvo” avalia se o equipamento é adequado ou não para o mercado ao qual se destina. Dentro desse critério é avaliado o preço final para o consumidor, a estratégia de marketing adotada pela fabricante e a compatibilidade da apresentação do equipamento com o público-alvo dele (por exemplo, equipamentos para usuários domésticos devem ter interface de gerenciamento simplificada).
</p>

<p>
	O critério “recursos” descreve os principais recursos disponíveis no equipamento e qual a função de cada um eles. A nota desse critério baseia-se na avaliação do critério “público-alvo”, já que a quantidade e os recursos disponíveis podem ser suficientes ou insuficientes de acordo com o usuário ao qual se destina o equipamento.
</p>

<p>
	O critério “desempenho” avalia a velocidade com que os dados passam pelo equipamento, determinando se a taxa real de transferência de dados suportada pelo equipamento é compatível com o que o fabricante afirma na documentação técnica. Características que, direta ou indiretamente, possam interferir no desempenho da rede quando o equipamento está em uso, como, por exemplo, baixo desempenho de um filtro de pacotes embutido também são avaliados dentro desse critério.
</p>

<p>
	O critério “operação” avalia a facilidade ou dificuldade de gerenciar o equipamento quando ele estiver funcionando e em produção.
</p>

<p>
	O critério “estabilidade” avalia a disponibilidade do equipamento quando submetido a testes de carga ou estresse de rede. Além disso, neste critério também são avaliadas as funcionalidades de redundância de conexão ou alta-disponibilidade e balanceamento de carga, nos equipamentos que têm essas funcionalidades.
</p>

<p>
	O critério “segurança” avalia características gerais de segurança adequadas para uso ao qual o equipamento se destina, de acordo com o público-alvo. Detalhes técnicos dos recursos de segurança disponíveis são testados e avaliados dentro deste critério.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Documentação"]
</p>

<p>
	A caixa do produto acompanha documentação impressa e em formato eletrônico descrevendo o kit em detalhes, incluindo os profundamente técnicos. O principal documento que acompanha o kit é um guia de instalação rápida do produto, fácil de entender e com fotos ilustrando a instalação passo-a-passo do roteador e da placa wireless com drivers necessários, de forma que qualquer pessoa com pelo menos dois neurônios consiga instalar.
</p>

<p>
	A interface web de configuração do roteador é bastante simples e, para os usuários que não querem ter acesso a recursos avançados, existe um assistente de configuração rápida que coloca o kit funcionando em apenas 5 minutos. Para acessar a interface de configuração web basta apontar o seu navegador para o endereço IP configurado de fábrica para o equipamento (192.168.1.1) e seguir as instruções do guia de instalação (de apenas 2 páginas). O usuário não precisa estar familiarizado com configurações básicas para conseguir colocar o produto em funcionamento. No CD-ROM que acompanha o kit estão os manuais em PDF dos produtos, e todos eles são bastante completos. A documentação do produto é mais do que suficiente (nota 3).
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Público-Alvo"]
</p>

<p>
	O produto destina-se a usuários de pequenos escritórios (SOHO). O preço do produto nos Estados Unidos é mais do que compatível com esse público-alvo e muito mais convidativo do que a maioria dos concorrentes de qualidade, especialmente levando-se em conta a riqueza de recursos disponíveis, como veremos adiante.
</p>

<p>
	O marketing, a documentação e o suporte técnico, além da apresentação do kit estão totalmente de acordo com o público ao qual ele se destina. O produto é mais do que suficiente (nota 3) para seu “público-alvo”.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Recursos"]
</p>

<p>
	O kit vem com todos os recursos que seu público alvo pode precisar. Os mais interessantes – especialmente para funcionários de grandes empresas que trabalham de casa – são os de integração nativa com DNS dinâmico e VPN pass through.
</p>

<p>
	A integração de DNS dinâmico com o DynDNS.org permite que remotamente o usuário tenha sempre acesso ao roteador e à rede por trás dele, bastando para isso saber o nome DNS que identifica o roteador. Independentemente de quantas vezes o endereço IP externo do roteador for trocado, o nome permanece sempre o mesmo. Toda vez que o provedor de acesso fizer a troca do endereço IP o roteador avisará automaticamente ao serviço DynDNS.org, que cuidará do resto para que o usuário não tenha que preocupar-se em identificar qual é o endereço IP de seu equipamento.
</p>

<p>
	Já o recurso de VPN pass through é extremamente útil para quem precisa acessar uma VPN a partir de casa, problema comum entre funcionários de grandes empresas que trabalham em esquema de “home office”. Normalmente os acessos realizados pelos clientes de VPN são sensíveis a tradução de endereços (NAT), que é o caso de quem compartilha conexões banda larga. Isso ocorre porque alguns protocolos empregados em VPN reescrevem o cabeçalho dos pacotes IP e armazenam o cabeçalho original no campo de dados dos pacotes IP (técnica conhecida como encapsulamento). O NAT, por sua vez, também funciona fazendo alterações no cabeçalho dos pacotes, mas sem o encapsulamento. Com isso a informação contida no cabeçalho original não tem como ser conhecida pelo destinatário, impedindo o funcionamento adequado de VPNs baseadas no IPSec, por exemplo.
</p>

<p>
	Com o recurso de VPN pass through o roteador reconhece que o usuário está estabelecendo uma comunicação VPN e sabe fazer os ajustes adequados para que as mudanças nos cabeçalhos dos pacotes não impeçam a comunicação.
</p>

