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<rss version="2.0"><channel><title>Artigos: Artigos</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/page/4/</link><description>Artigos: Artigos</description><language>pt</language><item><title>Novos chipsets com v&#xED;deo on-board</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/novos-chipsets-com-v%C3%ADdeo-on-board-r33999/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_09/Gemini_Generated_Image_lubx7ylubx7ylubx.jpg.cf941bd1d2a96b2294253d9efefa3aea.jpg" /></p>
<p>
	Recentemente dois peso-pesados da indústria de placas de vídeo resolveram também entrar no ramo de fabricação de chipsets para placas-mães. Sim, estamos falando da ATI e da NVIDIA, que fabricam os famosos chips Radeon e GeForce, respectivamente. Esses chipsets têm recurso de vídeo on-board que prometem um desempenho de vídeo superior em relação ao chipsets com vídeo on-board de outros fabricantes, como SiS, Intel e VIA. Pelo menos know-how para isso esses fabricantes têm.
</p>

<p>
	Vamos começar falando da NVIDIA. Os chipsets que ela produz são apenas para placas-mães soquete A, isto é, para placas-mães destinada a processadores da AMD e são chamados nForce. Atualmente encontramos três chipsets dessa família: nForce 220 (IGP64), nForce 420 (IGP128) e nForce 2 (Crush 18). Os dois primeiros têm um processador de vídeo GeForce 2 MX integrado, enquanto o mais novo lançamento, nForce 2, tem um processador de vídeo GeForce 4 MX integrado.
</p>

<p>
	O grande diferencial dos chipsets da NVIDIA é o recurso chamado DDR Dual Channel, presente no nForce 420 e no nForce 2, onde a placa-mãe tem dois canais de acesso à memória RAM. Com esse recurso, a memória RAM do micro é acessada a 128 bits e não a 64 bits, como é normal, dobrando a taxa de transferência no acesso à memória. O nForce 420 aceita memórias DDR266/PC2100 onde a taxa de transferência máxima teórica é de 2.100 MB/s, mas com esse recuso vai para 4.200 MB/s. Já o chip nForce 2 aceita memórias DDR400/PC3200 e ser forem usadas memórias desse tipo, a taxa de transferência passa a ser 6.400 MB/s.
</p>

<p>
	O nForce 2 tem ainda suporte ao barramento AGP 8x, barramento externo de 166 MHz (333 MHz DDR) para os novos modelos de Athlon XP que rodam externamente a essa freqüência, consegue acessar até 3 GB de memória RAM, tem seis portas USB 2.0, tem portas IDE ATA-133 e também traz suporte a portas FireWire (IEEE 1394). Já nos chips nForce 220 e 420, o barramento AGP é 4x, o barramento externo é de 133 MHz (266 MHz DDR), conseguem acessar até 1,5 GB de memória RAM, têm seis portas USB 1.1 e suas portas IDE são ATA-100.
</p>

<p>
	Já a ATI fabrica chipsets tanto para placas-mães soquete A (processadores AMD) quanto para placas-mães soquete 478 (processadores Intel). Os modelos disponíveis hoje são: IGP 320, IGP 330 e IGP 340, sendo o primeiro para processadores AMD e os dois últimos para processadores Intel. Os três têm um processador de vídeo Radeon 7000 integrado e barramento AGP 4x.
</p>

<p>
	O IGP 320 tem um barramento externo de 133 MHz (266 MHz DDR), consegue acessar até 1 GB de memória RAM, tem seis portas USB 2.0 e portas IDE ATA-100.
</p>

<p>
	Já a diferença entre o IGP 330 e o IGP 340 é a freqüência de operação externa: o primeiro roda externamente a 100 MHz (400 MHz QDR), enquanto o segundo pode rodar a até 133 MHz (533 MHz QDR). Ambos acessam a até 1 GB de memória RAM, têm seis portas USB 2.0 e tem portas IDE ATA-100.
</p>

<p>
	Como você pode reparar, o processador de vídeo integrado não é o mais rápido do mundo, até porque placas-mães com vídeo on-board são destinadas para o mercado de micros baratos. Quem quiser um desempenho de vídeo "topo de linha" terá de comprar uma placa de vídeo avulsa, não tem jeito - já que essa não é a proposta do vídeo on-board. Mas com certeza esses chips prometem um desempenho de vídeo - especialmente vídeo 3D - maior do que os chipsets que normalmente temos por aí.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">33999</guid><pubDate>Wed, 30 Oct 2002 07:26:00 +0000</pubDate></item><item><title>Decifrando o n&#xFA;mero de s&#xE9;rie do BIOS</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/decifrando-o-n%C3%BAmero-de-s%C3%A9rie-do-bios-r34197/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_pqomi8pqomi8pqom.jpg.1e086a5389d751815cbfbed72a6b6e7d.jpg" /></p>
<p>
	Muita gente quer saber qual é a marca de sua placa-mãe sem abrir o micro. Em outros casos, como no caso do upgrade de BIOS e procura de drivers para a placa, é imperativo saber a marca e o modelo da placa-mãe.
</p>

<p>
	Descobrir a marca da placa-mãe é possível através do número de série do BIOS. Esse número aparece na linha inferior da tela durante a contagem de memória que ocorre sempre em que você liga o micro. Se você nunca prestou atenção, pressione a tecla Pause do seu teclado durante a contagem de memória para você ver o número de série do BIOS. Essa linha, por si só, já apresenta algumas informações importantes, como a data do BIOS. Essa informação é importante para aqueles que estão pensando em fazer um upgrade de BIOS, para saber se no site do fabricante da placa há ou não uma versão mais atualizada do BIOS que a que está atualmente sendo utilizada no micro (nós já ensinamos como se faz um upgrade de BIOS. Se você perdeu, visite <a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/como-fazer-um-upgrade-de-bios-r34275/" rel="" target="_Blank">https://www.clubedohardware.com.br<br>
	https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/como-fazer-um-upgrade-de-bios-r34275/</a>).
</p>

<p>
	Por exemplo, suponha uma placa-mãe com a seguinte numeração na parte de baixo da tela durante a contagem de memória: 06/06/2002-VT8366-8233/5-JL6LVC0CC-00. Sem muito esforço deduzimos duas coisas. A data do BIOS (versão do BIOS) é de 06/06/2002. E a placa-mãe usa o chipset VIA VT8366 e VT8233/5, mais conhecido como VIA KT333.
</p>

<p>
	Existem dois grande fabricantes de BIOS, a AMI e a Award. O formato do número de série desses dois fabricantes varia. Vamos estudá-los.
</p>

<p>
	<b>Decifrando BIOS Award</b>
</p>

<p>
	O formato do número de série do BIOS Award nós vemos na Figura 1. Nele, os cinco primeiros números indicam qual é o chipset utilizado pela placa-mãe, os dois números seguintes indicam qual é o fabricante da placa-mãe e o significado dos números restantes depende do fabricante da placa-mãe.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Decifrando o Número de Série do BIOS" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/award_br.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png">
</p>

<p>
	<strong>Figura 1:</strong> Número de série Award.
</p>

<p>
	Como você pode reparar, essas informações estão codificadas. Para decodificá-las você precisará usar uma tabela existente em <a href="http://www.wimsbios.com/numbers.shtml" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.wimsbios.com/numbers.shtml</a>. Confira o número de série do nosso exemplo, de uma placa-mãe PCChips com chipset VX Pro (que é o VIA Apollo VP1 remarcado).
</p>

<p>
	<b>Decifrando BIOS AMI</b>
</p>

<p>
	O número de série do BIOS da AMI é bem mais longo que o número da Award. O fabricante da placa-mãe está codificado nos quatro últimos algarismos no terceiro grupo de números da esquerda para direita, como vemos na Figura 2.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Decifrando o Número de Série do BIOS" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/ami_br.gif" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png">
</p>

<p>
	<strong>Figura 2:</strong> Número de série AMI.
</p>

<p>
	Da mesma forma que ocorre com o BIOS Award, você precisa consultar uma tabela para saber qual é o fabricante correspondente ao número encontrado. Isso pode ser visto em <a href="http://www.wimsbios.com/numbersami.shtml" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.wimsbios.com/<br>
	numbersami.shtml</a>. Confira o número de série do nosso exemplo, que é de uma placa-mãe fabricada pela PCChips.
</p>

<p>
	A grande diferença do número de série da AMI em relação ao da Award é que normalmente há informações sobre o modelo da placa-mãe escrito diretamente no número de série. Por exemplo, o número de série 61-1210-000747-00101111-071595-M747 é de uma placa-mãe PCChips M747 e o número de série 51-0505-001437-00111111-071595-M1531/43-01-10-TX-PRO-0 é de uma placa-Mãe PCChips usando o chipset TX Pro.
</p>

<p>
	Note que há exceções às regras apresentadas, principalmente se a placa-mãe for da PCChips. Repare no número de série da placa-mãe M747 que o campo que indica o fabricante está indicando um número inválido (não existe fabricante 0747), que em vez de estar informado o fabricante (PCChips) está informando o modelo (M747). Sempre em que o número de série de uma placa-mãe não estiver de acordo com as regras apresentadas, possivelmente trata-se de uma placa-mãe da PCChips.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34197</guid><pubDate>Wed, 17 Jul 2002 03:00:00 +0000</pubDate></item><item><title>Visita a f&#xE1;brica da Gigabyte em Nan-Ping, Taiwan</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/visita-a-f%C3%A1brica-da-gigabyte-em-nan-ping-taiwan-r34496/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_09/Gemini_Generated_Image_dz2ozmdz2ozmdz2o.jpg.8ea2fa9df645d040883d1b6bab4db71d.jpg" /></p>
<p>
	A Gigabyte tem atualmente quatro fábricas, duas em Taiwan (Pin-Jen, apenas para a montagem de micros, com 70 empregados, e Nan-Ping, com 1.730 funcionários) e duas na China Continental (Dong-Guam, com 850 funcionários, e Ning-Bo, com 400 funcionários), e uma quinta será aberta ainda este ano, também em Dong-Guam, na China Continental, que terá 120 funcionários. Com a abertura da nova fábrica, a Gigabyte terá uma capacidade total de produção de 1,3 milhão de placas-mães por mês.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Visita a fábrica da Gigabyte" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1049_01.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 1:</strong> Gabriel Torres visita a fábrica da Gigabyte em Nan-Ping, Taiwan.
</p>

<p>
	A fábrica que visitamos, Nan-Ping, é a maior, com capacidade de produção de 800 mil placas-mães e 250 mil placas de vídeo por mês e é localizada em um prédio colossal, de oito andares (todos os andares, com exceção do último, são inteiramente dedicados à produção de placas-mães!). São 17 linhas para a montagem de componentes SMD e 10 linhas para a inserção de componentes DIP. É, de longe, a maior fábrica de placas-mães que vimos até hoje. Não tem nem comparação, em termos de tamanho, com as fábricas que vimos no Brasil (<a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/" rel="" target="_blank">Clique aqui para ler artigos sobre as visitas de Gabriel Torres às fábricas de placas-mães instaladas no Brasil</a>). Até porque as fábricas do Brasil são destinadas ao mercado interno, enquanto a fábrica da Gigabyte produz para o mundo todo.
</p>

<p>
	O que nos chamou a atenção foram as linhas de montagem extremamente longas, com muitos funcionários trabalhando em cada uma delas, como você pode conferir na Figura 2, onde vemos uma das linhas de inserção de componentes DIP (repare, no fundo, no canto esquerdo, outra linha idêntica). Na fábrica que visitamos, são dois andares repletos de linhas iguais a essa (cinco por andar, totalizando dez linhas). Infelizmente é proibido tirar fotos das linhas de montagem de componentes SMD.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Visita a fábrica da Gigabyte" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/1049_02.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 2:</strong> Linha de inserção de componentes DIP em Nan-Ping.
</p>

<p style="text-align: center;">
	 
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34496</guid><pubDate>Sat, 15 Jun 2002 21:10:00 +0000</pubDate></item><item><title>Novos chipsets para Pentium 4</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/novos-chipsets-para-pentium-4-r34153/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_cpem3ucpem3ucpem.jpg.040e8bb4e172119e8e428ecbc8015661.jpg" /></p>
<p>
	A Intel acabou de lançar dois novos circuitos para placas-mães de Pentium 4, chamados i845E e i845G. A grande novidade desses dois chipsets é poderem trabalhar externamente a 133 MHz, freqüência de operação dos novos processadores Pentium 4 que serão lançados em breve no mercado. Observe que você verá em outros locais a informação dizendo que esses chipsets operam a 533 MHz. Na verdade isso não ocorre. O Pentium 4 opera transferindo quatro dados por pulso de clock, em vez de um, como é o normal. Com isso, ele operando externamente a 100 MHz tem um desempenho externo como se estivesse operando a 400 MHz, e, operando a 133 MHz, um desempenho externo como se estivesse operando a 533 MHz. Só que isso não aumenta tanto o desempenho do processador, como pode parecer, já que as memórias normalmente usadas com o Pentium 4 (SDRAM e DDR-SDRAM) não conseguem trabalhar tão rapidamente. A segunda novidade desses chipsets é aceitar o uso de memórias DDR-SDRAM DDR266 (PC2100). Observe que esse tipo de memória atinge um desempenho máximo de 2.100 MB/s, enquanto que o Pentium 4 a 100 MHz transfere dados a 3.200 MB/s e a 133 MHz a 4.256 MB/s. Como dissemos, a memória é mais lenta que o processador e esse é um dos grandes entraves para que esse processador consiga atingir o topo de seu desempenho. A situação fica ainda mais crítica quando usamos outros tipos comuns de memórias, como a DDR200 (PC1600), que opera a 1.600 MB/s, a PC133, que opera a 1.064 MB/s e a PC100, que opera a 800 MB/s. O máximo de memória RAM que esses chipsets aceita é 2 GB.
</p>

<p>
	As características de hardware de uma placa-mãe são baseadas no chipset usado. Assim, em placas-mães baseadas nesses dois chipsets você encontrará seis portas USB 2.0, som on-board de seis canais gerado pelo próprio chipset e duas portas IDE ATA-100.
</p>

<p>
	A diferença entre o i845E e o i845G é que este último tem ainda vídeo on-board, mas permite o uso do barramento AGP, para caso você queira desabilitar o vídeo on-board e usar uma placa de vídeo de alto desempenho.
</p>

<p>
	E a concorrência, o que anda fazendo? A SiS já lançou há algum tempo o SiS 645DX, que tem como grande vantagem aceitar memórias DDR333 (PC2700) - o que alivia bastante o problema de desempenho que comentamos no início - e um máximo de 3 GB de memória RAM. Suporta também o novo barramento externo de 133 MHz e seis portas USB (1.1, porém) e áudio on-board de seis canais.
</p>

<p>
	Já para o mercado de PCs baratos, a SiS lançou o SiS 650, que tem vídeo e áudio on-board. Ele aceita até 3 GB de memória RAM DDR266 (PC2100), discos rígidos ATA-100 e seis portas USB 2.0. Ele trabalha externamente somente a 100 MHz.
</p>

<p>
	Já a VIA lançou o P4X333, um chipset para Pentium 4 muito superior aos da Intel, pois além de aceitar memórias DDR333 (PC2700) e discos rígidos ATA-133, como o chipset SiS 645DX, aceita o novo barramento AGP 8x (duas vezes mais rápido do que o barramento AGP usado atualmente, 4x - desde que a placa de vídeo seja 8x, é claro), além das demais características apresentadas pelo i845E, como operação externa a 133 MHz, som on-board e seis portas USB 2.0. E ainda aceita um máximo de 32 GB de memória RAM, um limite bem maior do que o apresentado pela Intel e pela SiS.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34153</guid><pubDate>Wed, 05 Jun 2002 04:00:00 +0000</pubDate></item><item><title>Novos recursos das placas-m&#xE3;e</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/novos-recursos-das-placas-m%C3%A3e-r34139/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_mkvjawmkvjawmkvj.jpg.5e3231cd72ba84a07a05b1c9754b5ba9.jpg" /></p>
<p>
	As placas-mães mais novas, sobretudo as topo de linha, estão começando a vir com alguns recursos que possivelmente ficarão cada vez mais comuns.
</p>

