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Tudo o que você precisa saber sobre a certificação 80 Plus


         366.528 visualizações    Energia    37 comentários
Tudo o que você precisa saber sobre a certificação 80 Plus

Introdução

Eficiência é a relação entre a energia realmente usada pelos circuitos do computador e a energia que chega na fonte de alimentação, influenciando, portanto, a quantidade de energia desperdiçada quando você usa o computador. O problema é que você paga por esta energia desperdiçada. A certificação 80 Plus foi criada para permitir que os consumidores saibam quais fontes de alimentação são mais eficientes e, como o próprio nome sugere, garantir que a fonte é capaz de apresentar eficiência de pelo menos 80%. Atualmente existes seis certificações 80 Plus: tradicional (“branca”), Bronze, Silver, Gold, Platinum e Titanium. Neste artigo explicaremos a diferença entre elas.

Mas, primeiro, vamos falar um pouco mais sobre a eficiência. Eficiência, que também é representada pela letra grega Eta minúscula (η), é a dada pela divisão da potência fornecida para o equipamento (potência de saída, ou seja, potência CC) pela potência consumida pela fonte de alimentação (potência de entrada, ou seja, potência CA).

Se você tem um equipamento que consome 250 W e uma fonte de alimentação com eficiência de 75%, isto significa que você está extraindo (e pagando) 333 W da rede elétrica. Se o mesmo equipamento tivesse uma fonte de alimentação com eficiência de 85%, ela estaria extraindo da rede elétrica 294 W e você economizaria 39 W. Portanto uma fonte de alimentação com maior eficiência permite a você economizar em sua conta de luz.

As fontes de alimentação não apresentam uma eficiência constante. O gráfico da eficiência é uma parábola invertida, onde a fonte de alimentação apresenta sua maior eficiência ao fornecer por volta de 50% da sua potência rotulada. Veja um exemplo na Figura 1.

Curva de eficiência
Figura 1: exemplo de uma curva de eficiência

Por causa deste efeito é recomendável que você compre uma fonte de alimentação com o dobro de potência que você realmente precisará. Isto explica a disponibilidade de fontes de alimentação “parrudas” acima de 700 W. Os fabricantes não esperam que você extraia toda a potência que a fonte é capaz de fornecer, mas que você extraia delas cerca de 50% para uma alta eficiência. A única desvantagem nesta abordagem é o preço de uma fonte de alimentação “parruda”. Mas no longo prazo é uma boa ideia comprar uma fonte superdimensionada, já que você economizará em sua conta de luz, seu computador trabalhará mais refrigerado, você terá uma margem maior para futuros upgrades e você não terá problemas de estabilidade na hora de rodar jogos pesados configurados com os recursos de qualidade de imagem no máximo durante horas.

A segunda coisa que você precisa saber sobre eficiência é que as fontes de alimentação apresentam uma eficiência maior quando conectadas na rede elétrica de 230 V (“220 V”), e os valores de eficiência anunciados pelos fabricantes são medidos nesta tensão. Portanto se você mora em uma região onde a tensão da rede elétrica é de 127 V (“110 V”), sua fonte de alimentação provavelmente apresentará uma eficiência menor do que o valor anunciado pelo o fabricante.

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Comentários de usuários

Respostas recomendadas



Aproveitando, tenho uma dúvida: E se for usado um estabilizador na rede 220 V passando para 110 V? Como fica a eficiência? Seria a mesma coisa que usar diretamente em uma rede com a tensão de 110 V?

QUOTE]

No caso do estabilizador, ele é um transformador também, então vai 'transformar' a tensão da rede (220V em 110V) alem de 'estabilizar' esta tensão (mais explicações sobre isso nesse tópico do Faller). Ai a fonte do PC paga esses 110V e retranforma para 220V (acredite, é isso mesmo, em todas as fontes é assim!) e isso tudo consome energia (térmica principalmente), o que vai aumentar o consumo, portanto, se a sua fonte for 220V ou bivolt, dispense o estabilizador.

No mais, aproveitando o tópico, queria saber o que são essas tais Fontes REDUNDANTES porque nunca entendi direito isso. Alguem se habilita?

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No mais, aproveitando o tópico, queria saber o que são essas tais Fontes REDUNDANTES porque nunca entendi direito isso. Alguem se habilita?

Skull, fontes redundantes não são diferentes das fontes normais em termos de compatibilidade, acontece que elas são projetadas pra servidores ou computadores que NÃO PODEM desligar, que precisem ficar 24h sempre funcionando. Elas são MUITO caras por justamente garantir que quase (veja bem, quase) nunca pararão de funcionar.

Elas são quase que exclusivamente feitas para usar em servidores, tendo em vista que não há porque adquirir uma fonte dessas para se usar em casa.

Existem alguns servidores prontos da Intel que se pode comprar, com fontes redundantes e tudo mais, que custam uma fortuna, mais de 5000 reais. Grande parte deste preço é da fonte apenas. Eu nunca vi uma fonte dessas custar menos de 500 reais, mesmo não sendo tão potente.