<p>
	O roteador do kit dispõe de um switch de quatro portas 10/100 Mbps full-duplex, um slot PCMCIA (para inserção da placa wireless PCMCIA que acompanha o kit e que servirá como “antena”) e uma porta Ethernet para a conexão de banda larga, por meio de um cabo cross-over, como você conferiu na Figura 2.
</p>

<p>
	No que diz respeito às funcionalidades de software, o kit não deixa nada a desejar. Traz firewall, NAT estático (tradução de endereço de uma máquina interna utilizando um segundo IP real, caso seja disponibilizado pela companhia fornecedora do acesso de banda larga) e cliente e servidor de DHCP para as máquinas da rede interna.
</p>

<p>
	Entre os recursos wireless devemos destacar a criptografia de conexões wireless por meio de WEP 64 bits ou 128 bits e a disponibilidade do equipamento para atuar como repetidor wireless em vez de ponto de acesso, aumentando o alcance de uma rede wireless já existente no escritório e permitindo que usuários de uma rede wireless já instalada e em operação consigam compartilhar o acesso de banda larga sem fazer alterações em suas estações de trabalho.
</p>

<p>
	O kit traz mais recursos adequados para o seu público-alvo. Os recursos disponíveis são obviamente suficientes (nota 2).
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Desempenho"]
</p>

<p>
	O desempenho de uma rede Ethernet quase nunca atinge a taxa máxima (100 Mbps para fast Ethernet ou 11 Mbps para wireless 802.11b). Há inúmeras razões para que isso aconteça: interferência eletromagnética, placas mal configuradas, excesso de tráfego inútil na rede e até mesmo o projeto do equipamento (problemas de hardware ou software), entre outras razões. Além disto, temos de nos lembrar que a taxa de transferência máxima teórica inclui a transmissão de dados de controle (tais como cabeçalhos), ou seja, a banda disponível é tanto usada para transmitir dados quanto informações de controle.
</p>

<p>
	O primeiro teste de desempenho consiste em determinar se os equipamentos testados introduzem gargalos ou lentidão na rede. O teste é realizado com três máquinas, dois PC desktop conectados ao roteador por meio de cabo Ethernet CAT-5, fabricado pela Cisco e um laptop conectado ao roteador por meio da placa wireless USB.
</p>

<p>
	Antes de conectar as três máquinas aos equipamentos em teste, medimos o desempenho entre elas. Duas a duas as máquinas são conectadas com um cabo cross-over e é realizada a transferência de três arquivos via FTP, um com 10 MB, outro com 50 MB e o terceiro com 100 MB. A taxa média de transferência desses arquivos foi anotada e serve como base para nossa medição (parâmetro de escala sem interferência externa). O próximo passo é refazer a transferência dos arquivos, só que dessa vez utilizando o equipamento testado como ponto de interconexão entre as máquinas que estão transferindo os arquivos.
</p>

<p>
	A taxa de transferência média destes arquivos foi de 11,71 MB/s entre duas máquinas plugadas ao switch integrado ao roteador (via cabo Ethernet) e de 445 KB/s quando uma das máquinas envolvidas na comunicação estava conectada por meio da rede wireless. Cabe lembrar que a taxa de transferência nominal (100 Mbps – 12,5 MB/s – para a rede cabeada e 11 Mbps – 1,37 MB/s – para a rede wireless) nunca é atingida em um ambiente real, pelos motivos já expostos.
</p>

<p>
	Nesse teste medimos o desempenho da rede wireless apenas com criptografia de 128 bits, já que é inaceitável o funcionamento de uma rede wireless particular sem o emprego deste recurso.
</p>

<p>
	Os resultados encontrados nos testes de desempenho foram surpreendentes. O desempenho do switch integrado ao roteador é inacreditável. Conforme você pode conferir no gráfico abaixo, o desempenho do switch é 33,83% superior ao switch integrado ao roteador Netpassage 16 do kit concorrente da Compex (SKW811), <a href="https://www.clubedohardware.com.br/analises/redes/compex-wireless-internet-gateway-kit-skw811-r34358/" target="_blank" rel="">que nós já testamos</a>.
</p>

<p>
	 
</p>

<p style="text-align: center;">
	<strong>Desempenho do switch (em MB/s)</strong><br>
	<img alt="Soyo Aerielink Wireless Kit SWKR 1401U1" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/swkr1401-wire.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png">
</p>

<p>
	Entretanto o desempenho da rede wireless deixou a desejar. Nos nossos testes o desempenho da rede wireless do equipamento da Soyo foi 28,46% inferior ao desempenho do equipamento da Compex, conforme você pode conferir no gráfico abaixo. É ruim, mas ainda aceitável e dentro das expectativas.
</p>

<p>
	 
</p>

<p style="text-align: center;">
	<strong>Desempenho wireless (em MB/s)</strong><br>
	<img alt="Soyo Aerielink Wireless Kit SWKR 1401U1" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/swkr1401-wireless.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png">
</p>

<p>
	O desempenho do kit da Soyo é suficiente (nota 2).
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Operação"]
</p>

<p>
	Depois de configurados, os dispositivos testados praticamente não precisaram de gerenciamento. A interface de configuração web é simples, e bastante intuitiva. É uma interface fácil de usar.
</p>