<p>
	Primeiro desses novos recursos é o slot ACR (Advanced Communications Riser). Trata-se de uma nova versão do já conhecidos slot AMR (Audio Modem Riser). É um slot para a inserção de placas de modem, áudio e rede que utilizam a tecnologia HSP (Host Signal Processing), onde o processamento da placa periférica não é feito pelo próprio dispositivo, mas sim pelo processador da máquina. Esse slot está localizado na borda das placas-mães mais novas e placas AMR antigas podem ser instaladas nele sem problemas. Como você confere na foto, este slot é fisicamente parecido com o PCI, porém por causa de sua localização e da existência de um chanfrado interno, placas PCI não conseguem ser encaixadas nesse slot.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Novos Recursos das Placas-mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/548_001.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 1:</strong> Slot ACR.
</p>

<p>
	O segundo novo recurso atende pelo nome de SCR ou Smart Card Reader. Trata-se de um leitor de Smart Card, aquele tipo de cartão que tem um chip dentro dele (ex: o cartão usado pelo Smart Club). Ao que tudo indica, os fabricantes estão apostando na popularização desse tipo de leitor para aumentar a confiança em transações na Internet ou mesmo permitir o débito em cartões de débito do tipo Smart Card. Algumas placas-mães estão vindo com o dispositivo completo, como é o caso da placa-mãe SY-K7V Dragon Plus! da Soyo. No caso dessa placa-mãe, o dispositivo é encaixado em uma das baias de 5 1/4" do gabinete do micro e ainda possui duas portas USB. Em outras placas-mães, como é o caso da ASUS P4S333, o dispositivo é opcional, porém a placa-mãe já tem o hardware necessário para o seu uso.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Novos Recursos das Placas-mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/548_002.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 2:</strong> Leitor de Smart Card que vem junto com a placa-mãe SY-K7V Dragon Plus! da Soyo.
</p>

<p>
	Essa placa da ASUS tem ainda interface para outros dois tipos de cartão de memória: SD (Secure Digital) e MS (Memory Stick), que são cartões de memória usados para o armazenamento de arquivos. Funciona como se fosse um drive de disquete: você copia os arquivos para o cartão de memória e o cartão pode ser lido em qualquer outro micro que tenha o mesmo dispositivo acoplado. Vários especialistas acreditam que dentro em breve os micros não virão com drive de disquete e passarão a contar com dispositivos desse tipo para a troca de arquivos entre computadores, já que têm uma capacidade de armazenamento muito maior e hoje em dia os disquetes estão ficando muito pequeno para os arquivos de dados que são gerados no dia-a-dia.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Novos Recursos das Placas-mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/548_003.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 3:</strong> Detalhe da placa-mãe ASUS P4S333 onde vemos os conectores para MS, SD e SCR.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34139</guid><pubDate>Wed, 06 Mar 2002 03:00:00 +0000</pubDate></item><item><title>Chipset VIA P4X266</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/chipset-via-p4x266-r34061/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_uni3mkuni3mkuni3.jpg.160686b9d7503d84287aeabf7e43a421.jpg" /></p>
<p>
	A VIA, segundo maior fabricante de circuitos para placas-mães do mundo, lançou recentemente o seu primeiro chipset para o processador Pentium 4: o P4X266. A grande vantagem deste chipset é que ele aceita memórias DDR-SDRAM, ao contrário dos chipsets da Intel. Como vimos na semana passada, o Intel 845 aceita memórias PC100 e PC133 tradicionais, enquanto que o Intel 850 só aceita as memórias Direct Rambus, extremamente caras.
</p>

<p>
	As memórias DDR-SDRAM são memórias do tipo SDRAM que conseguem transferir dois dados por pulso de clock, em vez de apenas um, como é o normal. Com isso, conseguem obter o dobro de desempenho de uma memória SDRAM operando sob um mesmo clock. Por exemplo, enquanto que uma memória PC100 possui uma taxa máxima de transferência de 800 MB/s, uma memória DDR200 obtém uma taxa máxima de 1.600 MB/s (sendo também chamada PC1600). Já uma memória PC133 tem uma taxa máxima de transferência de 1.064 MB/s, e uma memória DDR266 obtém uma taxa máxima de 2.128 MB/s, sendo também chamada PC2100.
</p>

<p>
	Dessa forma, pelo menos em teoria, um micro equipado com uma placa-mãe contendo o chipset VIA P4X266 possui o dobro do desempenho de um micro equipado com uma placa-mãe contendo o chipset Intel 845. Igualmente analisando sobre os números teóricos, uma placa-mãe com chipset Intel 850 e memórias do tipo Rambus é capaz de atingir o dobro de desempenho de um micro com uma placa-mãe usando o chipset VIA P4X266 e quatro vezes mais desempenho de um micro equipado com uma placa-mãe usando o chipset Intel 845.
</p>

<p>
	Em outras palavras, mesmo usando o VIA P4X266 o micro equipado com o processador Pentium 4 estará trabalhando abaixo do desempenho máximo do processador, já que o Pentium 4 é capaz de transferir quatro dados por pulso de clock para a memória, e as memórias DDR-SDRAM são capazes de transferir apenas dois dados por clock. Em compensação, essa situação de subutilização é muito melhor do que a que ocorre com o chipset Intel 845, onde o processador Pentium 4 é capaz de transferir quatro dados por pulso de clock, mas as memórias SDRAM tradicionais são capazes de transferir apenas um único dado por clock.
</p>

<p>
	Não podemos nos esquecer que a grande vantagem da utilização das memórias DDR-SDRAM é o custo/benefício. Além de dobrarem o desempenho em relação às memórias SDRAM, possuem um preço muito mais acessível do que as memórias Rambus.
</p>

<p>
	Em relação às outras características dos chipsets Intel 845, Intel 850 e VIA P4X266, elas são muito parecidas. Todos eles aceitam discos rígidos ATA-100 e um máximo de 5 slots PCI. Os chipsets da Intel possuem quatro portas USB, enquanto que o da VIA tem seis portas USB. Outra diferença entre esses chipsets é em relação à quantidade máxima de memória RAM que eles aceitam: o Intel 850 aceita até 2 GB de RAM, o Intel 845 aceita até 3 GB de RAM e o VIA P4X266 aceita até 4 GB de RAM.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34061</guid><pubDate>Wed, 10 Oct 2001 04:00:00 +0000</pubDate></item><item><title>Chipset Intel 845</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/chipset-intel-845-r34060/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_qnfo2hqnfo2hqnfo.jpg.12656f7138a7a38066cb5a448509bced.jpg" /></p>
<p>
	A Intel lançou recentemente o seu novo modelo de chipset para processadores Pentium 4, o Intel 845. O chipset, para quem não sabe, é o conjunto de circuitos de uma placa-mãe. Entre outras coisas, o chipset define o tipo e a quantidade máxima de memória RAM que a placa-mãe aceita.
</p>

<p>
	O Pentium 4 utiliza um barramento externo de 100 MHz, porém transferindo quatro dados por pulso de clock em vez de um, como é o usual. Com isso, o seu barramento externo possui um desempenho quatro vezes superior ao de processadores tradicionais que usam um barramento externo de 100 MHz, como o Pentium II acima de 350 MHz e vários modelos do Pentium III. Daí o porque da Intel estar divulgando que o Pentium 4 possui um barramento de 400 MHz. Na verdade, o barramento do Pentium 4 não é de 400 MHz, mas sim de 100 MHz, mas tem o mesmo desempenho como se ele estivesse operando a 400 MHz, já que transfere quatro dados por pulso de clock, em vez de apenas um.
</p>

<p>
	Essa idéia não é exatamente nova. Os processadores Athlon e Duron operam em um esquema parecido, transferindo dois dados por pulso de clock em vez de um. Esses processadores da AMD podem operar externamente a 100 MHz ou 133 MHz, mas como transferem dois dados por pulso de clock, possuem um desempenho como se estivessem operando externamente a 200 MHz ou 266 MHz (embora fisicamente o clock seja de 100 MHz ou 133 MHz).
</p>

<p>
	O grande problema em transferir mais dados por pulso de clock é em relação à memória RAM. A memória RAM tradicionalmente transfere apenas um único dado por pulso de clock. O único tipo de memória capaz de acompanhar a velocidade externa do Pentium 4 é a memória Direct Rambus (D-RDRAM), e por isso os primeiros chipsets para Pentium 4 lançados pela Intel - o Intel 850 e o Intel 860 - aceitam somente esse tipo de memória. O grande problema com a memória Rambus é o seu alto preço. Assim, uma máquina utilizando o processador Pentium 4 acaba saindo uma pequena fortuna, já que todos os componentes necessários para montar essa máquina foram lançados recentemente no mercado (processador, placa-mãe, memória e fonte de alimentação) e todos nós sabemos que quando um componente acaba de ser lançado seu preço está lá nas alturas.
</p>

<p>
	A AMD nesse ponto foi muito mais esperta. Os primeiros chipsets para Athlon e Duron lançados no mercado aceitavam memórias SDRAM PC-100 e PC-133 tradicionais (e extremamente baratas). Tudo bem que isso fazia com que o recurso do processador transferir dois dados por pulso de clock para a memória não fosse aproveitado, já que as memórias SDRAM transferem apenas um dado por clock, mas em compensação acelerou a entrada desses processadores no mercado, já que as memórias DDR-SDRAM e Rambus, que são memórias que conseguem transferir dois dados por pulso de clock, eram (e ainda são) muito caras, o que tornaria um micro com esses processadores um absurdo de caro na época, além da dificuldade de se encontrar esse tipo de memória no mercado. Ou seja, os processadores Athlon e Duron em conjunto com memórias SDRAM estão operando abaixo de sua capacidade máxima de transferência.
</p>

<p>
	A importância desse novo chipset da Intel é justamente essa: ele aceita memórias SDRAM PC-100 e PC-133 tradicionais, barateando o preço dos micros baseados no processador Pentium 4. Em contrapartida, o desempenho do barramento do processador será quatro vezes menor do que a sua capacidade máxima.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34060</guid><pubDate>Wed, 03 Oct 2001 04:00:00 +0000</pubDate></item><item><title>Sensores da placa-m&#xE3;e</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/sensores-da-placa-m%C3%A3e-r34036/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_msxdfhmsxdfhmsxd.jpg.90c7819822b10a7380fc00cea2de9f8f.jpg" /></p>
<p>
	<a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/refrigeracao/diminuindo-a-temperatura-de-seu-processador-r34035/" rel="" target="_Blank">Como comentamos na semana passada</a>, as placas-mães modernas possuem diversos sensores. Esses sensores são controlados por um circuito da placa-mãe genericamente chamado Super I/O. Esse circuito normalmente é fabricado por uma empresa diferente do chipset da placa-mãe. Enquanto que o chipset da placa-mãe é normalmente fabricado pela Intel, ALi, SiS ou VIA, o Super I/O é normalmente fabricado pela Winbond, ITE, entre outros.
</p>

<p>
	A quantidade de sensores que uma placa-mãe possui depende desse circuito. Normalmente o circuito Super I/O monitora pelo menos as tensões da fonte de alimentação, a temperatura do processador e a velocidade de rotação da ventoinha do processador (somente se a ventoinha for ligada à placa-mãe e não diretamente à fonte de alimentação).
</p>

<p>
	No setup do micro é possível você programar o seu computador a emitir um alarme caso qualquer sensor indique que há algo de errado com o seu micro, como por exemplo, tensões da fonte com valores acima ou abaixo do especificado, processador com temperatura acima do normal ou ventoinha parada.
</p>

<p>
	Através do setup do micro você também pode monitorar os valores dos sensores. Acontece que na maioria das vezes você precisa estar com o computador funcionando a toda carga para ver se realmente as informações emitidas pelos sensores estarão dentro dos valores especificados (por exemplo, o processador só emitirá o máximo de calor quando trabalhando no topo de seu desempenho).
</p>

<p>
	Por isso, a melhor maneira de monitorar os sensores de seu micro para ver se ele está funcionando bem é através do programa que vem junto com a placa-mãe, que simplesmente se comunica com o circuito Super I/O e verifica os valores que estão sendo lidos por esse circuito. A complexidade e variedade de opções do programa depende do fabricante da placa-mãe. Há programas completos que inclusive traçam gráficos das tensões e temperaturas ao longo do tempo e permitem que sejam acionados alarmes para serem disparados caso algum sensor detecte algo de anormal. Programas mais simples somente mostram os valores lidos pelos sensores, não permitindo nenhum tipo de programação.
</p>

<p>
	Em vez do programa que vem junto com a placa-mãe, você pode experimentar usar programas mais complexos para monitorar o seu micro, como o Motherboard Monitor (<a href="http://mbm.livewiredev.com" rel="external nofollow" target="_blank">http://mbm.livewiredev.com</a>) e o Hardware Sensors Monitor (<a href="http://www.hmonitor.com" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.hmonitor.com</a>).
</p>

<p align="center">
	<img alt="Sensores da Placa-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/slide.png" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png">
</p>

<p>
	<strong>Figura 1:</strong> Monitorando os sensores do micro com o programa Hardware Sensors Monitor.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Sensores da Placa-Mãe" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/settings.png" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png">
</p>

<p>
	<strong>Figura 2:</strong> Configurando o programa Hardware Sensors Monitor para disparar um alarme quando o processador atingir 65º C.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34036</guid><pubDate>Wed, 25 Jul 2001 03:00:00 +0000</pubDate></item><item><title>Visita &#xE0; f&#xE1;brica da FIC Brasil</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/visita-%C3%A0-f%C3%A1brica-da-fic-brasil-r33780/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_09/Gemini_Generated_Image_u9y3iju9y3iju9y3.jpg.9ab62eebfc1f5e5e48aadcdcc46bc03d.jpg" /></p>
<p>
	Finalmente tivemos a oportunidade de conhecer a fábrica da FIC, localizada em Barueri/SP, conforme era o nosso desejo desde que falamos das outras fábricas de placas-mães que já visitamos (<a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/outros/pe%C3%A7as-de-hardware-fabricadas-no-brasil-isso-existe-r33775/" rel="" target="_blank">clique aqui para conhecer as outras fábricas que já visitamos</a>).
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Visita à Fábrica da FIC Brasil" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/230_1.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<b>Figura 1:</b> Gabriel Torres visita fábrica da FIC Brasil.
</p>

<p>
	Realmente ficamos bastante impressionados com a fábrica da FIC. Primeiro, pelo porte: ela é muito maior do que todas as outras fábricas de placas-mães que já visitamos no Brasil, possuindo uma capacidade de produção muito maior. E ainda há espaço para aumentar ainda mais a sua produção. Segundo, pelo alto nível: tudo é muito limpo e organizado, seguindo o mesmo padrão de qualidade das fábricas internacionais - mais especificamente, seguindo as mesmas linhas da FIC de Taiwan.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Visita à Fábrica da FIC Brasil" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/230_2.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<b>Figura 2:</b> Visão geral da fábrica da FIC Brasil.
</p>

<p>
	Segundo o engenheiro de produtos da FIC, Lineu Keniti Yauti, a taxa de RMA (taxa de placas produzidas com defeito) das placas-mães da FIC Brasil é de apenas 0,38%, uma taxa muito abaixo da média de mercado. O resultado, obviamente, são placas-mães de alta qualidade.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Visita à Fábrica da FIC Brasil" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/230_3.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<b>Figura 3:</b> Uma das várias máquinas de inserção de componentes SMD ("pick and place") da FIC Brasil.
</p>