Espero ter ajudado, abraço!

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Skull, fontes redundantes não são diferentes das fontes normais em termos de compatibilidade, acontece que elas são projetadas pra servidores ou computadores que NÃO PODEM desligar, que precisem ficar 24h sempre funcionando. Elas são MUITO caras por justamente garantir que quase (veja bem, quase) nunca pararão de funcionar.

Elas são quase que exclusivamente feitas para usar em servidores, tendo em vista que não há porque adquirir uma fonte dessas para se usar em casa.

Existem alguns servidores prontos da Intel que se pode comprar, com fontes redundantes e tudo mais, que custam uma fortuna, mais de 5000 reais. Grande parte deste preço é da fonte apenas. Eu nunca vi uma fonte dessas custar menos de 500 reais, mesmo não sendo tão potente.

Espero ter ajudado, abraço!

Mas o que eu não entendo nessas tais fontes redundantes é se numa carcaça existe uma fonte ou várias, ou se há um compartilhamento apenas de alguns componentes, ou ainda, se são fontes que tem um sistema de detecção de "erros", porque pelo que eu li sobre elas, a tal "redundância" (ao menos gramaticalmente se justifica como sendo, no caso, mais de 2 fontes - plural - fazendo exatamente a mesma coisa) em alguns casos, é citada como sendo ao menos duas fontes ligadas em "paralelo", onde se uma falhar, a outra continua a fornecer alimentação ao sistema, (ainda que com alguma "deficiência"), até que a fonte com problemas seja substituida ou o problema sanado.

Por outro lado, essa certificação é somente pra uma fonte redundante, lógico, mas fico na dúvida, se uma "sistema redundante" é composto de duas fontes no mínimo (seria isso?), é preciso ao menos duas fontes num servidor, por exemplo? Ou isso seria apenas desejavel, embora dispensavel?

Grato pela resposta anterior e desculpe essa confusão ai em cima, :wacko:.

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Mas o que eu não entendo nessas tais fontes redundantes é se numa carcaça existe uma fonte ou várias, ou se há um compartilhamento apenas de alguns componentes, ou ainda, se são fontes que tem um sistema de detecção de "erros", porque pelo que eu li sobre elas, a tal "redundância" (ao menos gramaticalmente se justifica como sendo, no caso, mais de 2 fontes - plural - fazendo exatamente a mesma coisa) em alguns casos, é citada como sendo ao menos duas fontes ligadas em "paralelo", onde se uma falhar, a outra continua a fornecer alimentação ao sistema, (ainda que com alguma "deficiência"), até que a fonte com problemas seja substituida ou o problema sanado.

Por outro lado, essa certificação é somente pra uma fonte redundante, lógico, mas fico na dúvida, se uma "sistema redundante" é composto de duas fontes no mínimo (seria isso?), é preciso ao menos duas fontes num servidor, por exemplo? Ou isso seria apenas desejavel, embora dispensavel?

Grato pela resposta anterior e desculpe essa confusão ai em cima, :wacko:.

É isso mesmo que você disse, sobre uma fonte falhar e entrar outra e tal..

Porém, eu creio que para a outra "entrar", é necessário ter mais de uma fonte redundante, não uma fonte "duas em uma" (creio que isso não exista, pelo menos nunca vi).

A fonte redundante pelo que parece é uma fonte inteligente, ela vê que falha e a energia é passada para a outra fonte, também redundante, para que ela a substitua. Se não fosse redundante isso não aconteceria.

Mas acho que é isso sim cara, para "usufruir" dessa capacidade, é preciso ter mais de uma fonte. Porém, não quer dizer que se não usar duas fontes redundantes é inútil usar uma. Elas garantem que funcionam muito mais tempo ligadas que uma fonte comum, já é bem diferente...

Eu posso ter falado besteira, caso alguém conheça, por favor, me corrija! :D

EDIT: Bom, parece que a Wikipédia explicou bem mais resumido do que a lambança que eu fiz aqui, mas a princípio estava certo:

"Está-se, a evoluir muito em sistemas redundantes e com detecção de falhas. Isso quer dizer que colocamos duas fontes de alimentação onde antes tínhamos só uma. Se uma falhar, a outra continua a funcionar (sistema redundante). Além disso, as fontes serão capazes de detectar possíveis problemas internos de mau funcionamento ou a proximidade do fim do seu ciclo de vida. Estes sistemas, no entanto, não são acessíveis."

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Fiquei extremamente desapontado. Como é que pessoas que querem dar um selo de "qualidade garantida" não testam o equipamento nas condições REAIS de uso. Isso é ridículo !

Claro que eles estão certos em parte , como o Gabriel Torres falou, mas pecaram feio nesse quesito.

Apesar de não ser uma pergunta... a resposta é simples, PROPAGANDA, marketing.

Vocês leram o artigo do Clube do Hardware?

Pois bem, no artigo diz que as empresas pagam pelo teste, logo não acredito que este seja isento. E como o teste é pago a empresa que o elabora deve garantir condições para que os produtos não sejam reprovados (óbvio).