<p>
	A interface de configuração em modo texto (via Telnet) é baseada nas interfaces de equipamentos Cisco e adequada para os usuários avançados que desejam administrar seu equipamento remotamente a partir de qualquer lugar. Além disso, para os usuários avançados o equipamento possui uma configuração simples que permite redirecionar logs detalhados para um servidor de syslog.
</p>

<p>
	Em nossos testes configuramos o equipamento para funcionar com conexão à Internet bandalarga da Telemar: Velox (ADSL, 256 Kbps). A configuração foi bastante simples e bastou conectar o cabo de rede que sai do modem ADSL do velox no equipamento. Depois foi só configurar o usuário e senha de acesso com ajuda do assistente de configuração. Apesar de dessa vez só termos testado com o Velox não há nada que impeça o funcionamento desse equipamento com outras conexões banda larga, ADSL ou não.
</p>

<p>
	Nos três tipos de conexão testadas as máquinas da rede interna (2 PCs por cabo e 1 laptop em wireless) estavam configuradas para obter endereços IP e DNS por DHCP.
</p>

<p>
	A operação do equipamento é simples e mais do que satisfatória (nota 3).
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Estabilidade"]
</p>

<p>
	Os equipamentos testados passaram por rigorosa avaliação de disponibilidade que objetivou não só determinar a manutenção da conexão Internet em caso de quedas de link ou problemas com o provedor ou a rede mas também determinar se o próprio equipamento estava preparado para funcionar por vários dias seguidos, sem ser desligado, sob diferentes condições climáticas, desde o frio de um ambiente com ar condicionado até o calor de um escritório sem ar condicionado ou ventilador no verão carioca.
</p>

<p>
	Em nenhum momento em que o equipamento esteve em testes foi necessário reiniciá-lo por causa de travamentos ou mesmo superaquecimento. Durante três meses sem desligar os equipamentos submetemos o kit às diferenças de temperatura causadas por longos períodos de funcionamento em ambiente com ar condicionado seguido de períodos menores de funcionamento em ambiente sem ar condicionado, normalmente encontradas em um pequeno escritório.
</p>

<p>
	Infelizmente o equipamento não traz recursos que garantam disponibilidade em caso de queda da conexão com a Internet. A ausência de uma porta RS-232 fará falta a usuários que trabalham em casa, mas é um problema contornável.
</p>

<p>
	A estabilidade e disponibilidade do equipamento são suficientes (nota 2).
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Segurança"]
</p>

<p>
	Qualquer equipamento wireless deve possuir, no mínimo, recursos que permitam criptografar o tráfego transmitido entre as estações wireless e o access-point. Esse recurso é fundamental porque conexões wireless não limitam a propagação dos dados às dimensões físicas da sala onde o acess-point está instalado. É possível detectar uma rede wireless a partir da rua e com pouco investimento de tempo e dinheiro começar a capturar os dados que estão sendo transmitidos. Em casos mais graves pode ser possível até mesmo estabelecer uma conexão com a rede wireless exatamente como um usuário autorizado faria.
</p>

<p>
	O principal recurso de criptografia presente em equipamentos wireless chama-se WEP, sigla para “Wired Equivalent Privacy” (privacidade equivalente a rede cabeada).
</p>

<p>
	Como a própria sigla diz, o WEP não nasceu para garantir confidencialidade das informações trafegadas (garantir que apenas as duas máquinas envolvidas numa comunicação conheçam o conteúdo das mensagens trocadas). O WEP foi criado com o objetivo de impedir que usuários externos tenham facilidade para conectar-se a uma rede sem fio, pelo menos fornecer um nível de dificuldade equivalente ao que um usuário não autorizado teria para conectar-se na rede cabeada padrão. Mas exatamente como numa rede cabeada padrão, embora seja complicado para quem não faz parte da rede capturar os dados que trafegam, isso é extremamente fácil para quem está conectado na rede, possibilitando ataques internos.
</p>

<p>
	Pudemos perceber que a Soyo está comprometida com a segurança. O equipamento testado, além do suporte ao protocolo WEP (128 bits e 64 bits, à escolha do usuário), também traz um bom firewall e recursos de controle de acesso baseados no endereço MAC das placas de redes das estações-cliente.
</p>

<p>
	Na avaliação de segurança do equipamento sentimos falta de mecanismos de autenticação das estações (padrão IEEE 802.1x). Recursos de autenticação como esse podem dar ao administrador da rede a certeza de que uma estação realmente pertence a um determinado usuário e com base nessa certeza garantir ou negar acessos. Entretanto, como esse recurso normalmente só é utilizado em grandes empresas e o público-alvo do kit testado é SOHO (Small Office Home Office), desconsideramos a falta dessa funcionalidade.
</p>

<p>
	Embora tenhamos desconsiderado a falta de recursos de autenticação de estações, não pudemos desconsiderar a ausência de SSL na comunicação HTTP utilizada para configuração e gerência do roteador. Sem SSL nessa comunicação é possível que usuários da rede conectada ao roteador capturem a senha de gerência por meio da qual é possível alterar as configurações do equipamento.
</p>

<p>
	Os recursos de segurança oferecidos pelo equipamento e a segurança do equipamento em si são suficientes (nota 2) para as necessidades do público-alvo.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Avaliação Final e Conclusões"]
</p>