<p>
	Nós já testamos as placas-mães da FIC produzidas no Brasil e pudemos comprovar que realmente as suas placas-mães são de boa qualidade e bom desempenho (só teve uma placa-mãe que não se saiu bem em nossos testes de desempenho, a FR33, porque ela é uma placa-mãe destinada a micros baratos e não a micros de alto desempenho).
</p>

<p>
	O fato é que a FIC já está instalada no Brasil há bastante tempo, mas só recentemente ela está produzindo placas-mães para serem vendidas no mercado. Por isso só agora pudemos conhecer a sua fábrica, pois se divulgássemos antes a existência dessa fábrica, muita gente procuraria a FIC para comprar placas em quantidade, só que eles não estavam vendendo placas-mães para o comércio. Mesmo hoje em dia a maior parte do faturamento da FIC Brasil vem de projetos específicos, isto é, a montagem de placas-mães exclusivamente para determinados fabricantes de PCs ou para outros dispositivos.
</p>

<p>
	Ou seja, vimos com os nossos próprios olhos: a fábrica da FIC Brasil está no mesmo nível das melhores fábricas de placas-mães do mundo. Com a diferença de suas placas terem um preço mais competitivo e o principal: garantia.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">33780</guid><pubDate>Fri, 29 Jun 2001 11:54:00 +0000</pubDate></item><item><title>Placas-m&#xE3;e ITX</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/placas-m%C3%A3e-itx-r34028/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_09/Gemini_Generated_Image_m74420m74420m744.jpg.8581abdcf4cae755624d037cedc02752.jpg" /></p>
<p>
	A VIA Technologies, tradicional fabricante de chipsets e que recentemente comprou a S3, conhecido fabricante de processadores de vídeo, a Centaur e a Cyrix, fabricantes de processadores, está liderando a indústria na criação de um novo padrão de placas-mães, chamado ITX.
</p>

<p>
	Essa padrão é destinado a micros baratos, compactos e altamente integrados, seguindo a atual filosofia da empresa de oferecer não o computador mais rápido do mercado, mas sim o mais barato, já que a maioria das pessoas quer somente um micro para poder navegar na Internet e editar um texto.
</p>

<p>
	A ideia da placa-mãe ITX é ter tudo on-board (ou seja, vídeo, áudio, modem e rede na própria placa-mãe), dispensando a instalação de novos periféricos. Com isso, o seu tamanho é bastante reduzido, já que não há a necessidade de haver muitos slots de expansão. Tradicionalmente as placas-mães ITX possuem apenas 2 slots PCI, como você pode observar na Figura 1.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="itx1.jpg" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/itx1.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 1:</strong> Placa-mãe ITX.
</p>

<p>
	O formato ITX é baseado no formato ATX de placas-mães. A grande diferença é no tamanho, como mostramos na tabela abaixo.
</p>

<table>
	<tbody>
		<tr>
			<td>
				<strong>Padrão</strong>
			</td>
			<td>
				<strong>Comprimento</strong>
			</td>
			<td>
				<strong>Largura</strong>
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td>
				ATX
			</td>
			<td>
				30,5 cm
			</td>
			<td>
				24,4 cm
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td>
				Mini ATX
			</td>
			<td>
				28,4 cm
			</td>
			<td>
				20,8 cm
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td>
				Flex ATX
			</td>
			<td>
				22,9 cm
			</td>
			<td>
				19,1 cm
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td>
				microATX
			</td>
			<td>
				24,4 cm
			</td>
			<td>
				24,4 cm
			</td>
		</tr>
		<tr>
			<td>
				ITX
			</td>
			<td>
				21,5 cm
			</td>
			<td>
				19,1 cm
			</td>
		</tr>
	</tbody>
</table>

<p>
	Outra diferença dessa placa-mãe está na fonte de alimentação. Como possui menos periféricos e como os periféricos existentes não são de alto consumo (a ideia não é instalar uma placa de vídeo 3D de última geração nessa placa), a fonte de alimentação pode ser fisicamente menor, inclusive para fazer um computador mais compacto. O plugue que liga à fonte de alimentação à placa-mãe é também menor (mais fino) do que o plugue atualmente utilizado em placas-mães ATX.
</p>

<p>
	Na Figura 2 nós vemos uma placa-mãe ITX instalada dentro de um gabinete ITX. Repare que o gabinete é bem menor do que os gabinetes atuais, não possuindo qualquer espaço desperdiçado.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="itx2.jpg" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/itx2.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png">
</p>

<p style="text-align: center;">
	<strong>Figura 2:</strong> Placa-mãe ITX instalada em um gabinete ITX.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34028</guid><pubDate>Wed, 06 Jun 2001 03:00:00 +0000</pubDate></item><item><title>Barramento USB 2.0</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/barramento-usb-20-r34026/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_arkjurarkjurarkj.jpg.0c23efa2946452ebd60562edcb64494d.jpg" /></p>
<p>
	<a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/barramento-firewire-ieee-1394-r34025/" rel="" target="_Blank">Na semana passada falamos do FireWire (IEEE 1394)</a>, que é um barramento externo ao micro para a conexão de periféricos externos, similar ao USB, e que tem como grande atrativo uma alta taxa de transferência: 400 Mbit/s (o que dá aproximadamente 50 MB/s). Tanto o FireWire quanto o USB permite que você instale facilmente periféricos externos ao micro, tais como câmeras digitais, teclados, mouses, impressoras, Zip-drives, gravadores de CD, discos rígidos etc, através de um conector padronizado disponível na placa-mãe do micro (no caso do USB) ou através de uma placa extra adicionada ao micro (no caso do FireWire).
</p>

<p>
	O USB Implementers Forum (<a href="http://www.usb.org" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.usb.org</a>), que é o grupo de fabricantes que desenvolveu o barramento USB, já desenvolveu a segunda versão do USB, chamada USB 2.0 ou High-speed USB. Essa nova versão do USB possui uma taxa máxima de transferência de 480 Mbit/s (aproximadamente 60 MB/s), ou seja, uma taxa maior que a do FireWire e muito maior do que a versão anterior do USB (chamada 1.1), que é a versão que temos hoje em nossos micros e que permite a conexão de periféricos usando taxas de transferência de 12 Mbit/s (aproximadamente 1,5 MB/s) ou 1,5 Mbit/s (aproximadamente 192 KB/s), dependendo do periférico.
</p>

<p>
	O grande problema do USB era a sua taxa de transferência. Basta lembrarmos que a maioria dos discos rígidos existente hoje no mercado opera com uma taxa de 66 MB/s. Como o barramento USB atualmente utilizado só transfere 1,5 MB/s, um disco rígido externo conectado ao micro através do barramento USB é extremamente lento. Para aplicações mais comuns - como impressoras, scanners e câmeras de vídeo - a taxa de transferência do USB é satisfatória. O problema mesmo é na conexão de periféricos que exijam altas taxas de transferência, basicamente sistemas de armazenamento de dados, como discos rígidos, gravadores de CD e Zip-drives.
</p>

<p>
	A porta USB 2.0 continua 100% compatível com periféricos USB 1.1. Ao iniciar a comunicação com um periférico, a porta tenta comunicar-se a 480 Mbit/s. Caso não tenha êxito, ela abaixa a sua velocidade para 12 Mbit/s. Caso a comunicação também não consiga ser efetuada, a velocidade é então abaixada para 1,5 Mbit/s. Com isso, os usuários não devem se preocupar com os periféricos USB que já possuem: eles continuarão compatíveis com o novo padrão.
</p>

<p>
	Um detalhe importantíssimo é que hubs USB 1.1 não conseguem estabelecer conexões a 480 Mbit/s para periféricos conectados a eles. Por exemplo, se você tem um teclado USB 1.1 que possua um hub USB 1.1 embutido, periféricos USB 2.0 conectados a esse teclado só conseguirão se comunicar a, no máximo, 12 Mbit/s com o micro, e não a 480 Mbit/s. Portanto, você deve prestar muita atenção a esse detalhe.
</p>

<p>
	A grande vantagem do USB 2.0 sobre o FireWire é, portanto, a compatibilidade com os periféricos USB já existentes. Lembramos também que o FireWire foi destinado basicamente ao mercado de áudio e vídeo, permitindo que câmeras de vídeo e novos equipamentos de áudio e vídeo profissionais pudessem ser ligados ao micro com um custo muito abaixo do que o hardware normalmente necessário para esse tipo de conexão. Podemos dizer, portanto, que o mercado-alvo do USB e do FireWire são, de certa forma, diferentes. Só agora é que o USB poderá também concorrer nesse mercado, com a sua versão 2.0, e poderá demorar um bom tempo até que apareçam equipamentos de áudio e vídeo com conectores USB.
</p>

<p>
	Ainda é incerto o tempo que demorará para que os periféricos USB 2.0 cheguem ao mercado. Apesar de no site do USB Implementers Forum (<a href="http://www.usb.org" rel="external nofollow" target='_blank"'>http://www.usb.org</a>) já ter uma lista de fabricantes que estão desenvolvendo produtos USB 2.0, ainda não podemos precisar com certeza quanto tempo eles demorarão para aparecer. É sempre bom lembrar que o USB começou a ser desenvolvido em 1995 e somente no ano passado (2000) é que os periféricos USB começaram a realmente a invadir a casa dos usuários - ainda assim de uma forma muito mais tímida do que os desenvolvedores do padrão USB previam.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34026</guid><pubDate>Wed, 23 May 2001 08:58:00 +0000</pubDate></item><item><title>Barramento Firewire (IEEE 1394)</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/barramento-firewire-ieee-1394-r34025/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_884rqo884rqo884r.jpg.47d741c499eeb633c88f09f7a6a2ba98.jpg" /></p>
<p>
	O barramento FireWire (também conhecido por IEEE 1394) é um barramento externo ao micro, similar ao USB. Ou seja, você pode instalar periféricos FireWire ao micro mesmo com ele ligado. O sistema operacional detecta que um novo periférico foi adicionado e trata de instalar os drivers necessários.
</p>

<p>
	A grande diferença entre o FireWire e o USB é o desempenho. Enquanto que no USB os dados são transferidos a, no máximo, 12 Mbit/s, no versão atual do FireWire os dados são transferidos a 400 Mbit/s, ou seja, o FireWire é 33 vezes mais rápido do que o USB.
</p>

<p>
	A maioria dos periféricos USB é lenta, como teclados e mouses. Só que existem periféricos que necessitam de altas taxas de transferências, como discos rígidos, por exemplo. O desempenho do USB e do FireWire é medido em bits por segundo porque eles usam transferência serial. Basta dividir por oito para ter o valor em bytes por segundo, que é a unidade mais usada para medir o desempenho de transferência de periféricos como discos rígidos, unidades de CD-ROM, gravadores CD-R, etc. Assim, temos que a velocidade máxima do USB é de 1,5 MB/s e que a velocidade máxima do FireWire é de 50 MB/s.
</p>

<p>
	O uso de um disco rígido USB, de uma unidade Zip-drive USB ou de um gravador CD-R USB externos ao micro é até viável, mas esses periféricos terão um desempenho sofrível, por conta da baixa taxa de transferência do USB. Basta lembrar que os discos rígidos atualmente encontrados no mercado possuem taxas de transferência de 33 MB/s (ATA-33), 66 MB/s (ATA-66) e 100 MB/s (ATA-100). Um gravador de CD-R típico que opere com velocidades de 32x/8x/4x (leitura, gravação e regravação, respectivamente) possui taxas de transferência de 4.800 KB/s (4,69 MB/s), 1.200 KB/s (1,17 MB/s) e 2.400 KB/s (2,34 MB/s), dependendo da aplicação. Enquanto que essas taxas estão muito acima da velocidade máxima do USB, elas se adequam perfeitamente ao barramento FireWire.
</p>

<p>
	O FireWire foi desenvolvido, inclusive, tendo em mente a transferência de dados grandes, como filmes sendo transferidos em formato digital entre câmeras digitais e o PC. Já existem no mercado alguns equipamentos profissionais de vídeo com porta FireWire para a conexão ao micro usando essa porta de alto desempenho.
</p>

<p>
	Enquanto que o USB é atualmente suportado por todos os chipsets (circuitos de apoio da placa-mãe) - fazendo com que todas as placas-mães do mercado possuam portas USB - quase nenhum chipset para placas-mães de PCs suporta o FireWire.
</p>

<p>
	A solução para termos o barramento FireWire em nosso PC é o uso de uma placa adaptadora FireWire, que é instalada em um dos slots PCI da placa-mãe, como a MSI 1394 (<a href="http://www.msi.com.tw" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.msi.com.tw</a>) ou a ATEN IC-1394. A MSI 1394, por exemplo, possui três portas FireWire, duas externas e uma interna. A porta interna permite que você instale periféricos FireWire dentro do gabinete do computador, se isso for conveniente para você.
</p>

<p>
	Casa porta USB permite a conexão de até 127 periféricos, ao passo que cada porta FireWire permite a conexão de até 63 periféricos simultaneamente.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34025</guid><pubDate>Wed, 16 May 2001 08:54:00 +0000</pubDate></item><item><title>Fun&#xE7;&#xF5;es esquecidas da placa-m&#xE3;e</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/fun%C3%A7%C3%B5es-esquecidas-da-placa-m%C3%A3e-r34023/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_5c3oei5c3oei5c3o.jpg.e5fdb6fc3062e3d9301df567ae498088.jpg" /></p>
<p>
	A maioria das placas-mães possui funções especiais que são desconhecidas ou simplesmente esquecidas pelos usuários. Em muitos casos, contudo, essas funções podem ser interessantes de serem usadas. Hoje veremos essas funções "esquecidas" da placa-mãe.
</p>

<ul>
	<li>
		Barramento IrDA: A maioria das placas-mães do mercado possui um conector na placa para o uso do barramento IrDA (Infrared Developers Association), que permite a comunicação sem fio entre o micro e periféricos que possuam sensores infravermelhos, como é o caso de alguns modelos de impressoras e notebooks. Para usar esse barramento, é necessário instalar um adaptador no conector IrDA existente sobre a placa-mãe, que infelizmente não vem junto com a placa.
	</li>
	<li>
		Portas USB adicionais: As placas-mães com formato ATX normalmente possuem duas portas USB em sua parte traseira. Algumas placas-mães possuem mais portas USB, só que essas portas não estão localizadas na parte traseira, mas sim no meio da placa. Para usar essas portas extras, é necessário instalar um adaptador, que irá converter o formato do plugue usado na placa-mãe para o formato padrão do plugue USB, permitindo a instalação de periféricos USB nessas portas extras. A maioria das placas-mães não vem com esse adaptador.
	</li>
	<li>
		Suspend to RAM (STR): Você pode configurar o micro para que ele guarde todas as informações de seus componentes na memória RAM e desligar todos os componentes, menos a memória RAM. Assim, a placa-mãe alimentará apenas a RAM, mantendo todos os demais componentes do micro desligados, o que faz com que o consumo do micro seja de apenas 5 W quando ele encontra-se nesse estado. A vantagem é que, quando o micro é "acordado", ele já estará na mesma situação em que encontrava-se quando foi colocado para "dormir", isto é, mantendo os mesmos programas e documentos que estavam abertos, por exemplo. Você pode ainda pode ainda programar o micro para fazer determinadas tarefas enquanto o micro está dormindo, como, por exemplo, baixar e-mails (o micro "acorda", executa a tarefa programada, e depois volta a "dormir"). Algumas placas-mães possuem um conector chamado STR, que permite que você instale um LED que se ficará acesso quando o micro estiver no modo STR e apagado quando o micro estiver em seu estado normal.
	</li>
	<li>
		Wake Up On LAN (WOL): Esse é um recurso que permite que um computador seja ligado através da rede local. Isso permite que administradores liguem todos os micros da rede remotamente, executem procedimentos de manutenção nas máquinas remotamente, e depois desliguem o micro. Esse procedimento de manutenção pode ser, inclusive, automatizado, facilitando enormemente a vida dos administradores de rede. Sem esse recurso, o administrador teria de ligar e desligar todas as máquinas da rede manualmente para fazer a manutenção das máquinas. Para esse recurso funcionar, a placa de rede deve suportá-lo, bem como a placa-mãe. A placa de rede e a placa-mãe devem ser interligadas através de um pequeno cabo de três fios, que é ligado na placa-mãe através de um conector chamado WOL.
	</li>
	<li>
		Wake Up On Ring (WOR): Similar ao WOL, esse recurso permite que computadores sejam ligados e desligados remotamente através da linha telefônica. Assim, você pode ligar, acessar e desligar um computador que esteja localizado a quilômetros de você. Para esse recurso funcionar, tanto a placa de modem quanto a placa-mãe devem suportá-lo e devemos ligar o modem à placa-mãe através de um cabo com dois fios, em um conector apropriado na placa-mãe (marcado com "Wake Up On Ring" ou similar). Além disso, o modem deverá estar ligado à linha telefônica e programado para receber ligações. Um software deverá estar habilitado na máquina para permitir o acesso externo - como o Servidor Dial Up do Windows 98 -, de modo que você consiga acessar a máquina remotamente (obviamente esse acesso é feito através de um pedido de login e senha).
	</li>
</ul>
]]></description><guid isPermaLink="false">34023</guid><pubDate>Wed, 02 May 2001 06:51:00 +0000</pubDate></item><item><title>Chipset Intel 815</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/chipset-intel-815-r33896/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_4afaee4afaee4afa.jpg.8f21bd6732c221f65f1b0cdc6ed98c55.jpg" /></p>
<p>
	A Intel acaba de lançar o seu mais novo chipset, o Intel 815 (nome-código Solano). Chipset é o nome dado ao conjunto de circuitos integrados utilizados na placa-mãe e ele define detalhes como o máximo de memória RAM que a placa-mãe aceita, além de influenciar diretamente no desempenho do micro. Dessa forma, estudando um determinado chipset - em nosso caso hoje, o Intel 815 - na verdade estamos estudando as características básicas de todas as placas-mães que usam esse circuito.
</p>