É como a midia, imprensa de maneira geral que vende reportagens, ou seja publicam o que querem que seja dito. Ex. Vocês já viram a rede Globo "falar" mal do Ricardo Teixeira ou da CBF? Claro que não, pois este juntamente com alguns times de futebol a 1ª divisão (liderados pelo Corintinhas) boicotaram o campeonato brasileiro quando souberam que a Record ganhara a licitação para transmitir os jogos. Resultado: perceberam que aumentou a quantidade de jogos do corintinhas transmitidos pela rede Globo (antes era o Flamengo) e é também o time que mais ganha participação da CBF). Coincidência?

Vocês estão muito inocentes. Acreditam em instituições privadas que visam lucro. Nem o governo é imparcial, mesmo sendo princípio constituicional da administração pública de modo geral.

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No início do artigo foi dito que “[...] as fontes de alimentação apresentam uma eficiência maior quando conectadas na rede elétrica de 230 V [...]”. Bem não questiono este fato pois é bem possível que isto é devido questões de projeto da fonte. Assim, a relação entre a potência fornecida pela fonte aos componentes de um computador pela potência absorvida da rede elétrica (eficiência ou rendimento) é maior e, portanto, menos energia será desperdiçada, resultando em economia.

 

Porém o seguinte trecho pode levar a duplas interpretações e confusões: “[...] datacenters usam rede elétrica de 230V porque o consumo em 230V é menor [...]”. Ora devido a eficiência ser maior em 230V é claro que haverá uma economia pois menos energia será desperdiçada. No entanto é preciso salientar que apenas o fato de usar algo em 230V ou 220V em detrimento dos 127V não significa economia uma vez que a potência absorvida da rede elétrica será a mesma (para outros eletroeletrônicos).

 

Mas porque grandes cargas geralmente são ligadas em maiores tensões? Simples. Com uma tensão maior a corrente que passará pelos condutores será menor e isso possibilita o uso de condutores com menores diâmetros que por usarem menos material são mais baratos.   

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  • Administrador

@gamgi a potência será a mesma, porém a corrente será menor (como você mesmo aponta):

 

Por exemplo, um consumo de 500 W da rede elétrica a 127 V dá uma corrente de 3,94 A. Mas um consumo de 500 W a 220 V dá uma corrente de 2,27 A.

 

Quanto ao fato da eficiência a 230 V ser maior do que a 115 V/127 V, isso se dá por causa da maneira com que fontes chaveadas funcionam; elas têm uma fonte boost em sua entrada para aumentar a tensão para cerca de 380 V, assim 230 V está mais "perto" da meta e menos é desperciçado, ao passo que consome-se mais para converter 127 V/115 V nesses 380 V e há mais desperdício. Isso não varia de acordo com "o projeto da fonte"; todas as fontes chaveadas funcionam dessa forma (em fontes sem PFC ativo a elevação de tensão é feita através de um dobrador de tensão, mas a ideia é a mesma).

 

Abraços.

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@gamgi a potência será a mesma, porém a corrente será menor, resultando em menor consumo.

 

Por exemplo, um consumo de 500 W da rede elétrica a 127 V dá uma corrente de 3,94 A. Mas um consumo de 500 W a 220 V dá uma corrente de 2,27 A.

 

Abraços.

 

Concordo que o que muda é a corrente uma vez que P = V.I (Potência = Tensão x Corrente), porém consumo ao meu entender é C = P.t (Consumo = Potência x Tempo).

Assim o consumo será o mesmo, o valor pago para a concessionaria de energia será o mesmo independente da tensão. O que é possível é diminuir a corrente e economizar usando condutores de menor diâmetro. Porém, a energia será a mesma já que Energia = Consumo. Se me recordo bem Energia é a integral da potência em relação ao tempo, assim a menos que o tempo considerado seja diferente a Energia e por conseguinte consumo será o mesmo.

 

 

Abs

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@Gabriel Torres


Quanto ao fato da eficiência a 230 V ser maior do que a 115 V/127 V, isso se dá por causa da maneira com que fontes chaveadas funcionam; elas têm uma fonte boost em sua entrada para aumentar a tensão para cerca de 380 V, assim 230 V está mais "perto" da meta e menos é desperciçado, ao passo que consome-se mais para converter 127 V/115 V nesses 380 V e há mais desperdício. Isso não varia de acordo com "o projeto da fonte"; todas as fontes chaveadas funcionam dessa forma (em fontes sem PFC ativo a elevação de tensão é feita através de um dobrador de tensão, mas a ideia é a mesma).

Sempre quis saber o motivo das fontes chaveadas serem mais eficientes em 220V. Boa.

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Lá fala sobre nenhuma maquina ter a temperatura interna de 23 graus, o que é verdade, mas temos que lembrar que já faz algum tempo que os gabinetes mudaram. A fonte fica na parte de baixo do gabinete com o seu fan virado para a parte externa, pegando o ar fresco do lado de fora.

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