<p>
	O equipamento testado atingiu a nota 8,1 (a nota máxima é 10) no nosso quadro de testes (17 pontos em 21 possíveis). Durante os testes ficamos bastante impressionados com o desempenho do switch integrado ao equipamento e com a facilidade de gerência e operação. Além disso, o kit já vem pronto para compartilhar e gerenciar as conexões de acesso banda larga utilizadas no Brasil, especialmente conexões ADSL, e ainda dá a segurança necessária para usuários domésticos ou de pequenos escritórios, a um preço extremamente convidativo.
</p>

<p>
	Se você possui um pequeno escritório, está pensando em compartilhar o acesso de banda larga que você tem em casa ou planeja melhorar o ambiente do seu home office, o Soyo Aerielink Kit é uma excelente opção, com fenomenal relação de custo/benefício. O kit é simples de configurar e gerenciar, traz os recursos necessários e ainda aumenta consideravelmente a segurança de sua rede, especialmente para usuários de acesso banda larga. É impossível se arrepender da compra desse kit.
</p>

<p>
	 
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34361</guid><pubDate>Tue, 27 Jan 2004 06:40:00 +0000</pubDate></item><item><title>Compex Wireless Internet Gateway Kit SKW811</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/analises/redes/compex-wireless-internet-gateway-kit-skw811-r34358/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2026_04/CDH_CompexWirelessInternetGatewayKitSKW811.jpg.6ec1528da4dff0217c0f3783d8d6537c.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	O Compex Wireless Gateway Kit é um pacote que já traz, em uma única caixa, uma placa wireless PCMCIA (Figura 3), uma placa wireless USB (Figura 2) e um roteador DSL/Ethernet (Figura 1) com switch 10/100 Mbps integrado. O equipamento é baseado na padronização IEEE 802.11b, que possibilita desempenho máximo de 11 Mbps para a comunicação sem fio.
</p>

<p>
	Os três principais itens do kit (o kit inclui também, além dos três equipamentos já mencionados, cabos e fonte de alimentação) podem ser adquiridos separadamente, mas a idéia do fabricante de distribui-los juntos nesse pacote traz duas vantagens para o usuário final: preço e simplicidade. Você já tem tudo o que precisa para compartilhar sua conexão banda larga, em casa ou no escritório, a um preço menor do que se estivesse comprando as placas e o roteador separadamente.
</p>

<p>
	 
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Compex Wireless Internet Gateway Kit SKW811" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/skw811-deitado.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 1:</strong> Roteador Netpassage 16, principal peça do kit.
</p>

<p>
	<img alt="Compex Wireless Internet Gateway Kit SKW811" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/skw811-usb.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 2: </strong>Placa wireless USB, elemento para conectar um micro ao equipamento principal, sem a necessidade de passar cabos pela casa ou escritório
</p>

<p>
	<img alt="Compex Wireless Internet Gateway Kit SKW811" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/skw811-pcmcia.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 3:</strong> Placa wireless PCMCIA.
</p>

<p>
	A placa PCMCIA do kit é inserida no slot PCMCIA do roteador principal e serve para tornar a comunicação wireless possível no Netpassage 16, agindo também como antena. Esta placa nada mais é do que uma placa PCMCIA Wireless 128 bits padrão da Lucent Technologies. A necessidade de inserir um cartão PCMCIA wireless para habilitar a comunicação 802.11 no Netpassage 16 torna-o facilmente expansível para outros padrões no futuro, como o 802.11a ou 802.11g.
</p>

<p>
	 
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Compex Wireless Internet Gateway Kit SKW811" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/skw811-empe.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 4:</strong> Placa PCMCIA instalada no roteador.
</p>

<p>
	O custo do pacote é de aproximadamente US$ 120,00, nos EUA. Caso os equipamentos desse pacote fossem comprados separadamente o preço passaria dos US$ 150.00.
</p>

<p>
	Antes de irmos aos nossos testes, vamos dar uma olhada nas principais características deste kit.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Principais Especificações"]
</p>

<ul>
	<li>
		Switch 10/100 Mbps 4 portas
	</li>
	<li>
		Wireless Access-Point 802.11b (11 Mbps)
	</li>
	<li>
		Criptografia WEP 64/128 bits
	</li>
	<li>
		Interface de gerência via web ou telnet
	</li>
	<li>
		Firewall
	</li>
	<li>
		Network Address Translation (NAT)
	</li>
	<li>
		Controle de conteúdo (8e6 Filtering)
	</li>
	<li>
		Wireless VLAN
	</li>
	<li>
		Suporte a PPPoE
	</li>
	<li>
		Servidor DHCP
	</li>
	<li>
		Conexão a um modem externo para redundância
	</li>
	<li>
		Parallel Broadband
	</li>
	<li>
		Excelente desempenho
	</li>
	<li>
		Preço médio nos EUA: US$ 120,00
	</li>
	<li>
		Mais informações: <a href="http://www.cpx.com" target="_blank" rel="external nofollow">http://www.cpx.com</a>
	</li>
</ul>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Como Testamos"]
</p>

<p>
	Nos testes de equipamentos de rede avaliamos sete critérios básicos: documentação, público-alvo, recursos disponíveis, desempenho, operação, estabilidade e segurança. Para cada um desses critérios será atribuída uma nota, de um a três, significando respectivamente insatisfatório, satisfatório e mais do que satisfatório.
</p>