<p>
	Destinado ao mercado "mid-end", isto é, o de micros para usuários entusiastas, esse chipset suporta até 512 MB de memória RAM e possui o barramento AGP trabalhando no modo 4x (taxas de transferência de até 1 GB/s), fazendo com que a placa de vídeo AGP atinja o dobro do desempenho se comparado aos demais chipsets existentes hoje no mercado que suportam o barramento AGP somente no modo 2x (taxas de 528 MB/s). É válido lembrar que, para trabalhar no modo 4x, a placa de vídeo deverá ser também 4x.
</p>

<p>
	Possui um controlador de vídeo 3D integrado (on-board), mas este pode ser desativado para a instalação de uma placa de vídeo "verdadeira". Ao contrário do que ocorre com outros chipsets que têm vídeo integrado (como o Intel 810, por exemplo), em placas-mães contendo o chipset Intel 815 encontramos o slot AGP, podendo ser utilizado por uma placa de vídeo convencional.
</p>

<p>
	Um segundo modelo desse chipset, chamado 815E, foi também lançado e diferencia-se por ter quatro portas USB (a maioria dos chipsets possui duas portas USB, incluindo o Intel 815) e suportar o novíssimo padrão de discos rígidos ATA/100, onde o disco rígido consegue atingir taxas de transferência de até 100 MB/s. O chipset Intel 815 "comum" suporta o padrão ATA/66, aceitando discos rígidos Ultra DMA/66, que possuem taxas de transferência de até 66 MB/s.
</p>

<p>
	Outra novidade importante é o uso do conector CNR (Communications and Network Riser), que é uma modificação do AMR (Audio Modem Riser) para aceitar também placas de rede. Tanto o CNR quanto o AMR são conectores existentes na placa-mãe que permitem que você instale uma pequena placa de modem ou som (e, no caso do CNR, rede) que é controlada pelo chipset da placa-mãe, ou seja, utilizando a tecnologia HSP (Host Signal Processing), onde não é o dispositivo mas sim o processador da máquina que fica responsável por controlar a sua tarefa. Dessa forma, esses componentes possuem o mesmo funcionamento dos dispositivos on-board, isto é, um modem AMR tem o mesmo funcionamento de um modem on-board, sendo igualmente controlado pelo processador da máquina, obtendo um desempenho inferior a um modem "verdadeiro". Mas, em compensação, custam 10 vezes menos. Para um estudo mais detalhado dessa tecnologia, recomendamos a leitura do nosso <a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/dispositivos-amr-cnr-e-acr-r33869/" target="_blank" rel="">artigo publicado em 5 de abril de 2000</a>
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">33896</guid><pubDate>Wed, 19 Jul 2000 14:19:00 +0000</pubDate></item><item><title>Setup</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/setup-r33751/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_cwa06bcwa06bcwa0.jpg.847db9166fb8d26c407f2cecc681e8a0.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	O setup é um programa de configuração que todo micro tem e que está gravado dentro da memória ROM do micro (que, por sua vez, está localizada na placa-mãe). Normalmente para chamarmos esse programa pressionamos a tecla Del durante a contagem de memória.
</p>

<p>
	A configuração do micro é armazenada dentro de uma memória especial, chamada memória de configuração. Como essa memória é construída com a tecnologia CMOS, muitas pessoas chamam a memória de configuração de memória CMOS. Como esta memória é do tipo RAM, seus dados são apagados quando o micro é desligado. Para que isso não aconteça, há uma bateria que fica alimentando essa memória, para que os dados nela armazenados não sejam perdidos quando o micro é desligado. Essa bateria também é responsável por alimentar o circuito de relógio de tempo real do micro (RTC, Real Time Clock), pelo mesmo motivo. Todo micro tem esse relógio e ele é o responsável por manter a data e a hora atualizadas.
</p>

<p>
	No setup nós alteramos parâmetros que são armazenados na memória de configuração, como mostra a figura. Há uma confusão generalizada a respeito do funcionamento do setup. Como ele é gravado dentro da memória ROM do micro, muita gente pensa que setup e BIOS são sinônimos, o que não é verdade. Dentro da memória ROM do micro há três programas distintos armazenados: BIOS (Basic Input Output System, Sistema Básico de Entrada e Saída), que é responsável por "ensinar" ao processador da máquina a operar com dispositivos básicos, como a unidade de disquete, o disco rígido e o vídeo em modo texto; POST (Power On Self Test, Autoteste), que é o programa responsável pelo autoteste que é executado toda a vez em que ligamos o micro (contagem de memória, por exemplo); e setup (configuração), que é o programa responsável por alterar os parâmetros armazenados na memória de configuração (CMOS).
</p>

<p>
	Outra confusão comum é achar que as configuração alteradas no setup são armazenadas no BIOS. Como o BIOS é uma memória do tipo ROM, ela não permite que seus dados sejam alterados. Todas as informações manipuladas e alteradas no setup são armazenadas única e exclusivamente na memória de configuração (CMOS) do micro.
</p>

<p>
	Dessa forma, quando chamamos o setup não "entramos" no BIOS nem muito menos alteramos os valores do BIOS, como muitas pessoas dizem erroneamente. Na verdade entramos no setup e alteramos os valores da memória de configuração.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Setup" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/196_01.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png">
</p>

<p align="center">
	<strong>Figura 1:</strong> Relação entre ROM, memória de configuração (CMOS) e relógio de tempo real (RTC).
</p>

<p align="center">
	<img alt="Setup" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/196_02.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 2</strong>: Chip de memória ROM da placa-mãe. Os programas BIOS,<br>
	POST e Setup estão gravados dentro deste chip.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Setup" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/196_03.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 3</strong>: Exemplo de um chip ponte sul. A memória CMOS e o relógio de<br>
	tempo real (RTC) estão atualmente embutidos neste chip.
</p>

<p align="center">
	<img alt="Setup" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/196_04.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<strong>Figura 4</strong>: Esta bateria é conectada ao chip ponte sul, para alimentar tanto<br>
	a memória CMOS quanto o relógio de tempo real.
</p>

<p>
	[pagination="Menu Principal"]
</p>

<p>
	Para entrar no setup você deve pressionar a tecla Del durante a contagem de memória. Em alguns micros "de marca" (como os da IBM), a tecla é outra e você deve prestar atenção às instruções que aparecem na tela do micro durante a contagem de memória para poder ter acesso ao setup.
</p>

<p>
	Dentro do setup, a navegação é normalmente feita utilizando-se as setas de movimentação do teclado, a tecla Enter para selecionar um menu, Esc para retornar ao menu anterior e as teclas Page Up e Page Down para modificar uma opção existente.
</p>

<p>
	É muito importante notar que as alterações feitas enquanto você está dentro do setup não são gravadas automaticamente dentro da memória de configuração (CMOS). Por isso há a necessidade de se gravar as alterações antes de sair do setup, através da opção Save and Exit.
</p>

<p>
	Ao entrar no setup você verá um menu principal com opções para a entrada em outros menus de configuração. Essas opções são basicamente as seguintes (não se preocupe pois iremos estudar detalhadamente cada uma delas no futuro):
</p>

<ul>
	<li>
		CPU Setup: Em micros onde a placa-mãe não tem jumpers de configuração você encontrará esse menu, que serve para você configurar o processador: multiplicação de clock, clock externo, etc.  
	</li>
	<li>
		Standard CMOS Setup: Setup básico. Nesse menu configuramos opções básicas do micro, como o tipo de unidade de disquete, a data e hora e os parâmetros do disco rígido (os parâmetros do disco rígido podem ser configurados automaticamente através de uma opção chamada Hdd Auto Detection).
	</li>
	<li>
		Advanced CMOS Setup (ou BIOS Features Setup): Setup avançado. Aqui você encontrará algumas opções de configuração avançada, que em sua maioria inclui opções de customização do seu micro e que podem ser alteradas de acordo com o seu gosto pessoal. Também há aqui algumas opções que podem aumentar o desempenho do micro.
	</li>
	<li>
		Advanced Chipset Setup: Setup avançado do chipset. São opções para a configuração do chipset da placa-mãe. Essas opções incluem configurações que normalmente envolvem o acesso à memória RAM do micro, como wait states. Se você fizer alguma configuração errada nesse menu o micro pode travar. Por isso, não mexa nas opções desse menu a não ser que você tenha certeza do que está fazendo.
	</li>
	<li>
		PCI/Plug and Play Setup: Configura os recursos alocados por dispositivos instalados no micro, tais como placas de som e fax/modems.
	</li>
	<li>
		Power Management Setup: Neste menu você faz toda a configuração do gerenciamento de consumo elétrico, a fim de que o micro economize energia.
	</li>
	<li>
		Peripheral Setup (ou Integrated Peripherals): Configura os dispositivos integrados à placa-mãe (on-board).
	</li>
	<li>
		Auto Configuration With BIOS Defaults: Coloca os valores de fábrica em todas as opções do setup.
	</li>
	<li>
		Auto Configuration With Power-on Defaults: Coloca os valores contidos na memória CMOS nas opções do setup. Em outras palavras, configura o setup da mesma maneira que estava antes de você entrar nele.
	</li>
	<li>
		Change Password: Configura uma senha que será pedida quando você ligar o micro (ou tentar entrar no setup, dependendo da configuração efetuada no setup avançado).
	</li>
	<li>
		Auto Detect Hard Disk (ou HDD Auto Detect ou IDE Setup): Lê os parâmetros dos discos rígidos IDE do micro e configura automaticamente o setup avançado com os valores lidos.
	</li>
	<li>
		Hard Disk Utility (ou HDD Low Level Format): Formata o disco rígido em baixo nível (formatação física). Essa opção não deve nunca ser usada, sob a pena de você danificar permanentemente o seu disco rígido.
	</li>
	<li>
		Write to CMOS and Exit: Salva as alterações efetuadas na memória de configuração (CMOS) e sai do setup.
	</li>
	<li>
		Do Not Write to CMOS and Exit: Sai do setup sem gravar as alterações.
	</li>
</ul>

<p>
	[pagination="Setup Básico"]
</p>

<p>
	O setup básico não apresenta dificuldades em sua configuração. Nele você deve configurar:
</p>

<ul>
	<li>
		Data e hora do sistema, através das opções date e time, respectivamente.
	</li>
	<li>
		Tipos de unidades de disquete instaladas no micro. Você deve configurar que tipo (2.88 MB, 1.44 MB, 1.2 MB, 720 KB ou 360 KB) são as unidades de disquete A e B de seu micro. Um erro muito comum cometido por iniciantes é achar que para trocar a unidade A com a B (isto é, a atual unidade A passar a se chamar B e vice-versa) basta mudar aqui a configuração. Isso não é verdade. Para trocar a unidade A com a B é necessário abrir o micro e trocar a posição das unidades no flat-cable que liga as unidades à controladora (normalmente na placa-mãe). A unidade instalada na ponta do cabo sempre será a A e a unidade instalada no meio, sempre será a unidade B. Como atualmente a maioria dos micros só tem uma unidade (A, de 1.44 MB), na maioria das vezes você deve configurar a unidade A como sendo de 1.44 MB e a unidade B como "não instalada" (Not Installed).
	</li>
	<li>
		Geometria do disco rígido. Essa é a configuração mais difícil do setup básico mas, para a nossa sorte, há uma opção no menu principal do setup – chamada Hdd Auto Detection, IDE Setup ou similar, como vimos na semana passada – que lê os dados do disco rígido e configura automaticamente a geometria do disco rígido. Portanto, não há com o que se preocupar.
	</li>
	<li>
		Tipo de placa de vídeo. Configure como EGA/VGA. Algumas pessoas se confundem aqui. Essa opção configura o tipo de placa de vídeo instalada dentro do micro e não o tipo de monitor de vídeo. Existe uma opção chamada "Monochrome", que é para micros que tenham uma placa de vídeo MDA instalada. Se você tem um micro com placa de vídeo VGA ou Super VGA com um monitor monocromático instalado, a opção correta é EGA/VGA (que configura a placa de vídeo que está instalada no micro) e não Monochrome (já que a sua placa de vídeo não é MDA).
	</li>
</ul>

<p>
	E só. Em alguns setups podem aparecer algumas opções a mais:
</p>

<ul>
	<li>
		Floppy Mode 3 Support: Existe uma unidade de disquete japonesa que é de 3 1/2" e 1.2 MB (em vez de 1.44 MB) e, para que o micro a reconheça, é necessário habilitar esta opção. Como você provavelmente não tem esse tipo de unidade em seu micro, deixe essa opção desabilitada (Disabled).
	</li>
</ul>

<ul>
	<li>
		Halt On: Essa opção informa ao micro em que situação de erro ele deverá parar durante o autoteste inicial da máquina (POST). A opção default é "All Errors", ou seja, em qualquer situação de erro detectada durante o autoteste o micro irá parar e uma mensagem de erro será apresentada. Já a opção "All but keyboard" fará o micro parar em todos os tipos de erro, menos em erros de teclado. E assim por diante de acordo com as demais opções disponíveis. Nossa recomendação é que você configure essa opção em "All Errors".
	</li>
</ul>

<ul>
	<li>
		Daylight Saving: Essa opção não é muito comum e provavelmente você só encontrará em micros muito antigos. Essa opção habilita o ajuste automático do horário de verão (que em inglês chama-se daylight saving). Acontece que esse ajuste baseia-se nos EUA, onde o verão ocorre durante o nosso inverno e, portanto, essa opção deve permanecer desabilitada (Disabled).
	</li>
</ul>

<p>
	É claro que em alguns micros você poderá encontrar outras informações no setup básico, como a quantidade de memória RAM instalada no micro. Mas as opções que você encontrará em todos os setups são essas que apresentamos hoje.
</p>

