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Teste da unidade NAS ASUSTOR AS5202T

       
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Testamos a unidade de armazenamento de rede (NAS) ASUSTOR AS5202T, que suporta até dois discos rígidos ou SSDs, até 28 TB de espaço de armazenamento e traz duas portas Ethernet 2.5G. Confira!

Teste da unidade NAS ASUSTOR AS5202T
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Conclusões

O ASUSTOR AS5202T é, basicamente, um computador com processador de baixo consumo, otimizado para trabalhar como servidor de armazenamento. Estas otimizações incluem o gabinete, compacto e com duas baias removíveis para unidades de armazenamento, a presença de duas portas Ethernet 2.5G de alta velocidade, o gerenciamento de energia, dentre outros.

Por ser, basicamente, um computador, o que diferencia o que o ASUSTOR AS5202T pode ou não pode fazer é o seu software. Neste ponto, ele é bem mais do que uma simples unidade de armazenamento de rede, podendo trabalhar como gravador de vídeo de câmeras de segurança, servidor web, servidor de email, servidor de mídia, unidade de backup inteligente, etc. São tantas aplicações que preferimos focar nossa análise no aparelho em si e a suas funções mais básicas, já que testar todas as aplicações possíveis do produto levaria um tempo demasiadamente longo.

Trazer duas portas Ethernet 2.5G, capazes de trabalhar em conjunto para fornecer uma interface de 5 Gbps, parece um grande ponto positivo. Porém, embora portas de rede padrão Ethernet 2.5 e Ethernet 10G já sejam comuns em placas-mãe topo de linha, switches compatíveis com o padrão 2.5G são ainda inexistentes no mercado e os padrão 10G (que suportam 2.5G) são raros e muito caros. Assim, na prática, provavelmente você terá de utilizar o ASUSTOR AS5202T ligado a um switch padrão Gigabit Ethernet, pelo menos por enquanto. A boa notícia é que o desempenho do ASUSTOR AS5202T não depende tanto assim de uma rede de 2,5 Gbps.

É bom lembrar que, ao utilizar um NAS, você deve evitar o padrão "Fast Ethernet" (100 Mbps), que limita muito o desempenho do produto: se os seus switches e roteadores são deste padrão, será necessário trocá-los por modelos Gigabit Ethernet (também chamados de 10/100/1000).

Em relação ao desempenho, nos surpreendeu o fato de o uso de RAID 0 com dois discos rígidos, um disco rígido com um SSD de cache ou mesmo RAID 0 com dois SSDs não trazer um aumento significativo e consistente nas taxas de transferência, o que deixa claro que o gargalo está na interface e gerenciamento de rede, e não na velocidade das unidades de armazenamento utilizadas.

Com isso, o uso de duas unidades em RAID 0 (sejam discos rígidos ou SSDs) apresenta apenas a vantagem de propiciar mais espaço de armazenamento, não fornecendo "o dobro de desempenho" como em um arranjo RAID 0 interno. Por outro lado, o uso de RAID 1 (espelhamento) é bastante interessante, já que você não perde seus dados caso uma das unidades venha a falhar. Nesse caso, basta remover a unidade defeituosa e substituí-la por uma nova, que o NAS automaticamente reconfigura tudo.

Uma vantagem do ASUSTOR AS5202T são as portas USB 3.2 Gen 1. Nelas, você pode instalar até três discos rígidos externos ou mesmo "pen drives"; basta conectá-los que eles ficam automaticamente disponíveis para todos os dispositivos com acesso ao NAS. Você ainda pode configurar o NAS para utilizar um dispositivo USB para realização de backup automático ou manual. Além disso, você pode conectar uma impressora a uma dessas portas, de forma que o AS5202T passe a funcionar como servidor de impressão.

Assim, com tantos recursos, o ASUSTOR AS5202T é um excelente auxiliar para quem tem uma "casa digital" ou mesmo um pequeno negócio, e precisa de um sistema de armazenamento de rede poderoso e flexível. Seu principal ponto fraco é o preço alto, principalmente no Brasil, o que infelizmente acontece com praticamente todos os produtos similares.

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Comentários de usuários


Atualização: a Asustor nos informou que o bug relacionado ao fuso horário já foi resolvido nos firmware mais recentes.

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Muito legal! É raro de ver um site brasileiro fazer análise deste tipo de produto, gostei muito!