<p>
	As notas de cada critério serão somadas e divididas por sete. Essa média representa a avaliação final geral do equipamento, mas não recomendamos que ela seja usada como único critério na hora de comparar dois ou mais equipamentos similares. Por exemplo, um equipamento pode oferecer melhor estabilidade e outro melhor documentação, mesmo assim ambos podem apresentar avaliação final geral rigorosamente iguais. Para decidir qual dos dois atende melhor a você ou ao seu cliente é preciso identificar qual critério é mais importante dentro da sua realidade.
</p>

<p>
	O critério “documentação” refere-se à facilidade ou dificuldade de encontrar informações técnicas, guias de instalação e manuais de gerenciamento do equipamento, além de endereçar a facilidade ou dificuldade de colocar o equipamento testado em operação em um ambiente real. Todo equipamento testado deve dispor de pelo menos um guia de instalação simples de entender e fácil de ler, impresso ou em meio eletrônico (disquete ou cd-rom) acompanhando a caixa do produto. Dentro desse critério também serão avaliados os manuais técnicos fornecidos pelo fabricante, estejam eles em meio eletrônico (disquete, cd-rom ou Internet) ou impressos, acompanhando a caixa do equipamento ou não.
</p>

<p>
	O critério “público-alvo” avalia se o equipamento é adequado ou não para o mercado ao qual se destina. Dentro desse critério é avaliado o preço final para o consumidor, a estratégia de marketing adotada pela fabricante e a compatibilidade da apresentação do equipamento com o público-alvo dele (por exemplo, equipamentos para usuários domésticos devem ter interface de gerenciamento simplificada).
</p>

<p>
	O critério “recursos” descreve os principais recursos disponíveis no equipamento e qual a função de cada um eles. A nota desse critério baseia-se na avaliação do critério “público-alvo”, já que a quantidade e os recursos disponíveis podem ser suficientes ou insuficientes de acordo com o usuário ao qual se destina o equipamento.
</p>

<p>
	O critério “desempenho” avalia a velocidade com que os dados passam pelo equipamento, determinando se a taxa real de transferência de dados suportada pelo equipamento é compatível com o que o fabricante afirma na documentação técnica. Características que, direta ou indiretamente, possam interferir no desempenho da rede quando o equipamento está em uso, como, por exemplo, baixo desempenho de um filtro de pacotes embutido também são avaliados dentro desse critério.
</p>

<p>
	O critério “operação” avalia a facilidade ou dificuldade de gerenciar o equipamento quando ele estiver funcionando e em produção.
</p>

<p>
	O critério “estabilidade” avalia a disponibilidade do equipamento quando submetido a testes de carga ou estresse de rede. Além disso, neste critério também são avaliadas as funcionalidades de redundância de conexão ou alta-disponibilidade e balanceamento de carga, nos equipamentos que têm essas funcionalidades.
</p>

<p>
	O critério “segurança” avalia características gerais de segurança adequadas para uso ao qual o equipamento se destina, de acordo com o público-alvo. Detalhes técnicos dos recursos de segurança disponíveis são testados e avaliados dentro deste critério.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Documentação"]
</p>

<p>
	A caixa do produto acompanha documentação impressa e em formato eletrônico descrevendo o kit em detalhes, incluindo os profundamente técnicos. O principal documento que acompanha o kit chama-se “Wireless Internet Gateway Kit – Quick Install Guide”, e é um guia de instalação rápida do produto, fácil de entender e com fotos ilustrando a instalação passo-a-passo do roteador e da placa wireless com drivers necessários, de forma que qualquer pessoa com pelo menos dois neurônios consiga instalar.
</p>

<p>
	Entretanto a coisa complica um pouco na hora de configurar o equipamento utilizando a interface web de gerência disponível. Para acessar essa interface basta apontar o seu navegador para o endereço IP configurado de fábrica para o equipamento (192.168.168.1) e seguir as instruções do guia de instalação. Embora esse pareça um procedimento simples e bem documentado, usuários pouco familiarizados com termos técnicos podem enfrentar dificuldades para configurá-lo tão rápido quanto gostariam, embora a tarefa não seja impossível. Apesar deste detalhe, a riqueza da documentação e a facilidade para acessar o suporte técnico da Compex via Internet nos levaram a determinar o critério “documentação” como mais do que suficiente (nota 3).
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Público-Alvo"]
</p>

<p>
	O produto destina-se a usuários domésticos e usuários de pequenos escritórios. O preço do produto nos Estados Unidos é compatível com esse público-alvo e bastante convidativo, especialmente levando-se em conta a riqueza de recursos disponíveis, como veremos adiante.
</p>

<p>
	O marketing, a documentação e o suporte técnico, além da apresentação do kit estão totalmente de acordo com o público ao qual ele se destina. O produto é mais do que suficiente (nota 3) para seu “público-alvo”.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Recursos"]
</p>

<p>
	Teríamos de escrever três ou quatro artigos para falarmos em detalhes de todos os recursos disponíveis neste kit. O mais interessante e inédito para nós até então é um conceito da Compex chamado Wireless VLAN (WVLAN). Para quem já trabalha com redes basta saber que é a possibilidade de criar VLANs em uma rede wireless, em vez de em uma rede cabeada com switch. Para quem nunca ouviu falar, VLAN é um recurso que permite separar o tráfego que está sendo gerado pelas estações de trabalho em diferentes segmentos lógicos, mas fisicamente todos estão ligados no mesmo dispositivo. Isso impede que dados de um segmento sejam propagados para outro, aumentando o desempenho e a segurança.
</p>