<p>
	[pagination="Setup Avançado"]
</p>

<p>
	Como o próprio nome indica, no setup avançado (Advanced CMOS Setup) existem opções avançadas de configuração do micro. Entretanto, a maioria das opções do setup avançado são ajustadas de acordo com o gosto do usuário, como você perceberá. A seguir iremos apresentar as opções mais comuns do setup avançado, indicando a nossa recomendação de configuração, muito embora você não precise seguir à risca nossas recomendações já que, como dissemos, diversas opções são configuradas de acordo com o gosto do usuário.
</p>

<p>
	É importante notar que o setup do seu micro pode não ter todas as opções aqui descritas, da mesma forma que podem existir opções que não apresentamos aqui. Lembre-se que para habilitar uma opção, você deverá configurá-la como "enabled" e, para desabilitar, como "disabled".
</p>

<ul>
	<li>
		Typematic Rate Programming: Você pode configurar a taxa de repetição de teclas do teclado habilitando essa opção, isto é, ao manter uma tecla pressionada, ela começará a ser repetida automaticamente. A configuração dessa taxa é feita através das duas opções a seguir. 
	</li>
	<li>
		Typematic Rate Delay: Configura o tempo que o micro demorará para começar a repetir uma tecla caso você mantenha ela pressionada. O valor configurado nessa opção é dado em milissegundos.
	</li>
	<li>
		Typematic Rate: Configura a quantidade de caracteres por segundo que a repetição automática irá gerar.
	</li>
	<li>
		Quick Power On Self Test: Em BIOS Award, o teste de memória é executado três vezes. Com essa opção habilitada, o teste é feito somente uma vez, tornando o processo de boot mais rápido.
	</li>
	<li>
		Above 1 MB Memory Test: Habilite essa opção para que o micro teste toda a memória RAM durante a contagem de memória. Caso essa opção não seja habilitada, o micro só irá testar o primeiro 1 MB de memória, o que não é bom.
	</li>
	<li>
		Memory Test Tick Sound: Habilita o barulho ("tick") feito durante a contagem de memória. O ajuste fica a gosto pessoal.
	</li>
	<li>
		Hit &lt;DEL&gt;Message Display: Com essa opção habilitada, a mensagem "Hit &lt;DEL&gt;To Run Setup" é mostrada durante a contagem de memória. Nossa recomendação é que essa opção permaneça habilitada, muito embora você continue podendo entrar no setup normalmente mesmo que essa mensagem não seja apresentada durante a contagem de memória.
	</li>
	<li>
		Wait For <f1>If Any Error: Similarmente à opção anterior, habilita a mensagem "Press <f1>To Resume" caso ocorra algum erro durante o autoteste (POST). Recomendamos habilitar essa opção. </f1></f1>
	</li>
	<li>
		System Boot Up Num Lock: Configura o estado da tecla Num Lock ao ligar o micro. Nossa sugestão é habilitar essa opção.
	</li>
	<li>
		Floppy Drive Seek at Boot: Faz um teste, após a contagem de memória, para ver se as unidades de disquete configuradas no setup básico realmente estão instaladas. Nossa recomendação é que você desabilite essa opção para que o processo de boot torne-se mais rápido.
	</li>
	<li>
		System Boot Up Sequence: Configura a seqüência de boot, isto é, de qual unidade o boot será dado. Nossa recomendação é que você configure essa opção como "C Only" (ou "C, A" caso essa opção não exista). Isso fará com que o boot seja mais rápido (já que o micro irá ler diretamente o sistema operacional do disco rígido) e evitará que o seu micro seja contaminado por vírus de boot (já que o boot através de disquete ficará desabilitado).
	</li>
	<li>
		Bootsector Virus Protection (ou Anti-virus ou Virus Warning): Tome cuidado, pois o nome dessa opção induz a um erro. Com essa opção habilitada, o micro não irá permitir que nenhum programa atualize o setor de boot do disco rígido, tarefa que algum vírus pode tentar efetuar. O grande problema é que alguns utilitários de disco (como o Norton Utilities) e o próprio programa de instalação do sistema operacional alteram dados do setor de boot, fazendo com que o micro acuse falsamente um erro quando essa opção está habilitada. Aliás, é por isso que muitos técnicos não conseguem instalar o sistema operacional quando essa opção está habilitada. Por isso, nossa recomendação é que você mantenha essa opção desabilitada. Se você quer se proteger contra vírus, use um bom programa anti-vírus.
	</li>
</ul>

<p>
	[pagination="Setup Avançado (Cont.)"]
</p>

<p>
	Continuaremos com as principais opções existentes no setup avançado do micro.
</p>

<ul>
	<li>
		Password Checking Option (ou Security Option): No menu principal do setup podemos definir, através da opção Change Password, uma senha que será pedida quando o micro é ligado. Através dessa opção configuramos quando essa senha será solicitada: sempre em que ligamos o micro (opção Always ou System) ou então só quando tentamos entrar no setup (opção Setup). A configuração fica a seu critério, de acordo com a sua política de segurança. 
	</li>
	<li>
		Swap Floppy Drive ou Floppy Drive Swapping: Essa opção troca a unidade A com a B. Isto é, se a sua unidade A for de 5 1/4" e a B, de 3 1/2", habilitando essa opção a unidade A passará a ser a de 3 1/2" e a B, a de 5 1/4". Como hoje em dia a maioria dos micros só possui uma única unidade de disquetes (de 3 1/2"), essa opção deve permanecer desabilitada.
	</li>
	<li>
		PCI VGA Palette Snooping ou VGA Palette Snoop: Essa opção compatibiliza algumas placas de vídeo antigas de alta resolução com o padrão VGA. Como atualmente todas as placas de vídeo são compatíveis com esse padrão, essa opção deve ficar desabilitada.
	</li>
	<li>
		Hard Disk Type 47 RAM Area ou Extended ROM RAM Area ou Extended BIOS RAM Area ou Scratch RAM Option: Essa opção configura como será acessada a área de memória RAM que o BIOS usa como rascunho. Existem duas opções: "DOS 1KB", que diminui a memória convencional de 640 KB para 639 KB e usa essa área de 1 KB para acessar a área de rascunho; ou "0:300", que usa o endereço 300h para acessar essa área de rascunho. A primeira opção é melhor, já que a segunda opção normalmente fará com que o seu micro apresente conflito com uma placa de rede, que placas de rede normalmente utilizam o endereço 300h para se comunicarem com o micro. Essa perda de 1 KB de memória atualmente é desprezível.
	</li>
	<li>
		External Cache Memory ou L2 Cache Memory: Habilita o cache de memória L2. Habilite, ou o seu micro ficará muito lento.
	</li>
	<li>
		Internal Cache Memory ou L1 Cache Memory: Habilita o cache de memória L1. Habilite, ou o seu micro ficará muito lento.
	</li>
	<li>
		System BIOS Cacheable ou System ROM Cacheable ou System BIOS Cacheable: Essa opção faz com que o BIOS do micro seja acessado usando o cache de memória, o que aumenta o desempenho do micro consideravelmente. Portanto, habilite essa opção.
	</li>
	<li>
		Video BIOS Cacheable ou Video Cacheable Option ou Video ROM Cache: Idem para a memória ROM da placa de vídeo. Habilite essa opção.
	</li>
	<li>
		System ROM Shadow ou Main BIOS Shadow ou Adaptor ROM Shadow F000, 64K ou F Segment Shadow: O shadow é uma técnica onde o conteúdo da memória ROM é copiado para a memória RAM e a memória RAM passa a ser acessada em vez da ROM. Isso é feito de forma a aumentar o desempenho do micro, já que o tempo de acesso da memória ROM é maior do que o tempo de acesso da memória RAM (ou seja, a memória ROM é mais lenta do que a RAM). Essa opção habilita o shadow do BIOS do micro, fazendo com que o conteúdo do BIOS seja copiado para a RAM e, a partir de então, o processador passa a acessar a cópia do BIOS que está na memória RAM e não mais diretamente a memória ROM do micro. Obviamente recomendamos que essa opção seja habilitada.
	</li>
	<li>
		Video ROM Shadow ou Adaptor ROM Shadow C000, 32K ou Adaptor ROM Shadow C400, 16K: Idem para a ROM da placa de vídeo. Recomendamos que essa opção seja habilitada.
	</li>
	<li>
		Outras opções de Shadow: Outras opções de shadow deverão permanecer desabilitadas, já que normalmente não há outras memórias ROM no micro e, portanto, não há a necessidade de se habilitar shadow de outras áreas de memória.
	</li>
</ul>

<p>
	[pagination="Setup Avançado (Cont.)"]
</p>

<p>
	Continuaremos vendo mais opções do setup avançado do micro. Muitos leitores estão nos escrevendo falando que diversas opções que estamos apresentando não existem em seus micros. Isso é normal! Você não encontrará todas as opções em todos os setups.
</p>

<ul>
	<li>
		Floppy Disk Acess Control: Essa opção configura se o usuário terá acesso total à unidade de disquete (opção R/W, Read/Write) ou se ele poderá apenas ler disquetes (opção Read Only). Configure em "R/W", a não ser em algum caso particular que você não queira permitir gravação em disquetes. 
	</li>
	<li>
		HDD Sequence SCSI/IDE First: Se você tiver um disco rígido IDE e um SCSI instalados ao mesmo tempo no micro, você poderá configurar, através desta opção, qual deles que dará boot. Se você não tiver um disco SCSI, deixe essa opção em "IDE". Caso contrário, ajuste conforme a sua necessidade.
	</li>
	<li>
		Assign IRQ for VGA: Essa opção força a placa de vídeo a usar uma linha de interrupção. Se desabilitarmos essa opção, a placa de vídeo não usará uma IRQ, liberando uma interrupção para ser usada para algum outro periférico, o que pode ser conveniente em alguns casos (micros lotados de periféricos gerando conflitos de interrupção com a placa de vídeo). Embora isso possa parecer interessante, os programas DOS (sobretudo jogos) não conseguirão acessar o vídeo com mais de 256 cores se essa opção estiver desabilitada. Por isso, recomendamos que você deixe essa opção habilitada. Inclusive essa é a solução do caso clássico de você não estar conseguindo configurar mais de 256 cores em seu jogos predileto.
	</li>
	<li>
		Init Display First: Se você tiver mais de uma placa de vídeo instalada no micro (para aproveitar o suporte a múltiplos monitores do Windows 98) e uma delas for AGP, você deverá configurar através dessa opção qual placa de vídeo irá inicializar primeiro: a placa AGP ou a placa PCI. Você deve ajustar conforme o seu gosto pessoal. Em micros com vídeo on-board, essa opção serve também para desabilitar o vídeo on-board (instalando-se uma placa de vídeo PCI e configurando essa opção em "PCI"). No caso de você não ter mais de uma placa de vídeo, essa opção é ignorada.
	</li>
	<li>
		BIOS Update: Essa opção habilita o upgrade de BIOS. Existe um vírus famoso, chamado CIH (mais conhecido como Spacefiller ou Chernobyl), que apaga o BIOS. Se essa opção estiver desabilitada, o upgrade de BIOS não é possível, bem como esse vírus não conseguirá apagar o BIOS de seu micro, caso o seu micro seja infectado. Nossa recomendação é que você desabilite essa opção e só a habilite durante o procedimento de upgrade de BIOS (esse procedimento raramente é necessário para a maioria dos usuários).
	</li>
	<li>
		Report No FDD For Win95: Habilite essa opção somente se você não tiver nenhuma unidade de disquete instalada no micro. Normalmente essa opção deve ficar desabilitada.
	</li>
	<li>
		Delay for HDD: Discos rígidos muito antigos demoram um tempo para atingirem a sua velocidade de rotação. O sintoma mais comum desse problema é você ligar o micro e aparecer a mensagem de erro "HDD Controller Failure", mas, dando um reset, o micro passa a funcionar perfeitamente. Isso ocorre justamente porque, da primeira vez que o micro tentou dar o boot, o disco ainda não tinha atingido a sua velocidade de rotação correta, fazendo com que fosse apresentada uma mensagem de erro. Se isto estiver ocorrendo, você pode configurar um tempo de espera (em segundos) que será dado após a contagem de memória para ser dado o início da leitura do disco rígido. Como esse problema só ocorre em discos rígidos antigos, deixe essa opção desabilitada (ou em "0").
	</li>
	<li>
		S.M.A.R.T. For Hard Disks: Habilita o modo SMART (Self-Monitoring, Analysis and Reporting Technology) do disco rígido, caso ele possua essa tecnologia (todos os discos rígidos novos tem). Trata-se de um diagnóstico interno preventivo que é executado pelo disco rígido que informa ao micro caso o disco rígido tenha alguma possibilidade de se danificar no futuro, dando tempo do usuário fazer backup de seus dados antes de uma "catástrofe" acontecer. Recomendamos que você habilite essa opção.
	</li>
</ul>

<p>
	[pagination="Setup Avançado do Chipset"]
</p>

<p>
	Vamos continuar vendo mais opções do setup avançado.
</p>

<ul>
	<li>
		Graphics Aperture Size: As placas de vídeo AGP podem usam a memória RAM do micro para armazenarem informações de z-buffering e de texturas. Essa opção define até quanto de memória RAM essas placas de vídeo podem usar para si. Em geral você pode deixar essa opção configurada em seu valor default, mas você pode experimentar mudar o valor caso esteja encontrando erros em jogos 3D. 
	</li>
	<li>
		CPU Level 2 Cache ECC Checking: Processadores Intel a partir do Pentium II-300 permitem que seja usado um modo avançado de correção de erros no acesso à sua memória cache L2, chamado ECC (Error Correction Check). Esse método de acesso aumenta a confiabilidade dos dados. Embora possa parecer interessante habilitar essa opção, ela diminui o desempenho do micro, já que o processador gastará mais tempo no armazenamento e na leitura de dados do cache de memória, por conta dessa verificação de erros. Portanto, nossa sugestão é que você desabilite essa opção.
	</li>
	<li>
		System BIOS Cacheable ou System ROM Cacheable ou System BIOS Shadow Cacheable: Essa opção habilita o uso do cache de memória no acesso ao BIOS do micro. Como o BIOS é acessado o tempo todo e como o uso do cache de memória aumenta o desempenho do micro, essa opção faz com que o desempenho do micro aumente. Por isso recomendamos que essa opção seja habilitada.
	</li>
	<li>
		Video BIOS Cacheable ou Video Cacheable Option ou Video ROM Cache: Essa opção faz o mesmo que a opção anterior, só que para a memória ROM localizada na placa de vídeo. Recomendamos que essa opção seja habilitada, para que o desempenho de vídeo seja aumentado.
	</li>
</ul>

<p>
	Essas foram as principais configurações existentes no setup avançado (Advanced CMOS setup). A seguir iremos ver as principais opções existentes no setup avançado do chipset (Advanced Chipset Setup). A maioria das opções desse menu dizem respeito a configuração do acesso à memória RAM. Por isso, tome muito cuidado ao alterar alguma opção, pois uma configuração mal feita pode fazer com que o micro fique travando. Caso o micro passe a travar após você ter habilitado alguma opção, basta reiniciar o micro e desfazer as alterações efetuadas no setup para que o micro volte a funcionar normalmente. Muito embora algumas vezes iremos sugerir habilitar algumas opções, pode ser que o seu micro não suporte essa opção habilitada (ele ficará travando).
</p>

<ul>
	<li>
		Memory Parity Error Check: Habilita o teste de paridade. Como a maioria das memórias hoje em dia não possuem chip de paridade, recomendamos que essa opção seja desabilitada, para que você não obtenha a mensagem de erro de paridade aleatoriamente.
	</li>
</ul>

<ul>
	<li>
		DRAM ECC/Parity Select: Seleciona qual será o método de correção de erros empregado no acesso à memória RAM: ECC ou paridade. O método ECC só poderá ser selecionado caso você tenha uma memória RAM do tipo ECC, que é minoria em nosso mercado e é mais vendida para servidores de rede. A não ser que o seu micro tenha memória ECC instalada (o que achamos pouco provável), configure essa opção em "Parity".
	</li>
</ul>