Acredito que o "pulo do gato" de sistemas NAS são a facilidade com que lidam com RAID, sem que o usuário precise configurar tudo "na mão", sem contar os serviços que já vêm inclusos (servidores FTP/SFTP, permissões de acesso, etc.).

Se não fossem estas facilidades, ao meu ver, não teria como bater de frente com a possibilidade de pegar um computador velho, conectar 10 discos, comprar várias placas de rede gigabit com mesmo chip e unir suas interfaces e usar de servidor de arquivos :)

 

Aproveitando, nos gráficos está escrito "10 GB". Não seria "10 TB"?

Também, na página 6, está escrito "Menager" ao invés de "Manager".

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1 hora atrás, edurc disse:

Muito legal! É raro de ver um site brasileiro fazer análise deste tipo de produto, gostei muito!

Acredito que o "pulo do gato" de sistemas NAS são a facilidade com que lidam com RAID, sem que o usuário precise configurar tudo "na mão", sem contar os serviços que já vêm inclusos (servidores FTP/SFTP, permissões de acesso, etc.).

Se não fossem estas facilidades, ao meu ver, não teria como bater de frente com a possibilidade de pegar um computador velho, conectar 10 discos, comprar várias placas de rede gigabit com mesmo chip e unir suas interfaces e usar de servidor de arquivos :)

 

Aproveitando, nos gráficos está escrito "10 GB". Não seria "10 TB"?

Também, na página 6, está escrito "Menager" ao invés de "Manager".

Obrigado, erros corrigidos!

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será que tem como fazer um NAs com rasppberry?, olhando para  isso ai ..só precisaria de uma carcaça em 3d e as baias para o HD.. agora um sistema pra rodar poderia ser um linux da vida?

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Bem, me parece que algumas atualizações no firmware serão bem vindas.

Fiquei curioso para saber se uma quantidade maior de RAM melhoraria o desempenho de forma geral ou se serviria apenas de cache.

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O problema desse tipo de equipamento é a baixa saída, o que os tornam caros. Se fosse um produto com maior venda, teria o custo de projeto diluído em um número maior de unidades, e seria mais barato.

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Em 30/08/2019 às 11:44, Scotta disse:

O problema desse tipo de equipamento é a baixa saída, o que os tornam caros. Se fosse um produto com maior venda, teria o custo de projeto diluído em um número maior de unidades, e seria mais barato.

Pois então. Tinha vontade de montar um na minha casa e centralizar o acesso aos arquivos, mas por enquanto é inviável para mim esse investimento. Fora o(s) HD(s) qua ainda teriam de ser comprados. Por enquanto vai ter de ser um hd externo na porta usb 3.0 do roteador mesmo.

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Em 04/09/2019 às 21:55, Excelsior disse:

Pois então. Tinha vontade de montar um na minha casa e centralizar o acesso aos arquivos, mas por enquanto é inviável para mim esse investimento. Fora o(s) HD(s) qua ainda teriam de ser comprados. Por enquanto vai ter de ser um hd externo na porta usb 3.0 do roteador mesmo.

Dá para comprar as peças e montar um, sai muito mais barato. O porém está no trabalho de se pesquisar na internet todo o aporte com SO, forma de configurar, etc. Economiza-se bem, mas dá uma mão de obra danada.

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Achei o desempenho muito modesto, bem longe do limite teórico de uma rede 2,5GB, mas para uma rede Gigabit (levemente melhor que uma). Um desempenho fraco para um custo de 330US$ (ou R$2.400,00 no Brasil), muito dinheiro para um desempenho tão limitado. E um teste fazendo uma transferência de um grande arquivo (vários GBytes) teria sido interessante, que é o que eu faço quando quero avaliar o desempenho da rede.

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1 hora atrás, Intrudera6 disse:

Achei o desempenho muito modesto, bem longe do limite teórico de uma rede 2,5GB, mas para uma rede Gigabit (levemente melhor que uma). Um desempenho fraco para um custo de 330US$ (ou R$2.400,00 no Brasil), muito dinheiro para um desempenho tão limitado. E um teste fazendo uma transferência de um grande arquivo (vários GBytes) teria sido interessante, que é o que eu faço quando quero avaliar o desempenho da rede.

Boa sugestão, anotada para o próximo teste.

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