<p>
	O gateway do kit (chamado NetPassage 16) dispõe de um switch de quatro portas 10/100 Mbps full-duplex, uma porta RS-232, um slot PCMCIA (para inserção da placa wireless PCMCIA que acompanha o kit e que servirá como “antena”) e uma porta ethernet para a conexão de banda larga, por meio de um cabo cross-over, como você confere na Figura 5.
</p>

<p>
	 
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Compex Wireless Internet Gateway Kit SKW811" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/skw811-tras.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 5:</strong> Vista traseira do roteador.
</p>

<p>
	A função da porta RS-232 é conectar um modem externo ao roteador. Em caso de indisponibilidade da conexão de banda larga o equipamento automaticamente conecta-se em um provedor de escolha do usuário e mantém toda a rede funcionando, conectada à Internet, mesmo que de forma mais lenta. Como veremos no critério “estabilidade”, o equipamento também traz recursos que possibilitam o compartilhamento do acesso das estações entre duas ou mais conexões de banda larga.
</p>

<p>
	No que diz respeito à funcionalidades de software o kit não deixa nada a desejar. Traz firewall, controle de acesso baseado em horário do dia, NAT estático (tradução de endereço de uma máquina interna utilizando um segundo IP real, caso seja disponibilizado pela companhia fornecedora do acesso de banda larga), servidor de DHCP para as máquinas da rede interna e até mesmo controle de conteúdo baseado em bloqueio de URLs (bloqueio de sites proibidos, de acordo com política estabelecida pelo usuário).
</p>

<p>
	Entre os recursos wireless devemos destacar a criptografia de conexões wireless por meio de WEP 64 bits ou 128 bits e a disponibilidade do equipamento para atuar como repetidor wireless em vez de ponto de acesso, aumentando o alcance de uma rede wireless já existente no escritório e permitindo que usuários de uma rede wireless já instalada e em operação consigam compartilhar o acesso de banda larga sem fazer alterações em suas estações de trabalho.
</p>

<p>
	O kit traz mais recursos do que o público-alvo precisaria. Alguns dos recursos são característicos de equipamentos destinados a grandes empresas. Os recursos disponíveis são obviamente mais do que suficientes (nota 3).
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Desempenho"]
</p>

<p>
	O desempenho de uma rede Ethernet quase nunca atinge a taxa máxima (100 Mbps para fast ethernet ou 11 Mbps para wireless 802.11b). Há inúmeras razões para que isso aconteça: inteferência eletromagnética, placas mal configuradas, excesso de tráfego inútil na rede e até mesmo o projeto do equipamento (problemas de hardware ou software), entre outras razões.
</p>

<p>
	O primeiro teste de desempenho consiste em determinar se os equipamentos testados introduzem gargalos ou lentidão na rede. O teste é realizado com três máquinas, dois PC desktop conectados ao NetPassage 16 por meio de cabo Ethernet CAT-5, fabricado pela Cisco e um laptop conectado ao NetPassage 16 por meio da placa wireless USB.
</p>

<p>
	Antes de conectar as três máquinas aos equipamentos em teste, medimos o desempenho entre elas. Duas a duas as máquinas são conectadas com um cabo cross-over e é realizada a transferência de três arquivos via FTP, um com 10 MB, outro com 50 MB e o terceiro com 100 MB. A taxa média de transferência desses arquivos foi anotada e serve como base para nossa medição (parâmetro de escala sem interferência externa). O próximo passo é refazer a transferência dos arquivos, só que dessa vez utilizando o equipamento testado como ponto de interconexão entre as máquinas que estão transferindo os arquivos.
</p>

<p>
	A taxa de transferência média desses arquivos foi de 8,75 MB/s entre duas máquinas plugadas ao switch Netpassage 16 (via cabo Ethernet) e de 622 KB/s quando uma das máquinas envolvidas na comunicação estava conectada por meio da rede wireless. Cabe lembrar que a taxa de transferência nominal (100 Mbps para a rede cabeada e 11 Mbps para a rede wireless) nunca é atingida em um ambiente real.
</p>

<p>
	O equipamento não introduziu gargalo nem lentidão na rede. Para a conexão wireless foram realizados testes de desempenho com e sem o emprego de criptografia (128 bits e 64 bits) e, mesmo nos testes realizados com o emprego de criptografia nas conexões o equipamento não apresentou degradação de desempenho, o que teria sido considerado aceitável dado o processamento matemático requerido para a criptografia dos pacotes de rede. No que diz respeito ao desempenho o equipamento foi considerado mais do que suficiente (nota 3).
</p>

<p>
	Os resultados encontrados nos testes de desempenho foram surpreendentes já que é comum que equipamentos como os que foram testados introduzam gargalo na rede, especialmente equipamentos wireless devido à criptografia dos dados.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Operação"]
</p>

<p>
	Depois de configurados, os dispositivos testados praticamente não precisaram de gerenciamento. A interface de configuração web é simples, embora pouco intuitiva. Mas, se levarmos em conta a quantidade de recursos oferecidos pelo equipamento, podemos afirmar que é uma interface fácil de usar.
</p>