<ul>
	<li>
		ECC Checking/Generation: Habilita o esquema ECC de correção de erros. Só habilite essa opção caso o seu micro tenha memória RAM com suporte a esse método de correção de erros (que, como dissemos, achamos improvável).
	</li>
</ul>

<ul>
	<li>
		Run OS/2&gt;= 64 MB ou OS Select for DRAM&gt; 64 MB: Caso você use o sistema operacional OS/2, você deverá habilitar essa opção para acessar mais de 64 MB de memória RAM. Como a maioria dos usuários usa Windows 9x, desabilite essa opção (ou coloque em "Non-OS/2").
	</li>
</ul>

<ul>
	<li>
		Fast EDO Path Select: Habilite essa opção caso a memória de seu micro seja do tipo EDO.
	</li>
</ul>

<p>
	[pagination="Setup Avançado do Chipset (Cont.)"]
</p>

<p>
	A maioria das configurações do setup avançado do chipset (Advanced Chipset Setup) fica presa a uma configuração padrão e normalmente você só pode alterar essas configurações caso você desabilite a opção Auto Configuration ou Auto Config existente. Isso ocorre porque as configurações desse menu normalmente envolvem base de tempo, e toda configuração dessa natureza faz com que o micro trave caso você configure um valor errado.
</p>

<p>
	Dessa forma, se você não quiser correr riscos, o melhor a fazer é habilitar a configuração automática e não mexer nas configurações que ficam truncadas por essa opção.
</p>

<p>
	Dentre as inúmeras opções envolvendo base de tempo estão as configurações de wait states. Wait states são pulsos de clock adicionados ao ciclo de leitura ou escrita em memória de modo a casar a velocidade do processador com a velocidade da memória RAM, pois a memória RAM é bem mais lenta que o processador. Durante os pulsos de wait state o processador não faz absolutamente nada, ele fica somente esperando a memória RAM ficar pronta para receber ou enviar os dados. Ou seja, o uso de wait state faz com que o desempenho do micro diminua. Acontece que não há como o processador acessar diretamente a memória RAM sem o uso de wait states.
</p>

<p>
	Dessa forma, quanto menos wait states o processador usar, melhor. Isso significa que você pode tentar diminuir a quantidade de wait states para ganhar um pouco mais de desempenho em seu micro. A configuração automática (Auto Config) não coloca os melhores valores de wait states, mas sim os valores que com certeza não farão com que o micro trave. Por isso, há a chance de você diminuir o número de wait states e o micro não travar.
</p>

<p>
	Se você decidir por diminuir os wait states, desabilite a opção Auto Config e diminua o número usado por cada opção, uma de cada vez. Por exemplo, imagine que a opção CAS Read Wait State esteja configurada em "4" (ou seja, usando 4 wait states). Você pode diminuir esse valor para 3, salvar as alterações e tentar usar o micro um pouco para ver se ele não trava. Se travar, você deve reiniciar o micro, entrar no setup e desfazer a última alteração feita. Caso o micro não trave, você pode tentar diminuir ainda mais esse número, repetindo todo o processo até achar o valor ideal (que é sempre um antes do micro travar).
</p>

<p>
	Só não experimente mudar um monte de opções ao mesmo tempo, pois caso o micro trave você não saberá qual opção você mudou que está fazendo com que o micro trave. O ajuste fino de wait states deve ser feito individualmente para cada opção existente. É um processo demorado, mas que, como dissemos, pode render um desempenho extra para o micro.
</p>

<p>
	Se você não tem paciência para fazer esse ajuste fino ou não tem o tempo necessário para fazê-lo, não se preocupe: baste habilitar a opção Auto Configuration e esqueça essa história de ajuste de wait states.
</p>

<p>
	As principais opções de ajuste de wait states são as seguintes:
</p>

<ul>
	<li>
		Cas Read Wait State ou DRAM Read Wait States: Número de wait states usado na leitura da memória RAM.
	</li>
	<li>
		CAS Write Wait State ou DRAM Write Wait States ou DRAM Wait State Select ou DRAM Write CAS Pulse: Idem para a escrita em memória.
	</li>
	<li>
		Memory Wait State ou DRAM Wait State: Alguns setups apresentam somente uma única opção para o ajuste de wait states.
	</li>
	<li>
		DRAM Speed Option: Em alguns setups o número de wait states não aparece de forma numérica, mas sim através de rótulos: Fastest (0 wait state), Faster (1 wait state), Slower (2 wait states) e Slowest (3 wait states). Através dessa opção você ajusta o número de wait states da mesma forma que nas outras opções apresentadas. Por exemplo, configurá-la em "Faster" é equivalente a configurá-la com 1 wait state.
	</li>
</ul>

<p>
	[pagination="Setup Avançado do Chipset (Cont.)"]
</p>

<p>
	Em geral, opções que tenham a ver com base de tempo devem ser configuradas da mesma maneira do que wait states. Isto é, quanto menor o tempo, maior o desempenho. Mas, para isso, você deve achar o valor exato da configuração, conforme explicamos na semana passada. As seguintes opções podem ser configuradas da mesma forma que wait states:
</p>

<ul>
	<li>
		RAS to CAS Delay ou Fast RAS to CAS Delay: Define quantos pulsos de clock existirão entre os sinais de RAS e CAS, responsáveis pelo acesso à memória RAM.
	</li>
	<li>
		DRAM RAS Precharge Time: Número de pulsos de clock necessários para que o sinal RAS (responsável pelo acesso à memória) acumule carga antes de um ciclo de refresh (ciclo que consiste em varrer a memória para recarregar os valores nela armazenados).
	</li>
	<li>
		DRAM R/W Leadoff Timing: Número de pulsos de clock necessários antes do início de um ciclo de leitura ou escrita em memória.
	</li>
</ul>

<p>
	A seguir veremos outras opções comuns de serem encontradas no setup avançado do chipset.
</p>

<ul>
	<li>
		DRAM Speed: Configure com o tempo de acesso das memórias instaladas no micro.
	</li>
	<li>
		DRAM Speculative Leadoff: O chipset da placa-mãe pode especular qual será o próximo endereço a ser lido pelo processador, aumentando o desempenho do acesso à memória RAM. Recomendamos que você habilite esta opção.
	</li>
	<li>
		Turn-around Insertion: Insere um wait state nos acessos a dois dados consecutivos na memória. Desabilite esta opção para eliminar este wait state e, com isso, aumentar o desempenho do micro.
	</li>
	<li>
		Read-around Write: Se um dado for lido de um endereço recém-escrito na memória RAM, o controlador de memória (que está embutido no chipset da placa-mãe) poderá entregar esse dado ao processador sem a necessidade de lê-lo da memória, já que ele ainda estará armazenado internamente no chipset. Habilite essa opção para ganhar desempenho.
	</li>
	<li>
		I/O Recovery Time ou AT Cycle Wait State ou AT Cycle Between I/O Cycles ou 8 Bit I/O Recovery Time ou 16 Bit I/O Recovery Time: Configura wait states para serem utilizados no acesso a dispositivos instalados no barramento ISA. Como o uso de wait states piora o desempenho, recomendamos desabilitar essas opções (ou seja, configurá-las em 0 wait states) ou, se não for possível, configurar o uso de apenas um wait state.
	</li>
	<li>
		ISA Line Buffer: Habilita um buffer de dados para o barramento ISA, aumentando o seu desempenho. Recomendamos, portanto, que você habilite esta opção.
	</li>
	<li>
		Memory Hole ou Memory Hole At 15 MB Add: Cria um “buraco” na área de memória entre 15 MB e 16 MB, para que o micro fique compatível com algumas placas de vídeo ISA antigas que usavam essa área para si. Como essa opção faz com que o micro perca 1 MB de memória, sugerimos que você mantenha ela desabilitada.
	</li>
</ul>

<p>
	[pagination="Setup Avançado do Chipset (Cont.)"]
</p>

<p>
	Continuaremos a ver opções importantes presentes no setup avançado da máquina. As opções a seguir aumentam o desempenho do micro quando habilitadas, por isso recomendamos que você as habilite. Mas nem todos os micros são 100% compatíveis com essas opções e, com isso, o micro pode travar depois de você ter habilitado alguma dessas opções. Se isso ocorrer, basta desabilitar a opção que está gerando o problema.
</p>

<ul>
	<li>
		CPU Burst Write ou CPU-to-Memory Burst Write: Aumenta o desempenho de escrita na memória RAM. 
	</li>
	<li>
		PCI Bursting ou Host-to-PCI Burst Write ou PCI Burst Mode ou PCI Burst Write Combine ou PCI Dynamic Bursting: Aumenta o desempenho do barramento PCI, habilitando o seu modo burst.
	</li>
	<li>
		PCI Concurrency ou Peer Concurrency: Permite que o barramento PCI atenda a mais de um dispositivo PCI por vez, aumentando o desempenho.
	</li>
	<li>
		PCI Streaming: Permite a transferência de pacotes de dados maiores, aumentando o desempenho do barramento PCI.
	</li>
	<li>
		 PCI-to-DRAM Pipeline: Aumenta o desempenho de escrita de dados feita pelo barramento PCI na memória RAM.
	</li>
	<li>
		CPU-to-PCI Write Post ou CPU-to-PCI Write Buffer: Habilita uma memória (chamada buffer) para o armazenamento temporário dos dados enviados pelo processador ao barramento PCI, caso o barramento não esteja pronto para receber dados, liberando o processador para a realização de outra tarefa. Caso essa opção não seja habilitada, o processador terá de esperar o barramento ficar pronto para receber dados, diminuindo o desempenho de escrita no barramento PCI.
	</li>
	<li>
		PCI Master 0 WS Write: Permite que dispositivos PCI escrevam na memória RAM sem usar wait states.
	</li>
	<li>
		Passive Release: Aumenta o desempenho do barramento PCI.
	</li>
</ul>

<p>
	Vamos ver mais algumas opções presentes no setup avançado:
</p>

<ul>
	<li>
		PCI IRQ Activate By: Configura se as interrupções do barramento PCI serão ativadas pelo flanco (edge) ou nível (level) do sinal do pedido de interrupção. Nossa sugestão é que você configure em "level".
	</li>
	<li>
		Delay Transaction ou PCI 2.1 Support: Compatibiliza o chipset da placa-mãe com a especificação PCI 2.1. Recomendamos habilitar.
	</li>
	<li>
		AT Bus Clock ou AT Clock Selection ou Bus Clock Frequency Select ou ISA Bus Clock Option ou AR Bus Clock Control ou PCICLK-to-ISA Sysclk Divisor: Essa opção configura o clock que será utilizado pelo barramento ISA, que deve funcionar a 8 MHz. Acontece que a maioria das placas-mães não possuem um gerador de clock de 8 MHz, e daí, para gerarem esse clock, usam um divisor ou do clock do barramento externo do processador (Bus Clock ou Sysclock) ou do clock do barramento PCI (PCICLK). Como o clock do barramento PCI é de 33 MHz, normalmente devemos configurar essa opção em "1/4 PCICLK" (que configurará o clock do barramento ISA em 8,25 MHz). Você mesmo poderá fazer as contas para saber a melhor configuração para essa opção. Lembramos que dispositivos ISA normalmente não conseguem trabalhar muito acima de 8 MHz. Portanto, se você configurar essa opção para um clock mais alto - por exemplo 11 MHz - os dispositivos ISA de seu micro provavelmente não funcionarão.
	</li>
</ul>

<p>
	[pagination="Gerenciamento de Consumo Elétrico"]
</p>

<p>
	Agora que nós já vimos as opções mais importantes do setup avançado (Advanced CMOS Setup e Advanced Chipset Setup), iremos ver a configuração do gerenciamento de consumo elétrico avançado do micro (Advanced Power Management), que é feita através do menu Power Management (ou equivalente) do setup.
</p>

<p>
	O micro possui diversos modos de "hibernação". Nesses modos de hibernação, o micro consome menos eletricidade. Isso é conseguido de diversas formas, como, por exemplo, diminuindo o clock do processador ou desligando o disco rígido. É claro que o micro só entra em modo de hibernação depois de estar um determinado tempo ocioso, isto é, sem fazer absolutamente nada. É justamente na configuração do gerenciamento do consumo elétrico do micro que você configura o tempo de ociosidade necessário para que o micro entre em modo de hibernação.
</p>

<p>
	Existem três modos de hibernação: Doze, Standby e Suspend. A diferença entre eles é a "profundidade" da hibernação. Quanto mais profundo for o "sono" do micro, mais você economizará energia. O modo Doze é o mais superficial e o Suspend, o mais profundo.
</p>

<p>
	No setup você configura o tempo de ociosidade necessário para o micro entrar nesses modos de hibernação. Fora isso você configura quanto tempo de ociosidade é necessário para que o disco rígido seja desligado (opção IDE Power Control ou HDD Power Down Time) ou ainda configura para que a ventoinha do processador seja desligada quando ele entrar em modo Suspend (opção CPU Fan Off). Como o clock do processador é reduzido quando ele entra neste modo, a ventoinha pode ser desligada, já que o processador não esquentará tanto.
</p>

<p>
	Você também pode configurar o tipo de atividade que "acordará" o micro. Um bom exemplo é o modem. Muita gente usa o modem como fax e deixa o micro ligado durante o dia esperando ligações de fax. Para economizar energia, você pode configurar o micro a entrar em modo de hibernação e acordar automaticamente quando o micro receber alguma ligação de fax, voltando a entrar em modo de hibernação depois de um período de ociosidade. Esse recurso é chamado Wake-up On Ring.
</p>

<p>
	Na maioria dos setups há uma configuração de que pedido de interrupção (IRQ) acordará o micro. Isto significa que se houver alguma atividade no dispositivo que estiver usando aquela IRQ, o micro acordará. Por exemplo, o teclado usa a interrupção 1 (IRQ1). Com isso, se você configurar que a IRQ1 acordará o micro, significa dizer que o teclado acordará o micro. O mesmo ocorre para todos os demais dispositivos conectados ao micro, como, por exemplo, o mouse serial, que normalmente usa a IRQ4 (ou seja, configurando a IRQ4 para acordar o micro, o micro sairá do modo de hibernação quando você mexer no mouse). Você pode obter uma lista completa de quais interrupções são usadas pelos dispositivos de seu micro através de Gerenciador de Dispositivos (ícone Sistema do Painel de Controle), selecionando Computador e clicando na caixa Propriedades.
</p>

<p>
	Com o gerenciamento de consumo elétrico habilitado no setup, o Windows 9x passa a ter mais uma opção no menu Iniciar: Suspender. Essa opção coloca o micro imediatamente em modo Suspend, não sendo necessário esperar o tempo de ociosidade programado no setup.
</p>

<p>
	É claro que em seu micro poderão existir inúmeras outras funções no menu de configuração do gerenciamento de consumo elétrico, mas entendendo o que explicamos hoje, você saberá configurá-las intuitivamente.
</p>

<p>
	[pagination="PCI/Plug and Play Setup"]
</p>

<p>
	No setup existe um menu para a configuração do barramento PCI e dos dispositivos ISA Plug and Play, normalmente chamado PCI/Plug and Play Setup. A correta configuração desse menu é importante para que não existam conflitos de interrupção ou DMA em seu micro, especialmente se você tiver algum periférico antigo instalado, como, por exemplo, uma placa de som.
</p>

<p>
	Normalmente quando dois ou mais periféricos estão configurados a usar um mesmo recurso, eles não funcionam corretamente. Quando dois dispositivos Plug and Play são instalados usando um mesmo recurso (uma mesma linha de interrupção ou canal de DMA), o próprio sistema operacional pode reconfigurar automaticamente os dispositivos, de modo a resolver o conflito de recursos.
</p>

<p>
	Dispositivos ISA antigos não são Plug and Play e, com isso, não há como alterar suas configurações por software, isto é, através do sistema operacional (nesse tipo de periférico a configuração é normalmente feita através de jumpers). Se um dispositivo Plug and Play "cismar" em usar uma mesma interrupção ou canal de DMA que um periférico antigo não Plug and Play, pode ser que o sistema não consiga gerenciar esse conflito, fazendo com que os periféricos entrem em conflito e não funcionem.
</p>

<p>
	Por isso, no setup do micro há como definir manualmente quais linhas de interrupção (IRQ) e quais canais de DMA estão sendo usados por dispositivos antigos não Plug and Play. Assim, esses recursos são separados pelo sistema e nenhum dispositivo Plug and Play poderá utilizá-los.
</p>

<p>
	Se tiver qualquer dispositivo antigo não plug and play instalado em seu micro – como, por exemplo, uma placa de som ou fax modem – você deve efetuar esse procedimento. Placas de som normalmente usam a IRQ5, o DMA1 e o DMA5, enquanto placas de fax modem normalmente usam a IRQ3.
</p>

<p>
	A configuração é feita através de opções como "IRQ x Available To" e "DMA x Available To". Existem duas possibilidades de configuração: "PCI/PnP", caso o recurso esteja sendo utilizado por um dispositivo PCI ou ISA Plug and Play, ou então "ISA/EISA" (ou "Legacy ISA"), caso o recurso esteja sendo usado por um dispositivo não Plug and Play.
</p>

<p>
	Por exemplo, se você tiver uma placa de som antiga no micro, provavelmente deverá configurar "IRQ5 Available To", "DMA1 Available To" e "DMA5 Available To" em "Legacy ISA", enquanto as demais opções deverão ficar em "PCI/PnP".
</p>

<p>
	Caso você não tenha placas antigas instaladas em seu micro, você pode simplesmente configurar a opção "Resources Controlled By" em "Auto", para informar que todos os periféricos de seu micro são Plug and Play. No caso de existir ao menos uma placa antiga, não Plug and Play, instalada em seu micro, você deverá deixar essa opção em "Manual" e efetuar a configuração que descrevemos.
</p>

<p>
	A opção "PnP OS Installed" existente nesse menu deve ser habilitada caso você esteja usando o Windows 9x.
</p>

<p>
	[pagination="Peripheral Setup"]
</p>

<p>
	Concluindo, veremos o menu Peripheral Setup (ou Integrated Peripherals), que configura todos os periféricos que estão integrados na placa-mãe (isto é, on-board), incluindo as portas seriais, porta paralela, portas IDE e controladora de unidade de disquete.
</p>

<p>
	As opções mais comumente encontradas nesse menu são:
</p>

<ul>
	<li>
		On Chip VGA: Habilita o vídeo on-board, caso a sua placa-mãe possua esse recurso. Caso você queira desabilitar o vídeo on-board para instalar uma placa de vídeo em um dos slots do micro, basta desabilitar essa opção.
	</li>
	<li>
		On Board VGA Memory Size ou VGA Shared Memory Size: Em micros com vídeo on-board que usam a arquitetura UMA (Unified Memory Architecture, Arquitetura Unificada de Memória) o chipset da placa-mãe usa parte da memória RAM como memória de vídeo. Nessa opção você especifica o quanto de memória RAM será utilizado para vídeo. Quanto mais você especificar, pior, pois mais memória você perderá para o uso de aplicações. A quantidade ideal depende da resolução que você for trabalhar no Windows. Recomendamos a seguinte configuração: 640x480, 1 MB; 800x600, 2 MB; 1.024x768 ou 1.280x1.024, 4 MB. Por exemplo, é besteira configurar o micro a usar 4 MB de memória de vídeo se a resolução usada for 640x480, pois essa resolução não usa mais do que 1 MB de memória de vídeo. Com isso, você perderá 3 MB de memória à toa.
	</li>
	<li>
		On Board Sound: Habilita o áudio on-board, caso a sua placa-mãe possua. Desabilite essa opção caso você queira instalar uma placa de som avulsa em um dos slots do micro.
	</li>
	<li>
		Programming Mode: Se você configurar essa opção em "auto", o setup configurará automaticamente as demais opções existentes neste menu. Já em "manual", você poderá configurar manualmente as opções existentes.
	</li>
	<li>
		On Board FDC: Habilita a controladora de unidade de disquetes (deixar habilitado).
	</li>
	<li>
		FDD AB Exchange Function ou Swap Floppy Drive: Troca logicamente a unidade A com a B. Deixe essa opção desabilitada.
	</li>
	<li>
		Serial Port 1: Configura a porta serial 1. Deixe em "Auto" ou "COM1" ou "3F8".
	</li>
	<li>
		Serial Port 2: Configura a porta serial 2. Se você tem um fax modem instalado no micro usando o endereço COM2, você deverá desabilitar a porta serial 2 da placa-mãe para não dar conflito, o que é feito através dessa opção. Se não for esse o caso, deixe em "Auto" ou "COM2" ou "2F8".
	</li>
	<li>
		Serial Port 1 MIDI Support: Habilita a compatibilidade da porta serial 1 com a interface MIDI. Deixar desabilitado.
	</li>
	<li>
		Serial Port 2 MIDI Support: Idem.
	</li>
	<li>
		Parallel Port: Configura a porta paralela do micro. Deixe em "Auto" ou "LPT1" ou "378".
	</li>
	<li>
		Parallel Port Mode: Configura o modo de operação da porta paralela, normal ("Normal" ou "SPP") ou bidirecional ("Extended" ou "ECP/EPP"). Sugerimos configurar em modo bidirecional.
	</li>
	<li>
		Parallel Port Extended Mode: Configura o modo bidirecional que será utilizado pela porta paralela, EPP ou ECP. Sugerimos configurar em modo ECP, que oferece melhor desempenho.
	</li>
</ul>
]]></description><guid isPermaLink="false">33751</guid><pubDate>Wed, 29 Mar 2000 07:57:00 +0000</pubDate></item><item><title>O bug do mil&#xEA;nio</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/o-bug-do-mil%C3%AAnio-r34279/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_cobjnzcobjnzcobj.jpg.018120fdf93e7898b966d074b382a7fc.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="O que é?"]
</p>

<p>
	Todos já devem ter ouvido falar no Bug do Milênio (ou y2k, como também é conhecido). Esse bug diz respeito à incapacidade que alguns computadores têm em não armazenarem corretamente o ano 2000 e superiores.
</p>

<p>
	Em micros pessoais (PCs), o bug do milênio está relacionado a dois fatores básicos: hardware e software. Hoje iremos falar nos problemas de hardware envolvidos com o bug do milênio.
</p>

<p>
	A maneira mais simples de testar para ver se o hardware do seu micro (mais especificamente, a placa-mãe) suporta ou não a virada do milênio é configurar a data em 31 de dezembro de 1999 e a hora em 23:59, desligar o micro, esperar um minuto e ligá-lo novamente e ver o que acontece. A modificação da data e hora são efetuadas através dos comandos Date e Time ou então através do relógio da barra de tarefas do Windows 9x.
</p>

<p>
	Uma maneira mais eficiente de se testar se o seu micro realmente suporta datas do século XXI é usando o programinha 2000.exe. Além de testar a virada de 1999 para 2000, esse programa testa como o hardware do micro se comportará nos anos seguintes. Para funcionar, você deve criar um disquete de boot (comando Format a:/s) e copiar o programa para o disquete, dando um boot pelo disquete (pode ser que seja necessário trocar a seqüência de boot no setup do micro - opção Boot Sequence -, para habilitar o boot pela unidade A).
</p>

<p>
	O micro da Figura 1 passou corretamente no teste do programa. Já o micro da Figura 2, não passou.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="O Bug do Milênio" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/696_01.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<b>Figura 1:</b> Micro com relógio preparado para o ano 2000.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="O Bug do Milênio" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/696_02.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<b>Figura 2:</b> Micro não suporta a virada de 1999 para 2000.
</p>

<p>
	Grande parte das máquinas mais antigas (até os primeiros Pentiums) apresentam o erro da Figura 2, que na verdade, não significa que o micro não suporte o século XXI, mas sim que o relógio do micro não consegue mudar automaticamente do ano de 1999 para 2000. Na maioria dos casos, o micro suporta o ano 2000 e uma mudança manual para esse ano é suportada. Ou seja, se você configurar manualmente o ano para 2000 o micro aceita.
</p>

<p>
	No caso de PCs, isso não representa um grande problema: basta você mudar manualmente a data de seu micro em janeiro para que tudo funcione perfeitamente (na ocasião ele estará marcando o ano como 1900 ou 1980). O grande problema desse erro de “virada” (o ano passar de 1999 para 1900 ou 1980 na virada deste ano para 2000) refere-se aos computadores que ficam funcionando 24 Horas por dia sendo servidores de aplicações que sejam críticas com relação a esse problema, como bancos, companhias aéreas, etc - que não é o caso de usuários finais.
</p>

<p>
	[pagination="Outros casos"]
</p>

<p>
	Vimos que a maioria dos micros que não mudam automaticamente o calendário de 1999 para 2000 aceitam que essa mudança seja feita manualmente.
</p>

<p>
	E nos casos onde nem manualmente podemos efetuar essa mudança? A solução definitiva é a troca da placa-mãe do micro, onde o circuito de relógio (RTC, Real Time Clock) está localizado. Mas, se você tem um micro antigo e que não suporta o ano 2000 (nem manualmente), essa solução não parece ser adequada, pois você terá de efetuar um upgrade na máquina, já que não existem mais placas-mães de 386 e 486 à venda no mercado.
</p>

<p>
	Se a sua máquina não suportar de jeito nenhum o século XXI e você não está com dinheiro para realizar um upgrade, existem duas soluções, uma por software e outra por hardware.
</p>

<p>
	A solução por software é muito interessante. Existem um programa shareware chamado MBR2000 que instala um pequeno programa residente em memória no setor de boot mestre do disco rígido (MBR). Esse programa “tapeia” o micro, alterando o ano de 1900 ou 1980 para 2000 no sistema operacional automaticamente. É uma solução extremamente válida para a maioria dos usuários que tenham micros antigos.
</p>

<p>
	A solução por hardware é mais eficiente, é claro. Trata-se de uma placa que substitui o relógio de tempo real (RTC) do micro. Essa placa deve ficar instalada no micro e existem versões ISA, PCI e PCMCIA (para notebooks). Existem diversas placas com essa finalidade no mercado, e a mais conhecida é a Millennium Bios Board (distribuída no Brasil pela Sapt, <a href="http://www.sapt.com.br" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.sapt.com.br</a>). Obviamente sai mais barato colocar uma placa dessas do que trocar a placa-mãe do micro.
</p>

<p>
	Mas, tão importante quanto o hardware é saber se o software suporta o século XXI. Por exemplo, um planilha eletrônica antiga pode não suportar o ano 2000 (e superiores) e acabar efetuando cálculos erroneamente caso eles sejam baseados na data do calendário.
</p>

<p>
	Quem pensa que o bug do ano 2000 só atinge programas muito antigos engana-se. O Windows 98 não suporta totalmente o ano 2000 e é necessário instalar uma atualização. O Windows 98 SE já possui essa atualização e, portanto, não é necessária a sua instalação nessa versão do sistema.
</p>

<p>
	No caso do sistema operacional, quando dizemos que falta suporte à virada do milênio, não estamos nos referindo apenas ao seu calendário, mas sim de todos os outros aplicativos que acompanham o sistema. Por exemplo, o calendário do Windows 98 e do Windows 95 suportam corretamente anos superiores a 1999, mas muitos aplicativos não suportam, podendo causar alguns erros.
</p>

<p>
	Na página na Internet do fabricante do software você encontra informações se o software em questão tem ou não problemas em relação a esse bug e, na maioria das vezes, há para download o arquivo necessário para corrigir o programa. Dessa forma, para você saber se os programas instalados em sua máquina suportam ou não a virada do milênio, consulte a página do fabricante do software na Internet.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34279</guid><pubDate>Wed, 27 Oct 1999 13:20:00 +0000</pubDate></item><item><title>Onde a VIA quer chegar?</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/onde-a-via-quer-chegar-r33760/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_gcqiuugcqiuugcqi.jpg.a550f2f82e69e52225cead6cf0064dd8.jpg" /></p>
<p>
	<a href="https://www.clubedohardware.com.br/artigos/processadores/via-nova-superpot%C3%AAncia-r33762/" rel="">No editorial passado</a> comentamos que a VIA, tradicional fabricante de chipsets, comprou a Cyrix. A novidade agora é que a VIA está fazendo um acordo com a National para a produção de chipsets. Além disso, a VIA está sobrendo uma grande pressão da Intel por causa da criação do padrão PC-133. Dessa forma, a VIA está querendo resolver vários problemas em uma tacada só: criar novos chipsets em parceria com um dos maiores fabricantes de semicondutores do mundo (National), entrar no mercado de processadores (comprando a Cyrix) e ainda tentar fugir de um possível processo da Intel em relação ao padrão PC-133. Abaixo reproduzimos o release da VIA sobre esse assunto (nossa tradução):
</p>

<p>
	<b>VIA Technologies e National Semicondutores anunciam acordo para a produção de chipsets</b>
</p>

<p>
	Taipei, Formosa, 7 de julho de 1999 - VIA Technologies e National Semicondutores anunciaram hoje um acordo através do qual os chipsets da VIA para a plataforma Pentium II passarão a ser produzidos em fábricas da National. Essa aliança permitirá a VIA continuar produzindo e comercializando chipsets com vantagens como o barramento externo de 133 MHz, memória SDRAM PC-133 e AGP 4x. A National fabricará os chipsets, enquanto a VIA os venderá e distribuirá.
</p>

<p>
	"Através desse acordo com a National, a VIA pode continuar a produzir chipsets competitivos para nossos clientes", disse Wenchi Chen, presidente e CEO da VIA. "Os nossos chipsets serão particularmente competitivos no mercado de PCs destinados aos mercados low-end, onde a relação custo/benefício desses componentes de alto desempenho é mais aparente".
</p>

<p>
	Sobre a VIA: Fundada em 1987, VIA Technologies, Inc. é a maior desenvolvedora de semicondutores sem possuir fábricas da Ásia. Sendo uma das principais empresas a possibilitar a construção de PCs sub-$1000, a VIA cria, desenvolve e comercializa chipsets, controladores para placas de rede e outros componentes para placas-mães de alto desempenho e alta integração. A VIA adquiriu recentemente a Cyrix Corporation. Mais informações em <a href="http://www.via.com.tw" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.via.com.tw</a>.
</p>

<p>
	Sobre a National: A National Semicondutores apresenta soluções integradas em um único circuito. Combinando tecnologia analógica e digital, os circuitos da National lidera inúmeros setores de informática e telecomunicações. Com sede em Santa Clara, Califórnia, a National possui faturamento anual de US$2 bilhões e tem 11.500 empregados ao redor do mundo. Mais informações em <a href="http://www.national.com" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.national.com</a>.
</p>

<p>
	Comentário do Hilel Becher, Engenheiro de Aplicações da National e colaborador do Clube do Hardware:
</p>

<p>
	"Interessante esse press release. Nós estamos ajudando a VIA a se livrar da pressão da Intel referente a patentes. Com certeza todo o mercado vai se beneficiar dos avancos que a VIA está conseguindo em relação ao bus de 133 MHz. Agora a Intel que corra atrás!"
</p>

<p>
	 
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">33760</guid><pubDate>Tue, 13 Jul 1999 09:05:00 +0000</pubDate></item><item><title>Soquete 370</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/soquete-370-r34244/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_cwyv4lcwyv4lcwyv.jpg.887b4221e9c48a1df5700b36945b92cf.jpg" /></p>
<p>
	O processador Celeron é um Pentium II de baixo custo destinado a micros para usuários que não necessitam de muito desempenho de processamento, já que o Celeron possui desempenho inferior a um Pentium II ou Pentium III de mesma freqüência de operação. Existem basicamente dois modelos de Celeron: Celeron sem cache (nome-código Covington), que possui baixo desempenho por causa disso, e Celeron com cache de 128 KB (nome-código Mendoncino), também chamado Celeron-A.
</p>