<p>
	Pode parecer loucura, mas por incrível que pareça a interface de gerenciamento e configuração em modo texto (acessada via Telnet) é mais intuitiva do que a interface web, especialmente para usuários que já têm experiência com interfaces de gerenciamento texto de outros roteadores ou switches.
</p>

<p>
	Durante o período em que os equipamentos estiveram em teste sentimos falta de logs detalhados sobre os acessos e sobre o funcionamento dos equipamentos. Os logs de acesso, não muito detalhados, são visíveis apenas se as funcionalidades de firewall estiverem habilitadas. Por meio desses logs não é possível determinar facilmente quais acessos foram feitos por quais usuários e quanto tempo eles perderam em diferentes websites, por exemplo. Pequenos escritórios usam essas informações para controlar o acesso à Internet, especialmente no Brasil onde o custo por Kbps ainda é alto.
</p>

<p>
	Outro momento no qual sentimos falta de logs foi quando, durante os testes, as conexões com máquinas na Internet estavam estabelecidas, mas ficavam sem tráfego de dados por muito tempo, eram perdidas depois de um certo período. Conexões de Telnet e SSH entre uma máquina na nossa rede interna de testes e outra máquina na Internet não permaneciam de pé por muito tempo se não houvesse fluxo de dados entre essas duas máquinas.
</p>

<p>
	Só detectamos que o problema era com o manutenção da tabela de tradução de endereços (NAT) depois de contactar o suporte técnico da Compex, que enviou um patch para o problema. Caso o suporte técnico da Compex não conhecesse o problema e se tratasse de um novo bug de software, poderia levar semanas para ter o problema resolvido sem os logs do sistema para ajudar.
</p>

<p>
	Em nossos testes configuramos o equipamento para funcionar com três tipos de conexão à Internet: dedicada (2 Mbps), Velox (ADSL, 256 Kbps) e Vírtua (Cable modem, 512 Kbps). A mais simples de configurar das três foi a conexão do Vírtua. Conectamos o cabo de rede que sai do cable modem do Vírtua diretamente na entrada WAN do router e, por meio da interface de configuração web do roteador NetPassage 16 testado, definimos o endereçamento de IP e DNS da interface WAN como DHCP. Depois disso bastou ligar o cable modem do Vírtua que tudo já estava funcionando, automaticamente.
</p>

<p>
	No caso do Velox (ADSL), além de conectar o cabo de rede que sai do modem ADSL na interface WAN do roteador NetPassage 16, foi necessário configurar o tipo de conexão da interface WAN como PPPoE (PPP over Ethernet), padrão empregado pela Telemar no Velox. Os parâmetros de configuração do PPPoE na interface de gerência web do equipamento testado são os mesmos utilizados no discador do Velox quando o micro está conectado diretamente ao Velox, sem roteadores no meio do caminho.
</p>

<p>
	O último teste de conectividade foi realizado por meio de uma conexão dedicada com IP fixo, da Embratel. Conectamos o cabo Ethernet que saía do roteador da Embratel (Cisco 2600) diretamente na interface WAN do NetPassage 16. Por meio da interface web de configuração preenchemos os endereços IP do NetPassage 16, default gateway e servidores de DNS. Ao término da configuração bastou um boot no equipamento testado para que tudo funcionasse.
</p>

<p>
	Nos três tipos de conexão testadas as máquinas da rede interna (2 PCs por cabo e 1 laptop em wireless) estavam configuradas para obter endereços IP e DNS por DHCP.
</p>

<p>
	A operação do equipamento é simples e mais do que satisfatória (nota 3).
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Estabilidade"]
</p>

<p>
	Os equipamentos testados passaram por rigorosa avaliação de disponibilidade que objetivou não só determinar a manutenção da conexão Internet em caso de quedas de link ou problemas com o provedor ou a rede mas também determinar se o próprio equipamento estava preparado para funcionar por vários dias seguidos, sem ser desligado, sob diferentes condições climáticas, desde o frio de um ambiente com ar condicionado até o calor de um escritório sem ar condicionado ou ventilador no verão carioca.
</p>

<p>
	O primeiro recurso de disponibilidade testado foi o que faz com que o equipamento conecte-se a um provedor de acesso à Internet em caso de indisponibilidade do link principal. Esses testes foram realizados com a ajuda de um modem USRobotics Courrier 56K V.Everything externo. Nos nossos testes forçamos a queda do link Internet desligando o cable modem de nossa conexão Vírtua e, poucos segundos depois, foi estabelecida uma conexão Internet com nosso provedor, por meio do modem externo, e tudo voltou a funcionar normalmente sem que nenhuma alteração na configuração das máquinas “clientes” tivesse de ser feita.
</p>

<p>
	Um outro recurso de disponibilidade interessante chama-se Parallel Broadband que infelizmente não pôde ser testado devido à necessidade de termos mais de um roteador Netpassage 16. Esse recurso permite que mais de uma conexão de banda larga seja compartilhada pelos usuários da rede interna da empresa, de forma transparente para os usuários, tornando a conexão da empresa com a Internet redundante (à prova de falhas) e balanceada entre mais de um link, trazendo ganhos de desempenho.
</p>

<p>
	Em nenhum momento em que o equipamento esteve em testes foi necessário reiniciá-lo por causa de travamentos ou mesmo superaquecimento. Durante três meses sem desligar os equipamentos submetemos o kit às diferenças de temperatura causadas por longos períodos de funcionamento em ambiente com ar condicionado seguido de períodos menores de funcionamento em ambiente sem ar condicionado, normalmente encontradas em um pequeno escritório.
</p>