<p>
	Todo Celeron a partir de 333 MHz é Celeron-A. Você poderá encontrar os modelos de 300 MHz nas duas versões: sem cache e com cache. Já os modelos abaixo de 300 MHz são todos sem cache.
</p>

<p>
	O processador Celeron (tanto o modelo com cache quanto o sem cache) é tradicionalmente comercializado já soldado em uma placa de circuito impresso, chamada SEPP (Single Edge Processor Package). Essa placa é instalada na placa-mãe através de um conector chamado slot 1 (ou conector de 242 contatos), que é o mesmo tipo de conector utilizado pelos processadores Pentium II e Pentium III. Isso significa que a placa-mãe utilizada pelo Celeron é a mesma utilizada pelos processadores Pentium II e Pentium III.
</p>

<p>
	Acontece que esse tipo de placa-mãe é relativamente caro. Como o Celeron é um processador destinado a micros de baixo custo, parece não fazer muito sentido usar uma placa-mãe topo-de-linha.
</p>

<p>
	Para diminuir o custo de micros destinados a usuários iniciantes e daqueles que não precisam de tanto poder de processamento (o mercado chamado entry-level), um novo modelo do processador Celeron chegou ao mercado. Esse novo modelo, em vez de vir soldado em uma placa de circuito impresso, é vendido para ser instalado na placa-mãe através de um soquete, similarmente ao que ocorre em processadores como o Pentium, Pentium MMX, MII, K6-2 e K6-III. Esse soquete chama-se soquete 370 e é diferente do soquete 7 utilizado por esses outros processadores, por possuir mais pinos.
</p>

<p>
	Dessa forma, o Celeron soquete 370 necessita de uma placa-mãe própria, que utiliza esse tipo de soquete. A maioria dos fabricantes de placas-mães já oferece modelos de placas que utilizam esse soquete.
</p>

<p>
	Esse modelo de Celeron é baseado no núcleo Mendoncino e, portanto, possui 128 KB de memória cache L2 integrada dentro do próprio processador, atingindo um bom desempenho.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34244</guid><pubDate>Fri, 04 Jun 1999 13:26:00 +0000</pubDate></item><item><title>USB: Universal Serial Bus</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/usb-universal-serial-bus-r34053/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_mfivcmfivcmfivcm.jpg.e90b06286cc137b22c6cc8dbbd1d90e8.jpg" /></p>
<p>
	[pagination="Introdução"]
</p>

<p>
	Se você comprou um computador novo recentemente, é bem provável que ele tenha dois pequenos conectores retangulares no painel traseiro. Esses são os encaixes para dispositivos USB, ou Universal Serial Bus, um revolucionário padrão de conexão de periféricos que a maioria dos usuários ainda desconhece.
</p>

<p>
	Idealizado em 1995 por um grupo de empresas de tecnologia, o padrão USB permite que sejam conectados até 127 equipamentos em cada micro com velocidades de transmissão de 1,5 ou 12 Mbit/s. Tudo isso sem a necessidade de desligar o computador para fazer as ligações e com o reconhecimento automático dos aparelhos adicionados. É o Plug and Play em sua melhor forma.
</p>

<p>
	Dificilmente alguém precisará ligar tantas coisas em um único computador, mas já está provado que isso seria possível. Durante a Comdex de Las Vegas, realizada em novembro do ano passado, o USB Implementers Fórum (<a href="http://www.usb.org" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.usb.org</a>), responsável pela implementação do padrão, conectou nada menos que 111 periféricos.
</p>

<p>
	Segundo Steve Whalley, presidente do USB Implementers Forum e gerente de Iniciativas de Conectividade da Intel, a demonstração foi um marco para a indústria de Informática. "Em quatro anos, o USB passou de uma idéia a uma tecnologia de massa que facilita o uso dos computadores."
</p>

<p>
	A proposta do novo padrão é substituir a infinidade de conectores diferentes empregados nos computadores atuais. Uma rápida olhada em um micro típico revela não menos que cinco encaixes diferentes, entre portas seriais, paralelas, ligações para teclado, mouse, joystick e outros acessórios. Em pouco tempo, o USB pode substituir todos eles.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="O que é necessário"]
</p>

<p>
	De modo geral, todas as placas-mães padrão ATX têm conectores USB. Assim, se o seu micro é um Pentium II, o que normalmente significa que a placa é ATX, ele deve ter vindo com USB. Os encaixes normalmente ficam próximos aos conectores do teclado e do mouse (veja infográfico).
</p>

<p>
	A maioria dos notebooks (computadores portáteis) fabricados no ano passado também já são compatíveis com o novo padrão - basta procurar nas laterais ou na parte de trás do micro o símbolo do USB, que lembra um plantinha com um quadrado, um círculo e um triângulo na ponta dos "galhos".
</p>

<p>
	Em ambos os casos, no entanto, é necessário verificar se o seu sistema operacional reconhece os dispositivos USB. O Windows 98 já suporta USB desde o seu lançamento, sem a necessidade de grandes configurações. A versão mais recente do Windows 95, conhecida como OSR 2.1, também é capaz de reconhecer alguns periféricos USB, mas a instalação pode ser complicada.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Fazendo o upgrade"]
</p>

<p>
	Mesmo que o seu micro não tenha os tais conectores, é possível tirar proveito da tecnologia através da instalação de uma placa controladora específica para USB. Essas placas ainda não são muito comuns nas lojas brasileiras, mas podem ser adquiridas pela Internet em sites como <a href="http://www.adstechnologies.com" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.adstechnologies.com</a>, <a href="http://www.belkin.com" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.belkin.com</a> e <a href="http://www.usbstuff.com" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.usbstuff.com</a>.
</p>

<p>
	Uma placa padrão PCI com dois conectores USB custa entre 40 e 60 dólares e funciona até em micros que já tenham USB, como forma de permitir a conexão de mais dois dispositivos sem a utilização de um hub. Sua instalação é bem simples, bastando abrir o computador e encaixá-la em um dos slots apropriados.
</p>

<p>
	Se o seu micro é um notebook, equipá-lo com conectores USB é ainda mais simples, só que bem mais caro. Nesse caso, você deve usar um adaptor do tipo PC-card (o velho cartão PCMCIA). Os adaptadores mais comuns se encaixam em slots tipo II e custam cerca de 120 dólares.
</p>

<p>
	Se você pretende trocar de computador em alguns meses, no entanto, talvez seja melhor esperar um pouco para usar equipamentos USB. Lembre-se que o seu PC deverá ser capaz de rodar o Windows 98 e que não adianta nada ter os conectores USB se nenhum dos seus periféricos tirar proveito deles.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Periféricos e Hubs"]
</p>

<p>
	O padrão USB pode ser utilizado na maior parte dos acessórios de velocidade baixa ou média. Desde o teclado e o mouse, que no iMac já são USB, até monitores, scanners, impressoras, e drives portáteis, quase todos os periféricos já têm versões compatíveis com os novos conectores. A maioria deles só funciona em micros equipados com USB - não adianta comprar um acessório se o seu computador ainda não estiver preparado para ele.
</p>

<p>
	Em alguns casos, como o da impressora Epson Stylus Color 740, é possível usar o conector USB ou o paralelo, de acordo com a capacidade do seu micro. Já no gamepad Fusion Digital, da ThrustMaster, um simples adaptador permite que o aparelho seja ligado tanto no encaixe de joysticks tradicionais (gameport) quanto nos conectores USB.
</p>

<p>
	Se os computadores costumam trazer dois conectores USB, como é possível ligar até 127 coisas ao mesmo tempo? É simples, mas para isso você terá que usar um aparelhinho chamado hub, que permite a conexão de vários dispositivos em uma única entrada do micro, além de extender o comprimento do cabo, normalmente limitado a cinco metros.
</p>

<p>
	Existem hubs com várias capacidades, mas os mais comuns são os de quatro e sete conectores. Eles costumam ser ligados na tomada, para que possam fornecer a energia elétrica necessária para o funcionamento de acessórios de baixo consumo, já que o computador não seria capaz de alimentar tantos aparelhos sozinho.
</p>

<p>
	Alguns dispositivos maiores, especialmente os monitores, têm hubs embutidos que permitem a ligação de outros aparelhos diretamente a eles. O teclado do iMac, por exemplo, tem duas saídas USB, uma delas usada para conectar o mouse. Assim, você pode conectar um acessório ao outro, sem precisar de tantos fios serpenteando até o micro.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="FireWire"]
</p>

<p>
	Mas se o padrão USB é ideal para periféricos de baixa e média velocidade, o que fazer com aqueles que exigem mais rapidez? Para suprir essa necessidade, vem aí o FireWire, algo como "fio de fogo". Também conhecido como IEEE 1394, ele atinge velocidades de 100, 200 e 400 Mbit/s, contra o máximo de 12 Mbit/s do USB, e permite que os dispositivos conectados se comuniquem entre si, sem a intervenção do computador.
</p>

<p>
	Ainda deve demorar um pouco para as especificações definitivas do FireWire serem adotadas pelos fabricantes. Atualmente, os conectores só estão disponíveis em poucos computadores, geralmente os mais caros, e não existem muitos dispositivos que possam aproveitá-los. Suas principais aplicações serão discos de alta capacidade, modems a cabo e vídeo digital.
</p>

<p>
	Para mais informações sobre o FireWire, visite <a href="http://www.1394ta.org" rel="external nofollow" target="_blank">http://www.1394ta.org</a> e <a href="http://www.1394showcase.com" rel="external nofollow" target="blank">http://www.1394showcase.com</a>.
</p>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Raio X"]
</p>

<ul>
	<li>
		Número máximo de conexões: 127
	</li>
	<li>
		Velocidade: 1,5 ou 12 Mbit/s
	</li>
	<li>
		Cabos: compostos por quatro fios, sendo dois para dados, um para energia e um terra.
	</li>
	<li>
		Comprimento máximo: cinco metros
	</li>
</ul>

<p>
	 
</p>

<p>
	[pagination="Alguns produtos USB"]
</p>

<p>
	<b>Impressoras:</b>
</p>

<ul>
	<li>
		<a href="http://www.epson.com" rel="external nofollow" target="_blank">Epson Stylus Color 740</a>
	</li>
	<li>
		<a href="http://www.hp.com" rel="external nofollow" target="_blank">HP DeskJet séries 880 e 895</a>
	</li>
</ul>

<p>
	<b>Câmeras digitais:</b>
</p>

<ul>
	<li>
		<a href="http://www.logitech.com" rel="external nofollow" target="_blank">Logitech QuickCam VC</a>
	</li>
	<li>
		<a href="http://www.intel.com" rel="external nofollow" target="_blank">Intel Create and Share</a>
	</li>
</ul>

<p>
	<b>Scanners:</b>
</p>

<ul>
	<li>
		<a href="http://www.hp.com" rel="external nofollow" target="_blank">HP ScanJet séries 4100 e 6200</a>
	</li>
	<li>
		<a href="http://www.agfa.com" rel="external nofollow" target="_blank">Agfa SnapScan 1212u</a>
	</li>
</ul>

<p>
	<b>Unidades de disco removíveis:</b>
</p>

<ul>
	<li>
		<a href="http://www.iomega.com" rel="external nofollow" target="_blank">ZIP Drive USB</a>
	</li>
	<li>
		<a href="http://www.imation.com" rel="external nofollow" target="_blank">Superdisk USB</a>
	</li>
</ul>

<p>
	<b>Mouses:</b>
</p>

<ul>
	<li>
		<a href="http://www.logitech.com" rel="external nofollow" target="_blank">Logitech USB Wheel Mouse</a>
	</li>
	<li>
		<a href="http://www.belkin.com" rel="external nofollow" target="_blank">Belkin F8E201 USB Mouse</a>
	</li>
</ul>

<p>
	<b>Joysticks:</b>
</p>

<ul>
	<li>
		<a href="http://www.thrustmaster.com" rel="external nofollow" target="_blank">Thrustmaster Fusion Digital e Nascar Force GT</a>
	</li>
	<li>
		<a href="http://www.logitech.com" rel="external nofollow" target="_blank">Logitech Wingman Force e Formula Force</a>
	</li>
</ul>

<p>
	 
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34053</guid><pubDate>Fri, 19 Feb 1999 03:26:00 +0000</pubDate></item><item><title>Padr&#xE3;o ATX</title><link>https://www.clubedohardware.com.br/artigos/placas-mae/padr%C3%A3o-atx-r34159/</link><description><![CDATA[
<p><img src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/monthly_2025_07/Gemini_Generated_Image_307e8d307e8d307e.jpg.2ff1b34b1d3b5f25b43e20ecaf63616d.jpg" /></p>
<p>
	ATX é o nome de um novo formato de placas-mães que tem sido bastante utilizado. Esse formato foi criado de forma a melhorar alguns problemas encontrados no tradicional formato de placas-mães (o formato tradicional chama-se Baby-AT), como:
</p>

<p>
	Dissipação térmica: placas-mães ATX apresentam melhor ventilação para seus componentes.
</p>

<p>
	Posição dos cabos: em placas-mães ATX os conectores para cabos ficam próximos do disco rígido, da unidade de CD-ROM e da unidade de disquete, não fazendo com que os cabos fiquem embolados dentro do gabinete, como ocorre quando o micro possui uma placa-mãe Baby-AT.
</p>

<p>
	Posição do processador: em placas-mães Baby-AT o processador é instalado próximo aos slots ISA, impedindo a instalação de placas periféricas que sejam maiores que o slot, como, por exemplo, placas de som. Já em placas-mães ATX, o processador é instalado longe dos slots, de forma a não atrapalhar a inserção de placas periféricas.
</p>

<p>
	Posição da memória RAM: Em placas-mães Baby-AT, os módulos de memória RAM ficam "espremidos" ao lado da fonte de alimentação do gabinete, dificultando a instalação de memória. Na placa-mãe ATX isso não ocorre, pois os soquetes para a instalação dos módulos de memória ficam em outra posição.
</p>

<p>
	Outra grande diferença é que placas-mães ATX necessariamente precisam ser instaladas em gabinetes do tipo ATX pois, como você pode reparar nas figuras, as placas-mães ATX são mais "largas" (possuem um comprimento maior) e mais "curtas" (possuem uma largura menor) que placas-mães Baby-AT. Além disso, a fonte de alimentação dos gabinetes ATX possuem um conector diferente, apropriado para placas-mães ATX. Eletronicamente falando, as fontes de gabinetes ATX possuem mais sinais.
</p>

<p>
	Interessante notar que algumas placas-mães Baby-AT podem ser instaladas em gabinetes ATX, desde que a placa-mãe possua conector de alimentação ATX, o que tem ocorrido com as placas-mães mais modernas. Entre outras vantagens, a fonte de alimentação ATX permite que o micro seja desligado por software, o que pode ser muito útil em tarefas agendadas (por exemplo, você pode programar o micro para fazer um download de um arquivo da Internet e se auto-desligar após o download).
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Padrão ATX" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/569_001.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<b>Figura 1:</b> Placa-mãe Baby-AT.
</p>

<p style="text-align: center;">
	<img alt="Padrão ATX" border="0" style="height: auto;" data-src="https://www.clubedohardware.com.br/uploads/cms/oldcmsimages/569_002.jpg" src="https://www.clubedohardware.com.br/applications/core/interface/js/spacer.png"><br>
	<b>Figura 2:</b> Placa-mãe ATX.
</p>
]]></description><guid isPermaLink="false">34159</guid><pubDate>Fri, 15 Jan 1999 02:00:00 +0000</pubDate></item></channel></rss>