<p>
	A estabilidade e disponibilidade do equipamento são mais do que suficiente (nota 3).
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Segurança"]
</p>

<p>
	Qualquer equipamento wireless deve possuir, no mínimo, recursos que permitam criptografar o tráfego transmitido entre as estações wireless e o access-point. Esse recurso é fundamental porque conexões wireless não limitam a propagação dos dados às dimensões físicas da sala onde o acess-point está instalado. É possível detectar uma rede wireless a partir da rua e com pouco investimento de tempo e dinheiro começar a capturar os dados que estão sendo transmitidos. Em casos mais graves pode ser possível até mesmo estabelecer uma conexão com a rede wireless exatamente como um usuário autorizado faria.
</p>

<p>
	O principal recurso de criptografia presente em equipamentos wireless chama-se WEP, sigla para “Wired Equivalent Privacy” (privacidade equivalente a rede cabeada).
</p>

<p>
	Como a própria sigla diz, o WEP não nasceu para garantir confidencialidade das informações trafegadas (garantir que apenas as duas máquinas envolvidas numa comunicação conheçam o conteúdo das mensagens trocadas). O WEP foi criado com o objetivo de impedir que usuários externos tenham facilidade para conectar-se a uma rede sem fio, pelo menos fornecer um nível de dificuldade equivalente ao que um usuário não autorizado teria para conectar-se na rede cabeada padrão. Mas exatamente como numa rede cabeada padrão, embora seja complicado para quem não faz parte da rede capturar os dados que trafegam, isso é extremamente fácil para quem está conectado na rede, possibilitando ataques internos.
</p>

<p>
	Desde nosso primeiro contato com a Compex antes de recebermos os equipamentos para testes já havíamos observado que a fabricante preocupa-se com a segurança. Tanto isso é verdade que além de disponibilizar WEP nos equipamentos que testamos (128 bits e 64 bits, à escolha do usuário) a Compex também implementou no Netpassage 16 um recurso exclusivo: wireless VLANS (WVLANS). Esse recurso reduz a possibilidade de ataques internos impedindo que qualquer usuário autorizado a conectar-se na rede wireless consiga capturar todo o tráfego da rede.
</p>

<p>
	Com o recurso de wireless VLAN é possível separar o tráfego entre as estações da diretoria da empresa do tráfego das estações de trabalho normais, por exemplo. Além disso a existência de múltiplas VLANS wireless dificulta o emprego de técnicas de quebra do padrão WEP por um usuário externo não autorizado, tornando a rede toda mais segura do que seria caso estivesse utilizando apenas o padrão WEP convencional.
</p>

<p>
	Ao mesmo tempo em que disponibiliza recursos avançados de segurança os equipamentos são 100% compatíveis com outras placas wireless encontradas no mercado. Em nossos testes utilizamos o recurso de WVLAN para comunicação que, além de máquinas com os equipamentos da Compex, envolveu também máquinas com equipamentos de outros fabricantes (Lucent Technologies e Soyo).
</p>

<p>
	Na avaliação de segurança do equipamento sentimos falta de mecanismos de autenticação das estações (padrão IEEE 802.1x). Recursos de autenticação como esse podem dar ao administrador da rede a certeza de que uma estação realmente pertence a um determinado usuário e com base nessa certeza garantir ou negar acessos. Entretanto, como esse recurso normalmente só é utilizado em grandes empresas e o público-alvo do kit testado é SOHO (Small Office Home Office), desconsideramos a falta dessa funcionalidade.
</p>

<p>
	Embora tenhamos desconsiderado a falta de recursos de autenticação de estações, não pudemos desconsiderar a ausência de SSL na comunicação HTTP utilizada para configuração e gerência do roteador Netpassage 16. Sem SSL nessa comunicação é possível que usuários da rede conectada ao Netpassage 16 capturem a senha de gerência por meio da qual é possível alterar as configurações do equipamento.
</p>

<p>
	Os recursos de segurança oferecidos pelo equipamento e a segurança do equipamento em si são suficientes (nota 2) para as necessidades do público-alvo.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Avaliação Final e Conclusões"]
</p>

<p>
	O equipamento testado atingiu a nota 9,3 (a nota máxima é 10) no nosso quadro de testes (20 pontos em 21 possíveis). Durante os testes ficamos bastante impressionados com a quantidade de recursos oferecida e com a facilidade de gerência e operação do equipamento. Além disso, o kit já vem pronto para compartilhar e gerenciar as conexões de acesso banda larga utilizadas no Brasil, inclusive conexões ADSL, e ainda dá a segurança necessária para usuários domésticos ou de pequenos escritórios, sem que seja necessário gastar muito dinheiro.
</p>

<p>
	Se você possui um pequeno escritório ou está pensando em compartilhar o acesso de banda larga que você tem em casa, o Compex Wireless Internet Gateway Kit é uma excelente opção, na qual você pode investir o seu dinheiro sem medo. O kit é simples de configurar e gerenciar, traz muito mais recursos do que consideramos necessário e ainda aumenta consideravelmente a segurança de sua rede, especialmente para usuários de acesso banda larga. Não há como se arrepender da compra desse kit.
</p>

<p>
	 
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34358</guid><pubDate>Thu, 30 Oct 2003 05:06:00 +0000</pubDate></item></channel></rss>
